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O Petróleo, o Dolar vs Euro, os mercados emergentes e as renováveis!...

Iniciado por tiagodandre, Maio 21, 2008, 15:12

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tiagodandre

"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

Especuladores são os principais responsáveis pela subida do preço do petróleo

O multimilionário George Soros afirma que os especuladores são a causa principal do aumento dos preços do petróleo. Na semana passada, os preços da matéria-prima atingiram um novo máximo ao negociar, pela primeira vez, acima dos 135 dólares por barril e começam a "ter a forma de uma bolha", acrescentou Soros.

Os especuladores têm um efeito muito forte no mercado do petróleo, afirmou Soros em entrevista concedida ao jornal inglês "Daily Telgraph". Apesar da queda do dólar, da manutenção da oferta no Médio Oriente e do aumento da procura na China influenciarem os preços da matéria-prima, o mercado tem sido significativamente afectado pela especulação, defendeu o multimilionário.

O aumento dos preços da matéria-prima começa a ter a forma de uma "bolha", referiu Soros. Segundo o multimilionário, esta bolha não vai rebentar enquanto os Estados Unidos e o Reino Unido não entrarem em recessão. Quando isso acontecer os preços vão cair de forma dramática.

"Podemos antecipar que esta bolha vai corrigir mas é pouco provável que isso aconteça antes da recessão económica reduzir a procura", explicou Soros nesta entrevista.

Publicado 26 Maio 2008 9:50



Preço do petróleo: onde irá parar?

O preço do barril de petróleo tem batido sucessivos recordes nos mercados internacionais, sendo o último máximo um valor acima dos 135 dólares. Pressão adicional tem sido colocada sobre os países produtores para aumentarem a sua produção, tendo a Arábia Saudita respondido com um aumento de mais 300 mil barris diários. Mas o efeito sobre o preço do barril foi negligenciável. O presidente da OPEP defende a existência de um equilíbrio entre a oferta e a procura e que a subida dos preços do petróleo se deve à especulação existente no mercado e à depreciação do dólar.

João Sousa, do Departamento de Estudos Económicos e Financeiros do BPI

O preço do barril de petróleo praticamente duplicou nos últimos 12 meses e desde o início do ano a subida encontra-se perto dos 35%, colocando os preços sobre pressão e ameaçando o crescimento global. As razões apontadas para esta evolução encontram-se divididas entre aqueles que atribuem o papel principal aos especuladores e à desvalorização do dólar e aqueles acreditam que o equilíbrio ténue entre procura e oferta é o principal factor por detrás desta escalada.

A OPEP reafirmou esta semana a existência de um equilibro entre a procura e a oferta e que o aumento da última apenas resultaria num aumento das reservas dos países importadores. Defendeu ainda que os principais factores que estão por detrás da escalada do preço do petróleo são a desvalorização do dólar e o aumento da especulação. A crise financeira que afecta os mercados financeiros mundiais e as pressões inflacionistas à escala global tornaram o petróleo num activo de refúgio e por isso mais atractivo o que terá levado a um aumento da componente especulativa no preço do barril.

No entanto, a desvalorização do dólar e o aumento da actividade especulativa não são suficientes para explicar a subida do preço do barril. O equilíbrio entre a oferta e a procura é neste momento exíguo e o aumento o consumo é mais acelerado que o aumento da capacidade de produção, o que faz aumentar a instabilidade em torno do preço do barril. Concretamente:

- Espera-se que a consumo aumente, em 2008, cerca de 1,2 milhões de barris diários sendo a China responsável por um terço deste aumento. Nos países da OCDE, o consumo deverá permanecer estável devido a um declínio do consumo nos EUA e a um aumento moderado na Europa;

- Os países produtores não pertencentes à OPEP deverão aumentar a sua produção entre 600 mil e 750 mil barris diários na segunda metade do ano existindo, porém, riscos negativos sobre este cenário. São eles o atraso no desenvolvimento de projectos de exploração e o declínio acelerado da produção nas explorações mais antigas;

- Espera-se que os países da OPEP mantenham os seus níveis de produção, no entanto, esta poderá ser maior ou menor consoante a evolução dos acontecimentos na Nigéria e no Iraque. Entre os países da OPEP, o único que possui capacidade de produção adicional significativa é a Arábia Saudita, de 1,9 milhões de barris diários. O anúncio do aumento da produção efectuado não surtiu efeito sobre o preço o barril e existe a possibilidade deste aumento ter o efeito contrário pois a diminuição da capacidade de produção adicional aumenta os riscos de falha no fornecimento no caso de uma quebra e produção por parte de algum país produtor.

