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Perspectivas 2013

Iniciado por JoseABMachado, Abril 07, 2013, 14:57

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JoseABMachado


Opinião 03/04/2013


De acordo com os nossos parâmetros de análise, o PSI 20 entrou em "Bear Market" em Junho de 2010. Mantendo-se esta situação válida até finais de Outubro de 2012. Em 24/10/2012 os nossos modelos assinalaram uma alteração estrutural importante no Mercado, gerando uma reconfiguração da posição de "Bear Market" para "Bull Market".


Conforme referenciamos durante bastante tempo em alertas e análises anteriores, na nossa interpretação e perspectiva, o PSI 20 criou uma situação de "overbought" (Sobre-Compra), pela rápida e significativa valorização registada num curto espaço de três meses, num conjunto delimitado de títulos.


A partir de finais de Janeiro a apreciação continua deste Mercado começou a gerar alguns sintomas de sobreaquecimento, visíveis por exemplo em títulos de "segunda linha" que começaram a apresentar apreciações exponenciais em sessões muito curtas de Mercado.


No final de Janeiro a média de volume começou também a subir exponencialmente sugerindo uma potencial grande rotação de papel, eventualmente de "mãos fortes para "mãos fracas".


Neste espaço de tempo a 1ª resistência que tínhamos delimitado mostrou-se intransponível, apesar da tentativa gorada de força do Mercado, registada nos últimos dias de Fevereiro que viria a ser comprometida por factores externos.


Já referimos em análises anteriores que o PSI 20 é um pequeno Mercado que no conjunto das carteiras globais não representa mais que 2,5% a 3% da "alocação potencial" dos grandes institucionais.


Desta forma, qualquer posição de "Cash in" ou "Cash Out" no PSI 20, pode provocar oscilações muito significativas, dada a pouca profundidade do mesmo.


O primeiro ponto de reacção coerente no Mercado, registou-se no final de Março. O segundo grande ponto de reacção, poderá verificar-se só na "Zona" dos 5.150 pontos.


Opinião 04/04/2013


Segundo informação publicada no Site Jornal de Negócios, "depois de ontem o Citigroup ter considerado exagerada a queda das acções dos bancos portugueses, hoje é a vez de o BBVA dizer que a tensão política em Portugal levou as cotações para níveis que representam uma "oportunidade de comprar acções" do sector".


Na nossa perspectiva e opinião, neste momento em concreto qualquer reacção positiva que se registe é uma oportunidade de venda e não de compra.


Tendo em conta a evolução registada pelos principais Bancos Nacionais, a queda entre meados de Janeiro e três de Abril, foi respectivamente cerca de, BCP -32%, BES -43% e BPI – 34%.




Estas  e outras "oportunidades de compra" recorrentemente difundidas em situações de contracção significativa de cotações, sugerem no nosso entendimento mais posições de "retórica umbilical" do que posições consistentes.


Na nossa interpretação, quem vende neste momento, fá-lo porque comprou cedo, ou por que comprou tarde.


Mesmo que não seja nenhuma destas a situação registada, existem  divergências importantes na evolução dos Mercados Mundiais que terão de ser resolvidas ou por um ajustamento em baixa do Mercado dos EUA ou por um ajustamento em alta dos outros Mercados.


Se considerarmos que o Mercado dos EUA está em alta desde o início de Dezembro e que vamos entrar num período de sazonalidade negativa (Maio), a "probabilidade" de se vir a registar uma correcção nos EUA é na nossa opinião muito elevada.


A questão que se deve colocar é como irão nessa circunstância reagir os restantes Mercado e por óbvio arrastamento, os respectivos activos que os compõem.
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Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado

#1

22/04/2013


Posição de Mercado


Tendo em conta a corrente dinâmica e estrutura de Mercado (S&P 500) e de acordo com a nossa perspectiva e opinião, a "probabilidade" de se vir a registar uma correcção nos níveis correntes tem vindo a aumentar, embora não existam ainda elementos conclusivos determinantes.


A nossa posição de Mercado continua desta forma, "Neutral" no curto, médio prazo e Negativa no Longo Prazo.


