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O Povo unido jamais será vencido ...

Iniciado por camafeu, Março 09, 2011, 16:26

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camafeu

12 de Março de 2011, SÁBADO - Um milhão de pessoas na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política

Este e-mail vai circular hoje e será lido por centenas de milhares de pessoas. A guerra contra a chulisse, está a começar. Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do que nos têm andado a fazer, do porquê de chegar ao ponto de ter de cortar na comida dos filhos! Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer -quase-tudo, para mudar o rumo deste abuso.

Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar.

Nenhum governante fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados;

2. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode;

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros?s e não são verificados como podem ser auditados?

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc...;

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia.. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades;

9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado;

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc;

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES....;

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;

19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.

20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.

22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).

23. Assim e desta forma, Sr. Ministro das Finanças, recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado ;

24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público Privadas), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem"...;

25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;

26. Controlar a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";

27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;

28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.

30. Pôr os Bancos a pagar impostos.


Ao "povo", pede-se o reencaminhamento deste e-mail.


camafeu

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1799247&seccao=Jo%E3o%20Marcelino&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&page=-1

CitaçãoA 'manif' da geração à rasca

1. Não sei se a manifestação "Geração à rasca", marcada para o próximo dia 12 em várias cidades do País, tem por detrás alguma organização partidária.

Leio que Jerónimo de Sousa vai marcar presença e Alberto João Jardim também apoia os objectivos e fico sem dúvidas quanto ao facto de muita gente desejar enquadrar politicamente o protesto destes jovens.

Ele tem, efectivamente, uma virtude: representa a denúncia de uma situação de facto.

Em Portugal, como um pouco por toda a Europa, de onde o movimento descende, há uma geração marcada pela precariedade laboral e mal paga, quando não sujeita ao desemprego, sem horizontes laborais que permitam equacionar o cenário de independência a que qualquer indivíduo se habituou no mundo ocidental nas últimas décadas.

Como expressão de um sentimento colectivo e, sobretudo, como protesto político dirigido a quem governou o País nas últimas décadas, esta manifestação faz sentido.

É, ainda, um grito de cidadania e um alerta social que deve ser ouvido no Estado e na economia.

Quando um País hipoteca a felicidade dos seus jovens, está a percorrer um caminho muito perigoso - e os decisores, políticos e económicos, no Estado e nas empresas, devem perceber isso e procurar combater este terrível quadro de incerteza que marca a sociedade portuguesa e que é retratada com ironia, cáustica, na interpretação de Ana Bacalhau e os seus Deolinda na canção "Parva que sou".

2. Há nesta situação que atravessamos uma parte de culpas próprias. A nível interno, as opções dos governos pioraram o pano de fundo internacional, em que sobressaem os crescimentos chinês, indiano, brasileiro, do Leste europeu, etc.

Delapidámos recursos.

Fizemos apostas erradas.

Até o Estado cresceu em demasia, fundado na convicção generosa de a todos poder ajudar, estrangulando a economia e adormecendo o ataque ao desafio da competitividade.


Criámos, colectivamente, um cenário de bem-estar que hoje se abate de forma brutal sobre as pessoas e sobre as perspectivas dos jovens.
Reconhecido isto, deve dizer-se que a economia do País também está mal porque sobre ela se abatem razões globais, que deslocam empresas, sobem preços de matérias-primas, aumentam o custo dos produtos alimentares, actuam sobre o factor trabalho.

Estamos pior (em Portugal) porque o mundo é hoje mais justo do que era num passado recente quando muitos milhões de seres humanos, noutras paragens, estavam condenados a "ser escravos" e sem sequer poderem dar-se ao luxo de "estudar" (como satiriza o hino oficioso da "geração à rasca"). Era trabalho escravo desde o berço, e essa desigualdade ajudou à prosperidade ocidental, europeia e norte-americana.

O mundo mudou. E, se para alguns mudou para pior, para outros mudou para muito melhor.

3. Os jovens desta "geração à rasca" fazem bem em chamar a atenção para os seus problemas imediatos, mas devem enfrentar o passo seguinte: a luta por um mundo melhor, como antes foi feito por outras gerações, de uma forma geral marcadas até por menos meios e sem tantos instrumentos académicos e culturais.

