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A Questão Hipotecária Americana e seus Possíveis Desdobramentos

Iniciado por rjc, Agosto 13, 2007, 15:16

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rjc


A Questão  Hipotecária Americana e seus Possíveis Desdobramentos

Bom dia,

Depois dos últimos acontecimentos nos mercados globais, andei pensando muito sobre a questão  hipotecária, e vou fazer aqui, uma análise de  como eu a vejo. Estou colocando no papel para reorganizar as idéias e a mente,( principalmente a minha). Bom, então, vamos lá:
Com todo o respeito ao povo americano e a seu país , mas aqui no fórum , todo mundo sabe, creio eu, que o povo americano é o mais consumista do planeta. Pois bem, eles são capazes de fazerem financiamentos para comprar qualquer coisa, principalmente no tempo em que os juros para os parâmetros deles  ainda eram baixos ( até 1994). Eles são capazes de, pasmem, refinanciar a casa própria ( que já tem uma 1º hipoteca), para comprar carros e outros bens também financiados , ou então trocá-la por outra maior ( operação  muito usual). Vou dar um pequeno exemplo: A pessoa compra uma casa, com juros baixos (prestação baixa) para pagar em 30 anos. Depois de alguns anos, como a economia americana é na média uma economia sem muitos sobressaltos ( muito poucos)ao longo do tempo , o sistema de amortização deles fazem com que  a hipoteca vá baixando e juntamente com isso o imóvel vá no longo prazo também se valorizando, criando–se uma diferença patrimonial em pró do mutuário. Exemplo: A casa vale hoje 100.000,00, a  hipoteca está atualmente numa posição digamos 40.000,00 pois, ele já deverá ter pago a esta altura uns 20 anos ( é só um exemplo),então ele tem uma posição patrimonial positiva de 60.000,00 Ok? , ele refinancia esta diferença e põe uma grande parte  desse dinheiro no bolso e fazem nova dívida, mas, em  compensação as prestações e o tempo de pagamento voltam a subir..... de acordo com as taxas atuais vigentes. Ou então, vende e o comprador compra, colocando uma 2º hipoteca  na operação, ficando desta forma com outra prestação maior ou então com  duas prestações  de acordo com os termos do negócio. E o bancos, fazem esta 2º hipoteca em cima da primeira normalmente ( e as vezes até uma 3º hipoteca, conforme  a situação creditícia da pessoa). Era e ainda é  uma operação rotineira, já que o crédito era farto e barato até então. Criou-se dessa forma uma bolha imobiliária de proporções espantosas aumentando em muito o valor dos ativos imobiliários. Pois bem, quando se cria uma bolha artificialmente  é fácil estourá-la não é mesmo? Agora que a coisa começa a complicar.....
Fundos de Hedge de bancos ou independentes , são aqueles que aplicam em qualquer tipo de ativos, de ouro até claro, títulos  lastreados em "advinham" nestas hipotecas ,as chamadas subprimes. A cadeia produtiva imobiliária americana é uma das mais importantes, se comparando na minha modesta opinião, com a cadeia produtiva automobilística . Até porque, para  fazer uma casa é necessário centenas, senão milhares de itens e também alguns subprodutos,  ( imaginem um prédio de apartamentos) criando-se um efeito cascata( e aí, estaria talvez o desdobramento maior desta crise) em outros setores importantes como por exemplo, metalúrgico, siderúrgico, cerâmica,  madeiras e outros.....
Com os aumentos artificiais dos juros para que a economia esfriasse e conseguisse o controle da inflação (e estão conseguindo) , o resultado disso entre outras coisas seria e é  o aumento do desemprego e o aumento das prestações de um modo geral. Desta forma, com o aumento do desemprego e o aumento dos juros as pessoas não puderam com "tantas" prestações . O não pagamento das hipotecas, causou  e está causando enxurradas de foreclosure ( execução de hipoteca) a bolha imobiliária estourou.....,e os preços dos imóveis  caíram sensivelmente.

Os fundos de hedge dos EUA  , da Europa e da Ásia  que tinham posições em aberto nas subprimes e o tamanho dessas posições, só o Altíssimo e os gestores sabem, foram chamados para cobrirem as margens, ( Produzindo rajadas de metralhadoras na sala....). Para fazerem dinheiro rapidamente, venderam enormes quantidades de ações. Pela Lei da oferta e procura, quando queremos vender um produto e não tem tanta demanda assim naquele momento, o que acontece? Digo, os preços tendem a cair, e eles caíram........
Há luz no fim do túnel? Na minha opinião e é somente uma opinião, sim. Principalmente, depois que o Banco Central da Matriz (EUA) e os outros Bancos Centrais Filiais ( resto do mundo ) intervieram e colocaram muito  dinheiro no mercado, dando a sensação para os agentes econômicos do mundo, que vão fazer alguma coisa e terminar a sangria do efeito cascata. Até lá, ainda haverá alguns tiros cada vez mais espaçados em algum canto da sala. Depois, que os "tiros" espaçados terminarem, provavelmente haverá calma e retomaremos a tendência. È isso que eu espero......
Este espaço está aberto para opiniões, se algum membro não concordar ou quiser dizer alguma coisa esteja muito a vontade.

