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BCP - (MBC.LS)

Iniciado por Pedro Miranda, Setembro 03, 2007, 06:06

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Broker_Invest

Não quero ser pessimista mas por este andar ainda vou ver o BCP abaixo de 1.4€, um banco como BCP nunca deveria estar como está, cada vez há mais buracos e ver o dinheiro a sair. :-[
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

tiagodandre

Olha quem já voltou ao "serviço"!!?....  :D


Berardo
Nova administração do BCP parece "ter limpo tudo"


Joe Berardo diz que a nova administração do BCP fez um grande trabalho em pouco tempo e que "tudo indica que foi tudo limpo". O maior accionista individual do banco liderado por Santos Ferreira pretende acompanhar o aumento de capital mas aguarda a divulgação do preço.

"Estou à espera de saber o preço, mas gostava de ter mais acções", disse Berardo ao Jornal de Negócios Online.

O Banco Comercial Português (BCP) anunciou ontem um aumento de capital em 1,3 milhões de euros, um valor que superou as estimativas dos analistas. Esta operação, aprovada por unanimidade e tomada firme por dois bancos de investimento, servirá para recompor os rácios de capital do maior banco privado português e financiar o crescimento no exterior. Vai arrancar já em Março, poderá ter um desconto entre 10 e 20% e deverá estar terminada em Maio.

Berardo considera que "o mercado reagiu razoavelmente bem [ao anúncio] e que tudo indica que foi tudo limpo".

"Eles fizeram um grande trabalho em pouco tempo, estão a reconquistar o mercado", disse o comendador acrescentando que "a opção pelo aumento de capital era a mais óbvia".

O investidor confirmou que mantém a posição de pouco mais de 7% no capital do BCP e não pretende vender acções ao preço a que estão.

Além do aumento de capital, o BCP anunciou também que não vai pagar aos accionistas mais nenhum dividendo referente ao exercício do ano passado. Em Novembro o banco pagou 3,7 cêntimos e com esta medida poupa cerca de 180 milhões de euros.

"Se vão fazer um aumento de capital não podiam pagar dividendos", disse Berardo.

Publicado 20 Fevereiro 2008 13:11
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

Bem...

Os 1,76€ estão lá....  ;)
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

chicoatento

Saudações cordiais.
Ao ritmo a que a cotação tem vindo a cair, se o aumento de capital não vem lesto, ainda teremos um reverso split se quiserem respeitar os 20% de desconto mais manter o valor nominal em 1 euro  :-X.
Não se esqueçam de pontoar esta oportuna observação ;D
Boa sorte
O que de mais importante aprendi com as mulheres foi... saber esperar.

favieira

#379
Não quero ser optimista, mas vê-la hoje fechar acima de 1.8 era expectacular...

tiagodandre

JPMorgan diz que acções do BCP podem cair mais 15 a 20%

O JPMorgan acredita que as acções do Banco Comercial Português vão continuar a ser penalizadas em bolsa, sofrendo uma queda no curto prazo entre 15% a 20% face aos níveis actuais, devido aos resultados fracos, ao aumento de capital e ao momento negativo do sector em Portugal.

Numa nota de research de hoje, o banco diz que as acções, mesmo depois do aumento de capital, vão continuar a transaccionar com uma avaliação superior ao do sector na Europa (PER para 2009 entre 11 e 11,5, contra os 9 da Zona euro), algo que "consideramos injustificado devido ao actual momento do banco e ao facto de não haver o catalizador das fusões & aquisições" para o BCP.

Considerando o preço de fecho de ontem, o BCP teria que aumentar o capital em 695 milhões de acções, o que implicaria uma diluição de cerca de 11% nos lucros por acção entre 2008 a 2010. Mas a JPMorgan acredita que o preço do aumento de capital será abaixo da actual cotação, o que implicará uma diluição ainda maior nos lucros por acção.

Quanto aos resultados, a JPMorgan salienta que estes foram piores que o esperado, sobretudo devido ao contributo do negócio em Portugal. Assim, o banco admite rever em baixa as perspectivas de lucros para o banco em cerca de 10%, assumindo uma base mais baixa em 2007 e um nível de crédito de risco mais conservador.

