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Bloqueio dos camionistas....Mas será que vivo na República das Bananas?!!

Iniciado por tiagodandre, Junho 12, 2008, 00:07

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tiagodandre

Deixar um pequeno comentário sobre este bloqueio....


1º) Todas as pessoas são livres de fazer greve, desde que a mesma seja convocada...

2º) Todas as pessoas são livres de circular, e quem obriga à paralisação contra vontade ou com recurso a ameaças deve ser punido...

3º) Existem leis para ser cumpridas, e que eu saiba não é permitido andar a cortar estradas a seu belo prazer, ditando quem passa ou não...


Resumindo: Se repararem a maioria dos camionistas que ""aderiram"" ao bloqueio, foi com medo de represálias...pudera, se me impedissem de circular e dissessem..."é melhor encostares o camião senão ainda te mandam para a valeta ou partem o vidro, pois temos """conhecimento"""" ::) que mais à frente andam a atirar pedras"...acho que eu também parava e ficava "solidário"!


Questões: Num país democrático que se diz desenvolvido, faz algum sentido que se permita um bloqueio desta proporção??!! Então quem é que manda no país?...as transportadoras? Será justo causar prejuízos a tantos empresários que não queriam imobilizar os seus camiões para continuar a sua actividade (Leite, legumes, ...)? Será que as transportadoras responsáveis por estes "piquetes de greve" vão pagar esses mesmos prejuízos que causaram?

E afinal de contas quem é que anda a mandar pedras?...pelos vistos não são eles... ::) :o


Enfim....existem limites para tudo...isto não é negociar, é sequestrar o país!!!
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

Algumas notícias...

Governo e ANTRAM chegam a acordo após seis horas de negociações (act.)

O Governo e a Associação Nacional de Transportadores (ANTRAM) conseguiram chegar a acordo, depois de terem estado reunidos durante seis horas. O Ministério liderado por Mário Lino concedeu algumas ajudas, mas de fora ficou o gasóleo profissional.

O presidente da ANTRAM, António Mousinho, anunciou esta tarde que o Governo e a associação chegaram a acordo e revelou as ajudas que o Estado vai conceder. Entre elas não consta o gasóleo profissional.

No próximo ano, os transportadores vão beneficiar de valores de portagens durante a noite e de uma majoração da despesa de combustível para efeitos de IRC, com um mínimo de 20%.

O imposto sobre produtos petrolíferos (ISP) manter-se-á.

O imposto de camionagem vai ficar igual nos próximos três anos mas o preço do transporte de mercadorias vai passara a estar indexado aos combustível. Ou seja, o preço cobrado pelo transporte vai variar consoante a evolução dos preços dos combustíveis.

Os clientes vão passar a ter um prazo máximo para liquidação das facturas aos transportadores, que será de 30 dias, e, em 2009, o os transportadores só terão de pagar o IVA quando os clientes liquidarem as suas facturas.

O Governo estabeleceu ainda medidas de apoio à formação profissional, de renovações de frotas e de abatimento de veículos.

Será ainda criado um grupo de trabalho constituído pelo Ministério da Segurança Social e os transportadores, com o objectivo de adaptar a lei laboral do sector.

De fora do pacote de medidas acordadas ficou o gasóleo profissional.

Publicado 11 Junho 2008  19:52



Crise dos combustíveis
Governo chega a acordo com a ANTRAN


ISP congelado em 2009 e imposto único de circulação para camiões inalterado para os próximos três anos foram algumas das medidas acordadas após seis horas de negociações.

No próximo ano, as transportadoras vão beneficiar de portagens reduzidas, no período nocturno, e de uma majoração da despesa de combustível para efeitos de IRC, com um mínimo de 20%. Para além disso, após seis horas de negociações com o sector, o Governo garantiu também o congelamento do imposto sobre os produtos petrolíferos em 2009 e um imposto de camionagem inalterado para os próximos três anos relativamente aos valores de 2007.

Estas são algumas das medidas acordadas entre a direcção da Associação Nacional dos Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicaçõe, em reunião que terminou pelas 19:00, em Lisboa.
 
O acordo contempla ainda uma indexação do frete ao custo do aumento dos combustíveis, e determina um prazo máximo de 30 dias para pagamento de facturas aos transportadores, com coimas para os casos de incumprimento. Entre as medidas conta-se ainda uma forma especial de pagamento do IVA, já em vigor para o próximo ano fiscal, apoios específicos para a renovação de frotas e para o abate de veículos em fim de vida e também subsídios para a formação profissional.