Bom Dia e bons negócios

Rjc.

rjc


No tópico escrito por mim, sobre a questão hipotecária americana e seus possíveis desdobramentos, há uma errata. Onde no parágrafo que diz que os juros eram baixos até 1994, saiu errado. lê-se, até 2004Agora está certo ,pois, o governo americano começou a aumentá-los a partir desta época.

Até mais,
rjc

Boy Plunger


A tua visão está bastante interessante, e é aliás a explicação dada pela maior parte dos analistas para explicar porque é que o mercado caiu nas últimas semanas (passado), mas na minha opinião não explica o que poderá acontecer (futuro).

A questão do Boom no mercado imobiliário americano, e as suas implicações no crédito mal parado não é nova, nem é um problema que tenha surgido apenas agora. As acções das construtoras americanas já estavam a mostrar quedas e reports de earnings maus há mais de 1 ano. É uma questão importante, especialmente a do re-financiamento que referiste no teu post, mas mais uma vez, não é um dado novo, os Americanos funcionam assim há bastante tempo, é escandaloso para nós (embora caminhemos no mesmo sentido), mas é normal lá.

A minha preocupação maior é directamente com as taxas de juro, e o efeito que este pânico poderia ter e como o FED iria reagir, e o que aconteceu? o mercado caiu mas as Bonds subiram e como tal as Yields já estão a descer, estando mesmo abaixo de 4.80%, abaixo da marca dos 5.25% do FED (em anexo junto gráfico das Yields 10 Anos).

O mercado é orgânico e tende a reagir naturalmente a tudo, o que foi uma grande surpresa para alguns e causou panic selling, estava já a ser descontado pelo mercado. Bastava olhar para as acções dos Home Builders e ler alguns relatórios, foi uma razão invocada diversas vezes quando o mercado ameaçava corrigir, mas finalmente encontraram uma queda mais vigorosa para chamar verdadeiramente o assunto ;)

Para mim, o smart money iniciou esta enchurrada de vendas, causou o pânico e está agora a comprar (ou irá comprar um pouco mais abaixo, mas não muito).

Todos os Bullmarkets tem periodos correcionais mais fortes, este é um deles, mas de resto não tem nada a ver com o periodo que caracteriza o fim de um Bullmarket.

Na minha opinião, o fecho de 2007 será acima dos actuais máximos anuais.

cumprimentos e bons negócios,
Boy Plunger

Dead Money


Um post publicado pelo fogueiro num forum da concorrência que ilustra uma outra opinião sobre este assunto:

A origem da crise financeira está no Sector Imobiliário, sobre o qual não tenho escrito, pois quando comecei a Carteira NY no Think Finance (inicialmente Carteira E+M -- Energia + Minerais) em Janeiro de 2005) já tinha saído do Imobiliário e do Financeiro.

Mas, agora, para explicar a minha leitura do que se está a passar, terei que voltar a esse passado.

Saí do Imobiliário e do Financeiro em 2004 por causa dos Baby Boomers.

Essa geração, nascida no pós – II Guerra Mundial, triplicou a média de nascimentos tendencial.

Alguns números para ilustrar a sua dimensão:

Citação:
There is much debate that the 76 million American children born between 1945 and 1964 represent a cohort that is significant on account of its size. As of 2007, the term baby boomer is generally applied to anyone between the ages of 44 and 62. Boomers comprise nearly 20% of the adult US population. In 2004, the UK baby boomers held 80% of the UK's wealth and bought 80% of all top of the range cars, 80% of cruises and 50% of skincare products.
in Wikipedia
Fim de citação.

Esta geração acumulou um enorme poder de compra. Muitos tinham 2 casas, alguns 3 ou mesmo mais. O início do boom imobiliário na Florida e Califórnia (mas não só) deveu-se a eles.
Depois, como sempre, vieram os especuladores, que o ampliaram exponencialmente.

Em 2004 os primeiros Baby Boomers tinham 59 anos. Conheço vários, e a sua intenção para a reforma era reduzir os seus locais de habitação, e ir viver para aquela casa onde se sentiam melhor.
Vender as outras e investir em planos que aumentassem as suas reformas e cuidados de saúde, ou em direitos em sítios de 3ª idade, mas também em lazer, sendo os Cruzeiros e o Golf duas das preferências mais referidas.
Muitos aspiravam a conhecer, sem pressas, os sítios onde os seus pais tinham combatido, na Europa, e de que tanto tinham ouvido falar.

Em 2005, os primeiros Baby Boomers reformaram-se e passaram de compradores de casas a vendedores de casas.
Despoletaram a crise no Imobiliário Residencial.
E como só estamos nos primeiros 2 anos de um período que durou quase 20, o Sector Imobiliário Residencial terá de se reajustar a esta nova realidade, antes de recuperar.

