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News: Certificados de Aforro

Iniciado por tiagodandre, Janeiro 24, 2008, 16:53

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tiagodandre

Governo altera regras dos certificados de aforro

O Governo alterou hoje o regime jurídico dos certificados de aforro, produtos de poupança detidos por mais de 700 mil portugueses. O método de cálculo da taxa de juro é alterado, o prémio máximo de permanência aumenta para 2,5% mas só é conseguido no nono ano de subscrição. Ao fim de dez anos os certificados são reembolsados aos subscritores, o que não acontece actualmente. Para quem já tem certificados de aforro não há alterações.

Foi criada uma nova série de certificados de aforro, denominada de C. Esta, de acordo com o IGCP, vai pagar este mês um taxa de juro bruta de 3,892%.

A série B é cancelada. Actualmente paga um juro de 3,72%.

Num comunicado o Governo explica que com estas alterações "reitera a importância social dos Certificados de Aforro e enquanto instrumento de poupança, mas reduz a injustiça social que lhes estava associado, dados os elevados custos, suportados pelos contribuintes, que este produto tinha quando comparado com produtos alternativos".


2008/01/24 - 15:40
Fonte: Canal de Negócios
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

goncalonr

Questões que se me afiguram referir:

- Mais uma vez, o Governo alterou as regras do jogo a meio. Não é correcto, tenho mesmo dúvidas da sua legalidade;
- Abrir uma nova série, com novas condições, tudo bem! Cancelar a outra...
- O Estado não deve ser tomador de aplicações a taxas concorrenciais com o mercado. Parece-me lógico num mercado aberto e desenvolvido. Acho é que estavamos mal habituados, principalmente quando as taxas de juro eram tão baixas e os Certificados de Aforro eram tão interessantes;
- Isto é mais uma questão cultural. O investidor padrão deste tipo de produtos tem alguma idade e completa aversão ao risco, pelo que com esta notícia é natural que se sinta defraudado. Mas a verdade é que esta decisão é normal porque o que não era normal era ter um produto de tão baixo risco com remunerações tão elevadas;
- Tomar esta decisão para melhorar rácios de eficiência de gestão da dívida pública, parece-me bom. Se o produto era rentável mas custava muito dinheiro ao Estado para o gerir... então afinal não era assim tão rentável;
- Por fim, digam-me por favor onde existe um produto financeiro, com o mesmo nível de risco, para a mesma maturidade, a dar 4%??? Bem sei que aumentando a maturidade do investimento, dever-se-ia aumentar tb a sua rentabilidade, mas onde há? Não é possível comparar este produto com Dep. Prazo (já sem falar do risco de contraparte que hoje em dia é elevado nos Bancos :D).

Abraço a todos.

tojo

"Alterar regras a meio do jogo?" Isso é o que o governo sabe fazer melhor! Veja-se o caso da função publica, que no meu caso como professor, ganho menos de 1200 eur e à seis anos que não saio da sepa torta e continuará, pelo menos mais 2 ou 3 anos, e só por um milagre e compadrios é que melhorarei a carreira!!!! Assinei um contrato aqui á uns anos com outras condições e se soubesse o que sei hj, tinha mudado de vida.

DUARTINI

Deviam criar novas regras mas devia ser pa beneficiar o povo que lá investe. Quando falo no povo falo nas pessoas de 3ªidade que compram certificados para ver se o dinheirinho cresce um bocadinho de 3 em 3 meses. Estas novas regras o que dizem é passados 10 anos os 2,5% passam novamente a 0% devia ser aplicado aqueles que tenham acima de por exemplo 50 mil euros. Há muitos dentro do intervalo entre 50mil e 250mil. A minha avózinha têm para aí uns 2 mil. ñ é justo. mas pronto o que é que se há-de fazer. Vivemos num país injusto, com politicos burros que nem uma cêpa torta. Chega a ser revoltante tamanha burrice por parte da maioria dos políticos de merda que temos, desculpem-me a expressão. Só se falam em temas da porcaria como medicamentos à unidose em vez de saberem que apostando mais na 3ªidade é apostar mais nas crianças. Apostar mais na esperança média de vida com qualidade de um país. Viva os que nunca fizeram nenhum da vida. Só sabem mentir em público. Os meus parabéns. Qq dia muda.   :)  qual esquerda qual direita. São uns fracos por pensarem assim. Limitadinhos da cabeça. E como ñ sabem admitir o erro entram  numa espécie de lateralização do sistema. Ficam obrigados a fugir as perguntas para ñ serem apanhados. Esquerda ou direita? Eu sou para a frente. EM prol do país enquantos os outros andam a brincar ás politiquices. Qq dia os politicos da actualidade vão tdos brincar aos politicos para um jardim de infancia que eu tenho destinado para eles. Abraço a todos.
http://strapon.pt    http://sersexy.net

