A causa profundo e duradoura da valorização do Euro face ao dólar são os défices. Há um défice externo penalizando a moeda (Dólar) porque a entrada de capitais externos não cobrem as necessidades financeiras, isto é, tanto a economia como os activos americanos não têm sido atractivos suficientemente na captação de capitais que suportem os desequilíbrios.
Esta desvalorização não parece parar com a retoma da economia a curto prazo, pois está a ser travada (financiada) por alguns paises asiáticos que têm superavits e por isso as suas moedas estão desvalorizadas contra natura (artificialmente). Esta situação tende agravar-se e mais cedo ou mais tarde os Orientais deixarão de intervir comprando activos americanos, o que a médio longo prazo agravará mais a desvalorização do dólar, cujo valor tenderá a ser de 1,30 a 1,35 no prazo de um ano. Estes valores são apontados pela maioria das instituições.
A desvalorização do dólar é bem vinda para os EUA e ainda não compromete a retoma da Europa nestes valores. Se a retoma entrar em velocidade de cruzeiro, os défices no longo prazo podem ser parcialmente corrigidos.
Quanto à Bolsa espera-se um comportamento mais suave para este ano pois há muitos factores já descontados e o possível agravamento dos juros introduz expectativas algo pessimistas, que não invalidam o Bull.
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