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Mercados Europeus

Iniciado por Nyk, Março 26, 2010, 08:12

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Nyk

Bolsas europeias em queda após corte de "rating" da moeda da Islândia

As bolsas europeias fecharam a perder depois da Standard & Poor's ter cortado o "rating" da moeda da Islândia, receando que a deterioração das finanças do governo possa dificultar a recuperação económica.

"As preocupações com o "rating" dos países ainda não terminaram, um dia é a Grécia, no outro é a Islândia, o que assusta os mercados", disse o gestor de activos da casa de investimentos em Zurique, citado pela Bloomberg. A S&P cortou o "rating" da moeda da Islândia de BBB/A-3 para BBB+/A-2.

As acções do Allied Irish Bank caíram 8,8% para 1,25 euros, pelo segundo dia, numa altura em que a Irlanda se prepara para anunciar os detalhes do capital do banco.

A Michelin, a segunda maior fabricante de pneus do mundo, caiu 3,5% para 55,01 euro, liderando a queda das acções do sector automóvel entre as 19 industrias que fazem parte do Stoxx 600.

O Europe Stoxx 600 ao longo da sessão sofreu poucas alterações tendo-se fixado nos 263,87 dólares, com duas acções a caírem para cada uma que ganhou.

Dos índices europeus, o IBEX foi o que se destacou mais ao desvalorizar 0,99% para 1.0980,70 pontos com o banco Santander a perder 1,18% para 9,961 euros e a Telefónica a cair 1,06% para 17,72 euros.

O inglês FTSE recuou 0,67% para 5672,32 pontos. O francês CAC perdeu 0,33% para 3987,41 pontos. O DAX caiu 0,23% para 6142,45 pontos. O AEX depreciou 0,10% para 343,60 pontos.



Nyk

Desemprego sobe para máximo de 1998 na Zona Euro e estabiliza em Portugal

A taxa de desemprego na Zona Euro atingiu os 10% na Zona Euro, o nível mais elevado desde 1998, o ano anterior à criação do euro. Portugal continua a ter uma taxa de desemprego acima da média.

De acordo com o Eurostat, a taxa de desemprego de Fevereiro nos 16 países do euro chegou pela primeira vez desde a criação da moeda única à fasquia dos dois dígitos, aumentando face aos 9,9% de Janeiro.

O valor saiu em linha com as estimativas dos economistas e mostra que a economia europeia não está ainda a crescer de uma forma suficiente para criar novos postos de trabalho.

Em Portugal a taxa de desemprego permaneceu nos 10,3% atingidos em Janeiro, reduzindo o diferencial face à Zona Euro para duas décimas.

Na Alemanha, maior economia da Europa, a taxa de desemprego permanece nos 7,5% há seis meses seguidos. Em França aumentou para 10,1%. Já a Espanha continua a apresentar a taxa de desemprego mais elevada da região (19%).


Nyk

Corte de postos de trabalho nos EUA trava ganhos das bolsas europeias

A maioria das bolsas europeias fecharam a cair pressionadas pelo corte inesperado de postos de trabalho, em Março, nos Estados Unidos e pela redução do "rating" de alguns bancos gregos, realizada pela Moody's.

As praças da Europa, que estiveram grande parte da sessão em alta, acabaram por inverter dessa tendência depois da ADP Employer Services ter divulgado que as empresas norte-americanas cortaram 23 mil empregos no mês de Março. Estes dados surpreenderam os economistas consultados pela Bloomberg que antecipavam um ganho de 40 mil postos de trabalho.

Para o final da sessão alguns índices conseguiram regressar aos ganhos.

O EFG Eurobank Ergasias e o banco nacional da Grécia perderam em bolsa após a agência Moody's ter cortado o "rating" da dívida para os dois bancos. O EFG desvalorizou 2,9% para 6,80 euros, enquanto que o banco nacional da Grécia depreciou 2,6% para 14,90 euros.

