A Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Económico (OCDE) reviu hoje a sua última previsão de crescimento para Portugal, estimando que a economia recue 0,8%. A última previsão apontava para um crescimento de 0,3%.
A Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Económico (OCDE) reviu hoje a sua última previsão de crescimento para Portugal, estimando que a economia recue 0,8%. A última previsão apontava para um crescimento de 0,3%.
Para o ano de 2004 a OCDE estima que haja um crescimento de 1,5%, que coincide com o limite superior do intervalo da previsão oficial do Governo. Esta previsão é também mais optimista com a recentemente avançada pela Comissão Europeia, que prevê um aumento de 1%.
A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional para 2005 é de 2,6%, de acordo com a mesma entidade. Para o mesmo ano a previsão de Bruxelas é de 2%.
No seu último relatório, a OCDE afirma que a recessão resultou numa «paragem na redução do défice fiscal, apesar dos esforços contínuos de consolidação».
Para a organização, a implementação forte e continuada de medidas estruturais já aprovadas «é essencial para dominar a despesa pública».
Medidas adicionais «serão necessárias para reduzir mais o défice estrutural a médio prazo».
A recuperação para 2004 é fortemente sustentada pelas exportações, que a OCDE estima irem crescer 5,1% no próximo ano, devendo acelerar para 6,6% em 2005. Este ano o aumento deverá ser de 3,3%, recuando as importações 3%
Ao contrário de Bruxelas, a OCDE traça um cenário também mais optimista para a evolução das finanças públicas portuguesas: o défice será contido abaixo do limite de 3% este ano (2,9%), mas irá colar-se aos 3% em 2004.
Recorde-se que a Comissão prevê derrapagens orçamentais acima dos 3%.
O desemprego continuará agravar-se, passando para 6,4% em 2003 para 6,5% em 2004, para depois recuar para 6% em 2005.
A OCDE, organização muito próxima dos Governos dos respectivos Estados-membros, estima que a inflação atinja os 3,3% este ano, descendo para 2,1% e 1,8% nos dois anos seguintes.
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