O BCP reviu em baixa as perspectivas de resultados, aguardando lucros de mil milhões de euros em 2010, mas ainda assim a JPMorgan considera que as novas metas continuam "muito ambiciosas", acreditando mesmo que o mercado não deverá dar um "crédito total" a este "target" até que a nova gestão consiga mostrar as suas capacidades e estas fiquem mais visíveis.

As acções do BCP caem 3,21% para 1,81 euros.

2008/02/20 - 15:05
Fonte: Canal de Negócios
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

Acho que neste momento, era interessante analisar um investimento em acções do BCP no seguinte sentido:

1) Aumento de Capital -> EPS mais reduzido -> PER mais elevado -> os indicadores no curto prazo irão ser menos atractivos -> Empresa já não irá atingir valores acima de 2,5€ tão cedo...(pelo menos, de forma lógica)

2) Aumento de Capital -> melhoria de rácios -> estabilidade no banco -> maior liquidez para financiar a expansão internacional...(Supondo que o $$ vai ser bem aplicado)


Resumindo: Muita coisa ainda pode acontecer até Maio, sendo que até lá, grande parte dos compradores, estarão a entrar para depois especular na venda dos direitos...um dado adquirido, é que na data do ajustamento irá ser avaliada a nova gestão, e a sua credibilidade...logo...se os investidores estiverem confiantes, haverá muita gente a querer entrar, mas não a qualquer preço!

Fico-me por aqui sobre o BCP...passo a palavra a outro!

cump.
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

berafo

Será possivel que estes senhores continuem a não fazer nada para dar mais transparência ao mercado.

A cmvm admite abrir novo processo ao BCP, porque o BCP "disse" que já estava refletido nas contas, e então? Eles não fizeram nenhuma auditoria a confirmar? Para que é que servem então?

O timing desta nova noticia tambem me parece o mais apropriado... será que a CMVM quer comprar acções do BCP? Incrivel como eles apenas reagem às noticias nunca agem por antecipação.

Este Sr. é pago por nós para dar credibilidade ao mercado, onde é que essa credibilidade anda? E o Burro sou eu... é infelizmente sou mesmo eu pois continuo aqui a acreditar que as informações que nos chegam foram confirmadas e são correctas e fidedignas.


EMPRESAS Publicado 20 Fevereiro 2008 18:34
Impacto das "off-shores" nas contas
CMVM admite novo processo contra o BCP
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários admitiu abrir um novo processo de contra-ordenação ao Banco Comercial Português, uma vez que o banco tinha adiantado que o impacto das "off-sores" estava já reflectido nas contas até Setembro, o que ontem se provou ser falso.

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André Veríssimo
[email protected]



A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários admitiu abrir um novo processo de contra-ordenação ao Banco Comercial Português, uma vez que o banco tinha adiantado que o impacto das "off-sores" estava já reflectido nas contas até Setembro, o que ontem se provou ser falso.

"È possível", disse Carlos Tavares, quando questionado pelos jornalistas se o regulador ira abrir um novo processo contra o banco.

Em causa está um comunicado emitido recentemente, onde o banco garantia que as contas até Setembro já reflectiam as perdas com as "off-shores", que terão comprado acções próprias de forma irregular.

Ontem, nas apresentação das contas de 2007, o BCP revelou mais provisões e uma regularização da situação líquida, para fazer face a estas perdas potenciais.




Pedro Miranda

Pedro Miranda
www.clubeinvest.com

Pedro Miranda

Citação de: tiagodandre em Fevereiro 20, 2008, 16:59
Acho que neste momento, era interessante analisar um investimento em acções do BCP no seguinte sentido:

1) Aumento de Capital -> EPS mais reduzido -> PER mais elevado -> os indicadores no curto prazo irão ser menos atractivos -> Empresa já não irá atingir valores acima de 2,5€ tão cedo...(pelo menos, de forma lógica)

