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Quanto mais alto se sobe...

Iniciado por Elkramer, Agosto 23, 2007, 20:07

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Elkramer

odiario.info

Quanto mais alto se sobe... Autópsia ao mercado bolsista dos EUA

Mike Whitney* - 17.08.07

"É verdade que há uma guerra
de classes, mas a que ganha é a minha"
Warren Buffett, magnate investidor

O mercado imobiliário [nos EUA] desmorona-se mais depressa do que alguém previu. Os preços da habitação caíram em 17 das 20 maiores cidades dos EUA e as linhas de tendência indicam que o pior ainda está para vir. As vendas de casas novas em Março caíram a pique num record de 23,5% (de um ano para o outro), eliminando qualquer esperança de recuperação rápida. Os problemas com os empréstimos subprime (categoría de alto risco) e Alt-A proliferam em mercados considerados previamente como "quentes", o que levou a uma quantidade de execuções judiciais sem precedentes. Os incumprimentos de pagamento reduziram a procura de casas novas e aumentaram o excedente de casas que já se encontram no mercado. Isto provoca uma pressão descendente adicional sobre os preços e os lucros. Cada vez mais construtoras têm dificuldades para se manterem à tona. Já não se trata da nossa típica "correcção" do tipo dos anos oitenta, mas sim de um ciclone imobiliário puro e duro que destrói tudo o que encontra pelo caminho.
Os efeitos do terramoto imobiliário não vão limitar-se à habitação, terão reflexos em todas as áreas da economía, incluindo o mercado bolsista, o sector financeiro e o comércio de divisas. Não existe simplesmente maneira de minimizar os efectos do rebentamento de uma bolha de valores de 4500 milhões de dólares.
É provável que a próxima vítima seja o mercado bolsista, que continua a voar alto devido aos aumentos na injecção de dinheiro. A Reserva Federal foi autorizada durante mais uns meses a emitir dinheiro suficiente para manter os valores alegremente elevados a preços inflacionados. Mas não vai durar. A bolha de crédito da Wall Street é ainda maior que a imobiliária – um monstruoso dirigível caminhando para um despenhamento inevitável. O índice Dow é como um bêbado à beira de um precipício de 13.000 pontos, embriagado com o álcool dos "juros baixos" da Reserva Federal. Um passo em falso e lá vai ele por aí abaixo.
Os entusiastas do mercado de valores desfazem-se em aplausos e elogios com a subida do Dow para 13.000, mas isso não passa de um engano. A Wall Street goza simplesmente dos últimos restos de hélio do juro baixo de Greenspan que se revolve na maior bolha creditícia da historia, mas grandes mudanças se aproximam. Na verdade, as núvens de tempestade já se formaram sobre o mercado imobiliário. O albatrós dos créditos de alto risco paira sobretudo na economía, arrastando consigo a confiança dos consumidores, o PIB e também em última instância o mercado bolsista. Começa a materializar-se o verdadeiro desastre.
Porque continua então o mercado de valores a atingir valores altos?
Será porque os investidores estrangeiros acreditam que os valores americanos continuarão a dar bons resultados apesar do descalabro do mercado imobiliário e da redução do PIB a uma dimensão ridícula? Ou porque os accionistas não se deram conta que as notas verdes levam todos os dias pancada a sério no mercado de divisas? Ou talvez os investidores exprimam apenas a sua confiança no modo como os EUA estão a dirigir o sistema económico global?
Será que admiram a sageza com que se pedem emprestados 2.500 milhões de dólares por día a financiadores estrangeiros só para impedir que o barco do Estado meta água?
Nada disso. O motivo porque o mercado de valores voa alto é a Reserva Federal injectar dinheiro para impedir uma fusão tipo Chernobyl. Todo esse novo dinheiro que não vale nada tem que ir para algum lado e uma grande parte vai parar ao mercado bolsista. Chuck Butler do Evergreen Bank explica o processo no Daily Pfennig:
