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Os jornais desportivos, a revista Maria, a economia Portuguesa e a BOLSA!!!!

Iniciado por tiagodandre, Março 18, 2008, 20:26

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tiagodandre

(Antes de alterar o título, só 9 pessoas se tinham dignado a espreitar o tópico!)

_____________________________________________________________________________

Uma entrevista para se ter em conta... ;)


Entrevista a Jürgen Stark, membro do Conselho Executivo do BCE

Há uma semana, dias depois da decisão do BCE de manter a taxa central nos 4% e sinalizar que cortes nos juros não estão à vista, o responsável pela preparação das decisões conversou com o Jornal de Negócios. Explica porque não se conhece uma data para o fim da crise e alerta que, se os bancos não se auto-regularem, as autoridades vão actuar. Leia aqui a entrevista na integra com Jürgen Stark, membro do Conselho Executivo do BCE.



(Q) Em Agosto algumas vozes disseram que esta seria uma crise de curto prazo. Depois, o tempo passou, e as expectativas é que as coisas acalmariam pelo final de ano. Não acalmaram. A data seguinte foi Fevereiro, Março com a presentação das contas anuais dos bancos. Estamos em Março e o problema continua. Tem uma ideia de quando é que as coisas podem regressar ao normal?

Não me lembro de alguém dizer que acabaria em Março. O que foi dito é que as coisas poderiam ficar mais transparentes quando os bancos publicassem as suas contas anuais e isso é verdade. Essa é parte da solução. Mas estamos a experimentar uma correcção substancial do mercado e isto não acontece sem dor. Por isso, os bancos centrais disseram que levaria pelo menos alguns trimestres até se resolverem os excessos do passado. Se olhar apenas para o mercado de subprime nos EUA, uma parte significativa das hipotecas será renegociada nos primeiros dois trimestres de 2008. Isto mostra que ainda não chegámos ao fim da história. Vemos agora que outros segmentos do mercado foram afectados. Esta correcção continua e ninguém pode dizer quanto tempo é que vai durar.


(Q) O Sr. Greenspan não avançou um ponto no tempo, mas disse recentemente que até que o mercado residencial não acalmasse e os preços das casas continuassem a cair que os mercados não iriam acalmar. Concorda? (este mais valia estar calado... ::))

Não se trata apenas do mercado residencial norte-americano. Temos de perceber melhor quais as razões da actual turbulência e essas são mais complexas. Uma foi o financiamento exótico do mercado residencial nos EUA. Mas temos de levar também em conta que há um reforço mútuo de vários factores, incluindo a titularização e o uso generalizado pelos bancos do modelo "originar e distribuir". Isto terá de ser reconsiderado. Há muitos, muitos factores com um papel e temos de perceber a interacção entre eles.


(Q) Os efeitos de contágio estão a chegar a todo o lado até à dívida de maior qualidade como a dívida soberana. Ao olhar para isto acha que é possível que o efeito não chegue às famílias e às empresas?

A dívida soberana não é um referência. Nesse caso terá de considerar os diferentes graus de liquidez nos vários segmentos de mercado. Há efeitos de contágio a outros segmentos, reflectindo o elevado nível de incerteza e este é um processo contínuo de correcção. Enquanto os mercados não encontrarem um novo equilíbrio teremos de viver com esta elevada volatilidade e com "overshooting" [sobrereacções].


(Q) Os mercados estão a sobreagir ou estão ainda a caminho de um novo equilíbrio mais elevado para os "spreads"?

A caminho de um novo equilíbrio, os mercados estão a mostrar alguns sinais de sobrereacção.


(Q) Economias com um sector privado altamente endividado e que dependem muito em financiamento nos mercados internacionais, como a portuguesa ou a espanhola, estão mais vulneráveis à recente turbulência?

Portugal e Espanha tem tradicionalmente taxas de juro variáveis. Dependendo das condições de mercado as condições de concessão de crédito podem apertar ainda mais e isto poderá ser sentido pelas famílias e empresas. Outros países, em particular no que diz respeito ao sector residencial, dependem mais de financiamento de longo prazo é por isso estão menos vulneráveis às actuais condições de mercado.


(Q) Estamos agora com oito meses de crise. O que vimos foi que com esta turbulência a política monetária enfrentou algumas dificuldades. Por exemplo, a Fed cortou a taxa central, mas o mercado monetário não reagiu proporcionalmente. Podemos confiar que os bancos centrais e o BCE consigam fazer política monetária?

Não há razões para acreditar que o mecanismo de transmissão da política monetária se tenha alterado o que tenha sido distorcido pelas tensões no mercado monetário. Nós contribuímos com as nossas operações de mercado monetário para suavizar a situação. Providenciámos temporariamente liquidez adicional ao mercado monetário para garantir que a taxa "overnight" [diária] permanecesse próxima da taxa mínima de refinanciamento. Estamos convencidos que o mecanismo de transmissão funciona.


