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oportunidade do lado longo - 2

Iniciado por bluexip, Junho 24, 2008, 16:18

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bluexip

#15
viva,

estamos possivelmente num dos momentos mais interessantes do ultimo ano.

mais uma vez os mercados persistem em aguentar e neste momento são tantas as coincidências de níveis e configurações chave que podemos ter um broad market rally...

falo em particular de acções, petroleo, ouro, euro, ...

ou seja, novamente a situação de uma procura geral de activos de diferentes tipos que tem prevalecido ao longo dos ultimos anos: o retomar da "asset mania".

no mercado de acções americano temos a possibilidade de double bottom sob resistencia que é um dos setups de inversão mais interessante e explosivo que conheço.

mais tarde tentarei colocar os "bonecos".

nota: não quero com isto dizer que os mercados vão ao céu. apenas que estamos na eminência de fortes rebounds em vários mercados. o que acontecerá depois disso logo se vê (em particular o crash que tarda. pode ser desta já que estamos a testar minimos anuais... ::)).

cumprimentos,
bluexip
Ever wonder why fund managers can't beat the S&P 500? 'Cause they're sheep, and sheep get slaughtered.
- Gordon Gekko in Wall Street

bluexip

aqui ficam os bonecos.

algumas notas:

1) claro que a situação pode agravar-se e em vez de rally temos um crash em bloco, uma implosão de activos. parece-me a hipótese menos viável. o crash já se espera há mais de 1 ano. virá agora? os niveis de 2006 nos mercados accionistas são chave quanto a mim.

2) pode continuar a pressão vendedora nas mercadorias pois a subida foi exponecial e é um mercado ainda mais violento que o mercado accionista. no entanto, os niveis que se estão a atingir junto com a situação do dolar faz-me crer que podemos ter mesmo um ressalto interessante. escusado será dizer que, especialmente aqui, as posições longas deverão ser moderadas.

3) pode ocorrer uma "separação" dos mercados. há quem diga que o mercado das commodities é o ultimo a inverter num grande ciclo. as mercadorias podem continuar a cair e haver rally nas acções. parece-me mais provavel que havendo rally este seja generalizado, retomando a euforia por activos que temos vivido nos ultimos anos.

cumprimentos,
bluexip
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- Gordon Gekko in Wall Street

Jesse

#17
Ola,

interrompi a minha "ausência" do forum de mais de um mês para deixar umas questões relacionadas com o que o bluexip escreveu e outras mensagens que li no forum há dias,

Citação de: bluexip em Setembro 12, 2008, 00:43
claro que a situação pode agravar-se e em vez de rally temos um crash em bloco, uma implosão de activos.

Vamos recordar o bear market de 2000 a 2003, é verdade que ocorreu um pequeno crash em setembro, mas o motivo foi o 11 de Setembro de 2001, correcção acentuada que foi anulada totalmente nos meses seguintes, só em Maio de 2002 voltou a cair continuadamente terminando em Março de 2003.

Por isso, não entendo a necessidade de ir sempre de 8 para 80?
É obrigatório um crash? Os mercados não podem cair continuadamente como têm vindo a fazer até aqui e termos um bear market longo?

Gostava de perceber melhor a opinião, bem como do fisher e Sol dado, acho que são semelhantes nesse ponto.

Outro ponto que não entendo, é porque correlacionar os mercados com o petroleo ?
(há dias o Sol dado correlacionou) o bull market do petróleo começou sensivelmente na mesma altura que o bull market dos mercados, em 2003, de 2003 até 2007 ambos andaram lado a lado com fortes valorizações.
Agora tenho visto o petróleo a descer e os principais indices a descer igualmente.

O bull market do petroleo tem mais haver com questões geológicas, mas não vou aprofundar questões fundamentais que não entendo, 

A correlação está igualmente errada entre os principais indices e o ouro ou prata, se consultarmos gráficos sobrepostos vemos facilmente isso.

Partindo do presuposto que a inversão já ocorreu nos activos, a inversão é visivel em ambos, acho mais lógico pensar que:

-o dollar irá continuar a subir no médio prazo, independentemente de uma descida de curto prazo que possa ocorrer

-o petróleo irá continuar a descer no médio prazo, independentemente de um ressalto que possa ocorrer

-a prata e o ouro irão continuar a descer no médio prazo, independentemente de um ressalto que possa ocorrer

-os principais indices irão continuar a descer no médio prazo, independentemente de um ressalto que possa ocorrer

Sobre os principais indices, acho pouco provável ocorrer uma inversão este mês, estatisticamente Setembro é o pior mês dos mercados e estamos em bear market, acho estes dois pontos muito negativos.

