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Perspectivas 2015

Iniciado por JoseABMachado, Fevereiro 26, 2015, 15:17

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JoseABMachado

"O que é um algoritmo e porque devemos confiar nele?"


Nós não somos Consultores de Investimento.

Nós somos investidores que projectaram algoritmos matemáticos para os nossos modelos financeiros, cuja execução prática pode variar de um índice para outro, em contextos e dinâmicas diferenciadas de Mercado.

No essencial e na prática , o que nos interessa de facto , não são narrativas sobre o Mercado , nem tão pouco exercícios complexos de "futurologia" sobre o que se vai passar (?).


O que nos interessa é da forma e no tempo mais assertivo possível , comprar baixo e vender alto ,ou vender alto e comprar baixo. (Continua)
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Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado


Buy (Long) and Sell (Short)


«A bolsa de Atenas fechou terça-feira a "disparar" quase 11%. Um sinal de que os investidores estão a ver com bons olhos o acordo com a Grécia por mais quatro meses ou, subida do PSI-20 em Fevereiro foi a maior em mais de 12 anos», é o "genérico comentário", que qualquer potencial praticante de Mercado vai ler, quando um movimento positivo se instala e torna óbvio , e quando o céu aparentemente deixa de ter limite.

"A notícia, segue a tendência e o efeito é sempre, hilariante."

É claro que "entre textos", existe quem veja também, em qualquer subida mais prolongada um "Crash eminente" e em qualquer descida, o princípio de uma "catástrofe global".

Se alguém tiver do Mercado uma perspectiva sempre positiva ou negativa , um dia seguramente , acerta.

O Medo, "vende muito bem" nos Mercados Financeiros. A ganancia "pós-facto" ... , também.

O Sr.Robert Prechter e o Sr. David W. Tice , presenças habituais da CNBC em situações de queda ou Bear Market efectivo, foram substitutos pelo Professor Jeremy Siegel que oportunamente e alinhado com o momento , voltou a estar na "moda" vinte anos depões.

Infelizmente e na realidade, ninguém pode fazer retroceder um Mercado, para um ponto ideal de "compra ou ... venda" e esse é  o grande e verdadeiramente único desafio, de quem aborda o Mercado com realismo e é de facto, investidor.

Tudo o resto são "faits divers" e narrativas de ocasião.

Em retrospectiva histórica e com regularidade estatística, qualquer "Bull Market" tem contracções regulares compreendidas entre -5% e -10%.

Em períodos temporais mais alargados, correcções de -20% ou superiores, ocorrem também, com consistência e inevitabilidade.

A grande diferença entre um Bull Market Convencional e um Bull Market Secular está principalmente na "duração" e "amplitude global" do movimento de subida e na nossa perspectiva no "ponto de contagem" do movimento.

Observando por exemplo o Índice "Dow Jones Industrial" em retrospectiva nominal é fácil de visualizar que o Mercado tem obedecido a um padrão regular nos últimos cem anos.

A períodos de consolidação prolongados , têm se seguido Bull Markets Seculares , interrompidos por quedas , mais ou menos pronunciadas , seguidas de recuperações expressivas.

Por exemplo , o último grande Bull Market Secular , iniciado na década de oitenta e que viria a terminar em 2000 , registou entre 1983 e 1984 uma contracção de -17%.

Três anos depois deu-se o Crash de 1987 e em 1990 o Mercado perdeu cerca de -21%.

Na década de setenta , encontram-se quedas de -50% (1973/1974) , sucedidas de movimentos de subida de +77% (1974/1976) . Já na década de cinquenta e sessenta , são visíveis correcções de -20% (1956/1957) ou até superiores -30% (1961/1962).

E para quem supõe que este é um padrão típico do Mercado Americano (EUA) , sugerimos a leitura atenta de "Triumpf of the Optimists" de Elroy Dimson , Paul Marsh e Mike Staunton . Subidas prolongadas , períodos de estagnação e quedas mais ou menos pronunciadas , fazem parte da natureza endógena , dos Mercados Financeiros.

Os Mercados , não têm só um sentido.
(Artigo de opinião)
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Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado


"Diversificação institucional Vs. Diversificação selectiva"

A realização adequada de um orçamento familiar, passa igualmente na nossa perspectiva e opinião, por definir objectivos para a poupança.

Se considerarmos em sentido alargado, "poupança", como ausência de consumo, ou utilização de recursos no presente, em benefício de criação de maiores disponibilidades para o futuro, temos basicamente dois caminhos possíveis para atingir o objectivo:


"Entesouramento de disponibilidades" de capital e "alavancagem de disponibilidades" de capital.

O "entesouramento de disponibilidades" de capital consiste, em alocar a disponibilidades imediatas, ou de médio prazo, capital. Certificados de aforro, depósitos a prazo ou simples reservas bancárias, são os meios convencionais.

A "alavancagem de disponibilidades" , consiste em utilizar o entesouramento ou parte dele , como disponibilidade de investimento.

Segundo a concepção clássica e institucional amplamente aceite, o "conceito de diversificação" é central na construção de uma estratégia de investimento. Basicamente, diversificar significa não colocar todos os ovos no mesmo cesto.

Nós estamos de acordo, "mas" propomos uma "optimização do conceito".

Em primeiro lugar sugerimos que o "perfil de investidor" não seja alterado em função da maturidade das dinâmicas, das tendências dos Mercados.

Desta forma um investidor prudente seria basicamente sempre, prudente, um moderado sempre moderado e um dinâmico e arrojado sempre dinâmico e arrojado.

Por outro lado, sugerimos, que ao invés da "diversificação clássica" institucional, se utilize a "diversificação selectiva".

Diz a diversificação clássica, "diversificar significa não colocar todos os ovos no mesmo cesto" e nós perguntamos e fará sentido ter "ovos estragados no cesto"?

Dito de outra forma, podemos ser prudentes, moderados, dinâmicos ou arrojados , elevando ou diminuindo o "entesouramento de disponibilidades".

No entanto e na parte destinada à "alavancagem de disponibilidades" , devemos ser "discriminatoriamente selectivos" e alinhar as nossas posições de mercado com as tendências dominantes do momento.

Garantidamente ninguém conhece o futuro e garantidamente que a possibilidade de erro estará sempre presente numa decisão activa, de investimento.

No final do dia, será seguramente a forma como lida com o erro e o minimiza, que vai contar.
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Cumprimentos
José AB Machado