(Q) Mas a minha questão é mais sobre o que não conseguem influenciar. O facto das taxas mais longas não terem reagido. Não é isto uma ameaça à política monetária?

O que conseguimos influenciar é a maturidade mais curta das taxas de juro. Também temos operações de três meses, mas o impacto nas taxas a três meses é bastante limitado. O que está para além do segmento do muito curto prazo do mercado monetário é com o mercado, não connosco. Nós não podemos guiar as taxas de juro na totalidade da curva de rendimentos.


(Q) Na Alemanha, um importante sindicato do sector do aço conseguiu um aumento de 5,3% e o sector publico recusou 5%. Estes valores são um risco para os efeitos de segunda ordem que querem evitar?

Entre outros, os riscos mais significativos à estabilidade de preços resultam dos preços das matérias primas e de efeitos de segunda ordem. Sobre os efeitos de segunda ordem, nós temos uma abordagem simétrica. Não nos referimos a desenvolvimentos salariais apenas. Também nos referimos ao comportamento de determinação de preços pela empresas. Além disso, não temos um único país em mente quando discutimos os efeitos de segunda ordem. Até recentemente, vimos moderação salarial na zona euro. No entanto, a situação parece estar a mudar, em particular dado o muito provável aumento salarial num grande país. Isto terá um impacto significativo na zona euro como um todo. Gostávamos de deixar bem claro não devem dar inicio a efeitos de segunda ordem que levem a espirais salário-preço ou preço-salário. Nós estamos bem preparados para prevenir efeitos de segunda ordem.


(Q) Foi bastante fácil a um banco central manter a inflação baixa desde a criação do BCE devido a um pressão em baixa dos preços de alguns bens importados. Esse efeito passou e agora há o impacto dos preços das matérias primas. Chegaram ao fim os dias fáceis para manter a inflação baixa?

O que é importante para um banco central é, dado o desfasamento temporal, detectar em tempo real os riscos para a estabilidade de preços no médio prazo. Nunca foi fácil tomar as decisões apropriadas com base na informação disponível. Nas actuais circunstâncias a incerteza está invulgarmente elevada o que torna as coisas ainda mais difíceis. No passado talvez a nossa tarefa tenha sido facilitada devido ao facto dos preços de alguns bens manufacturados terem baixado devido à globalização. Vimos o efeito da oferta da globalização, agora vemos o lado da procura. Ao mesmo tempo, é demasiado fácil dizer que foi apenas a globalização no passado que levou à inflação baixa. O desenho institucional que conseguimos em termos globais tem, pelo menos, importância igual. Há trinta anos apenas dois ou três bancos centrais eram independentes. Agora é mais ou menos o estado da arte e este é um factor importante que explica porque conseguimos ao nível global manter a estabilidade de preços.


(Q) Os fenómenos como o processo de desintermediação bancária, a titularização, os derivados, instrumentos muito complexos, falta de informação e assimetrias na informação criaram problemas que agora ficaram muito visíveis. Isto vai mudar a forma como os bancos centrais vão operar no futuro? O BCE disse por exemplo que será necessária mais transparência...

Nos últimos 20 anos a inovação financeira alterou o comportamento dos participantes no mercado e cabe a todos perceber como é que os mercados funcionam. Nós dissemos que era precisa mais transparência pelas instituições individuais para revelarem as suas perdas em certos segmentos do mercado. Não queríamos uma abordagem semana a semana às perdas, mas antes uma ideia clara sobre as perdas totais associadas à turbulência financeira. E tivemos razão. As instituições financeiras deveriam revelar prontamente e por completo a sua exposição ao risco dentro e fora do balanço. No entanto, aconteceu que algumas vezes elas próprias tiveram problemas em identificar os riscos que estavam fora do balanço.


(Q) Não tem dúvidas que no futuro os bancos terão de ser mais transparentes no que diz respeito aos registos dentro e fora do balanço e que poderá ser necessário aos bancos centrais nacionais agir nesse sentido?

Isso é absolutamente crucial. A transparência é um principio importante. No entanto, sabemos que existe um nível óptimo de transparência. Não pedido um máximo, mas pedimos um óptimo. Organizações internacionais, governos e a Comissão Europeia estão a trabalhar arduamente nesta direcção pedindo soluções propostas pelo mercado, e já há algumas. Mas estou absolutamente seguro que se estas iniciativas do mercado por um maior nível de transparência não funcionarem, no fim uma abordagem mais reguladora e prescritiva será posta em prática.


