No entanto, e com certa razão, diga-se de passagem, ainda se questiona a consistência global do crescimento dos EUA, perante alguns perigos, entre os quais o terrorismo. A Reserva Federal passou mensagem tempos atrás, no sentido de manter inalteradas as suas taxas de juro actuais durante muito tempo. Quanto aos défices, o principal problema do Dólar, serão sempre lembrados prejudicialmente pelos mercados. Esperam-se ainda, para mal dos EUA e da Europa, agravamentos nos actuais défices. Não há alternativa aos EUA, devidos aos problemas que enfrentam,senão manter o dólar fraco.
Um dólar fraco, pode estimular as exportações e assim contrariar os factores negativos. Basta que se confirme a retoma e vão aparecendo sinais que a traduzam, para parar a desvalorização do dólar.
No mês passado houve alguma estabilidade no Euro/Dólar, a que não foi estranho o bom comportamento dos principais índices bolsistas.
Os actuais níveis do Dólar, baixos em relação ao Euro, não sendo preocupantes, pesam muito negativamente em empresas europeias com receitas em Dólares, existindo já algumas queixas da classe empresarial. Um valor acima de 1.20 Dólares por euro, terá influência muito negativa nas condições competitivas da Europa e o BCE intervirá.
O valor acima de 1.20 nunca foi alcançado desde o lançamento da moeda única em 1999.
Não deixa de ser curioso, que o Dólar já apresentou um valor teórico de 1.42, face ao cabaz europeu de moedas em 1995. Embora em 1995 não existisse euro em moeda real, a avaliação cambial de uma moeda pode ser efctuada teoricamente em qualquer altura. Faz-se em função do cabaz de moedas que o compoem.
Parece que o mercado terá psicologicamente uma certa atracção pela barreira de 1.20, como que uma certa atracção pelo abismo, pela fobia que esse número gerará nos exportadores e economia europeia. Contudo parece que pisará por algum tempo os 1.17. Estará daqui por 15 dias à volta desse valor que arrisco prognosticar.
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