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Snow diz que a integração dos mercados financeiros é a chave para a Europa

Iniciado por notiCIas, Junho 14, 2005, 13:04

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Snow diz que a integração dos mercados financeiros é a chave para a Europa

O secretário do Tesouro dos EUA, John Snow, alertou a União Europeia de que a integração dos mercados financeiros é a chave para um crescimento económico forte e que os 25 países que constituem a UE devem reduzir a burocracia, unir os mercados de capitais e encorajar as fusões e aquisições.

John Snow disse que mais consolidação e menos regulamentação deve ajudar as empresas a crescerem e a apoiar a economia europeia, depois de ter ficado aquém dos EUA em 12 dos últimos 13 anos.

«Mais integração dos mercados financeiros da UE é uma das reformas estruturais» que podem promover o crescimento da região, afirmou o responsável.

O responsável acrescentou ainda que a regulação e a supervisão realizada na região tem um carácter nacional, o que acaba por encarecer e dar origem a um uso de recursos ineficiente. «Se 25 supervisores diferentes implementarem 25 directivas diferentes, a promessa de um mercado financeiro mais integrado na UE não será realizada».

Estas declarações surgem dois dias depois do UniCredito Italiano ter chegado a acordo para comprar o banco alemão HVB, por 19,2 mil milhões de euros, numa operação que passará a ser a maior fusão de sempre entre dois bancos de países europeus diferentes.

John Snow disse que a UE precisa de promover o crescimento, a criação dos postos de trabalho e criar melhores condições de vida para os 450 milhões de cidadãos da região.

O responsável recusou comentar se os resultados dos referendos à Constituição Europeia, chumbada pela França e pela Holanda, vão prejudicar o euro a longo prazo. «Nunca comento as moedas de outras pessoas», disse.

Depois dos resultados dos referendos, que reflectem uma perda de confiança na liderança política europeia, Snow disse que enquanto «a Europa encontra o seu caminho, é crucial que o faça rapidamente».

«Um crescimento económico fortalecido requer reformas estruturantes profundas», acrescentou. «O que é preciso é claro, acção concreta. A América quer e precisa de uma Europa dinâmica, vibrante».

Os serviços financeiros estão fragmentados na Europa devido a burocracias e proteccionismos governamentais disparatados o que cria desvantagens competitivas em relação aos EUA que tem mais 45% de aquisições que a Europa do que o total dos países da região nos últimos cinco anos até Abril, segundo a Bloomberg.

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