"A Reserva Federal poderá ter deixado de publicar os dados do M3 [N.T. - inclui o efectivo em circulação e os depósitos à vista, os depósitos a prazo até dois anos, as concessões temporárias de dinheiro, as participações em fundos do mercado monetário e os valores que não sejam acções válidos por período não superior a dois anos, dinheiro que sai do país sob a forma de empréstimos, investimentos, depósitos estrangeiros, eurodólares, etc.], mas continua a publicar todos os dados que entram no cálculo e os nossos amigos da estatística fantasma do Governo têm uma tabela que mostra porquê a Reserva Federal decidiu manter oculto o M3. Uma vista de olhos é suficiente para mostrar que a Reserva Federal está bombando grande quantidade de dinheiro a uma surpreendente taxa de 11,8% ao ano! Todo este rápido crescimento no fornecimento de dinheiro se reflecte no aumento de preço dos valores. O mercado bolsista tem que aumentar só para poder acompanhar todo este dinheiro recém criado. Enquanto a Reserva Federal não fizer ondas com outro aumento das taxas ou fechando a torneira do dinheiro, os mercados de valores continuarão a sua corrida."
Ora bem! Assim que a Reserva Federal injecta à força o fornecimento de dinheiro, as acções sobem e fica toda a gente contente, não é verdade?
Engano! O crescimento do fornecimento de dinheiro deveria equiparar-se aproximadamente ao crescimento da economia em geral. De maneira que, se o PIB diminui (como acontece actualmente) e o fornecimento de dinheiro aumenta, então – aí está! – inflacção ("11,8%" para sermos precisos).
Para já, a inflacção não afecta a classe investidora, nem os seus safados compinchas na Reserva Federal – quanto mais dinheiro entrar nos mercados, melhor para eles. Exactamente o contrário acontece ao pensionista com rendimentos fixos ou ao assalariado escravo que recebe um aumento de salário de 15 cêntimos uma vez por milénio. Acabam por ser despojados por cada nota verde nova que se imprime.
Contudo, é exactamente esse o plano – transferir milhões e milhões de uma classe para a outra através de gigantescas borbulhas de valores. Tudo o que é necessário são taxas de juro artificialmente baixas e uma lata de lubrificante para as máquinas continuarem a rodar. É uma coisa tão simples que nem lhe darei a honra de chamar "conspiração". Não passa de uma pura e simples vigarice. Mas nunca falha.
Cada vez que a Reserva Federal imprime mais uma série de notas frescas de 100 dólares, está a confiscar as economias ganhas com esforço por gente da classe trabalhadora e reformados. E, uma vez que o dólar caíu perto de 40% desde que Bush chegou ao poder em 2000, isso significa que o governo ficou com 40% das nossas poupanças de toda uma vida.
É esta a verdade sobre a inflação. Trata-se de imposto disfarçado, sem aparecer nas estatísticas do governo. Na verdade, o índice de preços no consumidor (CPI, de acordo com as siglas em inglês) deixa de lado a alimentação e a energia, de forma que os trabalhadores não podem ver como a Reserva Federal os está a roubar. A única forma que têm de estimar as perdas é irem à loja ou à estação de serviço. É aí que podem ver por si próprios que o dinheiro pelo qual tanto trabalham perde continuamente o seu poder de compra.
A grande questão agora é saber quanto demorarão os credores estrangeiros a acordar para verem o consumidor norte-americano extenuado sem fôlego. Quando as despesas dos consumidores abrandarem nos EUA, o investimento estrangeiro vai parar e os valores vão desmoronar-se. A China e o Japão já diminuíram ou suspenderam as compras de valores do Tesouro dos EUA e a China declarou que faz planos para diversificar no futuro os seus mil milhões de dólares americanos. Este facto reduziu a procura de dólares e diminuíu o respectivo valor relativamente a outras moedas (o dólar atingiu recentemente um novo ponto baixo a 1,36 por euro).
A redução das despesas de consumo é o toque de despedida para o dólar. Será o momento em que haverá um movimento de pânico como nunca se viu – quando cada um dos bancos centrais do mundo lançar as suas notas verdes sem valor para o ar como se fossem confetti de ano novo. Segundo o Washington Post esse momento pode ter chegado. Como afirma Martin Crutsinger do Post: "As despesas de consumo aumentaram ao ritmo mais lento dos últimos cinco meses em Março, enquanto que a actividade na construção conseguiu apenas um ligeiro aumento, devido a maior debilidade do negócio imobiliário."
