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Saída de Portugal do Euro - como proteger poupanças?

Iniciado por euri, Janeiro 02, 2012, 15:35

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fisher

#15

http://www.youtube.com/watch?v=dLf0wfMFOaw&feature=share

Caro Garfield

Para se perceber melhor o que se está a passar veja o que é um homem a discursar para a Europa , sem medos, á homem.

Isto é que é um português sem medos, um português a serio ? será ?


cumprimentos
fisher

Garfield

Boas fisher

Quero começar por dizer que tenho gostado muito desta troca de idéias e opiniões.

Há uma grande diferença entre um homem que discursa sem medos e um arrivista populista.

O sr. Farage é, e sempre foi, um populista anti-europeísta, logo, ele nunca contribuiu para a solução e, por uma questão de honestidade e integridade, nem sequer deveria ter-se candidatado a deputado europeu mas, como afirmou, uma vez, supostamente off-record, é um cargo muito porreiro porque lhe dá muito dinheiro.
Aliás, refira-se que, há uns anos, a BBC relizou um documentário sobre ele e a sua ascensão no Partido Independente, que não chegou a emitir mas o senhor achou-se no direito de solicitar a um amigo, que lhe fornecesse uma cópia do mesmo. Decidiu então replicar a mesma e vende-las...

Não ponho em questão a pertinência de algumas das situações que ele comentou e denunciou no passado mas nesta peça, faz afirmações pura e simplesmente absurdas e revestidas de pruridos mentais. Senão, vejamos:

Começa por afirmar que, por qualquer prisma que se observe, o euro é um projecto falhado. Falhado ? Em que medida ? Porquê ? Só porque ele gosta, ou necessita, de dizer que sim ?
De seguida, afirma que o projecto europeu foi criado para evitar novo domínio da Alemanha. Dá vontade de perguntar o que é que o senhor anda a tomar! Então a UEE foi inicialmente criada com o intuito de limitar a Alemanha ? Passou-se! A própria designação tem origem nas premissas iniciais do projecto!
O que se torna evidente é que o sr. Farage tem uma nítida inveja perante o que a Alemanha conseguiu, desde a 2ª Guerra Mundial! A Alemanha foi reduzida a escombros, bem mais do que o Reino Unido, viu-se desapropriada da sua força laboral especializada em quase todas as áreas, retalhada em duas durante décadas, com toda a estrutura política e social anulada, e que, mesmo assim, emergiu das cinzas renovada, pujante, sólida e acima de tudo, enterrando o passado e tudo o que ele significou e implicava de maú, enquanto que o Reino Unido, apesar de benificiar muito mais amplamente do Plano Marshall, de ter sido, à altura, o país da Europa com maior poder, cresceu muito menos, conseguiu muito menos e está refém do sector mais forte da sua economia - o sector financeiro.
O problema do sr. Farage é que ele desejaria que o Reino Unido estivesse na posição em que a Alemanha está.

Aliás, diga-se de passagem que a sua postura não espanta nada já que, tal como afirmei, a UE é uma "ameaça" para o poder e influência da City e, não sei se sabe, mas este senhor começou a trabalhar na City e chegou a criar uma empresa de intermediação financeira com sede em Londres. Neste momento, os EUA e a UE têm um índice de regulação bem mais elevado sobre o sector financeiro do que o RU. A City tem benificiado disso mesmo e não quer abdicar e muito menos, perder o seu estatuto e liberdade, independentemente disso pouco ou nada benificiar o cidadão comum. Antes pelo contrário!

Relativamente ao referendo, numa base de princípio, concordo com o que ele afirma, pese embora o facto de eu acreditar que a pressão sobre Papandreou e o referendo foi no sentido de não dar a possibilidade de agravar uma situação já de si grave que, diga-se de passagem, é resultado de uma "guerra" contra a UE que tem vindo a ser alimentada e apoiada por um eixo com início nos EUA e que passa pelo RU.
Foram as palavras certas ditas pela boca errada.

Quanto à intervenção directa que faz a Van Rompuy, é caso para lhe perguntar: com que direito ou moral é que ele se atreve a questionar a Europa ? O que é que ele fez, até hoje, pelo projecto ? Que moral tem um homem que acredita que o projecto europeu nem sequer devia existir mas que gosta de usufruir do retorno económico e financeiro que ser deputado europeu lhe dá ? Um homem que está em representação de um país que pouco contribui para a Zona Euro, participa marginalmente nos esforços económicos da mesma (mas gosta de usufruir do facto de estar integrada no Espaço Económico Europeu) e que, mesmo assim, chegou a ter a distinta lata de exigir que o RU pudesse ter o mesmo poder de decisão que qualquer país de Zona Euro, pela boca do moço de recados.

Eu nem sequer vou abordar o nível de educação pelo qual o sr. Farage gosta se pautar. Apenas vou afirmar isto: espremam-se os seus discursos, retire-se deles as intervenções populistas e as pessoais, e veja-se o que resta. Nada. Não há uma idéia, um conceito, uma discussão de factos que suportem argumentos. Vazio de conteúdo. Apenas alguém que está contra tudo e contra todos. Porquê ? Porque sim.

Dou-lhe o crédito de ser alguém que consegue explorar muito bem o seu mediatismo mas, muito sinceramente, ouvi-lo faz-me recordar algumas más peças de teatro de revista.

Para mim, um homem que teve a coragem de dizer o que tinha que ser dito foi Sarkozy. A Cameron. Disse-o sem papas na língua, sem perder a compustura, foi mais do que assertivo, clarinho como água, e em duas frases condensou o que a esmagadora maioria dos representantes europeus pensa sobre as posições de Cameron e, consequentemente, do Reino Unido. E atenção que eu não tenho particular simpatia por Sarko.

Como caso português, e isto sem qualquer conotação político-partidária, tenho gostado muito de muitas das intervenções do Miguel Portas. E este, na minha opinião, tem um pouco mais de idoneidade e moral do que o sr. Farage...

Cumprimento e bons negócios
Garfield

Peço desculpa, fisher, mas é a minha opinião.
As opiniões e partilhas de informação expressas por mim são meramente pessoais e não constituem, em momento algum, recomendação de investimento.

fisher

#17
Caro Garfield

Gostei de discutir o futuro consigo embora tenhamos ideias opostas ou diferentes sobre a solução para salvar a situação.

