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Com uma aparente retoma dos Mercados nos USA e Europa..nos por cá..PSI?

Iniciado por xubi2, Maio 30, 2008, 22:33

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Apatia total




Desde que começou o mês de Agosto, o volume do conjunto dos mercados "secou" de forma drástica. Isto leva a que os mercados se movimentem de forma muito irregular quase diariamente, provocando contínuos falsos sinais, tanto para comprar como para vender. O único ponto interessante nas últimas semanas é o movimento do mercado cambial e das matérias-primas. Por um lado, parece que é questão de dias para que o euro chegue a cotar em níveis próximos dos 1,44-1,4440 dólares que não é mais do que a origem do último impulso ascendente, que teve início no princípio de Fevereiro e que, além disso, coincide com a directriz altista principal. Por outro lado, o petróleo está muito volátil e, de momento, tem conseguido aguentar acima do nível de suporte nos 110 dólares. Preços do "ouro negro" abaixo dos 110 dólares far-nos-ão apostar numa continuidade baixista em direcção ao suporte dos 100 dólares que muito provavelmente será acompanhada de uma correcção do euro em direcção ao suporte dos 1,44 dólares. Tecnicamente, não podemos acrescentar nada que não se tenha comentado em análises anteriores, visto que a tendência continua a ser absolutamente lateral para a maioria dos índices europeus e norte-americanos e dá a sensação de que poderemos continuar assim até ao mês de Setembro. 

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Tecnicamente em suportes

Se observarmos a grande maioria dos índices de referência dar-nos-íamos conta de que um grande número dos mesmos se encontra actualmente em zonas de suporte, a maioria deles está a conseguir aguentar (pelo menos por enquanto) acima da parte inferior de um pequeno canal lateral ascendente. Quanto ao mercado cambial e das matérias-primas, estamos a assistir a uma pequena e "lógica" retoma, sobretudo por parte do petróleo que em pouco mais de um mês retrocedeu cerca de 25% face ao máximo histórico. Contudo, o euro não parece ter tanta vontade de retomar e ainda que não possamos descartar uma retoma em direcção ao nível dos 1,50 dólares, podemos pensar que mais cedo ou mais tarde visitará o nível de suporte dos 1,4440 dólares. A nível macroeconómico, as notícias mais importantes vieram, como quase sempre, do outro lado do Atlântico. De facto, aos resultados positivos que anunciou a Hewlett Packard, depois do fecho da sessão na passada terça-feira, terá que se somar o dado relativo às aplicações semanais com hipotecas que desceram para o nível mais baixo desde Dezembro de 2000.

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De cara lavada antes do fim-de-semana



As subidas em torno de 2% dos principais índices do mundo na sessão de sexta-feira permitem lavar um pouco a cara depois desta má semana, especialmente para o sector financeiro, que até quinta-feira era o mais "castigado". Ainda que os dados macroeconómicos na Europa não tivessem jogado a favor dos investidores, já que o Produto Interno Bruto (PIB) britânico, relativo ao segundo trimestre, foi revisto em baixa, para os 0%, face aos 0,2% estimados (o que deixa a economia britânica à beira da recessão), os mercados souberam recuperar depois de várias sessões consecutivas de quedas. Esta recuperação foi em parte graças ao petróleo, que depois das fortes subidas da sessão de quinta-feira (subiu cerca de 5%), corrigiu o seu preço devido às notícias de que as tensões geopolíticas entre os EUA e a Rússia estavam a relaxar. A meio da sessão, Ben Bernanke fez reavivar um pouco mais as bolsas depois de indicar que a força do dólar e a queda do preço do crude deverão ajudar a moderar os preços, ainda que também comentou que ainda existe um elevado nível de incerteza sobre as perspectivas de inflação. A nível empresarial, dois dados animaram as bolsas, especialmente os sectores financeiro e construtor (os mais prejudicados nos últimos tempos): segundo a agência Reuters, o banco Korean Development Bank não descarta lançar uma Oferta Pública de Aquisição sobre a Lehman Brothers, e por outro lado, o rumor de que o maior grupo construtor alemão, Hochtief, poderá ser dividido entre os seus principais accionistas. Do ponto de vista técnico, apesar de, nas últimas sessões, muitos dos principais índices internacionais terem perdido os seus suportes das últimas semanas, ainda não perderam os níveis correspondentes aos mínimos de Julho, a partir de onde retomaram, pelo que mesmo que agora não tenhamos muitos sinais técnicos a favor, ainda não se deve dar por perdida a retoma. 



