O PIB Norte americano irá crescer entre 2.5% e 2.75% em 2003 e entre 3.75% e 4.75% em 2004. Estas previsões são recentes e a concretizarem-se, o que tudo indica que sim, dão um grande pontapé nos inúmeros apologistas da desgraça. Na realidade, ao invés de muita tese catratrofista, começaram a surgir alguns sinais positivos quanto à retoma da actividade.
Vamos então, enumerar alguns sinais embora ainda modestos de retoma:
O consumo privado continua a ser o principal suporte da retoma e os últimos indicadores sugerem que esta varável vai ganhar alento nos meses próximos. Razões: A riqueza das famílias terá crescido 4,5% no primeiro trimestre. Outras razões para o aumento do consumo: Os efeitos de redução da carga fiscal, a desaceleração da taxa de inflação, a melhoria do mercado bolsista e a continuação das operações de refinanciamento no mercado imobiliário. Nesta série de factores positivos há também a mencionar um negativo que é a incerteza quanto à evolução do emprego. As empresas manterão certa parcimónia em admitir mais empregados enquanto a procura não acelerar de vez.
O sector produtivo também começa a evidenciar sinais, embora ténues de recuperação. A produção industrial parece ter estabilizado e os indicadores de actividade manufactureira mostram já expansão de actividade. Quanto ao investimento parece continuar modesto.
Há sinais indiciadores de retoma da economia dos EUA, embora ainda modesta, por se basear no consumo, mas indiciadora de uma situação que está longe de ser catastrófica.
A esta situação, não é alheia, a queda das taxas de juro, a depreciação do dólar e o aumento dos gastos públicos. A melhoria das condições económicas tende a revelar-se um fenómeno de auto-alimentação, o que muito influenciará a estabilidade dos mercados financeiros. A estabilização das bolsas confere às famílias uma almofada de rendimentos , recompõe fundos de pensões e cria um ambiente propício a novos projectos de investimento.
Ao contrário de teses catrastrofistas que abundam por aí, com desgraças apocalípticas diárias, eu digo o que já venho dizendo há meses e reafirmo:
A actividade económica deverá afirmar-se nos EUA, proximamente, suportando a bolsa e vice-versa.
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