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Com uma aparente retoma dos Mercados nos USA e Europa..nos por cá..PSI?

Iniciado por xubi2, Maio 30, 2008, 22:33

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xubi2

Podia ter sido pior




A sessão de ontem em todos os índices europeus foi de uma volatilidade extrema, imprópria para cardíacos, e não é para menos, depois de todas as notícias que se conhecem a todos os minutos. A última tem a ver com os rumores que circulam no mercado sobre o facto de que o governo norte-americano poderá acabar por resgatar a AIG (American International Group), o que fez com que todo o sector financeiro e segurador recuperasse dos mínimos da sessão e, em alguns casos, até invertesse para terreno positivo. De qualquer forma, está visto que o sector mais sensível a estas notícias é o financeiro, e conforme sejam estas assim se movem as cotações. Basta ver o movimento dos principais bancos europeus, por exemplo, o Santander, que depois de cair cerca de 5% terminou ligeiramente em terreno positivo. De qualquer modo, é provável que no curto prazo, a volatilidade continue a ser o pão-nosso de cada dia, ainda que também haja que recordar que precisamente quando esta cota em níveis extremos é que os mercados se voltam para retomar com força. Esperemos para ver a reacção do mercado à decisão tomada pela Fed no que toca à política monetária a seguir no curto prazo.


xubi2

Um último açoite?




A volatilidade converteu-se no pão-nosso de cada dia e já nem sequer é fiável o quão positivos encerrem os mercados do outro lado do Atlântico. A volatilidade (medida pelo índice VIX) continua em níveis altos mas ainda não arrisca leituras extremas. Tecnicamente, dá a sensação de que poderá restar-lhe um último estímulo baixista, à vista dos gráficos. E, convém sublinhar, que todos os índices se encontram imersos num perfeito canal descendente e a parte inferior, que deveria funcionar como suporte, encontra-se, em média e para a grande maioria dos índices mundiais, entre 3 a 5% abaixo dos níveis actuais, o que coincidirá com uma leitura extrema do VIX. Encontramos os suportes a vigiar de forma atenta nos 10.500 pontos do Dow Jones e nos 1.140-1.150 pontos do S&P500 e estes, "a priori", deverão funcionar. A nível macroeconómico, a notícia do dia foi a decisão por parte da SEC (entidade reguladora do mercado norte-americano) ao anunciar que a partir desta quinta-feira, às 12:01 horas de Nova Iorque, ficam proibido o "naked short selling", isto é, as vendas a descoberto em que o vendedor nem sequer possui os títulos que tomou emprestados para depois vender. A referida proibição será aplicável a todas as empresas cotadas.

Broker_Invest

Só não precebo porque é que nós "PSI20" não estamos acompanhar as subidas das outras praças, os Futuros dos EUA estão bem VERDES e nós cá Vermelhos. Isto assim não pode ser  ;D   ;)
Acho bem que a SEC proiba os "Short-Selling" andava muita gente a especular que empresa A ou X estava mal de finanças depois pimba! Além disso a SEC deveria acabar também com a Especulação malisiosa.

Abraço.
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

SaR

Citação de: Broker_Invest em Setembro 18, 2008, 13:18
Só não precebo porque é que nós "PSI20" não estamos acompanhar as subidas das outras praças, os Futuros dos EUA estão bem VERDES e nós cá Vermelhos. Isto assim não pode ser  ;D   ;)
Acho bem que a SEC proiba os "Short-Selling" andava muita gente a especular que empresa A ou X estava mal de finanças depois pimba! Além disso a SEC deveria acabar também com a Especulação malisiosa.

Abraço.

Não estamos a acompanhar as subidas, porque aquando das quedas também elas foram menores no PSI20.

Proibir o SS não vai resolver nada, se dúvidas houver é ver o que aconteceu no mercado japonês nas décadas de 80/90.
The place where I come from is a small town
They think so small
They use small words

Broker_Invest

Citação de: SaR em Setembro 18, 2008, 13:33

Não não estamos a acompanhar as subidas, porque aquando das quedas também elas foram menores no PSI20.

Aquando das quedas também elas foram menores no PSI20...


Caro SAR,

As quedas são menores nas sessões mas no GERAL, vamos muito, mas muito a Frente, o nosso PSI20 já leva um Tombo de +40% desde o inicio do ano, enquanto os outros ainda não chegaram sequer aos 30% de queda.

