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Portugal - Bailout já em Março???

Iniciado por chaparro, Março 09, 2011, 12:21

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chaparro

A cada dia que passa lá estão os juros da dívida soberana a bater novos máximos... Até aqui nada de novo e apesar dos malfadados 7% que o Sr ministro das finanças afirmou serem um valor insuportável para as depauperadas contas públicas nada está a ser feito (ou está pela calada).

A este triste cozinhado em lume brando, juntou-se na última semana a ultrapassagem dos 110 dls para o brent do mar do norte (máximo próximo de 120 dls). Só faltava isto para juntar ao orçamento do ''gamanço'' fiscal e parece inevitável uma recessão de contornos épicos. Quem pensa que a queda do PIB se vai ficar por 1% está muito enganado. A coisa vai ser bem mais violenta.

Como últimos condimentos a banca portuguesa já só tem crédito junto do BCE e o BCE já só empresta para evitar o alastrar da desgraça a espanha e itália.
O BCE também já avisou que a inflação não permite que se mantenham as taxas de juro actuais e que vai aumentar o juro doa a quem doer.

O cenário de catástrofe eminente já é insuportável e ou muito me engano ou  ''o mundo vai mudar outra vez'' no próximo mês e desta vez o corte em salários e benefícios fiscais vai ser a sério. Reformados, desempregados, malta do RSI,  ADSE, e funcionalismo público vão juntar-se à geração à rasca e teremos um país de tanga a escala nunca antes vista.










npl

Citação de: chaparro em Março 09, 2011, 12:21
''o mundo vai mudar outra vez'' no próximo mês e desta vez o corte em salários e benefícios fiscais vai ser a sério. Reformados, desempregados, malta do RSI,  ADSE, e funcionalismo público vão juntar-se à geração à rasca e teremos um país de tanga a escala nunca antes vista.

Não há problema, está tudo debaixo de controlo.
Muito em breve os portugueses vão voltar a reconduzir ao poder o Socialismo que nos (des)governa há mais de três décadas.
Napoleon: «L'art d'être tantôt très audacieux et tantôt très prudent est l'art de réussir.»

camafeu

#2
Com ou sem FMI é melhor contarem com mais cortes em benefícios sociais e com mais uma subida de impostos (e consequentemente subida da inflação).

http://economico.sapo.pt/public/uploads/PEC11-03-2011.pdf

As novas medidas de austeridade em 2012 e 2013

http://economico.sapo.pt/noticias/as-novas-medidas-de-austeridade-em-2012-e-2013_113107.html

OE2011
Governo avança com medidas adicionais este ano


http://economico.sapo.pt/noticias/governo-avanca-com-medidas-adicionais-este-ano_113105.html

Governo vai repensar subsídio de desemprego

http://economico.sapo.pt/noticias/governo-vai-repensar-subsidio-de-desemprego_113120.html


Medidas de redução da despesa: 2,4% do PIB (1,6% em 2012 e 0,8% em 2013)


Congelamento do IAS e suspensão da aplicação das regras de indexação de pensões


Contribuição especial aplicável a todas as pensões (com impactos
semelhantes à redução dos salários da Administração Pública)


Redução de custos com medicamentos e sub-sistemas públicos de saúde,
aprofundamento da racionalização da rede escolar

􀀹 Redução da despesa com benefícios sociais de natureza não contributiva

Revisão e limitação dos benefícios e deduções fiscais, designadamente em
sede de IRS e IRC


Racionalização da estrutura de taxas do IVA


Actualização dos impostos específicos sobre o consumo


Conclusão da convergência no regime de IRS de pensões e rendimentos
do trabalho


Combate à informalidade e evasão fiscal: controlo de facturas e
cruzamento de declarações de volume de negócios com pagamentos

automáticos

– Reforço e estabilização do sector financeiro ... para enfrentar os desafios de reforço e estabilização do sector financeiro levar-se-á a cabo uma estratégia baseada em 4 pilares


Continuação da promoção de aumentos de capital dos bancos
e reestruturações quando necessárias:

preparação, até final de Abril de 2011, de planos de reorganização em cada banco, com calendários e metas relativos à dimensão e composição do balanço,
estrutura de capital e eficiência operacional, consistentes com o ajustamento macroeconómico e o processo de consolidação orçamental.

