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Mercados Europeus

Iniciado por Nyk, Março 26, 2010, 08:12

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Nyk

Detentores de dívida da Grécia podem perder 200 mil milhões


Os detentores de títulos de dívida da Grécia podem vir a perder um total de 265 mil milhões de dólares (201 mil milhões de euros) em caso de incumprimento daquele país da Zona Euro, segundo a Standard & Poor's.

O "rating" da Grécia foi ontem revisto em baixa. Passou de "BBB+" para "BB+", sendo esta última classificação de risco está abaixo do limiar mínimo que o Banco Central Europeu (BCE) requer para ceder liquidez.

Nunca a S&P tinha cortado o "rating" de um país do euro em três níveis de uma só vez. Uma classificação de "junk", ou "lixo", como a atribuída à Grécia, indica que a probabilidade de o país entrar em incumprimento é grande.

Neste sentido, a S&P estima em 201 mil milhões de euros as perdas para os detentores de dívida da Grécia, caso o país entre, efectivamente, em "default". Este valor corresponde a cerca de 70% do total de 296 mil milhões de dívida grega actualmente no mercado.

A Grécia aguarda que lhe sejam atribuídos fundos de emergência da União Europeia e do FMI. Em caso de incumprimento, segundo a S&P, os detentores de obrigações gregas só deverão receber cerca de 30% do investimento inicial.


Nyk

Grécia vai proibir "short selling" de acções até Junho



O regulador da bolsa grega, correspondente à CMVM portuguesa, vai banir o "short selling" de títulos até 28 de Junho, revelou hoje a Reuters.

O objectivo é impedir que os investidores que apostam na queda das acções ("Short selling")ampliem o efeito de descida do valor dos títulos, afundando a praça grega.

"A Comissão do Mercado de Capitais, depois de analisar as condições extraordinárias do mercado grego, decidiu banir o 'short selling' da Bolsa de Atenas. A regra entra em vigor a 28 de Abril [hoje] e prolonga-se até 28 de Junho", afirma o regulador grego em comunicado citado pela Reuters.

Esta é a segunda vez que a Grécia proíbe a aposta na queda das acções. A primeira vez que o fez foi em Outubro de 2008, após a queda do Lehman Brothers. A proibição tinha sido levantada em Junho do ano passado.

A bolsa grega já cai 27,8% este ano e a banca é a mais penalizada, com perdas superiores a 37%.


Nyk

BCE, FMI e Governo alemão preparam declaração conjunta sobre a Grécia



Reunidos em Berlim para conversações com o Governo alemão, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o ministro das Finanças germânico preparam-se para fazer declarações conjuntas ao início desta tarde. A expectativa é que os responsáveis falem sobre os planos de ajuda à Grécia, dado que são os principais intervenientes do empréstimo internacional pedido por Atenas na sexta-feira.

A notícia está a ser avançada pela agência Bloomberg, que cita um porta-voz do Ministério alemão das Finanças.

Já esta manhã, o secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Angel Gurría, que está também em Berlim, lançou um vivo apelo a um rápido entendimento sobre os termos e as condições de um empréstimo internacional à Grécia. "Tem de ser rápida, senão (a ajuda) vai sair mais cara".

O plano de ajuda à Grécia será hoje discutido hoje no quadro de uma mega reunião entre a chanceler alemã, Angela Merkel, e os dirigentes do BCE (Jean-Claude Trichet, na foto), FMI (Dominique Strauss-Kahn), Banco Mundial (Robert Zollick) e OCDE. No encontro participam também Pascal Lamy, presidente da Organização Mundial do Comércio, e Juan Somavia, da Organização Internacional do Trabalho.

"Esta ajuda está a exigir a operacionalização de mecanismos até agora inexistentes. Mas temos de o fazer e fazê-lo rapidamente, porque os mercados estão a piorar". "A ajuda tem de ser rápida, senão vai sair mais cara", frisou Gurría em entrevista à televisão Bloomberg.
Hoje o "Financial Times" noticia que o FMI está a ponderar aumentar de 15 mil milhões para 25 mil milhões de euros a sua contribuição para o primeiro ano de um empréstimo internacional ao Estado grego.