Vamos continuar em bear market enquanto não for visivel uma inversão, agora escolhemos, esperamos pela inversão para entrar? esperar que as acções tenham um "setup" de inversão ou um máximo relativo superior, ou entramos às escuras?

Acho que é melhor optar pela primeira,


Deixo um gráfico de longo prazo do indice dax

Texto editado

Fiz uma modicação no texto e acrescentei o gráfico do spx no final, para dizer que estou com dificuldade em acreditar neste "setup" de inversão este mês,

(*) Utilizador banido do Clubeinvest

bluexip

olá Jesse,

Citação de: Jesse em Setembro 12, 2008, 22:04
Os mercados não podem continuar a cair "lentamente" como têm vindo a fazer desde Set/Out 2007 ?

Vamos recordar o bear market de 2000 a 2003, é verdade que ocorreu um pequeno crash em setembro, mas o motivo foi o 11 de Setembro de 2001, correcção acentuada que foi completamente anulada nos meses seguintes, só em Maio de 2002 voltou a cair continuadamente terminando em Março de 2003.

Por isso não entendo a necessidade de se dramatizar e ir de 8 para 80?
Porque referir continuadamente "crash"?

os mercados podem (quase) tudo. a questão é: o que é mais provável?

o bear market de 2000-2003 surgiu após um ciclo continuado de subida que pode ser levado até à decada de 80 (para não falar de um super ciclo desde 1932). surgiu após um crash no nasdaq e um clima de extrema euforia. o crash no nasdaq foi o mote para esse bearmarket.

os mercados virem a cair lentamente é uma característica importante que distingue este ciclo do ciclo anterior.

poder-se-ão arranjar as mais diversas teorias para isso mas tudo se resume a psique humana. os investidores, a maioria, não conhecia um bearmarket puro e duro até 2000 (mesmo os mais velhos estavam já esquecidos como pode ser duro). com 2000 a 2003 passaram a saber na pele o que é um bearmarket. ou seja, a "geração" actual tem na memória o crash. é essa a razão de base para não ter havido outro até agora. e possivelmente para continuar a não haver. o medo e a memória de um crash é o principal entrave para que ele aconteça.

por outro lado, os mercados podem ser como panelas de pressão. vão aquecendo, aquecendo à medida que a frustação dos investidores aumenta e o mercado não sai do sítio até chegar a um ponto em que tem de haver escape dessa pressão. com a lateralização dos mercados sobre os niveis decisivos de 2006 estamos a chegar a um ponto de não retorno. ou o mercado começa a reagir ou pode acelerar na queda. e acelerando na queda pode tornar-se num crash.

o medo do crash pode passar assim o limiar em que é um impedimento para o crash para se tornar no combustivel do crash: uma tomada de acção generalizada e imparável de venda por parte dos investidores.

isto seria uma situação altamente atípica dado que surgiria ao fim de mais de um ano de assimilação por parte do mercado de notícias e fundamentais péssimos e pela própria ideia sempre presente da eventualidade de um crash (espada de Damocles). como tal, parece-me a mais improvável e só a vejo acontecer numa situação de colapso do sistema financeiro a nível mundial. e se isso acontecer então:

1) dinheiro no banco pode desaparecer com as falências em massa de bancos e empresas que se seguiriam. e o facto de não se estar na bolsa nem querer ter nada a ver com este filme não serviria de nada.

