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Com uma aparente retoma dos Mercados nos USA e Europa..nos por cá..PSI?

Iniciado por xubi2, Maio 30, 2008, 22:33

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skygod

pode ser que os mercados reajam bem amanha de forma a fazer umas mais-valias interessantes  ;D
Nunca discutas com um idiota, ele arrasta-te ate' ao nivel dele e ganha-te em experiencia.

xubi2

Só há olhos para o "plano de resgate"


Apesar do susto da manhã, quando foram conhecidas as dúvidas de que pudesse não ser aprovado o "plano de resgate" para a economia norte-americana, os mercados conseguiram recuperar bastante desde os mínimos da sessão à medida que circulavam rumores nos mercados não de que não fosse aprovado, senão que poderia atrasar-se. De entre os dados mais importantes conhecidos, e todos do outro lado do Atlântico, destacamos: o Índice manufactureiro de Chicago de Setembro (terça-feira), pedidos de hipotecas e índice ISM manufactureiro do mês de Setembro (quarta-feira). Mas o dado mais importante se dará a conhecer na última sessão da semana: o relatório de emprego (espera-se uma subida de 6,1%). Tecnicamente, o que foi vivido durante a semana, encaixa na perfeição dentro do que será uma "consolidação" do movimento baixista da semana anterior, onde os mercados registaram subidas históricas, há precisamente uma semana. Além disso, se superarem os referidos máximos, do dia 19 de Setembro, confirmar-se-ia um novo impulso ascendente que poderá levar os índices até aos máximos de inícios do presente mês.

xubi2

Congresso dos EUA fecha acordo sobre pacote econômico

BBC Brasil

Líderes dos partidos Republicano e Democrata no Congresso dos Estados Unidos chegaram neste domingo a um acordo para aprovar o pacote de US$ 700 bilhões apresentado pelo governo para socorrer o setor financeiro. Segundo o senador republicano Judd Gregg, os congressistas acertaram detalhes do projeto, depois de negociações que se estenderam por todo o final de semana.

A previsão é de que o plano seja votado na Câmara dos Representantes nesta segunda-feira e chegue ao Senado até quarta-feira.

"Nós demos ao secretário (do Tesouro, Henry Paulson) a autoridade e os recursos e a flexibilidade necessária... para conseguir ir adiante e estabilizar os mercados de crédito", disse Gregg.

O governo americano quer que o acordo seja anunciado oficialmente antes da abertura dos mercados asiáticos na segunda-feira.

Congresso deveria ter entrado em recesso na sexta-feira, mas teve de realizar uma rara sessão no fim de semana devido à necessidade de um acordo sobre o plano.

Intervenção
O pacote representa a maior intevenção nos mercados desde a Grande Depressão da década de 30 e tem como objetivo principal retirar do mercado os "créditos podres" ligados à crise de hipotecas que estão em poder do mercado financeiro nos Estados Unidos.

O governo pretende comprar esses papéis para retirá-los da mão das empresas, fazendo com que sua situação financeira melhore, diminuindo o risco de falência e, em tese, aumentando o volume de dinheiro e crédito à disposição do mercado em geral.

Um esboço do acordo, divulgado no início deste domingo, dá ao secretário do Tesouro o poder de supervisionar o plano de dois anos.

De acordo com a correspondente da BBC em Washington Kim Ghattas, aparentemente todas as exigências dos democratas foram incluídas no projeto, incluindo a liberação gradual dos recursos, a maior supervisão do pacote por parte do Congresso e limites de pagamento para executivos de companhias que buscarem socorro financeiro.

A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disse que o novo acordo prevê a liberação de US$ 250 bilhões imediatamente e de outros US$ 100 bilhões quando for decidido pelo presidente George W. Bush.

Os US$ 350 bilhões restantes, porém, só serão liberados após aprovação do Congresso.

Também estão previstos mecanismos para proteger os contribuintes, que receberiam ações e oportunidades de lucro relacionadas a qualquer título negociado.