O intuito será reforçar rapidamente a base de capital dos bancos, sobretudo atendendo à necessidade de desalavancagem e de recuperação do acesso aos mercados. Estes planos serão avaliados pelo Banco de Portugal até o final de Maio de 2011.

fernando.listas

Citação de: npl em Março 10, 2011, 18:08
Não há problema, está tudo debaixo de controlo.
Muito em breve os portugueses vão voltar a reconduzir ao poder o Socialismo que nos (des)governa há mais de três décadas.

Nesse poder socialista estás a incluir os 10 anos de cavaquismo?
E também o cherne?

fisher

#4
Chaparro

Infelizmente o amigo tem toda a razão , isto é uma catástrofe  enorme, e vai acelerar.

Estão a destruir este País estes tótós da divida  e nós sentados na bancada a assistir a esta destruição. É uma pena

E a destruição vai continuar enquanto os tótós continuarem a pedir mais dinheiro emprestado , aumentando a divida , a despesa , a desgraça.

A solução é só uma, deixar imediatamente de pedir emprestado e pagar a divida que nos consome gradualmente , e aumentar a produção nacional desenvolvendo a economia .

É preciso parar a divida de crescer que nos leva à ruína

É preciso desenvolver a economia

Parece-me que o pior está para vir

chaparro

E 48 horas depois do início do post... o cenário mais que previsível consumou-se.

O curioso é que quando sai o anúncio das medidas elas só entram em vigor uns meses depois.
É a tática das scut's: 1 avisa-se que afinal vão pagar todos, depois demoram-se uns meses a por em prática e o pessoal fica todo contente pois não começa a pagar a factura logo. Quando finalmente se começa a pagar a factura já há novos anúncios que só serão aplicados uns meses depois e já nem sequer há qualquer tipo de reacção aos anúncios. Entrámos no reino da fatalidade financeira crónica (mas sempre direccionada aos mesmos na medida inversa da sua capacidade contributiva). As grandes fortunas estão a salvo. Pode passar a haver 4 milhões de pessoas neste país abaixo do limiar de pobreza na próxima década que os biliões a sairem para off-shores vão continuar a sair impunemente.

No fundo temos uma classe de afortunados em Portugal que se comporta como a família kadafi, a dos santos, e tantas outras e que sugam tudo à sua volta e a malta vai sendo sugada e ainda agradece. Cá a única diferença é que ''existe'' um regime democrático.

Quanto ao aligeirar as responsabilidades para os socialistas, acho engraçado, mas é claro que não me podem é obrigar a branquear o que representaram os governos cavaquistas para que a situação actual seja o que é...



fisher

#7
Caros amigos

Porque é que eu digo que a causa da nossa desgraça é a divida enorme que estes irresponsáveis e............ fizeram e que vamos nós pagar, e devemos pagar imediatamente.

Reparem , não sei ao certo o valor total, mas acho que o Medina Carreira, antes de ser silenciado, dizia que era próxima dos 300.000 milhões .

Bom, se for apenas 200.000 milhões a um juro de, digamos, 6% nós pagamos ao estrangeiro , atiramos para o esgoto, 12.000 milhões , uma loucura de despesa . É esta despesa meus amigos  que deve ser cortada imediatamente , e  não os ordenados.

É um crime o dinheiro dos nossos impostos ,e ordenados, 12.000 milhões serem  lançados no "esgoto ", quando deveria ser aplicado no desenvolvimento da economia,  e no social.

Já repararam que atiramos à rua 1.000 milhões por mês !!!! uma irresponsabilidade

Isto é uma asneira  é criminoso penso eu.

É pois urgente pagar a divida que nos arruína e leva à miséria ,e criar riqueza desenvolvendo a economia rapidamente.

