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EURO

Iniciado por pedrinha, Julho 07, 2011, 12:24

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pedrinha

Forte detioração das expetativas económicas alemãs
Forte queda dos indicadores de sentimento da ZEW, arrastam euro para novos mínimos do dia 1.3657 face ao dólar.
A detioração das expetativas económicas e da situação corrente da economia alemã e europeia, assentam no efeito contágio da crise divida, que poderá arrastar a Alemanha para ligeira recessão nos próximos 6 meses.
O sentimento económico caiu pelo 8º mês consecutivo para os -48.3 face aos -45.0 esperados e 43.3 anteriores. O indicador que mede o sentimento dos gestores relativamente à situação corrente com forte queda para os 38.4 face aos 40.0 esperados e 43.6 anteriores.

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Mercados em relativa euforia com possível solução definitiva
Euro a testar 1.39 face ao dólar, libra em máximos do mês 1.5950, com a possibilidade da zona euro conseguir solução global e definitiva para a crise que se abate na zona euro. Apesar dos desacordos e pontos de vista diferentes dos vários líderes, o fato é que estão concentrados e mergulhados na missão de encontrar solução consensual e definitiva para todas as partes.
No passado recente, temos assistido ao contrário, com medidas avulsas e pontuais, que têm agravado ainda mais a já difícil situação das economias periféricas. Provocando contágio a toda a zona euro. A situação atingiu o limite. O próprio líder da 2ª maior economia europeia, a França, determinou o prazo de 10 dias para salvar o euro.
Não sendo previsível acordo para o conselho europeu de domingo, já ficou definida conferência da zona euro para quarta-feira, dia 26 do corrente. Hoje, reúne-se os ministros das finanças, para preparar o conselho europeu e também decidir do desbloqueio da 6ª tranche de ajuda à Grécia. Decisão que será adiada por falta do relatório da Troica, conforme noticiamos ontem. A decisão fica adiada para quarta-feira.
Euro segue a valorizar, tendo já atingido 1.3900 face ao dólar.
Ao nível técnico, o nosso ponto de validação: 1.3800
• Com preferência para posições longas acima de 1.3800 e metas a 1.3915 e 1.3970
• Em alternativa posições curtas abaixo de 1.3800, com maior força abaixo de 1.3700, com meta a 1.3650

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Semana 43

Euro luta pela sobrevivência. Foram 72 horas consecutivas de conferências, reuniões, conselhos e cimeiras, para tentar solucionar definitivamente a crise da zona euro. O resultado fica adiado para quarta-feira, com nova ronda de encontros.
Prevalece a ideia de que a zona euro está cada vez mais dependente, única e exclusivamente da Alemanha. Como se pode constatar neste fim de semana, que não foi mais, do que a definição das medidas que a Merkel vai levar, para votação, ao parlamento ou comissão de acompanhamento alemão. É que na última decisão das autoridades legislativas alemãs, as novas ações de participação dos alemães na zona euro, fica obrigada a autorização do parlamento alemão. Daí o adiamento das decisões da cimeira deste domingo para a próxima quarta-feira.
Os principais assuntos a autorizar pelo parlamento alemão, e consequentemente pela nova cimeira da zona euro de quarta-feira, dia 26:
•   Recapitalização da banca europeia
•   Qual a percentagem de perdão da divida grega pelos privados
•   Alterações ao tratado europeu, com especial enfoque no aumento das penalizações por incumprimento das metas.
•   Recursos, aplicação e operacionalização do FEEF
No dia D, quarta-feira 26, vai ocorrer:
•   Votação/autorização pelo parlamento/comissão alemão das medidas que a Merkel pode negociar na zona euro
•   Cimeira europeia com os 27 membros da união europeia
•   Reunião dos 17 membros da zona euro para discussão e aprovação das medidas acima elencadas.
Nestas alturas de forte pressão sobre o euro, os indicadores económicos são renegados para 2º plano. Os investidores focam as suas atenções no progresso das negociações na zona euro. As expetativas são elevadas, conforme demonstra a valorização do euro face ao dólar durante este mês, com mínimos de 1.3145 e na sexta-feira já testou os 1.3900. Este comportamento, conhecido por prova por absurdo, reflete a impossibilidade de uma não solução. É similar ao comportamento verificado no mercado americano em 2009, crise do subprime. Em pleno cenário catastrófico, o mercado inverteu e começou a valorizar com base na obrigatoriedade de uma solução.
O japão aumentou as ameaças de intervenção, para por termo à valorização do yen. Na sexta-feira o usdjpy atingiu novo mínimo de sempre ao cotar nos 75.74 face ao mínimo de agosto, nos 75.94. É um teste à capacidade do BoJ, para se deixar de ameaças e passar à ação, mesmo que pontual. Pois, sem o apoio dos restantes bancos centrais, a probabilidade de sucesso é muito baixa. Aumenta o enfoque na reunião do BoJ na madrugada da próxima quinta-feira. 
Principais eventos agendados para a semana 43:
•   Terça, 25: Conta corrente UK; Vendas a retalho e decisão taxa de juro do Canadá
•   Quarta, 26: Inflação da Austrália; Votação/autorização do parlamento alemão, Cimeira europeia e Cimeira da zona euro; Ordens de bens duráveis e vendas de casas novas americanas; Decisão taxa de juro Nova Zelândia.
•   Quinta, 27: Decisão taxa de juro do Japão; Pib, desemprego e contratos promessa de compra e venda de casas americanas.
•   Sexta, 28: Barómetro económico KOF da Suíça; inflação PCE, consumo/ gastos pessoais e sentimento do consumidor americano.
•   Durante a semana decorre a divulgação dos resultados do 3º trimestre das principais empresas europeias
Mais uma vez, os indicadores da semana que passou, indiciaram que estamos num ponto de indecisão. Com o motor da economia mundial, a China em arrefecimento do crescimento económico e forte aumento da inflação americana com base no aumento dos preços dos bens mais voláteis. A detioração do emprego americano e a possibilidade de recessão, começa a pressionar o foco da Fed, para um possível, retorno às políticas monetárias de maior estímulo económico (QE), e consequente desvalorização do dólar. O enfoque da semana vai continuar na zona euro, pelo menos até quarta-feira, dia D do euro. Salienta-se a reunião do BoJ, na madrugada de quinta-feira, e as possíveis novas medidas para travar a valorização do yen, principalmente face ao dólar.
Hoje, segunda-feira foi divulgado, ligeira melhoria da balança comercial japonesa e a contínua detioração dos índices pmi, que reflete o sentimento negativo dos agentes económicos europeus. Os mercados lateralizam aguardando desenvolvimentos da zona euro, com euro a cotar nos 1.3900 face ao dólar. 