Abraços.
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

SaR

Citação de: Broker_InvestAs quedas são menores nas sessões mas no GERAL, vamos muito, mas muito a Frente, o nosso PSI20 já leva um Tombo de +40% desde o inicio do ano, enquanto os outros ainda não chegaram sequer aos 30% de queda.
Abraços.

Pois.
Uma coisa é a nossa ideia, outra totalmente diferente é a realidade dos factos e dos números (à data de 17/09).

Abraço e BN
The place where I come from is a small town
They think so small
They use small words

Beagle

Boa noite,

Mas na verdade, esta semana este tem sido o "prato" diário:

"As bolsas norte-americanas fecharam com o maior ganho desde Outubro de 2002 depois do senador Charles Schumer ter anunciado um plano permanente que pressupõe a criação de uma agência que irá injectar dinheiro nas companhias em dificuldades. O Dow Jones subiu 3,86%, o Nasdaq apreciou 4,78% e o S&P500 ganhou 4,32%."

Lança-se o pânico... a Europa cai... Portugal tomba... e os EUA lançam foguetes... no dia a seguir, repete-se... até à exaustão!

O nosso país é fantástico! Deve ser por isso que o pessoal emigra cada vez mais... e conta nas estatísticas do emprego criado...

Saudações.

dam

Citação de: Beagle em Setembro 19, 2008, 01:11
Boa noite,

Mas na verdade, esta semana este tem sido o "prato" diário:

"As bolsas norte-americanas fecharam com o maior ganho desde Outubro de 2002 depois do senador Charles Schumer ter anunciado um plano permanente que pressupõe a criação de uma agência que irá injectar dinheiro nas companhias em dificuldades. O Dow Jones subiu 3,86%, o Nasdaq apreciou 4,78% e o S&P500 ganhou 4,32%."

Lança-se o pânico... a Europa cai... Portugal tomba... e os EUA lançam foguetes... no dia a seguir, repete-se... até à exaustão!

O nosso país é fantástico! Deve ser por isso que o pessoal emigra cada vez mais... e conta nas estatísticas do emprego criado...

Saudações.

Concordo plenamente, Beagle.
Quanto aos números, desde os máximos recentes (Verão do ano passado) o mercado português só vai com uma perda dupla do mercado americano onde há uma série de empresas financeiras a falir, ou próximo!
Em Portugal com o constante aumento das taxas de juro a procissão só ainda vai no adro. Temos um dos mercados com as empresas mais endividadas. Se a coisa der para o torto algumas a apresentarem piores resultados, também poderão cair lá para a frente. A banca por agora está segura, poderá ir por arrasto devido às suas posições accionistas!

Para amanhã, talvez manhã positiva até abertura americana a assustar mais uma vez o frágil mercado nacional!
Por agora vou permanecer dentro com a esperança que no final os fortes fundamentais prevaleçam. Já estive a perder o dobro e não foi o fim do mundo. Em Julho/Agosto consegui um pequeno balão de oxigénio!

Cumprimentos

Beagle

Bom dia dam,

Continuo a pensar que os investidores institucionais da maioria das empresas do PSI-20 , dentro dos títulos têm box positions (long e short)... vendendo curto e cobrindo "a si próprios"... tudo sob a complacência da CMVM que parece nem saber o que é isto do short-selling (venda a descoberto).

Estes senhores institucionais já perceberam que em Portugal, neste momento só se ganha fazendo o que estão a fazer e então toca a fazê-lo, mesmo que o sentimento dos mercados seja positivo.

Enquanto a CMVM tenta estudar o que é isso do short-selling, vamos continuar a ter dias como o de ontem...

Saudações.

xubi2

Segunda Feira 22/09/2008   
Título Descrição Hora

Banco de Portugal Boletim Estatístico 00:00

INE  Divulga Índice de Preços na Produção Industrial, referente ao mês de Agosto. 00:00



Terça Feira 23/09/2008   
Título Descrição Hora

EUA Secretário do Tesouro, Henry Paulson, e presidente da Reserva Federal, Ben Bernanke, vão ao Senado dos EUA falar sobre a crise financeira. 15:00

Eurostat  Divulga índice PMI para a indústria, referente ao mês de Agosto [anterior: 47,6 pontos ; estimativa: 47,3 pontos]  09:00