Portanto meus amigos estamos tesos como um carapau , á beira da miséria, e querermos fazer figura de ricos ,queremos agravar mais a divida pedindo mais dinheiro emprestado , reduzindo os ordenados e aumentando os impostos ,  para fazer mais um comboio ( Tgv) e aeroporto, que não são precisos para nada , que não fazem falta nenhuma, é a maior asneira, e irresponsabilidade, que eu já vi .

Por sorte , tivémos sorte , aparecerem recentemente os Homens da Luta que vão representar os Portugueses à Alemanha para que os Alemães não pensem que somos todos irresponsaveis .

nota: isto é apenas uma opinião pessoal. Quem quizer pode discordar à vontade

npl

Citação de: fernando.listas em Março 11, 2011, 20:09Nesse poder socialista estás a incluir os 10 anos de cavaquismo?

O crescimento do PIB feito nesses 10 anos foi feito mais à custa da inundação da economia portuguesa com capital vindo de Bruxelas, do que com meios e capacidades próprias dos portugueses, como ocorreu no tempo do Estado Novo, que apesar de sustentar um conflito em África por aquilo que considerava ser vital para o futuro dos Portugueses, mesmo assim conseguia performances económicas superiores àquelas conseguidas durante a "Democracia".

Cavaco Silva aumentou brutalmente a função pública no final dos anos 80, antes da sua reeleição para a garantir...Além disso não tem arcaboiço de Estadista, pois nunca conseguiu controlar a corrupção que gravita(va) à sua volta. Relembremo-nos das facturas falsas...apesar de eu ser pequeno lembro-me de ter ficado estupefacto/escandalizado/admirado com o perdão.


Citação de: fernando.listas link=topic=182384.msg254223#msg254223
E também o cherne?

Esse andou a organizar greves/boicotes aos navios que partiam para África...Não é preciso dizer muito mais. Consequentemente não me admirou a sua incapacidade/colagem à invasão do Iraque, e consequente eleição para presidente da comissão Europeia, pois seguramente os interesses de Portugal não aparecem no topo das suas prioridades.

Finalmente não esquecer o que a sigla "PSD" quer dizer:
Partido SOCIAL Democrata.

Só tem ilusões quem as desejar...ou seja, mais do mesmo. Isto é, numa palavra:

SOCIALISMO.

Por alguma razão Portas teve visão para se descolar da velha sigla "CDS", isto é, Centro Democrático "SOCIAL"...

Já agora, conhecemo-nos pessoalmente/d'algum lado?
Cumprimentos.
Napoleon: «L'art d'être tantôt très audacieux et tantôt très prudent est l'art de réussir.»

fernando.listas

Citação de: npl em Março 13, 2011, 22:22
Citação de: fernando.listas em Março 11, 2011, 20:09Nesse poder socialista estás a incluir os 10 anos de cavaquismo?

O crescimento do PIB feito nesses 10 anos foi feito mais à custa da inundação da economia portuguesa com capital vindo de Bruxelas, do que com meios e capacidades próprias dos portugueses, como ocorreu no tempo do Estado Novo, que apesar de sustentar um conflito em África por aquilo que considerava ser vital para o futuro dos Portugueses, mesmo assim conseguia performances económicas superiores àquelas conseguidas durante a "Democracia".

Cavaco Silva aumentou brutalmente a função pública no final dos anos 80, antes da sua reeleição para a garantir...Além disso não tem arcaboiço de Estadista, pois nunca conseguiu controlar a corrupção que gravita(va) à sua volta. Relembremo-nos das facturas falsas...apesar de eu ser pequeno lembro-me de ter ficado estupefacto/escandalizado/admirado com o perdão.


Citação de: fernando.listas link=topic=182384.msg254223#msg254223
E também o cherne?

Esse andou a organizar greves/boicotes aos navios que partiam para África...Não é preciso dizer muito mais. Consequentemente não me admirou a sua incapacidade/colagem à invasão do Iraque, e consequente eleição para presidente da comissão Europeia, pois seguramente os interesses de Portugal não aparecem no topo das suas prioridades.

