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Sonae tem de amortizar metade do empréstimo ao Santander ao fim de dois anos

Iniciado por notiCIas, Fevereiro 28, 2006, 13:25

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Sonae tem de amortizar metade do empréstimo ao Santander ao fim de dois anos

O Grupo Sonae tem um financiamento assegurado de 15,1 mil milhões de euros para financiar a aquisição de 100% do capital da Portugal Telecom e refinanciar o passivo da operadora de telecomunicações, refere a empresa no projecto do prospecto da oferta pública de aquisição (OPA). Metade do financiamento, cujo vencimento final ocorre ao fim de sete anos, será amortizado ao fim de dois anos.

No projecto do prospecto, entregue ontem na CMVM, a Sonaecom afirma que o montante máximo de fundos necessários à aquisição da totalidade das acções, ADS's e obrigações convertíveis da PT ascende a 11,1 mil milhões de euros, «cuja disponibilidade se encontra assegurada pelos oferentes».

Para além deste montante, «encontram-se também assegurados os meios financeiros para o refinanciamento do passivo da PT, até ao montante de 4 mil milhões de euros, que porventura venha a ser exigido pela existência de cláusulas de vencimento antecipado ou que, por razões de gestão, se mostre conveniente substituir».

Assim, a Sonae tem garantido o financiamento de 15,1 mil milhões de euros junto do Santander para financiar a OPA à PT. Em relação ao financiamento da OPA obrigatória à PTM, o projecto de prospecto é omisso.

«A concepção do financiamento da operação teve em consideração a exigência de um compromisso firme por parte do banco financiador para as responsabilidades totais e a conveniência de flexibilidade que permita acomodar os diferentes resultados possíveis em caso de sucesso da Oferta bem como as condicionantes que as autoridades competentes venham a impor», acrescenta a Sonaecom.

Apesar de ter assegurado 15,1 mil milhões de euros de financiamento, a Sonae pode não vir a precisar de todo este montante para controlar a PT.

Vencimento final dentro de sete anos

A Sonaecom e o Santander assinaram uma "commitment letter" nos termos da qual o Santander garante a totalidade dos fundos referidos, mas «tais financiamentos serão formalizados pelos valores que vierem a ser necessários, através de contratos de empréstimo a prazo e de linhas de crédito do tipo 'revolving', de acordo com fichas técnicas formalmente acordadas».

O contrato que rege o financiamento da OPA, prevê, de acordo com a respectiva ficha técnica, um vencimento final a sete anos, com uma primeira amortização de 50% do montante contratado no final do segundo ano, e as restantes em prestações anuais e de igual valor até ao termo do contrato.

Segundo a mesma fonte, «em nenhum caso se contempla a necessidade de venda de activos, sendo confortáveis os prazos para eventual refinanciamento dos montantes a amortizar».

Para financiar a operação está previsto também, «se necessário, e sempre dependente do sucesso da Oferta, um aumento de capital da Sonaecom, até um montante de 1,5 mil milhões de euros, cujo produto poderá ser usado para amortizar o endividamento contraído com a aquisição da participação na PT».

«O financiamento da subscrição desse eventual aumento de capital pela Sonae [maior accionista da Sonaecom], na parte que proporcionalmente lhe compete, está também integralmente assegurado», refere.


A Sonaecom seguia a descer 0,47% para 4,24 euros e a Sonae SGPS perdia 0,76% para 1,31 euros

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