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Fed & BCE - Bancos Centrais e suas políticas!

Iniciado por Semitela, Agosto 31, 2007, 10:43

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Semitela

Citação de: berrio em Outubro 02, 2007, 18:23
Citação de: Semitela em Setembro 30, 2007, 12:46
Bem já alguém ouviu o contrario : isto é, alturas em que se retira liquidez do mercado ? É que se se adiciona somente isto não tem lógica ( cria-se dinheiro a custa de quê ? de ar ?

Abraços

Bem tecnicamente é comum haver alturas em que os BCs retiram liquidez do mercado nas operações Repo. O dinheiro na prática cria-se à custa de inflação. Crias mais massa monetária por via da "impressora". Mas voltando aos bancos centrais, antigamente existiam BCs (inclusivé a FED) que para mexerem nas taxas de juro não mexiam na referência mas sim na liquidez: quando queriam baixar injectavam dinheiro, quando queriam subir retiravam liquidez aos bancos. (comentou-s inclusivé que as operações de injecção de liquidez em Agosto eram um corte de taxas encapotado... ;))

Abraços,
GDB

  Boas berrio,

Antes de mais quero felicitá-lo por participar no fórum e depois dizer-lhe que concordo com tudo o que disse . Mas a teoria é uma coisa , a pratica é outra . Eu nunca nos últimos 10 anos ouvi falar de corte de liquidez . Ouve-se muito, subida ou descida de taxas de juro .

O que me verdadeiramente me preocupa é que se combata a inflação com o aumento das taxas e não com a redução de liquidez .Porque, como todos sabemos quanto mais liquidez os Bc´s injectarem mais a inflação sobe ( pelo menos a real ).

Cortando -se a liquidez não aconteceriam os problemas do sector hipotecario Norte Americano , teriamos certamente taxas de crescimento inferiores , mas teriamos aumentos reais dos salarios ( coisa  que não acontece hoje em dia ).

Se houver participantes , temos tema para um debate muito interessante.

Abraços

berrio

Antes de mais obrigado pelas boas vindas.

Quanto aos cortes de liquidez, o problema da falta de noticias prende-s mais com a imprensa. Se fores a ver antes do "reinado de Greenspan", na época de Paul Volker, era com cortes de liquidez que se manipulava as taxas. Alias, Paul Volker foi exactamente o chairman que subiu bastante as taxas para conter a estagflação americana, e com algum sucesso, e para o fazer cortou liquidez ao mercado nas operações interbancárias. Quem elegeu o uso da taxa de juro de referencia como principal instrumento de política monetária (alias tecnicamente as duas taxas - a de refinanciamento e a da referencia) foi Greenspan.

Mas, caso combatas por cortes de liquidez ou subidas das taxas de referencia, o efeito é o mesmo. No entanto não existe corte de liquidez que resista a países com taxas de juro próximas de 0.5% para financiar especulação pura e alavancada.

O que me preocupa realmente é isto:
Este bailout (alias 50 "bailout points") vai-s pagar caro, sob a forma de inflação. Andaste a "imprimir dinheiro", desceste as taxas, tens todas as commodities a subir (e, ao contrario do passado já não demonstram a "reversão à média" que se verificava antes de 2000) e o efeito deflacionista da China está a acabar.

Abraços,
GDB
Abraços,
Guilherme Diaz-Bérrio
"Os economistas passam metade do tempo a fazer previsões. A outra metade passam-na a explicar por que se enganaram"
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Semitela


Boas ,

Vejo que o Berrio é entendido no assunto  :)

Concordo que o corte de 50 pb por parte da Fed é muito ousado , e terá as suas consequências nos próximos meses , com a subida da inflação core .

Muito boas as suas duas primeiras intervenções , por isso deixo aqui o seu primeiro ponto ( espero que seja o primeiro de muitos).

