Por vezes chega-se a por em causa a retoma dos EUA porque não está a criar os empregos necessários à diminuição significativa da taxa de desemprego, apesar de no último mês (Março) se terem criado 308 000 postos de trabalho, muito acima da média de 200 000 criados em circunstâncias normais da conjuntura actual.
Há algumas justificações que não são originados na fraqueza da retoma em curso, mas noutras causas que têm a ver com a constante inovação da Indústria e Serviços dos EUA.. Apontam-se duas grandes causas:
1) Constante aumento da produtividade: A economia americana, já o referi ontem, noutro post, produz cada vez mais produtos com cada vez menos trabalhadores, devido à inovação tecnológica que adapta ao seu aparelho produtivo. Então cria poucos empregos.
2) Muitas empresas dos sectores industriais e dos Serviços estão a deslocalizar-se para diversos paises emergentes, o que tem como consequência a deslocalização de muitos postos de trabalho para aqueles paises. Alguns milhões de empregos em poucos anos são retirados aos trabalhadores nos EUA, deixando de ser contabilizados para as taxas de emprego dos EUA.
Há ainda quem estranhe que a taxa de desemprego apesar da criação de 308 00 postos de trabalho em Março, suba uma décima percentual quando pareceia lógico que descesse. A taxa de desemprego é um rácio que tem no seu cômputo a população activa. Como o número da população activa é muito variável de mês para mês, devido à irregularidade dos fluxos de população que mensalmente aumentam essa população e outros fluxos que mensalmente a diminuem, essa irregularidade vai fazer flutuar a taxa de desemprego, não se podendo extrapolar esse facto meramente estatístico, como consequência da economia real.
Cocluindo: Parece que a economia americana vai alicerçando a sua retoma o que será benéfico para a economia da Europa. Aguardemos.
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