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Iniciado por Nyk, Março 27, 2010, 09:26

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Nyk

Teixeira dos Santos diz que é "disparate" e "ignorância" comparar Portugal à Grécia


"Num mundo de expressão livre também se podem escrever disparates sem fundamentação sólida, reveladores de ignorância". A reacção é do ministro das Finanças, no rescaldo de um artigo de opinião de dois proeminentes economistas internacionais, segundo os quais Portugal vai seguir as pisadas da Grécia.

Peter Boone, investigador da London School of Economics (LSE) e Simon Johnson, antigo economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, advertiram hoje que, depois da Grécia, Portugal é o "próximo no radar" dos mercados.

Num artigo de opinião conjunto, difundido pela agência Bloomberg, os dois economistas consideram que a economia portuguesa tem estado relativamente protegida pelo facto de os holofotes dos investidores terem estado centrados na Grécia.

Mas, sustentam, "ambos estão, em termos económicos, na vertigem da bancarrota, e ambos parecem mais arriscados do que a Argentina em 2001, quando sucumbiu ao incumprimento", vendo-se incapaz de honrar os compromissos com os seus credores.

Em reacção, Teixeira dos Santos escreve, numa nota enviada às redacções, que "num mundo de expressão livre também se podem escrever disparates sem fundamentação sólida, reveladores de ignorância quanto às diferenças existentes entre os países da zona Euro".

O ministro diz ainda que este tipo de análises "bem ilustram o preconceito céptico de alguns comentadores quanto à moeda única."

Ainda segundo os mesmos economistas, Espanha e Irlanda estão também confrontados com riscos idênticos aos de Portugal e da Grécia, porque têm problemas crescentes de competitividade internacional, decorrentes de terem entrado no euro com taxas de câmbio "excessivamente elevadas", numa altura em que ainda tinham pela frente um longo caminho para por as finanças públicas em ordem.

Nyk

Portugal pode sair do euro, avisa economista



O conceituado economista Nouriel Roubini voltou ontem a falar sobre a crise portuguesa para dizer que acredita que Portugal poderá vir a abandonar a Zona Euro.

Em declarações à CNN, Roubini defendeu que "alguns membros mais fracos da Zona Euro, como Portugal e Grécia, podem vir a abandonar a união monetária".


Nyk

Visto como o "próximo alvo", Portugal sofre nos mercados 17.04.2010 Isabel Arriaga e Cunha, Nuno Ribeiro, Sérgio Aníbal


Não houve qualquer notícia de uma derrapagem orçamental ou a descoberta de erros na contabilidade apresentada pelo Governo, mas a verdade é que diversos jornais e economistas têm estado, nos últimos dias, a colocar Portugal como o cenário da próxima grande crise da zona euro, a seguir à Grécia. O resultado destes comentários está a ser a continuação da penalização feita pelos mercados, com taxas de juro mais altas, da dívida pública portuguesa.

Durante o dia de ontem, o diferencial nas taxas de juro exigidas por uma obrigação a 10 anos do Estado português e a média europeia subiu de 1,26 para 1,36 pontos, reaproximando-se dos máximos que tinham sido atingidos antes da divulgação do plano de ajuda europeu à Grécia.

A esta tendência não será alheia a colagem, em muitos meios internacionais, da imagem de Portugal a um país com problemas orçamentais extremamente graves.

Portugal: o próximo alvo, lia-se ontem na edição do jornal norte-americano "The New York Times". O artigo - com o título Preocupações com a dívida mudam para Portugal, motivadas pela subida das taxas das obrigações - dizia que os especuladores dos mercados estavam, depois da Grécia, a avançar em direcção "a mais um pequeno membro da perturbada zona monetária europeia".

No dia anterior, Simon Jonhson, ex-economista chefe do FMI, num artigo feito em parceria com o economista Peter Boone, dizia também que "o próximo grande problema global" seria Portugal, dizendo que até agora o país tinha conseguido estar fora do centro das atenções apenas graças à Grécia e defendendo que estes dois países estão piores que a Argentina em 2001. Ontem, outro economista de nomeada, Nouriel Roubini, dizia também que Portugal e a Grécia poderiam ter de abandonar a zona euro.