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Optimismo ponderado puxa pelo euro
O mercado está expectante do dia D, quarta-feira e as decisões para o futuro do euro. É um optimismo controlado e alimentado pelas notícias que vão sendo divulgadas. Como o aumento da exposição do FEEF para valores superiores a 1 bilião.
Os bons resultados do 3º trimestre das empresas de referência americanas e europeias, têm alimentado a euforia dos mercados.
De salientar a ajuda da Fed, pois as probabilidades de ativação do tão falado QE3, estão a aumentar. A comprovar está a reação em queda do dólar, principalmente face ao yen, que atingiu no fim da semana passada novos mínimos de sempre. Assim como a reação em alta das bolsas e das comodaties, impulsionados pela possibilidade da Fed injetar mais uns biliões nos seus mercados.
Euro segue a valorizar nos 1.3930 face ao dólar e o yen mantém-se na zona dos 76.00, pois o mercado está receoso da possível intervenção do BoJ na desvalorização do yen.
Às, 13:30 é divulgado as vendas a retalho do Canadá, às 14h as decisão de taxa de juro pelo banco central. È esperado manutenção da taxa no atual 1%, importante a atualização do outlook económico.
Às 13h, foi atualizado a análise técnica.

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O dia D do Euro
12h votação do parlamento alemão das medidas a apresentar na cimeira europeia
17h – Cimeira de união europeia
O Cimeira Europeia irá debater três pontos:
1.   Recapitalização dos bancos europeus – numa primeira fase os bancos recorrem aos meios normais dos mercados de capitais, caso necessário numa segunda fase podem recorrer ao Estado e como ultimo recurso podem aceder ao FEEF
2.   Aumento e operacionalização do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) – A Alemanha propõe que o fundo funcione como uma seguradora, garantindo aos obrigacionistas uma parte do investimento, no caso de incumprimento por algum país. A exposição do fundo seria de 1 bilião de euros. A França e outros países preferem o alargamento (alavancagem) das capacidades de intervenção do fundo.
3.   Percentagem de Haircut da divida grega - em junho tinha sido adiantado 21% de perdão da divida grega, mas com a detioração das condições económicas, a proposta avançou para corte entre 40% e 60% da divida. Os bancos europeus consideram inaceitável corte superior a 40%. Como a reunião do Ecofin foi suspensa, da cimeira deverá sair diretivas gerais da solução a implementar e operacionalizar pelo Ecofin.
Entretanto, surgiram rumores de possível queda do governo italiano, pois está com dificuldades em aprovar as medidas negociadas na cimeira do passado domingo, principalmente no aumento da idade de reforma dos 65 para os 67 anos de idade.
Euro tem lateralizado nos 1.3930 na expetativa dos próximos desenvolvimentos.

