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A questão do momento - Recessão nos EUA!!!

Iniciado por helbar, Fevereiro 11, 2008, 00:26

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helbar

27-02-2008


Na esfera macro-económica salientamos a divulgação nos EUA das encomendas de bens duradouros relativas ao mês de Janeiro as quais recuaram 5,3%, o que compara com a redução de 4% em que se situava a projecção média da comunidade de analistas. Já o mesmo indicador, excluindo transportes, observou uma contracção de 1,6% igualmente inferior aos -1,4% antecipados pelo mercado. Destacamos igualmente as vendas, no mesmo mercado, de 588 mil novas habitações em Janeiro, um registo inferior aos 600 mil estimados. Uma última nota para as reservas semanais petrolíferas que verificaram um incremento de 3.231 mil barris, superior aos 2.700 mil perspectivados.

Research
Banco BiG

helbar

27-02-2008


Bernanke volta a sinalizar descida nos juros

Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos, voltou hoje a afirmar que a autoridade monetária vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para evitar que a economia americana entre em recessão.

Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos, voltou hoje a afirmar que a autoridade monetária vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para evitar que a economia americana entre em recessão. Num discurso proferido hoje, Bernanke adiantou que a Fed vai agir "da forma adequada" para contrariar os "riscos" de baixo crescimento da economia americana.
O Comité da Fed vai "avaliar cuidadosamente as informações sobre a economia americana e irá agir de uma forma adequada e necessária para suportar o crescimento económico", disse Bernanke.
As declarações do presidente da Fed vêem confirmar as expectativas do mercado que a Reserva federal vai baixar os juros de forma agressiva para combater o cenário cada vez mais provável de uma recessão na maior economia do mundo.
Esta expectativa está a ter uma forte influência no mercado cambial, com o euro a atingir hoje um novo recorde contra o dólares, acima dos 1,51 dólares.
O mercado está já a antecipar que a Fed vai descer os juros em 50 pontos base na próxima reunião de 18 de Março, especulando ainda que pode reduzir o preço do dinheiro para 1% ainda este ano. Em 2008 a Fed já desceu os juros em 2,25 pontos percentuais, até aos actuais 3%.
J.Negócios

helbar

28-02-2008


Mais dados negativos da economia americana.

- PIB 4Q subiu o,6 %, quando no 3º trimestre cresceu 4,9 %
- Semana passada os subsídios de desemprego subiram para os 373.000 (acima dos 400.000 consideram muito negativo)



No quarto trimestre
Economia norte-americana cresce menos do que o previsto


A economia norte-americana cresceu a um ritmo anual de 0,6%, menos do que o previsto, a reflectir estimativas reduzidas para os gastos e construção do país.

A economia norte-americana cresceu a um ritmo anual de 0,6%, menos do que o previsto, a reflectir estimativas reduzidas para os gastos e construção do país.

O avanço de 0,6% do Produto Interno Bruto entre Outubro e Dezembro segue-se a um crescimento de 4,9% no terceiro trimestre, segundo dados do Departamento do Comércio.

Os economistas consultados pela Bloomberg esperavam um crescimento de 0,8%.

A confiança dos consumidores caiu e a queda do mercado habitacional tem-se intensificado em 2008, aumentando os receios de uma recessão norte-americana.

O presidente da Reserva Federal (Fed), Ben Bernanke, assinalou ontem que está preparado para reduzir uma vez mais os juros.

O Comité da Fed vai "avaliar cuidadosamente as informações sobre a economia americana e irá agir de uma forma adequada e necessária para suportar o crescimento económico", disse ontem Bernanke.

As declarações do presidente da Fed vêem confirmar as expectativas do mercado que a Reserva federal vai baixar os juros de forma agressiva para combater o cenário cada vez mais provável de uma recessão na maior economia do mundo.





Pedidos de subsídio de desemprego voltam a aumentar nos Estados Unidos

O número de pedidos de subsídio de desemprego aumentou mais do que o esperado na semana passada. No total, o número de pedidos subiu pela segunda semana consecutiva para o valor mais elevado desde Outubro de 2005.

O número de pedidos de subsídio de desemprego aumentou mais do que o esperado na semana passada. No total, o número de pedidos subiu pela segunda semana consecutiva para o valor mais elevado desde Outubro de 2005.

