Autor: João Henriques
Data: 25-09-2003 05:07
O Fed estabelece a taxa de desconto (discount rate), que é a taxa que um banco paga para pedir fundos emprestados à Reserva Federal, e a Fed Funds Rate que é a taxa a que um banco empresta fundos a outro banco overnight, de um dia para o outro.
Ora, estas duas taxas são as principais, que regulam essencialmente a economia. A partir daqui os bancos vão definir as taxas que cobram aos seus clientes nos empréstimos e o retorno nos seus depósitos.
A palavra yield é a abreviatura de yield-to-maturity, ou seja a taxa de retorno até à maturidade de um obrigação. Ou seja, se eu hoje comprar uma obrigação, que não é mais que um empréstimo, e a mantiver até ao fim, o retorno final é igual à yield.
Mas as yields estão sempre a variar de valor, segundo as expectativas dos agentes económicos. Por exemplo, se os investidores acharem que vai haver inflação começam a vender obrigações e as yields sobem (as yields e as obrigações variam em sentidos opostos). Mas porque vendem eles obrigações?
Porque se as expectativas de inflação se se vierem a confirmar, a Reserva Federal no futuro próximo subirá a taxa de desconto para controlar a inflação. Por isso existe uma relação entre as yields e as taxas do Fed.
Economicamente, se as yields sobem uma empresa que queira se financiar através da emissão de obrigações terá de o fazer a uma taxa mais elevada, ou seja, ser-lhe-á mais caro financiar-se, logo terá menos lucros.
As yields dos vários prazos, até 30 anos, são denominadas como curva de taxa de juro, ou curva de rendimentos. Porque para cada tempo existe uma taxa, normalmente as taxas de longo prazo são mais elevadas do que as taxas de curto prazo, porque um empréstimo a 30 anos tem mais risco do que um a 1 ano porque retém o capital por mais tempo.
João Henriques
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