Conforme pode ser observado no gráfico anexo seguinte, o Mercado tenta consolidar dentro de uma "Zona" definida, em que da qual o movimento seguinte "poderá" originar uma correcção de amplitude "potencialmente", confinada (7 a 10%).
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Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado


Durou três minutos e "raspou" cerca de 150 pontos do Dow Jones Industrial Average num piscar de olhos.


Tudo começou quando a conta da Associated Press no Twitter foi hackeada.


Uma mensagem errada foi difundida, informando que tinha existido uma explosão na Casa Branca. A informação foi rapidamente desmentida por membros da equipe do presidente e vários repórteres da AP, regressando rapidamente os Mercados à normalidade.


No entanto a situação em si mesmo não pode passar em claro e serve para um rápido lembrete sobre o quão perto se mantêm situações de alta volatilidade e pânico no mercado – seja a notícia falsa, ou real.


A estrutura interna neste ponto é significativamente vulnerável. A quantidade de volume, explicada por "robots" que fecham automaticamente posições ao mínimo sinal de turbulência é enorme.


Esta é a realidade actual, onde um "tweet" a partir de uma conta "hackeada" pode temporariamente acabar com metade de um trilião de dólares em poucos minutos.
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Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado

#3
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Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado

#4
Update de Mercado


A nossa posição de Mercado relativa aos índices Pivô mantém-se e não antecipamos uma mudança  "neste momento", relativamente ao modelo dinâmico e conservador. A nossa "perspectiva" de Mercado continua "negativa" no curto prazo e "neutral" no médio , longo prazo.


Posição de Mercado


O período de indefinição dos últimos dias (...)




Email
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Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado

#5

Segundo a Business Insider , John Mauldin considera que o Mercado de acções dos EUA está excepcionalmente caro e que podemos assistir a um Histórico Crash. John Mauldin é apresentado como autor,de best-sellers  e editor do Web Site ,"Thoughts From The Frontline".


Pode o Sr. Mauldin estar certo? . Pode , como pode também estar errado.


Na nossa perspectiva e opinião , o problema do Sr. Mauldin não é diferente do de outro qualquer Market Pundit. Fazer afirmações categóricas , eventualmente bem ou muito bem estruturadas que "podem ou não verificar-se" e que "se"eventualmente se concretizam , os colocam numa situação de "clarividência excepcional".


Crash`s, Bear Markets , Bull Markets ou qualquer outro qualificativo desta natureza , não estão dependentes do Sr. Mauldin ou de qualquer outro Pundit, mas da forma como a generalidade do Mercado, ou seja a relação de força da oferta e da procura se verifica em termos dinâmicos. Mesmo situações como as descritas por Nassim Taleb , só são adaptáveis ao contexto de investimento se estiverem rodeadas de uma matriz de timing execuivel .


Caso contrário os mídia utilizarão este género de previsão relativa para condicionar o público, sem que nunca se registem resultados práticos nas decisões de investimento.


Nenhum Market Pundit em contexto narrativo acrescentará em nenhuma circunstancia valor  a uma posição de entrada  ou saída concreta de Mercado, com timing adequado e consistente no tempo e isto por mais elaborada e descritiva que seja a sua argumentação.


O Crash de 1929 acontece num contexto em que o Mercado caia cerca de -16% em relação ao máximo atingido em Agosto desse ano , com uma recuperação de 10% em Outubro mal sucedida e só a partir daí o Crash como é conhecido. O Crash de 1987 , acontece num contexto em que o Mercado tinha enfraquecido cerca de -10% entre Agosto e Setembro desse ano , recuperado 7,6% entre Setembro e Outubro e só a partir daí o Crash como é conhecido.


Na nossa perspectiva , Crash é sem dúvida um termo que capta a atenção do público e que gera tráfico de informação, no entanto para um investidor concreto os aspectos práticos do Mercado devem ser de natureza diferente.
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Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado

#6

Em 1911 Thomas J. Watson, criou um conceito que haveria por volta de 1914  aplicar à IBM e que dizia simplesmente "Think".


"Think" ou pense em Português, exige uma atitude de reflexão e supostamente trabalho prévio antes da acção directa de execução.


Contrariamente à atitude subjacente e implícita de Watson e para o que concretamente nos interessa, os investidores são hoje em dia compelidos e "enquadrados" a fazer justamente o oposto.


Para termos uma perspectiva na "nossa opinião", desta realidade, vamos regredir para os finais da década de setenta.