Mais ainda, os primeiros meses do ano têm sido marcados por acontecimentos que têm afectado a produção, dos quais se destacam: os ataques na Nigéria, a paragem de produção no Mar do Norte e quebras de produção na Rússia e no México.

Existem também constrangimentos para a oferta de carácter estrutural, destacando-se:

- Nos últimos anos assistiu-se a um aumento do custo marginal de produção do barril de petróleo;

- Desde os anos 70 que não se assiste a um descoberta de um grande campo petrolífero (capacidade de produção superior a um milhão de barris por dia) e cerca de 1/5 da produção provem de explorações com mais de 40 anos. O declínio de produção destas explorações faz com que cerca de 2/3 das novas descobertas sirvam para repor os níveis de produção;

- A situação política conturbada que se vive em alguns países produtores limita os investimentos no desenvolvimento da produção.

A evolução dos preços, vista através dos contratos de futuros, indica que estes se manterão em níveis elevados nos próximos anos. Mas é possível que a pressão sobre os preços diminua, pois por um lado o facto de o preço estar alto poderá tornar economicamente viável a exploração de petróleo em locais e de formas que anteriormente não o eram aumentando a oferta, e por outro lado reduzem a procura no longo prazo através da mudança de hábitos e do investimento em tecnologias energeticamente mais eficientes.

Análise BPI 2008-05-26 11:30
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Broker_Invest

Quando a bolha do petróleo rebentar, acho que todos os investidores querem saltar fora da dita materia-prima e entrar em força novamente no mercado de acções, não acham?  Pergunto isto, porque vejo bastantes empresas Europeias e EUA com exelentes fundamentos e bons resultados e estão super-desvalorizadas.

Agradecia comentários
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

tiagodandre

Broker...Existe de facto bastante capital refugiado nas commodities...irei gostar bastante de assistir a este estouro.... 8)


O terceiro choque petrolífero a gerar contestação

O preço do petróleo ultrapassa já a última grande crise, a de 1980. Os efeitos da acentuada subida dos combustíveis alastram pelos países europeus com contestação e greves marcadas nos sectores da pesca, agricultura e transportes.

Tal como em Portugal, apela-se à intervenção dos governos congelando preços. Na aviação há rotas que terminam e "low cost" ameaçadas.

Publicado 27 Maio 2008 0:05



Contestação social sobe de tom nos parceiros europeus

A contestação social em torno da escalada dos preços dos combustíveis está longe de se esgotar dentro das fronteiras nacionais.

Para fazer face ao terceiro choque petrolífero, a Câmara de Comércio britânica já exigiu a Gordon Brown que abdique do aumento do imposto sobre os produtos petrolíferos previsto para Outubro, temendo os efeitos nefastos sobre a actividade económica, já penalizada pela crise financeira.

E as companhias aéreas do Reino Unido já lançaram o alerta: a indústria corre o risco de asfixia financeira, consequência da confluência entre a descida do número de passageiros e do aumento dos combustíveis.

Em França, Nicolas Sarkozy está sob o fogo das gasolineiras - que exigem o adiamento do pagamento do IVA, já que alguns dos seus clientes deixaram de pagar os combustíveis - das grandes transportadoras, dos agricultores e do sector das pescas.

Publicado 27 Maio 2008 0:03



Queda do dólar fortalece "commodities"

O dólar tem estado hoje a rondar os mínimos de um mês face ao euro, nos 1,5792 dólares. Esta desvalorização da nota verde contribui para a subida de algumas matérias-primas, que estão a ser procuradas pelos investidores como valor-refúgio, especialmente o crude e os metais preciosos.

Os altos preços do petróleo, por sua vez, têm sustentado muitas outras "commodities". Na sessão de hoje, as cotações do óleo de palma, ouro, prata, platina, cobre e borracha natural registaram consideráveis subidas.

