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Sonae SGPS - (SON.LS)

Iniciado por Pedro Miranda, Setembro 06, 2007, 21:42

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SUCA

Bom dia

Alguem me sabe informar se as cotações que dão origem aos gráficos da sonae sgps aqui no clubinvest estão corrigidas pela saída da sonae ind e da sonae capital. Em caso afirmativo, qual o valor das correcções que foram introduzidas.

Caro Pedro Miranda, será possivel fazer uma actualização à sua análise desta cotada ? Antecipadamente agradecido.

Cps

tiagopt

Mais uma vez, uma acção do grupo Sonae foi a vencedora da sondagem. Dada a correlação positiva entre elas, as análises têm bastantes semelhanças, por isso vou saltar alguns pormenores de que já falei quando analisei a Sonae Industria.
Vou começar por olhar para o gráfico de longo prazo, onde se podem ver dois pormenores bastante interessantes. Um deles é a amplitude de movimentos do título. Subidas apiculadas nos bull markets, quedas exponenciais nos bear markets. Isso transforma-a num título bastante especulativo (com todas as vantagens e desvantagens que essa situação acarreta). O outro pormenor de que queria falar tem a ver com o último bear market e o seu fundo. Tenho visto muita gente a entrar nela nos últimos tempos "porque já caiu muito" ou "porque tem muito potencial e está a ser demasiadamente penalizada". Como se pode ver no gráfico, o último bear dela (e não só) durou cerca de 3 anos e a desvalorização desde o pico foi de aproximadamente 88%. Neste momento estamos com 1 ano e três meses de bear e as quedas rondam os 71%. Visto que o pico em ambos os bulls foi atingido em valores muito semelhantes, a analogia entre os dois movimentos é inevitável (e até salutar, a bem da verdade). Não estou a dizer que ela vai cair até aos 0,2 novamente, ainda é cedo para falar nisso. Mas mais cedo ainda será falar em reviravolta ou em entrada longa. É completamente errado neste momento fazer uma entrada longa, sem o mínimo sinal de inversão.
Vamos dar uma vista de olhos à parte técnica, para aprofundar esses sinais.
Tal como a SONI, entre o mês de Julho e Setembro construiu um triângulo simétrico. Eu tinha referido na outra análise que em caso de quebra em baixa do triângulo, o título ficaria em muitos maus lençóis. Eu tinha também dito que a projecção não se fazia como nas bandeiras e pennants mas não tinha explicado como se fazia. Pois bem, nestes casos a projecção é feita com base na amplitude do triângulo, (a referência é o primeiro toque na LTa que define a base). Neste caso a projecção rondaria os 0,5€.
Pelo menos nos próximos tempos, será de esperar que a zona entre os 0,5-0,55 sustenham a cotação, por serem uma zona de suporte considerável. Embora o suporte seja já bastante antigo, é a única referência num título em mínimos de longa data (pelo menos para os AT's).
Pontos de entrada: Para quem está a pensar entrar curto (já que pelo menos aqui AINDA se consegue) pode ser agora uma má altura, pois estamos com os pontos de stop-loss distantes e cada cêntimo de movimento corresponde a uma percentagem bastante significativa. O ponto de entrada curta mais indicado seria após a quebra do triângulo. Agora, só uma visita aos 0,61 ou mesmo uma aproximação à base do triângulo dariam entradas curtas mais ou menos seguras. De salientar também que a correlação com o mercado americano é bastante elevada nas acções do grupo Sonae e qualquer noticia das "habituais" a pode deixar bastante volátil.
Entradas longas neste momento estão fora de questão. Terá de dar muitas provas de força antes de me levar a correr esse risco...
Surfar a Tendência - Actualizações Diárias

Nyk

Nos próximos cinco anos, a Sonae Sierra vai abrir 53 centros comerciais. O investimento previsto é de 1,99 mil milhões de euros, com a Roménia a conseguir 45% do valor e Portugal apenas 5%.

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Isabel Cristina Costa
[email protected]


Nos próximos cinco anos, a Sonae Sierra vai abrir 53 centros comerciais. O investimento previsto é de 1,99 mil milhões de euros, com a Roménia a conseguir 45% do valor e Portugal apenas 5%.

