Clubeinvest.com — Arquivo Histórico (1997-2011)
Esta é uma cápsula do tempo da comunidade financeira portuguesa. Login activo para membros.
Clubeinvest.com
Home Privado Fórum Acções Índices Metastock Portfolio Managers Publicações Blogs Contacto
 

Editar as notícias:

As mensagens escritas no Phorum (1997-2002) estão guardadas aqui: /phorum3/

Menu principal

Eleições americanas e a bolsa

Iniciado por vitorrslopes, Outubro 26, 2008, 13:21

Tópico anterior - Tópico seguinte

vitorrslopes

Obama será (ao que tudo indica) o próximo presidente dos States. A última sondagem Gallup dá-lhe 9 pts de vantagem(51% - 42%) face a McCain e 212 votos colegiais (375-163).
A chegada deste novo presidente poderá produxir alguma "change" no sentimento bolsista ( de bear para bull market)?
Que sectores da economia poderão ser os principais beneficiários com a eleição deste presidente democrata?

tiagodandre

Como já tinha posto...

"Relativamente ao tema em discussão, coloco vários links sobre as teorias do ano eleitoral e a Bolsa de Valores:

Presidential Election Cycle (Theory)
http://www.investopedia.com/terms/p/presidentialelectioncycle.asp

Presidential Elections and Stock Market Cycles
http://gbr.pepperdine.edu/043/stocks.html

Outlook 2008: The January Effect, the Presidential Election and Other Indicators Bode Well for U.S. Stock Prices
http://www.moneymorning.com/2007/12/31/outlook-2008-the-january-effect-the-presidential-election-and-other-indicators-bode-well-for-us-stock-prices/

Written in the Polls
http://www.entrepreneur.com/magazine/entrepreneur/2007/october/184386.html

Stocks usually thrive as presidential election nears
http://www.usatoday.com/money/markets/us/2007-02-20-mart-president-usat_x.htm

Como podem constatar muitos neurónios já foram queimados para fundamentar uma relação causa-efeito...no entanto, as teorias existem mas como é lógico não garantem resultados definidos..."


Cump.
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

vitorrslopes

Possível vitória de Obama e crise fazem disparar venda de armas

A venda de armas nos Estados Unidos cresceu cerca de 10% este ano. Segundo noticia o jornal "Washington Post" na sua edição de hoje, esse crescimento está associado às preocupações com a crise económica e ao receio de que Obama, sendo eleito, imponha maior controlo a este tipo de negócio.
No que diz respeito à crise, especialistas citados pelo "WP" falam na possibilidade de uma "revolta civil" para justificar a "corrida" às armas. "Com as acções a caírem, as pessoas a ficarem sem trabalho e os imigrantes ilegais a pairarem sobre as cidades, a probabilidade de uma revolta civil é muito grande", explica um dos especialistas.

vitorrslopes

Citação de: tiagodandre em Outubro 28, 2008, 03:07
Como já tinha posto...

"Relativamente ao tema em discussão, coloco vários links sobre as teorias do ano eleitoral e a Bolsa de Valores:

Presidential Election Cycle (Theory)
http://www.investopedia.com/terms/p/presidentialelectioncycle.asp

Presidential Elections and Stock Market Cycles
http://gbr.pepperdine.edu/043/stocks.html

Outlook 2008: The January Effect, the Presidential Election and Other Indicators Bode Well for U.S. Stock Prices
http://www.moneymorning.com/2007/12/31/outlook-2008-the-january-effect-the-presidential-election-and-other-indicators-bode-well-for-us-stock-prices/

Written in the Polls
http://www.entrepreneur.com/magazine/entrepreneur/2007/october/184386.html

Stocks usually thrive as presidential election nears
http://www.usatoday.com/money/markets/us/2007-02-20-mart-president-usat_x.htm

Como podem constatar muitos neurónios já foram queimados para fundamentar uma relação causa-efeito...no entanto, as teorias existem mas como é lógico não garantem resultados definidos..."