Será que me podia esclarecer mais sobre o assunto China . :-\

Abraços e continuação de bons negócios.

berrio

Boas,
Antes de mais obrigado pelo ponto. Espero que continuem a gostar dos posts.

Quanto à questão China, o ponto que estava a tentar fazer era este:
Durante a última década muita da capacidade industrial foi deslocalizada para lá. A razão era a mão de obra eficiente e BARATA. Isso permitiu às empresas cortar custos e, em muitos casos passar essas poupanças ao consumidor. Alias, foi Ben Bernanke que disse, julgo em 2006, que a China era em parte responsável pela baixa inflação dos últimos 10 anos no mundo ocidental (embora se possa argumentar que a "core inflation" não é uma boa medida mas isso já são campos mais econométricos). O problema é que tens uma nova classe média na China, a gastar cada vez mais e empresas a exigir cada mais pelo seu trabalho. A título de exemplo: os custos médios com a mão de obra chinesa subiram 14,4%. Ora isto vai repercutir-se nos preços das coisas cá nos famosos "Made in China". Em julho, uma empresa de exportação de tecido aumento o preço das suas exportações em 10%. Ora pode parecer pouco, e afinal não passam de tecidos mas se generalizares vais ter o fim do muito barato "Made in China"... ou seja o principio do fim do "efeito deflacionista da China".

Abraços,
GDB
Abraços,
Guilherme Diaz-Bérrio
"Os economistas passam metade do tempo a fazer previsões. A outra metade passam-na a explicar por que se enganaram"
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Semitela

Fed diz que mais reduções de juros vão depender dos próximos dados económicos
A Reserva Federal (Fed) norte-americana não especificou, na última reunião, nenhum plano para mais reduções na sua taxa de juro de referência, uma vez que não tem certezas sobre o comportamento dos mercados e do crescimento da economia.

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Ana Filipa Rego
[email protected]



A Reserva Federal (Fed) norte-americana não especificou, na última reunião, nenhum plano para mais reduções na sua taxa de juro de referência uma vez que não tem certezas sobre o comportamento dos mercados e do crescimento da economia.

Na última reunião, que decorreu a 18 de Setembro, os responsáveis da Fed decidiram efectuar um corte nos juros em 50 pontos base mas sublinham que "mais acções vão depender de como os mercados e outros factores vão afectar o crescimento económico", revelam as minutas da Fed, hoje divulgadas.

A mesma fonte acrescenta que quaisquer declarações sobre o peso dos riscos à economia "poderão dar a impressão errada de que o comité está mais certo com as previsões económicas do que aquilo que na realidade está".

O relatório reforça os comentários de alguns responsáveis da Fed, nomeadamente do vice-presidente Donald Kohn, de que a autoridade monetária não está comprometida com uma série de redução dos juros.

No dia 5 de Outubro, Kohn disse que os responsáveis têm que ser "ágeis" em estabelecer políticas devido aos riscos quer para o crescimento quer para a inflação.

Todos os responsáveis da Fed concluíram que foi melhor reduzir a sua taxa de juro de referência para 4,75%, o dobro do esperado pelos economistas consultados pela Bloomberg.

"Não foram feitas quaisquer decisões na sessão, mas foi acordado que os responsáveis da Fed devem continuar a analisar as opções cuidadosamente", afirmam as minutas.

A mesma fonte revela ainda que os responsáveis continuam preocupados com a inflação na reunião de Setembro, ao citarem os custos do trabalho e a desvalorização do dólar, que tocou mínimos recorde contra o euro.

"As pressões inflacionistas poderão aumentar caso o dólar continue a perder de forma significativa", dizem as minutas.


Semitela

Crise nos mercados de crédito 2007-10-18 15:39

Fed injecta 28,25 mil milhões de dólares no sistema financeiro

A Reserva Federal (Fed) norte-americana injectou hoje, através de três operações, 28,25 mil milhões de dólares no sistema financeiro através do seu banco regional de nova Iorque, encarregue de realizar este tipo de operações.