Tal como os conhecemos, programas de cálculo ou de análise gráfica só a partir de finais de oitenta é que começam a aparecer. O Lotus 123, precursor do hoje vulgarizado Excel, aparece por volta de meados de oitenta e essencialmente a pedido da indústria financeira.


A Análise Gráfica era uma técnica hermética, vista com complacência pelos tradicionais analistas de Wall Street.


A partir de finais de oitenta as coisas começam a mudar e com o aparecimento da Internet, assistimos a um "Boom" de conhecimento e partilha de informação global.


A partilha de informação, troce aspectos gerais excecionalmente positivos, no entanto também troce consigo uma atitude de não "Think" e de "fast food" geral de economês e análise, contrária ao conceito de Thomas Watson.


Exemplificando:


(i) Por volta de finais de 2012 um conjunto geral de Mercados começou a sinalizar com grau de probabilidade elevada a possibilidade de virem a desenvolver um movimento de alta importante.


Á data e neste contexto, o Mercado Turco e Grego, enquadravam-se no efeito. Meses mais tarde por volta de Abril, Maio de 2013 o Mercado Grego e sobretudo o Turco estavam a ser amplamente "vendidos" junto de investidores particulares.


(ii) A  Análise Técnica vulgarizou-se e tornou-se popular junto da generalidade dos investidores. De forma geral mais ou menos aprofundada, as pessoas tendem a tomar contacto com o "conceito". As corretoras difundem-no e promovem-no através de programas e até de informação e formação sistemática.


Genericamente o investidor contemporâneo está identificado com a multiplicidade de indicadores existentes, com o seu conceito e também função. MACD, RSI, CCI, KST, Estocástico são entre muitos outros, indicadores conhecidos, utilizados e vulgarizados.


Chegados a este ponto, ou os investidores recriam a abordagem de Mercado, desenvolvendo indicadores e técnicas difusas de despiste, ou a abordagem tradicional tenderá a cair na ineficácia. Se todos dominarem o mesmo conceito, com as mesmas regras e conhecedores dos mesmos efeitos, a tendência natural será para todos agirem em sintonia, e mais ou menos em simultâneo, tornando ineficaz a acção.


(iii) "Eu acho que"..., A generalidade dos investidores, operadores e afins passam o tempo a "achar" e a tecer considerações sobre o Mercado.


«Para uns o Mercado sobe, para outros desce, para outros ainda a empresa (A) vai ter um desempenho bom e a (B) uma queda aparatosa».
Colocando o "acho que" em contexto, porque haveria o Mercado de se importar com o que achamos dele?


A resposta na "nossa opinião" é por nada. Se o «Mercado», nem nos conhece, porque se iria importar com o que pensamos? e sobre aquela empresa que "achamos" que é um bom investimento ou a outra que vai ter uma queda aparatosa ... , num Mercado de milhões de pessoas , confrontados com institucionais , literalmente com recursos ilimitados para investigação, com capacidade de recrutarem as melhores mentes financeiras, o pequeno investidor é compelido e condicionado a pensar que o que "acha" fará diferença , ou melhor ainda que de zero a "apenas" cinco sessões de vídeo se irá tornar num ... , "Profissional".
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Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado

#7

Aspectos Gerais


A primeira referencia à análise gráfica dos últimos trinta anos,  em Portugal foi feita por um operador da Bolsa de Mercadorias de Chicago que de regresso ao País editou um pequeno manual de indicadores técnicos publicitado no Diário de Notícias , onde se explicava detalhadamente a sua construção manual. Com a introdução progressiva de hardware acessível, por volta de 1987 a Intercorp de Luís Alvin (Ex. Quadro do BPA a viver no pós 25 de Abril nos EUA) , trazia para o País o primeiro Software de Análise Técnica , o Metastock versão DOS.


À data as cotações em contínuo não existiam e o acesso instantâneo à informação era uma miragem de ficção cientifica. O upgrade de sistemas e de informação foi entretanto no mínimo , notável.


Tornaram-se os investidores mais astutos mais eficientes, ou as operações mais rentáveis? O que era a Análise Gráfica no período que antecede a década de 1980?. As duas fotos seguintes dão uma ideia.