Quanto ao Sector Financeiro, que não terá percebido este cenário,vou só lembrar as crises históricas dos Mercados de Capitais, datas e quedas que se lhes seguiram.

Todas estão associadas a duplos topos, com os internos do Mercado simultaneamente a deteriorar-se. O Indicador de 2" negativo, com mais de 40 mínimos de 52 semanas no NYSE em dias sucessivos a ocorrerem, mais volume a cair que a subir, etc.

Os duplos topos são raros e só ocorreram 6 vezes em 80 anos, segundo Jonh P. Hussman:

Outubro de 1929 (-86,2%)
Maio de 1946 (-28,8%)
Fevereiro de 1969 (-36,1%)
Janeiro de 1973 (-48,2%)
Setembro de 1987 (-33,5%)
Abril de 1998 (seguido de uma correcção de 18% até Outubro)

A subsequente recuperação levou à bolha do milénio a seguir à qual os mercados perderam quase metade do seu valor.

O que é comum a essas 6 crises foi o aumento rápido dos spreads das taxas de juro, a partir de valores muito baixos.

Actualmente isso está a acontecer, com um voo picado em direcção aos TB – daí a taxa dos 10 anos estar em 4,7%. As Subprime contagiaram os Empréstimos Hipotecários normais e a emissão de obrigações pelos Private Equity e outras Instituições credíveis, que até aqui não tinham dificuldade em colocar as suas operações. É todo o sistema de funding que está em crise.

Perante tudo isto, vem aí um crash?

Claro que não.

Estamos agora numa economia global que acrescenta centenas de milhões de novos consumidores todos os anos. Eles vão absorver a crise financeira – e financiar, nos próximos meses, mais do que os $200 mil milhões que as private equity precisam para ir às compras já planeadas.

A Economia Mundial está a crescer 5% ao ano, tal como nos anos 60.
Mas, nos anos 60 o crescimento dito Mundial era, praticamente, EEUU + Europa Ocidental + Japão.
A Europa de Leste não crescia, a Rússia estagnava e a China de Mao teve anos de crescimento negativo.
Agora temos mais 1.500 milhões de novos consumidores e a contar...
Até a África está a crescer mais de 6%.
Parece que Angola anda pelos 30%
Isto é tão grande que torna o problema financeiro americano controlável em meses.

Por isso defendo que não devemos comparar esta crise com as crises históricas que referi acima.

Estamos num ciclo de expansão no qual participam, pela primeira vez, quase todos os países do Mundo.
Durante esta expansão teremos recessões, como mandam as leis económicas, mas estas leis terão de adaptar-se à globalização do Sec XXI – não podem aplicar-se, tout cour, a um Mercado que acrescentou 70 % de players àquele que as viu nascer.

O FED não gosta de ir contra o Mercado, e agora com os seus indicadores da inflação dentro do intervalo de conforto e os TB 10 anos a 4,7%, eu mantenho-me no clube restrito que acha que vai cortar a taxa directora no próximo Outono. Isto é muito bullish para as acções.

As quedas dos últimos dias foram acentuadas porque os seniores de Wall Street têm a mania que são Europeus e tiram férias em de Agosto. Como houve um fim-de-semana poucos dias antes, anteciparam as partidas.
Deixaram os juniores, que são uns mãos-fracas (se fossem corajosos eram seniores) com propensão para pânicar.

Quando o Mercado fazia máximos escrevi que uma correcção de 5-10% era previsível e necessária para que o bull market prosseguísse. Estamos quase nos 10%, para o S&P 500 só faltam 33 pontos ou 2% – o que é, e talvez não seja coincidência, muito próximo do suporte crítico da MME de 325 dias.
Vamos ver.

Isto é o que eu acho, mas não conta nada para as decisões de compra e venda das carteiras.
Essas, como sempre, serão tomadas segundo o que acha o Mercado, que é interpretado pela Fogueiro's Toolbox, que agora está na página 1 deste Tópico em:

