Autor: Juan
Data: 13-11-2003 08:33
"Primeiro, vejo os custos de trabalho como fixos, mesmo nos Estados Unidos, porque existe um mínimo necessário para uma empresa trabalhar adequadamente, logo esses custos em média mantém-se elevados."
A minha opinião:
Quando qualquer empresa pode, em qualquer momento, desfazer-se de 10% ou 20% ou 30% da sua mão de obra por motivos conjunturais, estes custos podem ser vistos como custos variáveis. Neste momento, o problema coloca-se ao contrário. Ou seja, começa-se a notar uma maior criação de emprego, a qual poderá também ser muito mais rápida do que em economias menos flexíveis.
"Segundo, mesmo com a melhoria do emprego, este está limitado pelas expectativas dos agentes económicos, que ao confrontarem-se com a situação do endividamento e concorrência interna e externa, restringem a criação de postos de trabalho, apesar dos stocks estarem a níveis mínimos."
A minha opinião:
Neste ponto apenas refiro a hipótese de o desemprego já ter batido no fundo. Se isto se confirmar o caminho só pode ser um...
"Terceiro, penso que o tratamento de choque de aumento de taxas de juro seria prejudicial, apesar do mercado accionista ter espaço para cair, porque o dinheiro dos consumidores, não saíria apenas daí para a poupança, mas também criaria um obstáculo ao consumo, e como não existe inflação, a diminuição do consumo poderia trazer consequências nefastas nesse campo."
A minha opinião:
Estou de acordo até certo limite. De facto, o referido obstáculo ao consumo poderia ser atenuado ou ultrapassado se mais gente estivesse empregada, pois em média consumir-se-ia menos, mas o número de "consumos" também seria maior. Os obtstáculos ao consumo já estão criados pelo endividamento excessivo na aquisição de passivos. Por outro lado, quer maior incentivo à desinflação do que dinheiro emprestado a custo zero para (des)investir em bens altamente desvalorizáveis mesmo em tempos de inflação (ex. os carros)? Quanto aos tratamentos de choque, quando tem que ser ... tem que ser. Desde que sejam eficazes e que tenha sido preparado o terreno ... paciência!!
"Quarto, se olharmos para um gráfico do dólar desde há 20 anos, vemos que o dólar está a um nível baixo, mas também se olharmos para a diferença de criação de massa monetária, vemos que os Estados Unidos lideram. A criação de dólares tem sido aplicada para salvar a economia desde há muitos anos. Além disso, o dólar baixo vai permitir fortalecer o sector exportador dos Estados Unidos e restringir as importações, actuando como base para um melhoria da poupança."
A minha opinião:
Interessante falar na criação de massa monetária. Tem estado atento à evolução recente do M3 nos EUA? O que lhe parece?
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