(Q) Dizem que economia está robusta, que os fundamentais estão sólidos, o crédito está a crescer e os agregados monetários também. Por outro lado a inflação quase duplicou de Agosto até agora e o ponto médio das projecções do "staff" do BCE apontam para uma inflação de 2,9% em 2008 e acima de 2% em 2009. Porque é que o BCE não está agir?

A análise económica mostra que a taxa de inflação ficará claramente acima dos 2% em 2008. Esperamos, embora não seja claro, que mais para o final do ano se aproxime dos 2%. A nossa análise monetária dá indicações claras de que há riscos ascendentes para a estabilidade de preços no médio prazo. O facto da inflação estar elevada e de se esperar que assim permaneça por uns meses é a nossa maior preocupação. Nos não estamos satisfeitos com esta situação. Ao mesmo tempo acreditamos que a actual orientação da política monetária irá contribuir para conseguirmos a estabilidade de preços no médio prazo e garante que as expectativas de inflação se mantenham bem ancoradas. No entanto, dadas as incertezas actuais vamos avaliar nos próximos meses de forma continua se a orientação das politica ainda contribuiu para conseguir a estabilidade de preços.


(Q) Em Agosto, face aos mesmos riscos as taxas iam subir. Está o BCE a evitar ser demasiado agressivo e a vir a ser responsabilizado por uma eventual recessão nos próximos meses?

As projecções do staff apontam para um crescimento mais moderado mas continuado. A taxa de crescimento em 2008 será um pouco mais baixa que em 2006 e 2007 quando tivemos taxas de crescimento acima do potencial. No entanto, temos um mandato claro que diz que o nosso objectivo principal é manter a estabilidade de preços no médio prazo. A actual orientação de política tem de ser avaliada no contexto de taxas de crescimento ainda elevadas nos agregados monetários e no crédito concedido ao sector provado. Em relação aos últimos ainda só vimos efeitos limitados do aperto das condições de concessão de crédito em certos segmentos. Temos também de considerar que apertamos as condições monetárias ao aumentarmos a taxa de curto prazo de 2% para 4% desde Dezembro de 2005.


(Q) Em Outubro disse que os impactos na zona euro viram das condições financeiras e da procura interna. A procura interna caiu no último trimestre do ano passado. O maior risco é um possível aperto das condições financeiras que afecte famílias e empresas?

Há vários factores a observar. Temos criação contínua de trabalho e os mercados esperam que isto continue, levando a uma redução adicional da taxa de desemprego. Este é um sinal positivo que contribuirá para um maior consumo privado. No entanto, ao mesmo tempo, a inflação elevada vai pesar no poder de compra dos consumidores e pode ser um entrave ao consumo privado em algumas regiões da zona euro. No entanto, também o investimento deverá continuar a crescer. Estes factores vão contribuir para o crescimento do PIB em 2008, apesar do facto que as exportações liquidas virão provavelmente a dar um menor contributo que o de 2006 e 2007, o que se deve essencialmente ao facto de alguns dos nossos principais parceiros comerciais estarem a abrandar. Sobre os movimentos das taxas de câmbio, é importante notar que a diversificação dos nossos destinos de exportação aumentou.


(Q) O principal risco para o crescimento económico é mesmo o que vai acontecer ao crescimento do crédito às famílias e empresas?

O principal risco para o crescimento económico vem do potencial impacto da turbulência nos mercados financeiros, em particular via um aperto adicional das condições de concessão de crédito. Temos no entanto de levar em linha de conta outros riscos, incluindo o aumento acentuado dos preços das matérias primas que poderá ter um efeito negativo no crescimento económico.


(Q) O que pode explicar que nos inquéritos trimestrais os bancos respondam que estão a apertar as condições de concessão de crédito, mas o crédito continue a crescer vigorosamente?

O credito continua a crescer. No que conseguimos ver, não foi afectado pela turbulência. Até agora o aperto das condições não assim tão significativo, mesmo quando comparamos com a situação que tivemos em 2001. É surpreendente ver que o crescimento do crédito os sector empresarial não financeiro está a crescer a 14% em termos anualisados. No fundo, isto pode reflectir um sentimento optimista e a confiança dos investidores.


(Q) O BCE diz que a principal contribuição que pode dar ao crescimento no médio prazo é manter a inflação baixa. No entanto, quando comparamos as taxas de crescimento dos dois lados Atlântico, as taxas de crescimento têm sido mais elevadas nos EUA, apesar de terem uma postura mais flexível face à inflação. Alguns dizem há no BCE um "medo alemão" exagerado face à inflação. Como comenta? (a história do costume ;))

Não foi pelas condições monetárias que as taxas de crescimento na zona euro foram mais baixas nos últimos dez anos do que as dos Estados Unidos, mas foi antes por desenvolvimentos de produtividades dispares. Os EUA tiveram mais sucesso até há pouco tempo. No passado recente a produtividade diminui nos EUA e ainda é baixa na zona euro. Temos de trabalhar muito para melhorar. A contribuição do BCE para o crescimento sustentável é garantir a estabilidade de preços. No médio a longo prazo a taxa de inflação deve estar em linha com o que definimos como estabilidade de preços, ou seja, abaixo mas perto de 2%. A inflação nunca é um instrumento para permitir mais crescimento. E sabemos da teoria monetária que, no fim, a inflação elevada não permite mais crescimento ou criação de trabalho.