http://www.thinkfn.com/forum/viewtopic.php?t=858&start=0
Dead Money

rjc


Boas Boy Plunger
tudo Bem,
Está sendo muito interessante esta conversa, então,respondendo à tua  citação, em  1º lugar não tenho e nunca tive a pretensão de prever o futuro, longe de mim,pois, a Deus ele pertence sempre. O que eu  disse, foi entre outras coisas, o poder do efeito cascata que poderia atingir a economia americana como um todo ocasionada por um grande sector .Um sector que emprega muito,e tanto empregos qualificados como principalmente de baixa qualificação, várias indústrias que dependem deste sector, principalmente o financeiro, enfim....  Já um artigo em jornal nestes últimos dias(Gazeta Mercantil) escreve muito bem fundamentado da baixa também de alguns metais . Em outra citação sua:
" A questão do Boom no mercado imobiliário americano, e as suas implicações no crédito mal parado não é nova, nem é um problema que tenha surgido apenas agora. As acções das construtoras americanas já estavam a mostrar quedas e reports de earnings maus há mais de 1 ano. É uma questão importante, especialmente a do re-financiamento que referiste no teu post, mas mais uma vez, não é um dado novo, os Americanos funcionam assim há bastante tempo, é escandaloso para nós (embora caminhemos no mesmo sentido), mas é normal lá."Sim, entendo que eles funcionam assim há bastante tempo, porém, não sei se você concorda mais, nós que estamos no dia a dia do mercado,e estamos acostumados com ele, sabemos quando uma tendência começa, se ela vai ser abortada ou não mais para frente é uma outra história, mas percebemos OK? Temos uma sensibilidade um pouco maior em relação à pessoa comum. Estou falando da tendência do início do aumento do juro a partir de 2004 e suas implicações que começaram a encarecer o custo de vida da pessoa comum americana. O que eu quero dizer, quando o crédito "mal parado ", é farto e barato as pessoas continuam consumindo e colocam o seu dinheiro num fundo de ações para outra pessoa gerenciar. O governo, aumenta digamos, 0,25% pontos percentuais a partir de um ponto e elas não percebem ou fingem que percebem  e vão gastando....Mais um aumento e vão e continuam gastando e consumindo cada vez mais..... até que, bem acontece.... Por sinal, estas pessoas  começam a perceber o buraco em que estão entrando, quando começa a sair muito no jornal, sobre taxas de juros ou outra notícia qualquer do mercado ou perdem o emprego ocasionado pelo "custo social", então  para complicar ainda mais, correm para resgatar o seu dinheirinho, e o gestor diz que o " fundo está fechado para resgates".Aí, as  pessoas começam a se dar conta que a coisa está mais do que quente. Este problema não é novo, mas, a tendência que se avoluma ...e as suas conseqüências, está me entendendo, a do aumento de juros que porventura vai ao mesmo tempo criando" custos sociais",esta sim é  mais nova, bem mais nova....(Entendi pelo sua citação, que seria  um problema de longuíssimo prazo). Esta grande massa de pessoas comuns que é o mercado,quando já começam a perceber , já estão endividadas.As hipotecas e outras dívidas começam a ser executas e a bolha começa a estourar...As quedas das  acções de construtoras aí em cima no seu exemplo pode ser um indicador .Veja bem, eu sou muito  otimista por natureza,também para responder ao Dead "não acredito que haverá um crash",  mas, te digo por conhecimento de causa,até porque não moro em Portugal,convivi 30anos com inflação ,e em alguns momentos quase"hiperinflação" e também alguns planos econômicos malfadados; não existe combate de inflação sem custo social .(A inflação Americana e a economia aquecida foram os principais motivos do aumento de juros, pelo menos é o que eles disseram) Quem conseguir o equilíbrio nesta mágica de combater à inflação sem custo social é digno de Prêmio Nobel de Economia. Digo isto, porque o arrefecimento da economia e suas variantes  já se faz sentir, isto é um facto Concorda? Agora, só para terminar, gosto  de gráfico, mas, também sou muito fundamentalista, e gosto também muito de psicologia, então, deixando o gráfico um pouco de lado,e analisando o  lado Psicológico da coisa, nós somos "pobres mortais", não sabemos o que acontece nas altas esferas do poder. Meu caro, se os bancos centrais injetaram bilhões e continuam ainda injetando..., talvez seja porque eles estejam sim com medo de um efeito cascata ou outro nome  qualquer que queiramos dar ,medo  muito maior que qualquer correção de alguns pontos percentuais....será que por trás desta intervenção não há algo muito mais fundamentalista (uma crise de liquidez geral por exemplo) do que nós imaginamos?...amigo, fica esperto...Eu da minha parte se for preciso "encurtar alguns stops", farei. Como diz aquele ditado: Um pouco de cautela, e canja de galinha não fazem mal a ninguém. Por isso, talvez seja ainda um pouco prematuro dizer que o fecho de 2007 será acima dos actuais máximos anuais. Tomara....


Caro Dead,

Com eu disse, aí em cima, também não acredito que seja motivo para um crash, pois, hoje realmente, o crescimento de todos estes países que você citou + a própria Europa, podem talvez segurar melhor uma possível crise nos States. O que eu  fico um pouco preocupado, é que quando os EUA pegam gripe, o mundo costuma a ficar com pneumonia......é ou não é?.

Abraço e bons negócios

Rjc.





PekenoBuda

Gostaria de ter um tempinho para me juntar ao debate, mas há falta de melhor deixo um link de uma opinião do Waterman datada de 2004, onde entre outros, é abordada a criação de uma bolha no imobiliário. 

