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O Petróleo, o Dolar vs Euro, os mercados emergentes e as renováveis!...

Iniciado por tiagodandre, Maio 21, 2008, 15:12

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tiagodandre

Abrir um tópico para debate sobre os temas da actualidade...com recurso a meios visuais e de texto...


O porquê dos preços do petróleo estarem tão elevados?...e o que tem ocorrido ultimamente







Um resumo de Pedro Santos Guerreiro (media portugues), no dia da queda da Bear Stearns...





Existem alternativas?...algumas, basta haver financiamento...exemplo:





E um belo spot feito por alunos do secundário que a EDPr podia utilizar... ;)




Cump.
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

Afirma James Williams
Casas de investimento fazem fortunas a "rever em alta preços do petróleo"


James Williams, analista norte-americano da WTRG Economics, comentou ao Jornal de Negócios que quem ganha com os elevados preços do crude são as petrolíferas nacionais, os países exportadores e os especuladores. E vai mais longe, dizendo que há casas de investimento com posições longas no mercado de futuros às quais "convém" rever em alta as previsões para os preços.

Quem ganha com a actual subida dos preços do petróleo?

Os grandes beneficiários são as petrolíferas nacionais e os países exportadores de petróleo. Mesmo que que as petrolíferas internacionais produzam o crude, o país produtor retém uma grande parte das receitas, sob a forma de impostos e "royalties". Os Estados exportadores são os grandes beneficiários, quer o petróleo seja produzido por empresas estrangeiras ou nacionais.

Aqui, nos Estados Unidos, onde as petrolíferas independentes pagam menores "royalties" e impostos, algumas das pequenas companhias de exploração e produção têm-se dado bem, apesar de ser mais difícil encontrar petróleo e de a produção dos poços ser menor.

A Goldman Sachs e outras entidades que transaccionam no mercado de futuros do crude são também grandes ganhadoras. A Goldman faz uma fortuna de cada vez que revê em alta os preços e o mercado acredita nas estimativas. Não restam muitas dúvidas de que eles ficam "com uma grande fatia do bolo" (prevêem preços mais altos e têm posições longas nos mercados de futuros).

Os restantes intervenientes, nas nações consumidoras de petróleo, são os perdedores. Sai-nos mais caro o transporte, os alimentos e praticamente tudo aquilo em que se pode tocar. Todos os bens físicos que consumimos têm uma componente de custo energético que é de momento mais elevado devido aos altos preços do petróleo.

As petrolíferas privadas controlam 10% da produção mundial? E as estatais controlam o resto?
Essa afirmação é essencialmente correcta, mas existem algumas empresas privadas que produzem crude num volume relativamente pequeno mas que não é irrelevante.

Quais as suas perspectivas para a evolução dos preços nos mercados internacionais?
Penso que é tudo muito incerto. A psicologia dos "traders" de futuros está virada para preços mais altos. Enquanto não descobrirem um novo jogo para jogarem, continuarão a ter um grande impacto no mercado. A título de exemplo, independentemente dos dados sobre as reservas semanais de crude nos EUA serem bons ou maus, os operadores pegam no mais pequeno elemento que seja "bullish" e usam-no para que os preços subam ainda mais.

A maioria dos dados fundamentais aponta para preços mais baixos. Cada recessão nos EUA, nas últimas três décadas, foi acompanhada de cotações mais baixas do crude. A crise financeira asiática teve o mesmo efeito. O único dado fundamental claramente "bullish" é a falta de capacidade extra de produção e só no próximo ano é que essa capacidade poderá aumentar a ponto de fazer descer os preços. Se a fragilidade económica dos EUA se estender às economias da Ásia, os preços certamente cairão. A confiança dos consumidores, em praticamente todas as nações do Ocidente, está em níveis baixos e a deteriorar-se ainda mais. Isso geralmente significa que a economia vai ficar ainda mais debilitada.

No longo prazo, mais um ano de preços elevados poderia ser útil num aspecto: faria com que os consumidores desenvolvessem fontes de energia alternativa e formas mais eficientes de utilizarem a energia. Em todas as nuvens há um pouquinho de sol. O aumento de preços do petróleo na década de 70 deixou as nações consumidoras menos expostas às importações de crude, o consumo abrandou e devido a uma maior eficiência ao nível dos combustíveis, demorou 15 anos até que os EUA voltassem a ter o nível de consumo de 1978.

Publicado 21 Maio 2008 0:02



Investidores apostam no médio prazo
Petróleo para entrega em 2016 perto dos 140 dólares por barril
  ::)

O receio de escassez global de petróleo num prazo de cinco anos está a fazer com que os investidores comecem a apostar muito mais nos futuros de médio prazo do que nos de curto prazo. A confirmá-lo está a sessão de ontem em Nova Iorque, onde os contratos para Dezembro de 2016 chegaram aos 139,30 dólares por barril, diz o "Financial Times".

Os contratos para entrega no final de 2012 dispararam quase 60%, ao passo que os de vencimento mais próximo "apenas" subiram 35% desde o início do ano.

Anne-Louise Hittle, da Wood Mackenzie, explicou ao "FT" que os investidores estão a transferir a sua atenção do curto para o médio prazo, com os receios de menor oferta a dominarem o sentimento. "Por exemplo, sabemos que o Iraque tem petróleo, mas não sabemos se será capaz de satisfazer o mercado com a sua oferta", comentou aquela analista, aludindo à incerteza política no país.

Tudo isto acontece numa altura em que a procura, especialmente por parte da China, continua a aumentar. "Os preços vão continuar a subir até que os governos que subsidiam o consumo de petróleo na Ásia e no Médio Oriente deixem de o poder fazer", disse ao "FT" o economista-chefe do departamento de energia no Deutsche Bank, Adam Sieminsky.