A platina chegou aos 2.183 dólares por onça, tendo já valorizado 43% desde o início do ano. O ouro e prata para entrega imediata também ganharam terreno com o aumento dos custos da energia e com a fraqueza do dólar, para 297,05 e 18,23 dólares por onça, respectivamente. O ouro acumula um ganho de 41% nos últimos 12 meses. Nesse mesmo período, os preços do petróleo duplicaram e o dólar caiu 17%.

O crude tem estado hoje a ser sustentado por um novo ataque a instalações petrolíferas da Shell na Nigéria e pelo facto de o presidente da OPEP, Chakib Khelil, ter dito que o cartel não aumentará a oferta.

A borracha natural subiu pela terceira sessão consecutiva, para o nível mais alto desde Abril de 1980, devido à especulação de que a China – maior consumidor mundial – poderá aumentar as compras em consequência de uma queda das suas reservas desta matéria-prima.

Os futuros do cobre também estão a ser beneficiados com a queda do dólar, já que este metal industrial é visto como um refúgio contra a inflação. O cobre para entrega em Agosto ganhou 0,7% para 9.044 dólares por tonelada na sessão de hoje. Desde o início do ano, este metal já subiu 23%.

O óleo de palma para entrega a três meses valorizou 0,9% para 1.144 dólares por tonelada no mercado de Kuala Lumpur, sendo este o nível mais alto desde 14 de Março.

A nota verde tem estado a ceder terreno devido à especulação de que os Estados Unidos amanhã anunciarão que a queda dos preços das casas se intensificou e que os consumidores apresentam o nível mais pessimista dos últimos 15 a anos, salientou a Bloomberg.

Publicado 26 Maio 2008
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tiagodandre

Com altos preços da gasolina 
Níveis de condução nos Estados Unidos atingiram valor mais baixo de sempre


Nunca os norte-americanos conduziram tão pouco como no passado mês de Março, devido aos preços recordes do petróleo, optando pelos transportes públicos, cuja utilização atingiu o valor mais elevado dos últimos 50 anos.

Os americanos conduziram cerca de 4,3% menos, em Março, face ao mesmo mês de 2007, o que corresponde a menos 11 mil milhões de milhas (cerca de 17,7 mil milhões de quilómetros) percorridos, mostram os dados do ministério dos Transportes dos Estados Unidos, citados pela Lusa.

Estes números representam "a mais acentuada queda" dos níveis de condução verificada desde 1942, data em que começaram a ser recolhidos dados neste campo, considera a Administração Federal de Estradas.

Por sua vez, a Associação Americana do Automóvel salientou que o preço da gasolina se situa, actualmente, nos 3,936 dólares por galão (3,785 litros), em comparação com os 3,23 dólares registados há um ano.

A Administração da Informação Energética estima que o consumo de gasolina diminua cerca de 0,4% este Verão, em comparação com o período homólogo em 2007.

Como consequência destes aumentos, as taxas de uso dos transportes públicos têm vindo a aumentar, atingindo o valor mais elevado dos últimos 50 anos.

2008-05-28 08:35



Analistas do FMI
Escalada dos preços do petróleo pode levar a recessão mundial


A escalada extraordinária do preço do crude pode mergulhar o mundo numa recessão, alerta Noureddine Krichene, um analista do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O analista aconselha a que não se subestimem os efeitos inflacionários da energia na altura de determinar a política monetária.

Krichene assinalou que os altos preços do petróleo "não estão muito longe" de provocar uma recessão económica mundial", num estudo divulgado terça-feira pelo FMI na sua página de Internet e intitulado 'Preços do Crude: Tendências e prognósticos'.

A instituição financeira considera um crescimento mundial de 3% como "equivalente" a uma recessão, pois essa taxa  implicaria uma contracção em países avançados importantes e uma grande desaceleração em nações como a China e a Índia. O organismo prognosticou em Abril que a economia mundial iria crescer 3,7% este ano.

Krichene crê que, a curto prazo, o petróleo não baixará. Atribui o salto do seu valor ao efeito "atrasado" de taxas de juro "excessivamente" baixas entre 2001 e 2004, que instigaram um alto crescimento económico mundial e uma maior procura de energia e de outras matérias-primas.