Tiago Figueiredo Silva

De acordo com o site 'Invertia', desde o início desta semana, o banco central norte-americano já colocou 52,27 mil milhões de euros no mercado financeiro.

Para além dos 28,25 mil milhões de hoje, a instituição presidida por Ben Bernanke colocou 14,75 mil milhões na segunda-feira, 6,5 mil milhões na terça-feira e 6,25 mil milhões de dólares ontem.


Semitela


Boas,

É já na quarta feira dia 31 que a Fed se reúne e se decide ou pela manutenção ou descida da taxa de juro praticada nos Eua .

Mas do meu ponto de vista , isto não passa de um periodo em que a Fed tenta estimular a economia , pois pelo aumento do crude , o mais tardar no inicio de 2008 voltaremos aos aumentos .

Se se continuar a descer as taxas quer nos Usa , quer na Europa será mau sinal : quererá dizer que estamos á beira de uma recessão que se generalizará a todo o mundo .

Muito cuidado , pois para as bolsas , o pior cenario é o de uma recessão com a inflação alta .

Abraços

bric

 caro leitor semitela,

  aconselha-me a abandonar os mercados de capitais em que altura?...
  tou dentro só praticamente em psi-20 e estava bullish até  fevereiro
  antes de novo aumento de taxas por parte bce! o medo persiste e europa em
  max :historicos...
cumprimentos
bric

Semitela

#39

Boas Bric,

Eu não aconselho ninguém  ;D Eu apenas dou a minha opinião .

E deve haver mais gente a pensar como eu , que se as taxas subirem significa  por um lado que a inflação tem de ser combatida e que o crescimento económico suporta esses aumentos . Já o inverso é mau sinal : descida das taxas para dar impulso ao crescimento económico e se for aliado á inflação alta pior .

Mas vamos com calma , ninguém falou em sair dos mercados . Já estivemos bem pior á um mês atrás , e as bolsas têm recuperado com bons resultados na maioria dos sectores exceptuando claro o sector hipotecario , bancario e imobiliário .

A recessão nos Usa ainda é possível mas com tendência para esse possibilidade ir diminuindo .

Mas nada como ir acompanhando o mercado e tomar as devidas precauções ( stops ).

Abraços

bric

 obrigado pela atenção ,abraço
cumprimentos
bric

Semitela

EUA arriscam recessão por agravamento da crise no mercado imobiliário
(29-10-2007 - 08:32)


David Wyss, economista chefe, atribui um terço de probabilidade ao cenário de uma recessão nos EUA. O economista diz que o pior no mercado de habitação ainda está para vir e mostra-se muito preocupado com uma potencial onda de proteccionismo.

Optimista sobre a Ásia, preocupado com o ocidente. David Wyss, economista chefe da Standard & Poor's, tem poucas reservas sobre a vitalidade da economia chinesa, mas mostra-se cauteloso no que toca ao futuro próximo da economia do seu país, os EUA.

Numa conversa com o Jornal de Negócios após uma sessão sobre economias emergentes organizada pela casa de notação de risco à margem da reunião anual do FMI, Wyss, que tinha acabado de chegar da China, avisou: "Talvez por estar a chegar da Ásia, estou optimista."

No entanto, ao longo da conversa, o optimismo desvaneceu em vários pontos. Desde logo sobre o futuro dos EUA: "Penso que ainda há uma probabilidade de 1/3 de recessão."


bric

boa noite ,

    li a pouco que a fed irá baixar as taxas até 3.5% ou até mesmo 2%,
sendo assim a inflação dispara... o que irá acontecer aos mercados
,pois não gostam disso ... qual será o rumo da fed ? o dolar tão fraco e o
euro tão forte ! no que isto irá dar? é um risco neste momento os mercados ?obrigado
cumprimentos
bric

vs16214

Citação de: bric em Outubro 29, 2007, 23:27
boa noite ,

    li a pouco que a fed irá baixar as taxas até 3.5% ou até mesmo 2%,
sendo assim a inflação dispara... o que irá acontecer aos mercados
,pois não gostam disso ... qual será o rumo da fed ? o dolar tão fraco e o
euro tão forte ! no que isto irá dar? é um risco neste momento os mercados ?obrigado

Boa noite,

Também li essa notícia e é a espectativa de um operador do mercado não é uma certeza.