A Goldman Sachs, que na semana passada reviu em alta as previsões para o preço médio do petróleo no segundo semestre deste ano, para 141 dólares por barril, recomendou aos seus clientes que comprem contratos para entrega em 2012.

T. Booke Pickens, influente investidor da área petrolífera, que acredita que a produção mundial está a chegar ao seu pico, afirmou ontem que os preços do crude poderão chegar aos 150 dólares por barril no final do ano.

A Goldman Sachs também prevê que as cotações possam atingir os 200 dólares nos próximos seis meses a dois anos. Fasquia que é igualmente considerada viável por alguns membros da OPEP, nomeadamente o seu presidente, Chakib Khelil.

Neste momento, segundo o "Wall Street Journal" (WSJ), a casa de investimento mais "bullish" para o petróleo é a MF Global, que estima em 152 dólares por barril o preço médio para este ano.

Em declarações ao WSJ, Scott Magnuson, analista da MF Global, disse que os preços do crude deverão atingir 150 dólares no feriado do 4 de Julho nos EUA e 185 dólares no Dia de Acção de Graças.

O petróleo está hoje em novos máximos históricos, com o West Texas Intermediate [Cot] nos 130,47 dólares e o Brent do Mar do Norte [Cot] nos 129,92 dólares.

Publicado 21 Maio 2008 13:17



Aumento dos preços dos combustíveis causa corrida às gasolineiras mais baratas (Pois, será que compensa o tempo e combustível que se perde nas filas?...com tanta publicidade, os melhores locais para abastecer agora estão submersos de automóveis!) :o :o

A subida dos preços dos combustíveis está a desviar clientes dos postos tradicionais para as gasolineiras dos hipermercados que praticam preços mais baixos, levando os automobilistas a formar filas diariamente, alguns para abastecer a crédito.

Segundo Miguel Costa, responsável da Área de Negócio das Gasolineiras da cadeia de hipermercados Jumbo, a estratégia da rede de postos de combustível é praticar os preços mais baixos das regiões onde estão instalados.

Actualmente o Jumbo tem oito gasolineiras: Aveiro, Castelo Branco, Gondomar, Alverca, Almada, Viseu, Palmela e Alfragide.

A mais antiga é a gasolineira de Aveiro, que abriu em Julho de 2005, e que desde então regista um movimento superior aos restantes postos de combustíveis da cidade, apesar de estes terem reagido com promoções várias para contrariar a concorrência que o hipermercado veio fazer-lhes.

Nem o facto dos dois outros hipermercados de Aveiro, Continente e Feira Nova, lhe terem seguido o exemplo, abrindo também gasolineiras e praticando preços semelhantes, fez decair o movimento daquela gasolineira.

Diariamente registam-se filas constantes para abastecer, provocando sérios problemas de congestionamento de trânsito que prejudicam, inclusive, os acessos ao hipermercado.

A localização, nas Glicínias, mais próxima do centro da cidade do que as dos outros hipermercados concorrentes, é um dos factores que ajuda a explicar a liderança do mercado, além do preço competitivo.

A escalada dos preços dos combustíveis não está a afectar negativamente o movimento, que até tem aumentado.

"Quanto maior é o preço mais apetência existe por parte do público em afluir aos nossos postos Jumbo", garante Miguel Costa, dando conta de que a sexta-feira é o dia de maior afluência e observando que "os postos de abastecimento Jumbo estão entre os de maior litragem em Portugal", sem revelar números.

Uma das razões apontadas por alguns automobilistas à Lusa para a preferência por aquela gasolineira é a possibilidade de pagar o abastecimento "no fim do mês", através do "cartão Jumbo".

Sem assumir que cada vez mais esteja a vender combustíveis a crédito, o responsável pelo negócio de gasolineiras daquela cadeia de hipermercados reconhece que "o cartão Jumbo tem uma elevada adesão por parte dos clientes, sendo também um meio de pagamento muito utilizado nas gasolineiras Jumbo".

No Montijo, distrito de Setúbal, as bombas de gasolina que se situam junto ao centro comercial Fórum, naquela cidade, são igualmente das mais procuradas pelos utentes devido aos baixos preços praticados em relação a outros postos de combustíveis da região.

Nas dez bombas disponíveis no Fórum Montijo, os preços praticados variam entre 1,320 euros (gasóleo), 1,400 euros (gasolina 95) e 1,460 euros (gasolina 98), o que leva a que mesmo num dia de semana a meio da tarde exista sempre um grande movimento de viaturas no local.

Os clientes da bomba são unânimes em considerar que é a diferença de preço em relação a outros locais que justificava a sua deslocação à bomba, e muitos optam mesmo por atestar o depósito.

A Lusa tentou contactar os responsáveis pelas bombas no Fórum Montijo, mas quaisquer esclarecimentos foram remetidos para os responsáveis do grupo Sonae, mas até ao momento não foi possível obter qualquer resposta.

Também na Estrada da Circunvalação, no Porto, tornou-se habitual haver uma fila junto a um posto de abastecimento de combustíveis, mas os clientes afirmam que nas últimas semanas a procura tem aumentado.

"Temos que procurar o preço mais baixo, porque isto que está a acontecer é uma roubalheira", queixava-se um fiscal de obras, referindo-se aos sucessivos aumentos dos combustíveis dos últimos meses.

José Carvalho procura as promoções sempre que é possível, nem que isso o obrigue a "perder tempo" numa extensa fila como a que diariamente se regista junto ao posto localizado nas proximidades do Parque Nascente.

"Quando sou obrigado a abastecer num bomba normal, meto só cinco euros", afirmou.

Outro cliente manifestou também a sua indignação em relação aos argumentos apresentados para os aumentos dos combustíveis.