/absolut/show_futures_technical_analysis.php?id=674

Abraço
"O verdadeiro carácter de um Homem vê-se pelo modo como trata alguém que vai dar-lhe absolutamente nada"

jorge

Aqui esta' a opiniao de um analista americano que e' menos optimista do que a sua:

As ásperas praias da Ilha dos Hedge Funds
por Jim Kunstler

Na semana passada os mares estiveram um tanto encapelados junto à Ilha dos Hedge Funds [1] , apesar de tudo, quando o Federal Reserve começou a lançar bóias salva-vidas de cash para os abalados e sovados Big Fund Boyz. Agora, quanto àquele "dinheiro" – o qual, na essência, é um pacote de linhas de crédito oferecido às taxas de juro oficiais artificialmente baixas do Fed – o que realmente vai acontecer com ele? A resposta mais simples é: desaparece no mesmo oceano de agruras financeiras em que os Boyz estão a afogar-se.

Os meros US$ 38 mil milhões que o Fed lhes lançou na sexta-feira à tarde, quando o Dow [Jones] estava a afundar umas poucas centenas de clicks, serão utilizados pelos bancos e casas de investimento para cobrir perdas nos títulos sintéticos (synthetic securities) que eles próprios criaram, e têm estado a comerciar, durante este psicótico estouro final da energia barata do capitalismo. Em suma, o Fed está a comprar papéis sem valor. O perturbante é que há tantos mais papéis sem valor fora dali que nem todos os computadores do Federal Reserve poderiam produzir suficiente dinheiro pintado a fim de cobri-los ao longo da vida deste universos, ou de vários deles.

Uma problema adicional:   há uma oferta praticamente inexaurível de hipotecas "mortas" e empréstimos corporativos encalhados nas ásperas praias da Ilha dos Hedge Funds. Não importa quão má pareça agora a vigarice das hipotecas-e-créditos-derivados, é certo que isto só ficará pior quando as hipotecas mortas e os empréstimos deteriorados começarem a apodrecer ao sol junto às folhagens tropicais da Ilha dos Hedge Funds, com os fumos tóxicos de todo aquele material em decomposição. Este verão é só o princípio de um ciclo de hipotecas com taxas de juro ajustáveis. Os números da queda caminham para cima e estão programados para continuarem a ascender bastante até o Inverno de 2008. Durante quanto tempo pensa que os Big Fund Boys poderão manter a cabeça à tona?

O que se está a assistir agora é algo simples: os actores do sector financeiro tentam desesperadamente evadir-se às consequências das suas próprias acções. A falsa riqueza gerada pelos títulos sintéticos que eles próprios criaram está agora a ser reconhecida como aquilo que é:   uma burla. A alucinação está ultrapassada. A negação colectiva que apoiou aquela alucinação está a dissolver-se. As perdas estão a tornar-se manifestas. Ainda pior, as perdas estão a crescer exponencialmente porque os títulos sintéticos foram utilizados como garantia colateral para a alavancagem de múltiplas "posições" muito maiores, apostas e jogos numa arena global de comércio electrónico, tal como num casino.

Isto é o que acontece quando os investimentos ficam desemparelhados da actividade real produtiva e tornam-se um fim em si mesmos. Eles foram terrificamente potenciados pelos computadores programados. Mas nenhuma quantidade de truques digitais – com a "cobertura de açúcar" da contabilidade aldrabada – pode agora esconder o facto de que não há "valor" ali. Mais ainda, as perdas terão de ser expostas em algum lugar. Se tentar suprimi-las numa área, elas explodirão em outra. Se o Federal Reserve tentar cobrir as perdas delatadas pelos Big Fund Boyz dando-lhes "cash", ele só conseguirá destruir o valor do próprio cash, isto é, o dólar americano.

Actualmente poucas pessoas razoáveis podem realmente imaginar que o Fed cometeria o erro estúpido da hiper-inflação. Mas a situação é tão desesperada que a missão do Fed de fazer o necessário para recuperar bancos afundados pode ultrapassar a administração prudente de bóias salva-vidas de cash. Quando isto ocorre, os possuidores estrangeiros de dólares americanos podem detectar a iminente perda de valor do dólar, e nessa altura haveria um estouro para os guichés de resgate a fim de se livrarem deles. Isto deixaria o Federal Reserve (e por extensão a nação americana) numa posição de absoluta e implacável insolvência.

Seja como for, os EUA agora sustêm-se à beira de uma liquidação de activos sem precedentes. Os possuidores de títulos hipotecados de casas super-avaliadas terão de liquidar suas posições como "proprietários de lares". Os detentores de dívidas de cartões de créditos super-alavancados terão de vender os seus Ford Explorers, barcos, lembranças desportivas (boa sorte com essa merda) e écrans planos de TVs. Os dentistas aposentados terão de desfazer-se das suas acções e títulos. As corporações terão de liquidar operações subsidiárias, edifícios e jactos corporativos. Algumas faculdades terão de fechar. Os Big Fund Boys nada de valor terão deixado nos seus portfolios que possa ser vendido. Eles simplesmente afundarão. Seus herdeiros e beneficiários terão então de dispor da casa em Sagaponak, do apartamento de 10 assoalhadas no Central Park West e da frota de SUVs da família. Os Big Boyz levarão um bom número de instituições consigo – os bancos semelhantes a clubes e as "casas" de investimento que os empregavam e cooperaram com as suas peripécias mentirosas.