O Europe Stoxx 600 caiu 0,1% e o Dow Jones Stoxx 50 perdeu 0,17% para 2.629,10 pontos-

Dos índices europeus, o IBEX e o CAC fecharam a descer na sessão de hoje. O IBEX desvalorizou 1% para 1.0871,30 pontos e o francês CAC perdeu 0,34% para 3974,01 pontos.

O principal índice grego também não escapou e foi o que mais desceu. O FSTE/ASE recuou 1,65% para 1.025,69 pontos.

Em contrapartida, o inglês FTSE avançou 0,13% para 5679,64 pontos, o DAX apreciou 0,18% para 6153,55 pontos e o AEX valorizou 0,18% para 344,22 pontos.


Nyk

"Yield" da dívida grega pode indicar que país regressou à "estaca zero"

Uma semana depois da aprovação do plano de ajuda da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, os custos de financiamento da Grécia continuam a crescer, naquele que pode ser um sinal de que o país regressou à "estaca zero" na luta contra o descontrolo das contas públicas.

Desde a última sexta-feira, as "yields" da dívida grega a 10 anos subiram em mais de 30 pontos base, levando os custos de financiamento do país a crescer para 6,496% ao ano. Uma taxa de retorno que chegou ontem a estar acima dos 6,5% e que corresponde a mais de duas vezes a exigida à Alemanha para se financiar nos mercados de dívida.

A Alemanha, cuja dívida serve de referência na Zona Euro, paga 3,115% nas obrigações a dez anos e a República portuguesa paga 4,173% ao ano para financiar a dívida pública no mesmo prazo. Um custo que compara favoravelmente com a Irlanda (4,446%) e desfavoravelmente com a nossa vizinha Espanha (3,818%).

A subida das "yields" da dívida grega sinaliza que o mercado reagiu com cepticismo à solução que os líderes da União Europeia encontraram para a crise orçamental do país. A União Europeia apresentou um plano que envolve o Fundo Monetário Internacional e a concessão de empréstimos bilaterais à Grécia, por parte dos restantes membros da união monetária.

"Aquilo que [os líderes europeus] desejavam era criar um acordo que nunca tivesse de ser usado", disse o analista de obrigações da casa de investimentos Kleinwort Benson, Phyllis Reed à Bloomberg. "Os mercados intuíram isso e parecem estar a regressar à estaca zero".

Uma taxa de juro acima dos 6,5% é possivelmente o máximo que a Grécia pode pagar antes de lançar um apelo de ajuda internacional, indicou ontem o embaixador grego em Portugal, Vassilios Costis à imprensa. "Vai ser impossível aguentar muito mais tempo taxas de juro tão elevadas". Um tempo que parece estar ao virar da esquina.

A subida dos custos de financiamento pode implicar que os líderes europeus accionem as ajudas à Grécia, tendo, para isso de utilizar um mecanismo cujo funcionamento ainda necessita de ser aprofundado.

Os países da Zona Euro terão de decidir qual seria o papel do Fundo Monetário Internacional na solução de um problema que ameaça a moeda única e forçaria a chanceler alemã, Angela Merkel, a justificar à sua oposição um resgate da Grécia, com dinheiro dos contribuintes alemães.



Nyk

Crescimento da actividade industrial leva Europa para máximos de 18 meses


As bolsas europeias fecharam a ganhar impulsionadas pelo crescimento da actividade industrial dos Estados Unidos e noutras regiões do globo. Este factor levou o Stoxx 600 a atingir máximos de 18 meses.

O Europe Stoxx 600 apreciou 1,3% para 266,97 dólares. Desde os mínimos de 12 anos em Março de 2009, o índice subiu 69% impulsionado pelos sinais de que a economia mundial está a recuperar da maior recessão desde a segunda Guerra Mundial.

A BHP Billiton valorizou 1,81% para 2,301 pence, liderando os ganhos do sector mineiro e influenciando o Europe Stoxx 600.

O índice que mede a actividade industrial nos Estados Unidos subiu para máximos de 2004s em Março, segundo o Chartered Institute of Purchasing and Supply and Markit.