Os dois candidatos à Presidência americana, o republicano John McCain e o democrata Barack Obama, saudaram o fechamento do acordo.

xubi2

Governos da Bélgica, Holanda e Luxemburgo assumem controle do Fortis

Bruxelas, 28 set (EFE).- O banco Fortis ficará sob controle público, segundo o acordo alcançado hoje pelas autoridades da Bélgica, Holanda e Luxemburgo, que injetarão na entidade um total de 11,2 milhões de euros em troca de 49% do capital das divisões de bancos em cada um dos três países.

O Estado belga dará 4,7 milhões de euros; o holandês, 4 milhões de euros, e o luxemburguês, 2,5 milhões de euros.

Com esta decisão, os três Governos tentam garantir a estabilidade do Fortis, uma das entidades européias que foi mais atingida pelas turbulências financeiras.

Além disso, o Fortis - grupo bancário e de seguros belga-holandês - vai se desfazer dos ativos do ABN Amro, que passarão para as mãos do holandês ING a um preço de 10 milhões de euros.

O Fortis comprou parte do ABN Amro no ano passado - o resto foi dividido entre o britânico RBS e o espanhol Santander - por 24 milhões de euros, mas já havia tido que vender algumas divisões para obter o sinal verde das autoridades de concorrência.

O acordo definido pelos máximos responsáveis políticos dos três países, em colaboração com os supervisores financeiros, também estabelece que o presidente do Conselho de Administração do Fortis, Maurice Lippens, terá que deixar o cargo.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, foi hoje a Bruxelas para participar das negociações a fim de salvar o Fortis da quebra, em conversas que tinham começado na sexta-feira.

Os problemas do Fortis começaram no ano passado, com a explosão da crise das hipotecas de "alto risco", pouco após finalizar a operação de compra do ABN Amro junto com o RBS e o Santander.

A necessidade de liquidez para pagar sua parte, em um contexto de desconfiança crescente nos mercados, levou o Fortis a realizar em junho uma ampliação de capital, decisão que foi mal recebida pelos mercados e que custou o cargo do então executivo-chefe, Jean-Paul Votron.

Seu sucessor, Herman Verwilst, durou menos de três meses no cargo, pois foi afastado na sexta-feira passada, em meio a rumores sobre a solidez financeira do Fortis e com os títulos da entidade em queda livre na bolsa.

Beagle

Citação de: Beagle em Setembro 28, 2008, 00:23
(...)
Como temos 5 horas de diferença para New York, não me admirava que tivéssemos mais um dia no encarnado seguido por mais um rally verdinho em Wall Street... as usual...

A primeira parte já está... a Europa (Portugal incluído) a sofrer por antecipação. Claro que estou a ironizar... o que se está a passar é os Market Makers a tentarem fazer um sweep total em todos aqueles que têm as suas stop losses definidas e colocadas... limpar para acumular em favor dos seus clientes "poderosos" (os que movimentam milhões...)... estes clean sweeps vão gerando mínimos intraday sucessivamente mais baixos... para no final (ou amanhã) tudo voltar onde estava ou acima...

Mas com a Europa no encarnado, só falta agora os EUA fecharem bem no verde para se confirmar o resto da "profecia" habitual... só é impressionante verificar como é que ainda há gente a cair nesta manipulação dos preços.

Saudações.

xubi2

Câmara dos EUA rejeita pacote; votação está em aberto

- A Câmara dos EUA rejeitou o pacote de socorro ao sistema financeiro. Foram 207 votos a favor e 226 contra. O Partido Democrata, de oposição ao governo do presidente George W. Bush, deu 141 votos a favor do pacote e 94 contra. O Partido Republicano, de Bush, deu apenas 66 votos a favor e 132 contra. Um deputado não votou. Os números não são definitivos, porque o processo de votação não foi formalmente encerrado. (Renato Martins)


 

xubi2

McCain quer levar todos de volta para a mesa de negociações

DES MOINES, EUA (AFP) — O candidato republicano à presidência americana, John McCain, declarou nesta segunda-feira que quer "levar todos de volta à mesa de negociações", depois da rejeição do plano de resgate dos bancos pela Câmara de Representantes dos Estados Unidos.