Na semana terminada a 23 de Fevereiro, o número de pedidos de desemprego aumentaram em 19 mil para 373 mil. Os economistas esperavam um aumento para 350 mil pedidos. As empresas norte-americanas, dos mais variados sectores, continuam a reduzir o número de postos de trabalho na sequência do abrandamento económico e da crise do sector imobiliário.

O abrandamento do mercado laboral está a enfraquecer os gastos privados, responsáveis dois terços da economia norte-americana.

(J.Negócios)



helbar

29-02-2008



Gastos dos consumidores nos EUA aumentam 0,4%

Os gastos dos consumidores nos EUA aumentaram mais do que o previsto em Janeiro, reflectindo uma subida nos preços que está a prejudicar o poder de compra dos norte-americanos.

O ganho de 0,4% segue-se a uma subida de 0,3% em Dezembro, anunciou hoje o Departamento do Comércio. Os economistas consultados pela Bloomberg esperavam um avanço de 0,2%.
O indicador utilizado pela Reserva Federal para a antecipar a evolução da inflação aumentou 0,3%, o máximo em quatro meses. Ajustando à subida dos preços, os gastos estagnaram pelo segundo mês consecutivo.
Os salários aumentaram 0,3%, depois de terem crescido 0,5% no mês passado

Confiança dos consumidores americanos diminui em Fevereiro

O índice de confiança dos consumidores americanos caiu 7,6 pontos no mês de Fevereiro devido ao aumento da inflação e à diminuição do mercado de trabalho.


O índice de confiança dos consumidores americanos, elaborado pela Reuters e a Universidade do Michigan, diminuiu 7,6 pontos para os 70,8 pontos, o que compara com os 78,4 pontos registados no mês de Janeiro, de acordo com a Bloomberg.
Apesar da queda do índice, o valor superou a estimativa dos economistas que previa que o índice assumisse os 69,6 pontos.
No mês de Janeiro a economia norte-americana registou o primeiro aumento do desemprego em quatro anos, o que a conjugar com os elevados preços da gasolina estão a levar os consumidores a diminuir a confiança, não só na economia, mas também nas suas situações financeiras.
O presidente da Reserva Federal (Fed) Americana, Ben Bernanke, afirmou esta semana que poderá existir um novo corte das taxas de juro para evitar que a maior economia do mundo entre em recessão.
"São um conjunto de factores a atingir os consumidores: elevados custos de energia, elevados custos de alimentação, abrandamento do mercado laboral e diminuição dos valores das casas" afirmou Joseph LaVorgna, economista chefe do Deutsche Bank, citado pela agência noticiosa norte-americana.




[u]AIG regista prejuízos superiores a 3 mil milhões de euros devido ao "subprime"[/u]

American International Group (AIG), a maior seguradora do mundo, anunciou prejuízos de 5,29 mil milhões de dólares (3,5 mil milhões de euros) no quarto trimestre, depois de ter contabilizado amortizações de activos devido a perdas relacionadas com a crise de crédito de elevado risco.

Os prejuízos verificados pela AIG estão relacionados com a amortização de activos no montante de 11,1 mil milhões de dólares (7,34 mil milhões de euros) de derivados associados aos créditos de elevado risco.
As acções da AIG reagiram em queda acentuada. Os títulos desciam 3,91% para os 31,74 euros, no mercado alemão.


Bolsas norte-americanas afundam mais de 2% com previsões da UBS

As acções americanas fecharam em queda acentuada, depois da UBS ter estimado que o sector financeiro deverá registar novas perdas relacionadas com o mercado de crédito que poderão ascender a 600 mil milhões de dólares. O Dow Jones perdeu 2,51% e o Nasdaq desceu 2,58%.

O índice Dow Jones [Cot] cotou nos 12.266,39 pontos enquanto que o Nasdaq [Cot] negociou nos 2.271,48 pontos.

A pressionar as bolsas norte-americanas esteve a American International Group (AIG), a maior depois dos resultados do quarto trimestre terem apresentado o maior prejuízo da sua história. A AIG apresentou um prejuízo líquido de 5,29 mil milhões de dólares (3,5 mil milhões de euros) no quarto trimestre de 2007.

A Dell, a segunda maior fabricante de computadores, afundou 4,65% para os 19,90 dólares, depois do resultado líquido da empresa ter diminuído 6% para os 679 milhões de dólares (448,89 milhões de euros).