Exacto, esse é o efeito primário de qualquer aumento de capital, o seu efeito sobre o EPS, que corresponde ao Resultado Liquido dividido pelo nº de acções, como o nº de acções aumenta o EPS diminui, e claro diminuindo o EPS, aumenta o PER... O efeito é o mesmo em outros rácios de rendibilidade, etc... tornando a empresa menos atractiva em termos de investimento de longo prazo.
O problema para fazer projecções neste momento é ainda maior, dado que o aumento de capital não foi apresentado com um determinado nº de novas acções a emitir, ou seja, quanto mais baixa for a cotação no momento do cálculo, mais novas acções serão necessárias para obter os 1.3 B€ do aumento de capital, ou seja, quanto mais baixa for a cotação maior o impacto negativo deste AC nos fundamentais do Banco, e isto continua uma incógnita para se fazer projecções correctas.


Citação de: tiagodandre em Fevereiro 20, 2008, 16:59
2) Aumento de Capital -> melhoria de rácios -> estabilidade no banco -> maior liquidez para financiar a expansão internacional...(Supondo que o $$ vai ser bem aplicado)

A razão primária deste aumento de capital foi exactamente a melhoria dos rácios de solvabilidade... sem essa razão, o BCP não faria um aumento de capital, mas neste caso, estes rácios não «melhoram» a estabilidade do banco directamente apenas asseguram a sua «não instabilidade» ;) já que o problema não é o rácio de solvabilidade, mas sim a «razão» por detrás desses rácios estarem mal. Dinheiro fresco só remedeia a situação, não corrige a base do problema.
A segunda parte da justificação, expansão internacional, etc... é quase obrigatória ser referida pelo BCP, caso contrário estariam a dizer que precisavam de dinheiro só para se levantarem, é importante referir que não é só para se levantarem, mas é também para correr a maratona ;)  Mas isso é trabalho dos IR...

Depois é preciso interpretar as perspectivas de resultados dadas pelo banco para 2010, os tais 1.000 M€ de resultado que apontaram parece-me um tanto ao quanto exagerado... pelo menos levando em linha de conta a evolução de resultados passados e a conjectura actual... Estão-se a propor em apenas 2 anos, resolver a maior crise do banco e do sector das últimas décadas e saírem com um aumento dos lucros de quase 100%, isso tudo em apenas 2 anos... a maior parte dos outros bancos que são mais efecientes do que o BCP não tem essas projecções...  Seria fantástico para o banco se isso acontecesse... mas realista?

Citação de: tiagodandre em Fevereiro 20, 2008, 16:59
Resumindo: Muita coisa ainda pode acontecer até Maio, sendo que até lá, grande parte dos compradores, estarão a entrar para depois especular na venda dos direitos...um dado adquirido, é que na data do ajustamento irá ser avaliada a nova gestão, e a sua credibilidade...logo...se os investidores estiverem confiantes, haverá muita gente a querer entrar, mas não a qualquer preço!

Sem dúvida... e sem dúvida que muito destes factores negativos estão já «priced in» na cotação actual, que afinal já corrigiu uma enormidade face por exemplo aos melhores períodos do ano passado...
Mas de qualquer forma, enquanto outras instituições financeiras negoceiam em bónus provocado por boas perspectivas, o BCP terá obrigatoriamente de negociar a desconto até se verem dados concretos que corroborem as estimativas do banco.. e isso quer dizer que não pode negociar com PER's estimados superiores ao sector.

Um abraço, vou jantar ;)
Pedro Miranda
www.clubeinvest.com

Jesse

Apenas sobre isto:
Citação de: tiagodandre em Fevereiro 20, 2008, 16:59
Resumindo: Muita coisa ainda pode acontecer até Maio, sendo que até lá, grande parte dos compradores, estarão a entrar para depois especular na venda dos direitos...

Irá ser possivel especular os direitos sem possuir qualquer acção? presumo que sim, possivelmente existem especuladores que apenas se vão interessar pela especulação desses direitos e não pela acção.
(*) Utilizador banido do Clubeinvest

Pedro Miranda

Citação de: Jesse em Fevereiro 20, 2008, 21:57
Apenas sobre isto:
Citação de: tiagodandre em Fevereiro 20, 2008, 16:59
Resumindo: Muita coisa ainda pode acontecer até Maio, sendo que até lá, grande parte dos compradores, estarão a entrar para depois especular na venda dos direitos...