Durante uma coletiva em Des Moines (Iowa, centro dos EUA), McCain explicou que deseja "desempenhar um papel construtivo e levar todo mundo de volta à mesa de negociações".

"Peço ao Congresso que volte imediatamente ao trabalho para resolver esta crise", disse o candidato republicano. "Agora não é hora de determinar quem são os culpados, e sim de resolver o problema".

McCain também afirmou ter conversado por telefone com o secretário do Tesouro, Henry Paulson, e com o presidente do Fed, Ben Bernanke, antes de viajar a Colombus, em Ohio (norte dos EUA), para um comício.

Contrariando todas as previsões, a Câmara de Representantes dos Estados Unidos rejeitou, por 228 votos a 205, o plano de Paulson, que estipula a liberação de 700 bilhões de dólares para recomprar os créditos podres acumulados pelos bancos no setor imobiliário.

Esta rejeição, inesperada no dia seguinte de um acordo entre o governo e os principais líderes do Congresso, provocou a pior queda da história em Wall Street, com a Bolsa de Nova York despencando 6,71%.

xubi2

Câmara dos EUA deve se reunir de novo na quinta-feira




A Câmara dos Representantes (deputados) dos Estados Unidos decidiu se reunir novamente na quinta-feira, depois de os mercados financeiros terem reagido em forte queda à rejeição do pacote de ajuda de US$ 700 bilhões ao sistema financeiro na votação de hoje à tarde, informa a Associated Press (AP). Líderes da Câmara disseram que voltarão a se reunir depois do feriado de Rosh Hashanah (Ano Novo judeu) em vez de entrar em recesso anual. As informações são da agência Dow Jones. (AE)

xubi2

McCain pede que Tesouro dos EUA atue por conta própria
Agência ANSA


WASHINGTON - O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, John McCain, pediu hoje ao tesouro norte-americano que atue de forma independente, sem esperar que o Congresso aprove o pacote de ajuda financeira, e compre US$ 1 bilhão em hipotecas que estão bloqueando o sistema de crédito.

- O Tesouro tem à sua disposição cerca de US$ 1 bilhão que pode começar a usar, sem a autorização parlamentar, para comprar algumas dessas terríveis hipotecas e ajudar a estabilizar a situação - disse McCain em declarações pela televisão.

O republicano disse que apresentou a idéia ao presidente George W. Bush durante uma conversa por telefone. McCain também sugeriu que a agência federal que supervisiona os bancos eleve de US$ 100 mil para US$ 250 mil o montante dos depósitos protegidos pela garantia do Estado.

- Devemos seguir adiante enquanto projetamos essa lei de resgate financeiro - afirmou o senador, acrescentando que fará o possível para salvar a economia dos Estados Unidos: 'Inclusive colocarei minha campanha de lado se necessário', garantiu.

McCain se disse "desiludido" com o resultado da votação da última segunda-feira na Câmara dos Representantes, onde o pacote de ajuda de US$ 700 bilhões não foi aprovado.

- A inação não é uma opção. Não podemos permitir que uma crise em nossas finanças se converta em uma crise de confiança. A inação será muito mais prejudicial do que tomar medidas impopulares - completou

xubi2

Para S&P, crise atual poderá pôr fim a excessos de últimas décadas

Juliana Rangel - O Globo


A S&P divulgou, nesta terça-feira, um relatório em que diz que as atuais dificuldades enfrentadas pelas instituições financeiras porão fim a muitos dos excessos das duas últimas décadas.

"O apetite de risco e a exposição deverão ser reduzidos e os bancos, sem incentivo para tomar risco excessivo em busca de altos retornos, poderão declinar de políticas finaneiras agressivas. No fim, com alguma mudança em termos de regulação, os participantes do mercado talvez estejam melhor equipados para se proteger de conseqüências mais ásperas do mercado", disse a agência, em um relatório intitulado "Quando a fumaça baixar, o que acontecerá com as próximas instituições financeiras americanas?".

