Eu não punha a questão em termos de correlação que é efectivamente mais forte no EUR/CHF em comparação com o USD. Mas se compararmos as volatilidades (entre eur/chf e usd/chf), particularmente em prazos mais curtos, verificamos que a do usd/chf é maior que a do eur/usd pelo que uma variação positiva do eur/usd induz a uma valorização (em teoria) ainda mais positiva do chf contra o usd. Ou seja uma queda forte no dólar pode provocar uma subida do chf contra o euro (não foi assim nos últimos anos e talvez aqui haja o factor do decréscimo dos juros na Suíça até valores muitíssimo baixos exactamente para desacelerar a subida do chf).
Naturalmente que os valores de variações de eur/usd e eur/chf são muito diferentes e por isso não faria sentido que se cobria o que quer que fosse com a carteira a 50/50. Mas se se investisse mais (o quanto é que é o problema!) em eur/chf do que em eur/usd a variação da carteira poderia ser nula, ganhando-se o diferencial dos juros por via da posição longa em euros em ambos os crosses.
Isto é naturalmente um exercício académico, mas pode do meu ponto de vista ter interesse na perspectiva de constituir uma carteira com menor risco e uma rentabilidade interessante.
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