Eurostat Divulga índice PMI para os serviços, referente ao mês de Setembro [anterior: 48,5 pontos ; estimativa: 48,0 pontos] 09:00

Eurostat  Divulga novas encomendas na indústria na Zona Euro, em Julho [anterior: -0,3% ; estimativa: -0,7%] 09:00



Quarta Feira 24/09/2008   
Título Descrição Hora

EUA Venda de casas usadas, referente ao mês de Agosto [anterior: 5 milhões ; estimativa: 4,95 milhões]. 13:30

Alemanha Índice de clima económico do instituto Ifo, na Alemanha, em Setembro [anterior: 94,8 pontos ; estimativa: 94,1 pontos] 09:00



Quinta Feira 25/09/2008   
Título Descrição Hora

EUA Encomendas de bens duradouros, referentes ao mês de Agosto [anterior: -1,3% ; estimativa: -1,5%] 13:30

EUA Novos pedidos de subsídio de desemprego nos EUA, na semana passada [anterior: 455 mil ; estimativa:450 mil] 13:30

EUA Venda de casas novas nos EUA, referente ao mês de Agosto [anterior: 515 mil ; estimativa: 510 mil] 13:30

Eurostat Divulga evolução da massa monetária na Zona Euro em Agosto [anterior: 9,6% ; estimativa: 9,3%] 09:00

Alemanha  Índice GfK, que mede a confiança dos consumidores, referente ao mês de Outubro [anterior: 1,5 pontos ; estimativa: 1,5 pontos] 07:10



Sexta Feira 26/09/2008   
Título Descrição Hora

EUA Confiança dos consumidores, medido pela Universidade Michigan, referente ao mês de Setembro [anterior: 73,1 pontos ; estimativa: 71 pontos]. 15:00

EUA Números finais sobre o Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre [anterior: 3,3% ; estimativa: 3,3%]. 13:30




xubi2

Sem palavras




Poucas vezes vimos uma sessão como a de sexta-feira e para isso será necessário pegar num gráfico de longo prazo e ver o que aconteceu em crises anteriores. O fecho semanal tira o hipo, já não tanto pela valorização na semana (que não é grande coisa) senão pela formação técnica em forma de martelo que deixaram todas as bolsas mundiais e com volumes de negociação muito elevados. Alguns dos índices principais atingiram o maior volume da sua história. Mas não é apenas isso porque, se recordam, em vários dos comentários que ontem fizemos advertimos sobre a importância dos suportes que se estavam a alcançar assim como do "pânico" que se sentia no ar e que ficava reflectido no índice VIX de volatilidade que se encontrava a registar leituras extremas. Assim, no final registou-se a retoma e, como sempre, surpreendendo toda a gente pela força da mesma. Para as próximas sessões dá a sensação de que os principais mercados deverão tentar procurar, pelo menos, os níveis máximos de inícios de Setembro e que correspondem aos seguintes níveis (DOW JONES: 11.800 pontos, S&P: 1.300 pontos, NASDAQ 100: 1.915 pontos, Futuros do DAX: 6.565 pontos e futuros do DJ EuroStoxx50: 3.435 pontos). Em qualquer caso, não devemos cair no erro de pensar que o pior já passou porque ainda é muito cedo para poder confirmá-lo, sobretudo porque apesar da força da subida todos os índices do mundo continuam a construir máximos e mínimos decrescentes e isso não é mais do que a definição de uma tendência baixista...ainda que por algum lado haverá que começar, não?

xubi2

 



A vida não é como os analistas pensam 

           

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Na sexta-feira da semana passada, a Lehman Brothers, uma sólida e reputada casa financeira com 158 anos de história e quarto maior banco de investimento dos Estados Unidos, por onde qualquer graduado em Harvard desejaria começar a carreira, tinha activos líquidos de 42 mil milhões de dólares. Na segunda-feira desta semana, protagonizava a maior falência de sempre dos Estados Unidos, lançando no desemprego 25 mil trabalhadores altamente qualificados em vários países.

Nessa mesma segunda-feira, o Bank of America comprava por 50 mil milhões de dólares a Merrill Lynch, outra casa financeira histórica - para no dia seguinte, terça-feira, o mundo acordar com o credo na boca face à possível falência da maior seguradora americana, a AIG (American International Group), a quem na quarta-feira a Reserva Federal norte-americana (FED) decidiu pôr a mão por baixo, concedendo-lhe um empréstimo de 85 mil milhões de dólares.