A ligação entre a habitação e a despesa de consumo é crítica. A habitação foi o principal motor do crescimento dos EUA nos últimos 5 anos, representando 2 em cada 5 novos postos de trabalho e centenas de milhar de milhões de dólares em gastos adicionais através da valorização imobiliária. Uma redução nas despesas do consumo significa que os investidores estrangeiros terão que procurar mercados mais prometedores no estrangeiro, o que provocará uma diminuição drástica na quantidade de crédito bancário que chega ao país através do défice comercial de 800.000 milhões de dólares. Isto vai reduzir o crescimento dos EUA, enquanto enfraquece ainda mais o dólar.
Pode-se falar de inflação acompanhada de paragem da economia (estagflação)?
As actuais crises monetária e económica foram produzidas pelas reduções de impostos sem financiamento de Bush, pelos défices comerciais insustentáveis e pela política monetária hiper-inflacionária da Reserva Federal. Estas políticas foram executadas em simultâneo para produzirem o efeito máximo. Foram totalmente premeditadas. Muita gente acredita agora que o governo Bush e a Reserva Federal estão criando intencionalmente uma "crise de estilo argentino" para poderem privatizar bens de propriedade estatal e marcarem o início da União Norte-Americana – a futura aliança num "único Estado" entre o Canadá, o México e os EUA – juntamente com a nova moeda regional, o amero.
Mantenha-se informado.
Contudo, a política monetária não é a única razão pela qual o mercado bolsista vai caír. Temos também a trapalhada de enganos e calotes legalizados sob a rubrica "desregulação." Novas regras permitem à Wall Street que se façam dívidas pessoais e dívidas corporativas que, depois de tornadas a embrulhar, apareçam como jóias preciosas em leilão público. É a maior trapaça de todos os tempos.
Consideremos por exemplo o fundo de alto risco médio. O fundo pode ter tido origem em 10.000 milhões de dólares do seu próprio efectivo e depois sido inchado para 50.000 milhões através do crédito (fácilmente adquirido). O gestor do fundo passa logo a criar uma carteira de investimentos que inclui CDO (obrigações de dívida colateralizada) e MBS (valores apoiados em hipotecas) até atingir 160.000 milhões de dólares. A maior parte deste "activos" não são mais que cambaleantes empréstimos de alto risco de proprietários de imóveis em dificuldades, que não têm possibilidade de cumprir os pagamentos. Por outras palavras, a dívida de outro indivíduo é magicamente transformada num produto básico da Wall Street. (Imagine que você, caro leitor, podia vender a sua dívida de 35.000 dólares do seu cartão de crédito ao seu genro alcoolizado, como se fôsse uma barra de ouro ou um Ferrari de colecção. É esse, acredite ou não, o engano com que prosperam os negociantes de certificados de investimento).
De maneira que: o fundo está garantido, os activos estão garantidos e (adivinhe) os investidores estão também garantidos, seja comprando acções com dinheiro emprestado, seja usando montões de crédito japonês barato a juro baixo, para maximizarem o seu potencial de benefícios.
Veja-se o quadro: dívida x dívida x dívida = lucro máximo e preços de acções subindo a pique. É o motivo pelo qual o valor nominal dos valores do mercado excede de longe o PIB global mundial. Trata-se de um imenso Zeppelin de dívidas que está caindo rápidamente sobre o planeta Tierra.
KaBooM!
A desregulação funciona às maravilhas para os gangsters que manejam o sistema. Ao fim e ao cabo, para que haviam de querer regras? Não pensam em investimentos de capital, em produtividade ou em infrastruturas. Não estão a construir uma economia que sirva as necessidades básicas da sociedade. Esperam apenas pela próxima enorme mega-fusão em que duas corporações monolíticas, levadas ao límite, se unam em felicidade conjugal e criem montes de crédito novo. É aí que se encontra o verdadeiro dinheiro.
