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Análise Técnica VS Análise Fundamental

Iniciado por jmdpcc, Outubro 04, 2007, 17:24

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DUARTINI

AF penso que só pode ser a longo prazo. AT tanto pode ser usada a longo como a curto. Penso que ñ se pode usar só AT ou só AF. Qnd comecei a investir foi só usando AF pensando que ñ seria necessário análise técnica nenhuma mas hj sei que ñ é bem assim.
http://strapon.pt    http://sersexy.net

bluexip

"
Back in the late 1970s, I once gave a talk on technical analysis at a seminar. At lunch I ended up sitting at the same table as Richard Dennis. I asked him what percentage of his trading was technical and what percentage was fundamental. He answered with scom in his voice, "I use zero percent fundamental information."

The way he answered, I was sorry I had asked the question. He continued, "I don't know how you escape the argument that all fundamental information is already in the market." I asked, "How do you escape the argument that all the technical information is already in the market?" He said, "I never thought of that."

I admired him for that. He had a humility about him that I think explains a lot of his success. My basic argument was that there are a number of technicians trading with the same information and the distribution of success is a matter of who uses that information better. Why shouldn't it be the same with fundamentals? Just because all the information is in the market doesn't mean that one trader can't use it better than the next guy.
"

in «the new market wizards, jack schwager»
Ever wonder why fund managers can't beat the S&P 500? 'Cause they're sheep, and sheep get slaughtered.
- Gordon Gekko in Wall Street

helbar

As duas análises complementam-se, como já foi dito por diversas vezes. No entanto estão a esquecer-se de um aspecto fundamental no médio/longo prazo:

- Quem é o CEO da empresa e qual a sua equipa

Imaginem uma equipa de Futebol, uma liderada pelo José Mourinho e outra liderada pelo Fernando Santos. E eu pergunto, onde é que investiriam o vosso dinheiro?

Bom fim de semana

AlexB

Citação de: helbar em Março 08, 2008, 19:32
- Quem é o CEO da empresa e qual a sua equipa

Imaginem uma equipa de Futebol, uma liderada pelo José Mourinho e outra liderada pelo Fernando Santos. E eu pergunto, onde é que investiriam o vosso dinheiro?

Bom fim de semana

Gosto muito da comparação. Não por serem aqueles treinadores, mas pela clareza que permite estabelecer. No entanto, parece-me, eu que sou um leigo nestes assuntos, que mesmo que saibamos o nome do CEO de todas as empresas é dificil processar toda a informação necessária e que possa estar disponível - não sei se estará. Por outro lado, como é que se mede que um CEO é mais competente ou menos competente que qualquer outro?
Se uma determinada empresa tiver um CEO novo, desconhecido, sem obra conhecida, isso à partida vai significar que ele é uma pessoa incapaz de levar a bom porto a empresa que governa??!! ???. Tenho muitas dúvidas.

Pela comparação dei-lhe um ponto.

Bons negócios.

helbar

Agradeço esse pontinho, no entanto essa pessoa desconhecida que me fala para chegar a uma situação de liderança tem que ter um passado que reuna as condições para depositarem confiança nele. A pessoa indicada tem que ter um curriculo com provas dadas para ser uma aposta dos antecessores.

Penso que uma análise detalhada de uma empresa tem vários factores dificeis de ser analisados correctamente e como disse o Pedro Miranda, não estão ao alcançe de qualquer curioso.

Votos de boas análises

AlexB

Meu caro amigo helbar

Não concordo com a sua argumentação. Poderia concordar se estivéssemos numa sociedade em que eram dadas as mesmas oportunidades a todos, o que não é o caso das sociedades modernas, sejam elas socialistas, fascistas, comunistas, esquerdistas ou direitistas.
A título de exemplo vamos considerar o seguinte: dois indivíduos saem da universidade onde concluíram o mesmo curso de gestão tendo ambos obtido a nota máxima – 20 valores – e entram no mercado de trabalho. No entanto, um deles é filho dum sapateiro e, apesar dos anos que esteve na universidade não conseguiu juntar à sua volta pessoas importantes. O outro é filho dum capitalista muito conhecido no mundo dos negócios, com amplos conhecimentos políticos e não só.
Qual vai ser o "curriculum" de cada um destes indivíduos? Passados alguns anos, possivelmente, verificaremos que o filho do senhor importante foi administrador de umas tantas empresas – preenchendo o seu currículo com boas posições – enquanto que o outro foi conseguindo uns lugarzitos de director em algumas firmas por onde passou.
Aparecem-lhe estes dois indivíduos perante o amigo que tem um lugar de CEO numa empresa muito conhecida e importante no país. Perante os currículos de cada um não há qualquer dúvida de quem o amigo escolherá mas pergunto: será esse o melhor e mais capaz?
A resposta fica para quem a souber. Eu, não sei.