Finalmente não esquecer o que a sigla "PSD" quer dizer:
Partido SOCIAL Democrata.

Só tem ilusões quem as desejar...ou seja, mais do mesmo. Isto é, numa palavra:

SOCIALISMO.

Por alguma razão Portas teve visão para se descolar da velha sigla "CDS", isto é, Centro Democrático "SOCIAL"...

Já agora, conhecemo-nos pessoalmente/d'algum lado?
Cumprimentos.

Perdoe-me Vossa Excelência pelo atrevimento.
Afinal quem sou eu para tratar por tu alguém que era pequeno aquando das facturas falsas.

São estas duas personagens tão socialistas como o como o actual primeiro ministro, o meu e o de Vossa Excelência. É só nacionalizações, regulamentação, monopólios estatais, mão dura na banca, taxação de fortunas. Enfim, um socialismo férreo à boa maneira russa.
Concordo de facto com Vossa Excelência, "Só tem ilusões quem as desejar...ou seja, mais do mesmo."

Com os melhores cumprimentos, deste seu humilde interlocutor.

npl

Citação de: fernando.listas em Março 14, 2011, 00:43
Perdoe-me Vossa Excelência pelo atrevimento.
Afinal quem sou eu para tratar por tu alguém que era pequeno aquando das facturas falsas.
Pas de problème.

Napoleon: "Les grands hommes ne sont jamais cruels sans nécéssité."
Napoleon: «L'art d'être tantôt très audacieux et tantôt très prudent est l'art de réussir.»

camafeu

Citação de: npl em Março 13, 2011, 22:22


O crescimento do PIB feito nesses 10 anos foi feito mais à custa da inundação da economia portuguesa com capital vindo de Bruxelas, do que com meios e capacidades próprias dos portugueses, como ocorreu no tempo do Estado Novo, que apesar de sustentar um conflito em África por aquilo que considerava ser vital para o futuro dos Portugueses, mesmo assim conseguia performances económicas superiores àquelas conseguidas durante a "Democracia".

Cavaco Silva aumentou brutalmente a função pública no final dos anos 80, antes da sua reeleição para a garantir...Além disso não tem arcaboiço de Estadista, pois nunca conseguiu controlar a corrupção que gravita(va) à sua volta. Relembremo-nos das facturas falsas...apesar de eu ser pequeno lembro-me de ter ficado estupefacto/escandalizado/admirado com o perdão.



Todos falam na maravilhas da União Europeia mas não falam do suborno em forma de fundos europeus para que a produção nacional fosse desmantelada.

A situação é tão má que é mais fácil um imigrante brasileiro sem qualificações arranjar emprego em Portugal que um jovem português licenciado que ou tem qualificações a mais ou não tem cunhas para arranjar uma vaga naquilo para que estudou.

Quando um país não providencia oportunidades ou meios de sustento para os seus cidadãos alguma coisa de muito grave se passa.

Portugal é o país dos centros comerciais e como tal nada mais é que um drogadito do crédito, pois precisa de doses cada vez maiores para alimentar o vício do consumismo e evitar a ressaca.





Citação de: npl em Março 13, 2011, 22:22Esse andou a organizar greves/boicotes aos navios que partiam para África...Não é preciso dizer muito mais. Consequentemente não me admirou a sua incapacidade/colagem à invasão do Iraque, e consequente eleição para presidente da comissão Europeia, pois seguramente os interesses de Portugal não aparecem no topo das suas prioridades.

Finalmente não esquecer o que a sigla "PSD" quer dizer:
Partido SOCIAL Democrata.

Só tem ilusões quem as desejar...ou seja, mais do mesmo. Isto é, numa palavra:

SOCIALISMO.

Por alguma razão Portas teve visão para se descolar da velha sigla "CDS", isto é, Centro Democrático "SOCIAL"...



É verdade que tanto os Social Democratas como os Socialistas têm raízes marxistas.