O Citigroup desvalorizou 5,28% para os 23,69 dólares, uma tendência registada pelo segundo dia consecutivo.

(J.Negócios)






helbar

3-03-2008


Mais alguns dados que confirmam o abrandamento económico norte-americano:


Produção industrial norte-americana registou uma nova quebra, em Fevereiro, verificando-se uma contracção do índice pela segunda vez em três meses.

O índice do Instituto norte-americano ISM registou no mês passado uma leitura de 48,3%, o que significa uma diminuição, contra a leitura de 50,7% verificada em Janeiro. Apesar de tudo, esta quebra foi inferior à temida pelos analistas, que esperavam um recuo para os 49%.

Uma leitura do índice ISM acima dos 50% significa que o sector industrial norte-americano está em expansão, uma inferior a este valor indica uma contracção.

A mesma fonte adiantou que os maiores recuous foram registados nos componentes do Emprego (que passou de 47,1% em Janeiro para os 46% em Fevereiro) e das Novas Encomendas (de 49,5% em Janeiro para 49,1% em Fevereiro), sendo que o único componente que registou uma expansão foi o dos Preços Pagos, que atingiu os 75,5%.

O instituto ISM nota que a maior preocupação do sector manufactureiro norte-americano é o auimento dos preços e a quebra do volume de negócios.




Gastos na construção nos EUA caem o máximo de 14 anos

Os gastos na construção nos EUA, no mês de Janeiro, caíram o máximo de 14 anos devido à queda do mercado habitacional e ao abrandamento da construção de hotéis e auto-estradas.
A diminuição das despesas de construção foi de 1,7%, valor superior às estimativas dos analistas. No mês de Dezembro a redução tinha sido de 1,3% afirmou o Departamento do Comércio em Washington, de acordo com a Bloomberg.
Os analistas contactados pela agência noticiosa norte-americana estimavam uma redução de 0,7%.
A construção habitacional apresenta uma redução pelo terceiro ano consecutivo devido à redução das vendas e ao crescimento dos inventários. Os construtores diminuíram a construção de novos projectos para tentar reduzir o número de casas por vender.
Também as restrições ao financiamento e a diminuição da procura estão a contribuir para a redução da construção.
"Neste momento temos um ambiente de investimento muito reduzido" afirmou Joseph Brusuelas, economista chefe da IDEAglobal, citado pela agência noticiosa norte-americana.




Oferta de Buffett às seguradoras de emissões obrigacionistas "já não está em cima da mesa"

O milionário Warren Buffett anunciou hoje em entrevista ao canal de televisão americano CNBC, citada pela agência Bloomberg, que a sua oferta para ressegurar 800 mil milhões de dólares (527 mil milhões de euros) de dívida municipal das seguradoras de emissões obrigacionistas MBIA, Ambac Financial Group e FGIC "já não está em cima da mesa".


A oferta foi lançada a 12 de Fevereiro pelo segundo homem mais rico dos EUA sobre as principais seguradoras de emissões obrigacionistas do país, numa altura em que se temia que estas seguradoras sofressem um corte no seu "rating". Contudo, as seguradoras a quem a oferta se dirigia rejeitaram-na. Buffet sublinhou que estas entidades "ainda não fizeram frente a todos os erros que cometeram".
O milionário afirmou também que, apesar de a definição académica de recessão falar de dois trimestres consecutivos de crescimento negativo, "qualquer definição utilizando o sentido comum afirma que estamos em recessão", sublinhando que não há certezas de quanto tempo durará este estado.
A suportar esta declaração, Warren Buffett lembrou que vários indicadores económicos assinalam esta situação.
Por outro lado, o milionário referiu que, apesar de a fraqueza do dólar beneficiar as exportações dos EUA, também as empresas americanas perdem contratos face aos concorrentes europeus, referindo-se ao grande contrato concedido pela Air Force dos EUA à EADS em detrimento da nacional Boeing.