Cumprimentos e BN
AlexB

tiagodandre

Temos bons tópicos no CI, por isso dando continuidade...

Para quem compara a Bolha Especulativa da Dot.com com o momento actual, segue o exemplo supracitado por muitos...a PTM (ZON)


"Por que é a Análise Fundamental importante?

O que é que ajudou tanta gente a perder tanto dinheiro no crash das empresas dot.com em 2000 e 2001?

Muito tem sido escrito sobre os relativos méritos da Análise Técnica (AT) e da Análise Fundamental (AF). Este texto não toma partido por nenhum dos lados, apenas afirma que a AF é algo importante e ajuda a tomar decisões de investimento, tal como a AT. Pode-se perder muito dinheiro tanto usando a AF como usando a AT e também se pode ganhar muito usando qualquer uma delas. Nem a AT nem a AF são, à partida, receitas mágicas que garantam o sucesso. Tanto a AF como a AT se desdobram em miríades de métodos diferentes, cada um com os seus méritos e dificuldades próprias.

Uma forma naive de AF é olhar para os indicadores mais populares, como o PER - Price Earnings Ratio, ou o Dividend Yield e comprar as acções que apresentem o indicador mais favorável (PER baixo ou yield alto). Quase sempre uma decisão dessas não dá resultados especialmente bons. É necessário usar mais indicadores, inter-relacionar dados diversos da empresa, para conseguir melhores resultados. Podem conseguir-se resultados notáveis, batendo sistematicamente o mercado, utilizando princípios simples e os dados publicados pelas empresas. O mais bem sucedido investidor bolsista de sempre, Warren Buffet, enriqueceu graças ao seu bom uso da AF e, como ele nos indica, os seus métodos são simples, lógicos, racionais, e estão ao alcance de qualquer investidor. Basicamente, ele escolheu comprar acções de empresas que já tinham um historial de rentabilidade, com negócios bem identificados, de leitura simples, subavaliadas, cuja cotação não incluía um prémio por grandes crescimentos futuros incertos, e dispôs-se a deter essas acções por muito tempo.

Você não deve pensar que basta olhar para o PER de uma empresa para decidir investir. Nem que, lendo o PER ou outros indicadores, estará automaticamente habilitado a fazer um grande negócio. Mas a AF pode ajudá-lo a restringir o leque das acções que você comprará numa óptica de médio-longo prazo, ou mesmo restringir o leque de acções sobre o qual utilizará a AT para determinar momentos de entrada e de saída.

Além disso, algumas considerações fundamentais simples poderão protegê-lo de entrar em bolhas especulativas fraudulentas (que abundam nas Bolsas), destinadas ao colapso. Um bom exemplo foi o boom e crash das dot.com em 2000. Em Portugal, várias empresas estiveram associadas a esta bolha de âmbito mundial. A PTM foi lançada na Bolsa a 27 euros, subiu até aos 145 (continuando, nessa altura, a campanha de price-targets optimistas das casas de investimento) e agora está a 17. A PTM.com chegou a atingir preços acima dos 9 euros em meados do ano e está agora em torno dos 4. Estas eram acções facilmente evitáveis, não digo por um analista fundamental, mas por alguém com uma informação fundamental mínima. Neste caso bastava saber o número de acções em que se dividia o capital social destas duas empresas, calcular a sua capitalização bolsista (a cotação vezes o número de acções), tentar estimar as vendas e lucros atingíveis num prazo de 4 a 5 anos e ver se se justificavam aqueles preços.