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Os fantasmas da Fannie e Freddie continuam a pairar nos mercados



Poder-se-á dizer que a sessão de segunda-feira foi de correcção e de tomada de mais-valias depois das fortes subidas de sexta-feira em quase todas as principais bolsas internacionais, mas os índices continuam a não perder os níveis correspondentes aos mínimos de Julho, a partir dos quais recuperaram, pelo que continuamos sem dar por esgotado o movimento de retoma, sobretudo sabendo que as últimas descidas ocorreram num contexto de fraco volume. Poucos dados foram divulgados durante a sessão, sendo de destacar o dado relativo à venda de casas em segunda mão em Julho nos Estados Unidos, que foi melhor do que o esperado. As vendas aumentaram 3,1% em Julho, para uma taxa anualizada de 5 milhões, segundo os dados publicados pela Associação Nacional de Agentes Imobiliários (NAR, na sigla em inglês). Por outro lado, o banco alemão Commerzbank poderá estar perto de tomar uma decisão sobre a compra do Dresdner Bank por 9 milhões de euros, segundo vários jornais de informação económica. Mas a atenção dos investidores está centrada naquilo que vai fazer o Departamento norte-americano do Tesouro - que esta semana poderá anunciar novas medidas para fazer face à crise que vivem as entidades de concessão de crédito hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac - e no impacto que isso teria no mercado, especialmente no sector financeiro, como tem vindo a acontecer nos últimos meses.

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Futuros do West Texas Intermediate (WTI)




Desde o máximo histórico atingido em inícios de Julho, o 'ouro negro' já registou uma forte correcção, que o levou na semana passada a cotar-se em níveis próximos dos 111 dólares por barril, o que quase coincidiu com o nível de máxima correcção proporcional de Fibonacci (61,8%). A violenta queda registada na passada sexta-feira tem cabimento no que diz respeito à análise técnica desta matéria-prima. De facto, o intervalo entre os 122 e os 120,80 dólares demonstrou ser, como era de esperar, um importante nível de resistência, já que chegou a actuar como forte suporte. De qualquer das formas, actualmente, e pensando no mais curto prazo, os níveis a vigiar atentamente são os 122,10 e os 111,30 dólares.. Se encerrar acima do primeiro nível, desencadear-se-á um novo sinal altista, com um objectivo de continuidade da retoma até aos 128,60 dólares. Se quebrar e se confirmar abaixo dos mínimos da semana passada, teremos um sinal de continuidade baixista até aos 110 e aos 100 dólares, respectivamente. O oleoduto Baku-Tbilisi-Ceyhan (BTC), afectado por um incêndito, está de novo operacional depois de uma série de trabalhos de reparação que terminaram este fim-de-semana, informaram na segunda-feira fontes concordantes. "Os testes terminaram durante o fim-de-semana e o oleoduto está de novo em funcionamento", indicou à AFP uma responsável da gigante petrolífera britânica BP, que explora o oleoduto. O BTC (o segundo maior oleoduto do mundo) foi encerrado no passado dia 5 de Agosto depois de uma explosão na secção turca que provocou um forte incêndio. Inaugurado em 2006, o BTC transporta petróleo do Mar Cáspio para o terminal petrolífero turco de Ceyhan, no Mediterrâneo, para ser escoado para os mercados internacionais. A sua capacidade é de 1,2 milhões de barris por dia.

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Dólar impulsiona bolsas



A sessão de terça-feira abriu com quedas, repleta de referências macroeconómicas: logo de manhã foram divulgados maus dados sobre a maior economia europeia, a Alemanha, onde o índice de confiança dos consumidores em Setembro, medido pelo índice GFK, subiu 1,5 pontos face a uma previsão de 2 pontos, e onde o PIB do segundo trimestre se situou nos 3,1% em termos anuais, tendo o índice de confiança dos empresários em Agosto, elaborado pelo instituto económico IFO, ficado pelos 94,8 pontos, contra 97,5 pontos em Julho e uma estimativa de 97,2 pontos. Com estes dados, o principal economista do IFO, Kai Carstensen, não vê sinais de uma recessão real e profunda na Alemanha, já que acredita que se trata de uma recessão técnica. Com estes maus dados alemães, o BCE poderá ter que responder com um corte nos juros, para fomentar a retoma do crescimento económico. Apesar de uma subida dos preços do crude, em torno dos dois dólares (que sustenta os títulos energéticos), a recuperação da nota verde está a converter-se na principal variável de impulso das bolsas, ainda que pareça que os investidores não estão a deixar de lado a prudência. Mas, a meio da sessão, os bons dados do outro lado do Atlântico fizeram inverter a tendência: o índice de confiança dos consumidores norte-americanos em Agosto, medido pelo Conference Board, foi melhor do que o esperado, ao fixar-se nos 56,9 pontos, contra 51,9 pontos no mês anterior e acima do esperado pelo consenso de mercado. Por outro lado, o secretário norte-americano do Tesouro, Henry Paulson, declarou ao "The New York Times" que as ajudas estatais às entidades de crédito hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac serão a última opção. A nível técnico, a subida registada pelos principais índices mundiais poderá considerar-se uma mera retoma face às fortes quedas de segunda-feira, mas sem ser considerada demasiado relevante porque ocorreu sem grande volume de negociação e porque não alcançou as resistências mais importantes.