Cump.
Estava agora a ler com mais atenção os links acima e.. as perspectivas não são lá muito animadores.. :( :( :(
Se a tendência se confirmar vamos ter mais, pelo menos, um ano de quedas

vitorrslopes

Num ano de hecatombe financeira, a corrida presidencial de 2008 será a mais cara de sempre.
Mealheiro de Obama assegura recorde de dólares na corrida à Casa Branca

Pergunto eu como? Estando tudo falido
Ou doar um dinheiro a um candidato que irá ganhar é um investimento com retorno aceitável? ( que industrias poderão estar a financiá-lo? é que só vejo interesse por parte das renováveis)

vitorrslopes

Para quem pensava o inverso..

Presidentes democratas beneficiam os mercados bolsistas

2009 pode ser melhor para os investidores se Barack Obama vencer as eleições presidenciais. Uma vitória democrata pode levar Wall Street a ganhar perto de 10% no primeiro ano de Obama à frente da Casa Branca. Pelo menos, se a História se repetir mais uma vez.

Desde 1900 que o Dow Jones sobe, em média, 9,8% nos doze meses após a eleição de um candidato democrata para a Casa Branca. Esta "tradição" foi quebrada apenas em 1912, com a eleição de Woodrow Wilson e em 1976 com Jimmy Carter.

Entre as mais recentes vitórias republicanas, cinco, incluindo Herbert Hoover, Richard Nixon e George W. Bush, precederam quedas nos mercados bolsistas, com uma queda média de 2,5%.

No total, o Dow Jones sobe, em média 33% desde a vitória de um candidato democrata, em Novembro até à escolha de um novo presidente, e avança 17% se a vitória for de um presidente republicano.

vitorrslopes

Mais uma..
"A 'The Economist' não tem voto, mas se tivesse, ele seria para Barack Obama". O candidato democrata tem melhores hipóteses de restaurar a autoconfiança da América, diz a revista britânica que se junta, assim, ao "Financial Times" e vários jornais norte-americanos no apoio a Obama.

A revista admite, no entanto, que votar em Obama é também um "risco", devido à sua falta de experiência e transparência em relação a algumas das suas crenças.

Ainda assim, Obama deve ser a escolha dos Estados Unidos, dado o futuro difícil que se prevê.

vitorrslopes

Propostas dos candidatos à presidência dos Estados Unidos

Propostas do candidato democrata Barack Obama

Anti-crise

• Colocar em prática uma moratória de 90 dias à maioria das execuções de hipotecas

• Corte imediato de impostos de 500 dólares para pessoas singulares e 1000 dólares para famílias que ganhem menos de 250 mil dólares por ano

• Aumentar o subsídio de desemprego em 13 semanas

Impostos

• Revogar o corte de impostos de Bush às famílias com rendimentos superiores a 250 mil dólares por ano

• Mais benefícios para a classe média, como o crédito de imposto de 1.000 dólares por filho. Triplica o crédito de imposto para quem aufere o salário mínimo

• Isentar de impostos os idosos com rendimentos até 50 mil dólares por ano

• Aumentar o imposto sobre mais-valias dos actuais 15% para 20%, para as famílias com rendimentos superiores a 250 mil dólares

Saúde

• Tornar obrigatórios os seguros de saúde para todas as crianças. Tornar a cobertura universal

• Obrigar as entidades empregadoras a pagar (ou contribuir) os seguros de saúde dos colaboradores, mas isentando as pequenas empresas

• Conceder subsídios para as pessoas de baixos rendimentos

Energia

• Apoia o corte de benefícios fiscais concedidos às grandes petrolíferas

• Opõe-se à exploração de petróleo no Alasca

• Apoia a produção de biocombustíveis e de outras energias alternativas




vitorrslopes



Propostas do candidato republicano John McCain

Anti-crise

• Cortar para metade os impostos sobre os ganhos de capital e permitir aos investidores a dedução fiscal das perdas anuais até 15.000 dólares

• Suspender os impostos sobre os subsídios de desemprego em 2008 e 2009

• Garantir 100% dos depósitos bancários durante seis meses

Impostos

• Tornar permanentes quase todos os cortes de impostos de Bush em 2001 e 2003

• Aumentar as isenções fiscais para os dependentes em 500 dólares ao ano, até atingir os 7.000 dólares em 2016

• Oferecer às famílias a opção de pagamento de impostos sob um regime simplificado