(Q) Mas na Europa há uma abordagem mais rígida à estabilidade de preços. De outra forma: não há evidência de que uma inflação mais elevada tenha pesado sobre o crescimento norte-americano nos EUA. Faria assim tanta diferença se, em vez dos 2%, o objectivo fosse 2,5% ou 3%?

Duvido muito que possa explorar um "trade-off" positive entre o crescimento económico e a inflação no curto prazo. A longo prazo há evidência que inflação elevada até pode ter efeitos negativos no crescimento real. Actualmente temos uma inflação de 3% e acredito que muitas pessoas não estão satisfeitas com este desenvolvimento. Na Europa, a preferência pela estabilidade de preços pode ser explicada pelas elevadas taxas de inflação na primeira metade do século XX. Nos EUA tiveram a sua experiência durante a grande depressão. Temos diferenças culturais e portanto não devemos comparar directamente o que estamos a fazer aqui com o que outros bancos centrais estão a fazer.


(Q) Recentemente disse que as taxas de câmbio devem ser consideradas pela política monetária apenas na medida em que tenham uma influência de médio longo prazo nos preços. Que problemas vos coloca o euro forte? Não vos coloca problema nenhum, ou coloca?

As taxas de câmbio devem reflectir os fundamentais económicos e a elevada volatilidade não ajuda ao crescimento económico. No que ao nosso mandato diz respeito, um euro forte ajuda a mitigar as pressões de preços que surgem dos elevados aumentos dos preços das matérias primas, em particular dos preços dos bens energéticos. Devemos também ter presente que o enfoque na taxa de câmbio bilateral é demasiado limitado. O que definiu como euro forte é, nessa perspectiva, um dólar fraco, porque muitas moedas apreciaram contra o dólar. No entanto, no que diz respeito na economia da zona euro, os desenvolvimentos na taxa de câmbio efectiva é muito mais importante.


(Q) Mas o euro também apreciou contra a maioria das moedas....

Mas não pela mesma proporção. Este é o único comentário que gostaria de fazer.


(Q) O BCE tem frequentemente lembrado que Sr. Bush e o Sr. Henry Paulson têm dito que um dólar forte é importante para a economia norte-americana. O que é que o BCE está a dizer com isto? O que é que eles podem de facto fazer?

Nós dizemos que apreciamos o que as autoridades norte-americanas têm dito.


(Q) O Sr. Strauss-Khan, director-geral do FMI, que procura ser o "guardião" das taxas de câmbio no mundo, disse recentemente que o BCE não está a ser tão sensível quanto poderia face ao euro-dólar e que o BCE tem provavelmente demasiado poder neste aspecto. O que pensa sobre isto?

Foi surpreendente ouvir esse comentário de um funcionário de topo do BCE. Penso que o director geral do FMI está bem consciente do enquadramento institucional e do mandato do BCE. O comentário, em primeiro lugar, foi infundado e em segundo lugar não foi grande ajuda. (..:D)

Publicado 18 Março 2008 18:10
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

Portugueses mais tempo em sites de informação

O A Bola online e o Record online mantêm-se empatados na primeira posição entre os jornais online mais acedidos a partir de casa, ambos com 450 mil utilizadores únicos. O Público online está na segunda posição, com um valor não muito distante, de 442 mil utilizadores únicos, o que coloca o Notícias Sapo em terceiro, com 389 mil utilizadores únicos.

Em páginas visitadas, a liderança mantém-se nos desportivos, que ocupam os três primeiros lugares. Nas cinco primeiras posições não há mudanças face ao mês anterior: o A Bola online está em primeiro lugar, com mais de 17 milhões, seguido do Record online, com cerca de 14 milhões e do Mais Futebol, com cerca de 12 milhões. O Blitz online está em 4º, com 7 milhões e O Jogo online em 5º, com 5 milhões.

http://www.marktest.pt/produtos_servicos/Netpanel/default.asp?c=1292&n=1865





MÉDIA DE VENDA EM BANCA DE JANEIRO A SETEMBRO DE 2007 E PERÍODO HOMÓLOGO DE 2006

FEMININAS

A revista 'Maria' é mais vendida do mercado, com uma média de 229 246 exemplares,...