Em Fevereiro de 2000, a capitalização da PTM era achada multiplicando os seus 80 milhões de acções pela cotação de 145 euros, obtendo-se 11600 milhões de euros ou 2320 milhões de contos. Não valia a pena considerar as vendas ou lucros actuais da PTM, já que as vendas iriam ainda crescer muito e os lucros eram negativos, o importante era tentar ver que lucro seria alcançável a prazo. Para justificar uma cotação de 2320 milhões de contos seria razoável supor lucros anuais da empresa, no futuro distante, entre os 116 e os 154 milhões de contos (esses dois valores de referência obtinham-se dividindo a capitalização por 20 e 15 respectivamente, o que fazia sentido porque é normal uma empresa ter um PER entre estes dois valores quando se encontra na fase estável, de cruzeiro, após o período de forte crescimento). Ora 116 a 154 milhões de contos de lucro é mais do que empresas gigantes como a Portugal Telecom, a EDP ou o BCP têm actualmente, e os negócios da PTM estavam longe de mostrar que se podiam aproximar, nem que remotamente, de um montante de lucros desses. A jóia da coroa da empresa era e é a TV Cabo, cujas receitas tinham sido apenas de 28 milhões de contos em 1999. Com essas receitas, a TV Cabo tinha dado prejuízo, e já tinha 770 mil famílias portuguesas como clientes. Ora 770 mil famílias, em Portugal, é já uma boa parte das famílias, já que uma família tem várias pessoas e o país tem 10 milhões de habitantes; além disso, muitas famílias pura e simplesmente são pobres, não podem assinar a TV Cabo, pelo que era fácil ver que o número de clientes da TV Cabo não podia crescer muito mais nos próximos anos. Logo, as receitas da TV Cabo poderiam talvez duplicar em 5 anos, mas não muito mais que isso e, mesmo duplicando, dificilmente gerariam 20 milhões de contos de lucro. O resto dos negócios da PTM era basicamente os portais da Internet, Sapo e Zip.net. Estes, sabia-se já na altura, tentariam viver das receitas da publicidade. Mas o investimento publicitário total na Internet foi, em 2000, de 1,5 milhões de contos, para Portugal inteiro! Deste investimento só uma parte foram receitas (não lucros) dos portais principais como o Sapo. Desta parte, o Sapo não ficou com mais de uns 30 a 40%. Logo, as receitas do Sapo, foram em 2000, na melhor das hipóteses, umas escassas centenas de milhares de contos. Que lucro poderiam dar receitas tão magras? O mais certo era darem, em vez de lucro, um monstruoso prejuízo, dados os fortes investimentos em conteúdos e tecnologia necessários. Tudo isto era evidente em Fevereiro de 2000, para alguém munido de informações fundamentais básicas.

Assim, essas considerações simples podiam ter ajudado qualquer investidor a não entrar nesta especulação irracional. O autor destas linhas tentou fazer uma estimativa dos lucros operacionais atingíveis em 5 anos pelos vários ramos de negócios da PTM. Mesmo usando as projecções mais favoráveis para as receitas de e-commerce e publicidade em Portugal e Brasil (a Forrester Research foi a campeã destas projecções mirabolantes, foi nela que se inspiraram os promotores de IPOs de dot.coms por esse mundo fora, na elaboração dos prospectos das suas IPOs...), a PTM parecia nunca poder gerar mais do que 26 milhões de contos de lucro anual, o que, aplicando um PER de 20, daria um valor de 520 milhões de contos para a empresa, ou 32 euros por acção. O autor destas linhas publicou os resultados desta análise em foruns de discussão na Net e chegou a ser insultado! O colapso das cotações da PTM foi ainda pior do que essa previsão, estando agora a acção em torno dos 17 euros. Entre Fevereiro de 2000 e Março de 2001, a situação operacional da PTM só piorou, devido aos negócios ruinosos que fez: comprou o portal Zip.net no Brasil, que nada vale, por uma exorbitância (60 milhões de contos), fez uma OPA à Lusomundo por 86 euros por acção (quando as acções Lusomundo valiam, em termos fundamentais, não mais de 20 a 25 euros, e tinham estado vários anos entre os 8 e os 10 euros), no que poderá ser facilmente interpretado como um favor ao coronel Luís Silva (este, posteriormente, utilizou o dinheiro desta venda para subscrever acções PT a 9.4 euros), e cedeu parte do capital na OPT com a PTM.com, num negócio que foi favorável aos accionistas desta, à custa da PTM.