"Toda a gente sabe que o dólar está a baixar e o euro a subir, não há razão nenhuma que justifique o que está acontecer", frisou.

"Isto é um absurdo. As pessoas não sabem o que fazer. Desde que comprei a minha carrinha, o gasóleo já aumentou 100%, passou de 70 cêntimos para 1,40", afirmou um outro cliente.

Em contraste, uma outra estação, conhecida pelos descontos que pratica às segundas e quintas-feiras, estava terça-feira praticamente sem clientes.

Uma funcionária considerou que "as pessoas iludem-se muito com as marcas, mesmo que outros pratiquem preços
mais baixos".

Numa ronda efectuada pela Lusa foi possível constatar que os preços diferem de posto para posto. Das várias estações localizadas dos dois lados da Estrada da Circunvalação a diferença no preço do gasóleo, por exemplo, variava entre 1,375 e 1,295 euros.

Em Lisboa, no entanto, o caso de uma promoção lançada num posto de abastecimento da Repsol - a redução de cinco cêntimos por litro às quartas-feiras -, "não tem contribuído para uma maior afluência", afirmou o gerente do posto.

Paulo Silva reconheceu que quando surgiu esta iniciativa, há cerca de dois anos, "verificou-se algum movimento" neste dia de semana, mas adiantou que "tem vindo a diminuir", acrescentando que "isto ficou muito fraco com a concorrência das marcas brancas".

O gerente da bomba de gasolina, situada à saída da Segunda Circular para o Campo Grande, afirmou haver uma "ligeira" afluência às quartas-feiras, mas "nada de relevante" em relação aos restantes dias.

Questionado sobre a possibilidade de se poder alargar a redução do preço para outros dias da semana, Paulo Silva considerou que a medida não faria "sentido porque não há muita procura".

"A mim não me interessam os descontos, poupam-se alguns cêntimos que nem dão para aquecer a carteira", criticou um taxista que se encontrava naquele local, comentando os descontos que algumas gasolineiras oferecem, que considera que só servem para "enganar o Zé Povinho".

"Antigamente abastecia o meu carro com 20 euros e dava-me para o dia todo", afirmou, lamentando que "agora, mesmo que abasteça com 30 ou 40 euros, é quase impossível chegar ao fim do dia com gasolina no depósito".

Energia 2008-05-21 10:00
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

Broker_Invest

Já esta a fazer impacto nas grandes companhias!!! BP GALP e REPSOL, amigos continuem a comprar combustível nas concorrentes, porque assim eles vão ser obrigados a baixar para poderem vender, mais vale esperar 30m e poupar 10€ por deposito de diesel do que ir as bombas normais e ser atendido de imediato. Isto é uma autência roubalheira.
Vamos continuar a luta da guerra dos preços, nós é que fazemos o mercado e não eles... Temos que usar todos os meios que dispomos "media" e telecomunicações para combater esta guerra.
Está a ser feita uma propaganda por via e-mail para não abastecer nos dias 1,2 e 3 de Junho nos postos GALP, BP e Repsol.

As marcas de automoveis deveriam começar sériamente a pensar em produzir carros com outros tipos de combustiveis, tal como a água(Hidrogênio) a GM já tem um prototípo deste carro, ou então um carro a Ar Comprimido já exite em produção.

Links:
Water car
http://youtube.com/watch?v=NLKExuHlQMQ     

Ar comprimido
http://youtube.com/watch?v=6s6YqX0bGtk&feature=related
http://youtube.com/watch?v=UHDUCy-Kg5c&feature=related

Boa tarde.  ;)
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

berrio

Citação
Investidores apostam no médio prazo
Petróleo para entrega em 2016 perto dos 140 dólares por barril  Roll Eyes

O receio de escassez global de petróleo num prazo de cinco anos está a fazer com que os investidores comecem a apostar muito mais nos futuros de médio prazo do que nos de curto prazo. A confirmá-lo está a sessão de ontem em Nova Iorque, onde os contratos para Dezembro de 2016 chegaram aos 139,30 dólares por barril, diz o "Financial Times".

É por causa destas noticias que de vez em quando me dá vontade de desatar à chapada aos jornalistas financeiros [grupo onde em tempos me inseri].

Economics 101:
Valor temporal do dinheiro - Um dólar hoje vale mais que um dólar amanhã. Este é o principio fundamental das finanças. Existem duas razões fundamentais - a inflação "corroi" poder de compra e se eu tiver um dólar hoje eu posso consumi-lo em qualquer coisa, mas se eu o emprestar eu perco essa opção de "consumo", ergo tenho k ser comensado.

Este é o principio fundamental das Finanças [que qualquer caloiro de Economia/Gestão/Finanças aprende!] e é a base da taxa de juro: eu pago uma taxa de juro para compensar alguém pela perda do seu "dólar hoje".

Daqui temos dois conceitos: o Future Value e o Present Value ou Discounted Value.

No discounted value, eu "desconto" o valor futuro de um bem pela taxa de juro. Por exemplo, se a taxa de juro for de 4%, um dólar do "futuro", digamos 2009, vale em termos de dinheiro de hoje 0.96 €. Isto porque se eu colocar 0.96 € a render a 4%, daqui a um ano tenho 1 €.

Para saber o valor de "moeda de hoje amanhã" é só fazer a conta ao contrario: multiplicar 1 € hoje por taxa de actualização.

E afinal que é que isto tem a ver com o crude em 2016?
Bem, vamos fazer um simples exercicio: eu quero comprar um barril hoje e armazena-lo e vende-lo em 2016. Qual será então o "valor futuro" deste contrato?