As novas reduções do preço do dinheiro iniciadas pela Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) em Agosto de 2007, face à debilidade da economia, "imediatamente causaram outra espiral de subidas dos preços das matérias-primas e de depreciação da moeda", afirmou.

Ontem, o preço do 'ouro negro' recuou para valores abaixo dos 130 dólares em Nova Iorque e em Londres.

"A persistência das tendências actuais culminaria em preços explosivos das matérias-primas e poderia ser insustentável", alertou o analista, uma vez que a subida do petróleo chega num momento de "debilidade" nos mercados financeiros, perdas nos bancos e um dólar que se deprecia.

O perito, que trabalha para o departamento de África do FMI e foi assessor do Banco de Desenvolvimento Islâmico na localidade saudita de Jiddah, alertou para os efeitos nefastos da pressão inflacionista exercida pela energia sobre o nível dos preços.

Neste contexto, os bancos centrais podem restringir a política monetária e causar uma recessão temporária ou arriscar-se a ter uma maior inflação, que também daria lugar eventualmente a una recessão, estima Krichene, juntamente com a desordem financeira e o descontentamento social.

"A alta inflação pode abrandar o abastecimento de bens em geral, dado que o valor do dinheiro cai precipitadamente", disse.

O FMI publica quase diariamente estudos dos seus peritos mas adverte que não representam as opiniões da instituição.

2008-05-28 09:00
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tiagodandre

Petróleo: só a América nos pode salvar!... (Continua actual)

É verdade, a coisa com o petróleo está a ficar muito feia.

Desde que os preços começaram a subir, seriamente, em finais de 2004 que me perguntam se estamos perante o 3º choque petrolífero.

Sempre o neguei, apesar da pressão "excitada" da comunicação, de analistas económicos e financeiros, entre outros.

Direi agora que estamos já com "um pé" no choque petrolífero.

Em 2005 os responsáveis políticos e Governadores dos Bancos Centrais, apressaram-se a dizer que a passagem do petróleo dos 30 dólares, no início de 2004, para os 60 dólares, mal beliscaria a performance das economias dos países importadores, nomeadamente da Europa.

Como – nem todos – são ignorantes, é óbvio que tentavam desdramatizar a situação, para manterem a "moral alta", o célebre optimismo económico tão necessário à boa performance da economia.

O "mecanismo" dos choques petrolíferos de 1973 e 1979 é simples de perceber:

• O aumento do preço do "omnipresente" petróleo, exerce pressão sobre os preços, provoca ou agrava as pressões inflacionistas, o que obriga ao aumento das taxas de juro, o que torna o dinheiro mais caro, o que provoca a redução do investimento, provocando a redução da oferta de emprego, etc., etc.

Claro que o agravamento dos preços, ocorrido no "overnight" em 1973 e 1979, agora, arrasta-se há um ano e meio, o petróleo é menos – mas muito (!) – relevante no cabaz das matérias primas energéticas, as políticas económicas e os bancos centrais são muito mais sofisticados, etc., etc.

Mas, "las que las hay ...las hay".

Sobretudo nas economias, como a nossa, com um problema gravíssimo de equilíbrio orçamental, com as empresas pouco capitalizadas e as famílias endividadas, o preço alto do petróleo – que está para ficar e com um potencial explosivo, a qualquer "má notícia" – é muito negativo para a economia e pode tornar-se mesmo devastador.

Veja-se, só à luz do "deficit" público:

• aumentos, a este nível, dos preços dos combustíveis, implicam reduções do consumo de combustíveis, afectando a importantíssima receita que o Estado realiza por via do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos, ou seja, cai a receita;
• o Banco Central Europeu aumenta as taxas de juro para "controlar" a inflação, aumentando o serviço da elevada dívida pública, em centenas de milhões de euros, ou seja, aumenta a despesa;
• taxas de juro mais altas, implica falência de empresas ou diminuição dos lucros, logo o IRC, ou seja, cai a receita;
• menor investimento das empresas, por dinheiro mais caro e menor geração de lucros e auto financiamento, provoca mais desemprego, ou seja, mais despesa por via da segurança social;
• ainda, juros mais altos para famílias muito endividadas, provoca contenção no consumo, retraindo a procura interna dirigida às empresas e... por aí fora!!