A nossa solução para a crise , para resolver a nossa falência, é oposta, penso eu, mas não tem problema nenhum.

Eu tenho uma solução excelente , a melhor , modéstia à parte, muito simples, e posso garantir que resulta, e que se resume a defendermos intransigentemente os nossos interesses económicos e financeiros, e não admitir de jeito nenhum que os Europeus , Alemães, Franceses, Ingleses,  Italianos , gregos etc.  nos prejudiquem  economicamente e financeiramente .

Não admitir de jeito nenhum que esta gente nos agrave mais o nosso estado de Falência, o nosso sofrimento.

Não admitir de jeito nenhum fazer favores comerciais a esta gente, favores que nos prejudiquem e que agravam mais a nossa bancarrota camuflada.

Não admitir cotas à nossa já ínfima produção deficitária.

Este é o meu plano muito simples mas muito eficiente, eficaz, e que se resume a estas palavras simplesmente: defender nossos interesses  económicos e financeiros mesmo que vão contra os interesses dos Alemães , franceses e Italianos, e outros europeus .

E tenho a certeza que uma vez posto em pratica o desemprego reduziria 5 a10% ao ano , e o crescimento economico aumentaria 2 a 3 % ao ano.
 
Tudo isto com redução das importações e desenvolvimento do Comercio Externo com o inevitável aumento das exportações  significativamente.

Não tenho a menor duvida que esta é a grande solução , o grande plano económico tão grande efeciente quanto simples, e que se resume apenas em defender os nossos interesses económicos e financeiros junto da Europa e obrigar os europeus a aceitarem  o direito que temos à defesa que temos dos nossos interesses económicos.  

Este é um direito que nos assiste do qual não abro mão de jeito nenhum.

O direito à defesa dos interesses é básico , e é um direito natural inquestionável.

Garfil , o direito que temos à autodefesa não se negoceia com a Europa , exige-se e impõe-se !!! quer a Europa aceite ou não , pouco importa. É como o direito à vida não se negoceia , exige-se.

Mas para não ficar céptico e triste deixe-me dizer-lhe que o defender os nossos interesses económicos  não implica necessariamente prejudicar a Europa, os Franceses e Alemães.  Implica apenas  que a Europa , a França , a Alemanha a Italia  não nos prejudiquem economicamente e financeiramente , e respeitem as nossas opções simplesmente , mesmo que não gostem nada.

Acabo de apresentar, pois,  o meu plano de salvação Nacional.

Caro Garfil é claro que respeito a sua opinião, diferente, mas  pelo que percebo a sua ideia é próxima  , julgo eu,  à de 10 milhões de portugueses (99%) que defende  que o melhor é sermos servos ,criados da Europa, cachorrinhos dos Europeus, que defendem que o melhor é fazermos  tudo o que eles querem, Europeus e troikanos,  para não se aborrecerem connosco .

E como eles, e os troicanos, querem a nossa Edp , e todas as nossas empresas, e julgo que até  a CGD ,o melhor é, só porque eles querem , dar-lhes tudo , mesmo prejudicando os nossos interesses,  porque o ideal é ficarmos sem nada , ficarmos na miséria.  Um disparate!!, un nonsense !.

Bom este pensamento da maioria Portuguesa , desculpe que diga ,mas, é um disparate sem sentido , um absurdo , uma burrice inqualificável, uma ignorância colectiva,  e eu não me revejo nela.

Desculpe que diga mas este pensamento que tem conduzido, e conduz, à miséria portuguesa , à dívida para o nivel de lixo,  revela de facto que somos uma geração rasca muito rasca,  muito rasca, sem dúvida como já é apelidada nos Média Portugueses, e que  assumimos  recentemente quando  fizemos uma manifestação de rua sob este titulo, para mostrarmos a todo o mundo que somos uma geração rasca, uma tristeza a que chegámos..

Bom e depois de lhes darmos todas as nossas empresas ,  e até possivelmente a nossa  CGD ,  o dinheiro depositado  das reformas dos nossos pais e  avós , o dinheiro dos nossos  doentes  que por isso deixarão de comprar os remédios de que precisam , e depois de lhes darmos os ordenados dos trabalhadores que vamos mandar para a rua para o desemprego , bom depois  de não termos empresas para dar , ordenados para dar porque o povo está todo no desemprego , eu pergunto damos o quê ??.

É uma burrice entregar a edp e as outras empresas à troika , e tudo o resto , reformas , ordenados etc. para pagamento de juros.

Depois de não terem mais empresas para dar  à troika , dão o quê ? como pagam os juros sem empresas e sem dinheiro .? não pagam  !!

Responda quem souber.

Há ! e eu pergunto valeu a pena darmos tudo  o que tínhamos para ficarmos na miséria ?. depois de darmos tudo ficámos ricos,  ou ricos miseráveis? .

Abram a pestana amigos, porque de nada vale dar as nossas empresas .
Quanto mais damos mais miseráveis ficamos.

Não acreditem nos pseudo doutores que falam na televisão afirmando que temos que fazer o que a Troika quer que façamos porque, na sua maioria, são uns ignorantes , só dizem asneiras, são os responsáveis por esta miséria.
Eu pergunto e se a Troika os mandasse ajoelhar e dissesse: agora que ajoelhou tem de rezar !. Será que eles o fariam ?. Esqueçam .  

Eu pergunto valeu a pena porquê ?? eu pergunto depois de estarmos na miséria eu pergunto a divida externa, foi paga ? ,  é maior ou menor ?  depois de entragarmos tudo, os nossos tótos responsáveis por esta desgraça reduziram a divida monstruosa , amortizaram alguma coisa ? . É claro  que não !!. é claro que depois de tudo darmos a divida externa cresceu , e  aumentou astronomicamente certamente. E depois de nada termos para dar  e da divida externa ser um monstro que nos engole vivos,  acham que temos dinheiro para pagar os juros ou não ? e acham que na miséria temos dinheiro para pagar a divida ou não ?.