Teixeira dos Santos, presente ontem em Madrid na reunião dos ministros das Finanças da zona euro, respondeu com dureza, falando de "disparates sem fundamentação sólida, reveladores de ignorância". "Não nos devemos impressionar com essas apreciações, pois, como o próprio ministro alemão referiu, Portugal não é a Grécia", disse.

Ajuda agrava dívida

A reunião do Eurogrupo serviu para discutir a aplicação do plano de ajuda à Grécia. Os ministros das Finanças da zona euro afirmaram-se satisfeitos com o desenvolvimento técnico e legislativo do programa de ajuda financeira de 45 mil milhões de euros, embora frisando que Atenas não fez qualquer pedido. Os "trabalhos preparatórios dos Estados-membros da zona avançam a um ritmo satisfatório, como de resto as discussões com o FMI sobre o programa de assistência comum", afirmou Jean Claude Juncker, primeiro-ministro do Luxemburgo e presidente do eurogrupo.

Atenas, que continua com as taxas de juro da sua dívida pública a subir, está a fazer tudo para finalizar os detalhes da ajuda prometida no domingo passado. A Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI vão enviar missões a Atenas na próxima semana para debater as condições de concessão desta ajuda. A Alemanha continua a fazer planar uma dívida sobre todo o processo, o que tem, aliás, alimentado a especulação dos mercados sobre a sua concretização. "Pensamos que os gregos estão no bom caminho e que, no final, talvez não precisem de usar a ajuda", afirmou Wolfgang Schäuble, ministro alemão das Finanças a uma rádio alemã. O seu secretário de Estado, Jörg Asmussen, presente em Madrid, deixou por seu lado claro que o Governo de Berlim apoia "o facto de as negociações terem começado mas igualmente que o programa [de ajuda] permita à Grécia continuar a refinanciar-se nos mercados".

Do lado de Portugal, Teixeira dos Santos admitiu que a contribuição portuguesa no apoio comunitário à Grécia poderá aumentar a dívida de Portugal. "Toda a gente compreende que há um esforço para garantir a estabilidade da zona euro, da qual Portugal beneficiou e tem beneficiado, pelo que temos de ser solidários com os países que partilham a moeda única, que também é a nossa moeda", sublinhou.

CitaçãoJoão P. , Porto. 17.04.2010 11:03

Todos  os que estão minimamente atentos ao que se passa sabem há muito que o problema financeiro de Portugal é tão grave como o da Grécia. Fala-se há tantos meses na hipótese de bancarrota de Portugal. O défice externo de Portugal, que era praticamente inexistente no último Governo de Cavaco Silva (PSD), é um dos maiores do mundo desde o final dos anos 90, com o Governo de Guterres (PS), tendo apenas um ligeiro abrandamento com o Governo de Barroso (PSD), levando a um agravamento do endividamento do país para mais de 100% do PIB (quando em 95, no último Governo de Cavaco era cerca de 5% — cinco por cento!). Os dados são oficiais e tão claros que só é de estranhar não serem noticiados nem debatidos em Portugal, porque em qualquer outro lugar normal da Terra sempre que alguém passa os olhos sobre eles logo salta à vista o desastre das políticas económicas de autêntica destruição do país levadas a cabo pelos Governos PS nos últimos 15 anos, tendo-se agravado muito com a absoluta loucura socrática dos últimos anos, loucora não apenas do actual Primeiro Ministro e seu Ministro das Finanças mas de todos os seus acólitos, boys, girls e múltiplos apoiantes que conseguiram que as suas ...

Nyk

Crédito
Bancos têm 2 mil milhões de euros em casas que não vendem

A crise está a colocar de dia para dia mais casas nas mãos dos bancos, que não as conseguem vender. O valor global dos imóveis executados por hipotecas já ascende a 2 mil milhões de euros, tendo aumentado 17 % de 2008 para 2009. O banco com mais casas em seu poder é o BCP, seguindo-se o BES a grande distância, avança a edição do SOL esta sexta-feira

Numa altura em que  há cada vez mais portugueses com dificuldade em pagar os empréstimos das casas, os bancos acumulam  imóveis nos seus activos, fruto das execuções de hipotecas.