Mas muitos desses políticos "Socialistas" traíram os seus ideais e venderam-se por dinheiro.

http://www.thisismoney.co.uk/celebrity/article.html?in_article_id=503845&in_page_id=181




Analisando o espectro político europeu, podem-se tirar várias conclusões da análise. uma delas é que existem várias «esquerdas» e várias «direitas», existe por exemplo, uma esquerda liberal e uma esquerda autoritária, tal como uma direita liberal e uma direita autoritária. a esquerda liberal ou libertária (vulgo anarquismo) distingue-se da autoritária populista (vulgo comunismo), embora tenham coisas em comum.

Da mesma forma, a direita liberal «conservadora» (vulgo neo-liberalismo...«neo» porque o liberalismo original é de esquerda ou centro-esquerda e não-económico) é diferente da direita autoritária (vulgo fascismo, ou outras "alas" tais como integralismo, sidonismo, miguelismo, absolutismo, etc).

Outro ponto é verificarmos que a social-democracia tal como o socialismo democrático (PSD e PS em Portugal respectivamente) são Centro-Esquerda no espectro político Europeu, embora o PSD seja estranhamente considerado "Direita" cá no burgo, apenas porque "namora" actualmente com políticas liberais económicas,  ainda que a Social-Democracia original, fosse uma tentativa de transição pacífica para um Esquerdismo democrático.

Quanto à democracia-cristã, inspiradora do CDS, situa-se precisamente no Centro, embora seja ela, tal como o próprio CDS, muitas vezes considerado como "Direita" e, por vezes, até "direita radical".

Os partidos de Centro ou Centro-Esquerda, parecem opôr-se à Esquerda Radical...mas na realidade a oposição é só superficial e naquilo que é secundário, a Economia, porque na concepção da vida extra-económica, são mais parecidos do que parece nos debates da Assembleia da Republica. 

São partidos "puxados" e "deslocados" pelo centro de gravidade esquerdista e giram à volta da Esquerda radical, quase como satélites, concordando pela metade, e permitindo-se «discordar» aqui e ali, em aspectos menores, mas partilhando a essência cultural marxista.


A social-democracia é uma ideologia política de esquerda surgida no fim do século XIX por partidários do marxismo que acreditavam que a transição para uma sociedade socialista poderia ocorrer sem uma revolução, mas por meio de uma evolução democrática.

A ideologia social-democrata prega uma gradual reforma legislativa do sistema capitalista a fim de torná-lo mais igualitário, geralmente tendo em meta uma sociedade socialista. O conceito de social-democracia tem mudado com o passar das décadas desde sua introdução.

A diferença fundamenteal entre a social-democracia e outras formas de socialismo, como o marxismo ortodoxo, é a crença na supremacia da acção política em contraste à supremacia da acção económica ou determinismo económico sócio industrial.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Social-democracia


Bolchevique (russo: Большевик, transliteração "bolshevik") é uma palavra da língua russa, e significa "maioritário". Assim foram chamados os integrantes da facção do Partido Operário Social-Democrata Russo liderada por Vladimir Lenin.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bolchevique


O Partido Operário Social-Democrata Russo, ou POSDR (Росси́йская Социа́л-Демократи́ческая Рабо́чая Па́ртия = РСДРП) foi um partido político socialista russo fundado em 1898 em Minsk de modo a unir as várias organizações revolucionárias em um partido único. O POSDR mais tarde se dividiria nas facções Bolcheviques e Mencheviques, com os primeiros se tornando o Partido Comunista da União Soviética.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_trabalhista_social_democrata_russo

camafeu

Joseph Stiglitz põe a hipótese de Portugal ou Espanha falirem

CitaçãoSitglitz, professor na universidade de Colúmbia, fez esta observação durante uma entrevista ao diário espanhol El País, quando falava da dificuldade em encontrar uma solução para a actual situação em Espanha, onde o desemprego oficial roça os 20 por cento e que está perante o dilema de aumentar, ou não, impostos.