Então e acham que nesta miséria a Europa nos empresta dinheiro  quando não temos 1 cêntimo para pagar juros ou seja o que for ??

Meus amigos respondam vocês  se souberem , mas a resposta é óbvia e simples.

Caro Garfil desculpe que lhe diga mas o seu plano económico de  subserviência da Europa só pode acabar na bancarrota e na desgraça, e na miséria .  A divida já está ao nivel de lixo.

A solução nunca foi nem será a subserviência cega ! .

A solução é a que defendo  :
defender intransigentemente os nossos  interesses económicos e financeiros , o nosso comercio externo e dificultar ao máximo a entrada de material importado com impostos elevadíssimos na casa dos 200%, igual ao produzido aqui,  mesmo contra a vontade da Europa, da França , da Alemanha da Italia da Grecia,  etc. se assim tiver que ser.

Não há outra forma de sobrevivermos.  

Se optarmos por sermos cachorrinhos doceis , servos da Europa , seremos sempre bons mendiguinhos , seremos sempre uns miseráveis de mão estendida.

Meus amigos deixem-se fantasias . Daqui por 3 anos as fantasias acabaram , trata-se de sobrevivermos apenas.

Bom, pior que tudo isto é sabermos que nada está a ser feito para nos salvarmos da miséria.  

Os governos nada fazem para travarem este caminhar acelerado para a miséria !!!.  É de pôe as mãs na cabeça, tanta incompetencia e.....

Os politicos mostram não saber  nada . A unica coisa que fazem porque é fácil, é castigar o povo com austeridade mais austeridade avulsa e burra. Austeridade que  não se sabe para que serve porque todos os anos há mais e mais austeridade sobre o povo.

Estará em marcha algum plano nacional para estancar a correria para o caos ?

infelizmente não conheço que exista qualquer plano para evitar a nossa queda no Buraco.

Meus amigos precisamos urgentemente  de  um plano que nos tire do buraco !!

È preciso agir rapidamente na defesa dos nossos interesses  sejam eles a favor ou contra a Europa, isso pouco importa.

Desculpe que diga mas esta é a minha opinião .

Claro que aceito e respeito opiniões contrarias o que não quer dizer que concorde com elas.

Caros amigos , acreditem que se nada se fizer rapidamente dentro de 3 anos estamos num inferno, uma miséria. É uma pena.

Bom para verem que tenho razão vejam o que disseram os independentes da Standard and  Poors  esta semana, que já não acreditam nas balelas dos portugueses ( governo) que quer fazer crer que tudo está bem  , e não está .

è tudo mentira como diz a Standard and Poors  a nossa divida ficou pior, e já  é lixo.  

Bom e se foi, e está a ser, efectuada ,pelos nossos políticos irresponsáveis e incompetentes só se pode concluir que se a divida é lixo eles se calhar pouco melhores serão , ou estarei enganado ?.

Com a confirmação dos calculos da Standard and Poors posso garantir-vos que a seguir ao lixo vem a miséria e falência  declarada  o que é uma pena porque os governantes nada estão a fazer para o evitar, pensam que tudo está bem , e para eles está, porque quando lhes falta dinheiro para os seus ordenados  milionários , têm sempre a hipótese clássica de retirarem o dinheiro ao povo com mais e mais impostos.

È triste ver os nossos políticos da treta acharem que as contas da Standard na Poors estão erradas ,porque afinal estamos mas é ricos , não estamos nada mal como diz a agencia de rating.

Ao que chegou  o descaramento , a imcompetencia, a irresponsabilida, a ignorância, e tudo o mais.

Mas eu digo a estes imcompetentes e..... se estamos bem ,como dizem, porque descem os ordenados e as reformas ,e sobem os impostos.  È porquê ?
Grandes irresponsáveis imcompetentes , e..............

Bom, caro Garfil , desculpe se me excedi na prosa porque não tenho nada contra si , apenas apreço pela forma como se defende das questões que lhe deixo.
Acho que os dois démos o nosso contributo e cumprimos a nossa obrigação como bons portugueses e démos a nossa solução para se acabar com a crise e a miséria que estão certas com estes políticos que temos.

Eu acho que as coisas vão piorar bastante e os portugueses que se omitirem serão também responsáveis.

Deixo um apelo aos companheiros politicos deste club, e aos outros:
ganhem juizo , percam o medo façam  o que tem de ser feito , defender intransigentemente os nossos interesses económicos e financeiros mesmo que tenhamos que ir contra a Europa. Primeiro os portugueses , depois os portugueses , e só depois a Europa. Nada de medos.

Atenção :

Isto é apenas uma opinião pessoal ,  de quem gosta deste País, nada mais.

Cumprimentos e bom fim de semana , e desculpem a prosa, mas custa-me que nos empurrem  para o fundo sem nada dizer.



Garfield

Boas, fisher

Confesso que, lendo as 1ªas linhas, a solução parece estar à vista mas não deixei de ficar com algumas dúvidas mais práticas. Assim:

1º - qual seria o modelo de planeamento fiscal a aplicar tendo em conta que propõe a aplicação de taxas sobre a importação de produtos específicos ?

2º - sendo o conceito de aplicação, "produto concorrencial", de que forma é que tal iria ser avaliado e determinado ?

3º - tendo em conta a natural dinâmica de qualquer economia, a aplicação iria ser realizada anualmente ou à medida que o País fosse apresentando produtos/bens concorrentes ?

4º - de que forma iria assegurar a capacidade de resposta da DGCE ao aumento da complexidade fiscal ?

5º - de que forma iria assegurar que tal medida não provocaria um aumento de processos contenciosos no âmbito do direito comercial ?

6º - de que forma iria conciliar tal medida com a respondabilidade do País para com os acordos firmados existentes, tanto no âmbito da UE como da OMC ?

7º - de que forma iria impor a violação dos limites de cotas tendo em conta que Portugal, na esmagadora maioria dos casos, tem cotas atribuidas acima do seu peso relativo ?

8º - ao nível do sector primário de que forma iria prevenir a possível pressão negativa sobre os preços (logo, sobre os rácios de rentabilidade/rendibilidade dos produtores) por aumento da oferta decorrente da eliminação das cotas ?