Embora as instituições financeiras tenham interesse em escoá-los rapidamente, o valor de imóveis inscrito nos balanços subiu 17%, totalizando mais de 1,9 mil milhões de euros, no último ano, segundo dados recolhidos pelo SOL.

Os cálculos tiveram por base os valores da conta 'activos não correntes detidos para venda', no subgrupo dos imóveis. Deixam de fora as provisões que as instituições constituíram para fazer face a potenciais desvalorizações (quanto mais elevadas menor é o valor líquido dos activos).

Quando o devedor não consegue pagar o crédito e o banco vais buscar o imóvel, regista-o nesta conta. Por isso, em períodos de alta do incumprimento e em que o escoamento dos imóveis não é rápido, é natural que esta conta suba.

[email protected]


Nyk

UE/Finanças: Portugal, Espanha e Grécia estão "todos no mesmo barco" - ministro Finanças grego
17 de Abril de 2010, 13:41

Madrid, 17 abr (Lusa) - Portugal, Espanha e a Grécia continuam "no mesmo barco" e a ser potenciais alvos de especuladores financeiros, afirmou hoje o ministro das Finanças grego, George Papaconstantinou, depois de participar na reunião dos responsáveis europeus das finanças, em Madrid.

Papaconstantinou falou hoje aos jornalistas que o questionaram sobre a situação económica grega e sobre as comparações que ciclicamente continuam a ser feitas entre a Grécia e as economias de Portugal e Espanha.

"Todos estamos no mesmo barco, cada um com os seus problemas. A Grécia tem pela frente mais problemas, mas não nos podemos esquecer que há especuladores em ação", afirmou.


Nyk

Simon johnson, ex-economista-chefe do FMI
"Portugal deveria ter pronto um pacote de financiamento externo"



Simon Johnson é conhecido pela forma contundente com que tem criticado o papel da banca e de Wall Street no espoletar da crise. O Ex-economista-chefe do FMI e professor do MIT diz ao Negócios temer que "o Governo português esteja em estado de negação".

A opinião escrita em vários jornais e no blogue "The Baseline Scenario" transformaram-no numa das vozes de referência sobre o descalabro dos últimos dois anos. Artigos como o "O golpe de Estado silencioso" publicado em Abril de 2009 na "The Atlantic", ou o livro "13 Bankers", publicado em Março, mereceram reconhecimento internacional.

Nos últimos meses, a atenção do economista focou por várias vezes a difícil situação grega e europeia. Na quinta-feira, foi a vez de Portugal. Na edição "on-line" do "New York Times", Johnson co-assinou um dura avaliação à situação nacional: depois da Grécia, Portugal pode bem ser o "o próximo problema global". Fernando Teixeira dos Santos não gostou e adjectivou a avaliação como "disparates" que revelam "ignorância" sobre a economia nacional e a moeda única. Ao Negócios, em entrevista telefónica a partir de Los Angeles, Simon Johnson não esconde a surpresa com a reacção do governo português.


Nyk

PSI20, vai ser um dia de loucos.

Nyk

"É como o Lehman Brothers e o Bear Stearns"


Philip Lane, economista do Trinity College, universidade da Irlanda, compara a situação que seta a viver nos mercados internacionais, face à Grécia e Portugal, com a derrocada do Lehman e do Bear Stearns, há quase dois anos.

"É como o Lehman Brothers e o Bear Stearns", declara hoje Philip Lane ao "The New York Times".

Na altura, em 2008, foi primeiro a queda do Bear Stearns e depois a falência do Lehman Brothres, até então impensáveis, que o agravamento definitivo da crise financeira internacional. "Não são tanto os dados fundamentais [que determinam a queda], antes a indisponibilidade dos mercados em emprestar-lhes mais dinheiro", explica Lane,

O jornal americano titula a notícia em causa escrevendo que os "europeus receiam que a crise da dívida grega se espalhe". Cada vez mais investidores se perguntam se Portugal, Espanha e até Irlanda conseguirão obter os milhões de euros de que necessitam para financiar os seus Estados, conclui o diário.