Bem eu posso comprar um barril hoje por 128 dólares. Note-se que os "apregoados" 130 são o front month de Julho, não é o valor hoje. Para "taxa de juro implicita" façamos as contas à taxa entre spot e o front month: 130/128 = 1.015625, ou seja, 1,5625% - note-se que este valor em teoria inclui os custos de juro (capital), fretes de transporte do barril, custos de armazenamento, o que dado o valor baixo é um pressuposto simplista, logo estamos a fazer as contas muito por baixo!

Ok, entao a uma taxa anual de 1,5625% quando valerá o barril em teoria daqui a 8 anos, assumindo tudo o resto constante? Simples: 128*(1.015625)^8 = 144!!

Ou seja, a diferença dos 140 para os 130 não é mais que VALOR TEMPORAL!! A simples passagem do tempo/inflação/custos de armazenamento faz com que daqui a 8 anos o barril hoje vai valer mais de 140 dólares!

Isto porque o dólar irá perder valor - a teoria acima do dólar hoje vale mais que amanha - logo o barril tem de subir de modo a manter o preço relativo real - dai a taxa de juro. Nada mudou excepto a simples passagem do tempo... e os mercados de futuros, nos seus preços, tentam descontar estes valores para o presente...

Não tem nada a ver com "investidores de longo prazo a prever uma escassez de crude"...

Outra questão é que o contrato de 2016 é EXTREMAMENTE ILIQUIDO! O open interest é 0.9% do open interest do contrato de Julho de 2008 e o estimated volume da Nymex não chega a 0,04% do estimated volume do front month...

Resumindo:
Muito cuidado com estes "headlines" porque aquilo não é mais que o efeito "VALOR TEMPORAL DO DINHEIRO" e não nenhuma escassez e aquele contrato quase que não é transaccionado...

Vender jornais a quanto obrigas?!
Abraços,
Guilherme Diaz-Bérrio
"Os economistas passam metade do tempo a fazer previsões. A outra metade passam-na a explicar por que se enganaram"
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Semitela


Boas ,

Sai um ponto por mais uma excelente explicação  ;).

A questão dos jornalistas é sempre a mesma  ;D vender o mais possivel mesmo que aquilo que se diz não seja integralmente verdade .

No mundo em que vivemos com o acelerar dos processos sejam eles quais forem , A fed também acelerou o ritmo da impressora  ;D .

E as pessoas " simples " ficam todas contentes por receberem salarios nominais mais altos  :D. O pior é quando chegam ao supermercado  ;D

140 - 200 - 500 - 1000 ----- é perfeitamente natural , quando se cria valor do nada .

Agarrem-se ao OURO  ;D

tiagodandre

hehehe...berrio...em cheio! ;) :D

Já para não falar no "médio prazo" de 2016!!!...

Relativamente à escassez, como dizia ao outro: "Escavem mais fundo!"...com o barril de petróleo acima dos 70$ e com a tecnologia actual, é possível e simultaneamente rentável, não é por acaso que agora quase todos os dias descobrem petróleo!!...em muitas das reservas "recentemente" descobertas já tinham sido efectuados testes geológicos,....agora com estes preços já podem fazer a extracção com margens atractivas!

Se os países emergentes (nomeadamente a China, para variar) refrearem a procura por petróleo, então é que deixa de haver desculpas para estes preços!!!


Resumo:

Aumento do Preço
$ desvalorizado
Aumento da procura dos países emergentes
Especulação financeira (Bolha, pois os fundamentais já foram incorporados)
Acontecimentos geopolíticos
(...)

Diminuição do preço
Novas descobertas de petróleo
Aumento de produção
Quebra no consumo (aumento das reservas)
Maior investimentos em energias alternativas
(...)


No entanto, o que é que tem acontecido ultimamente?...rebenta um pipeline, uma plataforma entra em greve, aumentam as tensões políticas no médio oriente, existe um ataque terrorista na Nigéria...resultado: aumento do crude! O que é que acontece após a normalização destas ocorrências?...ligeira correcção mas nunca para os valores anteriores...ou seja, exactamente o que se nota nos preços das bombas de abastecimento em Portugal, aumentam 2/3 cêntimos de cada vez, e depois lá se lembram de corrigir um 1 cêntimo para baixo por cada 5 aumentos!

Já para não falar na palavra-chave: ESCASSEZ...continuem assim que daqui a pouco tempo deixa de haver escassez!! São estes preços que fazem os governos apostar cada vez mais noutras fontes de energia!....

Enfim...
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

Semitela

Citação de: tiagodandre em Maio 21, 2008, 17:51
hehehe...berrio...em cheio! ;) :D

Já para não falar no "médio prazo" de 2016!!!...

Relativamente à escassez, como dizia ao outro: "Escavem mais fundo!"...com o barril de petróleo acima dos 70$ e com a tecnologia actual, é possível e simultaneamente rentável, não é por acaso que agora quase todos os dias descobrem petróleo!!...em muitas das reservas "recentemente" descobertas já tinham sido efectuados testes geológicos,....agora com estes preços já podem fazer a extracção com margens atractivas!

Se os países emergentes (nomeadamente a China, para variar) refrearem a procura por petróleo, então é que deixa de haver desculpas para estes preços!!!


Resumo:

Aumento do Preço
$ desvalorizado
Aumento da procura dos países emergentes
Especulação financeira (Bolha, pois os fundamentais já foram incorporados)
Acontecimentos geopolíticos
(...)

Diminuição do preço
Novas descobertas de petróleo
Aumento de produção
Quebra no consumo (aumento das reservas)
Maior investimentos em energias alternativas
(...)


No entanto, o que é que tem acontecido ultimamente?...rebenta um pipeline, uma plataforma entra em greve, aumentam as tensões políticas no médio oriente, existe um ataque terrorista na Nigéria...resultado: aumento do crude! O que é que acontece após a normalização destas ocorrências?...ligeira correcção mas nunca para os valores anteriores...ou seja, exactamente o que se nota nos preços das bombas de abastecimento em Portugal, aumentam 2/3 cêntimos de cada vez, e depois lá se lembram de corrigir um 1 cêntimo para baixo por cada 5 aumentos!