A este valor, acresceriam, também numa primeira fase de um empréstimo a três anos, 30 mil milhões de euros garantidos bilateralmente pelos países membros do euro, com a "factura" a ser repartida com base na proporção de cada um no capital do Banco Central Europeu (BCE). A Alemanha terá, portanto, de garantir a fatia-leão, cerca de 20%, mas exige compromissos mais firmes de que as contas públicas gregas serão duravelmente postas em ordem.



Nyk

Plano de ajuda grego é para ajudar o euro e não a Grécia

 
O membro do Banco Central Europeu, Axel Weber, adiantou que o plano de emergência para a Grécia destina-se a assegurar a estabilidade financeira da Zona Euro e não ajudar um país afundado em dívidas.

"A protecção do sistema financeiro, não a ajuda para o Estado grego, que se colocou a si próprio nesta situação difícil, é o motivo por trás das medidas de apoio", afirmou hoje Weber, num discurso em Berlim, citado pela agência Bloomberg.

O membro do BCE realçou ainda que "a união monetária europeia não está em perigo por causa do pedido da Grécia de ajuda e vamos assegurar que este continua a ser o caso".

A moeda única da Zona Euro está a negociar próximo de mínimos de um ano face ao dólar, penalizado pela especulação que a crise grega pode contagiar outros países do euro, como Portugal, Espanha e Irlanda.

Ontem, a casa de notação financeira S&P reviu em baixa o "rating" para Portugal e Grécia, reavivando os receios dos investidores, face aos défices excessivos dos países na Zona Euro.

Hoje, o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, e o director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominnique Strauss-Khan, vão encontrar-se com legisladores alemães. O plano de ajuda conjunto do FMI e do BCE para a Grécia exigiriam à Alemanha que contribuísse com o maior empréstimo individual ao país.

Weber defendeu ainda que a retoma económica está a decorrer em ritmos diferentes um pouco por todo o mundo e "o processo de recuperação na Alemanha está fundamentalmente intacto".



Nyk

Bank of America diz que S&P está a "atirar gasolina para a fogueira"


O Bank of America Merrill Lynch analisa hoje o impacto do corte do "rating" da dívida de Portugal e da Grécia por parte da Standard & Poor's. O título do estudo é sugestivo: "S&P atira gasolina para a fogueira".

Numa nota de "research", a casa de investimento norte-americana refere que a decisão da S&P, que cortou o "rating" de Portugal em dois níveis para A- e o da Grécia em três níveis para BB+, faz crescer o sentimento negativo na dívida dos países periféricos da Europa.

As acções portuguesas e gregas estão hoje de novo em forte queda e os juros da dívida pública em alta, em reacção à nota da S&P.

No caso de Portugal, o Bank of América assinala que o Governo já fez saber que "vai continuar a fazer tudo o que for necessário para eliminar a situação de défice excessivo".

Apesar de reconhecer o contágio que está a ocorrer da crise da Grécia a Portugal, os economistas do banco assinalam que a acção política por parte dos países da União Europeia vai impedir um maior dano da turbulência que se vive na Grécia.

Para ilustrar o peso diminuto de Portugal e Grécia na União Europeia, o Bank of América salienta que "a China importa muito mais para as principais economias do que Portugal e a Grécia".



Nyk

Eurolândia cria mecanismo permanente de socorro aos países em dificuldades



Os lideres dos países da zona euro garantiram ontem que farão "tudo o que for necessário" para defender o euro contra a especulação dos mercados financeiros, incluindo através da criação de um mecanismo de ajuda aos países com problemas de liquidez.



A decisão foi tomada durante uma cimeira de crise dos Dezasseis do euro que terminou às primeiras horas de hoje, embora os detalhes concretos do novo mecanismo só devam ser definidos pelos ministros das finanças dos Vinte e Sete países da União Europeia (UE) amanhã à tarde, a tempo da abertura dos mercados financeiros na segunda-feira de manhã.

"Até domingo à noite faremos o necessário para ter pronta uma linha de defesa impermeável da zona euro", afirmou Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro do Luxemburgo.

Desta forma, os Dezasseis vão enviar "um sinal muito claro contra os que especulam contra o euro", sublinhou Angela Merkel, chanceler alemã.

"A zona euro atravessa sem qualquer dúvida a crise mais grave desde a sua criação", afirmou o presidente Nicolas Sarkozy, apelando a uma "mobilização geral" para salvar a moeda única.