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Cimeira da zona euro: Acordo alcançado

Os mercados reagem em alta com dia D a gerar acordo nas medidas para solução da crise na zona euro.
Dos três pontos principais, foram alcançados as seguintes soluções:
1.   Recapitalização dos bancos: 106 mil milhões
2.   FEEF: alavancagem até 5 vezes o que aumenta exposição até 1 bilião
3.   Haircut da divida grega: 50%
A perspetiva inicial era de adiamento de algumas soluções, contudo a cimeira consegui produzir soluções que no computo geral atingem as metas que o mercado tinha estabelecido como requisitos mínimos para a salvação do euro. Euro testou os 1.4037 face ao dólar e as bolsas abriram em forte alta.
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China força contenção nos mercados
Depois da forte reação em alta dos mercados às medidas aprovadas na cimeira da zona euro, para conter a crise de divida que assolava a europa, os mercados lateralizam, com uma série de notícias menos positivas, realçamos:
•   As precauções e duvidas que as autoridades chinesas colocam para investir no FEEF
•   A não inclusão na agenda da próxima reunião do G20 do FEEF
•   Os investidores consideram existir muitas "zonas brancas", que carecem de esclarecimento nas medidas que foram aprovadas na cimeira da passada quarta-feira.
•   A delicada e frágil situação do governo italiano e a consequente falta de autoridade para a implementação do novo e ambicioso plano de reformas para a recuperação do equilíbrio financeiro e orçamental italiano.
•   Subida das yields e ligeira queda da procura no leilão de divida italiana de 8.5 mil milhões de euros. Confirmando, a débil situação política italiana.
•   Queda em setembro de -0.5% nos gastos dos consumidores franceses.
•   Contração da economia da zona euro em outubro face ao mês anterior, segundo os dados divulgados pelo Banco Central Italiano. De salientar que é a primeira vez, desde setembro de 2009, que se verifica contração mensal.
•   Desemprego espanhol sobe para  21.5%, é o mais elevados dos países desenvolvidos.
•   Sarkozy baixou para a previsão de crescimento económico da França para 2012. O principal motivo é o impacto do 2º pacote de medidas de austeridade para atingir as metas do défice e não perder o rating máximo da sua divida soberana.
O euro segue a corrigir nos 1.4150 dos máximos de ontem 1.4246, face ao dólar.

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Gastos e ganhos pessoais: 0.6% e 0.1%

Os consumidores americanos a gastaram no mês de setembro, mais 0,6% que no mês anterior, dentro do esperado pelo mercado. Confirmando, o aumento verificado desta componente no aumento do Pib do 3º trimestre divulgado esta semana. De salientar a queda da taxa de poupança para os 3,6%, a mais baixa desde dezembro de 2007.
Nos ganhos pessoais, em setembro o aumento foi de apenas 0.1%, que comparado com os ganhos negativos de -0.1%, verificados no mês de agosto, pode-se considerar um reflexo positivo da relativa melhoria da economia americana. Um dos principais fatores que tem impedido maiores ganhos é as elevadas taxas de desemprego que tem assolado a economia americana e o relativo arrefecimento do crescimento da economia americana.
O principal indicador usado pela Fed para análise da inflação, o PCE (Price Consumer Expanditure), saiu em setembro e em termos anuais nos 2,9%, o mesmo que em agosto. O core foi de 1.6%, também igual ao verificado no mês anterior, confirmando queda da pressão inflacionista.
O índice que mede os custos do trabalho saiu nos 0.3% em termos trimestrais, forte queda face ao 0.6% esperado e 0.7% anterior.
A reação do dólar foi contida, pois o mercado está na espetativa dos desenvolvimentos das medidas tomadas pela zona euro para resolução da crise que assola a zona euro.

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Agenda pré-G20
Hoje, 2/11/2011
Reunião de urgência sobre a realização do referendo na Grécia, com a participação:
•   Presidente francês, Sarkozy, a chanceler alemã, Merkel, o presidente do Conselho Europeu, Van Rompuy, o presidente da Comissão Europeia, Barroso, o chefe da zona euro, Juncker, o novo presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, e a diretora geral do Fundo Monetário Internacional , Largarde.
Local - Reunião esta tarde, em Cannes, França. A reunião começa às 16:30.