Sem falar no agravamento do deficit comercial, na perda de competitividade externa decorrente de sermos, particularmente, dependentes do petróleo e de o utilizarmos com mais "intensidade" do que outros países, ou seja, "incorporando" mais energia para produzir o mesmo que os outros.

Se juntarmos, então, a globalização, rigidez corporativa à mudança, inaptidão para produzirmos os célebres bens transaccionáveis, não é preciso ser pessimista para imaginar um quadro negro para o nosso País e uma situação muito negativa para a Europa, o que, "ressaca" no estímulo às nossas exportações...

Mas, e o petróleo, mãe de todo o mal?

Não vale a pena especular sobre os preços a um mês, ou a um ano. Não será sério porque ninguém domina a "bola de cristal" que contem, literalmente, dezenas de milhares de variáveis que condicionam que algo que custa 7 dólares seja vendido a 70!

O que sabemos é que todos os sintomas que alimentam esta "infecção" do preço, não vão desaparecer no futuro próximo:
• escassez de oferta;
• pujança da procura;
• instabilidade política na maior parte dos países produtores/exportadores;
• ambiente pesadíssimo nas relações internacionais;
• terrorismo islâmico, o mesmo Islão que domina 85% das reservas actuais;
• desconforto com os sauditas, desconfianças com o Irão, arrogância dos russos, anarquia no Iraque, caos na Nigéria, autismo na Venezuela, balda em Angola, tentativas de assassínios de líderes e corrupção desde o Azerbeijão ao Kazaquistão.

Parece que, onde há petróleo, emerge a "aranha negra". Talvez não que por acaso....

Neste quadro, só vejo uma saída, a América!

"God save América" dos pecados da altivez e da gula:

• da altivez, porque a burrice dos Bush, Rumsfeld & Cia criaram uma profunda crise na relação com o Médio Oriente (81,6% das reservas mundiais), com a Venezuela (7% das reservas mundiais), o Islão da Eurásia, o Islão do Borneo, da Indonésia e da Malásia, o Islão de África, da Argélia ao Egipto, do Gabão à Nigéria. Afinal, não foi George Bush que perguntou a Fernando Henrique Cardoso se no Brasil também tinham "negros"!....
• da gula (guzzeling) porque, nos EUA, 5% da população consome 25% de petróleo, porque cada americano consome 8 toneladas equivalente de petróleo por ano, o dobro do europeu. A China, com 23% da população, consome 8% do petróleo e a Índia consome 3,2%. Ou seja, a China e a Índia, cerca de metade da população mundial, dez vezes superior aos EUA, consomem, juntos, menos de metade dos EUA! No imediato a responsabilidade dos EUA é tão grande – se tivermos em conta que as reservas estratégicas cobrem 6 anos das necessidades americanas, leia-se um ano e meio do consumo mundial – que basta o Presidente Americano jogar com as reservas estratégicas para neutralizar os riscos concertados de todos os membros da OPEP.

Quando os preços podem variar até cinco dólares com o anúncio de mais um milhão de barris por dia da OPEP – que já não tem capacidade redundante – imagine-se o reflexo no mercado se os EUA anunciassem medidas para reduzirem o consumo em 10%! Menos 2,5 milhões de barris dia na enxurrada consumista dos SUV da General Motors, ela própria vítima dos carros ineficientes que constrói.

Seria a forma mais inteligente e fácil de os americanos, nestes dias difíceis, darem sinal ao mundo do seu anunciado empenhamento pela "moral" e pela democracia.

Serão as únicas armas que estão nas mãos dos consumidores/importadores do ocidente. Tudo o resto, é Ásia, Islão...e a Natureza.

COMPROMISSO PORTUGAL
http://www.compromissoportugal.pt/?id_categoria=56&id_item=668



E deixo um link com muitos dados sobre o mapa global.... ;)

Petróleo no mundo
http://ultraperiferias.blogspot.com/2008/05/petrleo-no-mundo.html


Cump.
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tiagodandre

Gordon Brown pede às petrolíferas britânicas que aumentem a produção

Primeiro Ministro britânico
O primeiro-ministro britânico Gordon Brown e o ministro das Finanças Alistair Darling pediram às petrolíferas inglesas que aumentem a produção de petróleo de forma a travar a escalada dos preços da matéria-prima.