A reinvindicação de gasóleo profissional não faz parte do acordo obtido entre as partes.

2008-06-11 20:30



Polícias com ordem para remover camiões
 
Bloqueio. O Governo reuniu-se ontem pela primeira vez com as forças de segurança para responder aos efeitos da crise dos camionistas. Deu ordens expressas para que todos os meios sejam accionados a fim de impedir que os camionistas que queiram avançar sejam bloqueados pelos que decidiram parar. (Finalmente ??? :-X)

Executivo reúne-se de emergência para analisar a crise

O Governo esteve ontem reunido pela primeira vez de emergência para analisar os efeitos mais graves da paralisação dos camionistas: ruptura no abastecimento em bombas, sobretudo na região de Lisboa, e falta de produtos essenciais nas cadeias de distribuição. De acordo com o que apurou o DN, o Governo de Sócrates aproveitou a reunião da Comissão de Planeamento Energético de Emergência (CPEE) - coordenada pelo Ministério da Economia - para convocar também as forças de segurança e definir orientações para o dia de ontem e hoje, caso os protestos se agravem.

Na reunião, onde estiveram os ministros da Economia, das Obras Públicas e o secretário de Estado da Administração Interna, as forças de segurança receberam ordens espe- cíficas travar qualquer bloqueio de estrada e para escoltar todos os camiões que se destinassem ao abastecimento do aeroporto, postos de gasolina considerados prioritários, empresas de transportes públicos e viaturas de organismos do Estado, como das próprias forças de segurança e de socorro. "Se houver camiões que tentem marchas lentas ou impedir a circulação de outros e até bloqueá-los, as forças de segurança têm ordens para actuar com gruas e reboques para os remover. Se houver apedrejamento, quem for apanhado será detido", referiu ao DN fonte presente no encontro. Até ontem, tais ordens não tinham chegado aos operacionais, já que o próprio Executivo acreditava que o protesto não viesse a atingir tais proporções, até porque tinha esperança num acordo com a associação do sector, a ANTRAM. (Epá sem palavras...só agora???)

A reunião começou por volta das 12.00 e durou até ao início da noite. A partir de hoje, as forças de segurança vão estar em peso nas estradas, "com mais visibilidade", disseram-nos. À entrada de Lisboa e do Porto, vão estar unidades especiais da PSP, corpo de intervenção, brigadas de intervenção rápida e Divisão de Trânsito. Nas estradas, a GNR tem preparados efectivos do Batalhão Operacional e da Brigada de Trânsito. Mas já ontem, a partir das 13.00, as forças de segurança tiveram que reforçar os efectivos nas ruas, colocando elementos em pontos estratégicos para evitar o apedrejamento aos veículos que quisessem avançar em direcção a Lisboa. (Isto e Liberdade????...apedrejar quem quer trabalhar? :-X)

Foi nesta reunião que o Governo definiu finalmente as prioridades as prioridades em matéria de abastecimento de combustível.

Ontem à noite, segundo a Anarec (associação de revendedores) havia já muitos postos vazios em Lisboa, Oeiras, Carnaxide, Amadora, Algarve e Coimbra. A situação foi agravada pela corrida às bombas vivida ontem e a Anarec admite que o "país pode parar" dentro dois dias. Mas, neste momento, aeroportos, transportes públicos e serviços de socorro são as prioridades. A lei nestes casos, diz que o abastecimento terria que ser garantido a, pelo menos, 10% da rede das gasolineiras a nível nacional (cerca de 200 postos).

O reforço da resposta policial é uma reacção, para muitos tardia, à continuação das acções de protesto e piquetes, não obstante a comissão que liderava esta paralisação ter acordado na véspera com a ANTRAM suspender a acção até sexta-feira, por considerar que os resultados das negociações com o Governo eram animadores. Fontes contactadas pelo DN admitem que o Executivo desvalorizou o problema, concentrando-se em negociar soluções com o sector sem se preocupar com os efeitos do protesto. A expectativa, dizem outras fontes, é de que houvesse um acordo mais cedo que desmobilizasse os camionistas, o que não aconteceu. Ontem à noite havia esforços nesse sentido.