Após o jantar os líderes encontram-se com o 1º ministro grego, Papandreou:
•   Líderes europeus e do FMI encontram-se com o primeiro-ministro e o ministro das Finanças grego
De salientar que  o 1º ministro italiano, Berlusconi, convocou uma reunião com os ministros do seu governo, para aprovar as medidas de austeridade aprovadas com a União Europeia, para promover o crescimento e lutar contra o endividamento.

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Referendo grego: o mais breve possível!
A zona euro quer que o referendo seja realizado com a máxima brevidade possível. Após reunião entre Sarkozy e Merkel e os principais responsáveis do BCE e FMI e EU, decidiram que perante a inflexibilidade do 1º ministro grego, a Grécia deve realizar a 4 de dezembro o referendo. Todos os apoios negociados ficam retidos, o que inclui a 6ª tranche de 8 mil milhões de euros.
Hoje na reunião do G20 será analisada a inesperada decisão do governo grego, que surpreendeu os mercados e os líderes mundiais. O objetivo é traçar plano de ação para evitar que a possível saída do euro e o mais que provável default total da divida publica e privada grega provoque colapso no mercado financeiro mundial.

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Referendo grego dependente do voto de confiança
O 1º ministro grego, fez questão de salientar que não se demite e que o referendo está dependente do voto de confiança política, agendado para hoje.
Esta intensa sexta-feira, começou com a confirmação da queda do sentimento dos agentes económicos da zona euro com o PMI dos serviços abaixo do esperado e do mês anterior, contudo para a Alemanha o mesmo indicador revelou ligeira recuperação. Mais um comprovativo de uma zona euro a duas velocidades.
Pelas 10h é divulgado o preço no produtor de setembro da zona euro, com o mercado à espera de subida de ligeira subida de 0.2% face à queda registada de -0.1% no mês anterior.
Pelas 11h, sai os dados do desemprego do Canadá , com o mercado na expetativa de manutenção da taxa nos 7.1% e a criação de 20k novos postos de trabalho. Simultaneamente é divulgado as ordens às fábricas alemãs do mês de setembro, com o mercado à espera de melhoria de 0.1%, face à forte queda de -1.4% anterior.
Mas o foco do mercado está na divulgação do famoso e importante indicador americano, o Nonfarm Payrolls, às 12:30. O mercado espera que a dinâmica da economia americana, gere cerca  de 95.000 novos empregos. O que está em conformidade com os dados divulgados esta quarta-feira, 110.000 pela mega processadora de salários americanos, a ADP. A taxa de desemprego deverá manter-se nos atuais 9.1% e os ganhos hora deverão ser iguais aos do mês anterior, nos 0.2%.

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G20: muito abaixo das expetativas
As declarações da líder alemã, de que poucos foram os países que se comprometeram a comprar divida europeia, despoletou forte reação dos mercados financeiros, arrastando o euro para novos mínimos do dia, 1.3710 face ao dólar.
Estavam depositadas grandes esperanças de que o G20 iria restaurar a confiança na zona euro. Mas o comunicado final não é mais do que um conjunto de boas intenções, e nada de concreto. Salientamos, por exemplo, o aumento dos recursos do FMI. Este simples objetivo não foi alcançado.
Ficou bem saliente, a situação débil em que se encontra a 3ª economia da zona euro, a Itália. Foram várias as referências e recomendações às reformas que o país deve proceder para resolver o seu difícil problema de divida e evitar o contágio mundial.
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Euro agarrado à Itália
A Itália pertence ao núcleo duro da moeda única. É a 3ª maior economia da zona euro e faz parte do G8. Os seus 120% de divida publica face ao pib e o seu débil governo, estão a colocar dúvidas sobre a sobrevivência do euro.
Com a autorização para o FMI monitorizar as contas publicas italianas, o mito de uma grande potência poder necessitar de ajuda, foi quebrado. E o mercado, conforme já vinha demonstrando, pela subida das yields e dos cds da divida italiana, não confia nas atuais capacidades de a Itália honrar os seus compromissos. Não fosse as intervenções diretas do BCE, na compra de divida italiana e deixo à imaginação de cada um, onde estariam as yields italianas.
O líder do partido Liga Norte, um dos aliados do atual governo italiano, sugeriu ao atual 1ª ministro italiano, Silvio Berlusconi, que se demitisse e deixe-se o lugar para o presidente do partido Livre, Angelino Alfano. Mas Berlusconi, continua a afirmar que não tenciona demitir-se, conforme já ontem a comunicação social tinha divulgado. A débil situação política vem agravar a já complicada e difícil situação financeira que a Itália se encontra, com as yields das obrigações soberanas a 10 anos, a cotar nos 6.54%, correspondendo a uma penalização (spread) de 487 pb face à alemã.
A dimensão da divida publica italiana é de tal ordem grande, cerca de 5 vezes a da Grécia, que um potencial resgate é visto como impraticável pelo mercado. Daí a pressão para que o governo italiano tome as medidas necessárias para resolver, sem ajuda externa, o seus problemas financeiros.
Hoje, 8/11/2011, o governo vai colocar a novamente a votação um retificativo de 2010, que foi chumbado em outubro. O governo fez questão de associar à votação e ao seu possível chumbo, mais um voto de confiança sobre as medidas de austeridade prometidas à União Europeia e ao BCE. De salientar que o BCE condicionou a intervenção no mercado, comprando divida publica italiana, através do cumprimento, por parte do governo italiano, de todas as medidas acordadas, conforme carta intenções enviada por Berlusconi ao BCE. O resultado desta votação poderá despoletar uma série de forte reações nos mercados financeiros, atingindo principalmente o euro.