Outro exemplo é o da própria PTM.com. Quando esta acção estava entre os 8 e os 9 euros, muitas firmas recomendavam a compra, mas já era possível estimar o valor da PTM.com (que tem a parte Internet da PTM) em pouco mais de 170 milhões de contos (uma avaliação dessas partia dos mesmos pressupostos optimistas em relação à Net acima descritos). Ora isto, dividido pelos 338 milhões de acções PTM.com dava um valor próximo de 2.5 euros por acção. O autor destas linhas também escreveu essa avaliação nos foruns. O mais espantoso é que, nessa altura (meados de 2000), a maioria dos pequenos investidores achava a cotação da PTM.com barata, por estar a 8 euros, um valor absoluto baixo comparado com a PTM e outras blue-chips. Então o número de acções não conta, para avaliar o valor de uma acção? Desde quando? Muitos investidores, nesta bolha especulativa de 2000 investiram sem a mínima atenção às capitalizações bolsistas e números de acções!

Porém, com expectativas mais realistas sobre a evolução dos negócios da PTM.com, com o downgrade mundial sofrido por este tipo de empresas e com o gorar das expectativas de crescimento do e-commerce e publicidade online em 2000, é possível que a PTM.com valha ainda menos, uns 1.5 euros por acção. Sendo assim, o que aguentou as cotações em torno dos 4 euros foi tão somente a OPT lançada pela PTM, que "congelou" a cotação PTM.com numa certa paridade de troca com a PTM. A OPT (lançada num dia de queda acentuada do Nasdaq, que prometia arrastar a PTM.com ainda muito mais para baixo) veio mesmo a tempo de evitar um descontentamento do público ainda maior e o descrédito de certas instituições... Perdas nestes papéis podiam ser evitadas desde o início com um pensamento fundamental mínimo.

As críticas aqui deixadas não são, obviamente, dirigidas aos negócios da Nova Economia, nem das empresas PTM, PTM.com, Yahoo ou Amazon em especial. Nova Economia sim, cotações de acções na estratosfera não. O problema era a incrível cotação dessas empresas. Uma comparação boa é um balão cheio de ar com um anel de ouro dentro. A maior parte do volume do balão é ar, nada vale. O problema é quando tentam vender-nos o balão como se estivesse todo cheio de ouro. Gabam-nos a qualidade desse ouro os quilates, etc, e mencionam a dimensão do balão, um litro... Mas, subrepticiamente, ocultam o facto de o litro ser de ar e só ter uns gramas de ouro (apesar de este ser realmente de boa qualidade). A maioria dos pequenos investidores em Portugal dá muita atenção aos bons aspectos qualitativos (os quilates do ouro) e não liga a números... O resultado é comprarem um balão de ar pelo preço de 10 Kg de ouro. A diluição do capital da PTM.com em 338 milhões de acções pouco antes da entrada na Bolsa equivale ao inchar do balão... Mais atenção aos números e ao dinheiro é precisa. Façam-se contas!

Texto retirado do portal Finbolsa"


Mais informações: Google it!

Warren Buffett: 'I told you so'
http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/1217716.stm

Dot-com bubble
http://en.wikipedia.org/wiki/Dot-com_bubble

Crashes: The Dotcom Crash
http://www.investopedia.com/features/crashes/crashes8.asp


Cump.
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

#37
Hoje é dia de citações...a disponibilidade para a escrita é reduzida...


"É difícil aceitar que a maioria da população tem um comportamento irracional. Talvez seja mais sensato admitir que o nível de aversão ao risco percebido não é compensado pela remuneração gerada. Essa atitude leva os aforradores a ignorar as recomendações dos analistas que tendem a ser optimistas na maioria das avaliações que fazem, devido à sua reduzida independência relativamente aos títulos analisados.

Um indicador grosseiro que pode ser utilizado é o PER (Price Earnings Ratio) que se obtém dividindo a cotação de uma acção pelo lucro contabilístico num determinado exercício. O PER é um múltiplo dos lucros que pode ser interpretado de uma forma simples - se uma empresa com lucros de um milhão de euros tiver um valor de mercado de 20 milhões, o seu PER é 20.

O estudo mais extenso realizado sobre a evolução do PER foi produzido por Robert Shiller que analisou a evolução do PER nos EUA desde 1871. Este estudo deu origem a um livro célebre - "Exuberância Irracional" - e os dados continuam actualizados na NET. O valor médio anda nos 14, mas sofreu variações muito significativas.