O índice subiu para 59,6 pontos no mês passado, contra 56,5 pontos no mês anterior. Uma leitura acima dos 50 pontos indica que o sector está em expansão e os economistas consultados pela Bloomberg aguardavam um registo inferior, nos 57 pontos.

Também, a actividade industrial na Europa teve um crescimento mais rápido do que inicialmente se esperava, dando sinais de que a Zona Euro está a ficar mais sólida. A actividade industrial cresceu de 54,2 em Fevereiro para 56,6 em Março.

O espanhol IBEX valorizou 1,81% para 1.1067,90 pontos com o Santander a ganhar 2,54% para 10,09 euros e o BBVA a apreciar 2,47% para 10,38 euros. Ambos os bancos emitiram dívida no valor de 15,7 mil milhões de euros desde Janeiro, para fazer face às suas necessidades de liquidez durante este ano e o próximo.

O francês CAC avançou 1,52% para 4034,23 pontos. O inglês FTSE avançou 1,15% para 5744,89 pontos, o DAX apreciou 1,33% para 6235,56 pontos e o AEX valorizou 2,10% para 351,44 pontos.


Nyk

Crise grega

02/04/10
Wolfgang Munchau

   
 
Os líderes europeus congratularam-se, no final de mais um encontro, pelo "acordo de financiamento de emergência" à Grécia. Parecia ter polpa mas, bem vistas as coisas, é uma decepção.

O que mais me espantou, porém, foi saber que a ajuda viria sob a forma de financiamento a taxas de juro a preços de mercado, o que tem implícito que o mercado não estaria disposto a emprestar dinheiro à Grécia a taxas de juro a preços de mercado. Ora, isto é absurdo.

Não imagino, por mais hipotético que fosse, um cenário em que a União Europeia (UE) estivesse disposta a desembolsar uma ajuda de emergência. A julgar por alguns comentários das autoridades gregas, desconfio que a ideia é sobreviver sem ajuda usando a promessa de um fundo de emergência que funcione como apoio psicológico para o mercado. Perigoso, sem dúvida, uma vez que o feitiço pode, mais tarde ou mais cedo, virar-se contra o feiticeiro. Não admira, pois, que a agência de notação financeira Standard & Poor's não tenha tido este "acordo" em consideração quando da revisão do 'rating' da Grécia.

A UE não gizou este acordo para criar um mecanismo de resolução de crises, mas para pôr fim a duas posições conflituosas. Angela Merkel tinha como prioridade salvaguardar a cláusula 'no bail out' e o direito de veto em relação a toda e qualquer ajuda financeira de emergência. O Banco Central Europeu (BCE), por sua vez, tinha como prioridade reduzir o papel do Fundo Monetário Internacional (FMI) para este não poder influenciar indevidamente as políticas económicas da zona euro nem pôr em causa a independência do BCE. Foi preciso criar um mecanismo engenhoso e extremamente restritivo para acomodar ambas as posições, ainda que, muito provavelmente, nunca venha a ser utilizado.

Este acordo não vai resolver os problemas da Grécia nem de qualquer outro país que venha a enfrentar as mesmas dificuldades, mas resolve os problemas de Angela Merkel e do BCE, pelo menos parcialmente. No entanto, os líderes europeus em nenhum momento pensaram resolver a dupla ameaça que paira sobre o futuro do Euro: a inexistência de um sistema de resolução de crises e a questão dos desequilíbrios internos da zona euro.

Entretanto, continuamos todos a fazer as mesmas perguntas incómodas que fazíamos na semana passada. Será que o plano de austeridade do governo grego é realista? Será que a Grécia vai cumpri-lo? O que pode acontecer se Portugal ficar em situação idêntica? E Espanha? E Itália? Existe uma agenda específica para lidar com os desequilíbrios da balança de transacções correntes? Berlim aceitará alguma vez a sua quota-parte de responsabilidade na coesão da zona euro, salvo esperar pela convergência dos outros estados membros com a Alemanha? Tudo perguntas sem resposta.