Transportes de mercadorias
AEP apela ao fim imediato das paralisações


O conselho de administração da Associação Empresarial de Portugal (AEP) mostra-se preocupado com "as paralisações que industriais do sector dos transportes de mercadorias vêm protagonizando, à margem da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e do diálogo encetado com o Governo tendente à resolução dos principais problemas com que, nos últimos tempos, o sector se debate", refere a AEP em comunicado.

Segundo a AEP, "os bloqueios e movimentações que, fora do quadro de um desejável diálogo social e, mesmo, das leis da República, têm sido promovidos desde a passada segunda-feira, dia 9, afectam gravemente a livre circulação de pessoas e bens de primeira necessidade, matérias-primas e produtos acabados e estão já a ter consequências negativas nas famílias e, muito especialmente, nas empresas e na economia nacional".

Além dos prejuízos decorrentes das muitas toneladas de produtos perecíveis que várias explorações agrícolas e agro-pecuárias estão a ser forçadas a desaproveitar, "com graves consequências ambientais", a AEP salienta que há já um número não negligenciável de indústrias com dificuldades, que podem mesmo "vir a pôr em causa milhares de postos de trabalho" por não possuírem matéria-prima para continuar a laborar ou por não poderem cumprir com as entregas contratadas com os seus clientes.

"Deste modo e tendo-se verificado já um acordo entre o Governo e a ANTRAM, associação empresarial representativa do sector, o Conselho de Administração da AEP vem publicamente apelar aos industriais de transportes envolvidos nas paralisações e demais partes interessadas, para colocarem os superiores interesses de Portugal à frente de tudo o resto, pondo fim imediato à acção lesiva da economia portuguesa que têm levado a cabo", conclui o comunicado.

Publicado 11 Junho 2008  22:06


QUEM PAGA ESTA FACTURA????!!!! :-X :-X :-X >:( >:( >:(
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

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Miggaio

Boa noite,

concordo com tudo o que disse Tiago.

Gostaria de colocar só mais uma questão:

se num determinado bairro, um qualquer Grupo começa de alguma forma a controlar os acessos ao mesmo, são uma cambada de delinquentes que queiram controlar o negócio da droga ou quaisquer outros ilegais.
O que se faz neste país?... atiçam-se umas dúzias de policias e aí vão os "Bate-e-Foge" dar umas pauladas e matar saudades dos velhos tempos.

Nesse mesmo país, um grupo profissional, organizado e mandado sabe-se lá por quem, julga-se no direito de não circular (direito legitimo) e de não permitir que outros o façam bloqueando assim um país, e a policia faz o quê?... assiste impávida e serena como se se tratasse de um qualquer protesto com bombos e cartazes a descer a Avenida da Liberdade.

Este é o único grupo profissional ao qual é permitido este tipo de atitudes ou haverá outros? (Ora Srs. policias aqui está uma forma de protesto que também poderiam aproveitar. Qual greve de zelo qual quê?

Cps,

Miggaio


NOTA: quando refiro "policias" não quero com isto fazer quaisquer ataques à Classe, mas sim quem nela manda.    

Mr.X

Tal como com os pescadores, o que vale neste pais é ser coitadinho.
Esses Sr.s (camionistas e transportadoras) celebram contratos para transportarem mercadoria, sem que os valores dos transportes sejam indexados ao preço do combustivel (provavelmente quando os celebraram os combustiveis estavam em niveis inferiores e pensaram que tinham conseguido um bom contrato), devido a ignorância ou expectativas erradas em relação ao mesmo (de qualquer forma a gestão é PÉSSIMA).

Os combustiveis sobem e o governo (governo == a toda a população portuguesa, é importante que se perceba isso,porque as pessoas falam do governo como se o dinheiro fosse do Sócrates e não de todos nós portugueses) é que tem de os ajudar porque coitadinhos não conseguem fazer face aos custos...

Penso que a seguir vamos todos também fazer greve, porque fizemos contratos para compra de habitação comos juros a um valor e como agora também subiram muito, também queremos um subsidio para conseguir fazer face as despesas, afinal também somos portugueseses e também trabalhamos para sobreviver (eu pelo menos trabalho).

E a seguir, também vamos nos colocar em frente aos stands da Mercedes e da Porche, porque como não tenho dinheiro para comprar um, acho que os outros tambémnão o devem poder comprar, e isto, porque estou a defender os interesses também daqueles que querem comprar os Mercedes e os Porches.