De acordo com a S&P, o governo está preparado para tomar ações de curto prazo para dar alívio aos mercados, mas também está tocando reformas que terão implicações de longo prazo.

"Na nossa opinião, a indústria financeira irá provavelmente tornar-se um componente menor da economia como um todo, já que os recursos ficarão mais focados em seus negócios principais e menos concentradas em atividades tangenciais que não tenham uma correlação direta com seus clientes. As carteiras poderão tornar-se menores e mais líquidas, enquanto as regras de capitalização serão maiores que as atuais. Com menor alavancagem, a lucratividade deverá cair em relação aos picos recentes", diz o estudo.

A S&P também prevê que investidores institucionais, inclusive bancos, seguradoras e gestoras de ativos terão em suas carteiras instrumentos financeiros menos complexos.

"Não achamos que os relógios voltarão para o tempo em que os bancos apenas aceitavam depósitos e faziam empréstimos. O mercado de capitais americano prosperou em inovações. Esperamos que o desenvolvimento de novos produtos continue, mas provavelmente de forma menos agressiva, acrescentando valor a clientes e balanceando o risco e o retorno financeiro", disse a S&P.

xubi2

Quem o havia de dizer?




Tendo em conta como encerraram ontem as bolsas do outro lado do Atlântico podia pensar-se que a sessão de hoje seria claramente baixista, de um autêntico pânico vendedor. Contudo, as descidas, ainda que importantes, não foram preocupantes. O mais importante da sessão é que os mercados acabaram por fechar em terreno positivo, contra todas as previsões. Mas já advertíamos esta manhã que a situação actual era de absoluto pânico e isso ficava reflectido na leitura extrema do índice VIX que mede a volatilidade e, sempre que isto acontece, os mercados acabam por construir um fundo. Entre os dados macroeconómicos que foram anunciados do outro lado do Atlântico, destacamos o Índice manufactureiro de Chicago (NAPM) correspondente ao mês de Setembro, que se situou nos 56,7 pontos face aos 53 pontos previstos (melhor do que o esperado pelo consenso). Por outro lado, o dado de confiança do consumidor também foi melhor do que o previsto, ao situar-se nos 59,8 pontos face aos 55 pontos esperados. Apesar da incerteza que representa a aprovação do "plano de resgate financeiro", começa a surgir no mercado o rumor de que o BCE poderá descer as taxas de juro em breve (daí a forte queda do euro na sessão de hoje). Também os Fundos Federais descontam que muito provavelmente a Reserva Federal reduza o preço do dinheiro na sua próxima reunião em 25 pontos (100% de probabilidade) e inclusive começa a descontar-se que o faça em 50 pontos básicos (32% de probabilidade).

xubi2

Como reagirá o mercado à decisão do Congresso?




O mercado reflectirá amanhã a decisão que no Congresso se tome hoje sobre a aprovação ou não do "plano de resgate financeiro". A aprovação não significará em si nenhuma alteração, já que necessitaria de ser aprovada logo pelo Congresso e pelo seu presidente. Assim, é provável que um "sim" não produza nenhuma mudança significativa na evolução dos mercados no mais curto prazo, sobretudo porque dá a sensação de que a aprovação definitiva se prolongará no tempo e isso não é bom para as bolsas. No entanto, um resultado negativo seria uma catástrofe para os mercados. Se há algo que de facto fará mal às bolsas é que a incerteza se prolongue no tempo. A nível macroeconómico conhecemos há pouco mais de uma hora o dado do ISM Manufactureiro do mês de Setembro, que se situou nos 43,5 pontos face aos 49,5 pontos previstos e aos 49,9 pontos anteriores. Este dado foi claramente pior do que o esperado mas foi mitigado, em parte, pelo ISM de preços pagos que se fixou nos 53,3 pontos face aos 73 pontos. Por outro lado, os gastos de construção mantiveram-se inalterados durante o mês de Agosto, Contudo, a variação do mês anterior foi revista em baixa, para uma queda mensal de 1,4%, face à descida de 0,6% relativa à estimativa preliminar. A nível sectorial e para a Zona Euro destacamos o interessante comportamento por parte do sector das telecomunicações, através da Telefónica, Deutsche Telekom e France Telecom.