Já para não falar na palavra-chave: ESCASSEZ...continuem assim que daqui a pouco tempo deixa de haver escassez!! São estes preços que fazem os governos apostar cada vez mais noutras fontes de energia!....

Enfim...

Boas Tiago ,

A questão do fundo : nunca foi tão pequena a margem entre a procura e a oferta

Qualquer noticia aliada à especulação leva à estes excessos .

Mas já se sabe , quando um país como os USA gasta fortunas em investigação e fabrico de armas e não aposta de facto em encontrar uma alternativa ao Crude , está tudo dito  :(

Abraços

DUARTINI

Quanto mais elevado o preço do barril petróleo, mais o sector das renováveis capitaliza. A alta do petróleo está a ajudar ao boom das renováveis.
http://strapon.pt    http://sersexy.net

tiagodandre

Pois Semitela....a questão de fundo também será: Por quanto tempo?

Situações como esta fazem muita mossa à economia dos países importadores...até quando é que se podem alimentar estes preços?

;) ...

Um abraço....
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tiagodandre

Nem de propósito.... ::)


Preço do petróleo: onde irá parar?

O preço do barril de petróleo tem batido sucessivos recordes nos mercados internacionais sendo o último máximo um valor acima dos 132 dólares . Pressão adicional tem sido colocada sobre os países produtores para aumentarem a sua produção, tendo a Arábia Saudita respondido com um aumento de mais 300 mil barris diários. Mas o efeito sobre o preço do barril foi negligenciável. O presidente da OPEP defende a existência de um equilíbrio entre a oferta e a procura e que a subida dos preços do petróleo se deve à especulação existente no mercado e à depreciação do dólar.

João Sousa, do Departamento de Estudos Económicos e Financeiros do BPI

O preço do barril de petróleo praticamente duplicou nos últimos 12 meses e desde o início do ano a subida encontra-se perto dos 35%, colocando os preços sobre pressão e ameaçando o crescimento global. As razões apontadas para esta evolução encontram-se divididas entre aqueles que atribuem o papel principal aos especuladores e à desvalorização do dólar e aqueles acreditam que o equilíbrio ténue entre procura e oferta é o principal factor por detrás desta escalada.

A OPEP reafirmou esta semana a existência de um equilibro entre a procura e a oferta e que o aumento da última apenas resultaria num aumento das reservas dos países importadores. Defendeu ainda que os principais factores que estão por detrás da escalada do preço do petróleo são a desvalorização do dólar e o aumento da especulação. A crise financeira que afecta os mercados financeiros mundiais e as pressões inflacionistas à escala global tornaram o petróleo num activo de refúgio e por isso mais atractivo o que terá levado a um aumento da componente especulativa no preço do barril.

No entanto, a desvalorização do dólar e o aumento da actividade especulativa não são suficientes para explicar a subida do preço do barril. O equilíbrio entre a oferta e a procura é neste momento exíguo e o aumento o consumo é mais acelerado que o aumento da capacidade de produção, o que faz aumentar a instabilidade em torno do preço do barril. Concretamente:

- Espera-se que a consumo aumente, em 2008, cerca de 1,2 milhões de barris diários sendo a China responsável por um terço deste aumento. Nos países da OCDE, o consumo deverá permanecer estável devido a um declínio do consumo nos EUA e a um aumento moderado na Europa;

- Os países produtores não pertencentes à OPEP deverão aumentar a sua produção entre 600 mil e 750 mil barris diários na segunda metade do ano existindo, porém, riscos negativos sobre este cenário. São eles o atraso no desenvolvimento de projectos de exploração e o declínio acelerado da produção nas explorações mais antigas;

- Espera-se que os países da OPEP mantenham os seus níveis de produção, no entanto, esta poderá ser maior ou menor consoante a evolução dos acontecimentos na Nigéria e no Iraque. Entre os países da OPEP, o único que possui capacidade de produção adicional significativa é a Arábia Saudita, de 1,9 milhões de barris diários. O anúncio do aumento da produção efectuado não surtiu efeito sobre o preço o barril e existe a possibilidade deste aumento ter o efeito contrário pois a diminuição da capacidade de produção adicional aumenta os riscos de falha no fornecimento no caso de uma quebra e produção por parte de algum país produtor.

Mais ainda, os primeiros meses do ano têm sido marcados por acontecimentos que têm afectado a produção, dos quais se destacam: os ataques na Nigéria, a paragem de produção no Mar do Norte e quebras de produção na Rússia e no México.

Existem também constrangimentos para a oferta de carácter estrutural, destacando-se:

- Nos últimos anos assistiu-se a um aumento do custo marginal de produção do barril de petróleo;

- Desde os anos 70 que não se assiste a um descoberta de um grande campo petrolífero (capacidade de produção superior a um milhão de barris por dia) e cerca de 1/5 da produção provem de explorações com mais de 40 anos. O declínio de produção destas explorações faz com que cerca de 2/3 das novas descobertas sirvam para repor os níveis de produção;

- A situação política conturbada que se vive em alguns países produtores limita os investimentos no desenvolvimento da produção.

A evolução dos preços, vista através dos contratos de futuros, indica que estes se manterão em níveis elevados nos próximos anos. Mas é possível que a pressão sobre os preços diminua, pois por um lado o facto de o preço estar alto poderá tornar economicamente viável a exploração de petróleo em locais e de formas que anteriormente não o eram aumentando a oferta, e por outro lado reduzem a procura no longo prazo através da mudança de hábitos e do investimento em tecnologias energeticamente mais eficientes.