9º - tendo em conta que a aplicação de taxas sobre bens importados iria assumir-se como um bloqueio comercial, que medidas tomaria para impedir os países de origem de recorrerem a medidas idênticas para com as nossas exportações

10º - em que dados suporta a afirmação de que tal medida produziria um aumento do PIB de 2/3% anuais, uma redução média anual da taxa de desemprego de 7,5% e aumento inevitável das exportações ?

11º - no caso de tal poder provocar idêntico bloqueio comercial à produção nacional, qual seria o impacto na economia/emprego e que medidas preconiza para fazer face à possibilidade de tal bloqueio provocar uma recessão ?

12º - em que dados suporta as afirmações "não admitir de jeito nenhum que os Europeus , Alemães, Franceses, Ingleses,  Italianos , gregos etc.  nos prejudiquem  economicamente e financeiramente" e "Não admitir de jeito nenhum que esta gente nos agrave mais o nosso estado de Falência, o nosso sofrimento" dado que tal pressupõe situações conducentes a danos mensuráveis específicos

13º - qual o seu conceito de "empresas nossas"

14º - quais foram as "nossas empresas" que foram "dadas" ? E a quem, especificamente ?

15º - que medidas tomaria para garantir que as "nossas empresas" permaneceriam nossas ? Passaria pela nacionalização ? E como evitaria a constituição de impedimentos à internacionalização das "nossas empresas" decorrente da provável reacção ao proteccionismo das medidas que propõe ?

16º - em que se baseia a sua afirmação de "independentes da Standard & Poors" ?

17º - (e para não alongar em demasiado) a afirmação "contra a Europa" pressupõe, como medida, um pedido de desvinculação à Zona Euro/UE ?

Com cumprimentos
Garfield
As opiniões e partilhas de informação expressas por mim são meramente pessoais e não constituem, em momento algum, recomendação de investimento.

fisher

#19
Caro Garfil

Antes de mais o meu sincero obrigado pelas questões que levantou, de extrema importância.

Depois para lhe dar os parabéns porque mostrou ser pessoa interessada nas importantes questões que afligem a nossa sociedade , e isso é coisa rara nos dias de hoje em que no geral toda a gente assobia para o lado, de um modo geral.

Passarei a responder com bastante prazer a todas as questões deste plano de salvação apresentado, alterando a ordem, se necessário,  de acordo com as conveniências de oportunidade.

Ponto 1º - qual seria o modelo de planeamento fiscal a aplicar tendo em conta que propõe a aplicação de taxas sobre a importação de produtos específicos ?

R. Eu tornaria tudo muito simples.  A complexidade é inimiga do bem.
Faria um lista dos produtos fabricados em Portugal pelas nossas empresas , agricultura e pescas,  e defendia intransigentemente estes produtos portugueses dos ataques , por vezes desonestos ,dos produtos estrangeiros concorrentes contra  a nossa  débil economia debilitando-a mais ,  matando-a, o que provoca o crescimento desemprego, infelizmente.  
Depois criava um imposto muito pesado ( cerca de 100 a 200%, o que seria bom para as finanças e evitava e redução absurda dos salários)sobre a importação de produtos da referida tabela para dissuadir a importação de produtos concorrentes.  Aliás isto não é novo. Este imposto já está a ser praticado numa lista de produtos muito curta. Alargava portanto a lista.
Depois criava uma comissão  do Estado  para regular o preço de venda destes produtos, de marca Portuguesa, a fim de evitar exageros nos preços, e proteger o povo da ganância desenfreada de alguns gananciosos.
Não tenho duvida que a defesa da economia aumenta o emprego. Não há necessidade de um modelo especial  de planeamento fiscal, mas faria as coisas muito semelhantes ao que fazem os Holandeses  , Dinamarqueses ou Finlandeses.  Faria de forma moderna ,de acordo com o principio : poluidor pagador. Isto é os mais ricos pagariam mais , como reclamam os capitalistas Americanos .
Fazia a vontade aos capitalistas Americanos  e recebia uma percentagem dos lucros dos mais ricos, como defende Warren Buffet, sem bloquear a sua capacidade de iniciativa e expansão.
Proibia o fisco de perseguir os mais pobres , e os trabalhadores, e os pequenos empresários, evitando subidas de impostos a esta gente.  

Protegia as pequenas empresas  e proibi-as de pagarem impostos desde que o seu lucro anual não excesse 50.000 Euros (por exemplo)de forma a que pudessem crescer , desenvolverem-se e a criarem empregos.  
A partir de 50.000 euros começavam por pagar um pequeno imposto . Quando o lucro atingisse 1.000 milhões pagariam 500 milhões . quando o lucro fosse acima de 5.000 milhões pagariam 3.000 milhões .  nota: estes valores seriam a acertar nos pormenores.

O fisco era desenhado para proteger os pobres , os trabalhadores , e os  pequenos empresários.

Fazia um fisco mais justo . Os pobres pagariam menos . Os ricos pagariam mais.

2º - sendo o conceito de aplicação, "produto concorrencial", de que forma é que tal iria ser avaliado e determinado ?

R. O conceito "produto concorrencial" tem muito que se lhe diga, e actualmente pode ser adulterado e usado para o mal, para subverter as coisas , os preços, como sabe.
Alterava o conceito, antiquado ,e introduzia um novo conceito e mais moderno , á maneira das melhores empresas estrangeiras , nomeadamente a empresa "Louis Vuitton".

A concorrência sobre o preço passaria para 2º lugar.

Em 1º lugar a concorrência centrava-se na qualidade dos produtos à maneira de Louis Vuitton.  
A concorrência estaria , essencialmente, na qualidade dos produtos vendidos . Venderiam mais as empresas que oferecessem o mesmo produto, pelo mesmo preço, mas de melhor qualidade.

A escolha do produto deixaria de ser pelo preço porque seria igual, e passaria a ser efectuada pela qualidade.

Obrigaria o Estado a defender, o povo, e a economia , interferindo nos preços , determinando valores máximos e mínimos , para evitar a especulação,  apenas nos produtos básicos e essenciais , carne , peixe , ovos , pão , agua, electricidade , transportes públicos, e saúde.