Os termos do mecanismo que ontem estiveram em discussão prevêem a participação da Comissão Europeia e Banco Central Europeu, a par dos governos e bancos centrais dos Vinte e Sete e mesmo de alguns bancos privados. De acordo com um diplomata europeu, os montantes em jogo serão "inferiores" ao bilião de euros que foi disponibilizado pelos governos da UE para ajudar os bancos em risco de falência no Outono de 2008.

"O BCE também vai fazer a sua contribuição", que poderá ser igualmente anunciada no domingo, afirmou Juncker.

Segundo Silvio Berlusconi, primeiro ministro italiano, a contribuição do BCE poderá incluir a possibilidade de adquirir, a titulo excepcional, títulos da dívida dos países em dificuldades para os ajudar, uma informação que não foi confirmada por mais nenhum dos presentes.

Em paralelo, os lideres assumiram o compromisso de acelerar a consolidação orçamental para convencer os mercados da solidez da sua determinação de corrigir os graves desequilíbrios económicos e financeiros.

Foi neste contexto que o primeiro ministro português, José Sócrates, anunciou que o défice deste ano será reduzido para 7,3 por cento em vez dos 8,3 por cento que estão previstos no programa de estabilidade apresentado há pouco mais de um mês pelo governo a Bruxelas.

Finalmente, os Dezasseis afirmaram-se determinados a reforçar a disciplina orçamental no quadro do pacto de estabilidade e crescimento do euro, incluindo através de um reforço das sanções contra os países incumpridores.

A cimeira de ontem oficializou por outro lado a ajuda de 80 mil milhões de euros (mais 30 mil milhões do FMI) prometida à Grécia para evitar a sua falência, cujos primeiros desembolsos serão libertados nos próximos dias e antes de19 de Maio, data em que Atenas terá de reembolsar 8.500 milhões de euros de dívida vencida.

Fenicio

O fim de semana não poderia ter trazido notícia melhor para os mercados financeiros!

Após incontáveis reuniões e muita especulação, os principais responsáveis pelas finanças europeias chegaram a um importante acordo neste domingo que prevê, dentre outras medidas, a criação de uma reserva monetária de 750 mil milhões de euros para fazer frente à crise deficitária que atinge toda a Europa e evitar que o "Efeito Grécia" se espalhe pelo continente.

Os mercados financeiros reagiram de imediato, registando ganhos tremendamente expressivos um pouco por todo o lado. Neste momento Frankfurt valoriza 4,6% para os 5.978 pontos, Paris sobe 8,65% para os 3.686 pontos e Londres ganha 4,44% para os 5,351 pontos. A principal praça portuguesa segue em linha com o restante da Europa ao registar uma valorização superior aos 7,5%.

Tamanho entusiasmo acabou também por empolgar as praças norte-americanas, cujos futuros apontam para uma abertura claramente positiva, em contraste com a forte queda registada na passada sexta-feira.

So far, so good!

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Nota: As análises apresentadas constituem artigos de opinião do autor, não devendo ser entendidos como recomendações de compra e venda ou aconselhamento financeiro.

Nyk

O que Portugal e Espanha estão a fazer para cortar o défice


No Ecofin extraordinário do passado domingo, Portugal e Espanha comprometeram-se a acelerar a redução do défice e a apresentar medidas mais austeras. Os resultados aí estão: Espanha e Portugal vão cortar ao défice deste ano 5 mil milhões e 2,1 mil milhões de euros. Compare aqui as duas "receitas".

Função Pública

Portugal

Os salários da Função Pública estão congelados este ano e o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) estabelece uma política de forte contenção até 2013, que se deverá estender ao sector empresarial do Estado. As entradas de pessoal estão limitadas à regra dois por um.
Os salários dos funcionários públicos ficam para a salvo, ao contrário
do que acontece com membros do Governo, autarcas, gestores públicos e reguladores, que vão sofrer um corte de 5%.

Espanha

Os salários dos funcionários públicos sofrerão um corte médio de 5% em 2010 e ficarão congelados em 2011. A redução será proporcional aos vencimentos, o que significa que quem ganha mais terá um corte maior. Esta medida estende-se aos políticos e outros altos cargos que sentirão uma redução de 15%. Segundo o Executivo, isto permitirá poupar 2,4 mil milhões de euros já este ano. O governo já tinha reduzido a oferta do emprego público, fixando uma entrada por cada dez saídas.