"Estamos mais atentos às barreiras técnicas, financeiras e políticas que existem para aumentar a produção. Cada país deve encontrar maneiras de ser mais eficiente e de diversificar a oferta. Os altos preços do petróleo representam um enorme desafio", escreveu Brown num artigo publicado na edição de hoje do jornal "The Guardian".

"Este problema não é nacional", acrescentou o primeiro-ministro britânico. "É uma questão global. É um problema de oferta e procura", disse.

A produção de gás e petróleo na Grã-Bretanha caiu um terço desde 1999 devido à subida dos impostos e dos custos operacionais que levaram empresas como a BP e a Royal Dutch Shell a mudar as suas operações para outros países.

A produção caiu para três milhões de barris de petróleo e gás por dia, em 2006, valor que compara com os 4,5 milhões produzidos em 1999.

Os custos de produzir um barril de petróleo no Mar do Norte vão subir de 15 dólares, em 2005, para 25 dólares em 2009.  :o :o

"Temos que acelerar o desenvolvimento de fontes de energia alternativas", defendeu Gordon Brown. "Não existe uma resposta fácil para o problema do petróleo sem uma estratégia internacional", acrescentou o primeiro-ministro.

ECONOMIA Publicado 28 Maio 2008 12:44



Comissão Europeia está "muito interessada" em ouvir as ideias de Pinho

A Comissão Europeia está "muito interessada" em ouvir as ideias do ministro da Economia Manuel Pinho sobre as consequências da subida do preço do petróleo que serão apresentadas quinta-feira aos 27 em Bruxelas.

"Estamos muito interessados em ouvir as ideias de Manuel Pinho", disse hoje à agência Lusa, em Bruxelas, Ferran Tarradellas Edspuny, porta-voz da Comissão Europeia responsável pela Política de Energia.

A presidência eslovena da União Europeia aceitou o pedido de Manuel Pinho para que os 27 ministros responsáveis pela competitividade europeia debatam quinta-feira os problemas colocados com o aumento do preço dos combustíveis.

A intervenção será feita na parte da reunião dedicada aos "pontos diversos", mas a introdução "à última hora" do tema não irá permitir que haja documentos para analisar ou que sejam tomadas decisões ou apresentadas conclusões sobre a matéria.

Manuel Pinho enviou terça-feira uma carta à presidência eslovena e à Comissão Europeia a pedir para que sejam identificadas medidas a curto e a médio prazo que possam minimizar o efeito negativo da escalada do preço do petróleo.

O ministro da Economia pedia que o tema fosse debatido no Conselhos da Competitividade (29 de Maio) e Energia (06 de Junho) "com a máxima urgência".

"O governo português considera muito importante debater esta situação, que tem raízes de curto e médio prazo", escreve Pinho na missiva que a Lusa teve acesso.

A Comissão Europeia manifestou terça-feira ter "dúvidas" sobre a viabilidade de uma proposta feita pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, de redução do IVA sobre os combustíveis, alertando contra a possibilidade de se enviar um "mau sinal" aos países produtores de petróleo.

Ferran Tarradellas Espuny recordou na altura que noutras ocasiões em que esta questão foi levantada o executivo comunitário defendeu, "com o acordo dos Estados-membros", que "alterar a fiscalidade dos carburantes para combater a alta do preço do petróleo enviaria um muito mau sinal aos países produtores".

"Porque é a mesma coisa de lhes estar a dizer que podem aumentar o preço do petróleo e que isso será pago pelos impostos dos cidadãos. Isso é uma mensagem que não devemos passar", disse o porta-voz.

A França deverá assegurar a partir de 01 de Julho a presidência da União Europeia. Na carta dirigida ao ministro da Economia da Eslovénia e comissários europeu da Indústria e da Energia Manuel Pinho começa por explicar que "a situação criada pela subida de preço do petróleo está a ter um efeito negativo sobre a economia europeia, a vários níveis e é preocupante".

