A Primeira Bolsa Electrónica

NASDAQ significa National Association of Securities Dealers Automated Quotations. Foi criado em 1971 como um sistema electrónico de cotações — uma inovação radical numa época em que as bolsas ainda funcionavam com pregão físico. Desde o início, atraiu empresas de tecnologia e crescimento, que valorizavam a modernidade e a eficiência do sistema.

A Bolha e a Recuperação

O NASDAQ é indissociável da bolha das dot-com. O índice subiu de 1.000 pontos em 1995 para mais de 5.000 em Março de 2000, antes de colapsar para 1.114 em Outubro de 2002 — uma queda de 78%. Empresas como a Pets.com, a Webvan e centenas de outras desapareceram.

Mas as empresas que sobreviveram — Amazon, Apple (que na altura negociava a preços de saldo), Google (que fez IPO em 2004) — tornaram-se gigantes. O NASDAQ acabou por ultrapassar o pico de 2000 em 2015 e continuou a subir impulsionado pela revolução digital.

O NASDAQ-100

O índice mais seguido é o NASDAQ-100, que inclui as 100 maiores empresas não financeiras cotadas. É dominado por tecnologia mas inclui também saúde, consumo e telecomunicações. É o índice preferido dos traders de futuros para exposição ao sector tecnológico.

A Revolução Electrónica

O NASDAQ (National Association of Securities Dealers Automated Quotations) foi criado em 1971 como a primeira bolsa totalmente electrónica do mundo. Enquanto a NYSE ainda tinha traders a gritar ordens no chão do pregão, o NASDAQ não tinha chão — tinha ecrãs. As cotações eram mostradas electronicamente e as ordens executadas por telefone e depois por computador.

Esta inovação atraiu exactamente o tipo de empresa que definiria o futuro: empresas de tecnologia. Nos anos 80 e 90, o NASDAQ tornou-se a casa natural das empresas tech que estavam a nascer — Apple (antes de migrar para a NYSE), Microsoft, Intel, Cisco, e mais tarde Google, Amazon, Facebook, Netflix. Era mais barato cotar no NASDAQ do que na NYSE, os requisitos eram menos rigorosos, e a cultura era mais inovadora.

A Bolha Dot-com: Ascensão e Queda

O NASDAQ é inseparável da bolha dot-com. O índice NASDAQ Composite subiu de 1.000 em 1995 para 5.048 em Março de 2000 — uma multiplicação por 5 em cinco anos. Empresas sem receitas, sem modelo de negócio e sem lucros tinham capitalizações de milhares de milhões. «Lucros» era uma palavra fora de moda — o que importava eram «page views» e «eyeballs».

Quando a bolha rebentou, o NASDAQ caiu 78% — de 5.048 para 1.114 em Outubro de 2002. Centenas de empresas faliram. Biliões de dólares evaporaram-se. O índice só recuperou o nível de 2000 em 2015 — 15 anos depois.

Mas — e é uma lição crucial — as empresas que sobreviveram (Amazon, Apple, Google, Microsoft) tornaram-se as mais valiosas da história. A bolha destruiu os especuladores mas não destruiu a tecnologia. A internet transformou o mundo exactamente como prometido — só não na timeline que os investidores de 2000 esperavam.

NASDAQ-100 vs NASDAQ Composite

O NASDAQ Composite inclui todas as ~3.000 empresas cotadas no NASDAQ. O NASDAQ-100 (NDX) inclui apenas as 100 maiores empresas não-financeiras — é o índice que a maioria dos investidores segue e que os ETFs replicam (QQQ nos EUA, EQQQ na Europa).

O NASDAQ-100 é dominado pelas «Magnificent Seven»: Apple, Microsoft, Alphabet (Google), Amazon, Nvidia, Meta (Facebook), Tesla. As top 10 representam mais de 50% do índice. É uma concentração extrema — quem compra um ETF do NASDAQ-100 está a fazer, essencialmente, uma aposta nas maiores empresas de tecnologia do mundo.

NASDAQ e o Investidor Europeu

O investidor europeu não pode comprar directamente o ETF americano QQQ (que replica o NASDAQ-100) devido à regulação PRIIPs. Mas existem equivalentes UCITS: o iShares NASDAQ 100 UCITS (CNDX) e o Invesco EQQQ NASDAQ-100 UCITS (EQQQ) replicam o mesmo índice, com custos similares, e são compráveis em qualquer corretora europeia. A exposição é idêntica — as mesmas 100 empresas com os mesmos pesos. A única diferença é o domicílio fiscal do fundo (Irlanda em vez dos EUA) e a moeda de denominação (euros em vez de dólares, embora a exposição cambial ao dólar exista em ambos os casos porque as empresas são americanas).

Para o Investidor

Investir no NASDAQ significa aceitar maior volatilidade em troca de maior potencial de crescimento. As empresas tecnológicas reinvestem lucros em vez de pagar dividendos, o que torna o NASDAQ menos adequado para estratégias de rendimento mas ideal para crescimento de capital a longo prazo. Um ETF sobre o NASDAQ-100 (como o QQQ) é a forma mais simples de obter esta exposição.