2) os shorts sobre o mercado podem não servir de nada a muitos que os usarem no meio do caos que se instalaria com corretoras, bancos, e outras instituições financeiras a falir ou a ter dificuldades em liquidar posições à medida que as contrapartes das posições entrassem em default.

se o mercado não crashar então só pode subir pelas mesmas razões. o mercado não vai ficar parado, não vai andar de lado com range diminuto indefinidamente. terá de se mexer, e em breve.

não quer dizer, no entanto, que vá a novos máximos já e que o bull market retornará alegremente como se nada tivesse passado. poderemos efectivamente continuar a lateralizar num prazo de maior duração e é aqui que a confusão se instala e convém desse modo clarificar de que prazos falamos.

se falarmos num prazo de um ano então o mais provável, quanto a mim, é de uma subida/recuperação/rebound como lhe quizerem chamar de forma mais sustentada durante os próximos meses. poderemos ir novamente perto dos máximos e até fazermos novos máximos e retomar o bearmarket por mais outro ano, eventualmente com novo ataque e pressão dos mínimos que atingimos este ano. e entrarmos assim numa situação semelhante ao que aconteceu na década de 60/70.

se olharmos para este período numa escala mensal vê-se que o mercado não foi a lado nenhum durante muito tempo. mas, se pensarmos na eternidade que é cada ano no mercado e aos movimentos que acontecem durante um ano, vemos que tudo acaba por ser relativo havendo imensas oportunidades de compra e de venda num mercado que numa grande escala não vai a lado nenhum.

para mim, que tenho a maior parte das trades a durar dias ou poucas semanas, é uma eternidade de certeza.

uma situação como a da década de 60/70 é um bearmarket? sem complicar com inflação, custo de oportunidade, etc. para mim não é. e não o foi para muita gente que o viveu. 20 anos é uma vida, e nesses 20 anos muitas oportunidades houve de compra e de venda. muitos bearmarkets e muitos bull markets.

não serve de nada também comparar com 2000-2003 porque as situações têm muitas diferenças, como já aqui foi falado.

para cada momento arriscado há a outra face de lucro potencial. a AT não é a ferramenta derradeira nem a unica forma de avaliar uma situação. há muitas oportunidades que surgem sem que haja sinal técnico. pior ainda, há muitas situações em que quando o sinal técnico surge já é tarde demais. basta lembrar o que se passou em maio-junho deste ano quando os mercados americanos começaram a dar alguns sinais técnicos de compra...

para mim é importante observar como as pessoas e os mercados reagem. por exemplo, 3 ou 4 dias de quedas fortes ao fim de poucas semanas de queda progressiva e é ver tudo a embandeirar em arco: "O mercado vai crashar!", "Ainda vai cair mais!", "Estamos só no início!". As certezas passam a mais do que muitas sobre o fatídico destino do mercado. as notícias parecem sair em uníssono a confirmar a triste sina.

e, de repente, lá vira o mercado.

passado uns tempos, afinal se calhar a coisa não está tão mal e começam as racionalizações. o petróleo está a subir, quer dizer que a economia vai crescer. ou então o petróleo está a cair e é bom para a economia pois vai levar a menos inflação.

depois há o reverso da medalha. há pouco mais de 1 ano e era ver todo mundo a dar palmadinhas nas costas uns dos outros:
- "então meu caro amigo, quanto ganhou hoje na bolsa?"
- "epa, hoje foi mais um grande dia, a acção XPTO subiu mais 5% e tem muito mais para subir! os fundamentais são óptimos! vou mantê-la em carteira e não penso vender tão cedo. com os lucros que tenho, mesmo que começe a cair tenho muito tempo e margem para vender. e o amigo?"
- "ahh, também não me posso queixar. afinei um novo sistema de trading que está infalível! nunca pensei que a bolsa pudesse ser tão fácil!"

porque será que agora só se vê o risco e não se vê a oportunidade?...

quanto às correlações entre petróleo e as acções ou entre qq mercado para mim são para serem tomadas de ânimo leve. por vezes há correlações e muitas vezes deixa de haver. não conheço nenhuma correlação que tenha perdurado ao teste do tempo.

quanto a mim, mais uma vez, o que se passa é uma asset mania, uma procura de activos nunca antes vista induzida por 3 factores:
1) globalização dos mercados e livre circulação do capital
2) liquidez extrema induzida por baixas txs de juro e elevado crédito
3) as baixas rendibilidades das alternativas tradicionais aos mercados financeiros (sejam elas verdadeiras ou não é essa a opinião que a generalidade das pessoas têm)

a situação nas mercadorias parece-me mais clara que a das acções.

as mercadorias estão a implodir e o rumo parece ser tendencialmente de queda para os próximos 2/3 anos pelo menos. só que, no início das implosões, é bastante frequente ter-se uma boa oportunidade de compra que coincide com a ultima oportunidade de venda de quem está comprado antes que a perda se torne demasiado grande e o desfecho do mercado seja, por fim, claro para todos.