O ministro destaca os efeitos negativos sobre o crescimento da economia, o poder de compra das famílias e a competitividade das empresas, em particular as pequenas e médias, "que são a espinha dorsal da economia europeia".

Manuel Pinho quer que os 27 identifiquem em conjunto, no curto prazo, "as linhas de resposta que é possível dar".

No que respeita ao médio prazo, o responsável português considera que os 27 já têm vindo a trabalhar em "boas soluções", como o aumento da eficiência energética, da modernização do sistema de transportes, da criação do mercado único de energia, da maior utilização de energias renováveis e numa política industrial sustentável.

ECONOMIA Publicado 28 Maio 2008 12:54
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

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tiagodandre

Citação de: tiagodandre em Maio 21, 2008, 17:51
...O que é que acontece após a normalização destas ocorrências?...ligeira correcção mas nunca para os valores anteriores...ou seja, exactamente o que se nota nos preços das bombas de abastecimento em Portugal, aumentam 2/3 cêntimos de cada vez, e depois lá se lembram de corrigir um 1 cêntimo para baixo por cada 5 aumentos!

Enfim...


Cá está...a GALP vai baixar o preço dos combustíveis...em 1 cent!!!... ::)

Notícia de última hora.... 8)


Cump. e Bom fim-de-semana....
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tiagodandre

Penso que o forum deve estar informado:


Presidente da AdC apresentou no Parlamento conclusões do Relatório sobre Mercados de Combustíveis
 
http://www.concorrencia.pt/Conteudo.asp?ID=1397


Grande carga fiscal....

Cump.
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xubi2

Bernanke leva preço do petróleo para os 123 dólares
Os preços do petróleo negoceiam em forte queda, depois das declarações de Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, que sugerem que a autoridade monetária não vai voltar a cortar a taxa de juro de referência no país para estimular o dólar.

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Lara Rosa
[email protected]


Os preços do petróleo negoceiam em forte queda, depois das declarações de Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, que sugerem que a autoridade monetária não vai voltar a cortar a taxa de juro de referência no país para estimular o dólar.

O West Texas Intermediate (WTI) seguia a desvalorizar 3,02% para os 123,90 dólares por barril em Nova Iorque e em Londres o "Brent" do mar do Norte, que serve de referência à economia portuguesa, perdia 2,84% para os 124,38 dólares por barril.

O presidente da Fed referiu hoje que está ciente dos efeitos da queda do dólar na inflação e nas expectativas dos preços e que está a trabalhar em conjunto com o Tesouro americano para seguir "cuidadosamente" o mercado cambial.

"Bernanke está finalmente a reconhecer que o fraco dólar é um problema" afirmou Phil Flynn da Alaron Trading citado pela Bloomberg que acrescenta que "a primeira coisa a fazer para suportar o dólar é parar de cortar a taxa de juro".

Com o dólar a valorizar face ao euro, os contractos petrolíferos tornam-se menos atractivos para os investidores que são detentores da moeda única da Zona Euro o que leva a uma diminuição da procura e logo a uma desvalorização dos preços.



cumprimentos

Broker_Invest

Acho que isto a meu ver, vai ainda subir muito, afirmo isto porquê? porque as eleições Americanas estão à porta, e lembrado a historia das eleições americanas, as bolsas sobem sempre! é uma questão de esperar por novembro acho ? que vermos as bolsas todas a subir com um EXELENTE "outlook" de prespectivas de crescimento.
Vamos esperar!
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

tiagodandre

Jesus....isso tudo?????.... ::) ::)

Galp baixa gasóleo em meio cêntimo a partir da meia noite

A Galp Energia vai baixar em meio cêntimo o preço do gasóleo a partir da meia-noite de sexta-feira, disse à agência Lusa fonte oficial da petrolífera.

A baixa do preço do gasóleo acompanha, segundo a fonte, "a tendência da cotação dos produtos nos mercados internacionais".

O preço do gasóleo passará a partir de sexta-feira a ter um preço médio de referência de 1,411 euros nos postos de combustível da Galp, de acordo com informações recolhidas pela Lusa face ao preço praticado hoje.

