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Obama adverte que mais bancos dos EUA devem falir

Iniciado por zimermann, Fevereiro 02, 2009, 23:47

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zimermann


Obama adverte que mais bancos dos EUA devem falir :D

Em entrevista, líder americano diz, no entanto, que depósitos não correrão riscos


Da BBC Brasil em Washington - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiu que mais bancos deverão falir assim que ficar clara a dimensão exata das perdas dessas instituições, devido à crise econômica que assola o país.

Em entrevista à rede de TV americana NBC, que será exibida nesta segunda-feira, Obama afirmou que ''alguns bancos não irão sobreviver'', mas enfatizou que os depósitos de clientes não enfrentam riscos.

''Os bancos, devido a descaso administrativo, devido à excessiva tomada de riscos, estão agora em uma situação muito vulnerável'', afirmou.

Ele acrescentou que provavelmente será necessário que o governo faça mais para sanar a situação das instituições financeiras do país.

Mas o líder americano não entrou em detalhes sobre quando e quanto pretende oferecer em gastos adicionais para os bancos.

Condições


Membros do governo, do Federal Reserve (como é conhecido o Banco Central Americano) e alguns dos principais presidentes de bancos americanos estão elaborando propostas sobre formas como o governo poderá gastar os US$ 350 bilhões que ainda permanecem do programa de resgate financeiro de bancos de US$ 750 bilhões firmado ainda na gestão de George W. Bush.

Na entrevista à NBC, o presidente também disse ter recomendado ao secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, que estabeleça diretrizes sobre maneiras como os bancos devem utilizar as quantias que receberam do governo e resultantes de impostos pagos pelo contribuinte americano???

''Se um banco ou instituição financeira está recebendo ajuda, eles precisam acatar certas condições'', afirmou.

Na semana passada, o líder americano criticou altos executivos de bancos que receberam bônus, apesar de suas instituições estarem recebendo ajuda do governo.

Responsabilidade


Na entrevista, Obama também disse que assume plena responsabilidade em tentar virar a situação econômica americana, através, em boa parte, da aprovação do pacote econômico de quase US$ 900 bilhões defendido por ele.

''Se eu não conseguir fazer isso em três anos, então esta será uma proposta de um só mandato.''   ;)

O Senado está discutindo o pacote econômico defendido por Obama, que difere um pouco da proposta originalmente submetida e aprovada na Câmara dos Representantes.

Apesar de ter sido aprovado na Câmara, nenhum representante do Partido Republicano votou a favor da proposta.

Os republicanos julgaram que o pacote não contava com suficientes medidas propondo cortes de impostos e incluía gastos excessivos em áreas que não iriam estimular a economia.

A proposta submetida ao Senado oferece US$ 342 bilhões em cortes de impostos provisórios e US$ 545 bilhões em investimentos, o que totaliza cerca de US$ 887 bilhões.

O presidente estima que o pacote deverá criar entre três e quatro milhões de empregos. Entre as áreas que deverão ser contempladas pelo projeto estão obras de infra-estrutura, como a construção e reforma de pontes e estradas, incrementos às escolas do país e investimentos nas áreas de energia e saúde;)

Se a proposta for aprovada no Senado, senadores e deputados da Câmara dos Representantes deverão elaborar uma versão final do pacote econômico que será submetida ao presidente americano, a fim de ser assinada por ele.

Obama espera ratificar como lei o plano econômico até meados de fevereiro.
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ASSIM FICA IMPOSSÍVEL ENTRAR NO MERCADO DE AÇÕES EM 2009..

zimermann

Bancos terão de expandir o crédito para receber ajuda, diz Obama
| 02.02.2009 | 12h19
Governo também deve restringir pagamento de bônus a executivos de bancos em recuperação


O presidente americano, Barack Obama, vai pedir que os bancos aumentem o volume de crédito para consumidores e empresas, como um meio de compensar os contribuintes pelos 700 bilhões de dólares que cederam ao pacote de socorro aprovado ainda no governo Bush. De acordo com a agência de notícias Bloomberg, Obama vai incluir algumas restrições no novo programa de ajuda aos bancos que deve ser anunciado nas próximas semanas. A medida pretende atenuar as críticas do Congresso, para o qual as instituições financeiras falharam em repassar às linhas de crédito os primeiros 350 bilhões de dólares do pacote.

Na semana passada, Obama criticou os executivos de Wall Street pelo pagamento de bônus. Além disso, algumas instituições que receberam recursos do governo os usaram para financiar fusões e aquisições que podem causar mais demissões. O governo e os líderes do Partido Democrata estão procurando diferenciar a segunda fase do programa, quando outros 350 bilhões de dólares devem ser liberados pelo Congresso. A intenção dos parlamentares e de Obama é isolar uma eventual oposição popular ao socorro a Wall Street.Nos próximos dias, o governo também deve divulgar novas regras para o pagamento de executivos do setor financeiro. As restrições serão aplicadas às instituições que receberem a ajuda pública, e também abrangerão o pagamento de dividendos. Chamado de TARP, o pacote de socorro aprovado em outubro já apoiou grandes grupos, como o Citigroup e o Bank of America. Parte do dinheiro também serviu para evitar a falência das montadoras GM e Chrysler.

Nova fase


No mês passado, durante a audiência no Senado para aprovar sua indicação, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, já havia afirmado que os bancos expandissem suas linhas de crédito como condição para receber o socorro público. A mesma linha foi seguida por Obama, em um discurso por rádio no final de janeiro. Em seu pronunciamento, o presidente americano afirmou que a nova estratégia "ajudará a reduzir os custos das hipotecas e estender os empréstimos às médias empresas, para que possam criar empregos".
A estratégia inclui a criação de um "banco ruim", destinado a absorver os títulos tóxicos que ainda existem nos balanços dos bancos e que impedem as instituições de tomar novos empréstimos. As autoridades também estudam meios de securitizar outros ativos que estão contaminando os balanços das instituições. O principal desafio do governo é avaliar esses investimentos de um modo que resgate o sistema financeiro, mas sem expor os contribuintes a trilhões de dólares de perdas em potencial.