"O nosso plano é chegar a 2013 com 26% dos activos que gerimos em Portugal" (contra os actuais 40%), disse hoje Álvaro Portela aos jornalistas.

O presidente executivo da Sonae Sierra explicou que depois da Roménia, segue-se o Brasil, Itália, Alemanha, Espanha e Grécia. Portugal é o último da lista de preferências porque é um mercado onde "é muito difícil encontrar oportunidades interessantes".

Álvaro Portela vê a saturação do mercado como "um conceito dinâmico", uma vez que continua a acreditar que "o futuro de Portugal não é a recessão". Mas é peremptório: "Há demasiados centros comerciais a abrir. O efeito de canabalização vai acontecer".

Recorde-se que a Sonae Sierra anunciou recentemente a inauguração na Primavera de 2010 de três novos centros comerciais: Leiria, Maia e Caldas da Rainha. Trata-se de um investimento total de 212 milhões de euros.

Os três novos centros comerciais, que totalizam uma área bruta de 98.200 metros quadrados, irão criar 3.000 novos postos de trabalho.

A Sonae Sierra é proprietária de 48 centros comerciais em Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Grécia, Roménia e Brasil.
__________________
Não pirilamparás em mulher alheia!Do not pirimpapalhete in the alhei woman-Herman José nos tempos aureos.
http://www.youtube.com/watch?v=Yxfh7hFW6Lo

Nyk

Por 273,683 M€ (ACT.) 2007-11-15 17:30
Sonae vende 6,64% do seu capital social ao BPI
A empresa liderada por Paulo Azevedo anunciou ter vendido 132.856.072 acções próprias ao Banco BPI, tendo o negócio trazido um encaixe de 273,683 milhões de euros para a Sonae. As acções da empresa foram vendidas ao preço unitário de 2,06 euros.



Susana Teodoro

As duas empresas confirmaram o negócio em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), sendo que esta operação faz com que a Sonae passe a deter, através de participadas, 193.183 acções próprias, que reflectem 0,01% do respectivo capital social.

O comunicado da Sonae indica que o objectivo da venda é permitir à empresa "simplificar a sua estrutura de participações através da alienação de uma reserva de investimento; monetizar as acções próprias, permitindo reduzir o seu nível de endividamento e, desta forma, reforçar a solidez financeira do seu balanço e financiar a estratégia de crescimento dos seus negócios e novas oportunidades de investimento".

O banco liderado por Fernado Ulrich avança ainda que o BPI "celebrou com a Sonae Investments, BV um contrato de equity swap com liquidação meramente financeira (Cash settled Share Swap Transaction), mediante o qual convencionou a repercussão periódica sobre esta última dos montantes correspondentes à valorização ou desvalorização das acções da Sonae SGPS". Este último foi celebrado por um prazo máximo de três anos

Esta instituição é o BPI que, apesar de ter comprado a tranche, celebrou o contrato "com vista à cobertura do risco económico inerente às acções adquiridas".

Na prática, o BPI passa a ser o dono das acções, mas a exposição ao sobe e desce dos títulos e aos dividendos continua a ser da Sonae SGPS, por um período de três anos.
No final destes três anos, a Sonae SGPS não terá direito, nem a obrigação, de adquirir essas acções ao BPI.

As acções da Sonae SGPS fecharam inalteradas nos 2,07 euros, com mais de 135 milhões de títulos transaccionados.




Perante este negocio feito entre a sonae e o bpi, não é nada bom a cotação estar a estes valores para a sonae, não é?

#pfilipe

"As acções da Sonae SGPS fecharam inalteradas nos 2,07 euros, com mais de 135 milhões de títulos transaccionados. "

Agora fiquei baralhado, então a SONAE SGPS, não fechou a 0,517


Nyk

Citação de: #pfilipe em Outubro 02, 2008, 21:00
"As acções da Sonae SGPS fecharam inalteradas nos 2,07 euros, com mais de 135 milhões de títulos transaccionados. "

Agora fiquei baralhado, então a SONAE SGPS, não fechou a 0,517



fechou a 2,07 em 2007-11-15 , data da noticia.