A conclusão é que vamos descobrir-nos como um país mais pobre. Haverá muito poucas pessoas com dinheiro. Haverá muito poucos compradores das casas, barcos, etc que forem devolvidos. Mesmo as casas em Sagaponak e os apartamentos em Manhattan ficarão baratos. O esforço para tentar encontrar uma saída para a crise financeira fracassará. Mais cedo ou mais tarde ficará estabelecido o reconhecimento de que todo aquele burburinho era inventado. Os Estados Unidos burlaram-se a si próprios. Tornámo-nos um país de palhaços com tal loucura de cobiça que cometemos suicídio financeiro numa orgia de auto-engano.

PICO PETROLÍFERO, A OUTRA CRISE

De qualquer forma, é como vejo as coisas esta manhã. Os mercados de equity abrem dentro de meia hora ou pouco mais ou menos. O ambiente ali deve ser sombrio. As mãos que seguram as chávenas do Starbucks [rede de cafés] devem estar a tremer nas mesas de trading. Apresso-me a acrescentar:   penso que a perturbação e destruição podem perdurar um bocado. E caso alguém esqueça, na retaguarda assoma uma outra tempestade pelo menos tão potente como a que agora desaba sobre os mercados financeiros:   a reunião permanente com a crise energética global — também conhecida como "pico petrolífero" ("peak oil"). Só porque alguns Big Fund Boys liquidaram na semana passada as suas posições no mercado de futuros do petróleo a fim de tentarem cobrir suas perdas alhures isto não significa que o preço do petróleo esteja prestes a manter-se baixo. Ele pode permanecer na amplitude dos US$-US$70 por algum tempo, mas pode estar certo de que retomará o combate outra vez. E se assim fizer quando o dólar estiver a entrar em crash por outras razões, isto tornar-se-á um lindo país desordenado num mundo muito perigoso e implacável.
13/Agosto/2007
  • Hedge fund: um fundo privado de investimento que cobra uma comissão de desempenho e está aberto apenas a um conjunto limitado de investidores qualificados. Nos EUA, os hedge funds são acessíveis apenas a investidores acreditados. Devido a estas restrições, eles habitualmente estão isentos de qualquer fiscalização directa por parte de entidades reguladoras. Os hedge funds têm a fama de operarem em segredo e sabe-se menos acerca dos seus métodos e actividades do que acerca dos fundos "de retalho".

    O original encontra-se em jameshowardkunstler.typepad.com/clusterfuck_nation/2007/08/margin-call.html .
    Tradução de JF.

    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

    16/Ago/07

Boy Plunger


Jorge, faz sentido algumas das preocupações desse artigo, mas nestas alturas o que não faltam é opiniões nessa direcção.

jiiiii... essas traduções automáticas são impossiveis de ler ;)
Boy Plunger

pmxgs0

Aqui fica mais um aritgo sobre o assunto que achei interessante.

Cpts,

rjc

Boas Pequeno Bud,

Tudo Bem!

Hoje que eu consegui ler o seu post e o artigo escrito pelo Waterman ,pois, estou muito ocupado neste últimos dias,e que por sinal também não conhecia este artigo. Eu concordo em gênero, grau e número. É basicamente, o que eu disse no primeiro tópico, sobre um problema nos fundamentos de base da economia americana (Consumismo desenfreado, endividamento e etc...). É um "cículo vicioso" nos fundamentos, que pode levar a uma situação seríssima no país. E se não houver intervenções pode sim, levar há uma mudança no padrão bullish, pois, os fundamentos costumam se sobressairem no longo prazo. Mas, nem tudo são notícias ruins....
Na sexta-feira, pela análise do Pedro sobre o SPX,que por sinal, excelente mais uma vez, vimos que o suporte ascendente de longo prazo, não foi rompido e houve uma forte reação intraday. Bom sinal.... Além do mais, na "calada da manhã " pelo fuso americano, o poderoso chefão do BC, interviu mais uma vez, reduzindo a taxa de juros interbancária. Viva!!!
Na minha opinião, esta intervenção somada com as outras foi a mais importante, pois, deu além de outras coisas, o "sentimento" ao mercado financeiro mundial, que o governo intervirá sempre que houver necessidade.... É claro que, intervenções tem limite... e que este problema estrutural de base não será resolvido da noite para o dia, mas, é um grande alento....
Esta semana e a próxima talvez, seja fundamental para a volta da calma e manutenção do padrão Bullishdito pelo Pedro. Ainda cabe cautela, mas, creio eu que dias melhores virão com certeza....

abraço e bons negócios,

rjc.

ribeinu



Olá a Todos,


Faz algum sentido o Fed baixar juros e premiar aqueles que andaram a correr riscos? Então e as pessoas que jogaram pelo seguro?
Lamento mas a crise no imobiliário norte americano dura à mais de 18 meses e só agora é que veio à baila.
O livro Beige diz que a economia vai em expansão e que todos os indicadores estão praticamente bons.
Se o Fed baixar juros vai estar a premiar um mercado que só tem cometido erros atrás de erros, que foi não olhar para o risco das 2ªs hipotecas.
Continuo a achar que o Fed não deve baixar juros a não ser que o colapso seja total.