A mais violenta foi registada no período da Grande Depressão, em que à euforia de 1929 se seguiu uma queda vertiginosa das cotações. O PER atingiu o nível 32 em 1929 para se afundar até aos 5,6 em 1932. Em 1999 atingiu o seu máximo histórico nos EUA - 44. (Dot.com Bubble)

Há, no entanto, registo de valores ainda mais elevados como no Japão no final dos anos 80, imediatamente antes do início de um longo período de debilidade económica e queda bolsista que se arrastaria por quase 15 anos. A correcção posterior fez com que o PER americano caísse até 21, em 2003, o seu mínimo do corrente milénio, mas ainda acima dos 14/15 da sua média histórica.

A boa performance da economia mundial e americana dos últimos anos (Portugal esteve em contra ciclo) fez crescer o nível de rendibilidade das empresas e recuperar as cotações. O problema é que o PER voltou a subir, para 25 em 2006, o que significa que as cotações cresceram acima do ritmo de subida dos lucros.

Estamos a assistir a uma nova bolha financeira, ainda que mais reduzida? Num mercado muito mais valioso - o imobiliário - a realidade americana parece sugerir isso mesmo. Aliás, a correcção iniciada em Agosto está relacionada a receios significativos sobre o sector imobiliário dos EUA que poderiam alastrar aos países da OCDE com maior crescimento dos últimos anos - Reino Unido, Austrália, Espanha, entre outros.

Devemos então aguardar piores momentos para a bolsa portuguesa? Talvez possamos ser menos pessimistas.

O sector imobiliário português tem registado um crescimento muito moderado, ou mesmo queda e a nossa bolsa regista um PER mais reduzido que o nível americano, pouco superior à média histórica de 14/15, com muitos títulos abaixo desta fasquia. Não é pois fácil concluir se este é o momento certo para investir, mas podem sempre ser garantidas emoções fortes. Por outro lado, historicamente e no longo prazo, o investimento em acções tem sido compensador."

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=302546



«Web encorajou sonhos extravagantes»
http://www.janelanaweb.com/digitais/shiller.html



Agora digam lá que os fundamentais não servem para nada?!!... ::) ::)

Já disse e volto a repetir... AT + AF

Cump.
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

aquilinovale

Citação de: tiagodandre em Junho 02, 2008, 13:08
Temos bons tópicos no CI, por isso dando continuidade...


"Por que é a Análise Fundamental importante?

?

Muito tem sido escrito sobre os relativos méritos da Análise Técnica (AT) e da Análise Fundamental (AF). Este texto não toma partido por nenhum dos lados, apenas afirma que a AF é algo importante e ajuda a tomar decisões de investimento, tal como a AT. Pode-se perder muito dinheiro tanto usando a AF como usando a AT e também se pode ganhar muito usando qualquer uma delas. Nem a AT nem a AF são, à partida, receitas mágicas que garantam o sucesso. Tanto a AF como a AT se desdobram em miríades de métodos diferentes, cada um com os seus méritos e dificuldades próprias.

... Mais atenção aos números e ao dinheiro é precisa. Façam-se contas!

O meu método de AT, só è aplicado a empresas com bons Fundamentais, assim limito melhor as eventuais perdas.

Sou um "visitante" deste forum, e admiro, embora não conheça, alguns membros pela sua dedicação e covicção com que defendem os seus Posts, não estão a brincar. E sem querer ferir ninguém, não posso de deixar aqui expresso o meu apreço pelo TIAGO e pelo JESSE, isto não quer dizer que MT. vezes não discorde das suas posições.

Em contra partida, não tenho qualquer dúvida que existem alguns elementos para desestabilizar e criar confusão.

Não me preocupa nada, absolutamente nada, os "Ratings" deste forum, mas não posso de deixar aqui uma nota de discórdia pela maneira que tenho recebido pontos negativos, sempre atribuidos pelo mesmo individuo.
-1 "poeta da desgraça"
-1 "os abutres pairam"
Eu compreendo  a posição deste Senhor. È sintomático que está entalado na SONI até às orelhas, mas não é pela minha "opinião", nem de qualquer outro que o papel vai continuar a cair. Também já deveria saber que em bolsa, os que ganham, só ganham porque outros perdem. E é preciso saber-se perder, antes pouco do que muito.
O Sistema é de VASOS COMUNICANTES.

Na minha humilde "opinião", deixo aqui uma sugestão para o Senhor a quem me estou a referir e para mais alguém a quem possa interessar:
GANHAR EM BOLSA, de Fernando Braga Matos, e a revista CARTEIRA da Entusiasmo Média. È boa leitura e ajuda.
E já agora três títulos onde há mais probalidades de Ganhar do que de Perder. BANIF, B.P.I. e IMPRESA.

