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«Commodities» em queda

Iniciado por notiCIas, Janeiro 24, 2006, 18:22

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«Commodities» em queda


Os preços do petróleo, do ouro, do gás, do cobre e do cacau estão a descer hoje nos mercados internacionais, quebrando o brilho que as «commodities» têm vindo a revelar nos últimos tempos.

No mercado do petróleo, as cotações estão a corrigir dos fortes ganhos da semana passada, essencialmente devido à convicção de que as reservas norte-americanas terão voltado a aumentar na semana passada e também porque não se espera que a OPEP decida reduzir a sua produção na reunião que o cartel vai realizar no próximo dia 31.

O West Texas Intermediate para entrega em Março cedia 1,12% no mercado nova-iorquino, para 67,34 dólares por barril, depois de ontem ter chegado a atingir um máximo de quase 5 meses, nos 69,20 dólares. Em Londres, o «brent» do Mar do Norte perdia 0,57%, fixando-se em 65,78 dólares por barril.

O gás começou por ser estimulado pela redução da oferta proveniente da Rússia, devido às baixas temperaturas que se fazem sentir naquela região e que provocam um aumento das necessidades a nível local. Em Itália, onde essa diminuição se fez sentir, o gabinete do primeiro-ministro, Sílvio Berlusconi, agendou para hoje uma reunião para ponderar medidas de emergência e previa-se que fosse pedido aos italianos que passassem a tomar duche em vez de banho de imersão para poupar no gás.

No entanto, notícias posteriores de que o abastecimento para o Reino Unido – maior consumidor europeu de gás natural - aumentará amanhã acabaram por pressionar os preços para o vermelho. Na National Balacing Point, a mais importante bolsa de gás europeia, o gás «spot» perdia 19%, para 11,6 dólares por milhões de unidades termais britânicas (BTU). Na sessão anterior, os preços tinham subido 57% neste mercado.

As temperaturas mais amenas do que o normal nos EUA também contribuíram para fazer descer o preço deste hidrocarboneto no mercado norte-americano, onde o gás para entrega em Fevereiro cedia 7,6%, para 8,5 dólares por milhões de BTU.

O ouro, que tem vindo a funcionar nos últimos dias como valor-refúgio, devido aos receios inflacionistas decorrentes da subida do petróleo, está também a corrigir em baixa. O metal amarelo está a perder terreno em Londres e Nova Iorque na sequência da valorização do dólar face ao euro – o que diminui a atractividade deste metal precioso.

O ouro para entrega imediata perdia 0,6% em Londres, estabelecendo-se em 556,3 dólares por onça. Este metal chegou aos 568,10 dólares no passado dia 20 – o mais alto valor desde 1981. Em Nova Iorque, o ouro para entrega em Fevereiro registava um decréscimo de 0,4%, fixando-se em 556,20 dólares por onça. No dia 20 de Janeiro atingiu 568,5 dólares, o nível mais alto dos últimos 25 anos.

Apesar do desaire de hoje, os analistas continuam a prever uma elevada performance para o ouro este ano, com o Barclays Capital a estimar um pico de 600 dólares por onça e a JP Morgan a apontar para um «target» de 800 dólares.

Por seu turno, o cobre – que esteve a ganhar bastante terreno nos últimos dias, estimulado pelas compras dos Chineses em altura de comemoração do novo ano chinês – também reduziu os seus ganhos, enfraquecido pela especulação de que os investidores estão a procurar melhores retornos noutros metais, como o zinco, e nas «commodities» agrícolas, como o açúcar. Este metal de base para entrega a três meses cedia 0,7% no Mercado Londrino de Metais (LME), fixando-se em 4.568 dólares por tonelada.

O cacau também não está a conseguir fugir a este movimento de baixa, sendo hoje a quarta sessão consecutiva de quebra. Os futuros do cacau caíram novamente em Londres, uma vez que o abastecimento da Costa do Marfim – maior produtor mundial – começou a normalizar, depois de ter sido perturbado por um clima de violência no país. O cacau para entrega em Março cedia 2,2%, para 876 libras por tonelada no mercado londrino Liffe.

Numa sessão em que o cenário se apresenta bastante negro para muitas «commodities», continuam a registar-se excepções, com o zinco e o açúcar a serem as vedetas do dia em matéria de subidas.

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NotíCIas

Paciente

#1
Como se pode ver a PRATA nem sequer está nos" radares" dos meios de comunicação especializados. É que hoje a PRATA sobe quase 2% e não é mencionada.

Isto é muito bull. Este metal vai sem dúvida ser a grande estrela das commodities nos próximos anos.

O cobre por sua vez não está a caír como é noticiado. Nos futuros (MAR06) da COMEX está a subir 1,20% para os $2,145.
"In the absence of the gold standard, there is no way to protect savings from confiscation through inflation."