#pfilipe


ops !!

Sorry....

isto anda tão stressante que nem li a data

amlo008

Alguém tem alguma ideia sobre a apresentação de resultados da Sonae?
Porquê perder a saúde para ganhar dinheiro...
Se teremos de gastar o dinheiro para recuperar a saúde?

cyborg

boas a todos

Essas na altura é que foram bem vendidas aos patos do BPI...

ps: o tio belmiro sabe-a toda ;D

cunps
www.dreamtech.pt

bons negócios

tiagodandre

Sonae Distribuição, SGPS, SA informa sobre os resultados consolidados a 30 de Setembro de 2008
http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/FR20868.pdf

Em linha...
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

Nyk

Sonae - SGPS, SA informa sobre os resultados consolidados dos primeiros nove meses de 2008

http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/FR21034.pdf

Nyk

Lucros da Sonae caem 67,3% nos primeiros nove meses do ano
O resultado líquido da Sonae foi de 53 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que corresponde a uma queda de 67,3% face aos 162 milhões de euros registados no mesmo período de 2007, anunciou em comunicado à CMVM a empresa liderada por Paulo Azevedo.

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Carla Pedro
[email protected]


O resultado líquido da Sonae foi de 53 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que corresponde a uma queda de 67,3% face aos 162 milhões de euros registados no mesmo período de 2007, anunciou em comunicado à CMVM a empresa liderada por Paulo Azevedo.

Os lucros foram sobretudo afectados pela deterioração dos resultados financeiros do período e pelo acréscimo de custos relativos a depreciações e amortizações, o último explicado pela maior extensão da rede de lojas da unidade de retalho e da rede de comunicações móvel e fixa da unidade de telecomunicações, explica a empresa liderada por Paulo Azevedo.

O volume de negócios consolidado aumentou 22,3% em termos homólogos, de 3.134 para 3.833 milhões de euros. Todas as empresas apresentaram crescimentos de dois dígitos no período em análise: o negócio de retalho aumentou em 25,1% a sua contribuição para o volume de negócios consolidado, o negócio de telecomunicações apresentou um aumento de 12% e o negócio dos centros comerciais aumentou em 18,6% o seu contributo, refere o comunicado.

O EBITDA total ascendeu a 368 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, 24,3% abaixo do registado no mesmo período de 2007. "Este decréscimo é essencialmente explicado por um menor valor criado em propriedades de investimento, sem consequentes impactos de tesouraria, no negócio de centros comerciais, entre períodos homólogos (-43 milhões de euros face a +120 milhões de euros)", sublinha o comunicado.

O Capex (investimento operacional) atingiu 604 milhões de euros, o que representa um aumento de 20 milhões de euros face aos primeiros nove meses do ano passado, correspondendo a 15,7% do volume de negócios. Este incremento resulta do investimento contínuo dos vários negócios do Grupo, visando o crescimento, salienta a Sonae.

A dívida líquida consolidada diminuiu do seu pico registado no final do primeiro semestre do ano, para 3.107 milhões de euros no final dos primeiros nove meses. Face ao final de 2007, a dívida aumentou 581 milhões de euros.

Tendo por base os múltiplos de mercado, o valor líquido dos activos do grupo Sonae no final dos primeiros nove meses do ano era de aproximadamente 2.098 milhões de euros, representando 1,05 euros por acção, tendo um prémio subjacente de 96% sobre o preço de fecho da Sonae a 30 de Setembro de 2008 de 0,53 euros por acção, realça a empresa.

"Quando comparado com o final do ano de 2007, a estimativa do valor líquido dos activos do grupo com base nos múltiplos de mercado reduziu-se cerca de 29,4%, sendo em grande parte devido a uma diminuição de 20,2% na valorização do negócio de retalho e de uma redução de 50% na capitalização bolsista da Sonaecom", refere ainda o comunicado da empresa liderada por Paulo Azevedo.

Em termos de desenvolvimentos corporativos, a Sonae adquiriu, através de subsidiária detida integralmente, 1,9 milhões de acções da Sonaecom, a um preço médio de 1,85 euros por acção. Com esta aquisição, a empresa passou a deter uma participação de 53,6% na Sonaecom no final dos primeiros nove meses de 2008.


