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UBS atribui probabilidade de 50% ao sucesso da OPA da Sonae

Iniciado por notiCIas, Fevereiro 14, 2006, 18:25

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UBS atribui probabilidade de 50% ao sucesso da OPA da Sonae


O UBS subiu o preço alvo para as acções da Portugal Telecom para 10 euros, depois de ter atribuído probabilidades aos vários cenários que podem resultar da oferta pública de aquisição lançada pela Sonae. Para o banco de investimento, o mais provável é a OPA ter sucesso, mas a hipótese da Sonae abandonar a OPA também não é de descartar. Mais difícil será surgir uma OPA concorrente.

O UBS subiu o preço-alvo de 8,2 para 10 euros, mantendo a recomendação de «neutral» para as acções da PT. Esta subida da avaliação reflecte a ponderação atribuída pelo banco aos vários cenários que podem resultar da OPA.

Para minimizar o risco da avaliação do negócio, que é muito complexo e depende das decisões de muitas das partes envolvidas, o UBS decidiu desenhar vários cenários e atribuir-lhes diferentes ponderações.

À possibilidade de a OPA da Sonae a 9,5 euros o UBS atribui uma probabilidade de 50%, mas acredita que a hipótese de a empresa de Belmiro de Azevedo cancelar a OPA também é elevada (20%), pois «a Sonae não tem nada a perder».

Os restantes 30% são atribuídos à possibilidade de ocorrer uma oferta concorrente (20%) ou a Sonae subir o preço da oferta (5% para 10,50 euros e 5% para 11 euros). Neste âmbito, o UBS diz que é mais provável uma oferta alternativa por parte de companhias de «private equity» do que da Telefónica.

O banco considera que o lançamento da OPA da Sonae é apenas o início «de um longo processo», lembrando que a aprovação do negócio pode demorar até Junho.

Sonae tem pouco a perder e muito a ganhar

O UBS considera que as potenciais sinergias obtidas com a aquisição da PT não são a chave deste negócio. Para o banco, este negócio pode ser «altamente rentável» para a Sonae.

«A 9,50 euros, acreditamos que a Sona pode gerar um IRR (taxa de retorno do investimento) de cerca de 20%, que é muito atractiva, mesmo sem avançar com a fusão dos activos móveis (TMN e Optimus)», refere o UBS, acrescentando que «para um grupo tão pequeno, fazer um investimento de capital de 750 milhões de euros através da Sonaecom, com um IRR positivo, quer dizer que a criação de valor é notável».

Na sua análise o UBS assume que os activos que a PT não controla serão vendidos e que a fusão nos negócios móveis vai gerar sinergias de cerca de 20%. Ao considerar que as sinergias não serão a «chave» deste negócio, o UBS acredita que a Sonae vai avançar com a OPA, mesmo que a fusão entre a TMN e a Optimus venha a ser bloqueada pelas autoridades.

Para o UBS, a Sonae não tem muito a perder se o negócio não for para a frente. Já se este avançar, o retorno é positivo em quase todos os cenários, sendo o único ponto negativo o facto de a empresa aumentar a alavancagem financeira.

Fusão Optimus/TMN pode gerar sinergias de 250 milhões

O UBS considera que uma fusão entre a TMN e a Optimus terá dificuldades em ser aprovada, pois a empresa ficaria com uma quota de mercado de 65%. A mesma fonte estima que esta operação poderá originar uma criação de EBITDA adicional de 2%, num total de 42 milhões de euros, que é avaliado em 250 milhões de euros.

Este valor representa apenas 2% do totoal do negócio, que «não parece ser suficiente» para a Sonae abandonar a OPA caso o negócio não seja aprovado.

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