A Wall Street gera montões de ciber-dinheiro em cada fusão. Isso faz subir os preços das acções cada vez mais. A desregulação converteu a Wall Street no maior produtor de um contínuo fluxo de fundos, no maior gerador de crédito de todos os tempos, desovando incontáveis milhões através de uma expansão aparentemente ilimitada da dívida. Estes dólares virtuais nunca foram autorizados pela Reserva Federal ou pelo Tesouro dos EUA – emergem do tenebroso conjunto de super-transacções super-garantidas e do mundo mágico do comércio de derivados. Formam parte vital da casa dos espelhos da Wall Street onde cada dólar é aumentado por um factor de 50 para 1 logo que entra no sistema. Os activos são inflaccionados, a dívida converte-se em riqueza e a realidade fiscal vaporiza-se no gás tóxico da cobiça humana.
Doug Noland explica-o assim em Prudent Bear.com:
"Entrámos na fase eufórica do capitalismo com semelhanças à pirâmide de Ponzi, uma vigarice de pirâmides, de confusões de créditos rotativos e de jogos de percentagem diferencial totalmente afastados de qualquer realidade ligada à actividade produtiva. O móbil já nem sequer o designamos pelo antigo nome de "dinheiro", precisamente porque a algum nível do subconsciente nos damos conta de que "liquidez" não é realmente dinheiro. Liquidez é um fluxo de excedente de riqueza. Enquanto flui numa direcção, para os mercados financeiros, aqueles que controlam as válvulas ao longo da tubagem, como Goldman Sachs ou Citibank, ou os fundos de alto risco, podem extrair milhares de milhões liquidez. O problema está quando o fluxo pára – ou se inverte! Será o momento em que redescobriremos que liquidez é na verdade qualquer coisa diferente de dinheiro, e se realmente não tivermos sorte descobriremos que o nosso dinheiro (o dólar americano) é na verdade diferente da verdadeira riqueza".
Noland tem razão. O mercado é um mercado "de pirámides, de confusões de créditos rotativos e de jogos de percentagem diferencial" e ninguém sabe realmente o que esperar se o fluxo de liquidez desacelerar ou se "inverter."
Haverá uma queda da bolsa de acções?
Depende dos efeitos resultantes da catástrofe dos créditos de alto risco. O não pagamento das hipotecas existentes é apenas uma parte do problema. A verdadeira questão será como reagirá o mercado de valores "dependente do crédito" diante da restrição das normas para empréstimos. Ao esgotar-se a liquidez no mercado imobiliário, todas as áreas da economía sofrem. (Assistimos já a uma baixa nos gastos de consumo). A Wall Street está viciada no crédito barato e inventou uma miríade de instrumentos de dívida abstrusos para conseguir a sua dose. Mas o que sucederá quando o investimento simplesmente se atrofiar?
Segundo Jerome Corsi de WorldNetDaily.com, essa pergunta foi parcialmente respondida numa carta do director executivo do Carlyle Group, William Conway Jr. Conway confirma que o crescimento no mercado de valores se relaciona com "a disponibilidade de quantidades enormes de dívida barata." Acrescenta que:
"Essa dívida barata tem estado disponível para quase todos os vencimentos, para a maioria das industrias, para a infraestructura, para os bens imobiliários e todos os níveis da estrutura capital." (Mas) "este ambiente de liquidez não pode continuar eternamente. Quanto mais durar, pior será quando acabar. Para já, quando acabar, a oportunidade de compra será a oportunidade da vida."
Mais uma maravilhosa "oportunidade de compra"?
Quase se consegue sentir a passagem dos grandes pássaros esvoaçando sobre as nossas cabeças e visando com o olhar a grande carcaça cá em baixo. Uma vez derrubado o mercado bolsista e confundida a nota verde com a areia do deserto, haverá muitas caras sorridentes preparando-se para o festim.
Conway tem razão, o mercado bolsista FLUTUA sobre uma núvem de crédito barato criada por um défice comercial enorme, taxas de juro artificialmente baixas e uma expansão anual de 10% na oferta de dinheiro. Como ele diz: "Não pode continuar para sempre." E não acreditamos que seja assim.