Continuação de bons trades para todos

The Mechanic

CitaçãoWall Street fecha no vermelho com fracos resultados do Citigroup
A praça nova-iorquina encerrou em queda depois de o Citigroup ter anunciado os resultados mais baixos dos últimos dois meses, o que veio reacender as preocupações dos accionistas no que diz respeito à crise norte-americana no mercado imobiliário de alto risco.

Susana Teodoro

O mercado accionista de Nova Iorque foi também pressionado pelos máximos históricos atingidos hoje pelo barril do petróleo novaiorquino, que fechou a negociar os contratos para Novembro a subir 2,44 dólares para os 86,13 dólares.
 
Os fracos resultados do Citigroup vieram contrariar a abertura de tendência positiva da bolsa norte-americana depois de o 'The New York Times', ter noticiado que alguns dos maiores bancos mundiais - onde se incluem o Citigroup, Bank of America e JPMorgan Chase - estão a estudar a criação de um fundo no montante de 75 mil milhões de dólares para comprar activos de risco no sector hipotecário e em outras indústrias no sentido de aliviar a pressão sobre os mercados de crédito.

Desta forma, o índice industrial Dow Jone encerrou hoje a cair 0,77% para os 13 984,80 pontos enquanto que o Nasdaq Composite fechou a desvalorizar 0,91% para os 2780,05 pontos.


O mau da Crise das Hipotecas , é que agora isto vái andar assim ...

Isto foi como um Terremoto que aconteceu há algum tempo ; agora , levamos com as repercussões :
Cada "earnings" que vier agora de uma Financeira , não pode concerteza trazer graaaandes resultados . Vem de "mais-ou-menos" a " fraquiiiinhos" , passando por " foi o que se arranjou!" e , embora já toda a gente o espere ...é sempre chato .Uma pessoa não pode ragir bem quando estas Apresentações de Resultados dão nisto . Não é ,assim...desatar aos tiros na cabeça ( em principio porque um gajo dá sempre só um ... o segundo já acerta na janela ou num quadro da sala...) , mas os Mercados não gostam de más noticias . Isto apenas não é pior , porque os Mercados, tambem já as esperam .

Então , o qe vái acontecer é isto . Os States já não "espirram e a Europa constipa-se " , mas ainda espirram e um gajo tem de "virar pra lá a cara e torcer o nariz" .Resumindo , tem ainda muitas repercussões quando o DOW e o NDX caem acima de 0,50%  .

No entanto, eu creio que isto é passageiro , coisa de 4 ou 5 dias e depois arriba . Talvez quando se começara a ver que o FED não vái voltar a descer as Taxas de Juro este ano , as coisas se "estraguem" um bocado .


Efemérides do dia :  fazes hoje quase 20 anos ( daqui a três dias ) que isto embicou à séria na chamada "black Monday" . Cruzes canhoto ,arre pra trás e coisas dessas !  O povo gosta muito de aniversários ...


Um abraço ,

The Mechanic
" Os que hesitam , são atropelados pela retaguarda . " - Stendhal

The Mechanic

CitaçãoU.S. Stocks Drop Led by Financial Shares; MGIC Investment Falls

By Michael Patterson

Oct. 17 (Bloomberg) -- U.S. stocks tumbled for a third day on concern that a worsening housing market will reduce consumer spending and accelerate credit-market losses.

MGIC Investment Corp., the largest U.S. mortgage insurer, fell to the lowest since 1996 after predicting a loss for next year and saying home prices may drop 10 percent in the next 18 months. A gauge of financial shares retreated for a sixth day, the longest losing streak since 2005. United Technologies Corp., maker of Carrier air conditioners, declined to the lowest in a month on a profit forecast that may miss analysts' estimates.

The Standard & Poor's 500 Index decreased 6.88, or 0.5 percent, to 1,531.65 at 2:48 p.m. in New York. The Dow Jones Industrial Average lost 82.26, or 0.6 percent, to 13,830.68. The Nasdaq Composite Index rose 3.89, or 0.1 percent, to 2,767.5.

Financial shares erased a rally after Deloitte & Touche LLP said Cheyne Finance Plc, a structured investment vehicle that invested in bonds backed by home loans, may not be able to pay its debts and S&P lowered ratings on $23.4 billion of mortgage securities. Concern that the housing recession will hinder growth increased after builders broke ground on the fewest homes in 14 years in September and the Federal Reserve said consumer spending, manufacturing and service industries have weakened.