Admito que as reuniões pela noite dentro, as conferências de imprensa e o anúncio dramático de um acordo surtam algum efeito no mundo exterior, mas a política de "atirar areia para os olhos" não engana ninguém durante muito tempo. Algo me diz que isto vai acabar mal.

Tradução de Ana Pina


Nyk



Margarida Proença.

Os dados divulgados pelo Eurostat, a 31 de Março, sobre a evolução do desemprego na União Europeia dão conta de uma situação que ainda se mantém complicada. A taxa de desemprego na zona euro é de 10%, a mais elevada desde Agosto de 1998. Portugal está nos 10,3%. A Letónia e a Espanha estão no pelotão mais vermelho, com 21,7% e 19%, respectivamente, mas a Holanda (4%) e a Áustria (5%) estão sem problemas.

Para os jovens, até aos 25 anos, as coisas ainda se complicam mais; na zona euro, o desemprego anda pelos 20%, atingindo no caso da Espanha uma assombrosa taxa de 40,7%! Já se esperava que, neste contexto da crise mundial, 2010 fosse o ano pior no que diz respeita ao desemprego, uma vez que as empresas se ajustam com desfasamento à quebra da procura, e infelizmente confirma-se.

No caso da Região Norte, o emprego de residentes diminuiu, como seria de esperar também, no 4º trimestre de 2009 face ao ano anterior. Aliás, reforçando as más notícias, a taxa de emprego dos residentes entre os 15 e os 64 anos foi a mais baixa nos últimos 12 anos (64%). E o desemprego é superior à média do país, tendo atingido os 11,9% no final de 2009, segundo dados da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. No caso dos jovens, entre os 15 e os 24 anos, bateu-se também o máximo, com uma taxa de desemprego de 23,5%.
No entanto, no meio destas tristes notícias, há alguns indicadores em que vale a pena reparar.

Comecemos pela Região Norte. No último trimestre de 2009, as exportações aumentaram, sobretudo em produtos da indústria automóvel, e em máquinas, aparelho e material eléctrico, contrariamente a indústrias mais tradicionais como o vestuário. O rácio de incumprimento bancário diminuiu, e actividade hoteleira apresentou uma tendência positiva. O salário médio em termos reais, ou seja, o poder de compra, aumentou cerca de 4,7% face a 2008, embora ainda se mantenha em valores mais baixos que para Portugal.

Ainda de acordo com os dados da CCDRN, a perda de emprego regional te m vindo a ocorrer fundamentalmente em trabalhadores que têm, no máximo, o 9º ano de escolaridade. Por outro lado, a taxa de desemprego nos licenciados situou-se abaixo da registada em 2008. Na verdade, olhando para a evolução nos últimos anos, torna-se clara uma alteração no perfil do trabalhador da Região Norte no sentido de maior escolaridade e competências. Isto indicia uma possível reorganização do tecido económico no sentido de maior sofisticação tecnológica, maior diferenciação da produção e mais produtividade.

No fundo, o que se espera é que os agentes económicos, trabalhadores e empresas, "leiam" correctamente os sinais de um mercado global, cada vez mais exigente. E que a procura por mais educação por todos, e de trabalhadores mais educados por parte das empresas, seja reforçada . E que culturalmente lhes seja reconhecido um valor superior.

As razões do desfasamento tecnológico, competitividade e produtividade entre a União Europeia, os Estados Unidos e o Japão têm sido muito discutidas, e da sua análise decorreu, nomeadamente, a Estratégia de Lisboa. Um trabalho muito recente de Alesina e outros (2010) levanta uma questão interessante. As taxas de desemprego são, em média, mais elevadas na Europa e o mercado de trabalho mais rígido, tem sido argumentado, devido a uma lógica legislativa e reguladora dominante.

Uma explicação alternativa tem a ver com a cultura. As famílias transmitem valores que têm impactos persistentes, entre outros, na procura de educação e no mercado de trabalho. Quanto mais regulado for o mercado de trabalho, menor é a percepção das vantagens decorrentes da mobilidade, e portanto, em termos culturais, as famílias transmitem essa mesma noção. Claro que todos queremos manter os filhos ao pé de nós (eu gostaria, confesso). A questão não é essa. O que os autores mostram é que isso irá dar mais poder no mercado às empresas para manter os salários baixos e taxas de desemprego elevadas.
A economia e a cultura, juntas, são coisas complicadas.