*Mike Whitney analista norte-americano, vive no Estado de Washington.
Original em http://www.counterpunch.org/whitney05032007.html

Elkramer

O original é sempre o original :) em Maio tinha mais piada.

May 3, 2007
The Harder They Come ...
A Stock Market Post-Mortem

By MIKE WHITNEY

    "There's class warfare, all right, but it's my class that's winning."

    --Investment tycoon, Warren Buffett

The real estate market is crashing faster than anyone had anticipated. Housing prices have fallen in 17 of 20 of the nation's largest cities and the trend lines indicate that the worst is yet to come. March sales of new homes plummeted by a record 23.5% (year over year) removing all hope for a quick rebound. Problems in the subprime and Alt-A loans are mushrooming in previously "hot markets" resulting in an unprecedented number of foreclosures. The defaults have slowed demand for new homes and increased the glut of houses already on the market. This is putting additional downward pressure on prices and profits. More and more builders are struggling just to keep their heads above water. This isn't your typical 1980s-type "correction"; it's a full-blown real estate cyclone smashing everything in its path.

Tremors from the real estate earthquake won't be limited to housing--they will rumble through all areas of the economy including the stock market, financial sector and currency trading. There is simply no way to minimize the effects of a bursting $4.5 trillion equity bubble.

The next shoe to drop will be the stock market which is still flying-high from increases in the money supply. The Federal Reserve has printed up enough fiat-cash to keep overpriced equities jumping for joy for a few months longer. But it won't last. Wall Street's credit bubble is even bigger than the housing bubble---a monstrous, lumbering dirigible that's headed for a crash-landing. The Dow is like a drunk atop a 13,000 ft cliff; inebriated on the Fed's cheap "low-interest" liquor. One wrong step and he'll plunge headlong into the ether.

The stock market cheerleaders are ooooing and ahhing the Dow's climb to 13,000, but it's all a sham. Wall Street is just enjoying the last wisps of Greenspan's low interest helium swirling into the largest credit bubble in history. But there are big changes on the way. In fact, the storm clouds have already formed over the housing market. The subprime albatross has lashed itself to everything in the economy ---dragging down consumer confidence, GDP and (eventually) the stock market, too. The real damage is just beginning to materialize.

So why the stock market keep hitting new highs?

Is it because foreign investors believe that American equities will continue to do well even though the housing market is slumping and GDP has shriveled to the size of a California raison? Or is it because stockholders haven't noticed that the greenback getting clobbered every day in the currency markets? Or, maybe, investors are just expressing their confidence in the way the U.S. is managing the global economic system?

Is that it---they admire the wisdom of borrowing $2.5 billion per day from foreign lenders just to keep the ship of state from taking on water?

No, that's not it. The reason the stock market is flying-high is because the Federal Reserve has been ginning up the money supply to avoid a Chernobyl-type meltdown. All that new funny-money has to go somewhere, so a lot of it winds up in the stock market. Evergreen Bank's Chuck Butler explains the process in Thursday's Daily Pfennig:

"The Fed may have quit publishing the M3 data, but they continue to publish all the data that goes into the calculation and our friends over at Shadow Government Statistics have a chart which demonstrates
why the Fed decided to keep M3 under wraps. A look at the chart shows the Fed is pumping up broad money supply at an astounding rate of 11.8% per year! All of this rapid money supply growth is reflected in an increase in equity prices. The stock market needs to rise just to keep pace with all of this newly-created money. As long as the Fed doesn't rock the boat with another rate hike or by turning off the spigot of money flowing into the markets, the equity markets will continue to run."

Ah-ha! So the Fed gooses the money supply, stocks shoot up, and everyone's happy---right?