Irá ser possivel especular os direitos sem possuir qualquer acção? presumo que sim, possivelmente existem especuladores que apenas se vão interessar pela especulação desses direitos e não pela acção.

Penso que sim.
Mas cuidado, os direitos só te garantem uma coisa... vais ter volatilidade com fartura à tua disposição ;) Depois é preciso saber o que fazer com ela ;)
Pode eventualmente surgir uma oportunidade «escandalosa» com os direitos, mas salvo isso, eu recomendaria a maior parte dos investidores a não se aventurarem neles.
Pedro Miranda
www.clubeinvest.com

Jesse

Sim claro, também não recomendo, a única vez que especulei direitos foi já há alguns anos e foi os do bcp.
Mas a especulação de direitos não é nada aconselhada, é pior que warrants, na maioria dos casos acabam por valer 0.01, é melhor que isto fique escrito, mas já o tinha referido quando ocorreram os da inapa.  ;)
(*) Utilizador banido do Clubeinvest

Antunes

O preço dos direitos dependerão sempre das condições do A.C. por isso penso que é cedo especular sobre isso.

Uma coisa é certa, pelas leituras deste tópico (+24000), há muito investidor no BCP.
Cumprimentos,

Antunes

tiagodandre

O que devem fazer os pequenos investidores com as acções do BCP"

Estando a sofrer uma perda de 38,2% só este ano com as acções do BCP, os cerca de 100 mil pequenos accionistas do banco, já penalizados com aumentos de capital anteriores, questionam-se agora sobre o que fazer com as suas acções.


1) Comprar, manter ou vender?

A grande maioria dos analistas que acompanham o título tem para ele uma recomendação de "vender", apesar da forte queda que as acções acumulam em 2008. A melhor opção, nesta altura, depende da óptica de investimento e do sentimento face à estratégia da nova administração, mas os analistas parecem concordar em que o aumento de capital irá pressionar ainda mais o título. A opção de manter as acções e acompanhar o aumento de capital irá exigir dos investidores um elevado investimento, mas essa concretização irá permitir à instituição resolver alguns problemas que têm afectado o desempenho, pelo que a plataforma de valor deverá manter-se.

Os investidores poderão vender as acções, nesta altura, e mais tarde, no decorrer do aumento de capital, adquirir direitos. "Se o investidor não quiser perder dinheiro, o momento é para vender as acções", frisou um analista. A negociação de direitos deverá pesar negativamente no título devido à venda que alguns accionistas terão que fazer pela impossibilidade de acompanhar a operação. O Citigroup considera que as "más notícias já estão descontadas no preço das acções", enquanto John dos Santos, da Lisbon Brokers sublinha que "não faz sentido ser negativo, agora que está tudo clarificado, que as estratégias foram redefinidas, e que há coesão entre os accionistas e a administração". Este responsável acredita que a melhor altura para comprar será quando o título registar uma quebra excessiva, ou nas próximas sessões ou na altura de subscrição dos direitos.

Outro analista sublinhou que, "para quem já seja accionista do banco, neste momento, compensa manter as acções que já detém, porque o papel está muito deprimido. Caso o preço corrija em baixa até ao aumento de capital, será uma boa altura para comprar", sobretudo se o investidor tiver um horizonte de investimento de longo prazo, e acredita que o BCP voltará a criar valor para os accionistas nos próximos anos.


2) Se for ao aumento de capital, quanto vou investir?

Um pequeno accionista com 10 mil acções, independentemente do preço a que os títulos forem vendidos, terá de investir 3.600 euros para acompanhar o aumento de capital.


3) Quantas acções novas serão emitidas?

Depende sempre do preço. Se optar por um desconto de 15%, o BCP terá que emitir 817,9 milhões de títulos. Quanto mais baixo for o preço de venda , maior será o número de acções que o BCP terá que emitir.


4) O que fazer se quiser manter as acções e não ir no aumento de capital?