(J.Negócios)






zefontelo

Cada vez está com o eu quero, tudo a sair, tudo a vender, hora de comprar, e quando estiver toda a gente a dizer, ena pah isto está bom, e ganham todos e não sei o quê, lá esta o ze fontelo a sair...eheheh não é preciso ter muito dinheiro para ser tubarão, basta pensar ao contrario, é tudo tão simples pq complicar???

bluexip

Citação de: zefontelo em Março 03, 2008, 18:46
Cada vez está com o eu quero, tudo a sair, tudo a vender, hora de comprar, e quando estiver toda a gente a dizer, ena pah isto está bom, e ganham todos e não sei o quê, lá esta o ze fontelo a sair...eheheh não é preciso ter muito dinheiro para ser tubarão, basta pensar ao contrario, é tudo tão simples pq complicar???

em geral é mais complicado mas, nesta altura, de facto o raciocínio correcto é mesmo esse zefontelo.

cumprimentos,
bluexip
Ever wonder why fund managers can't beat the S&P 500? 'Cause they're sheep, and sheep get slaughtered.
- Gordon Gekko in Wall Street

helbar

#37
Empresas norte-americanas perdem inesperadamente trabalhadores em Fevereiro

As empresas norte-americanas perderem, inesperadamente, trabalhadores em Fevereiro, o que representa a primeira diminuição em quase cinco anos.
O declínio de 23 mil postos de trabalho no mês em análise segue-se ao ganho de 115 mil no mês passado que foi menor do que o previsto, segundo dados da ADP.
A recessão no mercado habitacional e as perdas no crédito estão a abrandar o crescimento económico e reduzir postos de trabalho.
Os economistas consultados pela Bloomberg esperavam um aumento em 18 mil postos de trabalho.




[u]Produtividade nos EUA aumenta 1,9% no quarto trimestre[/color][/u]

A produtividade nos Estados Unidos aumentou a uma taxa anual de 1,9% no quarto trimestre, acima do crescimento do PIB, mas bastante abaixo do verificado nos três meses anteriores.

No terceiro trimestre a produtividade tinha crescido a uma taxa anual de 6,3%, que foi reduzida nos últimos três meses do ano passado, uma vez que os gestores cortaram custos através da redução do número de horas de trabalho.
A estimativa anterior do Departamento do Trabalho apontava para um crescimento de 1,8% no quarto trimestre e os economistas aguardavam que a segunda estimativa confirmasse este valor.
Já os custos laborais aumentaram a uma taxa de 2,6%, quando os economistas aguardavam uma subida mais contida de 2,1%. O número e horas trabalhadas baixou 1,6%.



Encomendas às fábricas caem pela primeira vez em cinco meses

As encomendas às fábricas norte-americanas caíram 2,5% em Janeiro, descendo pela primeira vez em cinco meses, divulgou o Departamento do Comércio dos Estados Unidos. Excluíndo as encomendas de equipamento de transporte a queda foi menos acentuada ficando pelos 0,4%.

As encomendas às fábricas nos EUA caíram 2,5% em Janeiro depois de terem aumentado 2% em Dezembro, de acordo com os dados divulgados hoje.
O abrandamento económico levou as empresas a reduzirem os planos de consumo em computadores e maquinaria.
A descida coincidiu com as previsões dos economistas contactados pela Bloomberg.
Excluíndo as encomendas de equipamento de transporte, que tende a ser mais volátil, a procura caiu apenas 0,4%.



Índice ISM para os serviços sobe para 49,3 em Fevereiro

O índice ISM para os serviços, nos Estados Unidos, subiu para 49,3 pontos face aos 44,6 pontos registados no mês anterior. Ainda assim, o sector continua a registar uma contracção, uma vez que os 50 pontos assinalam a divisão entre o crescimento e a contracção.

O relatório hoje divulgado indica que o abrandamento no consumo não é ainda suficiente para levar as empresas a reduzir a produção. A recuperação do índice registada no último mês pode ser uma boa notícia para o presidente da Reserva Federal, Ben Bernanke, que na semana passada afirmou que os riscos para a redução no crescimento estavam a aumentar.
Os economistas consultados pela agência Bloomberg estimavam que o índice avançasse para 47,3 pontos, em Fevereiro.
O índice ISM para os serviços contraiu menos do que o estimado, em Fevereiro, o que ameniza os receios com a possibilidade de que a economia esteja já em recessão.

J.Negócios

helbar

#38
6-03-2008


Pedidos de subsídio de desemprego diminuíram na semana passada


O número de norte-americanos que pediu subsídio de desemprego pela primeira vez diminuiu mais do que o previsto na semana passada, para um mínimo de seis semanas.

