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Iniciado por Nyk, Março 27, 2010, 09:26

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Nyk

Standard&Poor;'s junta-se a Trichet e Barroso nos elogios ao PEC


A agência de notação financeira prevê que em 2013 o défice fique acima da previsão do Governo. No entanto, sublinha a vontade do Executivo em implementar as medidas.


Depois dos calafrios criados pela descida do rating da Fitch a apreciação favorável da Standard & Poor's ao Programa de Estabilidade português, bem como os elogios do presidente do Banco Central Europeu, e do presidente do Conselho, produziram ontem um balão de oxigénio para o Governo.

A S&P acredita que o défice português ficará em 3,8% em 2013, um ponto acima da meta do Governo, muito por causa da "fraqueza estrutural das finanças públicas" e da "anemia" do crescimento, que ficará em 0,4% este ano, menos três décimas que espera o Governo. Mas apesar de tudo isto, o analista da S&P, Kai Stukenbrock nota que "os ratings de Portugal continuam a beneficiar de uma vontade e disponibilidade do Governo em implementar medidas de consolidação orçamentais". A Fitch decidiu esta semana reduzir o 'rating' da República para A-, mas ontem a S&P manteve o A+ deixando porém um 'outlook' negativo, que pode no futuro descambar numa queda do 'rating', se o plano de consolidação não for bem executado.

Empenhado em que isso não ocorra, o Governo reagiu ontem valorizando a manutenção da nota. "Quanto ao 'outlook' negativo, que também é mantido, esperamos que seja alterado o mais depressa possível, uma vez que depende da efectiva implementação e eficácia das medidas incluídas no PEC que o Governo se comprometeu a implementar".

Em Bruxelas, os responsáveis políticos cerraram posições detrás do PEC. Jean Claude Trichet do BCE afirmou que o país "acaba de tomar medidas importantes", nomeadamente "de congelar os salários na função pública por vários anos", o que é uma orientação que "vai no bom sentido, tendo em conta a situação actual de Portugal". "Não tenho dúvidas na determinação do governo em levar a cabo as suas políticas", disse.



Nyk

Portugueses acreditam que economia vai piorar

O índice de expectativas da Marktest, que mede as perspectivas dos portugueses, caiu para o nível mais baixo desde Março de 2009.

A maioria dos portugueses acredita que a situação económica do País vai piorar daqui a um ano. Segundo o barómetro de expectativa realizado pela Marktest para o Diário Económico e para a TSF, o pessimismo continua a ser a nota dominante e o índice de expectativa piorou em Março, caindo para os 29,14 pontos.

"Seria difícil que fosse de outra maneira", afirma o economista do IMF, Filipe Garcia. "Temos sido bombardeados com notícias de dificuldades financeiras do Estado e das famílias e é difícil estar optimista nesta altura". Os dados da Marktest foram recolhidos entre 16 de 21 de Março, já depois de ter sido apresentado o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) com medidas como o congelamento dos salários até 2013, os limites às deduções e benefícios fiscais de que os contribuintes podem usufruir e as alterações no subsídio de desemprego.

Todos estes factores deverão ter contribuído para agravar o sentimento e as expectativas dos portugueses em relação à situação económica do país. A economista do BPI, Paula Carvalho, afirma que a perspectiva de manutenção do desemprego "num patamar historicamente elevado num prazo dilatado" e a a evolução das taxas de juro que "será também adversa às famílias endividadas" também contribuíram para o pessimismo evidenciado (ver artigo de opinião em baixo). Filipe Garcia refere ainda outro factor além da conjuntura, que se prende com o nível político: "as pessoas acham que não estamos a seguir um plano que nos leve a um crescimento sustentado, não há confiança nesse sentido".