pode haver surpresas. esta asset mania global tem-se mostrado bastante persistente e duradoura. mas não me parece o mais provável. não sei também se as mercadorias voltarão a hibernar como extremo. sinto-me tentado a especular que não, mas a sua volatilidade tenderá a diminuir ficando mais parecidas com os mercados accionistas que são menos dados a estabilizações sem grandes variações pelo caminho, do que o marasmo em que as mercadorias cairam durante os ultimos 20 anos.

situação semelhante para o dolar.

até há bem pouco tempo ninguém o queria. não valia nada. e os fundamentais, minha nossa, eram do piorio. mudou alguma coisa? nadinha, antes pelo contrário. mas não é que o malandro subiu feito louco no último mês e meio? certamente que haverá mais tarde explicação racional para o fenómeno. até lá sabemos que o dolar indíce (DX) atingiu um anterior suporte multi-anual. não é um nível qualquer. não é apenas um risco horizontal no gráfico.

claro que o dolar pode-se borrifar para a linha no gráfico mas as probabilidades não estão do lado dele neste momento. o mais provável é que sofra uma correcção, possivelmente rápida, antes de poder quebrar essa linha.


fazendo um apanhado disto tudo: os mercados estão cada vez mais eficazes e matreiros. há muito, mas mesmo muito dinheiro em jogo, muitos mais truques e muito mais competição para que seja provável que o mercado continue a "cair devagarinho". os mercados actuais não são de meias medidas.

abraço,
bluexip
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- Gordon Gekko in Wall Street

fig

Excelente bluexip, na parte final resumes tudo na realidade.

Eu só discordo nas mercadorias pois para mim vão voltar a fazer novos máximos de novo, ficando a queda da prata pelos 9, o ouro nos 650 e o crude na zona dos 95/90 falando das mais importantes.
Os mercados é que deixam mais duvidas a curto prazo ( dúzia de semanas) mas que a semana que vem vai tratar de esclarecer ;), porque no médio prazo (dúzia de meses) aí estão as coisas mais claras e tal como as mercadorias os mercados devem também ir a novos máximos.

Estas compras das empresas financeiras falidas apenas estão atrasar a inevitável ruptura  do sistema financeiro mas será mais um feito para ficar na  história da Bolsa  com uma  queda que limpe os mercados todos com uam possível quebra dos minimos de 2002 :o
Abraço.
fig


O triunfo não se mede pelo estatuto que se atingiu na vida, mas pelos obstáculos ultrapassados no caminho.

Jesse

#20
Eu tinha feito uma pequena modificação, em vez de cair "lentamente" tinha alterado para queda continuada, era mais isso que pretendi dizer mas até foi bom ter colocado "lentamente" inicialmente para ver a tua explicação.

Deixo duas definições de crash,
- queda num só dia de mais de 8%,
- queda de pelo menos 20% num curto espaço de tempo, 

Acho que pode ocorrer um bear market longo sem que ocorra um crash mas entendo o que disseste, após uma correcção tem recuperado parcialmente, a queda tem vindo a ser feita lentamente (excepção talvez do PSI-20), concordo que não irá continuar a ser assim por muito mais tempo, se for para descer, acho que até Março devia ter uma queda mais acentuada, mas para já não tem sido muito diferente com o que ocorreu de 2000 a 2001, independentemente das justificações fundamentais serem outras, o que falta é mesmo uma queda acentuada que pode ou não ocorrer.
A cair a este ritmo, demorava mais de 3 anos para anular o ciclo de subida anterior, talvez isso seja pouco provável,

neste momento acho que podem ocorrer 3 coisas,

- um rally,

- o movimento de alta falhar em breve e ter uma queda mais acentuada

- lateralizar, por exemplo, ter um mini-rally, não ser um movimento muito forte e voltar a fazer um novo minimo,

Para se ter um sinal de inversão mais claro, o s&p-500 terá de ter um máximo superior ao que fez em Agosto, e depois um máximo superior ao Maio,

Inicialmente, no inicio deste mês, achei que era desta vez que os mercados se iam definir, ou seja, iam por fim ter uma queda mais acentuada sem recuperação mas tal ainda não ocorreu, vamos ver o que vai ocorrer,
(*) Utilizador banido do Clubeinvest

fig

Citaçãoneste momento acho que podem ocorrer 3 coisas,

- um rally,

- o movimento de alta falhar em breve e ter uma queda mais acentuada

- lateralizar, por exemplo, ter um mini-rally, não ser um movimento muito forte e voltar a fazer um novo minimo,

Assim acertas de certeza é como se jogares uma moeda ao ar pode sair cara ou croa ;)
Abraço.
fig


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Jesse

#22
Acho que a nossa diferença é que as minhas futurologias são de animo leve e têm uma importância relativa ou nenhuma.