Saúde

• Opõe-se à obrigatoriedade de contrair um seguro de saúde

• Conceder créditos de imposto de 2.500 dólares para pessoas singulares ou de 5.000 dólares nas famílias para que escolham o seu sistema de saúde

• Tal como Obama, também defende portabilidade do seguro de saúde entre empregos

Energia

• Opõe-se ao corte de benefícios fiscais às grandes petrolíferas

• Opõe-se à exploração de petróleo no Alasca, mas apoia a exploração em outros destinos "off-shore"

• Apoiaria subsídios para a construção de novas centrais nucleares

vitorrslopes

Ai que confusão vai já para aqueles lados.. parece que anda a copiar os discursos do Obama

Palin critica política energética de Bush

A candidata republicana a vice-presidente, Sara Palin, criticou hoje a política energética da administração Bush, seu companheiro de partido. Em Ohio, Estado que permanece dividido nestas eleições, Palin defendeu que os Estados Unidos ainda estão muito dependentes do petróleo estrangeiro.

vitorrslopes

Se as eleições norte-americanas fossem hoje Barack Obama venceria nos Estados da Florida e do Ohio. De acordo com um sondagem realizada pela Bloomberg, os eleitores norte-americanos preferem a mudança à experiência e desaprovam fortemente o trabalho realizado por George W. Bush nos últimos oito anos.

A sondagem da Bloomberg revela que Barack Obama lidera nos Estados da Florida e Ohio, respectivamente, o quarto e o sexto maiores Estados norte-americanos. Em conjunto, representariam 47 delegados para o candidato democrata. Na Florida, Obama lidera com 50% dos votos, contra 43% do candidato republicano, e no Ohio, lidera com 49% dos votos, contra 40% de McCain.

Nestes dois Estados, os eleitores preferem a mudança, personificada pelo senador Obama, à experiência, associada ao candidato republicano e desaprovam fortemente os oito anos de George W. Bush.

Cerca de 59% dos eleitores da Florida e 57% do Ohio desaprovam fortemente a Administração Bush. Apenas 7% dos eleitores dos dois Estados aprovam fortemente o trabalho realizado por Bush.


vitorrslopes

Iraque marca divisão de fundo entre Obama e McCain

Ambos assumem o desígnio de liderar a disseminação dos valores culturais e políticos norte-americanos pelo mundo. Ambos defendem a necessidade de combater o chamado terrorismo islâmico. Ambos pretendem travar o programa nuclear iraniano.

Embora ambos apresentem também diferentes formas de concretizar as mesmas promessas, quer seja Obama, quer seja McCain, a chegada de um novo inquilino à Casa Branca poderá significar, no essencial, a manutenção da política externa norte-americana. Há porém um factor de fundo que divide os dois candidatos: a presença militar no Iraque e o "timing" para a saída dos soldados norte-americanos daquele país.

O esforço financeiro no conflito iraquiano já foi referido pelo candidato democrata, Barak Obama, como uma das causas para explicar a crise económica que começou nos Estados Unidos e que, actualmente, galga fronteira atrás de fronteira. Se Obama for eleito e cumprir o prometido, no prazo de 16 meses os soldados norte-americanos estacionados naquele país do Golfo estarão de regresso a casa.

A escolha de McCain pelos eleitores é, neste âmbito, sinónimo de continuidade da política de George W. Bush. A aposta já anunciada pelo candidato republicano assenta numa opção mais musculada, uma vez que defende a retirada norte-americana só quando estiver assegurada "a vitória total sobre os rebeldes".

Quer Obama quer McCain são favoráveis a um reforço da presença de tropas dos EUA no Afeganistão. Neste "dossier", curiosamente, é o democrata que assume um discurso de maior agressividade, ao admitir eventuais incursões em território paquistanês, onde estarão sedeadas bases da Al-Qaida e dos Talibã. As ligações privilegiadas da administração Bush com o regime de Islamabad levam o candidato republicano a encarar o discurso do opositor com reticências.