Segundo o barómetro, nas classes média-alta e alta, há mais pessimistas - 63,4% consideram que o país vai estar pior - do que na média-baixa e baixa - 55% acham que as condições se vão agravar. Filipe Garcia explica que este comportamento "faz sentido". "Por um lado, os rendimentos das classes mais altas são mais variáveis, dependem mais do andamento da economia do que os salários na base" e, por outro, "os agravamentos fiscais do PEC vão afectar mais as classes mais altas", explicou, referindo-se aos tectos das deduções fiscais e à nova taxa de 45% para quem ganhe mais de 150 mil euros.
Já no que respeita às perspectivas sobre a vida familiar, segundo a Marktest, o pessimismo continua a dominar, mas é menos expressivo do que em relação ao país. Isto é, 49,5% dos portugueses estão menos pessimistas em relação à sua situação familiar, enquanto 58,7% vêem com preocupação a evolução da economia.



http://economico.sapo.pt/noticias/portugueses-acreditam-que-economia-vai-piorar_85369.html

Nyk

Exportações portuguesas para a China aumentaram 20 por cento em 2009


As exportações portuguesas para a China mais do que quadruplicaram na última década e apesar da crise global, em 2009, subiram 20 por cento, somando cerca de 222 milhões de euros.
«As nossas relações económicas não estão paradas e a tendência é para a China se tornar cada vez mais importante», realçou fonte diplomática portuguesa, em declarações à agência Lusa.

A avaliação é confirmada pelo responsável de uma consultora portuguesa estabelecida há uma década em Pequim e que criou este mês uma «empresa de direito chinês» (SPI China) para "facilitar" os contactos entre firmas dos dois países.

«Nunca tivemos tanta procura como agora. Cada vez há mais empresas portuguesas interessadas em fazer negócios na China», disse o presidente da Sociedade Portuguesa de Inovação (SPI), Augusto Guimarães de Medina.

Mármores, produtos para a indústria química, máquinas e aparelhos eléctricos, cortiça, cobre e pasta de papel representam mais de metade das exportações portuguesa para a China.

Pelas contas do AICEP, em 2009, as exportações portuguesas para a China (excluindo Macau e Hong Kong) somaram 221,949 milhões de euros (mais 37,930 milhões que no ano anterior) e as importações  1114,601 milhões de euros, uma descida de 16,9 por cento em relação a 2008.

Há dez anos, a China era o 33º mercado de Portugal.

Hoje está em 16º lugar - ainda atrás de Cabo Verde, mas à frente da República Checa, Áustria, Finlândia e outros parceiros da União Europeia.

As importações portuguesas da China - superiores às exportações, como acontece com a generalidade dos países europeus - também têm aumentado muito, mas em ritmo menos acelerado.

A economia chinesa cresceu em média 9,8 por cento ao longo das últimas três décadas, um resultado sem precedentes na História moderna

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1530620

Nyk

INE reporta a Bruxelas défice de 9,4% do PIB


O Instituto Nacional de Estatística reportou hoje um défice orçamental de 9,4% do PIB no ano passado. Este valor – o mais alto de sempre – representa um agravamento de uma défice face à previsão inscrita no orçamento (9,3%), devido à revisão em baixa da economia portuguesa no ano passado.

XPLOD

Deixo aqui o gráfico do nosso Psi20 e a sua continuação ascendente  :D,fecho acima da resistencias (linhas amarelo).

um abraço

Nyk

Confiança das famílias portuguesas volta a cair pelo quinto mês consecutivo

Pelo quinto mês consecutivo, o indicador de confiança dos consumidores portugueses voltou a cair em Março, contrariando o sentimento dominante na Zona Euro, onde o "moral" das famílias parece estar a restabelecer-se.

Segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de confiança dos consumidore recuou de – 34,3 em Fevereiro para – 35,4 em Março. Todas as sub-componente do indicador sofreram recuos, à excepção da que mede o pulso às expectativas em torno do comportamento do mercado de trabalho.

Os portugueses estão mais pessimistas quanto à evolução das suas finanças familiares e em relação ao andamento nos próximos doze meses da situação económica do país. Estão também mais apreensivos quanto à sua capacidade de poupar.