Nyk

Citação de: Nyk em Novembro 13, 2008, 21:04
Lucros da Sonae caem 67,3% nos primeiros nove meses do ano
O resultado líquido da Sonae foi de 53 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que corresponde a uma queda de 67,3% face aos 162 milhões de euros registados no mesmo período de 2007, anunciou em comunicado à CMVM a empresa liderada por Paulo Azevedo.

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Carla Pedro
[email protected]


O resultado líquido da Sonae foi de 53 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que corresponde a uma queda de 67,3% face aos 162 milhões de euros registados no mesmo período de 2007, anunciou em comunicado à CMVM a empresa liderada por Paulo Azevedo.

Os lucros foram sobretudo afectados pela deterioração dos resultados financeiros do período e pelo acréscimo de custos relativos a depreciações e amortizações, o último explicado pela maior extensão da rede de lojas da unidade de retalho e da rede de comunicações móvel e fixa da unidade de telecomunicações, explica a empresa liderada por Paulo Azevedo.

O volume de negócios consolidado aumentou 22,3% em termos homólogos, de 3.134 para 3.833 milhões de euros. Todas as empresas apresentaram crescimentos de dois dígitos no período em análise: o negócio de retalho aumentou em 25,1% a sua contribuição para o volume de negócios consolidado, o negócio de telecomunicações apresentou um aumento de 12% e o negócio dos centros comerciais aumentou em 18,6% o seu contributo, refere o comunicado.

O EBITDA total ascendeu a 368 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, 24,3% abaixo do registado no mesmo período de 2007. "Este decréscimo é essencialmente explicado por um menor valor criado em propriedades de investimento, sem consequentes impactos de tesouraria, no negócio de centros comerciais, entre períodos homólogos (-43 milhões de euros face a +120 milhões de euros)", sublinha o comunicado.

O Capex (investimento operacional) atingiu 604 milhões de euros, o que representa um aumento de 20 milhões de euros face aos primeiros nove meses do ano passado, correspondendo a 15,7% do volume de negócios. Este incremento resulta do investimento contínuo dos vários negócios do Grupo, visando o crescimento, salienta a Sonae.

A dívida líquida consolidada diminuiu do seu pico registado no final do primeiro semestre do ano, para 3.107 milhões de euros no final dos primeiros nove meses. Face ao final de 2007, a dívida aumentou 581 milhões de euros.

Tendo por base os múltiplos de mercado, o valor líquido dos activos do grupo Sonae no final dos primeiros nove meses do ano era de aproximadamente 2.098 milhões de euros, representando 1,05 euros por acção, tendo um prémio subjacente de 96% sobre o preço de fecho da Sonae a 30 de Setembro de 2008 de 0,53 euros por acção, realça a empresa.

"Quando comparado com o final do ano de 2007, a estimativa do valor líquido dos activos do grupo com base nos múltiplos de mercado reduziu-se cerca de 29,4%, sendo em grande parte devido a uma diminuição de 20,2% na valorização do negócio de retalho e de uma redução de 50% na capitalização bolsista da Sonaecom", refere ainda o comunicado da empresa liderada por Paulo Azevedo.

Em termos de desenvolvimentos corporativos, a Sonae adquiriu, através de subsidiária detida integralmente, 1,9 milhões de acções da Sonaecom, a um preço médio de 1,85 euros por acção. Com esta aquisição, a empresa passou a deter uma participação de 53,6% na Sonaecom no final dos primeiros nove meses de 2008.



O resultado líquido da Sonae foi de 53 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, ficou um pouco aquem das espectativas dos analistas.

Nyk

Custos financeiros penalizam resultados da Sonae SGPS e preocupam analistas
Os lucros da Sonae SGPS revelaram-se aquém das estimativas dos analistas, essencialmente devido à "sobrecarga" financeira.

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Lara Rosa
[email protected]


Os lucros da Sonae SGPS revelaram-se aquém das estimativas dos analistas, essencialmente devido à "sobrecarga" financeira.