``The dislocations in the housing market are having a ripple effect and one concern is the financial exposure that many of the banks have to the whole subprime mess,'' said Matthew Kaufler, who helps manage $2.6 billion at Clover Capital Management in Rochester, New York. ``If the pain worsens in terms of the decline in home prices, that's going to have a very adverse effect at some juncture on consumer psychology.''

Rally Reversed

Stocks rallied earlier in the day on profits that topped analysts' estimates at Intel Corp., Yahoo! Inc. and JPMorgan Chase & Co.

Treasuries rose for a third day as traders speculated the economic fallout from the housing slump may be worse than anticipated.

MGIC plunged for an eighth straight day and posted the largest decline in the S&P 500. The mortgage insurer that abandoned a bid last month for rival Radian Group Inc. posted its first quarterly loss in 16 years on writedowns linked to subprime loans. The shares declined $4.74, or 15 percent, to $26.13.

Thornburg, Countrywide

Thornburg Mortgage Inc. plunged $1.48 to $9.92. The lender forced to sell $21.9 billion of assets at a loss in August said it won't pay a dividend for the first time in its 14-year history. Scrapping the payout may signal that turmoil in the U.S. mortgage market will continue to hurt Thornburg's earnings beyond the third-quarter, said Bose George, an analyst with KBW Inc.

Countrywide Financial Corp., the largest U.S. mortgage company, dropped 95 cents to $17.14.

A gauge of financial shares in the S&P 500 lost 1.2 percent, bringing its six-day slide to 6.1 percent.

United Technologies slumped $3.48 to $76.17. The company forecast profit next year will gain 10 percent to 14 percent on revenue growth that will slow to an increase in the ``mid-single digits'' as costs rise. A slump in the U.S. housing market will continue to hurt Carrier, its biggest unit, United Technologies said.

International Business Machines Corp. sank $2.97 to $116.63. The biggest computer-services company reported an unexpected drop in revenue from hardware as it failed to get clients to buy some of its newer products.

Intel advanced $1.08 to $26.56. The company said third- quarter profit rose 43 percent on demand for personal computers in Europe and Asia and forecast sales that beat estimates.

Yahoo rallied $1.81, or 6.8 percent, to $28.50. Third- quarter net income fell 4.6 percent, less than analysts predicted. Sales, excluding revenue passed on to partner sites, rose 14 percent to $1.28 billion, beating projections.


Verem !?
Quando isto parece estar a correr tão bem , lá vem uma chunga de uma noticia sobre ( mais uma vez ! ) as Hipotecas nos States . Mais uns que não tem guito pra pagar . Resultado : estava uma subidinha tão boa e com isto , desatou logo a tremer .
Futuros vermelhos e o diabo a sete.
Entretanto, o Bull voltou a dar mais umas marradas e , a sua verdadeira força impulsionadora ( que são os resultados fortes das empresas ) , voltou a puxar pelas acções .

O DOX não deve escapar ao vermelho , mas o NDX  fecha beeeem verde . O que dá algum alento à Europa amanhã .

Ou é isso  ,ou é porque Portugal ganho aos Casaques ...


Um abraço ,

The Mechanic

" Os que hesitam , são atropelados pela retaguarda . " - Stendhal

PekenoBuda

Vá lá que os números da JPMorgan foram porreiritos,mas no outro dia tive a dar uma espreitadela sobre a exposição do HSBC ao segmento subprime, e os tipos no segundo trimestre "somente" tinham uma exposição de  +ou- 42 mil milhões, e isto porque já tinham reduzido em cerca de 8 mil milhões.hehehe

Bons trades
"O verdadeiro carácter de um Homem vê-se pelo modo como trata alguém que vai dar-lhe absolutamente nada"

The Mechanic

CitaçãoBank of America Earnings Drop on Writedowns Tied to Bad Loans

By David Mildenberg

Oct. 18 (Bloomberg) -- Bank of America Corp., the second- largest U.S. bank, said profit declined 32 percent in the third quarter after credit-market writedowns and loan losses.

Net income fell to $3.70 billion, or 82 cents a share, from $5.42 billion, or $1.18, a year earlier, the Charlotte, North Carolina-based company said today in a statement distributed by PRNewswire. The average estimate of 16 analysts surveyed by Bloomberg was $1.06 a share.


E eis aqui o porquê de isto estar tudo a ir c`os porcos hoje ...

O segundo maior Banco dos Estados Unidos teve uma quebra de lucros , por causa das "Hipotecas" , e isso não é bom pra ninguem ( a não ser para os shorts em B.A. ! ) .

Logo saem dados do emprego nos EU e se não sairem muuuito bons, temos o caldo entornado para o resto da semana que acaba amanhã .

E é assim que vai ser nos próximos tempos : o Bull continua , as empresas continuam a mostrar bons resultados e a impulsioná-lo , mas a Crise das Hipotecas ainda nem por sombras mostrou as suas consequencias, pelo que cada vez que sair uma noticia das mossas que provocou , dá nisto .

Eu diria que vamos continuar numa "subida lateralizante" , seja lá o que isso for .

Um abraço ,

The Mechanic
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