A mim interessa-me seguir o mercado e procurar pontos de inversão no gráfico, não tentar adivinhar os pontos antes de ocorrerem. Não sou adivinho nem acredito em adivinhos no mercado.

O que sabemos agora?

Sabemos que é o terceiro dia seguido que o S&P fecha positivo, sabemos que testou o minimo (teste superficial) e reagiu.

Sabemos a tendência de curto prazo, ascendente, sabemos que pode ocorrer um rally mas tambem uma bull trap.

Se a tendencia é ascendente opto por duas coisas, estar longo, ou estar de fora e esperar um sinal de quebra no gráfico para ficar curto.

A quebra no s&p-500 pode ocorrer perto de 1274, 1278, podem nem chegar a esses valores como pode superar os valores, eu não consigo prever, claro que tenho uma opinião.

A opinião é que o teste actual ao minimo não é convincente para que tenham um rally, acho por isso que irá voltar a descer ainda, mas eu posso estar errado.

Mas o que talvez seja mais importante é os máximos relativos, quer seja nas acções ou indices.
Só podemos dizer que um indice ou acção inverte quando fica com um máximo relativo superior.

Enquanto o S&P-500 estiver a um valor inferior ao máximo de Agosto e ainda mais importante, máximo de Maio, a tendência de médio prazo é descendente.
(*) Utilizador banido do Clubeinvest

bluexip

viva
o mercado parace um iman, atenção aodouble bottom no spx e dow
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fig

Fecho de ontem ja me fez ir ás compras, já foi evidente o medo o medo no mercado no final da sessão. ;D
No máximo hoje poderemos assistir a uma abertura em baixa de exaustão  seguindo-se uma forte recuperação e mais uma vez no pânico total dá-se a excelente oportunidade.
O mais engraçado de tudo é que nem uma falência altera o percurso dos mercados e o SPX la teve de ir aos 1175 e daqui vamos ver senão reage, o crude na nossa zona 90/95 o NDX nos 1700 que temem em aguentar ( porque será)
Falta verificar se vamos  recuperar o resto do ano fazendo o doji anual ;)
Abraço.
fig


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Broker_Invest

Citação de: bluexip em Setembro 16, 2008, 11:22
viva
o mercado parace um iman, atenção aodouble bottom no spx e dow

O Sinal de Double Bottom é sinal de inversão para o Bull Market, vamos ver quando é que isso vai acontecer. Espero que a inversão de mercados ainda seja feita este ano.

cumprimentos

Não há mal que perdure e bem que dure sempre

Semitela

Citação de: Broker_Invest em Setembro 16, 2008, 14:01
Citação de: bluexip em Setembro 16, 2008, 11:22
viva
o mercado parace um iman, atenção aodouble bottom no spx e dow

O Sinal de Double Bottom é sinal de inversão para o Bull Market, vamos ver quando é que isso vai acontecer. Espero que a inversão de mercados ainda seja feita este ano.

cumprimentos



lol . Ninguém falou em bull market .  ;D

Está-se apenas e só a especular que o mercado vai respirar das recentes quedas .

Está tão longe de se concretizar esse teu desejo e de muitos outros  :o

Abraço

bluexip

viva,

desculpem o meu post telegráfico mas estava em viajem e não quiz deixar de lançar este alerta.

o double bottom não está confirmado mas é uma possibilidade forte há várias semanas.

o comportamento que, pessoalmente, estou à espera que aconteça é que, para além de hoje, haja mais pressão nos mínimos por mais dois ou 3 dias. pode ser mais, pode haver mais alguma slipage, mas estamos num momento decisivo cujo risco tem, como sempre, a outra face da oportunidade.

o que me interessa neste double bottom não é a futurologia que ele encerra mas sim *o comportamento exemplar e típico de um movimento para double bottom*.