Análise BPI 2008-05-21 17:20
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

Alta da gasolina causa corrida aos descontos

A subida dos preços dos combustíveis está a desviar clientes dos postos tradicionais para as gasolineiras dos hipermercados, que praticam preços mais baixos, levando os automobilistas a formar filas diariamente, alguns para abastecer a crédito.

O "Diário de Notícias" diz que, segundo Miguel Costa, responsável da Área de Negócio das Gasolineiras da cadeia de hipermercados Jumbo, a estratégia da rede de postos de combustível é praticar os preços mais baixos das regiões onde estão instalados. Actualmente, o Jumbo tem oito gasolineiras: Aveiro, Castelo Branco, Gondomar, Alverca, Almada, Viseu, Palmela e Alfragide.

Uma das razões apontadas por alguns automobilistas à Lusa pela preferência é a possibilidade de pagar o abastecimento "no fim do mês", através do Cartão Jumbo.

Publicado 22 Maio 2008 9:35



Galp recua e não aumenta preços de combustíveis

A Galp Energia não aumentou os preços dos combustíveis como estava previsto acontecer a partir das 00h00 desta quinta-feira, disse à SIC fonte da administração da empresa.

Ontem tinha sido noticiado que a petrolífera iria subir o gasóleo em três cêntimos e a gasolina 95 octanas em dois cêntimos. Uma alteração que, de acordo com a estação de televisão, chegou a ser comunicada pela companhias aos revendedores através de SMS ou por correio electrónico.

Esta é a 21ª alteração nos preços desde o início do ano: a 4ª descida dos preços contra 17 aumentos.

Publicado 22 Maio 2008 11:13

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"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

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tiagodandre

Ai estes meninos..... ::) ::) ::)


Situação foi normalizada
Recuo da Galp Energia não impediu postos de aumentar preços


Apesar do aparente recuo da Galp Energia numa subida dos preços dos combustíveis prevista para esta madrugada, explicada por uma falha de comunicação interna, alguns postos de combustível da marca terão mesmo subido os preços, afirmou à Lusa o presidente da ANAREC.

Fonte oficial da Galp confirmou à Lusa que "houve algumas situações em que não se conseguiu alterar logo os preços" [que os operadores tinham aumentado após indicações iniciais da Galp], mas neste momento "a situação está reposta".

Augusto Cymbron, presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustível, afirmou à Lusa que a "situação se complicou" designadamente em Torres Novas.

Segundo o responsável, um concessionário da Galp Energia em Torres Novas tem na mesma estrada dois postos de combustível, um dos quais com o aumento anunciado, e entretanto anulado pela Galp, e o outro com o preço anterior.

Segundo Augusto Cymbron, o facto de os postos estarem informatizados e receberem directamente os preços da Galp impediu esse posto de abastecimento de rectificar de imediato o preço.

O aumento do preço dos combustíveis em 3 cêntimos para o gasóleo e 2 cêntimos para a gasolina sem chumbo 95 octanas foi na quarta-feira divulgado pela Galp Energia devido a uma "falha interna de comunicação", explicou à Lusa fonte oficial da petrolífera.

Segundo a mesma fonte, uma nota interna referente ao aumento dos combustíveis foi divulgada antes de ter sido aprovada pelo administrador-executivo responsável pelo negócio da Distribuição.

O aumento não se verificou, mas Augusto Cymbron afirma que há postos da Galp Energia a praticarem os novos preços, ou seja, 1,419 euros por litro de gasóleo e 1,494 euros por cada litro de gasolina sem chumbo 95 octanas.

Segundo o presidente da ANAREC, alguns postos da BP procederam também hoje a aumentos no preço dos combustíveis, estando a vender o gasóleo a 1,414 euros por litro e a gasolina 95 a 1,494 euros.

A Lusa tentou contactar a BP, mas tal não foi possível.

Também a AVIA aumentou os preços três vezes esta semana, a 19, 21 e 22 de Maio, afirmou Augusto Cymbron.

O presidente da ANAREC classifica os aumentos efectuados pelas operadoras de "abusivos e escandalosos".

O sector tem estado sob fortes criticas, tendo mesmo levado o ministro da Economia a pedir um relatório sobre a formação dos preços à Autoridade da Concorrência.

O pedido mereceu a concordância do Presidente da República, Cavaco Silva, e o primeiro-ministro José Sócrates já afirmou que o relatório será entregue pela Autoridade da Concorrência no Parlamento na primeira semana de Junho.

Publicado 22 Maio 2008 18:45
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tiagodandre

Petróleo
Secretário-geral da OPEP diz que mercado está louco


O secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), el-Badri, disse que "o mercado está realmente louco" e mostrou-se "confuso" com o aumento diário das cotações no crude nos mercados internacionais.

Segundo el-Badri, citado pela Bloomberg, os especuladores estão a desempenhar um "papel importante" no aumento dos preços do petróleo e, na sua opinião, não será um aumento da produção do cartel que vai conseguir travar esta escalada.

Os problemas geopolíticos e a fraqueza do dólar estão também a contribuir para o aumento dos preços, afirmou o secretário-geral da OPEP num discurso no Ministério da Energia e das Minas do Equador.

"Há muito petróleo no mercado. Não há qualquer escassez. Os inventários estão bastante elevados", salientou el-Badri.

Os futuros do petróleo negociado no mercado nova-iorquino mais do que duplicaram face ao período homólogo do ano passado, tendo atingido ontem um recorde de 135,09 dólares por barril.

"Cabe ao mercado fixar o preço", afirmou ainda el-Badri, ao mesmo tempo que prometeu uma acção da OPEP em caso de verdadeira crise. "A volatilidade do mercado é prejudicial e a OPEP é a favor de preços moderados", referiu, sem especificar que valor considera ser moderado.