Entre os finais da década de oitenta e o momento presente, apesar da verdadeira "revolução" entretanto operada, o numero e qualidade de algoritmos de análise , pouco evoluiu em substancia. A sofisticação da sua apresentação e a popularização dos mesmos é que sofreu um efeito revolucionário.


Esta situação deveria ser "no mínimo" estranha para o público, uma vez que os meios entretanto exponencialmente emergentes, potenciam a facilidade de calculo e análise.


As black box e white box são modelos de softwares comerciais amplamente divulgados e disponíveis, onde nada de concreto e em substancia, verdadeiramente inovador é colocado.


No mundo real qualquer investidor ou instituição, opera com modelos mais ou menos eficientes e essa é de facto a realidade que está por detrás, dos exercícios de Marketing amplamente divulgados junto do público.


Em sentido figurado e sem qualquer desqualificação para a circunstância física, um coxo pode entusiasticamente discutir futebol, defender tácitas e indicar eloquentemente procedimentos. No entanto é muito pouco provável que alguma vez venha a ser treinador e ainda menos jogador. A "natureza do jogo" é essa.
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Cumprimentos
José AB Machado

s.s



Saudações
!


Obrigado pela partilha deste excelente post José Machado.


Cumprimentos.


Luís Santos

JoseABMachado

Boa Tarde
Luís Santos.


... igualmente para si e para a sua participação.


Cumprimentos
José AB Machado
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Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado

#10

Aspectos Gerais


Os Mercados financeiros são na nossa opinião, cíclicos e auto regenerativos. As fases cíclicas positivas, passam pela (i) relutância, (ii) digestão ou consolidação, (iii) aceitação e, finalmente (iv) exuberância.


Na nossa perspectiva e interpretação, o Mercado está "probabilisticamente" neste momento e na melhor das hipóteses entre a fase final de consolidação e a fase inicial de aceitação (ii e iii).


A fase de exuberância será pela ordem expressa a seguinte e deverá "eventualmente ser perceptível" pela forma como subitamente o público poderá passar a aderir em massa ao movimento e as instituições financeiras promoverão junto do mesmo, ofertas de produtos e acções com relativa facilidade.


Por outro lado, os Mercados também evoluem de forma auto-regenerativa. Grande parte do público atraído pela fase exuberante do Bull Market anterior é obliterado no Bear Market seguinte e reemerge de novo com novos protagonistas, permeáveis a aderir a teses, conceitos e promessas fáceis, inconsistentes.


É claro que estes movimentos não são lineares e muita tinta corre naturalmente durante os mesmos.


A única forma de estar "sempre correcto" num movimento de Mercado é adoptando sempre uma posição invariável.


Se alguém tem uma posição sempre negativa, um dia o Mercado dar-lhe a razão e se a posição é a inversa, o mesmo é expectável que suceda.


Muita da suposta informação financeira que actualmente circula um pouco por todo o lado, assenta neste princípio.


Infelizmente a informação útil é proactiva e não reativa. Ninguém pode mandar parar o Mercado e recuar para sair de uma posição, ou o inverso para entrar nele.
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Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado

#11

Aspectos Gerais


O Scalping e o Daytrading passaram a fazer parte do léxico de milhares de potenciais investidores. Terminologias "afáveis e sofisticadas" como  "stock peck" (bicada) ou outras semelhantes , são frequentes e dão um certo ar, de sofisticação.


A perspectiva de dinheiro rápido e fácil é um poderoso incentivo à imaginação que dentro do contexto cíclico e sobretudo "auto-regenerativo" dos Mercados, arrasta multidões , muito particularmente em períodos adequados e dados à fantasia.


O problema de fundo em operações desta natureza está em alguns aspectos sobejamente identificados e que devem ser objectivamente claros e (opinião) tidos em conta.


Nem todos os períodos de Mercado são adaptáveis por acção da volatilidade implícita a operações desta natureza. Na verdade as pessoas são levadas a pensar o oposto do que eventualmente devem.


Se é volátil é bom para movimentos muito curtos. Na verdade é o oposto que se verifica e na prática é esta uma das razões principais porque muitos novos investidores passam de períodos de ganhos tranquilos para percas consistentes. Na verdade não é a "qualidade do investidor" que altera , mas a dinâmica do Mercado que muda.