Em vez de acalmar os mercados, a operação ainda os alarmou mais e outros dois históricos bancos de investimento, Goldman Sachs e Morgan Stanley, sofreram quedas recordes nas suas acções de 26% e 44%, crescendo os rumores de que poderão ser as próximas vítimas.

Na quinta-feira foi a vez de o banco inglês Lloyds comprar o seu rival escocês HBOS, que perdeu três quartos do seu valor só este ano e da bolsa russa estar suspensa todo o dia para evitar perdas arrasadoras.

Nesse mesmo dia, os bancos centrais da Europa, Estados Unidos, Japão, Canadá, Inglaterra e Suíça voltaram a injectar liquidez no mercado (o valor já ultrapassava os 200 mil milhões de dólares nos três primeiros dias da semana), mas a instabilidade permanecia elevadíssima.

Na Europa, a preocupação é com a UBS, uma das maiores instituições financeiras do Velho Continente, que já teve de assumir perdas de 30,9 mil milhões de euros por causa da crise do "subprime" e de 212 milhões de euros por causa da falência da Lehman. Nos três primeiros dias da semana, as acções da UBS perderam 33% do seu valor.

Tiremos então algumas conclusões destes dias de verdadeiro horror económico e que vêm na sequência de uma peça que está já há um ano em cena.

1) Não, a crise, financeira e económica, não acabou. Vai haver novas vítimas nos Estados Unidos, nomeadamente entre os bancos de investimento (Morgan Stanley e Goldman Sachs estão na calha), mas também em instituições financeiras regionais e locais.

2) Sim, o que aconteceu levanta a questão de se saber se haverá vida autónoma para os bancos de investimento depois desta crise ou se só continuarão a existir integrados em grandes bancos comerciais.

3) Não, as vítimas não serão apenas nos Estados Unidos. Já houve duas no Reino Unido (Northern Rock e agora o HBOS) e outros bancos europeus vão enfrentar fortes tempestades, porque os "hedge funds", que têm andado entretidos no mercado americano, podem vir a atacar bancos europeus mais vulneráveis. Contudo, o risco de falência da UBS está afastado. A UBS "é" a Suíça - e a Suíça não o deixará falir.

4) Sim, a supervisão bancária nos Estados Unidos falhou redondamente (responsável: Alan Greenspan), ao permitir que os bancos criassem produtos financeiros cada vez mais complexos, de altíssimo risco, com os quais eram alavancados os balanços.

5) Sim, as auditorias internas dos bancos norte-americanos também falharam redondamente, ao permitir que este caminho fosse prosseguido ao longo de anos e anos sem reparos.

6) Sim, os banqueiros são grandes responsáveis por esta crise, ao sancionarem um caminho assente em balanços muitíssimo alavancados nestes produtos, como forma de garantirem chorudos bónus (em 2007, o presidente da Merryll recebeu 10,6 milhões de euros, o da Lehman 3 milhões, o da AIG 2,7 milhões, o da Fannie Mae 1,6 milhões e o da Freddie Mac 1,5 milhões), em detrimento de uma gestão sólida, conservadora e prudente.

6) Não, a vida não é sucessivamente em alta como os analistas pensam. Não acontece com cada um de nós, não acontece com as empresas. Por isso, foram completamente incapazes de prever o colapso da Lehman ou da AIG. Será que depois disto as indicações destes jovens de pouco mais de 20 anos que influenciam tão decisivamente as cotações continuarão a ser aceites acriticamente pelos mercados?

7) Sim, os juros vão aumentar, porque os bancos não confiam nos seus pares e não lhes emprestam dinheiro.

8) Sim, o sector financeiro vai encolher, mas haverá instituições ainda maiores, o que levanta um problema filosófico: a partir de agora nunca os governos deixarão falir estes grandes grupos por causa do impacto que tal provocaria? É que isso dará dois sinais: que há que crescer a todo o custo, porque é um seguro de vida; e que a irresponsabilidade não será castigada.

9) Sim, esta crise tem por pano de fundo um terramoto ainda maior: uma colossal transferência de riqueza, estimada anualmente em mais de três triliões de dólares, para os países produtores de petróleo e para várias potências emergentes. As ondas de choque da crise financeira serão assim aprofundadas à medida que esta revolução se acentuar e consolidar.