Terá que alienar em bolsa os direitos de subscrição que irá receber. Por cada acção, irá receber um determinado número de direitos. Quando os vender, consegue um encaixe, mas verá também o valor das suas acções baixar no primeiro dia em que estas negociarem a ex-direitos.


5) Como participar no aumento de capital sem ter acções?

Terá que ir ao mercado e comprar os direitos. Um número ainda a determinar de direitos serão convertidos numa acção do BCP, sendo que é de esperar que estes sejam pressionados em bolsa, uma vez que muitos accionistas não quererão subscrever novas acções.


6) Qual será o preço das novas acções? E após o aumento de capital?

Ainda não está definido, mas os analistas já fizeram simulações. O Citigroup, assumindo que o BCP vai fazer o aumento de capital com um desconto de 15% face ao preço de terça-feira (1,87 euros), refere que as acções serão vendidas a 1,59 euros cada. Assumindo que serão atribuídas uma acção por cada duas detidas, o banco de investimento calcula que, depois do aumento de capital, o preço das acções do BCP ajustará para 1,78 euros, deixando o banco com uma capitalização bolsista de 7,86 mil milhões de euros.


7) As novas acções têm direito a dividendos?

Sim. Apenas foi congelada a remuneração referente ao exercício de 2007, o que lhe vai permitir poupar 180 milhões de euros. Ou seja, a política de dividendos será retomada, ainda este ano, já relativamente ao exercício de 2008, pelo que as novas acções adquiridas já terão direito à remuneração.

2008/02/21 - 00:01
Fonte: Canal de Negócios




Investigações da CMVM incluem "off-shores" de Goes Ferreira

As investigações da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) à utilização irregular de sociedades "off-shores" para a compra de acções próprias por parte do BCP incluem os veículos sedeados em paraísos fiscais cujo beneficiário era José Goes Ferreira, accionista histórico do banco e amigo de longa data de Jardim Gonçalves.

A informação foi ontem confirmada por Carlos Tavares, presidente da CMVM, no dia em que se ficou a saber que os custos totais das "off-shores" para o BCP ascendeu a 677 milhões de euros.

"Estão a ser analisados", garantiu o responsável máximo da entidade de supervisão quando questionado sobre os veículos de Goes Ferreira. De acordo com a denúncia feita no ano passado por Joe Berardo, as "off-shores" deste accionista "terão sido utilizadas para realizar operações idênticas" às que foram concretizadas pelo BCP através de 17 sociedades anónimas, ou seja, para comprar acções próprias com financiamento do próprio banco.

2008/02/21 - 00:01
Fonte: Canal de Negócios



Teixeira Duarte vai investir 87 milhões no aumento de capital do BCP

A Teixeira Duarte (TD) vai acompanhar o aumento de capital do BCP, confirmou fonte oficial da construtora ao Jornal de Negócios.

Para manter a posição relativa que tinha no final do ano passado, de 6,68%, a empresa liderada por Pedro Teixeira Duarte vai ter que investir 86,84 milhões de euros na instituição financeira, uma vez que a equipa de Santos Ferreira quer levantar 1,3 mil milhões de euros com esta operação.

Aquele montante vai elevar para 340,84 milhões o valor total que a TD investiu no banco no último ano, uma vez que, nos primeiros nove meses de 2007, a construtora investiu 254 milhões no BCP para reforçar a sua posição no âmbito da guerra de poder que a instituição viveu durante o segundo semestre.

"É nossa intenção acompanhar o aumento de capital do BCP, ainda que os termos e condições para tal estejam a ser analisados e aguardar a obtenção de mais elementos sobre a operação que, por enquanto, ainda não estão disponíveis", esclareceu fonte oficial da Teixeira Duarte.

2008/02/21 - 00:01
Fonte: Canal de Negócios



Caixa investiu 90 milhões no BCP antes de Santos Ferreira sair

A Caixa reforçou para quase 3% do BCP depois de investir cerca de 90 milhões de euros no banco nos últimos meses de 2007, altura em que Carlos Santos Ferreira ainda liderava o grupo público, noticia hoje o Jornal de Negócios.