Fenicio

Mercados Europeus Hoje - 6/Abr (Ter) - Manhã

Na primeira sessão "pós" feriado de Páscoa os principais mercados europeus continuam no ritmo das recentes subidas, com Paris a valorizar 0,51% para os 4.055 pontos, Londres a ganhar 0,53% para os 5.776 pontos e Frankfurt a subir 0,13% para os 6.244 pontos (13h00 GMT).

Os ganhos desta manhã estão a ser motivadas pelos bons números divulgados na passada sexta-feira nos EUA e que davam conta de que 162 mil postos de trabalho foram gerados no mês de março, mais um dado macro-económico a sinalizar para a recuperação da economia norte-americana.

Neste momento os futuros nos EUA apontam para uma abertura ligeiramente negativa.

Notícia relevante:

European shares rise to fresh highs after U.S. jobs data
Mercado Fenício

Análises Técnicas sobre os principais títulos europeus e norte-americanos. Actualização diária!

Nota: As análises apresentadas constituem artigos de opinião do autor, não devendo ser entendidos como recomendações de compra e venda ou aconselhamento financeiro.

Fenicio

Mercados Europeus Hoje - 6/Abr (Ter) - After Close

Os mercados europeus encerraram a sessão desta terça-feira com um ganho surpreendentemente positivo, tendo em vista o fraco desempenho dos mercados norte-americanos. Londres valorizou 0,62% para os 5.780 pontos, Paris subiu 0,49% para os 4.054 pontos e Frankfurt encerrou o dia a ganhar 0,27% para os 6.252 pontos.

Ao longo do dia os principais índices europeus assistiram a quedas importantes, em larga medida condicionados pela abertura negativa nos EUA, entretanto, o optimismo generalizado prevaleceu e os investidores voltaram à carga, possibilitando ganhos importantes um pouco por toda a Europa.

Neste momento os mercados norte-americanos seguem mistos, com algumas praças a registarem perdas ligeiras.

Para hoje a noite aguardem por novas actualizações dos mercados norte-americanos e europeus (PSI 20 incluído).

Notícia relevante:

GLOBAL MARKETS-Greek deal worries hit euro, Wall Street
Mercado Fenício

Análises Técnicas sobre os principais títulos europeus e norte-americanos. Actualização diária!

Nota: As análises apresentadas constituem artigos de opinião do autor, não devendo ser entendidos como recomendações de compra e venda ou aconselhamento financeiro.

Nyk

Bolsas desanimam com estagnação da economia europeia

A estagnação da economia da zona euro está a afastar os investidores dos mercados. Lisboa cai em sintonia com a Europa.

Bruxelas reviu hoie em baixa, de forma inesperada, a sua estimativa de crescimento das 16 economias da zona euro nos últimos três meses de 2009, apontando agora para uma estagnação. A previsão inicial estimava um crescimento de 0,1%.

O abrandamento da retoma na zona euro afectou o sentimento dos investidores e despoletou a maré vermelha que atinge as principais praças europeias, com quedas na ordem dos 0,3%. O PSI 20 desce 0,14% para 8.182,53 pontos.

Lisboa acompanha o sentimento negativo, isto apesar de o mercado ter absorvido os 500 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro hoje emitidos pelo IGCP, com a procura a triplicar a oferta.

Os títulos da banca são os mais castigados, com o BCP a perder 0,6% para 0,82 euros, sendo o papel que mais penaliza o índice que reúne as principais cotadas portuguesas.

No mesmo sentido, o BES cede 0,87% para 3,99 euros, depois de ontem os accionistas do banco terem aprovado uma nova política de remuneração da administração que reduziu, de 5% para 2%, a percentagem dos lucros que pode ser atribuida em prémios.