Wrong. Growth in the money supply should (closely) parallel growth in the overall economy. So if GDP is shrinking (which it is) and the money supply is increasing then--Viola!--inflation. ("11.8%" to be precise)

Of course inflation doesn't affect the investor class or their fellow-scoundrels at the Fed---the more money floating around the markets the better for them. It's just the opposite for the pensioner on a fixed income or the salaried wage-slave who gets a 15-cent pay raise every millennia. They end up getting ripped off with every newly-minted greenback.

But then that's the plan---to shift zillions from one class to another through massive equity bubbles. All it takes is artificially-low interest rates and a can of WD-40 to keep the printing presses rolling. It's so simple we won't dignify it by calling it a "conspiracy". It's just a swindle, pure and simple. But it never fails.

Every time the Fed prints up another batch of crisp $100 bills; they're confiscating the hard-earned savings of working class people and retirees. And, since the dollar has dropped roughly 40% since Bush took office in 2000; the government has absconded with 40% our life savings.

That's the truth about inflation; it is taxation without representation, but you won't find that in the government's statistics. In fact, the Consumer Price Index (CPI) deliberately factors out food and energy so the working guy can't see how the Fed is robbing him blind. The only way he can gauge his losses is by going to the grocery store or gas station. That's when he can see for himself that the money he works so hard to earn is steadily losing its purchasing power.

The big question now is how long will it take before foreign creditors wise up and see the maxed-out American consumer is running out of steam. As soon consumer spending slows in the US; foreign investment will dry up and stocks will tumble. China and Japan have already slowed or stopped their purchases of US Treasuries and China has stated that they plan to diversify their $1 trillion in US dollars in the future. This has lowered demand for the dollar and decreased its value in relation to other currencies. (The dollar hit a new low just last week at $1.36 vs. the euro)

A slowdown in consumer spending is the death-knell for the dollar. That's when there'll be a stampede for the exits like we've never seen before--with each of the world's central banks tossing their worthless greenbacks into the jet-stream like New Years' confetti. According to Monday's Washington Post that moment may have already arrived. As the Post's Martin Crutsinger says, "Consumer spending rose at the slowest rate in five months in March while construction activity managed only a tiny gain, weighed down by further weakness in housing".

The connection between housing and consumer spending is critical. Housing has been the main engine for growth in the US in the last 5 years accounting for 2 out of every 5 new jobs and hundreds of billions in additional spending through home-equity extractions. A downturn in consumer spending means that foreign investors will have to look for more promising markets abroad, which will trigger a steep reduction in the amount of cheap credit coming into the country via the $800 billion trade deficit. This will slow growth in the US while further weakening the dollar.

Can you say stagflation?

The present currency and economic crises were brought on by Bush's unfunded tax cuts, unsustainable trade deficits, and the Fed's hyperinflationary monetary policy. These policies were executed simultaneously for maximum effect. They were entirely premeditated. Many people now believe that the Bush administration and the Federal Reserve are intentionally creating an "Argentina-type meltdown" so they can privatize state owned assets and usher in the North American Union--the future "one state" alliance of Canada, Mexico and US--along with the new regional currency, the Amero.

Stay tuned.

Nevertheless, monetary policy is not the only reason the stock market is headed for a fall. There's also the jumble of scams and swindles which have been legalized under the rubric of "deregulation". New rules allow Wall Street to take personal liabilities and corporate debt and repackage them as precious gemstones for public auction. It's the biggest racket ever.

Consider the average hedge fund for example. The fund may have originated with $10 billion of its own cash and swelled to $50 billion through (easily acquired) credit. The fund manager then creates an investment portfolio that features CDOs (collateralized debt obligations) and Mortgage Backed Securities (MBS) to the tune of $160 billion. The majority of these "assets" are nothing more than shaky subprime loans from struggling homeowners who have no chance of meeting their payments. In other words, another man's debt is magically transformed into a Wall Street staple. (Imagine if you, dear reader, could sell your $35,000 credit card debt to your drunken brother-in-law as if it was a bar of gold or a vintage Ferrari. That, believe it or not, is the scam on which bond traders thrive)

So, the fund is leveraged, the assets are leveraged and (guess what) the investors are leveraged too---either buying on margin or borrowing oodles of cheap, low interest credit from Japan to maximize their profit potential.