Esta foi das poucas vezes, reconheci valor aos politicos, pois todos (PSD, CDS e BE) foram unanimes que é intoleravel o que os Sr.s Camionistas estão a fazer, apenas o PCP acha "normal" esta atitude.

Só fico a pensar no companheirismo e solidariedade deles para com aqueles que têm os camiões parados e com produtos frescos que vão ter de ir para o lixo, por não serem despachados. Esses de certeza que são portugueses de 2ª...

Cumprimentos,
Mr.X

tiagodandre

Miggaio e Mr.X ...como é lógico, concordo com o que disseram...

Eu nem quis alongar-me mais no comentário (porque havia muito mais a dizer),...

Acho inacreditável como é que esta situação decorreu com tanta passividade das autoridades...

"Se houver camiões que tentem marchas lentas ou impedir a circulação de outros e até bloqueá-los, as forças de segurança têm ordens para actuar com gruas e reboques para os remover. Se houver apedrejamento, quem for apanhado será detido", referiu ao DN fonte presente no encontro. Até ontem, tais ordens não tinham chegado aos operacionais, já que o próprio Executivo acreditava que o protesto não viesse a atingir tais proporções, até porque tinha esperança num acordo com a associação do sector, a ANTRAM."

...então mas que m**** de país é o nosso? Os "operacionais" deixaram de conhecer as leis???...Não sabia que era permitido andar nas auto-estradas a mandar parar os veículos para "inspeccionar" a sua carga!!??...e a "persuadir" à sua imobilização!!...mesmo em frente a esses "operacionais"...

Epá, desculpem lá a minha exaltação mas este assunto já me anda a fazer muita confusão!! :-X


Cump. e Boa Noite.
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tiagodandre

Que novidade...o que impede agora os Taxistas, Agricultores,...de se chegarem à frente também?...

Taxistas convocam reunião nacional para debater aumento dos combustíveis
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=320070

Já viram ultimamente que se pressionarem, o governo cede...estou a pensar em apedrejar também uns camiões, pode ser que o governo também me dê uns milhões, o meu orçamento também diminuiu com o aumento dos combustíveis... :o ::)

As coisas a continuarem assim, corremos para o caos, devem analisar bem a triste figura que o país passou nestes últimos dias...e quem sofreu prejuízos por ter sido "sequestrado" na via pública, deve ser indemnizado...

Quem paga a factura???...pois as autoridades estavam presente e têm de servir como testemunha em processos de indemnização! Quem se responsabiliza pelos "colaterais"?? As transportadoras que organizaram o boicote ou o Governo?
É justo que sejam os comerciantes que nada tinham a ver com o boicote, e que foram obrigados a encostar, tendo em conta os avisos/ameaças e face à passividade dos operacionais de segurança??

Sem palavras... :-X Vou mas é comer uma banana... ::)
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tiagodandre

(News):

Paralisação terminada depois de acordo "possível" com o Governo

As três centenas de transportadores presentes na Batalha suspenderam hoje de madrugada a paralisação de camiões, depois do acordo "possível" com o Governo, e dizem esperar que a normalização de combustíveis e mercadorias seja resposta em 24 horas.

Foi também aprovada a criação de uma nova associação para o sector mas as conquistas negociais com o Governo não são consensuais para muitos empresários.

Em causa está o facto da maioria das medidas de apoios ao sector já terem sido aprovadas na segunda-feira mas, na ocasião, um grupo de camionistas do Carregado, liderados por Silvino Lopes, não acatou a decisão da comissão que fora eleita no sábado numa reunião magna, no sábado.

"Adiou-se a paralisação por mais 48 horas e o que ganhamos? A morte de uma pessoa e camiões vandalizados", desabafou Jorge Lemos, um dos elementos eleitos da comissão que negociou com o Governo o pacote de medidas e que foi apresentado como uma conquista negocial.

Esta noite, o porta-voz do movimento dos transportadores presentes, António Lóios, rejeitou essas acusações, sustentando que foi conquistado o "respeito do Governo" para o sector.

Os transportadores presentes "tomaram a decisão de começar a negociar com o Governo uma série de medidas de acordo com necessidades que o sector merece". Só após a insistência dos jornalistas é que António Lóios explicou algumas das medidas, entre as quais a possibilidade dos empresários só virem a pagar o IVA ao Estado após boa cobrança.