A avaliação dos preços seria efectuada por uma comissão reguladora de preços presidida pelo Estado e com elementos representativos dos produtores , consumidores, e Estado.

Os membros desta comissão mudavam de 2 em 2 anos para evitar maus hábitos(Corrupção).

O produto concorrencial era avaliado pelo comprador que escolheria pela melhor qualidade uma vez que o preço estava condicionado pela comissão reguladora de preços , na caso dos bens essenciais . Nos outros produtos o preço deixaria de estar condicionado ao preço , em principio. Talvez possa haver aqui um compromisso maior com o preço, a ver nos pormenores.

3º - tendo em conta a natural dinâmica de qualquer economia, a aplicação iria ser realizada anualmente ou à medida que o País fosse apresentando produtos/bens concorrentes ?

R. A aplicação seria ajustada de acordo com as necessidades do mercado há medida que este fosse evoluindo.

4º - de que forma iria assegurar a capacidade de resposta da DGCE ao aumento da complexidade fiscal ?

R. É tudo muito simples porque não haveria nenhuma complexidade fiscal.
Seriam criadas leis de acordo com as taxas  desejadas,  e as pessoas teriam apenas ,de livre vontade,  cumprir a lei tal como já fazem com o IVA e outros impostos.
Claro que há sempre quem não cumpra mas isso faz parte do sistema e correm o risco de serem apanhados e multados.

Não haveria nenhuma complexidade fiscal porque isto já está a ser feito, na pequena lista existente. Limitava-me a ampliar a lista de produtos a defender.

Veja um exemplo. O caso da importação dos automóveis, que faz parte da pequena lista existente.

Veja que já se cobra uma taxa de 100% sobre a compra de automóveis , nomeadamente Mercedes, e BMW.

Um Mercedes C220 compra-se por cerca de 30.000€ na Alemanha. Depois para poder entrar em Portugal, o Estado cobra a taxa de cerca de 100%, e vende-se aos portugueses por cerca de 60.000€. Isto já é feito hoje.

Deve ampliar-se para toda a entrada de produtos importados iguais aos nossos, para defender-mos os nossos produtos , a nossa economia e o crescimento do emprego jovem.

5º - de que forma iria assegurar que tal medida não provocaria um aumento de processos contenciosos no âmbito do direito comercial ?


R. ainda bem que faz esta pergunta que acho sacramental.
A justiça está num caos . Como diria alguém : estamos no século XXI e temos uma justiça do seculo XVII.

A justiça precisa de ser remodelada, precisa de  prazos mais curtos para as sentenças, e é preciso responsabilizar os juízes com multas quando atrasam as sentenças.

É muito simples . Seria criada nova lei para estes processos que obrigaria o Juiz do Tribunal , por lei claro, a resolver todos os processos em muito pouco tempo.
O juiz teria apenas 2 ou 3 meses para decidir, dar a sentença, e não havia desculpas, nem direito a adiamentos ou prorrogações ardilosas .

Caso não o fizesse o Juiz pagaria pesada multa( digamos 100€) e levaria um processo disciplinar porque estava a prejudicar o povo.

Desta forma como Vê tudo era rápido e acabavam-se os processos atrasados.

Deixava de haver processos atrasados.

O tribunal teria nova concepção .  Seria concebido como uma máquina de fazer salsichas :
Dum lado entra a carne , o processo, e  do outro sai a salsicha , sai a sentença,  tudo com rapidez e eficiência, máximo 3 meses.

Os críticos poderão dizer : há mas não há tempo para fazer um trabalho sério. Há sim,  claro que há . A razão é simples.

Alguém que se queixe tem de ter provas do que se queixa. Se não tiver provas o processo é arquivado logo ao balcão no dia da entrega , e o queixoso paga uma multa de 100 euros por apresentar uma queixa sem provas.
 
O tribunal existe para julgar as provas apresentadas , não existe para fabricar novas provas , isso compete aos advogados .

Caro Garfild  peço desculpa ,mas como estou sem tempo fico por aqui depois respondo ao resto das perguntas que são muito interessantes sim senhor.  Aceite O meu apreço às questões colocadas .

Isto é tudo muito fácil e simples. Como dizia um amigo , é tudo uma questão de organização.

Nota:  Isto é uma opinião pessoal

Cumprimentos e bons negócios.

fisher


Garfield

#20
Boas, fisher

Apenas alguns reparos:

1 - Portugal não tem qualquer tipo de imposto específico proteccionista relativamente ao comércio intra-comunitário.

2 - actualmente, a regulação de preços é efectuada apenas em casos muito específicos, como a energia, o que tem toda a lógica. Tudo o que vá para além disto impede qualquer crescimento económico, quer seja por via da limitação do normal funcionamento do mercado, quer porque inibe a motivação empresarial. Isto não é retórica ou teoria. Veja-se o exemplo das consequências desse tipo de medidas das décadas de 70 e 80 na ex-URSS.

3 - A regulação de preços por parte do Estado implica que este assuma um determinado nível de responsabilidade perante as empresas.

4 - A regulação de preços poderia funcionar como factor inibidor de investimento nos sectores abrangidos o que poderia provocar, não só, uma diminuição de novos investimentos nessas áreas, como também poderia provocar um efeito de desinvestimento do já existente. Isto provocaria um efeito inverso ao que pretende já que provocaria desemprego e desincentivo à produção.

5 - relativamente aos países que dá como exemplo, a Dinamarca não aderiu ao Euro, com todas as limitações inerentes. O princípio poluídor-pagador é o conceito de base para aplicação de um imposto não-proteccionista, logo, não se enquadra como exemplo para o que propõe.

6 - Proíbir o Fisco de "perseguir os mais pobres, os trabalhadores, os pequenos empresários" poderia dar maú resultado. Não entendo como iria operacionalizar tal medida mas dado que assume os contornos de uma carta-branca para a impunidade, creio que a fuga maciça aos impostos seria a nota dominante.

6 - Tendo em conta que agravaria os impostos à medida que as empresas fossem cada vez mais bem sucedidas, como é que tal poderia funcionar como incentivo ao crescimento empresarial ? Quer-me parecer que tal política apenas iria diminuir a fasquia do sector, ao desincentivar a aposta no crescimento o que, mais uma vez, não só funcionaria como um factor negativo sobre o emprego como, ao limitar o crescimento das empresas, estas ficariam mais vulneráveis a grandes grupos internacionais.