A única nota positiva vai para o mercado de trabalho, com as famílias anteciparem uma travagem do desemprego. "O indicador de confiança dos consumidores tem vindo a diminuir desde Novembro, invertendo o forte movimento ascendente iniciado após o mínimo histórico da série registado em Março de 2009", escreve o INE.

Numa nota enviada às redacções, o Instituto destaca o facto de as expectativas sobre a evolução da situação económica do país terem diminuído "significativamente nos últimos quatro meses, apresentando o contributo negativo mais intenso para o andamento do indicador de confiança e interrompendo a subida acentuada anterior".

Já os restantes indicadores de confiança sectoriais – indústria, serviços e comércio – registaram uma evolução menos desfavorável em Março. Apesar de ainda se escreverem todos com sinal negativo, indiciam que o pessimismo entre o agentes económicos destes sectores está a desvanecer-se, em particular na industria transformadora. A excepção foi o sector da construção e obras públicas, onde a confiança permanece em queda também há cinco meses.

O indicador de clima económico, que sintetiza a evolução dos inquéritos mensais aos empresários dos sectores dos serviços, indústria, comércio e construção, melhorou, passando de -0,8 em Fevereiro para -0,5 em Março. Trata-se da primeira melhoria em três meses.




Nyk

CPR altera notações da EGREP e da PARPÚBLICA, passando-as de AA para AA-, mantendo as tendências negativas


A Fitch Ratings anunciou a 24 de Março de 2010 a descida da notação de médio e longo prazo da República Portuguesa, passando-a de AA para AA-, e mantendo a respectiva tendência em negativa.

Esta alteração é justificada pelo aumento do déficit das contas públicas, que aumentou em 2009 para 9,3% do Produto Interno Bruto (PIB), face a 6,5% previsto pela Fitch Ratings em Setembro de 2009. Este incremento do déficit ampliou de forma significativa a escala das medidas orçamentais necessárias para a médio prazo estabilizar e reduzir o endividamento público.

A preocupação quanto ao impacto a médio prazo da crise económico-financeira global na economia e finanças públicas portuguesas, tendo em consideração as fraquezas desta economia e o seu nível de endividamento, constituem as razões da manutenção da tendência negativa atribuída pela Fitch Ratings à notação dos compromissos financeiros de médio e longo prazo da República Portuguesa.

Com esta alteração, as notações de risco de crédito de médio e longo prazo atribuídas à República Portuguesa são: Aa2, com tendência negativa, pela Moody's Investors Service, AA-, com tendência negativa, pela Fitch Ratings, e A+, com tendência negativa, pela Standard & Poor's.

Assim, dadas as notações de médio e longo prazo actualmente atribuídas à República Portuguesa, a Companhia Portuguesa de Rating, S.A. é da opinião que as capacidades de pagamento a médio e longo prazo (ratings de emitentes e / ou de emissões) da EGREP - Entidade Gestora de Reservas Estratégicas de Produtos Petrolíferos, E.P.E. e da PARPÚBLICA ‑ Participações Públicas, S.G.P.S., S.A. são muito fortes, embora apresentando alguma vulnerabilidade a modificações adversas da conjuntura, mas altera‑lhes as notações de AA para AA-, mantendo as respectivas tendências negativas.

Nyk

Portugal prepara novo leilão de 500 milhões em Bilhetes do Tesouro


O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) vai realizar, no dia 7 de Abril, um leilão de 500 milhões de euros de Bilhetes do Tesouro.

De acordo com um comunicado, o IGCP vai realizar, no dia 7 de Abril, à 10h30m, um leilão de BT, com maturidade de 18 de Março de 2011.