No entanto, essa medida não está prevista no acordo celebrado quarta-feira com a tutela, explicou outra fonte do movimento.

Quando à questão do preço dos combustíveis, António Lóios considerou que a proposta do Governo foi a "possível" e um sinal de respeito "do sector com a dignidade que ele merece".

"Há uma abertura do Governo para negociar connosco", limitou-se a dizer o empresário, salientando que este "movimento espontâneo" de transportadores foi considerado o "parceiro legítimo" na discussão.

Agora, António Lóios espera que em 24 horas os abastecimentos de combustíveis e de mercadorias sejam repostos com normalidade, tendo sido já avisados os piquetes para desmobilizar.

Na reunião da Batalha, os transportadores aprovaram a criação de uma nova estrutura associativa, depois da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) se ter demarcado deste protesto que paralisou o País durante três dias.

"O Governo entendeu e muito bem, em sede própria, que esta organização tinha legitimidade para negociar", acrescentou António Lóios, que foi nomeado quarta-feira porta-voz do movimento, sucedendo a Silvino Lopes, um pequeno empresário do Carregado.

Para Silvino Lopes, que integrou a primeira comissão eleita na reunião do fim-de-semana, o prolongamento da paralisação acabou por compensar o sector, já que algumas das questões "ficaram mais bem esclarecidas".

"Abriu-se uma porta. Penso que valeu a pena ter esperado porque houve medidas que não estavam sequer pensadas e agora estão a ser ponderadas", explicou Silvino Lopes, rejeitando as queixas feitas por alguns transportadores que acusam os promotores de terem prolongado a paralisação para forçar a criação de uma nova associação sectorial. "Isso é uma falsa questão.

A ANTRAM é que se demarcou de nos representar e felizmente tivemos um ministro que contactou um cidadão, que sou eu, e que tinha voz activa nos piquetes" espalhados pelo País.

"Penso que ganhámos todos, quem perdeu foi a ANTRAM", acrescentou.

Publicado 12 Junho 2008  10:34



Crise dos combustíveis
Mário Lino mostra-se satisfeito com o fim da crise dos transportes


O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, disse hoje estar satisfeito pelo facto da paralisação de três dias dos transportes "ter terminado bem", já que "poderia ter terminado mal" e foi resolvida de modo relativamente rápido.

Ao falar durante a conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros, e citado pela agência Lusa, Mário Lino afirmou que "nós conseguimos, mantendo uma grande serenidade e sentido de responsabilidade, numa matéria que não é fácil de gerir, num curto período de tempo encontrar um entendimento com as entidades empresariais do sector rodoviário e de mercadorias".

O governante precisou que o entendimento "foi no sentido de encontrarmos um conjunto de medidas concretas, definidas, quantificadas, que permite reduzir substancialmente os impactos do aumento dos preços dos combustíveis no sector do tranporte rodoviário de mercadorias e fazê-lo sem que isso afecte a saúde das contas públicas e a nossa economia".

"Isso foi feito com êxito, depressa, e permitiu-nos chegar ao fim com um novo quadro", disse, sublinhando que o governo, desde o início, "havia reiterado que o caminho [solicitado pelas associações] do gasóleo profissional e da redução dos impostos estava vedado".

"Isso era mau para as contas públicas e era uma ilusão na sua contribuição para a resolução do problema que se punha ao transporte terrestre e, portanto, isso não era o que importava fazer", declarou.

Mário Lino disse que, por esta razão, "fiquei satisfeito porque as associações e o sector comprenderam a posição do governo e foi posíovel chegarmos a acordo sobre outras medidas com impacto positivo".

Segundo o ministro, "a maior parte dessas medidas tem um impacto positivo porque ajudam o sector a modernizar-se e a ser mais eficiente e mais competitivo, porque são medidas a favor da melhoria da frota, do abate da frota que está envelhecida, de introdução de equipamentos (filtros de ar que limitm a poluição), e que permitem adoptar novos motores com menor consumo, para além da formação dos motoristas".

Mário Lino afirmou também que o executivo "tinha perfeita consciência que esta situação tinha de ser rapidamente ultrapassada".

"O governo priviligiou, em primeira mão, a fórmula do diálogo e do acordo", disse o ministro, sublinhando que "essa foi possível".