Nyk

António Vitorino constata "operação especulativa que escolhe vários alvos"


A crise nas contas públicas da Grécia resulta de "uma operação especulativa que escolhe vários alvos" e que pode atingir Portugal, afirmou o ex-comissário europeu e ex-ministro António Vitorino à Agência Lusa em Paris.

António Vitorino, que falou à Lusa na terça feira após uma conferência no Centro Cultural Calouste Gulbenkian em Paris, afirmou que este tipo de operação especulativa "exige uma resposta única, substancial" a nível europeu.

António Vitorino sublinhou que a situação da Grécia e a de Portugal são "substancialmente diferentes" em termos de dívida pública.

"Se os mercados fossem instâncias totalmente racionais, seriam os primeiros a reconhecer as grandes diferenças que existem entre o caso português e o caso grego", afirmou o advogado e dirigente socialista.

"Simplesmente, o que está em curso não é uma operação de racionalidade económica. O que está em curso, em larga medida, é uma operação especulativa e essa operação escolhe vários alvos, (hoje) a Grécia, amanhã outro país, e Portugal pode também ser vítima amanhã dessa tipo de especulação", analisou o ex-comissário europeu.

"É preciso uma resposta de solidariedade europeia, para tornar claro que as especulações que visam alvos concretos acabam por resultar em prejuízo para a zona euro e deve ser o conjunto da zona euro a responder a essas operações", defendeu António Vitorino.

"Há uma responsabilidade partilhada., Portugal esteve bem quando assumiu a sua parte de responsabilidade no plano de apoio à Grécia. O que é essencial neste momento para refrear a pressão sobre a Grécia e impedir que haja qualquer contágio em relação a outros países é que haja uma resposta única, substancial" a nível europeu, frisou António Vitorino.

Sobre a situação da Grécia e o ataque à dívida portuguesa, António Vitorino distingue "um problema de dívida pública e outro de dívida privada".

"A dívida pública grega é muito mais significativa do que a portuguesa. Não tem comparação. A dívida pública grega está nos 115 por cento do PIB, a portuguesa nos 76 por cento", indicou António Vitorino.

"Mas Portugal tem um nível de endividamento privado, das empresas e do próprio sistema bancário, que é preocupante e que deve merecer a atenção do poder público mas também dos responsáveis empresariais", concluiu António Vitorino.

Na sua conferência sobre o futuro da construção europeia, António Vitorino recordou a forma como a maior parte dos países da zona euro, exceto a Alemanha, viveram aquilo a que chamou uma "ilusão de crescimento" à custa das taxas de juro alinhadas pelas taxas de juro alemãs, com uma parte do rendimento disponível canalizado para o consumo.

"Essa é uma das causas da crise de endividamento em que estamos envolvidos", explicou António Vitorino.



DUARTINI

No comments. Não estou a ver onde isto poderá parar. Muito mau para ser verdade. Em 3 dias já começa tudo a bater perto de minimos feito aqui a cerca de 1 ano. Com mais 2 dias para acabar a semana. Começo a apostar positivo durante a semana que vem. :(
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DUARTINI

Quando digo que começo a apostar positivo. Não quero dizer que neste momento estou investido contra Portugal. Nunca jamais em tempo algum. Se bem que considero serem os shorts os grandes provocadores de liquidez e causadores de estrondosas subidas que por vezes ocorrem.
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Nyk

Valor das ajudas a Portugal, Grécia e Espanha "será astronómico"


Se além da Grécia, também Portugal e Espanha precisarem de programas de apoio europeu, "o valor será astronómico", diz Piero Ghezzi, do Barclays Capital: 480 mil milhões de euros no mercado. "Agora estamos a falar de dinheiro a sério".

Piero Ghezzi é economista do Barclays Capital e explica hoje na edição do "The New York Times" que o problema grego passou a ser português e pode passar a ser espanhol: os três países precisam de refinanciar muita dívida este ano e, se entrarem em colapso de crédito, poderão precisar de fortes programas de apoio internacional: "90 mil milhões de euros para a Grécia, 40 mil milhões para Portugal e 350 mil milhões para Espanha", contabiliza Ghezzi.