Publicado 23 Maio 2008 9:28



Abdulah el-Badri, secretário-geral da OPEP
O mercado petrolífero está "louco"


A expressão é do secretário-geral da OPEP, Abdulah el-Badri, que afirmou que o cartel nada pode fazer para baixar os preços do petróleo, tendo admitido que está "confuso" com a recente escalada do 'ouro negro'.

Durante uma visita ao Equador, país membro da OPEP, e citado pela agência Reuters, Abdulah al Badri afirmou que o mercado petrolífero está bem abastecido, apesar das pressões para que aumente a produção, nomeadamente dos Estados Unidos,

O secretário-geral da OPEP voltou a rejeitar a ideia de que a escalada do crude está relacionada com os actuais níveis de produção, mas prometeu aumentar a quantidade de petróleo disponível no mercado em caso de escassez da matéria-prima.

Para o responsável da Organização os preços recordes do petróleo devem-se às tensões geopolíticas, à especulação e ao dólar fraco.

"Se aumentássemos a produção amanhã, os preços não baixariam, devido à especulação e ao dólar fraco", disse Abdulah al Badri.

Por sua vez, a agência Internacional de Energia (AIE) alerta para a possibilidade de as reservas mundiais não chegarem para fazer face ao actual ritmo de crescimento da procura. Segundo um estudo da AIE, a que o 'Wall Street Journal' teve acesso, a oferta de crude dos maiores campos petrolíferos do mundo não vai acompanhar a procura crescente da matéria-prima, pelo que está a preparar uma revisão das suas previsões para o fornecimento de petróleo.

Ontem, os preços do petróleo apresentaram uma Extrema volatilidade, começando o dia com novos máximos históricos tanto em Nova Iorque como em Londres, depois de as reservas norte-americanas terem caído inesperadamente, e aliviando na segunda metade da sessão, com a tomada de mais-valias.

2008-05-23 07:58



Boicote arrisca Galp a quebra de vendas de 13 milhões

Com a maior rede de retalho, num total de 1.025 estações de serviço, a Galp tem sido o alvo nos últimos dias de um apelo, via SMS e e-mail, ao boicote. Tudo devido aos aumentos sucessivos dos preços dos combustíveis. Só no caso da Galp o boicote a todas as estações representa uma quebra de vendas de 13 milhões de euros/dia, noticia o Semanário Económico.

"Ouvimos dizer que o preço da gasolina vai subir até próximo de 1,70 euros o litro até ao Verão. A única maneira de vermos o preço da gasolina baixar, é tocar-lhes onde mais lhes dói: as suas carteiras!". Esta é apenas uma parte do teor de um e-mail posto, esta semana, a circular para apelar ao boicote ao abastecimento. A Galp, que controla a maior rede de retalho, é uma das visadas. Caso o apelo à sociedade civil tenha adesão, um dia de boicote representará uma quebra de vendas de 13 milhões de euros, tendo em conta que as vendas médias por posto são da ordem dos 3,1 milhões de metros cúbicos.

E se os sucessivos aumentos dos preços dos combustíveis têm provocado um verdadeiro duelo entre os responsáveis das petrolíferas e os revendedores de combustíveis, em matéria de boicote Ferreira de Oliveira, presidente da Galp e Augusto Cymbron, representante dos revendedores de combustíveis alinham pelo mesmo diapasão, repudiando categoricamente.

"Lamento que estas palavras se utilizem a uma indústria que é séria. São precipitadas, inapropriadas e injustas", disse esta semana Ferreira de Oliveira durante a apresentação dos resultados trimestrais da empresa. Também o presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC), Augusto Cymbron, não tem dúvidas que "os grandes prejudicados" são os revendedores e concessionários que "já hoje passam dias difíceis".

Cerca de 5.000 empresas e 250 a 300 mil pessoas abastecem as estações de serviço daquela petrolífera.

Outro episódio marcou a semana em que se multiplicaram os SMS e e-mails a apelar ao boicote à Galp. A petrolífera deu o dito pelo não dito e recuou nos aumentos dos preços dos combustíveis, no gasóleo em três cêntimos por litro e na gasolina em dois cêntimos. Uma alteração que chegou a ser comunicada pela companhia aos revendedores através de SMS ou por correio electrónico. "É a primeira vez que acontece um recuo depois de um anúncio de aumentos", aponta o presidente ANAREC. Augusto Cymbron questiona o argumento da Galp que justificou, ontem (5ª feira), com uma "falha técnica". "Isto não colhe", diz, arriscando algumas razões para o sucedido: "Falta de coragem ou algum telefonema político". Questiona ainda o facto da Galp ter "deixado correr horas sem a reposição da verdade, a partir do momento que foram tornados público os aumentos, na quarta-feira.

Os boicotes espanhol e francês. Há oito anos, em Setembro de 2000, camionistas, taxistas e trabalhadores rurais espanhóis reuniram-se e boicotaram o consumo de combustível da Repsol, a primeira petrolífera do país. O objectivo era tentar parar a escalada do preço da gasolina e do gasóleo. Na mesma altura, camionistas franceses bloquearam as refinarias de petróleo e os depósitos de combustível em todo o País. Depois do 17.º aumento dos preços do combustível em Portugal, estes casos tornaram-se exemplos e já circulam em e-mails.

Tempestade negra. O crude voltou a tocar novos máximos esta quinta-feira, ao ultrapassar a barreira dos 135 dólares em Nova Iorque e dos 134 dólares em Londres. Uma verdadeira "tempestade" como Ferreira de Oliveira destacou nesta semana na análise aos preços dos combustíveis em Portugal. "Não há nenhuma razão estrutural para que os preços estejam a estes níveis. Esperamos que o mundo se reencontre", sustentou.