Como se faz isso?

Com trabalho, aproveitando todas as oportunidades uma a uma, tendo mais qualidade que o outro indivíduo, participando na vida do País e disponibilizando-se para serem agentes da mudança.

Portugal precisa de mais cidadania, de gente empenhada que não se esgote apenas no protesto, mesmo que ele seja justo, como este o é.

Se eu fizesse parte desta "geração à rasca" haveria com certeza uma coisa a que reagiria mal: a que as manifestações fossem frequentadas por políticos e pessoas fora do quadro geracional de que emanam. A partidarite, neste caso, só pode dividir e retirar autenticidade à denúncia.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1799247&seccao=Jo%E3o%20Marcelino&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&page=-1

camafeu

"Isto é de tal forma grave que uma simples troca de Governo é insuficiente", diz Rui Rio

O presidente da Câmara do Porto defendeu hoje a necessidade de reformas profundas no atual regime político, considerando que a situação "é de tal forma grave" que uma mudança de Governo já não basta.

"Se houvesse eleições antecipadas, não haveria uma mudança de regime, mas uma mudança no Governo. Isto é de tal forma grave que uma simples troca de Governo é insuficiente", defendeu Rui Rio.

O autarca respondia aos jornalistas na apresentação dos "Grandes Debates do Regime", que o município organiza a partir de dia 31.

A iniciativa pretende ser "uma reflexão sobre o estado do regime nos últimos 40 anos" e não sobre "o estado do país por causa da atuação do Governo", pelo que terá um impacto menor "se tudo se precipitar no curto prazo" e se realizarem eleições antecipadas.

"Se não se precipitarem, acredito que estes debates possam influenciar os diversos partidos para se entenderem quanto à necessidade de fazer reformas profundas", explicou.

Sem "reformas profundas, o regime irá à falência de uma forma que ninguém consegue adivinhar", avisou.

Para Rio, a queda do regime não acontecerá de forma "tradicional", mas "de forma pior, com um poder democrático fraco e outros poderes fortes que às vezes nem o rosto se lhes conhece e não se consegue sequer combater devidamente".

As injustiças sociais "são crescentes", o desemprego "tem crescido para taxas inimagináveis", o país está "profundamente endividado, mais do que os portugueses sonham" e o poder político "está desacreditado" – eis alguns sinais de que o regime "está a falhar".

A justiça é a área com reforma mais urgente: "Temos um sistema de justiça que está pior do que no tempo da ditadura. Tirando os julgamentos eminentemente políticos, que agora não há, os cidadãos têm hoje uma resposta pior", criticou.

O "objetivo mais importante" é "credibilizar o poder político" e o "maior problema é o endividamento externo", acrescentou.

Pinto Balsemão, Mário Soares e Freitas do Amaral participam no primeiro debate, sobre "Democracia no século XX: Que hierarquia de valores?"
A 5 de maio, Garcia Leandro, Santana Lopes e Rui Ramos discutem "O estado do regime" e a 16 de junho Abel Mateus, Lobo Xavier e Rui Moreira debatem "O papel do Estado e os limites da sua intervenção".

A 14 de julho, Laborinho Lúcio, Marinho Pinto e Paulo Rangel falam sobre "Justiça: como fazer a rutura?", seguindo-se, a 22 de setembro, Azeredo Lopes, Manuel Teixeira e Maria João Avillez, com "Comunicação Social: impune ou responsável".

A 13 de outubro, fala-se sobre "Educação: O futuro de Portugal", com Artur Santos Silva, Maria de Lurdes Rodrigues e Nuno Crato.

"As finanças públicas e o Estado social num mundo globalizado" é o debate de 10 de novembro, com António Barreto, Carvalho da Silva e Vítor Bento.

A 19 de janeiro de 2012, "A Economia portuguesa e o caminho para a competitividade", com Daniel Bessa, Mira Amaral e Rui Vinhas da Silva e, a 9 de fevereiro, "Que reformas para salvar o regime?", com António Vitorino, Pacheco Pereira e Morais Sarmento.

http://www.ionline.pt/conteudo/108256-isto-e-tal-forma-grave-que-uma-simples-troca-governo-e-insuficiente-diz-rui-rio