O "montante indicativo" deste leilão é de 500 milhões de euros, de acordo com o comunicado emitido pelo organismo liderado por Alberto Soares 

Nyk

HSBC diz para vender dívida portuguesa e comprar grega

O HSBC faz uma recomendação negativa para Portugal. O banco britânico recomenda aos investidores que vendam obrigações a dois anos portuguesas e comprem as da Grécia.

O banco britânico explica numa nota de análise que o plano de resgate da União Europeia para a Grécia deve proteger os investidores "tanto do risco de incumprimento [do país] como do nível das 'yields' das obrigações gregas", evitando que o preço dos títulos de dívida pública do país desça mais.

No mesmo documento citado pela Bloomberg, o HSBC adianta que "é notável que esse mesmo plano de resgate não contempla ajuda a mais nenhum país, e é muito possível que Portugal seja alvo de um escrutínio financeiro mais minucioso no que respeita o seu financiamento", o que aumenta a pressão sobre o risco da República nacional.

Certo é que as ajudas à Grécia anunciadas na semana passada só serão accionadas se a Grécia ficar sem outras opções de financiamento nos mercados internacionais.

O plano desenhado no Conselho Europeu de Bruxelas consiste em empréstimos bilaterais da zona euro, combinados com financiamento em menor escala do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Esta semana, o instituto responsável pela gestão da dívida pública portuguesa (IGCP) subiu a estimativa das necessidades de financiamento para Portugal, este ano, para um intervalo entre 24 e 25 mil milhões de euros, depois de ter anunciado antes que Portugal precisaria de emitir cerca de 20 mil milhões em dívida em 2010.

Isto depois de a agência internacional Fitch ter cortado o 'rating' da dívida de Portugal, na semana passada, de 'AA' para 'AA-'.


Nyk

Desemprego atinge pico mas ficará congelado neste máximo

Ministra diz que desemprego "estancou", mas a economia não vai ter capacidade para acabar com o flagelo



Portugal não vai ter economia que sustente uma redução do desemprego (e um arranque na criação de emprego) durante este ano e, provavelmente, no próximo.

A ministra do Trabalho, Helena André, assegurou esta semana que "estancámos o aumento do número de desempregados". E disse que "talvez tenhamos atingido o pico da entrada no desemprego". Mas vários indicadores e especialistas dizem que os máximos do desemprego vieram para ficar durante mais tempo do que nas crises passadas: o mercado de trabalho está "congelado"; não há existe criação líquida de emprego.

Pedro Adão e Silva, sociólogo, considera que "o desemprego até pode não crescer muito mais, mas também não há condições de fundo para que desça nos próximos tempo". O investigador insiste que "o mercado de trabalho está congelado, não há emprego a ser criado".

A maioria dos empresários, sobretudo na indústria, comércio a retalho e construção, também se mostra amplamente pessimista quanto à capacidade em contratar nos próximos três meses. Nos serviços, o maior sector da economia (cerca de dois terços da riqueza produzida), as perspectivas de emprego a curto prazo até melhoraram na recta final do ano, mas tornaram a deteriorar-se no arranque de 2010.

O Boletim de Primavera do Banco de Portugal, divulgado terça-feira, frisa que "todas as componentes da procura interna foram revistas em baixa em 2011, num quadro de deterioração das condições no mercado de trabalho e de revisão em baixa do rendimento disponível". No entanto, este ano será pior: "O ritmo limitado do crescimento da actividade económica permite antecipar que a destruição líquida de emprego deva perdurar durante 2010, sendo expectável uma ligeira criação líquida no decurso de 2011."

O governo consolida esta tese. A taxa de desemprego ficou em 9,5% da população activa em 2009, mas neste ano e no próximo vai manter-se em 9,8%, um máximo histórico, segundo as projecções do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). No capítulo do emprego, o cenário não é muito melhor: haverá destruição (-0,5%) este ano, seguida de um crescimento de 0,1% no próximo."O mercado de trabalho português encontra-se bastante segmentado. As gerações mais novas e mais qualificadas não têm acesso aos empregos melhores e mais estáveis. Cerca de 90% dos novos empregos são criados sob contratos a termo e a maioria não é seguida de contratos permanentes, sendo que grande parte são ocupados por trabalhadores jovens."