Sobre o assunto: http://www.jornalbriefing.iol.pt/noticia.php?div_id=3421&id=897458



O NÍVEL DE ESCOLARIDADE DA POPULAÇÃO CONTINUA A SER UM DOS MAIS BAIXOS DA UNIÃO EUROPEIA E A MELHORIA VERIFICADA TEM SIDO REDUZIDA

O quadro I, construído com dados da OCDE, revela que o nível de escolaridade da população portuguesa continua muito inferior à escolaridade média da União Europeia, tendo mesmo piorado em termos relativos quando o comparamos com a evolução verificada na União Europeia.




Agora pergunto...Como é que querem crescimento sustentado, se a única coisa que interessa neste país é a bola, as telenovelas, as cusquíces da vizinha, os supostos Jet8 (ex-7), e outras porcarias mais!?...se a malta perdesse 1/10 do tempo com coisas que valem realmente a pena, isto podia ser bem melhor....podem perder 2 horas a ver um jogo de futebol + mais 2h a ver os comentários após o jogo + 30 min a ver os golos da jornada vezes sem conta,...mas perder 5 minutos a tentar perceber o que se passa nos mercados financeiros é mentira!


Conclusão: Existe muita informação ao dispôr das pessoas, no entanto, só aquela que não produz benefícios nenhum para a sociedade é que é valorizada!...porque é que os bons programas só são emitidos fora do prime time (aliás, lá para as 2h da manhã)?...porque é que durante um dia de semana, desde a manhã até ao fim do dia os três canais abertos principais só dão porcaria (excluíndo alguns blocos notíciosos e reportagens)? Este é o momento ideal para se aprender como realmente a ECONOMIA funciona!...no entanto, se calhar não vale a pena perder tempo com isso, e daqui a uns anos voltar a cometer os mesmos erros...Enfim, muita coisa tem de mudar nesta mentalidade para que o nosso país possa convergir com a média da UE!

Cump.
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

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berrio

Sabes que Julio Cesar dizia que "lá nos confins da Peninsula Ibérica existe um povo que não se sabe governar mas também não se deixa governar"... estava a referir-se a nós!

Seremos um povo de incultos? Boa pergunta... eu atrevo-me a arriscar a dizer que sim!

Mas o pior nem é a actual geração que vive da Bola e da Maria. O pior é a próxima geração (a minha) que daqui a uns anos estará a governar este país. Assusta-me ter colegas que me perguntam "quem é o gajo na estatua ali ao pé do centro comercial do Saldanha"  >:(

Não estou a pedir que me debitem porque é que o Porto é a "cidade invicta" ou Macau tinha o nome de "a mais leal do império" mas, não saber quem foi o Duque de Saldanha é demais... depois de explicar ao meu colega quem era o homem, e que viveu durante a guerra civil obtenho uma resposta ainda pior: "AHH! Então foi primeiro ministro no 25 de Abril!!"

E como estas histórias há outras de pessoas da minha geração que respondem que Marquês de Pombal foi Primeiro Ministro depois do Salazar e coisas assim... mas não é só o total desconhecimento pela história - do país que é um dos mais antigos da Europa... 900 anos dá história para dar e vender - que me assusta.

Tenho colegas meus do IST que dizem "engenheiro sem calculadora não é ninguem" e não me sabem calcular a raiz quadrada de 36! Para quem não tem formação em matemática ainda dou o desconto, agora um engenheiro não saber uma coisa de matemática ensinada a crianças do 7º ano - pelo menos foi quando eu aprendi - chamados quadrados perfeitos (6x6, 7x7, 8x8 e por ai fora)?

Depois admiramo-nos que de repente caiam pontes algures por este retangulo...

E quando vejo o meu irmão mais novo ainda fico pior:
Perolas como "Sena" - inicialmente pensei que se referia ao rio que atravessa Paris mas depois de ver o ar muito "preplexo" do rapaz percebi que se referia a uma "cena" qualquer... >:(
Big Brother e anúncios num livro de português do 9º ano? Depois não admira que não saibam ler ou escrever!!!! Que raio aconteceu aos Maias, aos Lusiadas, à Mensagem ou às Viagens na minha terra? Descobri recentemente que já não é leitura obrigatória na escola. Descobri isto mais ou menos ao mesmo tempo que descobri que a partir de agora é permitido o uso da calculadora na 1ª classe...
1ª classe... na altura em que se devia andar a aprender a tabuada - peço desculpa não é tão complicada assim - ou a somar e subtrair (tenho um episódio ridiculo dum estudante de direito que não sabia somar 1990+250 à mão!!!!) já andam de calculadora na mão!!! 