O Scalping e o Daytrading são populares porque emergem particularmente, em períodos de tendência definida e baixa volatilidade implícita. Essa é a razão exclusiva porque em determinados períodos parece muito fácil estar no Mercado e eventualmente mesmo o mais inábil dos investidores, obtém resultados positivos.


"Se você não se conhece, o Mercado financeiro é um local demasiado dispendioso para o fazer" .


Esta é uma máxima de Mercado ajustada a qualquer período temporal.


Nos países Anglo-Saxónicos e muito em particular nos EUA, onde o investimento financeiro é levado a sério, a natureza destes comportamentos e sobretudo os resultados práticos da sua implementação é exaustivamente investigada e analisada.


A questão e natureza dos resultados práticos pode por exemplo ser lida no estudo anexo de  Brad M. Barber da Universidade da Califórnia (Pdf.) ou Juhani Linnainmaa da Anderson School at UCLA (Pdf.).


É claro que como diz o provérbio, em terra de cegos quem tem olho é Rei, ninguém vai levar a mal se quiser "pagar para ver o jogo".
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Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado

#12

Aspectos Gerais


Segundo um estudo recente efectuado pelo Daily infographic , apenas 20% dos gestores de Fundos consegue bater o Mercado num horizonte temporal de 20 anos e que se alargado para o dobro o período de tempo , essa percentagem cai quase para metade.  O estudo destaca ainda que mesmo nomes relevantes como  Buffet e Bill Miller , têm períodos de grandes percas.


O estudo parece corroborar outro efectuado recentemente que considera que um grau exponencial aumentado de informação não conduz por si só a melhores decisões de investimento , condicionando-as regra geral em sentido oposto.


Do nosso ponto de vista e opinião , o investidor individual com os meios de informação e análise adequados, tem contrariamente ao consenso geral instalado , melhor capacidade tácita e operacional que qualquer Fundo . A agilidade e velocidade com que se pode mover no Mercado, confere-lhe uma vantagem insuperável.
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Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado

#13

"Artigo de Opinião"


Em perspectiva quantitativa de retorno absoluto (Buy-Sell-Cash), "caro" e  "barato" são conceitos relativos.


Colocado em perspectiva genérica, "caro" torna-se um bom ponto de venda a prazo (Sell) e barato um bom ponto de compra (Buy) .

Por outro lado a definição intrínseca de caro ou barato é regra geral determinada pelo Mercado e pelas expectativas psicológicas subjacentes dos agentes, que se vão adaptando ao movimento dinâmico que vai emergindo.

Nos exemplos seguintes e segundo uma nota enviada aos seus clientes a Morgan Stanley assinala que a Economia dos EUA está 'Ready For Launch' ou noutra notícia recente, Nouriel Roubini passou a ter uma perspectiva mais favorável para 2014.

A questão pertinente que se deverá colocar neste ponto eventualmente poderá ser:

Surge o movimento porque as expectativas melhoram, ou as expectativas melhoram porque o movimento surge.

Eventualmente a resposta equilibrada será ditada pelos dois, o que no entanto não resolve para o investidor do ponto de vista prático a questão de fundo que é estar no Mercado, antes que se torne óbvio para todos o sentido da tendência, ou posto de outra forma,

" à posteriori todos sabemos o que ... vai acontecer, e durante todos pensamos que sabemos o que vai acontecer".

Se revisitarmos o inicio de 2013 a UBS tinha à data um "target" de final de ano para o S&P 500, de 1425 bp. , o Deutsche Bank 1525 bp. , a Morgan Stanley 1425 bp. e mesmo "relíquias históricas" tradicionais de Wall Street como o Goldman Sachs e o JP Morgan , apontaram como "targets" de final de ano para o S&P 500, 1575 bp. e 1580 bp. O S&P 500 finalizou o ano nos 31/12/13 – 1848.36.

Racionalizando o exposto, determinar da forma mais eficaz possível e por antecipação tão prematura quanto provável o sentido de um movimento no Mercado, deverá ser e é seguramente a aspiração de qualquer investidor independentemente da abordagem, método ou postura temporal e isto não é futurologia, como pretendem alguns "narradores de serviço" , mas sim a essência não só do investimento Financeiro , como de qualquer investimento... , no mundo real "Subentenda-se".