Beagle

Boa noite,

Se o NÃO voltar a vencer, voltaremos ao nível de há 2 dias... mas decerto nesta altura já existirá um backup plan para essa situação, tal como por exemplo uma intervenção directa do Tesouro americano como alguns analistas têm sugerido.

Se vencer o SIM ele ficará dependente do voto do Congresso, mas a avaliar pelas palavras da Senhora que no outro dia falou em nome do Congresso, este irá confirmar esse SIM.

Como irá o mercado reagir a esse SIM? Provavelmente melhor que a um NÃO... resta saber a amplitude dessa positividade.

Saudações.

xubi2

Novamente mais volatilidade


Durante a tarde, vimos os mercados inverterem com força para terreno negativo depois de estarem em terreno positivo durante grande parte da sessão. Talvez, a desculpa esteja nas declarações do Fundo Monetário Internacional (FMI), que advertiu os mercados de uma "probabilidade substancial" de uma "pioria brusca" nos Estados Unidos. Também se poderá justificar parte das quedas como consequência do aumento de capital anunciado pela gigante General Electric. As acções desta companhia recuavam cerca de 10% depois de advertir o mercado de que poderá levar a cabo um aumento de capital no valor de 12.000 milhões de dólares, com um desconto de 9,2% sobre o valor actual das suas acções. De qualquer forma, o maior destaque da sessão não é outra coisa senão a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de manter inalterada a taxa de juro da Zona Euro, se bem que parece que "as condições agora são mais propícias para um futuro corte de juros" (algo impensável até há muito pouco tempo). Tecnicamente pouco podemos acrescentar que não tenhamos comentado há dias atrás pois a volatilidade continua a ser muito alta (o VIX cota agora acima dos 43 pontos) e isso, quase sempre, é sinal de fundo de mercado, ainda que não possamos descartar um último susto.

xubi2

 
Principais datas da crise ???

A seguir as principais datas da crise dos créditos hipotecários de risco ("subprime"), que se converteu numa crise financeira planetária e em um desafio político para os governos do mundo todo.

- Fevereiro de 2007: os créditos hipotecários insolventes nos Estados Unidos se multiplicam e provocam as primeiras concordatas e falências de bancos especializados do setor.

- Junho: o banco nova-iorquino Bear Stearns anuncia o colapso de dois de seus fundos especulativos em função dos "subprimes".

- Agosto: as bolsas caem diante dos riscos de contágio da crise. Os bancos centrais, entre eles o Federal Reserve americano (Fed) e o Banco Central Europeu (BCE), intervêm para conceder mais liquidez aos mercados.

- 14 de setembro: o Banco da Inglaterra (BoE) salva o Northern Rock, o quinto banco de empréstimos imobiliários na Grã-Bretanha, ameaçado de falência por correntistas que fazem fila em suas agências para retirar seu dinheiro.

- Outubro/dezembro: vários grandes bancos anunciam importantes desvalorizações de ativos.

- 22 de janeiro de 2008: o Fed baixa reduz sua taxa básica em três quartos de ponto, a 3,50%; a amplitude da redução é excepcional.

- 17 de fevereiro: o governo britânico nacionaliza o agonizante Northen Rock.

- 11 de março: os bancos centrais conjugam novamente seus esforços para aliviar o mercado de crédito.

- 16 de março: o gigante norte-americano JPMorgan compra o banco de investimentos Bear Stearns pela soma irrisória de 236 milhões de dólares, com ajuda do Fed. O preço de compra seria quintuplicado uma semana mais tarde.

- Julho-agosto de 2008: o Tesouro americano anuncia um plano de resgate dos grupos de refinanciamento hipotecário Freddie Mac e Fannie Mae e oferece garantias de até 100 bilhões de dólares para as dívida de cada uma dessas instituições.