tiagodandre

Deco aconselha investidores a desfazerem-se de certificados de aforro comprados há menos de 3 anos

A Deco Proteste aconselha os investidores que têm certificados de aforro há menos de três anos a vendê-los, trocando-os pelos da nova série ou procurando alternativas mais rentáveis na banca.

O governo anunciou a semana passada a alteração das regras dos certificados de aforro, tendo reduzido a taxa de base líquida, modificado os prémios de permanência e limitado o prazo para a sua detenção em 10 anos.

A série que estava a ser vendida, a B, foi terminada, e abriu-se uma nova série, que já está a funcionar segundo as novas regras.

Numa nota enviada hoje às redacções, a DECO Proteste diz que "quem já subscreveu certificados da série B há mais de três anos, deve mantê-los".

Para uma aplicação a 10 anos, obtém um rendimento igual ou superior ao da nova série, a C, disse à Lusa o analista António Ribeiro.

Se o investidor tem os certificados de aforro há menos de três anos, então a melhor solução é trocá-los pela série C ou procurar alternativas igualmente atractivas na banca, segundo a DECO.

2008/01/30 - 17:51
Fonte: Canal de Negócios
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

Novas regras dos certificados de aforro poupam ao Estado 144 milhões por ano

A alteração das regras dos certificados de aforro vai permitir ao Estado uma poupança anual de pelo menos 144 milhões de euros, de acordo com as contas da DECO.

O governo anunciou a semana passada a alteração das regras dos certificados de aforro, tendo reduzido a taxa de base líquida, modificado os prémios de permanência e limitado o prazo máximo desses instrumentos para 10 anos.

No final de 2007, havia em Portugal 18 mil milhões de euros aplicados em certificados de aforro.

Como as séries B e A (as antigas) viram a taxa de juro reduzida em 0,8 pontos percentuais, baixando de 3,0 para 2,2 por cento, os detentores destes certificados de aforro vão perder 144 milhões de euros por ano, explicou à Lusa António Ribeiro, da DECO.

Esse dinheiro funciona como uma poupança do Estado, diz a DECO, e, embora seja legal, "defrauda as expectativas dos investidores".

A série de B, que estava a ser comercializada, foi agora encerrada e foi criada a série C, que já funciona segundo as novas regras.

Os titulares da série C demoram agora mais cinco anos a atingir o prémio de permanência máximo (os 2,5 por cento são atingidos no final no último ano, o décimo) e só usufruem dele por um ano (a maturidade dos certificados foi limitada a 10 anos).

As modificações nos prémios de permanência fazem com que, mantendo tudo o resto igual, um investidor que tenha comprado mil euros em certificados de aforro da série B recebe um rendimento de 413 euros, a que corresponde a uma taxa efectiva líquida de 3,5 por cento, no final dos 10 anos.

Segundo as regras antigas, esse investidor podia receber 521 euros, com uma taxa de rentabilidade de 4,3 por cento.

Por isso, diz a DECO, quem já tem a série B vai perder 108 euros por cada mil euros investidos.

A nova série C permite obter um rendimento de 463 euros, a que corresponde uma taxa de 3,9 por cento.

Por isso, a DECO considera que a nova série é menos rentável que a B, mas quem comprou certificados da B há menos de três anos deve trocá-los por outros produtos.

2008/01/30 - 18:28
Fonte: Canal de Negócios
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)