Os pedidos iniciais de subsídio de desemprego diminuíram em 24.000, para 351.000, na semana terminada a 1 de Março, o que corresponde ao nível mais baixo desde a semana terminada a 19 de Janeiro, anunciou hoje o Departamento norte-americano do Trabalho.
Em contrapartida, o número total de beneficiários do subsídio de desemprego aumentou pela terceira semana consecutiva, para o nível mais alto desde Setembro de 2005.
O aumento das exportações está a permitir que algumas empresas norte-americanas mantenham os seus trabalhadores, apesar de a menor procura levar as construtoras de habitações, as entidades de concessão de créditos à habitação e os fabricantes automóveis a dispensarem parte do seu pessoal.
"O mercado laboral continua a abrandar", comentou à Bloomberg um economista da Action Economics, Michael Englund. "Ainda assim, não há grandes sinais de uma deterioração significativa nas condições de trabalho", acrescentou o mesmo responsável.
De acordo com as projecções de 35 economistas inquiridos pela Bloomberg, os pedidos iniciais de subsídio de desemprego deveriam cair para 360.000, contra 373.000 na semana precedente.



[color=blue]Taxa de incumprimento sobe
Execuções hipotecárias nos EUA atingem o nível mais elevado de sempre
[/u][/color]

As execuções hipotecárias nos EUA aumentaram para o nível mais elevado de sempre, em 2007, depois das subidas de juros por parte da Reserva Federal (Fed) e da crise de crédito ter levado a que muitas famílias deixassem de conseguir pagar as prestações do seus empréstimos.

Os dados foram divulgados pela associação de banca de crédito à habitação.
"Estamos a ver pessoas a desistir [dos seus imóveis] mesmo antes de deixarem chegarem a uma situação de incumprimento", isto porque as pessoas deixaram de conseguir suportar os custos associados aos imóveis, afirmou, citado pela Bloomberg, o vice-presidente da associação, Jay Brinkmann.
As novas execuções hipotecárias aumentaram para 0,83% no quarto trimestre, o que representa o valor mais elevado de sempre. Este valor compara com os 0,54% verificados em igual período do ano passado.



Vendas de casas em segunda-mão estabilizam em Janeiro

As vendas de casas em segunda-mão estabilizaram, em Janeiro, de acordo com os dados da associação norte-americana de imobiliários, o que sugere que a crise do mercado imobiliário pode ter registado uma pausa.

O índice que mede os acordo de compra de casas assinados manteve-se nos 85,9 pontos, o que representa o segundo nível mais baixo desde 2001.Os economistas consultados pela Bloomberg estimavam que o índice descesse 1%.


helbar

7-03-2008

Maior queda desde Março de 2003
Economia norte-americana perde inesperadamente 63 mil empregos


A economia norte-americana perdeu inesperadamente empregos em Fevereiro, naquela que foi a maior queda desde Março de 2003, reforçando as preocupações de recessão. A taxa de desemprego deslizou, no entanto para 4,8%, quando os economistas esperavam uma subida para os 5%.
Os EUA ficaram com menos 63 mil empregados no mês em análise, depois de um declínio de 22 mil em Janeiro, anunciou hoje o Departamento do Trabalho.
Este dado surpreendeu pela negativa, uma vez que os economistas consultados pela Bloomberg esperavam que os EUA criassem 23 mil empregos.
Um mercado de trabalho enfraquecido, combinado com a diminuição do valor das casas, preços de combustíveis mais elevados e condições de crédito mais apertadas, aumentam as preocupações de que os gastos de consumo vão continuar a abrandar.
O desemprego é aliás uma das razões assinaladas por Ben Bernake para a Fed baixar os juros.
O euro já tocou novos máximos perante a especulação de que a Reserva Federal venha a cortar as taxas de juro em 75 pontos base para os 2,25% já a 18 de Março, dia em que decorrerá a próxima reunião da autoridade monetária. Este dado vem reforçar essa ideia.
Quanto à taxa de desemprego, caiu para 4,8%, a reflectir um mercado de trabalho enfraquecido uma vez que algumas pessoas desistiram de procurar emprego. Os economistas consultados pela agência noticiosa norte-americana estimavam uma subida para 5%.