- 15 de setembro: o banco de investimento americano Lehman Brothers se declara em concordata. Seu concorrente Merrill Lynch é vendido de emergência para o Bank of America por 50 bilhões de dólares.

Dez bancos internacionais criam um fundo de emergência de 70 bilhões de dólares para atender a suas necessidades mais urgentes. O Fed aceita receber dos bancos os títulos considerados de risco em troca de dinheiro fresco, enquanto outros bancos centrais abrem suas válvulas de crédito.

Todas essas medidas não impedem uma forte queda das bolsas mundiais.

- 16 de setembro: o Fed e o governo americano nacionalizam de fato o grupo de seguros American International Group (AIG), ameaçado de falência, concedendo-lhe um crédito de 85 bilhões de dólares em troca de 79,9% de seu capital.

- 17 de setembro: as bolsas mundiais continuam caindo e o crédito se esgota no sistema financeiro.

- 18 de setembro: o banco britânico Lloyd TSB compra seu concorrente HBOS, ameaçado de falência. O Fed eleva o total de suas operações de "swap" com outros bancos centrais a 180 bilhões de dólares.

As autoridades americanas anunciam que prepararão um plano para sanear os bancos de seus ativos podres.

- 19 de setembro: as bolsas mundiais disparam depois do anúncio do plano de resgate americano.

- 21 de setembro: o secretário do Tesouro americano comunica os primeiros detalhes do plano e começam as negociações entre o governo republicano e o Congresso democrata para aprová-lo.

- 22 de setembro: o Fed anuncia ter aceitado a proposta que transforma os bancos Goldman Sachs e Morgan Stanley em holdings, que perdem sua condição de banco de investimento e, além de poder atender como banco comercial a correntistas, terão acesso à janela de crédito federal.

23 de setembro: As discussões da Assembléia Geral das Nações Unidas, em Nova York, são dominadas pela crise financeira. Os mercados financeiros ficam mais preocupados com as dúvidas em torno do plano americano.

26 de setembro: as ações do banco belgo-holandês Fortis afundam devido às dúvidas sobre sua dissolução. Nos Estados Unidos, o banco JPMorgan assume o controle de seu concorrente Washington Mutual com a ajuda das autoridades federais.

28 de setembro: Chega-se a um acordo no Congresso americano sobre a votação do plano de salvação do governo. Na Europa, o Fortis foi resgatado pelas autoridades belgas, holandesas e luxemburguesas. Na Grã-Bretanha, o banco Bradford and Bingley é nacionalizado.

29 de setembro: A Câmara dos Representantes americana rejeita o plano de salvação. Wall Street registra forte queda. Anteriormente, as praças européias também haviam desmoronado, enquanto que as taxas interbancárias continuavam a subir, impedindo que os bancos se refinanciassem.

Antes da rejeição do plano, o banco americano Citigroup havia anunciado que assumiria o controle de sua concorrente Wachovia com a ajuda das autoridades federais. No Brasil, as operações foram suspensas quando a Bolsa perdia mais de 10%.

30 setembro: É a vez do banco Dexia ser nacionalizado pelas autoridades francesas e belgas.

1o. outubro: o Senado americano adota a segunda versão do pacote econômico, que ainda precisa ser examinado e votado pela Câmara de Representantes. Os quatro países europeus do G7 (Alemanha, França, Grã-Breatnha e Itália) tentam chegar a um acordo sobre os meios para evitar a propagação da crise financeira na Europa.

- 3 de outubro: O Wachovia, obrigado pelas autoridades a um casamento forçado com o Citigroup, acaba atraindo o Wells Fargo, que anuncia que comprará todos os ativos do banco por um preço muito superior e sem recorrer aos cofres públicos.

A Câmara de Representantes aprova o plano modificado por 263 votos contra 171. Bush imediatamente promulga o projeto, permitindo, assim, que os mercados recuperassem um pouco de ânimo.