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Os mercados respeitam os suportes

Depois dos bons dados económicos nos Estados Unidos divulgados na terça-feira, a sessão de quarta-feira abriu com quedas e o furacão "Gustavo" parece ter sido a desculpa usada pelos investidores para apostarem nas vendas, perante a possibilidade de as instalações petrolíferas do Golfo do México serem afectadas. Por outro lado, e analisando mais em profundidade o conteúdo das minutas da Fed, parece que a Reserva Federal poderá subir os juros num futuro próximo, para aliviar as tensões inflacionistas, o que, contrariamente ao que sucedeu noutras ocasiões, poderá ter efeitos positivos nos mercados. No entanto, o presidente da Fed de Atlanta assinalou que o actual nível das taxas de juro (2%) é o apropriado. A meio da sessão foram divulgados os dados relativos às reservas de crude norte-americanas na semana passada, que foram bons face ao que o mercado esperava. Tecnicamente, observamos que depois das fortes quedas da semana passada, os principais índices internacionais continuam a revelar lateralidade esta semana, o que serve para que as bolsas, salvo algumas excepções, estejam a apoiar-se na parte inferior de um canal ascendente de curto prazo, por definição zona de suporte. Assim, talvez assistamos a subidas nas próximas sessões. Veremos se, quando entrarmos em Setembro, os volumes de negociação voltam à normalidade, o que, em teoria, deverá contribuir para uma diminuição da elevada volatilidade que temos observado durante todo o Verão.

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Futuros do petróleo (Brent)




No mais curto prazo, poder-se-á dizer que a cotação está a evoluir acima de uma directriz de curto prazo, que une os mínimos crescentes desde os mínimos da semana passada. Tecnicamente, o Brent confirmou a perda da média de 50 e de 100 sessões que vinha a apresentar durante o último ano. Actualmente está às portas de um importante nível de suporte, a média de 200 sessões, que de momento passa pelos 108,50 dólares por barril. Por outro lado, apresenta um suporte importante nos mínimos de inícios de Abril, nos 107,60 dólares. Tudo isto nos confirma a importância do intervalo entre os 107 e os 109 dólares como suporte. Poderemos começar a observar indícios de uma maior retoma se em algum momento das próximas sessões/semanas for capaz de anular (fechar) o 'gap' descendente dos 120,90 dólares, caso em que poderá dirigir-se para a resistência dos 128,50 dólares. De qualquer das formas, a melhor estratégia actualmente é a de permanecer à margem, já que não está claro se no curto prazo continuará a cair ou se, pelo contrário, recuperará em força. Como é habitual na temporada de furações no Caribe, mais uma vez temos a referir uma tempestade tropical, desta vez de nome "Gustavo", que depois de assolar o Haiti, onde causou cinco mortes, dirige-se novamente para o mar. Segundo os meteorologistas norte-americanos, citados por várias agências de informação, o "Gustavo" perdeu força ao tocar em terra, mas de caminho até à costa dos EUA poderá fortalecer e voltar a recuperar a categoria de furacão. O preço do crude está já a antecipar esta possibilidade e a subir, penalizado o desempenho do sector automóvel e das companhias áereas. Ambos perderam mais de 1,5% no Eurostoxx600.