Adão e Silva concorda que nem mesmo este cenário central de retoma lenta está garantido e aceita a existência de "uma série de problemas financeiros que estão por resolver e podem dificultar a retoma".

Esse risco de recaída do sector financeiro mundial foi citado e estudado com profundidade pelo banco central. Basicamente, pode estar iminente uma nova vaga de "reavaliação de prémios de risco", como lhe chama a instituição, o que levará a um aumento expressivo dos spreads das taxas de juro, fazendo abortar muitos investimentos ou mirrando os que forem para a frente. O investimento é considerado a variável decisiva para criar de novos empregos ou salvar os que já existem.

O boletim do banco central sublinha que o primeiro risco "descendente" - que pode roubar ainda mais fôlego à riqueza produzida por trabalhadores, empresas privadas e sector público - está ligado à "manutenção de algumas fragilidades em diversos segmentos dos mercados financeiros internacionais", à "eventual reversão das medidas de estímulo económico" dos governos em diversos países e ao "impacto descendente da crise financeira internacional sobre o crescimento tendencial das economias desenvolvidas.

"Estes factores implicam riscos descendentes sobre as exportações portuguesas, as quais desempenham um papel crucial na actual projecção." Crucial significa que, caso as exportações falhem o seu caminho, a economia arrisca uma nova recessão em 2010 e/ou 2011.

Do lado do investimento público, que substituiu o privado (praticamente ausente) durante a fase mais agressiva da crise, as coisas também não estão de feição. Portugal, que em 2009 registou uma das recessões mais violentas de sempre, perdeu 274 milhões de euros em investimento público face ao valor assumido pelo governo no PEC. O valor de 2010 também é revisto em baixa, mas cai apenas dois milhões, mostrou ontem o INE.

A imposição de limites ao investimento público foi uma das exigências do PSD ao PS para viabilizar o PEC.

psychopath

eles sabem la o que dizem.. sabem la se é o máximo do desemprego ou se não é..

portugal até mete nojo porque afirmam as coisas sem garantias de nada..
há duas formas de ser rico.. ter mais ou desejar menos :/

Nyk

Encomendas à indústria caem menos em Fevereiro


As encomendas à indústria mantiveram a tendência de queda, mas com uma dimensão menor, em Fevereiro, num período em que a procura do mercado nacional aumentou, enquanto do mercado internacional se verificou uma quebra menor.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), as "novas encomendas recebidas na indústria em Fevereiro de 2010 diminuíram 0,4%", o que corresponde a uma atenuação da tendência de queda, já que em Janeiro a descida tinha sido de 6,8%.

A contribuir para esta evolução esteve o aumento da procura interna (4,8%), quando em Janeiro tinha caído 2,8%. Já o mercado externo verificou uma diminuição da procura de 5,1%, quando no mês anterior tinham caído 10,7%.


Nyk

Défice comercial português melhora com aumento das exportações



As exportações de bens em Portugal, no trimestre findo em Fevereiro deste ano, cresceram 7,6% e as importações aumentaram 2,4%, em termos homólogos, determinando um desagravamento do défice da balança comercial em 255,7 milhões de euros, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo a mesma fonte, o défice passou de 4,6 mil milhões de euros, no período em análise, para 4,5 mil milhões de euros este ano. A taxa de cobertura foi de 63%, ou seja, uma melhoria de 3 pontos percentuais face à registada no período homólogo.

Por meses, as exportações subiram 5,8% em Janeiro em termos homólogos, mais que duplicando esse crescimento em Fevereiro para 12,9%. Já as entradas aumentaram 3,4% no primeiro mês do ano, subindo para 13,2% esse avanço homólogo no mês seguinte.