Esta observação deste economista que foi assessor do Presidente Bill Clinton e que é muito crítico da actual globalização comercial e financeira (e particularmente do sistema financeiro) segue-se a várias referências na imprensa internacional à situação financeira portuguesa.

Também hoje, um artigo de opinião no diário britânico Telegraph questiona se a Alemanha também vai ter de financiar Portugal. A comparação do peso das dívidas públicas portuguesa e grega é contrastada com o peso das dívidas dos respectivos sectores privados, e o país não sai muito bem na imagem.

A dívida pública nacional deverá representar este ano 86 por cento do PIB, enquanto a grega representará 124 por cento. Mas a dívida provada nacional era 239 por cento do PIB em 2008, face a 129 da grega, de acordo com um analista do Deutsche bank citado no Telegraph.

Na sexta-feira, o país era já tinha sido apresentado no diário The New York Times como o próximo alvo dos mercados. Num artigo intitulado "Preocupações com a dívida mudam para Portugal, motivadas pela subida das taxas das obrigações", dizia-se que os especuladores dos mercados estavam agora a avançar em direcção "a mais um pequeno membro da perturbada zona monetária europeia", depois de a Grécia estar aparentemente em vias de ultrapassar a sua crise imediata, através da ajuda dos outros membros da zona euro e do FMI.

No dia anterior, Simon Jonhson, ex-economista chefe do FMI, dizia que "o próximo grande problema global" seria Portugal. Considerava mesmo que até agora o país só tem conseguido estar fora do centro das atenções apenas graças à Grécia, e que estes dois países estão piores do que a Argentina em 2001. Outro economista de nomeada, Nouriel Roubini, dizia também que Portugal e a Grécia poderiam ter de abandonar a zona euro.

Hoje as taxas de juro cobradas nos mercados financeiros pela compra de seguros contra incumprimento da dívida pública portuguesa subiram 19 pontos-base (0,19 por cento), fazendo disparar para 151 pontos base a margem sobre os juros cobrados para os produtos do mesmo tipo sobre a dívida do Estado alemão – que são os mais baixos da Europa.

Euro em causa

Sitglitz recebeu um Nobel da Economia em 2001 e tornou-se uma vedeta por ser muito crítico da actual globalização comercial e financeira, particularmente do papel do sistema financeiro, e ter sido dos poucos que anteciparam a crise internacional que se desencadeou em 2008. Na entrevista que o El País publica hoje mantém a linha de pensamento que o tornou muito admirado sobretudo na Europa, mas actualizada à luz das mais recentes consequências da crise internacional.

Agora, diz que o euro "corre o risco de desaparecer se não se gerar uma onda de solidariedade e não se puserem em marcha soluções institucionais". Chega a esta conclusão a partir do que aconteceu na crise asiática da segunda metade dos anos 1990, em que as economias de vários países foram caindo sucessivamente às mãos dos mercados financeiros internacionais.

"O problema é evidente, mas a lentidão e a debilidade da resposta questionam a sobrevivência do euro. Os mercados não são propriamente uma fonte de sabedoria: são predadores, muitas vezes são estúpidos, são completamente imprevisíveis, e se a Alemanha e a Europa não procurarem soluções podem provocar estragos", afirma a certa altura.

Assinala também o "paradoxo" de se ter dado aos bancos um "cheque em branco para os salvar", e de agora se pôr à disposição da Grécia ajuda financeira "a um custo excessivo". Não se pode "ganhar dinheiro à custa da família, como parece querer fazer a Europa",

http://economia.publico.pt/Noticia/joseph-stiglitz-poe-a-hipotese-de-portugal-ou-espanha-falirem_1432928#Comentarios

Europe's Coming Meltdown

http://www.thedailybell.com/1871/Europes-Coming-Meltdown.html

camafeu

Os media internacionais já começaram a atacar Portugal.