PS. - Já estou a contar com menos um ponto

Cumprimentos
A.V.

"... os homens acreditam mais nas testemunhas que nos mestres, a não ser que os mestres também sejam testemunas, ..."  (JOÃO PAULO II)

"A minha preocupação é ser coerente, não com o que disse ontem mas com a verdade." (GANHDI)

tiagodandre

aquilinovale...

Quando quiseres citar, depois não escrevas acima do código:

[/quote]

...é onde termina a citação. Senão aquilo que escreveste parece que fui eu que disse, uma vez que fica misturado... ;)


Cump.
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

aquilinovale

Obrigado Tiago por mais esta dica, os "velhos", não aprendem com muita rapidez as novas tecnologias.
Podes passar-me uma cópia do meu Post para o Acompanhamento da SONI? Obrigado.
Espero que não tenhas reentrado no PAPEL.

CUMPRIMENTOS
AquilinoVale
"... os homens acreditam mais nas testemunhas que nos mestres, a não ser que os mestres também sejam testemunas, ..."  (JOÃO PAULO II)

"A minha preocupação é ser coerente, não com o que disse ontem mas com a verdade." (GANHDI)

dam

Antes demais concordo inteiramente com o Tiago que deixou atrás bons exemplos da consequência de puramente se desprezar alguma análise fundamental básica...

Acredito que a AT pura e rigorosa pode dar muito bons resultados num Mercado equilibrado desde que o investidor seja disciplinado. No entanto um Mercado a funcionar apenas com AT origina sempre resultados desastrosos. Por um lado em bear market, subida, terminará sempre com uma bolha especulativa estrondosa, por outro em bull market, decida, chegará a valores deveras irracionais...  Tudo isto porque a AT não permite de forma alguma avaliar a acção e o valor destas no mercado não passa de puras expectativas dos investidores. São estas expectativas, certas ou erradas, que estão no mercado e não o valor real (presente ou futuro) como muitos puristas da AT argumentam. ...

Por outro lado uma análise fundamental comparativa básica entre as diversas empresas, e em especial as do mesmo sector, permite-nos facilmente perceber quais as que possivelmente estarão sub/sobre-avaliadas, ou seja com maior/menor potencial de valorização/desvalorização. E acima de tudo evita sempre a entrada em ondas especulativas injustificadas.

Sou um mero leigo em economia financeira e contabilidade mas tento sempre analisar alguns dos dados das empresas, sempre em termos recorrentes, tais como o PER (Cotação Bolsita/cotação), EBIDTA, Resultados financeiros, Investimento, Dívida Líquida,... Dados como valores das aquisições e as taxas de juro actuais e expectáveis no futuro também são importantes. Sempre com atenção que os resultados mais recentes são mais importantes e com estimativas, ainda que grosseiras, para o futuro. Tenho sempre presente que uma taxas de crescimento elevada nos lucros ainda que possível é altamente improvável, e o contrário pode levar facilmente ao colapso da empresa. A concorrência acaba sempre por limitar os ganhos exorbitantes e por eliminar os mais fracos.

Por tudo isso acho que sendo a AT importante a AF é fundamenta:)


Alguém aqui referiu que a análise da equipa de gestão também é importante, concordo plenamente. Gestores especulativos para entradas de curto prazo e sérios ou moderados para médio/longo prazo. E acreditem que os primeiros abundam no nosso mercado, contudo ultimamente começam a ficar sem argumentos!!

BN

tiagodandre

Encontrei aqui no CI... ;) Sobre a AF vs AT

«Nunca tomo uma decisão errada»
« em: Fevereiro 16, 2005, 09:54 »


Em entrevista ao Jornal de Negócios Thomas Dorsey - Presidente da Dorsey, Wright Associates desmistifica e simplifica um tema considerado como «difícil».

É um especialista em AT. Qual a diferença entre AT e análise fundamental?

A análise fundamental responde à pergunta «O que devo comprar?». O lado técnico dessa mesma equação é «Quando devo comprar?». A AT é erroneamente usada porque apenas trata da análise da saúde financeira de uma determinada empresa. E isso não tem nada que ver com o facto de tentar perceber se a sua cotação vai subir ou não.