Combustíveis 2008-05-23 09:15



Presidente da Galp não sabia de aumentos dos combustíveis

O presidente da comissão executiva da Galp Energia ignorava que a petrolífera tinha dado ordens para aumentar o preço dos combustíveis às 00h00 de ontem e viu-se obrigado a dar explicações ao Governo sobre o sucedido.

De acordo com o "Correio da Manhã", Ferreira de Oliveira desconhecia a decisão da subida em dois cêntimos no preço da gasolina e de três cêntimos no gasóleo

Segundo apurou o CM, seguiram para os revendedores vários avisos (por e-mail, fax e SMS) anunciando a subida dos preços às 00h00 do dia 22. Uma ordem que foi anulada pouco depois e que lançou a confusão entre os revendedores da Galp. "Existem postos a

vender combustível com o aumento decretado", disse o presidente da Associação de Revendedores, AugustoCymbron.

"O presidente da Comissão Executiva não sabia, nem tinha de saber", afirmou ao CM uma fonte oficial da petrolífera, que atribuiu a ordem "a um erro de um funcionário".

A mesma fonte, que se recusou a divulgar o nome do funcionário em causa, adiantou que não está em curso qualquer processo de averiguação das responsabilidades.

"Numa conjuntura como a actual, a decisão de fazer subir os preços deveria ser levada

ao conhecimento dos presidentes da comissão executiva e do conselho de administração, Murteira Nabo, que faz a ponte entre a empresa e o Governo", disse ao CM fonte da empresa, que pediu o anonimato.

Publicado 23 Maio 2008 9:10
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

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Boicote arrisca Galp a quebra de vendas de 13 milhões
Com a maior rede de retalho, num total de 1.025 estações de serviço, a Galp tem sido o alvo nos últimos dias de um apelo, via SMS e e-mail, ao boicote. Tudo devido aos aumentos sucessivos dos preços dos combustíveis. Só no caso da Galp o boicote a todas as estações representa uma quebra de vendas de 13 milhões de euros/dia, noticia o Semanário Económico.

Lígia Simões, do Semanário Económico

"Ouvimos dizer que o preço da gasolina vai subir até próximo de 1,70 euros o litro até ao Verão. A única maneira de vermos o preço da gasolina baixar, é tocar-lhes onde mais lhes dói: as suas carteiras!". Esta é apenas uma parte do teor de um e-mail posto, esta semana, a circular para apelar ao boicote ao abastecimento. A Galp, que controla a maior rede de retalho, é uma das visadas. Caso o apelo à sociedade civil tenha adesão, um dia de boicote representará uma quebra de vendas de 13 milhões de euros, tendo em conta que as vendas médias por posto são da ordem dos 3,1 milhões de metros cúbicos.

E se os sucessivos aumentos dos preços dos combustíveis têm provocado um verdadeiro duelo entre os responsáveis das petrolíferas e os revendedores de combustíveis, em matéria de boicote Ferreira de Oliveira, presidente da Galp e Augusto Cymbron, representante dos revendedores de combustíveis alinham pelo mesmo diapasão, repudiando categoricamente.

"Lamento que estas palavras se utilizem a uma indústria que é séria. São precipitadas, inapropriadas e injustas", disse esta semana Ferreira de Oliveira durante a apresentação dos resultados trimestrais da empresa. Também o presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC), Augusto Cymbron, não tem dúvidas que "os grandes prejudicados" são os revendedores e concessionários que "já hoje passam dias difíceis".

Cerca de 5.000 empresas e 250 a 300 mil pessoas abastecem as estações de serviço daquela petrolífera.

Outro episódio marcou a semana em que se multiplicaram os SMS e e-mails a apelar ao boicote à Galp. A petrolífera deu o dito pelo não dito e recuou nos aumentos dos preços dos combustíveis, no gasóleo em três cêntimos por litro e na gasolina em dois cêntimos. Uma alteração que chegou a ser comunicada pela companhia aos revendedores através de SMS ou por correio electrónico. "É a primeira vez que acontece um recuo depois de um anúncio de aumentos", aponta o presidente ANAREC. Augusto Cymbron questiona o argumento da Galp que justificou, ontem (5ª feira), com uma "falha técnica". "Isto não colhe", diz, arriscando algumas razões para o sucedido: "Falta de coragem ou algum telefonema político". Questiona ainda o facto da Galp ter "deixado correr horas sem a reposição da verdade, a partir do momento que foram tornados público os aumentos, na quarta-feira.

Os boicotes espanhol e francês. Há oito anos, em Setembro de 2000, camionistas, taxistas e trabalhadores rurais espanhóis reuniram-se e boicotaram o consumo de combustível da Repsol, a primeira petrolífera do país. O objectivo era tentar parar a escalada do preço da gasolina e do gasóleo. Na mesma altura, camionistas franceses bloquearam as refinarias de petróleo e os depósitos de combustível em todo o País. Depois do 17.º aumento dos preços do combustível em Portugal, estes casos tornaram-se exemplos e já circulam em e-mails.

Tempestade negra. O crude voltou a tocar novos máximos esta quinta-feira, ao ultrapassar a barreira dos 135 dólares em Nova Iorque e dos 134 dólares em Londres. Uma verdadeira "tempestade" como Ferreira de Oliveira destacou nesta semana na análise aos preços dos combustíveis em Portugal. "Não há nenhuma razão estrutural para que os preços estejam a estes níveis. Esperamos que o mundo se reencontre", sustentou.


 
"O Povo unido jamais será vencido", celebre frase contra a ditadura Salazarista, em que deu num 25 Abrill, e neste momento estamos atravessar uma ditadura capitalista.
Continuem abastecer nos postos Concorrentes a GALP, REPSOL e BP.

Abraço e bons negocios.
Não há mal que perdure e bem que dure sempre