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Lucros da PT descem 41,1% com custos para reduzir postos de trabalho

Iniciado por notiCIas, Novembro 02, 2005, 13:23

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Lucros da PT descem 41,1% com custos para reduzir postos de trabalho (act)


A Portugal Telecom anunciou hoje que os resultados líquidos dos primeiros nove meses deste ano ascenderam a 318,6 milhões de euros, um valor que ficou em linha com as previsões dos analistas e representa uma quebra de 41,1% face ao período homólogo de 2004. A operadora nacional foi penalizada pelos custos decorrentes com o programa de redução de efectivos, que ascendeu a 266 mil euros por cada trabalhador.

Uma sondagem junto de 22 analista feita pela agência Reuters sugeria que a PT tivesse registado uma quebra nos lucros de 43% para os 307,6 milhões de euros. Só no terceiro trimestre, os lucros desceram 61,5% para 59,6 milhões de euros.

Nos primeiros nove meses do ano as receitas da PT subiram 5,8% para 4,66 milhões de euros, enquanto o EBITDA, ou «cash flow» operacional, caiu 1,6% para 1,742 milhões de euros.

A PT afirma que, excluindo os custos decorrentes do programa de redução de efectivos, os lucros teriam sido de 503 milhões de euros até Setembro, um valor que representa ainda assim uma queda de 12,8% face ao período homólogo.

Menos 953 trabalhadores na rede fixa

Estes custos para cortar postos de trabalho, nos primeiros nove meses do ano, ascenderam a 254 milhões de euros, sendo que incluem as indemnizações para as rescisões e os custos com as reformas dos mesmos. A empresa, ao abrigo do seu programa de redução de efectivos, cortou 953 empregos na rede fixa em Portugal.

Por cada posto de trabalho cortado na PT Comunicações, a empresa gastou em média 266 mil euros. O objectivo para este ano era cortar pelo menos mil postos de trabalho nesta unidade de negócio.

Ainda assim, os custos com pessoal da PT, aumentaram 5,9% para 497 milhões de euros, uma subida que a empresa explica com as operações no Brasil.

Assim, no final de Setembro, a PT tinha um total de 31.818 trabalhadores ao serviço do grupo, mais13,9% do que no mesmo período do ano passado, uma subida explica pela incorporação de trabalhadores para o serviço de «call center» da brasileira Mobitel, que tinha um total de 14.475 trabalhadores. No móvel, registou-se um aumento de 48 empregados e 38 na PT Multimédia.

Dívida aumenta com fundo de pensões

A PT terminou Setembro com uma dívida liquida de 3,88 mil milhões de euros, um aumento face ao mesmo mês de 2004, devido a uma contribuição de 300 milhões de euros para o fundo de pensões dos trabalhadores da empresa.

Nos primeiros nove meses deste ano o «capex», ou investimento de capital, aumentou 43,2% para 582 milhões de euros, correspondendo a 12,5% dos proveitos.

Acçções da PT em seis meses

EBITDA na rede fixa aumenta 4,4% e margem atinge 43,5%
No rede fixa em Portugal, através da PT Comunicações, a PT gerou proveitos de 1,673 mil milhões de euros, menos 3,3% do que no período homólogo, uma queda que a empresa atribui à descida das tarifas de interligação.

Contudo, fruto de uma redução de 8,4% nos custos operacionais, o EBITDA subiu 4,4% para 728,1 milhões de euros, levando a margem EBITDA a subir de 40,3% para 43,5%. Os custos com pessoal desceram 2,3% e os custos com benefícios de reforma baixaram 10,7%.

O tráfego na rede fixa desceu 10,7% para 11,1 mil milhões de minutos, com a empresa a ser penalizada com a migração de clientes de Internet de banda estreita para banda larga.

Já o total de acessos na rede fixa subiu 26 mil no terceiro trimestre, «suportado pelo elevado nível de adições líquidas de ADSL no retalho, que totalizaram 47 mil no período».

No total dos primeiros nove meses do ano a PTC angariou 167 mil novos clientes de retalho no ADSL, elevando a sua base de clientes para 547 mil.

TMN angaria 107 mil novos clientes no terceiro trimestre mas baixa receitas

A TMN, operadora móvel da PT, registou receitas operacionais de 1,15 mil milhões de euros, menos 2,6% do que no período homólogo, uma queda que a empresa explica com a descida das tarifas de interligação.

O EBITDA na unidade móvel caiu 10,1% para 507 milhões de euros, com a margem a baixar de 47,3% para 43,7%, apenas ligeiramente acima do conseguido pela actividade de rede fixa (43,5%).

Nos primeiros nove meses do ano a TMN angariou 162 mil novos clientes, sendo que a grande parte deles (107 mil) foram conquistados no terceiro trimestre.

Em Setembro a base de clientes da TMN ascendia a 5,215 milhões, mais 5,5% do que no período homólogo. A empresa explica este aumento do terceiro trimestre com o «sucesso inicial do UZO», nova marca da empresa, bem como a expansão do 3G.

O ARPU, receita média mensal por cliente, baixou 8,3% para 23,4 euros, uma queda explicada pela empresa com a descida das tarifas de interligação.


As acções da PT seguiam a subir 1,06% para os 7,62 euros.

Canal de negócios (09:14)
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