A pior prestação pertence, no entanto, à Jerónimo Martins, que resvala mais de 1%.

Já a EDP trava maiores perdas em Lisboa, ao valorizar-se em 0,51%, depois de ontem António Mexia ter explicado que ganhou 3,1 milhões porque ultrapassou os objectivos. Hoje, Eduardo Catroga, membro da comissão de vencimentos da eléctrica portuguesa, afirma, em declarações ao Diário Económico, que a política de remunerações da administração da EDP vai dar "um maior peso à remuneração plurianual de forma a levar os gestores a pensar numa óptica não de curto prazo mas de médio prazo".

Também o euro segue em queda a negociar nos 1,3387 dólares, a caminho da quarta descida seguida, uma tendência negativa justificada pela especulação de que a Grécia vai tentar evitar uma intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) no plano de ajuda desenhado pelos líderes da zona euro, no Conselho Europeu, isto apesar de o Governo ter já negado tal intenção.

Nas 'commodities' o cenário também é de queda. Os preços do petróleo deslizam hoje pela primeira vez em sete sessões, com o 'brent', que serve de referência para as importações portuguesas, a perder 0,20% para 85,98 dólares.




Nyk

Bancos gregos arrastados pela crise da dívida pública

Nunca como ontem se sentiu nos mercados o receio de que a economia grega esteja já a entrar numa espiral descendente impossível de parar.


As taxas de juro das obrigações emitidas pelo Estado grego continuaram a subir para níveis inimagináveis antes da crise, com os investidores a chegarem a exigir juros anuais de 7,5 por cento para emprestar dinheiro a Atenas, o valor mais alto desde que existe o euro.

Mas como se isso não bastasse, no sector privado ficou ainda mais clara a dimensão dos problemas que o país tem pela frente. De acordo com a edição de ontem do Financial Times, os bancos gregos viram cerca de 10 mil milhões de euros de depósitos fugirem nos últimos meses, com os depositantes (principalmente os de mais elevados rendimentos) a mostrarem-se receosos quanto à segurança das suas poupanças.

Este início de corrida aos depósitos é particularmente grave porque os bancos gregos têm vindo a sentir dificuldades crescentes em obter financiamento nos mercados internacionais. E, por isso, como revela o Financial Times, as quatro principais instituições financeiras do país já estão a pedir ajuda ao endividado Estado grego, que por sua vez parece estar a ser empurrado pelos mercados para o plano de ajuda acordado entre os líderes europeus e que inclui o contributo do Fundo Monetário Internacional.

Neste cenário, as bolsas mundiais registaram ontem uma dia muito negativo, com o sector bancário a ser particularmente afectado.

Ajuda do BCE

Coincidência ou talvez não, ontem o Banco central Europeu decidiu dar uma pequena ajuda à Grécia. Jean-Claude Trichet e os seus pares anunciaram o prolongamento para além do final deste ano da aceitação por parte da autoridade monetária de títulos com rating inferior a "A-" para colateral dos seus empréstimos.

Este anúncio constitui um alívio para os bancos e o Estado gregos, uma vez que as obrigações de tesouro emitidas por Atenas e compradas também pelos bancos gregos já estão classificadas por duas agências de notação financeira com um rating abaixo de "A-". Se o Banco Central Europeu mantivesse a intenção de voltar às regras anteriores à crise, as obrigações gregas arriscavam-se a deixar de poder ser usadas como colateral nos empréstimos concedidos pelo BCE.

Além disso, Jean-Claude Trichet, apesar de, por regra, se recusar a falar da situação expecífica de cada Estado-membro, fez ontem questão de afirmar que o "incumprimento grego não é uma hipótese", ao mesmo tempo que suavizou as críticas a um plano de ajuda que envolva o FMI, como aquele que está actualmente previsto.

O decisivo mês de Maio

Ainda assim, como se pode depreender da reacção dos mercados nos últimos dias, não falta quem acredite que o incumprimento será mesmo o destino da Grécia ou, no mínimo, a necessidade de o país ficar sob a ajuda dos seus parceiros da zona euro e do FMI, com condições muito apertadas para a sua política económica. E muitos assinalam a importância do próximo mês de Maio.