Estar Bullish ou Bearish no Mercado, não constitui por outro lado ,uma posição de Mercado efectiva mas antes um "estado de alma", sem qualquer resultado ou consequência prática operacional e "estados de alma"... , todos podemos ter,  sem qualquer resultado ou consequência prática.

Última nota para "supostos estados" de ... euforia no Mercado, visíveis ou invisíveis.

A correlação entre Mercados tem aumentado de forma consistente e objectivamente perceptível desde 1987.

É por isso natural que salvo algum aspecto intrínseco especial, a boa performance global não se repercuta  no PSI 20. Atribuir isso a estados de euforia (contidos) do investidor Português é que parece ser um pouco fantasioso.

Nesta linha convém sublinhar que os Mercado estão interligados e que outros investidores de outras nacionalidade têm a capacidade de comprar cá como noutro Mercado qualquer.   



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Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado


"Opinião"


Em perspectiva geral, os factores críticos no investimento financeiro gravitam em torno de três elementos básicos e complementares:


Disciplina, capital e informação.


O capital é um factor recorrente. À partida nenhum investimento pode ser supostamente feito sem capital. O capital no entanto é em Mercados financeiros um elemento acessório, no sentido de que em última análise, grandes somas de capital não conduzem necessariamente a melhores opções de investimento.


A disciplina é um factor crítico. No entanto qualquer investidor tem de ter referências de disciplina. As regras são essas referências. Constituem-se regras porque em si mesmo a regra é um elemento de intemporalidade. Uma regra é válida independentemente da circunstância, ou da natureza do Mercado e sobretudo é determinante quando o Mercado corre contra e não a favor da posição.


Por último a informação.


A informação é o factor chave, o elemento vital do investimento em geral e do financeiro em particular. Todos os investimentos requerem informação. No caso especifico do investimento financeiro o "tempo de reacção" é diferente e a "progressão da informação", completamente assimétrica.


A ideia de alguém que (exemplo) comprando o Jornal , ou vendo o Bloomberg pode competir com os (1) recursos humanos  (2)"fluxo e triagem" de informação da  Goldman Sachs , do J.P. Morgan ou da Schroeder deveria ser divertida se analisada e reflétida.


A cultura do "público investidor" (crowd) é uma cultura de dissimulação, alimentada legitimamente e em proveito próprio, fundamentalmente por intermediários financeiros e regra geral por órgãos noticiosos (follow the junk money) .


Recolher, seleccionar, verificar e tratar informação exige, tempo, meios e capacidade impressiva de triagem.


Quando um movimento de Mercado se torna óbvio (exemplo), só deverá surpreender quem segue a noticia.


O objectivo no Mercado financeiro, não é seguir notícias nem tão pouco "presumir a propósito" de todos os movimentos que o Mercado vai simplesmente descer ou subir.


O objectivo é antecipar e estar à frente do movimento, de forma "probabilisticamente" consistente, tantas vezes quanto possível, utilizando para o efeito a melhor combinação de técnicas disponíveis e sempre procurando ângulos de abordagem diferenciados dos outros intervenientes.


Num Mercado Mundial de milhões de utilizadores, a probabilidade de existir um ponto (X) de informação que possa ser utilizada de forma redundante e proveitosa em simultâneo e por todos é uma impossibilidade técnica.


O ponto (X) passaria a ser globalmente utilizado e a eficiência da informação reduzida à nulidade pela reacção de simpatia generalizada de todo o Mercado perante a mesma informação.


Estes aspectos na nossa perspectiva e opinião, parecem-nos vitais para entender a inutilidade de grande parte dos múltiplos factores que diariamente são colocados à disposição do público com o suposto intuito de melhorar a "qualidade" do investimento.


No essencial "parece" que toda a gente sabe para onde o Mercado vai ... , menos o candidato a investidor , como é óbvio.


Este pressuposto é fantasioso e facilmente mensurável , não pela infalibilidade que não existe , mas pela recorrência da inconsistência .


Num Mercado de milhões de utilizadores, do outro lado do "monitor" vai estar seguramente sempre alguém pronto a explorar uma fraqueza ou um erro de calculo, ou inclusive e frequentemente... a estimula-lo. O resto é espuma dos dias, "soundbites" e frases-títulos para pastorear na comunicação social.

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Cumprimentos
José AB Machado