2008-06-12 15:15



Debate quinzenal na AR
Sócrates afirma que Portugal "fez a aposta certa" na gestão da crise dos transportes


O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que o acordo conseguido entre o Governo e os transportadores de mercadorias é positivo e a prova de que "o país fez a aposta certa na gestão desta crise".

Ao falar durante o debate quinzenal de hoje na Assembleia da República (AR) que tem lugar esta tarde com os combustíveis como tema, José Sócrates afirmou que "a solução encontrada prova que o país fez a aposta certa na gestão desta crise".

Para o primeiro-ministro, o acordo alcançado esta madrugada entre Governo e os transportadores é positivo porque "pôs fim a uma situação muito preocupante, que punha em causa a liberdade de circulação de pessoas e bens, o direito ao trabalho e o abastecimento do país em domínios tão fundamentais como os medicamentos, os bens alimentares  e os combustíveis".

O chefe do Governo sublinhou também que o acordo "permite pôr em prática algumas medidas de apoio a um sector crítico para o conjunto da economia e a segurança e bem-estar das populações, um sector particularmente penalizado pela escalada do preço do petróleo".

Sócrates notou também que o entendimento "respeita a orientação essencial do Governo de não sacrificar a disciplina orçamental e a consolidação das contas públicas".

"O Governo não se desvia do seu rumo e recusa-se a colocar interesses particulares acima do interesse geral", disse.

Embora admita que "o direito de manifestação e de protesto pacífico e o recurso a formas de luta como a paralisação e a greve são, nos termos legais, inteiramente legítimos", Sócrates sublinhou que "o Estado de direito não pode pactuar com a chantagem, a intimidação e a violação dos direitos e liberdades dos outros".

"O que mais me chocou, e quero aqui lamentar, foi a perda de uma vida humana", disse o primerio-ministro, relembrando o atropelamento fatal de um camionista em Torres Novas.

Notando que "o bom senso e a vontade de dialogar" prevaleceram, Sócrates disse que o acordo evitou que o Governo fizesse recurso, "como iria recorrer", aos meios necessários para garantir a liberdade de circulação e garantir o abastecimento de bens essenciais a todos os portugueses.

Fonte do executivo tinha avançado à Lusa que o Governo se preparava para aplicar hoje a requisição civil, em reunião do Conselho de Ministros, caso as empresas de transporte de mercadorias mantivessem a paralisação.

2008-06-12 15:35



Redução de portagens para camiões vigora por seis meses antes de voltar à discussão

A redução das portagens para os transportadores rodoviários de mercadorias acordada quarta-feira com as concessionários vigorará por seis meses e voltar a ser discutida no final desse prazo, disse hoje o ministro dos Transportes.

O acordo alcançado com os transportadores rodoviários de mercadorias e os concessionários de auto-estradas para redução de 50% das portagens entre as 22:00 e as 07:00 horas será pago pelas concessionárias, afirmou o ministro dos Transportes, Obras Públicas e Comunicações, Mário Lino.

"Eles concordaram com isso, a expensas dos concessionários, que irão suportar isso durante seis meses", afirmou o ministro, em conferência de imprensa após a reunião do conselho de ministros,

Ao fim de seis meses "far-se-á um balanço", acrescentou Mário Lino.

Entre segunda e quarta-feira, as empresas de transportes rodoviários paralisaram em todo o país, interrompendo abastecimentos de vários produtos, cujos efeitos mais visíveis se fizeram sentir nos postos de combustíveis e nos supermercados. 

Publicado 12 Junho 2008  15:46
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tiagodandre

Nem por acaso...uma opinião no JN:


Publicado 12 Junho 2008  16:08 
João Cândido da Silva
[email protected]


Pesados e ligeiros
 
Há episódios que fazem desconfiar se em Portugal vigora um Estado de Direito. Quando camionistas dispostos a arrancar apoios subtraídos ao dinheiro dos contribuintes impedem colegas seus de cumprirem compromissos profissionais, no uso legítimo da liberdade de não aderirem ao protesto, esperava-se que as autoridades fossem menos tolerantes. Mas não foi isso que sucedeu nos últimos dias.

Perante a passividade de quem devia proteger os cidadãos, já se assistiu a suficientes eventos para se acreditar que há lei mas não há vontade ou capacidade para a impor. Vai havendo um pouco de tudo. Desde a destruição, impune, de uma plantação de milho transgénico à barbaridade da inutilização, na lota de Matosinhos, de peixe que estava destinado a ser entregue a instituições de solidariedade social.

