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Aeroporto da Ota cria 28 mil postos de trabalho directos

Iniciado por notiCIas, Novembro 22, 2005, 14:37

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Aeroporto da Ota cria 28 mil postos de trabalho directos

O novo aeroporto de Lisboa, que se localizará na Ota, vai criar 28 mil postos de trabalho directos e cerca de 28 mil indirectos, de acordo com a documentação hoje distribuída na sessão de apresentação do aeroporto, em que o Governo está a justificar não só a construção de um novo aeroporto, como a localização na Ota. Hoje a Portela emprega directamente 12 mil pessoas.

Na sessão pública de apresentação, Mário Lino confirmou o valor estimado de construção da Ota de 3 mil milhões de euros, devendo a sua construção iniciar-se antes de 2010. O aeroporto deverá esta operacional até 2017, disse o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

O ministro das Obras Públicas defendeu a construção urgente do novo aeroporto e garantiu ser inevitável. Por um lado, a Portela não tem capacidade de expansão além do projecto que já está a ser realizado e que leva a investimentos de 400 milhões de euros. Por outro lado, optar pela solução Portela mais um (o que na prática significa dois aeroportos), diz o ministro, duplica os custos de exploração e acarreta problemas de ordem técnica, nomeadamente de gestão de espaço aéreo.

«Seria um investimento considerável, sem resolver os problemas de fundo», disse.

Por isso, a opção Ota é defendida pelo ministro, que diz que não podia ressuscitar a opção Rio Frio, sob pena de levar à recusa de financiamento comunitário. Aliás, Mário Lino lembrou que estão disponíveis verbas comunitárias, do projecto redes transeuropeias, para financiar o novo aeroporto.

De acordo com a documentação distribuída, prevê-se o recursos a diversas fontes de financiamento, não devendo os fundos comunitários e o Orçamento do Estado comportar mais do que 20% do investimento.

«A comparticipação de fundos públicos será minoritária, com afectação desejável de fundos comunitários, devendo reduzir-se ao mínimo o recurso ao Orçamento do Estado». Mário Lino lembrou, ainda, a possibilidade de recorrer ao BEI.

Está previsto o recurso à dívida para cobrir 50% ou mais do investimento, bem como a capitais próprios dos investidores públicos, em princípio a ANA, e de privados.

Mário Lino garante que neste momento o aeroporto está em decisão política, considerando «estar reunidas as condições necessárias para avançar com a concretização do novo aeroporto».

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