Outro ponto de entendimento entre os dois candidatos é o que diz respeito ao programa nuclear iraniano. Para McCain, Teerão mantém-se entre os países do "eixo do mal", pelo que as negociações directas estão fora de questão. Já Obama diz estar disposto a negociar directamente com Teerão, embora admita que sobre a mesa sejam colocadas opções como a intervenção militar.

À semelhança da administração Bush, McCain assume que as Nações Unidas estão paralisadas, razão pela qual já propôs a criação de uma associação de democracias liderada pelo G7. Menos unilateralista, Obama defende a ONU, mas não coloca de parte o recurso à força caso o exijam os interesses norte-americanos.

vitorrslopes

Como vai reagir Wall Street ao novo presidente dos EUA?


É já amanhã que os americanos vão às urnas eleger o próximo presidente. O democrata Barack Obama ou o republicano John McCain, um dos dois será o futuro presidente dos Estados Unidos. E, de quatro em quatro anos, a pergunta repete-se: qual será o melhor candidato para os mercados?

Para os analistas, uma administração republicana será mais favorável aos sectores petrolífero, farmacêutico e da defesa. Já numa gestão de Obama deverão ser beneficiadas as energias renováveis e os biocombustíveis.

Apesar de tradicionalmente se pensar que as bolsas beneficiam com uma vitória republicana, é com os democratas que os índices registam melhores "performances".

Com propostas de governação diferentes, o impacto nos mercados será distinto caso seja eleito Obama ou McCain. Os sectores que tendem a suportar melhor a candidatura republicana, como as grandes farmacêuticas, as petrolíferas e a defesa serão os grandes perdedores numa eleição democrata.

"A defesa, a saúde e as indústrias do sector financeiro podem ser favorecidas por uma vitória republicana. Energias alternativas, indústrias de vento, água e energia solar podem ser favorecidas por uma vitória democrata", adiantou James Swanson, responsável pela estratégia de investimento da gestora MTS, citado pela Citywire.

Obama defende um investimento de 150 mil milhões de dólares durante dez anos em energias limpas e quer que 25% da energia consumida no país provenha de fontes sustentáveis.

Já o republicano manifesta-se favorável à exploração de petróleo no Alasca e é contra a atribuição de subsídios ao etanol, pelo que beneficia o sector petrolífero no país.

O sector da defesa é outro dos que normalmente é beneficiado por uma gestão republicana. Mas Robert Doll, responsável pelo investimento de acções globais do BlackRock, citado pelo "Wall Sreet Journal", considera que é um erro pensar que uma vitória de McCain vai ter um impacto imediato no sector. "Dado o tempo que leva a ter efeito no orçamento da defesa, vai haver uma menor diferença nos primeiros anos".

A presidência da maior economia do mundo decide-se amanhã. Um e outro candidato afectam a bolsa de formas diferentes.


Quedas dos mercados indiciam vitória de candidato democrata

As quedas recentes das bolsas americanas podem estar a descontar uma vitória de Obama nas eleições de amanhã. Segundo uma análise do BPI, "no passado, a evolução dos mercados accionistas serviu como barómetro para o resultado das eleições presidenciais". Ou seja, os mercados têm uma preferência pela continuidade e "quando nas semanas anteriores às eleições, os índices americanos sobem, existe uma probabilidade razoável para que o presidente em funções ou o sucessor escolhido pelo seu partido seja eleito".


Vitória de Obama


Finança

Deverá enfrentar uma maior pressão com uma vitória de Obama, pois o candidato defende mais impostos sobre os dividendos, bem como um aumento da regulação, o que penaliza os "hedge funds".

Energia

Uma das marcas do democrata passa pelo incentivo às energias renováveis, que deverão receber um impulso com uma vitória de Obama. Também a indústria de produção de etanol seria beneficiada.

Saúde

O candidato apoia um plano de saúde universal, bem como uma maior concorrência entre as farmacêuticas, para levar a uma diminuição dos preços dos medicamentos.

Defesa

O democrata defende uma política militar dos EUA menos interventiva. Obama deverá diminuir as despesas com o sector, direccionando esses fundos para empresas tecnológicas mais avançadas.

Vitória de McCain

Finanças

McCain deverá tornar permanentes os cortes de imposto do actual presidente dos EUA e sugere que o governo absorva as perdas originadas pela crise do crédito de alto risco.