7 - "Fazia um fisco mais justo . Os pobres pagariam menos . Os ricos pagariam mais."

Posso estar enganado mas, neste momento, creio que esta já é a base do nosso sistema fiscal.

8 - pelo que entendi, não só pretendia que o Estado regulasse os preços como também imporia os padrões de qualidade técnicos às empresas. O que implicaria que o Estado praticamente controlasse todo o processo. Peço desculpa perguntar isto mas qual seria, então, o papel do empresário/investidor ?

9 - "A concorrência estaria , essencialmente, na qualidade dos produtos vendidos . Venderiam mais as empresas que oferecessem o mesmo produto, pelo mesmo preço, mas de melhor qualidade".

Isto não implica retirar poder de decisão ao cidadão ? Porque é que eu não posso escolher o produto que bem entender se sou eu que o vou pagar ?

10 - Essa da regulação dos preços dos transportes públicos já deu maús resultados. Nomeadamente, ao nível da actual dívida pública.

11 - Mais leis=maior complexidade. Peço desculpa mas isto é incontornável. Não faltam estudos sobre planeamento fiscal vs. eficácia fiscal a demonstrar esta realidade. E isto acarretaria mais custos para o Estado, mais burocracia e maior desincentivo ao investimento.

12 - O caso dos impostos sobre os automóveis é tudo menos um exemplo. Porque não é um imposto proteccionista sobre importações. O caso que deu do Mercedes, como bem sabe, deve-se a 2 factores: cilindrada/emissões, IVA nacional. Aplica-se a qualquer veículo automóvel e caso o tal Mercedes fosse construido em Portugal, pagaria os mesmos impostos.

13 - A acumulação de processos nos tribunais portugueses deve-se mais à complexidade jurídica e processual do que propriamente a maú trabalho dos juízes. Ora você propõe aumentar ainda mais essa complexidade fiscal e penalizar os juízes caso não resolvam os processos dentro dos prazos que pretende, independentemente de tudo. Isto parece-me algo irrealista...

14 - "Alguém que se queixe tem de ter provas do que se queixa. Se não tiver provas o processo é arquivado logo ao balcão no dia da entrega , e o queixoso paga uma multa de 100 euros por apresentar uma queixa sem provas".

E quem faria a avaliação do que pode ou não ser admitido como prova ? A funcionária administrativa do balcão ?

15 - "O tribunal existe para julgar as provas apresentadas , não existe para fabricar novas provas , isso compete aos advogados ".

Não, o Tribunal não existe para julgar apenas provas. Esta é uma frase típica de quem não tem noção do que é a Justiça.

Cumprimentos
Garfield
As opiniões e partilhas de informação expressas por mim são meramente pessoais e não constituem, em momento algum, recomendação de investimento.

fisher

Garfil
O meu obrigado pelo comentário . porque é muito extenso comento agora só a parte do tribunal. Depois vaio resto.

13 - A acumulação de processos nos tribunais portugueses deve-se mais à complexidade jurídica e processual do que propriamente a maú trabalho dos juízes. Ora você propõe aumentar ainda mais essa complexidade fiscal e penalizar os juízes caso não resolvam os processos dentro dos prazos que pretende, independentemente de tudo. Isto parece-me algo irrealista...

Eu não quero aumentar mais a complexidade dos Tribunais . São os Tribunais que complicam o que é simples.  Pelo Contrário eu quero simplificar mais , mas muito mais os tribunais , reduzindo o tempo de resposta a cerca de  3 meses mais ou menos,  apenas , como principio  , admitindo outros acertos para casos especiais, mas muito pouco,e os magistrados que não cumprissem seriam responsabilizados, pagando multa.

Isto é importante  porque neste país todos falham e não se responsabiliza ninguém , o que está errado.

Eu não tenho dúvidas nenhumas  que a acumulação  de processos nos tribunais portugueses se deve ao mau trabalho , má organização,  dos agentes e dos Juizes .

A razão é muito simples . Os processos entram e em vez de serem decididos rapidamente , digamos 3 meses , eles inventam complicações para não decidirem e mandam-nos para a prateleira do esquecimento onde ficam anos a fio , 3-4-5-7-10 e mais anos, uma vergonha.

Mas se quer  um exemplo , veja o caso muito mediático que corre agora nas televisões,  do miúdo Rui Pedro , da Lousã, raptado, segundo se julga,  á cerca de 10 ou 12 anos.

Só ao fim de 10 anos é que decidiram que o caso merecia  ser julgado porque esteve  na eminência de ser arquivado e nem ir a julgamento, uma vergonha , uma incompetência.

Por sorte um magistrado corajoso ,fora do baralho, resolveu entesar-se e mandar fazer o julgamento ao fim de 10 anos , ao fim de 10 anos veja-se.

Diga-me que complexidade tem o processo para depois de ter entrado no tribunal  que alguém  disse-se : julgue-se , e com urgência,  para se encontrar o miúdo raptado?. 10 anos de espera para Quê ??

Complexidade ?  Veja qual é a complexidade em julgar uma pessoa que não paga a renda ?.

Porque é que o tribunal leva 3-4, ou mais anos ?. fácil é apurar se a renda foi paga ou não .

Uma semana basta porque o queixoso que  já  leva as provas e o acusado tem de as ter (os recibos do pagamento).

E veja que tenho razão porque a nova rei do arrendamento vem ao encontro do que  defendo (redução de prazos) porque de facto vem reduzir  os prazos ,  tal como eu defendo, e exige agora muito pouco tempo para o tribunal decidir , julgo que são , ou 3 , ou 6 meses . Como vê não estou longe  da realidade.

Como vê a solução é esta : resolver rápido sem complicar o que é simples.

Como Vê não há nenhuma complexidade  , mas sim mau trabalho dos agentes da justiça , com honrosas excepções que fazem trabalho excelente,  felizmente.

Complexidade fiscal como, se o que proponho já existe com a taxa que se cobra, de cerca de 100% ,para um automóvel entrar em Portugal , e não há complexidade nenhuma. 