O maior receio em termos europeus é agora Espanha, pela dimensão da economia e da dívida que precisa de refinanciar. Segundo afirma ao mesmo diário Jonathan Tepper, da casa de análise Variant Perception (que tem sido pessimista sobre a Península Ibérica), "Espanha precisa de emitir entre dívida nova e refinanciamento da dívida antiga cerca de 225 mil milhões de euros este ano. 45% da sua dívida é detida por estrangeiros, donde eles estão dependentes da bondade de estranhos".



Nyk

Juros da dívida portuguesa saltam para máximos de 13 anos


A "yield" da dívida portuguesa a 10 anos aproximou-se hoje dos 6%, atingindo o nível mais elevado desde Novembro de 1997, numa altura em que cresce a pressão sobre Portugal depois de a S&P ter cortado o "rating" de Portugal em dois níveis. O "spread" face à dívida alemã está perto dos 300 pontos base.

A "yield" das obrigações do tesouro a 10 anos, de acordo com os preços genéricos da Bloomberg, sobe 28 pontos base para 5,99%, uma taxa que não se verificada há 13 anos, quando era ainda o escudo que estava em circulação.

O corte no "rating" de Portugal, ontem anunciado pela S&P, foi a última fonte de pressão sobre a dívida portuguesa, com os juros em alta pela 12ª sessão consecutiva.

O diferencial entre os juros portugueses e alemãs, que medem o prémio de risco que os investidores exigem para investir na dívida portuguesa em detrimento da alemã, situa-se hoje muito perto dos 300 pontos base, também um máximo desde 2007.

No prazo mais curto a pressão é ainda maior, com a "yield" das obrigações portuguesas a dois anos a subirem 99 pontos base para 5,9%. Nesta maturidade a distância face à dívida alemã é ainda maior, superando os 500 pontos base.

Os seguros de risco contra o incumprimento da dívida pública, os denominados CDS, atingiram um novo recorde tanto na Grécia como em Portugal e Espanha. Os seguros para dívida soberana com prazos mais curtos estão mais elevados do que para os prazos mais longos.


Nyk

"Não há relação entre Portugal e Grécia"


Jüergen Stark, membro executivo do Banco Central Europeu (BCE), afirmou esta manhã que "não há relação entre Portugal e Grécia" e que há "diferenças claras" entre os dois países. O responsável sublinhou mesmo que a Grécia é "um caso singular".

"Continua a haver diferenças claras" entre os dois países, afirmou o responsável citado pela Dow Jones. "Não vejo relação entre Portugal e Grécia", sublinhou quando questionado sobre o corte de "rating" da dívida pública portuguesa realizada pela S&P.

O responsável adiantou que a Grécia tem de ser vista "como um caso singular".

A S&P baixou ontem a notação da dívida portuguesa em dois níveis, de "A+" para "A-", o que provocou uma descida acentuada na bolsa e uma escalada nos juros da dívida.

E não foi apenas Portugal que viu o seu "rating" cortado. O "rating" da Grécia foi ontem revisto em baixa. Passou de "BBB+" para "BB+", sendo esta última classificação de risco está abaixo do limiar mínimo que o Banco Central Europeu (BCE) requer para ceder liquidez. Nunca a S&P tinha cortado o "rating" de um país do euro em três níveis de uma só vez. Uma classificação de "junk", ou "lixo", como a atribuída à Grécia, indica que a probabilidade de o país entrar em incumprimento é grande.

Em relação a toda esta situação, o membro do BCE, Yves Mersch, afirmou que "estamos numa situação de crise", mas assegurou que "temos propostas de como lidar" com este contexto, de acordo com a Bloomberg.

O responsável adiantou que "é agora necessária uma disciplina extrema" e garantiu que ele "não vai aumentar as dificuldades" ao fazer "declarações iniciais".

"Vamos assumir a nossa responsabilidade dentro do banco central e dentro do Tratado Europeu", acrescentou Mersch.


Nyk

Citação de: Nyk em Abril 28, 2010, 09:12
PSI20, vai ser um dia de loucos.

CitaçãoBCE, FMI e Governo alemão preparam declaração conjunta sobre a Grécia

Se as declarações forem favoraveis, ainda vamos fechar no Verde.