Durante o bloqueio dos camionistas, veículos foram apedrejados e bens perecíveis foram colocados em risco de esgotarem a sua validade. Um pouco por todo o lado, imperou a lei do mais forte. E o mais forte foi, neste caso, o grupo de camionistas que preferem o conforto das ajudas públicas a adaptarem-se, como as empresas de outros sectores e as famílias, às mudanças que se operam no mercado. Quanto mais o Estado se demite das responsabilidades de proteger a propriedade e a paz pública, maior o poder de quem tenta impor os seus pontos de vista através da chantagem e da ameaça de paralisar toda a sociedade.

Entre as patuscadas à beira da estrada, os intervalos na agitação para ver os golos de Cristiano Ronaldo e companhia e as ameaças dos camionistas de optarem por meios de pressão mais expeditos, o Governo decidiu actuar com cautela. Optou por manter negociações e avaliar a possibilidade de fazer cedências, deixando a corda esticar. A escassez de bens alimentares e de combustíveis foi a factura que o País foi forçado a pagar pelo bloqueio e pelo cuidado do Executivo em evitar que o uso da força para restabelecer a normalidade significasse o resvalar da situação para o confronto e a violência. A faca tem dois gumes. É útil para preservar a imagem do Governo no imediato, mas planta um factor de desmoralização que envenena a confiança nas instituições, ao criar o sentimento de que o Estado é forte com os fracos e fraco com quem tenha os meios para aparentar ser forte.

Estas histórias costumam terminar com decisões ligeiras que abrem os cordões à bolsa dos recursos que, por serem públicos, não são de ninguém. No célebre "buzinão" que abanou o último Governo de Cavaco Silva, o conflito só foi superado quando a lógica sensata da aplicação de taxas mais elevadas a veículos que, por serem da categoria de pesados causavam mais desgaste na Ponte 25 de Abril, foi atropelada sem apelo, nem agravo. Desta vez, não será diferente.

Entre abatimentos no IRC, a possibilidade de apenas liquidar o IVA quando as facturas são pagas e outros benefícios saídos dos generosos bolsos dos contribuintes, espera-se que tudo regresse à normalidade. Espera-se. Porque nada impede que, perante a previsível persistência da cotação do petróleo a níveis elevados, outros sectores, ou os mesmos, não venham a tentar a sua sorte, animados pelos bons resultados alcançados pelos camionistas. P.S. - Num lapso infeliz, o Presidente da República chamou "dia da raça" ao Dia de Portugal. A "gaffe" vale o que vale. Isto é, muito pouco como facto político e alguma coisa como elemento a incluir no balanço entre os momentos bons, maus e anedóticos do mandato de Cavaco Silva em Belém. Para o Bloco de Esquerda e o PCP, o deslize é de elevadíssima relevância, mesmo numa conjuntura nacional e internacional de dificuldades alarmantes. Não admira. O mundo até poderia ruir que, entre os escombros, seria sempre possível encontrar algum militante daqueles partidos em busca do mais vago aroma a fascismo.

"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

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tiagodandre

Bem, bom fim-de-semana prolongado para quem é de Lisboa...

Cuidado com as estradas...deve haver por aí muitas pedras... ;)


Cump. e BN.
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Quim

Vago aroma tem.
Teria aroma mais do que vago se o Sr. Presidente nos tivesse habituado a capacidades
intelectuais de maior qualidade.
Assim não tem - é óbviamente um deslize sem importância que não põe em causa a sua seriedade democratica.
cumprimentos,
Quim

luislp

boa tarde,

Não vivemos na Republica das bananas, mas vivemos desde há muito na republica dos bananas.
somos quase todos explorados, mas deixamo-nos estar. Continuamos e continuaremos todos a ser os bananas deste país.


P.S. nao quero dizer com isto que estou de acordo com tudo o que se passou no bloqueio.

portela

Não comento as causas nem o desfecho desta vergonhosa telenovela que quase parou o País por completo.

No entanto...o chefe de estado que veio a público explicar o facto de ter fumado um cigarro num avião fretado, prometendo deixar de fumar foi o mesmo que passados 3 dias de grave e intensa crise, acalma a seu sociedade civil com o seu silêncio....

dá que pensar...