Portugal teria a ganhar em tornar-se uma província do Brasil

Colunista do Financial Times lança uma proposta provocatória para resolver a crise de dívida: que Portugal seja anexado pelo Brasil.

http://economico.sapo.pt/noticias/ft-portugal-teria-a-ganhar-em-tornarse-uma-provincia-do-brasil_114376.html


A Nation of Dropouts Shakes Europe

Portugal is the poorest country in Western Europe. It is also the least educated, and that has emerged as a painful liability in its gathering economic crisis.

The state of Portuguese education says a lot about why a rescue is likely to be needed, and why one would be costly and difficult. Put simply, Portugal must generate enough long-term economic growth to pay off its large debts. An unskilled work force makes that hard.

Cheap rote labor that once sustained Portugal's textile industry has vanished to Asia. The former Eastern Bloc countries that joined the European Union en masse in 2004 offer lower wages and workers with more schooling. They have sucked skilled jobs away.

Just 28% of the Portuguese population between 25 and 64 has completed high school. The figure is 85% in Germany, 91% in the Czech Republic and 89% in the U.S.

"I don't see how it is going to grow without educating its work force," says Pedro Carneiro, an economist at University College London who left Portugal to do his postgraduate studies in the U.S.

Education long was an afterthought here. "The southern countries like Portugal and Spain and the south of France and Italy, we have always had some problems related with education," says António Nóvoa, a historian who is rector of the University of Lisbon. "That's been like that since the 16th century."

The repressive dictatorship that ruled Portugal from 1926 to 1974 had the idea "that people should not have ambition to be something different than what they were," Mr. Nóvoa says. The result was widespread illiteracy and little formal schooling; just three years were compulsory. Huge leaps have been made since the 1970s, he says, but "it is not easy to change a history of five centuries."

Portugal has just begun phasing in 12 years of required schooling; now, Portuguese can leave school after ninth grade. Many do. The government says it is racing ahead with reforms. Mr. Sócrates points to an initiative that gives students laptops and to a far-reaching project to rebuild dilapidated schoolhouses. Results last year show students improving on standardized tests.

But it is a long road. "We have accumulated years and years of ignorant people," says Belmiro de Azevedo, a billionaire industrialist.

He described the system as calcified. The central administration wields tight control. Curricula are simultaneously undemanding and rigid. Dropout rates are high. Schools struggle to accommodate an influx of immigrants from Portugal's former colonies in Africa, such as Angola and Guinea-Bissau.

A push to evaluate teachers triggered searing strikes and demonstrations in 2008, souring relations between powerful teachers' unions and the government. The political life of education ministers is measured in months: since the dictatorship ended in 1974, there have been 27.

http://online.wsj.com/article/SB10001424052748704076804576180522989644198.html


s.s


OUTRA GENTE..


" OUTRA GENTE... Era oriundo de famílias aristocráticas e descendente de flamengos. O pai deixou de lhe pagar os estudos e deserdou-o. Trabalhou, dando lições de inglês para poder continuar o curso. Formou-se em Direito. Foi advogado, professor, escritor, político e deputado. Foi também vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Foi reitor da Universidade de Coimbra. Foi Procurador-Geral da República. Passou cinquenta anos da sua vida a defender uma sociedade mais justa. Com 71 anos foi eleito Presidente da República. Disse na tomada de posse: "Estou aqui para servir o país. Seria incapaz de alguma vez me servir dele..." Recusou viver no Palácio de Belém, tendo escolhido uma modesta casa anexa a este. Pagou a renda da residência oficial e todo mobiliário do seu bolso. Recusou ajudas de custo, prescindiu do dinheiro para transportes, não quis secretário, nem protocolo e nem sequer Conselho de Estado. Foi aconselhado a comprar um automóvel para as deslocações, mas fez questão de o pagar também do seu bolso. Este SENHOR era Manuel de Arriaga e foi o primeiro Presidente eleito da República Portuguesa. INDUBITAVELMENTE, OUTRA GENTE..."

Fonte -http://movimentorenovacao.blogs.sapo.pt/

Se tivéssemos Políticos com este nível Portugal não estaria  Bailout...

Atentamente 
 
  Luís Santos