No Comércio Extracomunitário, as importações registaram um aumento de 13%, enquanto que as exportações se mantiveram inalteráveis face ao período homólogo do ano anterior no período de Dezembro de 2009 a Fevereiro de 2010.

Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, verifica-se que as exportações diminuíram 7,5% e as importações 1%, em comparação com igual período do ano anterior. O saldo da balança comercial, com exclusão deste tipo de produtos, atingiu um "superavit" de 36,2 milhões de euros e a correspondente taxa de cobertura foi de 102,3%, enquanto que nos resultados globais (incluindo os Combustíveis e lubrificantes) se registou um défice de 947,8 milhões de euros, com uma taxa de cobertura de 66,5%, revela o INE.

Em Fevereiro de 2010, o Comércio Intracomunitário apresenta na chegada um crescimento homólogo positivo de 0,8%. Na expedição, a taxa de variação homóloga mantém a tendência do mês anterior, apresentando um crescimento de 12,9%.

Exportações de combustíveis e lubrificantes sobem 27,4%

No período de Novembro de 2009 a Janeiro de 2010, face a igual período do ano anterior, destacam-se nas entradas o acréscimo do Material de transporte e acessórios (+28,1%) e, em sentido contrário, a descida na categoria das Máquinas e outros bens de capital (-18,2%).

Do lado das saídas, para o mesmo período, destacam-se os aumentos nas categorias de Combustíveis e lubrificantes (+27,4%) e de Material de transporte e acessórios (+17,3%) e a quebra nas Máquinas e outros bens de capital (-26,1%).



Nyk

Retoma segue mais lenta em Portugal e permanece adiada na Grécia



Portugal continua a caminhar para uma recuperação económica, mas perdeu alguma velocidade. Já a Grécia persiste como o único país do euro onde a recessão parece estar teimosamente instalada. Esta é uma das conclusões que se podem retirar dos indicadores avançados hoje actualizados pela OCDE até ao mês de Fevereiro.

No caso português, o indicador – que tenta antecipar como a economia evoluirá nos próximos seis meses – voltou a subir em Fevereiro pelo 11º mês consecutivo, embora ao ritmo menos acelerado dos últimos sete meses, o que sugere um arrefecimento progressivo das perspectivas de recuperação.

O indicador subiu de 101,73 para 102,74, mantendo-se pelo terceiro mês acima a barreira dos 100 pontos, que corresponde à média de longo prazo.

A variação mensal do indicador voltou, porém, a perder alguma amplitude entre Janeiro (mais 1,16) e Fevereiro (mais 1,01). Já em termos homólogos, a variação foi amplificada.

Grécia não arranca

A grande excepção no panorama de melhoria, ainda que muito progressiva, das perspectivas de retoma das economias desenvolvidas verifica-se na Grécia. Este é o único dos 16 países membros da Zona Euro e mesmo entre as três dezenas que integram a OCDE onde se registou, em Fevereiro – e pelo terceiro mês consecutivo – um recuo do indicador avançado, de 98,83 para 98,73.

Ou seja, na melhor das hipóteses, e dado que o indicador avançado tenta antecipar inversões do ciclo económico, a Grécia só conseguirá dar a volta à recessão dentro de seis meses.

Nyk

"Os portugueses estão a ser exauridos para pagar situações inaceitáveis"

O desperdício do Estado "é um pecado social gravíssimo", ainda mais numa altura em que a "carga fiscal está a chegar ao limite da implosão, da capacidade de pressionar a economia", defendeu hoje António Pinto Leite, que assumiu esta tarde a presidência da direcção da ACEGE. O "Estado é um mau exemplo e um mau gestor" e é com as contas públicas que deveríamos estar preocupados, não com os bónus do sector privado, defendeu.

Os comentários de António Pinto Leite – advogado, empresário e ex-dirigente do PSD, foram feitos esta manhã, antes de assumir a direcção da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) em substituição de João Alberto Pinto Basto, para um mandato que, como contabilizou Pinto Leite, vai coincidir com o Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC).