A subida dos preços dos combustíveis tem sido uma constante nas últimas semanas, levando à contestação de vários sectores económicos em Portugal e em diversos países da União Europeia.

Os preços futuros do barril do petróleo chegaram a ultrapassar os 135 dólares nos mercados de Nova Iorque e de Londres, em meados de Maio, estando hoje a aliviar para cerca de 122 dólares. 

Publicado 05 Junho 2008  17:50



Galp Energia baixa gasóleo em meio cêntimo a partir da meia-noite

A Galp Energia vai baixar em meio cêntimo o preço do gasóleo a partir da meia-noite de sexta-feira, disse à agência Lusa fonte oficial da petrolífera.

Diário Económico Online/Lusa

A baixa do preço do gasóleo acompanha, segundo a fonte, "a tendência da cotação dos produtos nos mercados internacionais".

O preço do gasóleo passará a partir de sexta-feira a ter um preço médio de referência de 1,411 euros nos postos de combustível da Galp, de acordo com informações recolhidas pela Lusa face ao preço praticado hoje.

A subida dos preços dos combustíveis tem sido uma constante nas últimas semanas, levando à contestação de vários sectores económicos em Portugal e em diversos países da União Europeia.

Os preços futuros do barril do petróleo chegaram a ultrapassar os 135 dólares nos mercados de Nova Iorque e de Londres, em meados de Maio, estando hoje a aliviar para cerca de 122 dólares.

Combustíveis 2008-06-05 18:18
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

E continua a saga.... ::) ...quantos relatórios têm saído nos últimos meses??!!


Petróleo supera os 130 dólares com queda do dólar e perspectivas do Morgan Stanley

Os preços do crude continuam em alta pelo segundo dia consecutivo, com o aumento da procura desta matéria-prima, devido à fraqueza do dólar e depois do Morgan Stanley ter previsto que os preços poderão atingir os 150 dólares dentro de um mês.

Cristina Barreto

Assim, às 12h04, o contrato do barril de Brent (petróleo de referência na Europa) para entrega em Julho encontra-se a subir 1,52 dólares para 129,10 dólares no ICE de Londres, enquanto que o West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) seguia em alta de 2,27 dólares para 130,06 dólares o barril no NYMEX de Nova Iorque.

O banco de investimento norte-americano Morgan Stanley prevê um forte aumento da procura de petróleo, com a aceleração do consumo na Ásia e a redução das reservas, pelo que os seus preços poderão chegar aos 150 dólares o barril em menos de um mês.

Os futuros de crude atingiram o valor recorde de 135,09 dólares o barril em Nova Iorque no passado dia 22 de Maio, tendo já valorizado 97% face ao ano anterior.

Ontem, o barril de petróleo subiu 5,49 dólares, ou 4,5%, para os 127,79 dólares no mercado norte-americano, o maior ganho diário desde o dia 26 de Março. Já o Brent aumentou ontem 5,46 dólares para 127,79 dólares o barril em Londres, o valor de fecho mais alto desde 28 de Maio.

O dólar recuou face ao euro, depois de o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet ter afirmado ontem que o banco central poderá ter que aumentar as taxas de juro já no próximo mês para travar a inflação. Em Maio, a taxa de inflação na zona euro fixou-se em 3,6%, o nível mais elevado dos últimos 16 anos.

Energia 2008-06-06 12:30
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

Broker_Invest

Porcaria mais a especulação, os investidores não veêm que este tipo de especulação é MEGA projudicial para economia Mundial? não precebo porque o Crude sobe assim tanto e sem fundamentos, o Trichet que travar esta escalada com uma nova subida da taxa de juro, mas isso não vai fazer efeito nenhum, porque o poder está nas mãos do EUA , nos é quevamos sofrer com isto tudo.
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

Semitela


Boas,

Isto está a ficar aberrante >:(

12% em dois dias - 137$ o barril .

Não há fundamentais que sustentem este preço .

E vem instituiçoes como a Morgan Stanley prever o preço de 150$ no dia 4 de Julho  :o

Sinceramente . Ou muito me engano ou vão ocorrer muitos tumultos por esse mundo fora .

Salve-se quem puder . Que o que vem aí não deve ser nada de bom

A luz ao fundo do tunel não vai aparacer tão depressa .