A CGD não diz se vai ao aumento de capital do seu rival. Mas, face ao final do ano passado, enfrenta perdas potenciais de quase 120 milhões no BCP.

2008/02/21 - 00:01
Fonte: Canal de Negócios



Manter posição custa 816 milhões aos accionistas de referência

Para manterem a sua posição relativa no BCP após o aumento de capital, os grandes investidores têm de investir mais de 816 milhões nas novas acções do banco. Se ficarem de fora da operação, verão as suas participações diluídas. 

2008/02/21 - 00:01
Fonte: Canal de Negócios



Analistas acreditam que desconto no aumento de capital terá de ser superior ao previsto pelo CEO

A que preço vão ser vendidas as acções do BCP no aumento de capital? É esta a pergunta do momento entre os investidores. Santos Ferreira e a sua equipa terão a resposta, que será revelada em breve, mas até lá são os analistas quem tenta acertar no valor. Há cenários para todos os "gostos".

Dos mais optimistas, que acreditam numa emissão em torno dos 1,50 euros, aos pessimistas, que assentam as previsões em valores próximos do valor nominal das acções, um euro.

"O desconto está completamente em aberto", afirmou ontem Esperança Martins, "Investor Relations" do BCP, na conferência com analistas. Durante a apresentação dos resultados de 2007, o CEO do maior banco privado português admitiu porém aplicar um desconto de 10% a 20%, face ao valor de fecho de terça-feira, os 1,87 euros, o que colocaria o preço das acções entre 1,50 e 1,68 euros.

Tendo em conta o intervalo indicado por Santos Ferreira, o Citigroup assumiu que o banco vai fazer o aumento de capital com um desconto de 15%, sendo as acções vendidas a 1,59 euros. A Lisbon Brokers centrou a sua estimativa no intervalo mais elevado, prevendo que as novas acções serão alienadas a 1,50 euros.

Mas há casas de investimento que apostam num cenário mais "agressivo", tendo em conta o momento actual de mercado (de fraca liquidez), o que torna mais difícil a obtenção, no mercado, desta soma, ainda que o sucesso da oferta esteja, desde já, garantida pelos bancos responsáveis pela colocação, a Morgan Stanley e a Merrill Lynch.

A UBS, que habitualmente trabalhava com o BCP em operações deste género, estima "um valor entre 1,00 e 1,10 euros para os novos títulos", avaliação que implica um desconto entre 41% a 47%. No entanto, e apesar do banco suíço afirmar que "é do nosso entendimento que o banco não pode vender acções abaixo do valor nominal", a UBS elaborou estimativas em que um dos cenários, o mais pessimista, indica a vendo dos títulos a 0,70 euros, um desconto de 63%.

Menos negativa, mas ainda assim, acima do intervalo indicado por Santos Ferreira, é a previsão da Keefe, Bruyette & Woods (KBW), que assume nas suas estimativas um desconto de 30% face aos 1,87 euros, o que coloca o preço das novas acções do BCP em 1,30 euros, sendo o valor dos direitos de 0,12 euros. O Deutsche Bank, que prevê que as novas acções estejam no mercado em Maio, atribuiu um desconto de 30%, avaliando-as em 1,22 euros.

Uma coisa é certa, quanto mais baixo for o preço, maior o número de novas acções que o banco irá emitir e maior será a diluição dos resultados líquidos por acção do banco. O BCP poderá colocar no mercado entre 1.300 milhões de novos títulos, com base na avaliação da UBS, e as 817,9 milhões de acções, referentes ao desconto mais reduzido estimando-se a diluição nos lucros por acção entre os 11% e os 22%.

A JPMorgan prevê uma diluição de 11% nos lucros, com a emissão dos novos títulos a preços actuais de mercado, mas como acredita num preço mais reduzido, prevê uma diluição ainda maior. A casa de investimento salienta que as acções do BCP, mesmo depois do aumento de capital, vão continuar a transaccionar a prémio face ao sector na Europa, algo que "consideramos injustificado devido ao actual momento do banco e ao facto de não haver o catalizador das fusões e aquisições" para o BCP.

2008/02/21 - 00:01
Fonte: Canal de Negócios
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)