"Nós temos neste momento uma infecção galopante da divida externa. E se o antibiótico não chega a tempo vamos ter um problema gravíssimo pela frente", frisou Pinto Leite, considerando que a "ideia ilusória de pedir impostos a quem ganha mais. ou à classe média, é uma solução vai acabar tragicamente para a economia portuguesa". Até porque, na sua opinião, a carga fiscal está já a chegar ao limite da ruptura", pressionando o crescimento da economia, num contexto de clara má gestão do Estado. "O estado é um mau exemplo e também um mau gestor. "Devíamos ter politicas sociais mais avançadas, mas o dinheiro desaparece", lamentou.

Para António Pinto Leite, esta sim deveria ser a grande preocupação nacional. O País deveria estar preocupado com o potencial de poupança que poderia ser feita se os dinheiros públicos fossem melhor geridos, e não com "quanto ganham três ou quatro gestores em Portugal". "Não são os salários desses gestores que poderão mudar a nossa vida, mas sim a poupança que deveria estar a ser feita".

Ganharam o dinheiro honestamente? Pagaram os seus impostos?

"Não se deve entrar numa onda de criticismo quando as pessoas foram contratadas e mudaram as suas vidas com base nesses contratos. Há valores que nos podem impressionar – poderia ter havido mais moderação – mas mesmo nas empresas cotadas onde o Estado tem uma participação julgo que é injusto colocar em cheque pessoas que superaram os objectivos que lhes foram colocados, e com os quais o Estado também vai beneficiar altamente como accionista e como colector de impostos". Esta análise de Pinto Leite surge em véspera das assembleias geral da EDP e da PT, empresas nas quais o Estado deverá propor amanhã cortes salariais e suspensão de prémios nos próximos anos.

António Mexia e Zeinal Bava – cujos prémios de gestão têm estado em foco – ganham muito ou pouco? "A primeira pergunta que se deve fazer a quem ganha muito dinheiro é se o ganhou honestamente e se pagou impostos. E provavelmente estamos a falar das pessoas que mais pagaram impostos em Portugal", apontou António Pinto Leite, um defensor da divulgação dos salários individualizados dos administradores das cotadas.

No caso da EDP, por exemplo, estamos perante um grupo de gestores "que conseguiu superar altamente os objectivos que lhes foram fixados, e muitas vezes com estratégias que não estavam pensadas antes, com estratégias de internacionalização muito bem feitas, com grande pontaria método, e sucesso. Eu nunca olho para o quanto o outros ganham. Quero é que eles paguem os impostos, tal como eu pago os meus", defendeu, argumentando ainda que alguns dos salários de topo que têm estado debaixo de foco têm que ser contextualizados à luz dos segmentos de alinhamento internacional onde se insere. O talento tem o seu preço.

O salário mínimo não é justo

Mesmo assim, Pinto Leite espera que todo o debate público possa ter a virtualidade de criar uma dinâmica no interior da empresas que, eventualmente, possa até "corrigir alguns excessos".

Apesar de tudo, os empresários têm uma missão de generosidade nas suas empresas e devem, neste momento de crise, que exige forte racionalidade económica, esforçar-se por proteger o emprego e aqueles que têm os salários mais baixos. "O desemprego deve ser sempre a última solução e, ainda que incorrendo em politicas de alguma flexibilidade, os empresários devem olhar com generosidade para aqueles que têm salários mais baixos. O salário mínimo, a partir do momento em que é um indicador que mantém as pessoas num risco de pobreza, não é um salário justo", defendeu o novo presidente da ACEGE.

A nova direcção, ontem eleita para o triénio 2010-2013, conta também com Nuno Fernandes Thomaz, Francisco Mello e Castro, João de Mello, Ana Paula Carvalho e Armindo Monteiro. António Horta Osório fica a presidir à mesa da assembleia geral.