Banco de Portugal recomenda «moderação» do endividamento das famílias
O Banco de Portugal recomenda «moderação» do endividamento das famílias, alertando para a inevitabilidade de um aumento das taxas de juro quando a economia europeia começar a recuperar. O ano passado o endividamento privado ascendia a 110% do rendimento disponível.
O Banco de Portugal recomenda «moderação» do endividamento das famílias, alertando para a inevitabilidade de um aumento das taxas de juro quando a economia europeia começar a recuperar. O ano passado o endividamento privado ascendia a 110% do rendimento disponível.
«Aumentos adicionais do endividamento tornarão os agentes privados, em particular as famílias, mais vulneráveis a subidas de taxas de juro que acompanharão, em maior ou menor grau, uma recuperação da economia europeia», explica a instituição liderada por Vítor Constâncio, no Boletim Económico de Março.
As taxas de juro na Zona Euro estão actualmente em 2%, o que para Portugal corresponde ao nível mais baixo de sempre.
O Banco de Portugal diz que «não é sustentável» a despesa interna continuar a ser financiada por recurso ao endividamento.
O endividamento bruto dos particulares aumentou para 110% do rendimento disponível, em 2003, contra 103% em 2002 e 97% em 2001. O rendimento disponível dos particulares diminuiu 0,5%, em 2003. Em 2002, cresceu 0,2% e em 2001 aumentou 2,6%.
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