O resultado líquido da Sonae foi de 53 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que corresponde a uma queda de 67,3% face aos 162 milhões de euros registados no mesmo período de 2007.

Para a equipa de analistas do BPI estes resultados deverão ter um impacto "neutral a negativo" uma vez que estes valores foram inferiores às expectativas em 20%.

A "sobrecarga" financeira, que é apontada pelo banco de investimento como a causa da queda dos resultados, mostra-se superior ao esperado "o que deve ser atribuído ao aumento significativo na média dos custos de dívida."

Também a dívida da empresa é mencionada pela negativa pelo BPI, uma vez que superou as estimativas da casa de investimento.

A equipa de analista, que confere à Sonae SGPS uma recomendaçãod e "comprar" e um preço-alvo de 1,40 euros, acrescenta que no geral "acreditamos que este conjunto de resultados não trazem grandes novidades depois dos resultados" da Sonae Sierra, da Sonae Distribuição e da Sonaecom.

O analista Pedro Morais, do Espírito Santo Research (ESR), destaca a evolução dos custos financeiros referindo que esta "pode ser uma causa de preocupação."

Os resultados da Sonae SGPS revelaram-se "ligeiramente" abaixo das expectativas do ERS. Ainda assim o banco de investimento refere que a empresa deverá "atrasar alguns dos seus projectos no retalho não alimentar em Portugal tal como alguns projectos da área dos centros comerciais.

Os títulos da Sonae SGPS avançam 1,46% para os 0,488 euros.



Nyk

Sonae Sierra abranda novos projectos devido à crise
Liliana Coelho | Sexta-feira , 14 Novembro 2008


A Sonae deverá abrandar o investimento em novos centros comerciais devido à crise financeira, mas mantém os planos na área do retalho, afirmou Paulo de Azevedo Comentar artigo
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O CEO da Sonae SGPS, Paulo de Azevedo referiu que as actuais condições de financiamento e o aumento das yields deverão continuar em 2009 o que dificulta o desenvolvimento de novos projectos.

A Sonae Sierra, detida em 50% pela Sonae anunciou durante a divulgação dos resultados do primeiro semestre que deveria investir 1.990 milhões de euros até 2011, prevendo mais de 30 novos centros comerciais. No entanto, as dificuldades no acesso ao crédito estão a condicionar o mercado.

'Sentimos dificuldades quanto ao pipeline de expansão de novos centros comerciais para abrir em 2011 e 2012. A banca disse-nos para voltarmos a falar em Janeiro', afirmou Paulo Azevedo durante a Conferência da Exame/Expresso 'O Papel da Indústria no Futuro de Portugal'.

Segundo o CEO da Sonae, a empresa inaugura, normalmente, entre três a quatro centros comerciais ao ano. Mas face à actual conjuntura poderá não ser viável acelerar ou mesmo manter esse ritmo.

A Sonae Sierra anunciou que os lucros derraparam 96%, de 138,8 milhões de euros no período homólogo, para 5,5 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano.

Em termos consolidados, a empresa registou um prejuízo de 18,1 milhões de euros, a que se compara um lucro de 206,6 milhões de euros, registado no mesmo período do ano anterior.

E devido à variação de valor das propriedades em carteira, apresentou uma perda de 68,6 milhões de euros nos resultados indirectos, no final do terceiro trimestre, contra um ganho de 142,3 milhões de euros no período homólogo de 2007.

Menos pessimismo no retalho
Paulo de Azevedo mostrou-se mais optimista quanto à Sonae Distribuição. 'No geral, estamos bem (no retalho)', afirmou à Reuters, acrescentando que 'está a abrir muitas lojas' e regista um 'crescimento orgânico significativo.'

Apesar de a Sonae ser líder no retalho alimentar em Portugal, os discounts constituem um forte concorrente no momento de crise. 'Não pensamos estar a perder quota de mercado, mas há um ponto: em tempos de consumo reduzido e aumento de preocupação sobre despesas do consumo, é amis difícil para as grandes lojas (...) concorrer com as lojas exclusivamente focadas nos preços baixos', frisou.

A Sonae Distribuição, que detém os hipermercados Continente prevê investir 900 milhões de euros no período 2008-2010.