Resumindo e atalhando:
É óbvio que só lêem a Bola, o Record, a Maria, o 24 Horas e outras coisas que tais! Estamos a criar uma geração de analfabetos (também tenho uma optima sobre o termo. Resposta de um aluno de português num teste de 9º ano: "analfabeto é uma palavra derivada por sufixação... raiz 'anal' sufixo 'fabeto'" ... Estatelei-me literalmente no chão a rir mas depois aterrei e pensei "perdão?!! Um jovem de 16 anos a dizer isso?????"). A desculpa é que saber de história, matemática ou ler os Maias é traumático. Eu admito que os Maias seja traumático :P Eça de Queirós é chato de ler mas por amor de deus... traumatico colocar uma criança a ler?

Depois chegam à faculdade e vejo colegas meus: "Ui...analise financeira - 300 paginas... não consigo isso!!" ... Pudera... hábitos não se criam num dia!!! "Matematica I faz-se sem calculadora" e ao ouvir isto um anfiteatro inteiro fica mudo e branco de choque. E saiem gestores e economistas da treta que empinaram ou cabularam e não sabem artigular 2 teorias em conjunto. Mas são doutores!! E nem assim, com este sistema de ensino que é tudo menos exigente conseguimos ter estatisticas decentes!

É um problema cultural antigo, Tiago... e sabes o que me entristesse mais? Tiveste duas alturas em que este país realmente investiu em educação - educação a sério, exigente e com padrões altos. Numa deste origem à "inclita geração" e aos descobrimentos, na outro a "iluminismo do sec. XVIII" onde grandes mentes portuguesas andaram pela Europa e eram reconhecidas... mas efectivamente se nem quem era o "raio do gajo na estatua ao pé do centro comercial do Saldanha" a minha geração sabe, duvido muito que se aprenda com estas lições da nossa história...

Enfim...
Abraços,
Guilherme Diaz-Bérrio
"Os economistas passam metade do tempo a fazer previsões. A outra metade passam-na a explicar por que se enganaram"
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Jesse

Berrio é sempre bom ler-te mas acho que nesse aspecto apenas estamos a ficar modermos, há quanto tempo na américa ja é assim?

Tenho bastantes familiares lá e primas e primos etc, e as histórias que sempre contaram eram "irreais" lá há muito que acontece o que começa a passar-se aqui.

Acho que estamos a "evoluir". Vais ver que estatisticamente daqui a um ano ou dois, já haverá menos "chumbos" até porque os professores agora são avaliados e são mal avaliados se tiverem mais "chumbos" e ninguém quer isso.  :)

Eu acho que isto é "evolução" porque na américa isso já acontece ha muito tempo e isso não impede de haver quem sobressai embora portugal seja um pais mais pequeno mas tem sempre quem sobressai.  ;)
(*) Utilizador banido do Clubeinvest

berrio

Desculpa Jesse, mas ficar modernos como na América no que diz respeito a educação é que não!

Estamos a falar de um povo que acha que a Europa é um "país" e 1/4 deles não sabe sequer localizar o raio do país deles no mapa!!!!

E ficar moderno não é esquecer a cultura de um país nem os seus classicos... não creio que os ingleses achem que ser moderno é deixar de saber quem foi Isabel I ou coisas afins...

Eu sei que os EUA são uma "terra de oportunidades", mas grande parte do desenvolvimento deles deve-se mais a "estrageiros" que depois se naturalizam do que aos americanos propriemente ditos.

Quanto às subidas estatisticas, não tenho a menor duvida que vamos subir  ::) E quanto à avaliação dos professores, embora concorde que sejam avaliados, ajo ridiculo que os incentivos estejam do lado do "mais chumbos pior avaliação". Isso vai só exacerbar os casos de passagens administrativas de alunos que chegam ao fim do ano sem aproveitamento mas depois em conselho de turma certos professores "dão a volta" às notas e o rapaz lá transita. E o próximo que apanhe a bola  :-\ :-\
Abraços,
Guilherme Diaz-Bérrio
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fig

100% de acordo e excelente post, depois ainda vem dizer que somos os coitadinhos....somos é uns ignorantes e incultos que não fazemos nada para melhorar e só se queixamos que Belmiros e Amorins ganham demais e que está tudo mal .....algumas coisas estão no sector politico e com os "Jobs for yhe boys" mas o resto é só inveja de quem está bem na vida mas fazer algo para mudar nada .....