Energia

A política energética de McCain deverá ser de continuação da política de Bush. O republicano é ainda defensor da exploração de petróleo na costa dos EUA, além de ser contra a atribuição de subsídios ao etanol. O candidato aposta ainda no nuclear.

Saúde

As farmacêuticas serão um dos sectores vencedores com uma vitória de McCain. O republicano não deverá prejudicar a actividade da indústria farmacêutica, ao contrário do rival.

Defesa

McCain defende uma posição militar dos EUA mais activa, pelo que deverá beneficiar o sector. Ainda assim, num momento em que a crise financeira domina não deverão ocorrer muitas alterações nesta área.




O que dizem os gestores portugueses

Novo presidente ajudará a repor confiança na economia e animar os mercados de acções

O próximo presidente americano não tem uma tarefa nada fácil. Com uma crise financeira pela frente e a economia em recessão, o novo líder da maior economia mundial vai ter de canalizar as suas atenções para revitalizar a actividade económica. Ainda assim, os gestores de fundos portugueses consideram que uma mudança poderá ajudar a restaurar a confiança e animar os mercados.

Para Hugo Custódio, gestor do fundo Espírito Santo Acções América, apenas a médio e longo prazo é que as mudanças ao nível da administração se deverão tornar evidentes e, neste âmbito, considera que Barack Obama deverá ser a melhor opção para os mercados. "Uma reacção positiva dependerá, no entanto, da capacidade que o novo presidente terá em transmitir uma mensagem de confiança e de forte liderança", realçou o gestor, ao Negócios, adiantando que "por agora, Obama é visto como o candidato melhor posicionado para o conseguir atingir".

Já o Santander Gestão de Activos realça que, "independentemente de qual o candidato vencedor, a redução de incerteza quanto à política futura, bem como, a execução mais rápida da mesma, tenderá a ser positiva para restaurar a confiança na economia, com natural possível leitura positiva também para os mercados accionistas". A mesma fonte lembra que desde 1944, nos dois meses antes da eleição, o S&P 500 obteve valorizações médias de 2,3%, logo "se a história se repetir poderemos ver uma recuperação nos dois últimos meses do ano por parte dos mercados accionistas". Contudo, acrescenta que "a história também nos diz que nos dois meses anteriores a uma eleição registam-se uma subida de 1,4%, facto que este ano não se verificou".

Neste contexto, Hugo Custódio manifesta-se mais positivo em relação aos sectores mais resistentes à crise, nomeadamente "empresas com maior visibilidade nos seus resultados, com valorizações atractivas e com balanços saudáveis e sem necessidade de financiamento no curto prazo".

Quanto aos diferentes sectores, "do ponto de vista teórico, a indústria financeira prefere uma governação republicana, devido às suas políticas menos proteccionistas, no entanto este é seguramente um momento diferente", lembra o mesmo gestor. Em relação a este tema, o BPI, numa análise da última semana, destaca que "a tendência por uma regulamentação mais rigorosa e apertada deverá ser inevitável, independentemente de quem pertença a vitória".

O Santander Gestão de Activos destaca que, seja qual for o vencedor, "será de esperar a continuação do aumento do endividamento externo dos Estados Unidos", devido aos gastos com programas eleitorais, redução de impostos e mais subsídios às classes menos favorecidas.



Moeda

Eleições sem impacto no preço do dólar

Ao contrário do que acontece com os mercados accionistas, as eleições não têm um efeito significativo na política monetária, que é influenciada por outros factores. De acordo com uma análise do JPMorgan, as agendas políticas dos dois candidatos à presidência não deverão ser determinantes para a evolução do dólar. Ainda assim, a retórica proteccionista do governo pode enfraquecer o dólar.

Para a casa de investimento, as opiniões dos candidatos sobre a moeda e as suas propostas a nível internacional têm mais impacto na cotação do dólar a curto prazo, do que as suas agendas fiscais.