Nicolau Santos



xubi2

Banco de investimentos dos EUA carece de liquidez
Japonês Mitsubishi compra até 20 por cento do Morgan Stanley 

Por PÚBLICO
O gigante financeiro japonês Mitsubishi UFJ vai adquirir entre dez a 20 por cento do capital do congénere norte-americano Morgan Stanley, banco que se encontra com grandes dificuldades financeiras e que irá abandonar a sua vertente de investimentos.

A Bloomberg online estima o esforço de investimento japonês nesta operação em 900 mil milhões de ienes (5,8 mil milhões de euros), valor que avalia a instituição financeira americana muito perto dos 30 mil milhões de euros.

O Morgan Stanley demonstrou na semana passada, no auge da crise dos mercados financeiros, o desejo de receber parceiros para injectar liquidez no banco. A falência do congénere Lehman Brothers precipitou os acontecimentos no sector financeiro, com os grandes bancos norte-americanos a verem afundar os seus títulos em bolsa e a liquidez a desaparecer de um momento para o outro.

xubi2


 

Portugal PSI20 8320 (0.04%) Zon Multimédia 5.580 (6.38%) EDP Renováveis 6.060 (-3.79%)

Após os fortes ganhos observados na 6ª feira, e que conferiram ao PSI20 a maior valorização de sempre, a praça portuguesa fechou praticamente inalterada.
No entanto, observou-se uma «overperformance» relativa face aos mercados europeus, devido ao comportamento da Galp Energia.
A Galp acompanhou a subida do preço do crude ao valorizar-se mais de 5%, revertendo assim o comportamento da semana passada e contrariando a recente tendência de «underperformance» face ao sector.
Para o cenário nacional contribuíram ainda os ganhos da Zon, da Jerónimo Martins, da Cimpor, da Brisa e da Portugal Telecom.
Pelo contrário, a penalizar o PSI20 transaccionaram os títulos da EDP e da EDP Renováveis, bem como do BCP que deslizou 3.70% para os 1.246 euros.
A Mota Engil recuou, após a notícia de que não conseguiu garantir a sua pré-qualificação no concurso de adjudicação da construção de uma auto-estrada na Eslováquia.

Europa Ibex 11348 (-1.82%) Dax 6107 (-1.32%) CAC 4223 (-2.34%)

O primeiro dia da semana começou em baixa para as praças europeias, não obstante os ganhos conseguidos no sector energético, como resposta à subida do preço do petróleo.
Por outro lado, e tal como tinha sido adiantado no «Diário de Bolsa», após os ganhos de sexta-feira passada, observou-se uma realização de mais valias por parte dos investidores.
A condicionar a sessão estiveram ainda os temores dos investidores relativos a uma série de alterações que alguns congressistas querem fazer ao plano do Secretário de Estado norte-americano Paulson. De lembrar que o Tesouro norte-americano decidiu criar um fundo que assimilasse os instrumentos de crédito das instituições em apuros.
No sector financeiro, foi noticiado que o maior banco de investimento japonês, o Nomura Hodings, poderá adquirir a banca de investimento da Lehman Brothers na Europa e unidades de activos, depois do Barclays ter demonstrado apenas interesse por uma das divisões.
A par da subida do preço do crude, esteve também o contínuo aumento do preço do ouro, espelhando assim uma «fuga para a qualidade» perante a actual conjuntura dos mercados.
Esta tendência do preço do petróleo acabou por desencadear uma pressão vendedora nas acções pertencentes aos sectores do retalho e dos transportes.

Wall Street S&P 1227 (-2.16%) Nasdaq100 1705 (-2.24%) Dow Jones 11166 (-1.95%)

Após o forte «rally» dos últimos dois dias, os índices bolsistas norte-americanos transaccionavam em território negativo, com todos os sectores a caírem. Nota para a «outperformance» relativa do sector energético.
De salientar a queda registada nos bancos regionais, em virtude dos atrasos que a aprovação dos planos do Governo do país para «salvar» o sector financeiro possa sofrer no Congresso.
Ainda dentro do mesmo contexto, e no início da tarde, um dos maiores bancos japoneses, o Mitsubishi Financial, anunciou que vai comprar até 20% do Morgan Stanley.
Em trajectória ascendente, transaccionavam as acções da Microssoft e da HP, após o anúncio de recompra de acções.