Fed aumenta injecções de liquidez para travar crise

A Reserva Federal anunciou que decidiu aumentar as duas próximas injecções de liquidez para 100 mil milhões de dólares dos anteriores 60 mil milhões de dólares, para travar a falta de liquidez nos mercados financeiros.

A autoridade monetária afirmou que vai aumentar o montante a injectar a 10 de Março e a 24 de Março de 30 mil milhões de dólares para 50 mil milhões de dólares cada.
De acordo com a agência Bloomberg, a Fed já injectou 160 mil milhões de dólares desde meados de Dezembro, numa tentativa de aumentar a liquidez dos mercados. Estas medidas incluem no esforço concertado que o associa aos bancos centrais do Reino Unido, Canadá, Suiça e Banco Central Europeu depois de a crise do mercado de crédito de alto-risco ter aumentado as dificuldades na concessão de crédito.



Presidente da Fed de Dallas avisa o mercado para não esperar mais cortes acentuados dos juros nos EUA

O presidente da Reserva Federal (Fed) de Dallas, Richard Fisher, disse ontem que os investidores não devem assumir que o aumento dos custo do crédito irá levar a autoridade monetária norte-americana a cortar os juros de uma forma tão acentuada com aconteceu este ano.
"Agimos com acções bastante deliberadas que tiveram lugar num período de tempo muito curto", em Janeiro, disse em entrevista à Bloomberg Fisher, acrescenta que "isso não deverá levar os mercados a esperarem que iremos continuar a actuar desta maneira.

Na mesma ocasião, Fisher atenuou a especulação de que a Fed vai reduzir o preço do dinheiro antes da sua próxima reunião a 18 de Março





helbar

Os BULLS tenham cuidado com o optimismo, porque a tendência mantem-se e não é uma possível compra do Bear Stearns pelo JPMorgam que vai ser a salvação da tripulação toda. Poderá ter-se salvo um tripulante importante, mas falta os restantes...

Deixo mais algumas notícias sobre este tema.


Preços das casas nos EUA registam a maior queda de sempre em Janeiro

Os preços das casas, nas 20 áreas metropolitanas dos EUA, registaram a maior queda de sempre, o que sugere que a recessão no mercado imobiliário está mais profunda.

A conclusão é retirada de um inquérito privado, elaborado pela S&P/Case-Shiller. O índice de preços desceu 10,7% face a Janeiro de 2007. Esta queda surge depois de, em Dezembro, se ter verificado uma queda de 9%. O índice caiu pelo décimo terceiro mês consecutivo.
A queda dos preços dos imóveis deverá continuar, já que as execuções de hipotecas (que têm vindo a aumentar) trouxeram mais propriedades à venda para o mercado, ao mesmo tempo que os bancos estão a apertar com as condições de acesso ao crédito o que torna difícil conseguir financiamento.
"Enquanto o número de casas à venda estiver elevado, os preços dos imóveis vão cair" afirmou à Bloomberg o economista da Lehman Brothers, Michelle Meyer. "As execuções de hipotecas vão aumentar os inventários e afectar as vendas regulares, pressionando mais os preços", acrescentou o economista.




[u]Expectativas de evolução económica dos consumidores dos EUA no nível mais baixo desde 1973[/u]

O índice de confiança dos consumidores norte-americanos desceu para o nível mais baixo dos últimos cinco anos, em Março, numa altura em que as perspectivas dos consumidores em relação à economia dos EUA se encontram no nível mais baixo desde o escândalo do Watergate, que envolveu o presidente Nixon, em 1973.

O índice de confiança desceu, em Março, para 64,5 pontos, o que representa o nível mais baixo dos últimos cinco anos, e compara com os 76,4 pontos registados em Fevereiro.
Os economistas consultados pela Bloomberg esperavam que o índice caísse para 73,5 pontos face aos dados preliminares de Fevereiro que indicavam que a confiança se tinha situado nos 75 pontos.
O Conference Board publica ainda as expectativas dos consumidores para os próximos seis meses e este índice desceu para os 47,9 pontos, o nível mais baixo desde Dezembro de 1973, quando o escândalo do Watergate abalou a administração liderada por Richard Nixon.