É só fazer  o mesmo  para uma dezena ou duas de produtos. Aliás também julgo que se faz coisa semelhante com a gasolina que é muito mais cara que em Espanha, porque para entrar no nosso território tem de pagar uma taxa de entrada que não sei que nome lhe deram, e não tem complexidade nenhuma, julgo eu. 

E aliás com a cobrança, justa ,destes produtos  garanto-lhe que a nossa economia desenvolvia bastante , as importações reduziam, e o desemprego diminuía,  não seria preciso dar porrada no povo como se está a dar.

Bom , mesmo que tivesse alguma complexidade ,mas não tem, valeria a pena para salvar os portugueses  do aumento de impostos desnecessários, quem vêm aí  , o desemprego ,que vem aí  ,, e a destruição do Estado social ,que vem aí.

Como vê isto não é irrealista . Isto é realista . Dei-lhe provas realistas.

E mais para ver que tenho razão veja a este propósito os comentários do homem que mais sabe destas coisas o Dr: Marinho Pinto, Bastonário da ordem dos advogados.

Veja o que ele diz da Justiça .Depois diga se as coisas estão bem como estão !

Garfil, vá por mim , isto não está bem, os tribunais têm de decidir rápido , não podem mandar os processos para a prateleira do esquecimento( talvez com medo de tomarem decisões , ou desleixo , não sei) porque não é justo.

Se não o fizerem devem ser responsabilizados , pagando multa.

Felizmente que a redução de prazos vai acontecer com a nova lei arrendamento. Já é um começo , mas é preciso mais , muito mais . É preciso eficiencia.

Nota , isto é uma opinião pessoal.

Cumprimentos e bons negócios.

fisher

Garfield

Boas, fisher.

Devo dizer que me agrada muito perceber que há quem tente reflectir e debater o nosso País, independentemente da diversidade de opiniões, algo raro nos nossos dias.

Apenas alguns reparos:

Relativamente aos tribunais, o próprio Bastonário da Ordem dos Advogados tem vindo, sucessivamente, a afirmar 2 coisas: considera que há alguns maús juízes mas que a maior parte dignifica a sua posição e carreira; e que uma das grandes causas da ineficiência dos tribunais se deve ao complexo ordenamento jurídico nacional (que chega a apresentar legislação perfeitamente antagónica e as suas consequências, embora, na prática, se traduzam em processos demasiado morosos, tal não pode ser imputado aos juízes), bem como à complexidade processual em si.

Aliás, você acaba por apresentar um exemplo claro que defende o que eu afirmo: a nova lei do arrendamento. Foi necessário criar-se uma nova lei, mais clara, específica e concisa para se tornar nais célere as situações de contencioso entre arrendatário e senhorio. A responsabilidade não pode ser imputada oas tribunais.

A complexidade do nosso ordenamento jurídico só pode ser imputada aos sucessivos Governos e Assembleia da República.

Quanto à complexidade processual, se, por um lado, é desejável que tal possa sêr simplificada o mais possível no sentido de ser célere, eficiente e menos dispendiosa, deverá sempre assegurar o direito constitucional de acesso à Justiça, bem como a equidade no seu acesso, sem esquecer o cumprimento integral da presunção de inocência, isto no caso do Direito Criminal.
Por essa razão é que a organização judiciária portuguesa compreende 3 níveis (Supremo, Relação e 1ª Instância).
Isto é imprescindível para assegurar uma melhor qualidade da Justiça.

Claro que se se quiser fazer tábua rasa destes princípios devido a contingências economicistas, poder-se-á faze-lo...

Agora, é incontornável que aumentar a complexidade jurídica, criando impostos específicos (suportados em legislação, obrigatóriamente), aumentará a ineficiência fiscal, aumentará a carga processual judicial e, inevitavelmente, aumentará os custos operacionais do Fisco e Tribunais.
Aliás, refira-se que países que pretenderam reduzir os custos operacionais dos serviços tributários e aumentar a sua eficácia e eficiência, adoptaram um modelo de flat rate, independentemente das iniquidades que possa acarretar.


Continua a haver alguma confusão sobre fiscalidade. Antes de mais, a incidência de imposto sobre os automóveis não é de 100%. Não é verdade que se paga um imposto específico sobre veículos importados dentro da UE. Aliás, repito, nem Portugal e nem qualquer outro Estado Comunitário tem qualquer imposto aplicável a produtos importados em termos de comércio intra-comunitário.

Quanto aos combustíveis, o único imposto específico aplicado é o ISP (mais IVA em cima). O diferencial de preço de combustíveis entre Portugal e Espanha deve-se ao diferencial das taxas/valores aplicados, sem qualquer relação com o comércio intra-comunitário.

Se já existem imensos casos práticos, mais do que estudados, de que a aplicação de impostos sobre importações com base proteccionista provocam, a médio prazo, consequências muito negativas sobre a produtividade, emprego/remuneração, dinamização empresarial, entre outras...

Claro que, no meio de todas estas questões, uma questão subsiste: se é de entendimento generalizado que muita da responsabilidade da actual situação económica do País se deve a má gestão e desperdício de dinheiros públicos, como é que impostos proteccionistas e "divórcio" com o resto da Europa vai melhorar a qualidade dos nossos gestores e dirigentes governativos ?

Uma sugestão de melhoria da gestão pública, por exemplo, do SNS: acabem-se com as nomeações políticas para a gestão hospitalar e avance-se para um sistema de contratualização de gestão, com dois níveis claros - gestão económico-financeira e gestão clínica. É que as administrações hospitalares têm vindo a servir a actividade político-partidária consoante a côr dos inquilinos do Palácio de S. Bento...

Cumprimentos
Garfield
As opiniões e partilhas de informação expressas por mim são meramente pessoais e não constituem, em momento algum, recomendação de investimento.

fisher

#23
Caro Garfil

Gosto de debater estas questões importantes  consigo porque é um adversário á altura.

Mas não me vou alongar porque temos soluções diferentes para os problemas , e não nos conseguimos convencer um ao outro  da justeza das nossa posições, e, por isso, teremos de ficar condenados a ficar cada um com a sua.