O problema é que é precisamente neste período que se acumulam as amortizações de dívida pública que o país terá de efectuar. Se, até lá, o Estado grego não conseguir assegurar o financiamento necessário (a taxas de juro razoáveis) para fazer face a essas obrigações, as soluções começam a escassear para o Governo grego. Nessa altura, ou aceita a ajuda que os seus parceiros da zona euro estão dispostos a dar, ou terá mesmo de assumir um incumprimento dos prazos de pagamento aos investidores.

Para Portugal, tudo aquilo que acontece na Grécia interessa. Se um cenário de incumprimento ou de ajuda forçada se concretizar, não faltará quem olhe para Portugal como o próximo na linha.

É por isso que, nos últimos dois dias, o diferencial das taxas de juro das obrigações portuguesas face à média europeia voltou a subir, passando de 111 para 127 pontos base e consolidando a sua posição como o terceiro país da zona euro com taxas mais elevadas, atrás da Grécia e da Irlanda.

Ainda assim, é de notar que, ao contrário do que acontecia há algumas semanas atrás, o efeito de contágio grego a países como Portugal e a Espanha é agora bastante mais moderado. A Grécia está cada vez mais isolada e os investidores estão a dar sinais de que percebem que os problemas portugueses estão longe de ter a mesma dimensão.

No entanto, para Portugal, o mês de Maio também é decisivo. Olhando para o calendário de amortizações da dívida pública portuguesa, é durante esse período que o Tesouro português tem de devolver mais dinheiro. São mais de sete mil milhões de euros, que forçosamente terão de ser pedidos outra vez aos mercados. Ontem, foram anunciadas mais duas emissões de obrigações do tesouro.

Nyk

Euro ganha terreno após Trichet afastar incumprimento grego

A moeda única da Zona Euro está a valorizar pela segunda sessão, após o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, ter vindo tranquilizar os mercados em relação ao risco de um eventual incumprimento por parte da Grécia.

O euro está a avançar 0,17% para os 1,3383 dólares, a negociar em alta pelo segundo dia, com os investidores mais tranquilos em relação às contas públicas da Grécia.

Ontem, Jean-Claude Trichet garantiu que "o incumprimento grego não é uma hipótese", uma declaração que permitiu acalmar os mercados da dívida, com os preços dos contratos de CDS e as "yields" a corrigirem.

O presidente da autoridade monetária europeia assegurou ainda que a declaração de ajuda dos chefes de Estado de ajuda à Grécia tomada no final de Março é "um enquadramento que pode ser trabalhado", salientando que, um acordo assinado por todos os chefes de Estado da Zona Euro "é um compromisso muito, muito sério".

Estas declarações foram feitas após a reunião de política monetária do BCE, onde a instituição manteve os juros inalterados em 1%. No entanto, o presidente do BCE anunciou que a instituição vai apertar as regras que regem os activos aceites como colateral nos empréstimos que concede aos bancos da Zona Euro.


Nyk

Zona Euro está a ser testada e FMI devia ajudar Grécia já este fim-de-semana


O investidor George Soros considera que a crise da dívida grega constitui um teste para os líderes europeus, que deverão provar que conseguem sustentar a Zona Euro.

"Eles [países em apuros] terão de receber alguma ajuda da Europa ou do Fundo Monetário Internacional, devendo ser feitas concessões nas taxas", afirmou Soros em entrevista à Rádio Bloomberg. "É uma prova de fogo para o euro e o que está em causa é perceber até que ponto é que a vontade política para manter a Europa unida existe ou não", declarou o investidor milionário.

O custo de financiar a dívida grega disparou devido aos receios de que aquele país não consiga reduzir o seu défice orçamental. Os líderes da Zona Euro aprovaram no mês passado uma proposta franco-alemã de ajuda, em parceria com o FMI e com o recurso a empréstimos bilaterais, que só será accionada se a Grécia não esgotar todas as opções de financiamento. Mas a chanceler alemã, Angela Merkel, apelou a que qualquer ajuda à Grécia seja feita às taxas de mercado.