Prejuízos derivados do "subprime" podem ascender a 460 mil milhões de dólares

Os prejuízos dos bancos de Wall Street, corretoras e "hedge funds", relacionados com os créditos e derivados da crise de crédito de alto risco, poderão ascender aos 460 mil milhões de dólares.

Segundo a Goldman Sachs, os prejuízos derivados da crise do "subprime" deverão chegar aos 460 mil milhões de dólares (298,71 mil milhões de euros), o que corresponde a um valor quatro vezes superior ao que era inicialmente estimado.
"Existe uma luz ao fundo do túnel, mas é ainda fraca", afirmou Andrew Tilton, analista da Goldman Sachs, citado pela Bloomberg.
O resultados das empresas financeiras caíram no último ano em consequência da crise do mercado imobiliário que se foi espalhando a nível mundial.
Segundo a Goldman Sachs, os prejuízos "resultam num aperto substancial das condições de crédito uma vez que estas instituições reduzem os empréstimos para preservar o capital reduzido e manter os rácios de capital adequados".
(J.Negócios)


Uma boa noite para o fórum

bluexip

viva,

a resposta do mercado ao nível dos homebuilders (ETF XHB, gráfico 1).

note-se que este segmento atingiu o pico a meio de 2005 (S&P500 index homebuilder, gráfico 2. foi este ano abaixo dos 300) enquanto que a bolha imobiliária atingiu o pico apenas em 2006, cerca de um ano depois.

não digo que vai já tudo para cima mas sim que é preciso muito cuidado a ler as notícias e o sentimento de forma linear.

deixo aqui um artigo interessante:
http://seekingalpha.com/article/49213-homebuilders-climbing-the-walls-of-worry

cumprimentos,
bluexip
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- Gordon Gekko in Wall Street

tiagodandre

helbar só não referiste uma importante...


Vendas de casas usadas aumentam inesperadamente em Fevereiro nos EUA

As vendas de casas usadas aumentaram inesperadamente em Fevereiro nos Estados Unidos, pela primeira vez em sete meses, aliviando os receios relativos às restrições de crédito.

As compras de casas em segunda-mão aumentaram 2,9% para um ritmo anual de 5,03 milhões, anunciou a National Association of Realtors. O preço médio das casas caiu 8,2% desde Fevereiro de 2007, o que correspondeu à maior descida em quatro décadas de registos de preços.

"As vendas ainda não estão estabilizadas, mas o ritmo do declínio diminuiu", comentou à Bloomberg o economista-chefe da RBS Greenwich Capital, Stephen Stanley. "Conseguir uma estabilização nas vendas de casas é o primeiro passo para uma melhoria nos preços e na actividade de construção", acrescentou.

O mercado imobiliário não deverá recuperar rapidamente, uma vez que a abundância de casas no mercado diminui os valores das propriedades e que os credores têm aumentado as exigências para a concessão de empréstimos à habitação.

Na semana passada, a Reserva Federal anunciou que o panorama tinha piorado e pediu para que fosse feito o que era preciso, de forma a manter a economia em crescimento.

Os economistas inquiridos pela Bloomberg previam uma diminuição das vendas de casas usadas para um ritmo anual de 4,85 milhões.


Cump.  ;)
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

emanuel

Citação de: emanuel em Fevereiro 11, 2008, 23:03
Que fique gravado eternemente para a historia deste assunto, o problema é global, e não dos EUA, o assunto é resultado do mau sistema económico implantado no global, subdividam mais a riqueza pelos pobres..., pois, pois, ora está, ora está, ok...
Pois é difícil, ok, então só resta a falência do sistema tanto económico, como politico....
Eu sei que 2008 é a viragem, a verdade é esta... não querem então lutem contra a maré, e logo verão o efeito, endividamento mais falência total.
Mas, não pensem os bear´s que ganham, é claro que a até certa altura, depois ou fogem com os números ou então, ficam sem nada, e viva os Senhores Feudais, porque a terra será sempre a riqueza, mais importante a ter...
datas, 2008 a 2010(vermelho), 2011(ano de duvidas), 2012 é o colapso de tudo, depois logo se vê... com a Humanidade reduzida a um terço...!!!!!!!!!!!!
Bons negócios...
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Espero que estas palavras não esteijam esquecidas aqui no clube
Um abraço está a chegar a hora de fugir com a maça ;D
BN para todos ???