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Agosto fecha com maior tranquilidade



Na última sessão de Agosto, o preço do barril de petróleo West Texas Intermediate abria a sessão na Bolsa de Mercadorias de Nova Iorque (Nymex) com uma subida superior a 3 dólares, impulsionado essencialmente, uma vez mais, pela intensificação da tempestade tropical Gustavo, que está mais próxima das plataformas petrolíferas do Golfo do México, o que provoca receios de que a produção possa ser reduzida nos próximos dias. Nos Estados Unidos, a desculpa de um mau relatório sobre rendimentos e gastos pessoais serviu para que os investidores procedessem à tomada das mais-valias obtidas nas três sessões anteriores, se bem que a posterior divulgação de dois bons dados macroeconómicos tenha suavizado as perdas: o índice da actividade industrial de Chicago, elaborado pela Associação NAPM e correspondente ao mês de Agosto, situou-se nos 57,9 pontos, uma melhoria face aos 50,8 pontos do mês anterior e face aos 50 pontos previstos pelo consenso de mercado; e o índice de confiança do consumidor, medido pela Universidade de Michigan, foi ligeiramente melhor do que o esperado (63 pontos, contra uma previsão de 62). No plano empresarial, destaque para a queda em bolsa da Dell, que publicou os resultados dos seis primeiros meses do ano, nos quais obteve um lucro de 1.400 milhões de dólares (949,8 milhões de euros), o que corresponde a uma queda de 7% face ao mesmo período do ano anterior. Além disso, parece que a sua estratégia no futuro será a de reduzir custos. A nível técnico, os índices terminaram a semana com maior tranquilidade do que na anterior, já que conseguiram superar resistências importantes. Veremos se nas próximas sessões, já no mês de Setembro, se cumpre o que sempre acontece neste mês, em que as bolsas costumam ter um comportamente relativamente bom, ao contrário de Outubro, mês em que costumam marcar os mínimos do ano.

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Futuros do Brent: Tensa espera




O "ouro negro" está há uma semana a evoluir num movimento muito errático, ao sabor das notícias que vão sendo conhecidas sobre as reservas semanais de crude nos Estados Unidos e sobre a evolução do furacão Gustavo – bem como sobre os efeitos que poderá ter a sua passagem pelo Golfo do México. Tecnicamente, há pouco a acrescentar que não tenhamos ainda comentado em análises anteriores, pois está a meio caminho entre o suporte e a resistência. Assim, enquanto não perfurar em baixa o suporte dos 110 dólares por barril, ou enquanto não o superar - em valores de fecho - a resistência dos 121,40 dólares, não se observará qualquer movimento fiável que possa dar-nos alguma pista sobre o que poderá suceder à cotação nas próximas semanas. Assim, a perda do referido suporte deverá fazer cair o petróleo até aos 107,80 dólares (valores de inícios do passado mês de Abril), ao passo que a superação da resistência poderá projectá-lo até aos 129,30-130 dólares. O crude tem estado em alta devido aos receios dos efeitos que possa ter o furacão Gustavo sobre as infra-estruturas petrolíferas do Golfo do México. Esta zona dos EUA representa 26% do total de produção de crude do país e 14% do total de produção de gás natural. Empresas como a Exxon ou a Mobil já começaram a evacuar as suas plataformas e suspenderam a produção. Muitos peritos dizem que o poder destrutivo do Gustavo (previa-se que entrasse no Louisiana com nível 3), apesar de menor do que os furacões Katrina e Rita (nível 5), vai provocar problemas.

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"Gustav": não é para tanto


Assustámo-nos durante o fim-de-semana quando chegaram notícias de que o furacão "Gustav" poderá ser mais devastador do que o Katrina. De facto, várias plataformas petrolíferas do Golfo do México poderiam ter sido evacuadas, pelo que as quedas de segunda-feira nos mercados chegaram a ser de 1%, numa sessão que se suponha ser de transição, já que as bolsas de Wall Street estiveram encerradas por motivo de feriado. Mas a meio da tarde, um centro meteorológico norte-americano adiantou que o "Gustav" tinha moderado a sua intensidade para a categoria 2, face à categoria 4 que estava prevista, o que levou o preço do petróleo a cair mais de 3%, o que, como tem sido habitual, favoreceu as bolsas, com os principais índices a terminarem a sessão praticamente inalterados. A nível empresarial, finalmente o Commerzbank anunciou oficialmente a compra do Dresdner Bank por 9.800 milhões de euros à Allianz. Tecnicamente, veremos se na sessão de terça-feira se mantêm as subidas que se iniciaram na semana passada, e tentam atacar as resistências que supõem os máximos de Julho, que são, actualmente, o grande objectivo a bater, para poder ver uma continuidade altista nos mercados.