O facto do FED baixar as taxas directoras e tornar o dolar mais fraco que o euro só torna as exportações americanas mais fortes do que já são. Assim, embora estimule a inflação também cria condições para que as industrias americanas produzam e vendam mais no exterior.

Se para Portugal é bom vender mais para o exterior pelo valor que cria internamente sem depender do consumo interno nem criando inflação, pensem nos efeitos que poderá ter também no mercado americano (falasse que se encontra a planar se não a aterrar).

Poderá isto justificar a manutenção dos indices com sentimento Bull?

De qualquer forma, penso que a manobra do FED se encontra um pouco limitada, pois as constantes injecções de liquidez dupla, vai de certeza fazer subir a inflação americana.

Semitela

Citação de: Semitela em Outubro 02, 2007, 19:59
Citação de: berrio em Outubro 02, 2007, 18:23
Citação de: Semitela em Setembro 30, 2007, 12:46
Bem já alguém ouviu o contrario : isto é, alturas em que se retira liquidez do mercado ? É que se se adiciona somente isto não tem lógica ( cria-se dinheiro a custa de quê ? de ar ?

Abraços

Bem tecnicamente é comum haver alturas em que os BCs retiram liquidez do mercado nas operações Repo. O dinheiro na prática cria-se à custa de inflação. Crias mais massa monetária por via da "impressora". Mas voltando aos bancos centrais, antigamente existiam BCs (inclusivé a FED) que para mexerem nas taxas de juro não mexiam na referência mas sim na liquidez: quando queriam baixar injectavam dinheiro, quando queriam subir retiravam liquidez aos bancos. (comentou-s inclusivé que as operações de injecção de liquidez em Agosto eram um corte de taxas encapotado... ;))

Abraços,
GDB

  Boas berrio,

Antes de mais quero felicitá-lo por participar no fórum e depois dizer-lhe que concordo com tudo o que disse . Mas a teoria é uma coisa , a pratica é outra . Eu nunca nos últimos 10 anos ouvi falar de corte de liquidez . Ouve-se muito, subida ou descida de taxas de juro .

O que me verdadeiramente me preocupa é que se combata a inflação com o aumento das taxas e não com a redução de liquidez .Porque, como todos sabemos quanto mais liquidez os Bc´s injectarem mais a inflação sobe ( pelo menos a real ).

Cortando -se a liquidez não aconteceriam os problemas do sector hipotecario Norte Americano , teriamos certamente taxas de crescimento inferiores , mas teriamos aumentos reais dos salarios ( coisa  que não acontece hoje em dia ).

Se houver participantes , temos tema para um debate muito interessante.

Abraços


Ora aqui está uma das raras retiradas de liquidez do mercado  :D

Internacional - Mercados

Zona euro 2007-11-13 11:49

BCE consegue retirar 27,75 mil milhões de euros do sistema


O Banco Central Europeu (BCE) anunciou hoje que retirou 27,75 mil milhões de euros do sistema monetário interbancário europeu, através de um leilão rápido com maturidade de um dia.

Mafalda Aguilar

Segundo anunciou esta manhã o site espanhol 'Invertia', o BCE pretendia remover de circulação até 37 mil milhões de euros, com o objectivo de controlar o excedente de liquidez que se esperava hoje, o último dia do período de manutenção das reservas actuais.

No entanto, o capital oferecido pelos bancos não alcançou o montante que o BCE pretendia retirar.

Para o leilão rápido de hoje, o banco central da zona euro ofereceu uma taxa fixa de 4% aos bancos

Abraços