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BRASIL - Bolsa lidera ranking de investimentos em 2005; dólar é pior opção

Iniciado por zimermann, Dezembro 30, 2005, 12:52

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zimermann

 Prezados amigos do Clubeinvest

Um FELIZ ANO NOVO, repleto de altas ,ordem e progresso.
Que o Grande Arquiteto do Universo ilumine a todos e aos seus familiares em 2006 .
Um grande abraço.

Zimermann.:



São Paulo - Nem a crise política, nem a alta dos juros norte-americanos e nem mesmo o crescimento modesto do Produto Interno Bruto (PIB) foram capazes de impedir a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) de fechar o ano na liderança do ranking de investimentos no Brasil, com ganho acumulado de 27,71%.

Nesta quinta-feira, o pregão foi apático, com uma puxada mais forte do Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - somente nos minutos finais do pregão. O Ibovespa fechou em de alta de 0,96%, e o volume negociado foi baixo, de R$ 1,24 bilhão.

A alta acumulada de 27,71%, contudo, refere-se à média das ações do Ibovespa. Isoladamente, alguns papéis tiverem desempenho muito mais destacados. Foi o caso de Net Serviços PN (ações preferenciais), que foi a maior alta do Ibovespa em 2005, com valorização de 150%, seguida por Bradesco PN, com 117%. Poucos papéis fecharam o ano em baixa, ficando Telesp Celular PN, com queda acumulada de 50%, como destaque negativo.

O dólar, por sua vez, foi a pior opção, ao acumular queda de 12,40% neste ano. Em dezembro, o dólar conseguiu reverter a trajetória de baixa com a ajuda dos leilões do Banco Central, e contabilizou alta de 5,44% no mês.

O mercado de juros, diante da política monetária conservadora do Banco Central, continuou como uma alternativa segura de aplicação em 2005, mas a tendência é que as taxas sejam menores em 2006.


Perspectivas
Para 2006, fatores como as eleições, a alta do petróleo e os desequilíbrios da economia americana se apresentam como riscos para o mercado de ações. Mas, de maneira geral, os analistas continuam apostando na continuidade da alta das ações.

No mercado de câmbio, a expectativa é que o Banco Central continuará atuando para impedir uma alta mais forte do real frente ao dólar. A autoridade já anunciou para a próxima segunda-feira uma nova oferta de contratos de câmbio no mercado futuro. A atuação do BC também tenta amenizar o saldo comercial positivo esperado para 2006. Ou seja, o saldo favorável da balança comercial continuará trazendo dólares para o mercado interno, o que favorece a apreciação do real. Além disso, com o juro doméstico no patamar de 18% ao ano, o fluxo de recursos estrangeiros para o País tende ser mantido.