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Demasiada dependência do petróleo




Durante a sessão de terça-feira registaram-se subidas em todas as bolsas mundiais, graças à queda do crude: os contratos futuros para entrega em Outubro do barril de crude caíram mais de 6 dólares, abaixo da zona de suporte dos 110 dólares, depois de o furacão "Gustav" demonstrar um impacto muito menor nas instalações petrolíferas do Golfo do México do que o previsto. Este desenvolvimento levou os principais índices internacionais a subir em torno de 1,5%. O problema é que esta queda tão brusca do "ouro negro" poderá sofrer uma correcção nas próximas sessões, pelo que se quando o petróleo desce, a bolsa sobe, se o preço do petróleo aumenta, teoricamente, a bolsa deverá corrigir. De qualquer forma, convém referir a boa evolução das bolsas nas últimas sessões, com os principais índices a aproximar-se dos máximos de Agosto, resistência importante a superar para que possamos ver o início de uma recuperação importante. Quanto a dados macroeconómicos, o ISM manufactureiro piorou ligeiramente no mês de Agosto, para os 49,9 pontos face aos 50,0 pontos do mês anterior, ainda que os responsáveis pela elaboração do índice tenham afirmado que as condições de negócio estejam a melhorar.

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Livro Bege da Fed
Economia abrandou nos EUA mas há pressão para subir juros devido à valorização das "commodities"


A economia abrandou no mês passado nos EUA, ao mesmo tempo que quase todos os distritos registaram pressões para aumentar os juros devido à valorização das commodities , revela o Livro Bege da Reserva Federal dos EUA.

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Ana  Filipa Rego
[email protected]
Jornal de Negocios

A economia abrandou no mês passado nos EUA, ao mesmo tempo que quase todos os distritos registaram pressões para aumentar os juros devido à valorização das "commodities", revela o Livro Bege da Reserva Federal dos EUA.

Segundo a mesma fonte, os gastos dos consumidores foram "fracos" na maior parte dos 12 distritos da Fed uma vez que o mercado habitacional "enfraqueceu ou permaneceu fraco".

Com a economia norte-americana a enfraquecer, com a crise no mercado habitacional e com os preços no consumidor a subirem, muitos investidores antecipam que a Fed vai manter os juros inalterados até Dezembro depois de terem descido a taxa de juro de referência para os 3,25% no ano passado.

"O ritmo da actividade económica tem sido lento na maioria dos distritos", segundo o Livro bege.

Apesar dos preços da energia e de outras "commodities" terem deslizado recentemente, a Fed diz que as empresas no distrito de São Francisco, maior região, afirmaram que "as pressões inflacionistas permanecem significativas".


egas

e normal que isso aconteca porque ate meio deste ano foi quando a inflaccao esteve mais alta derivado a subida das COMODOTIES e PETROLIO ;D ja os dados de ontem da OCDE diziam o mesmo mas eram relativos aos 6 meses do ano e comecam a ficar desactulizados derivado a esses produtos estarem a descer e se continuarem claro que a situaccao economica melhora e os dados podem ser revistos na proxima actualizaccao ;D agora e preciso dar tempo para o movimento acontecer, descem esses produtos, desce a inflaccao, desce os juros e assim com o tempo as accoes sobem, o movimento e igual em todo lado e leva meses a sentir o seu efeito ;D

xubi2

Mantêm-se as dúvidas




Ontem registaram-se perdas na maioria das bolsas mundiais, ainda que moderadas. Na Europa, estas quedas poder-se-iam interpretar como uma tomada dos ganhos obtidos na sessão de terça-feira (superiores a 1,5%, em média). Mas, o caso de Wall Street é mais complexo, já que apesar da forte descida do preço do petróleo, os índices terminaram a sessão de terça-feira em terreno negativo, pelo que as quedas de quarta-feira são mais complicadas de explicar. É possível que alguns investidores se tenham assustado perante uma correcção tão brusca do petróleo, e as consequências que possa ter na economia ou, dito de outra forma, as causas económicas que provocaram a referida descida do petróleo. No plano empresarial, a Lehman Brothers voltou a recolher protagonismo: se no início da semana, chegavam rumores sobre um possível acordo com uma entidade coreana, agora o colapso de um "hedge fund" que controla trava a sua escalada. Quanto a dados macroeconómicos, ontem soubemos que o Produto Interno Bruto (PIB) da Zona Euro registou uma contracção de 0,2% no segundo trimestre do ano, o que representa a primeira descida desde o desenvolvimento da União Europeia e Monetária em 1999. Nos EUA foi anunciado um bom dado relativo às ordens na indústria, que cresceram 1,3% em Julho, quando a estimativa do consenso de mercado apontava para um aumento de 1,0%. Tecnicamente, apesar da descida da última sessão, os principais índices internacionais continuam a conservar os seus últimos suportes, pelo que enquanto assim se mantenha a evolução no curto prazo deverá continuar altista.