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Mercados em correção
Após semana de fortes quedas, os mercados corrigem, com os investidores a realizarem mais-valias da semana e a reequilibrarem as carteiras para o fim de semana.
A ajudar na correção estão a tomada de posse do novo governo italiano, com Mario Monti como 1º ministro, chefiando governo tecnocrata para aplicação das medidas aprovadas no orçamento de 2012.
Na Grécia, Papademos e sua equipa estão focalizados, em aplicar as medidas acordadas com a troica, para que o desbloqueio da 6ª tranche de 8 mil milhões, seja efetuada, com a máxima brevidade possível, pois estão em causa o pagamento de salários e pensões.
De Espanha viram más noticias, com a leilão de divida soberana a 10 anos a tocar nos 7%. O contágio, não foi evitado e a 3ª e 4ª economia da zona euro estão em situação de pedido de assistência. Para minorar os danos, o BCE, tem comprado divida soberana destas economias, mas o mercado persiste em se libertar destes títulos e refugiar-se nos ativos americanos.
O euro que durante a semana desvalorizou de 1.3790 até 1.3445 face ao dólar, segue a corrigir, cotando 1.3595. Com todas as High Yield currencies a seguir o rasto.
A inflação no Canadá subiu acima do esperado, 0.2% ( 0.1%) e a core 0.3% (0.1%), acelerando a forte reação que se vinha registando desde a abertura do mercado europeu do usdcad.

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BCE mais interventivo e Eurobonds a caminho?

As Eurobonds deixaram de ser tabu. O Durão Barroso, durante esta semana reafirmou várias vezes, que a solução passa pela emissão conjunta de obrigações soberanas, as Eurobonds. Coincidência ou não, pela 1ª vez, o estado alemão não conseguiu encontrar compradores suficientes para a emissão de obrigações soberanas a 10 anos. Desvalorizaram o acontecimento, por não terem necessidade imediata de liquidez, mas o fato, é que obrigou as autoridades alemãs a alterar a opinião, relativa ao encontro de solução para a crise que se abate sobre a zona euro.
Já foram várias as declarações de responsáveis alemães, no sentido de abertura da possibilidade das Eurobonds, condicionando a solução com maior controlo sobre os países membros, o que implica transferência de soberania dos estados membros e a alteração do atual tratado da União Europeia. Nestas condições, a efetivação das Eurobonds, será um processo longo e moroso, perdendo eficácia interventiva na resolução da atual crise da zona euro.
Para uma intervenção imediata, a solução passa pelo BCE. Mais uma vez a Alemanha e alguns países nórdicos, reafirmam que a intervenção do BCE está limitada ao controlo da inflação. O que impede o BCE, de reagir como os seus parceiros, Fed, BoE, SNB, e BoJ no aumento da liquidez, como forma de auxiliar a recuperação financeira e económica. A solução passará por, o próprio BCE alargar a sua intervenção, sem colocar em causa o seu mandato de controlo inflacionista. Para tal, está a ser equacionada a intervenção nos mercados para controlo do forte aumento dos diferenciais de taxa de juro entre os países membros do euro. Atualmente, o BCE intervém muito limitadamente no mercado secundário comprando divida soberana dos pigs. A solução passaria por uma extensão ao mercado de divida soberana primário e forte aumento da capacidade interventiva, conforme proposto pelo Sarkozy.
A reunião de hoje dos líderes das três maiores economias da zona euro, Merkel; Sarkozy e Monti, poderá indiciar qual o caminho a prosseguir, na resolução da crise da zona euro. 

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