notar que, mais uma vez, com duas falencias declaradas e mais uma provável falencia de uma grande seguradora (AIG) -  e, provavelmente, a falência a curto prazo de uma grande instituição europeia, talvez a UBS - o mercado não crashou.

foi, aliás, caricato assistir ao acompanhamento da situação no domingo e segunda. falou-se no final do dia de ontem que tinha acontecido um mini-crash. pergunto: -3,5% na europa e cerca de -4% nos eua é mini-crash? alguém estava na bolsa em 1987? 1997? 1998? 2000? 2001? 2002? e até 2003? como diria o "grande" Joe Berardo, Hellooo??? mais uma vez se comprova que a memória humana é muito curta...

a histeria em que se entrou é muito má conselheira como se comprovou hoje em que o mercado americano estava quase como destinado a, pelo menos hoje, segurar o nível dos minimos anuais e de 2006.

num setup em double bottom, com eventual segundo low "descaído" nestes niveis de 2006 e com fundamentais tão péssimos não será preciso muito mais explicações para o que daqui resultará. não é o retorno do bull market mas um período tendencial de subida durante vários meses.

a confirmação só será dada com a quebra dos máximos do mês passado no dow e spx. mas o mercado estará a dar uma sinal muito importante e com antecedência se aguentar mais uma vez esta zona.

resumindo e baralhando, muita prudência nos shorts ou na venda de posições longas que a coisa poderá não ser tão óbvia quanto parece. quem não quizer assumir risco no mercado basta deixar passar os próximos dias e observar se o mercado aguenta esta zona e começa a recuperar, ou então, caso as vendas retomem a seguir aos próximos dias, esperar por um pullback a este nivel para aí shortar o mercado.

cumprimentos,
bluexip
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berrio

Citaçãofoi, aliás, caricato assistir ao acompanhamento da situação no domingo e segunda. falou-se no final do dia de ontem que tinha acontecido um mini-crash. pergunto: -3,5% na europa e cerca de -4% nos eua é mini-crash? alguém estava na bolsa em 1987? 1997? 1998? 2000? 2001? 2002? e até 2003? como diria o "grande" Joe Berardo, Hellooo??? mais uma vez se comprova que a memória humana é muito curta...

300 por cento de acordo, a memória é definitivamente curta...

Quanto ao double bottom, olhando para um grafico do S&P500 tb fica essa impressão - de teste entenda-se... resta saber se estes niveis aguentam. Se sim, então diria que temos um medium term double bottom no lugar...

No entanto, ficaria muito mais "feliz" se estivessemos a 1100 no S&P500. A 65 USD earnings/share S&P500 (agregado das 500 empresas, estimativa para 2009) o mercado ficava fundamentalmente "barato" (Um PER de 16) e até eu ia às comprinhas (seleccionadas como é obvio ;))
Abraços,
Guilherme Diaz-Bérrio
"Os economistas passam metade do tempo a fazer previsões. A outra metade passam-na a explicar por que se enganaram"
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bluexip

#29
lol Berrio :P

sim, mas isso seria uma situação à lá 2002/2003 (mesmo um PER de 16 seria caro. ideal um PER pelos 13 ou menos :P). penso que não iremos lá a não ser num colapso efectivo do sistema financeiro.

nessa altura, e acontecendo, quem tiver liquidez (mais coragem e visão) estará na oportunidade da sua vida...

posso estar enganado, mas sinceramente continuo a não ver esta situação nem como uma situação de bearmarket continuado em que os preços vão deslizando, deslizando, sempre com lower highs até se atingir um ponto de desânimo generalizado com a bolsa, nem como uma situação de crash (o sistema já se teria desmoronado sem tantos pré-avisos).

por outro lado, o facto é que a situação se tem prolongado por mais tempo do que esperava...

mas como eu não acredito em situações do tipo "deste vez é diferente" continuo a guiar-me por princípios básicos: após um grande crash dificilmente se tem outro da mesma dimensão ao fim de tão pouco tempo e muito menos ocorre com tantos pré-avisos como os que têm sido dados.

a não ser que haja uma super-mão invisivel, ainda mais forte do que a que foi montada em 1929. mas eu tb não acredito em mãos invisiveis a travar mercados que estão destinados a crashar tal como ficou provado em 1929-32 e neste já passou mais de um ano...

divagações ;)

abraço,
bluexip
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