Alías bastou ver quando se falou aqui há dias em Agel, herbalife, e outras empresas de MML é um bom exemplo ....os que se dão bem e a prova está que muita gente se dá bem é porque fazem por isso não venhma dizer que são empresas que vem roubar e que só ganham os que entraram há 10 anos etc.....
Vou dar um exemplo: tenho amigo que entrou a 4 meses na Herbalife dedicou-se como se dedica a outras coisas e ganha mais do que o próprio emprego e como sabem a herbalife ja esta no mercado á 20 anos onde dizem estar em fase de saturação há muito  :o ...a diferença é que ele não se preocupou se alguem ia ganhar por ele ganhar o que lhe interessava era ele mudar de vida e ganhar ele $$$ para andar mais folgado o que consegui :o

Isto é um claro exemplo da mentalidade portuguesa....claro sem falar como o tiago refere os jornais mais lidos eu até ia mais longe com as metade do tempo dos noticiarios dedicados ao futebol..... ;D
 
Abraço.
fig


O triunfo não se mede pelo estatuto que se atingiu na vida, mas pelos obstáculos ultrapassados no caminho.

bluexip

Citação de: berrio em Março 19, 2008, 12:12
Seremos um povo de incultos? Boa pergunta... eu atrevo-me a arriscar a dizer que sim!

somos e temos orgulho nisso :)

e uma inveja tremenda de quem não o é.

cumprimentos,
bluexip
Ever wonder why fund managers can't beat the S&P 500? 'Cause they're sheep, and sheep get slaughtered.
- Gordon Gekko in Wall Street

tiagodandre

berrio:

Completamente de acordo com o que dizes, era isso mesmo a que eu me referia...o nível de cultura do tuga comum deixa muito a desejar! Basta ver o nível dos "supostos" programas de cultura geral, para se encontrar também uma justificação para a falta de conhecimento da população!

Quanto aos americanos, nem digo nada!...é ver aqueles vídeos do Jaywalking para se ter a noção de quanto a malta é esperta!... ::) (Este foi o primeiro que encontrei...)




Citação de: fig em Março 19, 2008, 13:29
....claro sem falar como o tiago refere os jornais mais lidos eu até ia mais longe com as metade do tempo dos noticiarios dedicados ao futebol..... ;D

Pois é fig, por isso é que eu disse: "excluíndo alguns blocos notíciosos e reportagens"... :D
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

Começa-se a perceber então como é que o Bush aguentou dois mandatos...já para não falar no facto de ter conseguido chegar a presidente!!!

Com malta tão informada como esta!!!!...

http://www.nbc.com/The_Tonight_Show_with_Jay_Leno/video/#mea=214860


Enfim... ::)
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

mariachi

Boas

Eu acho que infelizmente cá em Portugal só aprendemos e "evoluimos" nas áreas que menos interessa. Veja-mos:
- Onde começou o fenomeno do carjacking?
- Onde existe a população que mais fast food come?
- Onde existe um dos maiores centros poluidores do mundo?
- Onde....

- Posso tambem perguntar:
- Onde existe um dos países mais ricos do mundo?
- Onde se situa os mercados de referencia a nível internacional?
- Onde...

Eu sei que somos um pequeno país da Europa e que não temos grandes recursos, mas isto com um bocadinho de boa vontade e menos vigariçe era tão fácil...

Ás vezes parar e pensar um bocadinho faz tão bem...

tiagodandre

Isto torna-se viciante..... ;D ;D ;D


Sobre Religião: (Jesus nasceu à 400 anos!!!)
http://www.nbc.com/The_Tonight_Show_with_Jay_Leno/video/#mea=83415


Sobre o Independence Day: (É interessante ver no fim o contraste das gerações)
http://www.nbc.com/The_Tonight_Show_with_Jay_Leno/video/#mea=127576


E muitos....outros...mas é melhor ficar por aqui!  :D


PS: Os vídeos começam sempre com 10 secs de publicidade...
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tiagodandre

Nem de propósito...olha a notícia de hoje:


"A Bola" mantém liderança do "ranking" Netscope

A edição online do jornal "A Bola" manteve em Fevereiro a liderança do ranking Nestcope, com 9,5 milhões de visitas e 35,4 milhões de páginas consultadas. Num mês que marcou a entrada de três títulos da Global Notícias nesta ferramenta da Marktest – que mede os acessos a sites portugueses independentemente do local de acesso –, a edição online do jornal "O Jogo" veio reforçar o domínio dos sites desportivos neste ranking.

Nas segunda e terceiras posições desta tabela surgem agora o site do "Record", com 6,8 milhões de visitas e 27,5 milhões de páginas consultadas, e o site de "O Jogo", com 4,5 milhões de visitas e 14,5 milhões de page-views. Fruto da estreia do desportivo da Global Notícias neste ranking, a edição online do "Público" caiu do terceiro para o quarto posto, com 4,1 milhões de visitas e 23,7 milhões de page-views em Fevereiro.

O "Correio da Manhã" ocupa a quinta posição, tendo registado no último mês 3 milhões de visitas e 16,3 milhões de páginas consultadas. A edição online do Jornal de Negócios surge no sexto lugar, com 2,2 milhões de visitas e 17,4 milhões de page views.

Nos restantes diários, o "Jornal de Notícias" e o "Diário de Notícias" estreiam-se nesta ferramenta nas 12.ª e 13.ª posições, respectivamente: o "JN" com 1,6 milhões de visitas e 5,5 milhões de page-views; o "DN" com 1,3 milhões de visitas e 4,1 milhões de page-views.