"O incumprimento não é inevitável, mas a forma como eles estão a lidar com isso está a piorar a situação. Os alemães, ao insistirem em preços de mercado para as suas medidas de ajuda financeira, estão na verdade a minar a possibilidade de resgatar a Grécia", afirmou George Soros.

O investidor disse também que será "uma grande ajuda" se o FMI intervir durante o fim-de-semana.

George Soros, com 79 anos, é "chairman" e fundador do "hedge fund" Soros Fund Management - que gere cerca de 25 mil milhões de dólares de activos - e é também responsável pela organização política Open Society Institute.

Em 1992, Soros e outros investidores ajudaram a retirar o Reino Unido do mecanismo de taxas de câmbio do Sistema Monetário Europeu, o que mexeu com a credibilidade do então governo conservador.

Soros, que nasceu na Hungria, ficou célebre em 1992, quando apostou na queda da divisa britânica. Conseguiu influenciar o mercado, ao dizer que a libra iria perder terreno, levando assim outros investidores a também venderem libras. O Banco de Inglaterra foi obrigado a intervir. Os juros subiram, o Reino Unido saiu do SME e a libra perdeu perto de 15%. E Soros ganhou mil milhões de dólares com a sua operação especulativa.

Outros investimentos bem sucedidos de Soros incluem uma aposta na valorização do marco alemão depois da queda do Muro de Berlim e uma aposta na queda das acções japonesas em 1989.



Nyk

Fitch corta "rating" da Grécia


A agência de notação financeira Fitch cortou o "rating" do crédito de longo prazo da Grécia, de 'BBB+' para 'BBB-'. O "outlook" é negativo.

Neste momento, a Bolsa de Atenas segue ainda a subir cerca de 5%, animada pelas perspectivas de uma ajuda iminente à Grécia. Nas bolsas europeias o sentimento é também positivo, embora menos acentuado.

O "rating" agora atribuído é o mais baixo antes de entrar no nível de "junk".


Nyk

Bolsas europeias intensificam ganhos com confiança de que a Grécia será socorrida


As bolsas europeias intensificaram os ganhos depois de ter sido revelado que a Fitch voltou a cortar o "rating" da dívida da Grécia. Noutra altura esta notícia poderia causar quedas acentuadas nos índices, hoje provocou um aumento da especulação em torno da ajuda da União Europeia ao país.

O Dow Jones Stoxx 50 sobe mais de 1% para 2.673,98 pontos, numa altura em que a maioria dos principais índices europeus estão a subir entre 1% e 2%.

O índice bolsista grego, FTSE/ASE, que já está encerrado, fechou a valorizar 4,59% para 985,26 pontos.

A agência de notação financeira Fitch voltou a cortar o "rating" do crédito de longo prazo da Grécia, de 'BBB+' para 'BBB-'. O "outlook" é negativo.

O "rating" agora atribuído é o mais baixo antes de entrar no nível de "junk".

"A revisão reflecte a intensificação dos desafios orçamentais como resposta a perspectivas mais adversas de crescimento económico e aumento dos encargos com juros", revela a nota de análise hoje publicada pela Fitch, onde acrescenta que esta alteração "reflecte ainda a continuação das incertezas sobre a estratégia de financiamento num contexto de aumento da volatilidade dos mercados de capitais".

Esta acção ainda chegou a travar a subida dos índices europeus, mas os investidores começaram a acreditar que este corte fará com que a eventual intervenção da União Europeia seja antecipada, para suster o impacto nos restantes mercados europeus.

Ainda hoje, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que a os membros da União Europeia estão "prontos para activar" o plano de ajudas à Grécia "a qualquer momento". Declarações que se juntam à afirmação do presidente da UE, Herman Van Rompuy, que disse que os membros da região estão "prontos a intervir", de acordo com o "Le Monde".

A especulação de que a UE vai efectivamente intervir, e de forma célere, está a animar a negociação das acções europeias.