Você pode ter uma empresa que é muito saudável em termos financeiros e fundamentais e, no entanto, de repente, o sentimento dos investidores altera-se, por qualquer tipo de razão. Nestas alturas, socorro-me de uma citação de Anthony Noto, analista de Internet da Goldman Sachs. Num artigo do «New York Times», quando foi questionado sobre o facto de só ter colocado uma recomendação de «venda» sobre uma empresa que cobria ao fim de uma queda de 98%, na altura da bolha tecnológica, ele respondeu: «Nós seguimos a análise fundamental a 100%.

Os fundamentais não mudaram quando as acções começaram a cair». Ele disse que a razão pela qual as acções estavam a cair ficou a dever-se a uma alteração na psicologia dos investidores. Aqui é que reside o problema. É que, no fundo, é a psicologia dos investidores que leva as acções a subir ou a descer. Se há mais pessoas dispostas a comprar do que aquelas que estão dispostas a vender o preço sobe. Se há mais pessoas a vender do que aquelas que estão a comprar, então o preço desce. Se a oferta e a procura são iguais, então os preços mantêm-se iguais. É tão simples quanto isto. Pode-se complicar quanto quiser, pode-se «dourar a pílula», arranjar discursos herméticos, mas o resultado final depende sempre disto.

A ideia da AT é, olhando para o comportamento das cotações num gráfico, tentar encontrar um padrão que se possa repetir no futuro. Como é que depois chega a fazer isso na prática?

Vamos então olhar para um jogador de xadrez de renome internacional, por exemplo, o Bobby Fishcher ou o Boris Spassky. Quando jogadores deste nível olham para um tabuleiro, eles não vêem o jogador adversário da mesma forma que eu vejo.

Eles olham para o jogo e vêem um padrão. E estes padrões têm um determinado significado para eles. E isso dá-lhes uma ideia do que se passa na cabeça do seu opositor. E é isso que um analista técnico faz.

O método de «Ponto e Figura», inicialmente desenvolvido por Charles Dow (o jornalista que inventou o Dow Jones Industrial Average em 1901) no final do século XIX, é simplesmente uma forma lógica e organizada de registar os desequilíbrios entre a oferta e a procura. Nada mais, nada menos do que isto.


E qual o processo que seguem?

Na Dorsey Wright Associates, seguimos o seguinte caminho. Primeiro, analisamos os indicadores do mercado que nos dizem se temos a bola de futebol na nossa posse. Tal como num jogo de futebol, quem tem a posse da bola tem como objectivo marcar um golo. Se eu estou na outra equipa e não tenho a posse da bola, o meu objectivo passa por tentar impedir que a equipa adversária me marque um golo.

A primeira premissa para o mercado de acções, na nossa perspectiva, é: «Temos a posse de bola?» Os indicadores dizem-nos em que ponto nos encontramos. Para depois sabermos para onde vamos. Se estamos na posse da bola, ou seja, na ofensiva, então vamos, de seguida, olhar para os sectores. Há 42 sectores diferentes para os quais olhamos. Depois de encontrar o sector onde queremos actuar, temos que olhar para o inventário. E esse inventário só pode vir dos analistas fundamentais.

Os analistas fundamentais usarão, então, os seus métodos para explicar que, dentro de um sector, uma determinada empresa está com o preço justo. É aqui que deve terminar o trabalho dos analistas fundamentais. Depois disso tudo estar feito, o analista técnico entra em acção. Analisa, tendo em conta o inventário de acções de que dispõe para escolher. Destas, quais delas estão ser dominada pela procura? Quando as encontrar, então sim, compro-as. Mas não acaba aí. A partir do momento em que sou detentor da acção – e qualquer pessoa pode comprar – a próxima questão a fazer é: qual o meu plano de jogo? O que farei se as coisas correrem bem, o que farei se as coisas correrem mal? E depois, tenho que ter coragem de não alterar o meu plano a meio do jogo. Aí é que reside o segredo do sucesso.


Pode-se então, com a AT, medir a psicologia dos investidores?

Sim, em última análise, é o que a AT tenta fazer. Porque é ela que faz com que tudo mexa no mercado.


Então quando é que sabe se deve vender ou comprar?

O meu sistema é multifacetado. Se o investidor olhar apenas para um gráfico, vai provavelmente perder dinheiro, porque isso é apenas uma parte de um todo. 80% do risco de qualquer acção é o mercado e o sector em que se encontra, segundo um estudo da Universidade de Chicago.