No caso de Obama, o democrata é apologista de que uma economia forte reflecte-se numa moeda forte, enquanto pessoas da campanha de McCain já deram a entender que poderiam considerar uma intervenção política para fortalecer o dólar, uma visão que poderá animar a divisa. Mas os analistas Gabriel de Kock e Holly Huffman manifestam-se "cépticos" em relação a esta hipótese e adiantam que, seja qual for o futuro presidente dos EUA, a administração em vigor deverá manter a actual política de não intervenção na política cambial.

Apesar de considerarem que as diferenças políticas entre os dois candidatos vão resultar em dois orçamentos distintos, com implicações económicas a longo prazo, os analistas realçam que a liberdade de actuação do futuro presidente está fortemente limitada pelo abrandamento cada vez mais acentuado do país. Num momento em que a crise financeira domina o discurso, os dois candidatos deverão, assim, enfrentar algumas restrições na construção do seu orçamento. "A liberdade orçamental para novas iniciativas políticas parece muito limitada", explicam os analistas.

Efeitos positivos Efeitos negativos
- McCain já adiantou que poderão ser tomadas medidas para fortalecer o dólar, caso se justifique;

- O republicano deverá continuar a concretizar os pacotes de cortes de impostos;

- O candidato do partido republicano defende um mercado mais aberto e liberal, sem a intervenção do governo, o que é benéfico para a moeda. - Obama defende que uma economia forte reflecte-se numa moeda forte, não apoiando interferências na política cambial;

- O senador do Illinois deverá diminuir os impostos para os mais pobres e aumentar aos mais ricos;

- O democrata poderá conceder períodos livres de impostos a empresas com problemas. Medidas mais proteccionistas penalizam o dólar.


vitorrslopes

O próximo presidente do Estados Unidos pode influenciar o desempenho das acções?
O próximo presidente do Estados Unidos pode influenciar o desempenho das acções da Exxon Mobil? Ou da Pfizer? Ou mesmo da Whole Foods Market? O UBS acredita que sim. As políticas de cada candidato podem beneficiar, ou prejudicar, o desempenho destes e de outros títulos

O banco de investimento suíço criou dois pacotes de pacotes de acções: um que beneficia com a vitoria de Obama e outro que "prefere" a eleição de McCain. O pacote do candidato democrata tem sete acções que beneficiam com a sua eleição e nove que ficariam em risco.

No caso do "pacote republicano", onze acções iriam beneficiar com a eleição de John McCain e quatro iriam ficar em risco.


Pacote Obama  Beneficiam + prejudicadas -
Sector 
Saúde  - Pfizer
Saúde  - UnitedHealth Group
Saúde  + UHS
Saúde   + Thermo Fisher
Retalho - Whole Foods Market
Retalho - Altria
Energia - Peabody Energy
Energia  + XTO Energy 
Energia - Haliburton
Energia - Exxon Mobil
Materiais + Martin Marietta 
Tecnologia + First Solar 
Indústria + Cooper Industries
Financeiro + Lincoln National
Utilities  - American Electric Power
Telecomunicações - Dish Network


Pacote McCain
Sector   
Saúde  + UnitedHealth Group 
Retalho + Tiffany & Co 
Retalho + Nordstrom 
Energia + Consol Energy 
Energia + Transocean Offshore
Energia + Exxon Mobil 
Materiais - Vulcan Materials
Tecnologia - Sun Power
Indústria + Shaw Group
Indústria - American Railcar
Financeiro - Lincoln National Group
Financeiro Arch Capital Group +
Utilities American Electric Power+
Utilities Entergy +
Telecomunicações DirectTV Group +




vitorrslopes

As sondagens do dia nos EUA
Pensilvânia
Obama +6
Maine Obama +13
Illinois Obama +22
Virgínia (PPP) Obama +6
Nacional (CBS) Obama +13
Nacional (CNN) Obama +7
Nacional (Gallup) Obama +8
Naciona (Reuters) Obama +6
Virgínia (Survey) Obama +4
New Hampshire Obama +11
Nacional (ABC) Obama +11
Ohio (MD) McCain +2
Carolina do Norte McCain +3
Virgínia (MD) Obama +3
Minnesota Obama +11
Missouri McCain +1
Kentucky McCain +16
Colorado Obama +5
Michigan Obama +16
Iowa Obama +17
Nevada Obama +4
Utah McCain +25
Ohio (CD) Obama +6