Todavia ainda em defesa da minha dama direi ainda o seguinte:

As leis que temos até que servem muito bem, na generalidade . Na generalidade não é a lei que está mal mas sim os agentes da lei que usam e abusam dela e a pervertem, por vezes.  

Vou dar-lhe  mais um exemplo.

A lei , o código do processo penal,  diz que o tribunal ,depois da pessoa apresentar queixa, o tribunal tem 6 meses para organizar o inquérito (instrução)  e decidir se leva o caso ou não a julgamento.  E diz a lei ainda que se se tratar de um roubo de um automóvel no estrangeiro o prazo é alargado para 2 anos, devido à sua complexidade maior.

Pois veja , eu conheço um caso de pessoa amiga que apresentou um caso destes , roubo e burla de automóvel clássico muito valioso no estrangeiro, e  que o tribunal virou as costas , esteve-se nas tintas para o cumprimento do prazo máximo de 2 anos,  e só ao fim de 7,5 é que decidiu emitir opinião e por azar, ao fim de 7,5 anos resolveu que era um caso sem importancia,que não merecia ser julgado e foi arquivado.  E ao fim deste tempo o dono do carro entretanto morreu sem que se tivesse feito justiça. Acha isto bem ?.

Isto para dizer que a lei que admite dois anos para investigar ,  até  se  pode aceitar como boa , os agentes do tribunal é que viraram as costas e não cumpriram a lei cometendo eles próprios a ilegalidade de ultrapassarem o prazo determinado pela lei, os 2 anos .

Ora bem se houvesse responsabilidade, estes magistrados deveriam levar um processo disciplinar e pagar uma multa para exemplo de outros.

Concluindo a culpa dos atrasos , não é da lei , é dos agentes da lei, é dos magistrados que não decidem a tempo, por desleixo, ou falta de capacidade, ou as 2 coisas , e empurram os processos para a prateleira dos esquecidos sem que nada lhes aconteça.

Deviam ser responsabilizados com o pagamento de multas.

Portanto o acumular dos processos não da sua complexidade , é culpa e só dos maus agentes que os gerem e deviam ser responsabilizados pagando multas.

Bom mais poderia dizer mas fico por aqui.

Cumprimentos e bons negócios
fisher

fisher

#24
Caro Garfil

Continuando na brincadeira, permita-me que diga que ontem vi o nosso primeiro ,e o ministro das finanças afirmarem que o dinheiro que os Troikanos cá puserem  (80 biliões) é suficiente e não é preciso pedir mais porque este chega para acabarmos com a crise.

Eu penso que estes dois não iam fazer tal afirmação sem que primeiro fizessem contas. Eu penso que não iriam falar à sorte , ou iriam ?. Será que fizeram contas ?? Eu acho que eles não sabem do que estão a falar !!.

Eu penso que, se não defenderem, protegerem,  a nossa economia e finanças intransigentemente isto vai tudo para o buraco como previsto.

E como não vejo ninguém a tomar medidas para defender e proteger, a economia portuguesa contra as investidas dos estrangeiros, pelas minhas contas, quer o nosso Primeiro  , bem como  o ministro das finanças, já erraram , já mostraram não saber fazer contas, porque sem a proteção da economia , industria , pescas , e agricultura , eu aposto que as contas estão erradas, e os 80 biliões não chegam para nada . Vai ser precisa nova dose.

Aposto que os 80 biliões não duram mais de 3 anos. Não duram até ao fim de 2015.

Alguém quer fazer contas e apostar um almoço. Podem apostar até economistas que sabem fazer contas esquisitas , e eu não sou economista, só sei fazer contas simples,  mas aposto.

Caro Garfil vou-lhe provar, com esta situação, que tenho mais uma vez razão infelizmente. os 80 biliões que a Troika Pôs às nossas costas estupidamente ,não vão chegar para nada , nem que dêem  todos os meses uma EDP à Troika.

Andam a dar a EDP aos Troikanos e outras empresas , as poupanças dos reformados da banca(uma vergonha) não sei porquê porque não serve para nada. Quanto mais dão maior é a dívida e mais pobres ficamos , uma estupidez. Se desse-mos as empresas e reduzisse-mos as dividas ainda se compreendia o esforço. Agora dar empresas , dar ordenados , dar reformas e aumentar a divida , é estupidez , é burrice, desculpem que diga.

Os portugueses , erradamente,  não vaõ defender , proteger, a economia nacional porque pensam que é errado proteger a economia nacional e que o bom é estarmos de peito aberto num mercado global, selvagem , apenas controlado pelos grandes abutres.

Como sabe eu acho que este mercado global, de abutres, vai-nos engolir vivos, se continuarmos a teimar, ingenuamente ,a estar no mercado sem qualquer protecção.

Protecção na minha opinião, como sabe,  é sobrecarregar as importações de materiais iguais aos que produzimos com pesadas taxas de 100 e 200%.

Vai uma aposta, a um almoço, que se não fizerem o que digo  os 80 biliões não duram até ao fim de 2015 e os Troikanos e o nosso PM e ministro das finanças, vão ter que nos martirizar com nova divida, e muitas, e muitas,  medidas de austeridade e mais desemprego , e miséria, e muitos impostos e redução de salários,  a carregar sobre o povo português .

Eu não sei quanto é que ainda resta dos 80 biliões. Se calhar apenas restam 10 ou 20 biliões que não servem para nada, tendo em conta os gastos superfulos que o Estado está habituado e não quer cortar .

Acredite , pelo que se vê vamos ficar muito piores que os Gregos. Só se safam os que ganham mais de 5.000€ ou 10.000€ por mês , a fina flor.

Só para terminar uma pergunta díficil aos que defendem o aumento da Divida.
Até quanto é que acham que devemos aumentar a divida ? digamos 300-400-500 biliões , um trilião , 2 triliões ?

E até quanto é que a Troika estará disponivel para nos endividar? , até aos 500 biliões , até ao 1º Trilião , até ao 2º trilião , até quanto é que a Troika está disponivel para nos ir dando dívida ?? isto é tudo um disparate.

Qual será o limite ??
Ou não haverá limite ??

Que o diga quem souber !!

Atenção , isto é apenas uma opinião pessoal !!

Cumprimentos e bons negócios
fisher