O que é

Imagine que quer investir nas 20 maiores empresas portuguesas. Poderia comprar acções de cada uma individualmente — o que exigiria muito capital e muitas transacções. Ou poderia comprar um ETF que replica o índice bolsista PSI-20, adquirindo exposição a todas essas empresas com uma única compra.

Os ETFs foram criados no início dos anos 1990. O primeiro e mais famoso é o SPDR S&P 500 (ticker: SPY), que replica o índice S&P 500 americano e é hoje o instrumento financeiro mais transaccionado do mundo.

Vantagens

Diversificação imediata — um único ETF pode dar exposição a centenas de empresas, reduzindo o risco específico.

Custos baixos — as comissões de gestão dos ETFs são muito inferiores às dos fundos de investimento tradicionais. Muitos cobram menos de 0,20% ao ano.

Liquidez — são comprados e vendidos em bolsa durante o horário de mercado, com preço em tempo real.

Transparência — a composição do ETF é pública e actualizada diariamente.

Tipos de ETFs

ETFs de índice — replicam um índice (PSI-20, S&P 500, MSCI World). São os mais populares.

ETFs sectoriais — focados num sector específico (tecnologia, saúde, energia).

ETFs de obrigações — investem em dívida pública ou corporativa.

ETFs de matérias-primas — dão exposição a ouro, petróleo, prata, etc.

Como investir

Para comprar ETFs, basta ter uma conta numa corretora que dê acesso às bolsas europeias ou americanas. A compra faz-se exactamente como se fosse uma acção — coloca-se uma ordem de compra com o ticker do ETF e a quantidade desejada.

Os ETFs são particularmente adequados para investidores que acreditam na estratégia «buy and hold» — comprar e manter a longo prazo, aproveitando o crescimento geral da economia.