Entre os semanários, o conjunto de sites do "Expresso" e o semanário "Sol" ocupam as nona e décima posições, registando praticamente o mesmo número de visitas: 1,677 milhões para a edição online do título da Impresa e 1,673 milhões para o jornal da Cofina.

No que respeita aos sites dos canais de televisão, a SIC é a mais consultada e ocupa a sétima posição do "ranking" netscope, com 2,155 milhões de visitas. No lugar seguinte surge o site da RTP, com 2,135 milhões de visitas.

Publicado 19 Março 2008 19:48
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

aantonio

Citação de: bluexip em Março 19, 2008, 17:03

somos e temos orgulho nisso :)

e uma inveja tremenda de quem não o é.

cumprimentos,
bluexip

Concordo.

"Cabeça que não pensa...tem mais espaço"

Aantónio

aantonio

bluexip,

há pouco utilizei uma citação sua, mas não lhe agradeci a resposta sobre forex, agradecimento tambem devido ao galrito.
Aproveito para tambem agradecer a disponibilidade e os ensinamentos sobre este tema.

Cumprimentos,
Aantónio

npl

Antes de me alongar, gostava de confessar o mea culpa, é que não li a entrevista
completa com Herr Jürgen Stark, porque não estava a perceber metade das coisas envolvidas... pois ainda sou novo nestas andanças.

Quanto aos meios de comunicação dedicarem o grosso do tempo ao fomento da ignorância, adiantarei que eles se limitam a satisfazer a procura e que
a única coisa que me revolta nisso, é ver dinheiros públicos serem gastos em tal ignorância, pois a maior parte das vezes os privados farão o mesmo por menos preço e maior qualidade no que toca à satisfação de tal procura.

Assim revolta-me ver programas tipo "Quem quer ser milionário", onde a taxa de informação passada pelo programa por hora não chega a 1/4 do que poderia perfeitamente ser...E cada segundo são milhões, pagos pelos contribuintes...

Pior ainda é ver futebol nas notícias, mexeriquice social e outros programas do género, financiados com impostos dos contribuintes...

REVOLTANTE !

É esta a visão de emprego estratégico de recursos dos actuais líderes de Portugal?...

Não ponho em causa a validade duma estratégica pública para o fomento da cultura, mas com o tipo de serviço público que temos...Ressalvas sejam feitas
para alguns programas que passam na RTP2 e mais ocasionalmente RTP1.

Pois privatize-se então...Não me admira que a tendência seja essa, pois a realidade inexoravelmente cobra mais tarde ou mais cedo a sua factura.

Basta ver o que aconteceu nos E.U.A com o actual imbecil/ignorante
(que também é criminoso de guerra de acordo com as leis de Nuremberga,
que por acaso são um produto (da justiça) americano(a)...)que  que ocupa casa branca.
O povo americano por muito que trabalhasse nos anos transactos estaria sempre condenado a pagar a factura de tal escolha...Basta comparar a relevância económica mundial dos E.U.A. em 2000 e a que têm hoje...
Era óbvia, a performance como CEO/manager. Afundar tudo em que se metia, excepção feita a um investimento com vista ao fomento da ignorância popular...Quiçá a (única?) área em que possuía algum conhecimento?...

Quanto à revista Maria, gostava de fazer uma ressalva.
A minha Avó costumava comprá-la e uma vez que fui educado por uma família conservadora quando comparado com os meus colegas, não tive muitas mais oportunidades de obter educação sexual para além dessa.
Tenho o dever de reconhecer esse mérito à revista, ou talvez a lacuna do sistema público de ensino...

Quanto ao programa escolar dos Maias, Almeida Garret, etc...
não consegui ler o primeiro(tal era a tortura) apesar de ter tentado várias vezes, o 2º li mas não lhe reconheço mérito algum para além de me ter feito perder horas que podiam ter sido gastas a aprender algo que me cativasse ou me fosse útil(falo numa perspectiva pessoal). A experiência de ler a batalha do Atlântico não era comparável...pois eu quase que não tenho qualquer sensibilidade para as artes...

Assim acabei sempre por ler livros de história, política, etc...O meu forte sempre fora a matemática, e nunca consegui cativar-me significativamente com as letras.

Desconfio desde alguns anos que uma alma/mente científica necessita
de anos para amadurecer para as humanísticas...Também desconfio que
não se pode verdadeiramente apreciar as artes sem dominar a razão,
o espírito científico...Mas é só uma opinião pessoal, talvez a vida me venha responder a tal questão, ou talvez não.

Napoleon: «L'art d'être tantôt très audacieux et tantôt très prudent est l'art de réussir.»