Get the picture; debt x debt x debt = maximum profit and skyrocketing stock prices. That's why the face value of the market's equities far exceeds the world's aggregate GDP. It's all one, big debt-Zeppelin and it's rapidly tumbling towards planet earth.

KABOOM!

Deregulation works like a charm for the gangsters who run the system. After all, why would they want rules? They're not thinking about capital investment, productivity or infrastructure. They're not building an economy that serves the basic needs of society. They're looking for the next big mega-merger where two monolithic, maxed-out corporations join in conjugal bliss and create a mountain of new credit. That's where the real money is.

Wall Street generates boatloads of cyber-cash with every merger. This pushes stock prices up, up and away. Deregulation has turned Wall Street into the biggest credit-generating Cash-Cow of all time--spawning zillions through seemingly limitless debt-expansion. These virtual dollars were never authorized by the Federal Reserve or the US Treasury--they emerge from the black whole of over-leveraged uber-transactions and the magical world of derivatives trading. They are a vital part of Wall Street's house of mirrors where every dollar is increased by a factor of 50 to 1 as soon as it enters the system. Assets are inflated, debt is converted to wealth, and fiscal reality is vaporized into the toxic gas of human greed.

Doug Noland at Prudent Bear.com explains it like this: "We've entered a euphoric phase of financial arbitrage capitalism with extreme Ponzi overtones, a pyramid scheme of revolving credit rackets and percentage spread plays completely abstracted from any reality of fruitful activity. The reason we don't even call "money" by its former name anymore is precisely because we realize at some semi-conscious level that "liquidity" is not really money. Liquidity is a flow of hallucinated surplus wealth. As long as it flows in one direction, into financial markets, valve-keepers along the pipeline, like Goldman Sachs, Citibank, or the hedge funds, can siphon off billions of buckets of liquidity. The trouble will come when the flow stops -- or reverses! That will be the point where we will rediscover that liquidity really is different from money, and if we are really unlucky we'll discover that our money (the US dollar) is actually different from real wealth".

Noland is right. The market is "a pyramid scheme of revolving credit rackets and percentage spread plays" and no one really knows what to expect the flow of liquidity slows down or "reverses".

Will the stock market crash?

It depends on the aftereffects of the subprime meltdown. The defaults on existing mortgages are only part of the problem. The real issue is how the "credit dependent" stock market will respond to the tightening of lending standards. As liquidity dries up in the real estate market; all areas of the economy will suffer. (We've already seen a downturn in consumer spending) Wall Street is addicted to cheap credit and it has invented myriad abstruse debt-instruments to get its fix. But what happens when investment simply withers away?

According to WorldNetDaily.com Jerome Corsi that question was partially answered in a letter from the Carlyle Group's managing director William Conway Jr. Conway confirms that the rise in the stock market is related to "the availability of enormous amounts of cheap debt". He adds that:

    "This cheap debt has been available for almost all maturities, most industries, infrastructure, real estate and at all levels of the capital structure." (But) "This liquidity environment cannot go on forever. The longer it lasts, the worse it will be when it ends.Of course when ends, the buying opportunity will be once in a lifetime."

Ah, yes, another wonderful "buying opportunity"?

You can almost feel the breeze from the great birds flapping overhead as they focus their gaze on the carrion below. Once the stock market collapses and the greenback flattens out on the desert floor; they'll be plenty of smiley faces preparing for the feast.

Conway is right, though, the stock market IS floating on a cloud of cheap credit created by a humongous trade deficit, artificially low interest rates, and a 10% yearly expansion of the money supply. Like he says, "It cannot go on forever." And, we don't expect that it will.

Mike Whitney lives in Washington state. He can be reached at: [email protected]

Elkramer

Ler a opinião de membros do Partido Comunistas dos EUA é fundamental para sentir o pulso dos States.

Viva o CPUSA!!
Vou colocar aqui um tema dos The Coup para animar a malta do Forum.

Elkramer