Apenas 20% é que se prende com a especificidade daquela acção. Os investidores tendem a gastar 80% do seu tempo a avaliar a acção, quando o risco está noutro lado. Por isso, para uma pessoa ter sucesso é avaliar, primeiro, o mercado em que se encontra aquela acção. E depois, o sector. Muito analistas olham apenas para o gráfico, por exemplo um «candle stick». Mas isso não chega. A acção é a última parte da equação a ser analisada.


Onde é que entra o seu método?

Há nove tipos de padrão diferentes. Quero uma acção, num sector que em baixa e procura um sinal de compra. O sinal mais simples de compra é o que chamamos um «double top». Quando estou perante um «double top» e a queda posterior - porque as acções não sobem numa linha recta - já fica acima do suporte anterior, sugere-me que a procura começa a tomar controlo da cotação, e aí, compro. Mais do que isto, é futurologia.


E quando é que decide vender?

Se eu estiver certo e a acção continuar a subir, digamos, 30%, então retiro um terço do que apostei inicialmente. Se a acção valorizar 50%, tiro outro terço.


E quando é que sai do papel?

Tento esticar o mais possível. E quando começar a cair para a linha de tendência que, segundo o «Ponto e Figura» é sempre uma linha com um ângulo de 45 graus, vendo o resto.


E qual a sua taxa de sucesso, seguindo o seu método?

Devo dizer-lhe que nunca tomamos uma decisão errada.  ::) ::)


Isso é uma afirmação, no mínimo, ousada?.

No entanto, algumas das nossas decisões têm resultados muito maus. E quando se verificam é que se torna importante compreender a gestão do risco. O que eu defendo é que não tomamos uma decisão errada porque seguimos o nosso método fielmente, seguindo os passos que nos impusemos a nós próprios. Tal como um piloto de um avião que segue todos os procedimentos. O avião até pode cair, mas não foi por falha dele, foi porque qualquer outro factor exógeno (como o trem de aterragem não abrir ou ser atingido por um meteoro) afectou o resultado.


Qual é então a sua taxa de sucesso, com o seu método?

Não podemos colocar a questão dessa forma. Porque isso dá a ideia de que é uma fórmula 100% correcta. Que, se usar o método sempre, fico automaticamente rico. A percentagem do sucesso não é tão importante, porque posso errar 9 vezes em 10, mas a vez que estive certo posso ganhar mais do que perdi nas anteriores 9 vezes. O que tenho que ser é disciplinado e controlado, quando o mercado começa a mexer. Só saio da minha posição quando vejo um sinal de venda e nunca antes, mesmo que a emoção comece a querer tomar controlo da situação.


Porque é que defende que o seu método é o melhor?

Primeiro, porque é o mais simples. Já ensinámos o método a crianças do sétimo ano e elas perceberam em 40 minutos. Os adultos, tiveram que ser desprogramados e, por isso, demoraram um fim-de-semana inteiro. Os sinais de compra ou venda são claros e, por isso, não dão lugar à subjectividade. Com os gráficos «candle stick» já não se pode fazer o mesmo, porque são subjectivos.

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Perfil de Thomas J. Dorsey - Presidente da Dorsey, Wright Associates

Tom Dorsey é presidente de uma empresa de aconselhamento ao investimento financeiro que usa o método «Ponto e Figura» como principal forma de Análise Técnica. Antigo vice-presidente e director de estratégia de opções na Wheat First Securities e antes disso um «stock broker» na Merrill Lynch, Tom Dorsey é, actualmente, convidado para seminários sobre gestão de risco um pouco por todos os EUA.

Escreveu inúmeros artigos para o «Wall Street Journal», «Barrons'» e outras publicações, para além dos seus próprios livros. A Dorsey Wright Associates gere cerca de 500 milhões de dólares em carteiras dos seus clientes e o seu presidente tem como «hobbies» o halterofilismo, a pesca e o charuto que fuma uma vez por semana para que o hábito se torne «num ritual».

Dorsey é responsável pela reinvenção do «Ponto e Figura», um método de análise técnica que foi, pela primeira vez, introduzido pelo jornalista Charles Dow, responsável pela criação dos índices Dow nos EUA no início do século XX. «Point & Figure Charting» é o seu livro de maior sucesso e inspira muitos investidores, profissionais ou não.

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