Pensões

Portugal

Depois de uma profunda reforma da Segurança Social, as medidas relacionadas com os pensionistas dirigem-se, agora, aos funcionários públicos. O Orçamento do Estado, já em vigor, determinou o agravamento das penalizações por reformas antecipadas de 4,5% para 6% por cada ano de antecipação. A subida da idade da reforma dos funcionários públicos para os 65 anos será antecipada para 2012 ou 2013, quando
o acordo com os sindicatos previa que se aplicasse em 2015.

Espanha

O Executivo decidiu suspender a actualização das pensões em 2011, excluindo as não contributivas e as pensões mínimas. A actualização das reformas em função da inflação esteve garantida por lei durante os últimos 25 anos, de acordo com a imprensa espanhola. Com esta medida, cerca de cinco milhões de pessoas poderão vir a perder poder de compra. Zapatero anunciou ainda a eliminação do regime transitório para a aplicação de novos requisitos previsto para a reforma parcial.

Impostos

Portugal

O IVA vai aumentar um ponto percentual em toda a gama: a taxa normal passa para 21%; a reduzida (aplicada aos bens alimentares de primeira necessidade), para 6%; e a intermédia, para 13%. As taxas de IRS também aumentam: 1,5 pontos percentuais para quem ganhe mais
de 2.375 euros por mês e 1,5 pontos para quem ganhe mais do que
o salário mínimo. As maiores empresas, entre as quais os bancos,
serão sujeitas a uma taxa adicional de 2,5% sobre os lucros.

Espanha

O Orçamento para 2010 já contempla um aumento da carga fiscal sobre os rendimentos de capital, que entrou em vigor em Janeiro, e uma subida do IVA, a partir de Julho. Em Fevereiro foi também aprovado um novo plano de luta contra a fraude fiscal e laboral. Nesta nova vaga de medidas, Zapatero não anunciou nenhuma fiscal, porém não descartou um possível aumento de impostos sobre os rendimentos mais altos, dizendo porém que isso tem que ser feito com "mais calma".

Prestações Sociais

Portugal

O Governo vai cortar os montantes do subsídio de desemprego e os beneficiários serão obrigados a aceitar salários mais baixos. Também
os beneficiários de apoios sociais serão severamente afectados pelas medidas, já que o PEC prevê um tecto nas transferências nos gastos com os apoios aos mais pobres. O acesso ao rendimento social de inserção,
a prestações por encargos familiares, ao subsídio social de desemprego ou apoios no âmbito da parentalidade será muito mais difícil.

Espanha

Até agora, quando uma pessoa requeria uma prestação social, junto com a primeira mensalidade era paga uma quantia única equivalente ao número de meses de atraso no deferimento. A partir de agora, o executivo estabelece um prazo-limite para atribuição destas prestações (seis meses) e elimina o princípio da retroactividade. O Governo decidiu ainda eliminar o "cheque-bebé" (2.500 euros por nascimento) já a partir de 2011.

Saúde



Portugal

O sector da Saúde representa este ano um esforço orçamental de 8.150 milhões de euros. Sendo esta uma área onde a despesa tem crescido de forma descontrolada nos últimos anos, o Governo já se comprometeu a reduzir a factura com medicamentos em 1% (16 milhões de euros) este ano. A aposta nos genéricos é um dos meios para atingir esse fim. Já a "venda em unidose" tem sofrido vários contratempos. O Governo vai também alterar o modelo de financiamento hospitalar no próximo ano.

Espanha

Depois de já ter anunciado um plano de racionalização dos gastos farmacêuticos num montante de 1.500 milhões de euros (0,15% do PIB), o governo espanhol vem mais uma vez sacrificar o sector da saúde. Desta vez não aponta valores, mas diz que será preciso reduzir a despesa com medicamentos. Como? Mediante a revisão do sistema de preços de referência, adequando o tamanho das embalagens à duração dos tratamentos e implementando a dispensa em dose individualizada.

Investimento público

Portugal

No PEC, o Governo deixou cair o investimento público para os níveis de 2008, com o seu peso no PIB a baixar de 4,2% em 2009 para 2,9% em 2013. Nas grandes obras públicas, Portugal optou por adiar por dois anos as linhas do TGV entre Lisboa e Porto e entre o Porto e Vigo, deixando também cair as cinco novas concessões rodoviárias. Face
à pressão externa recente, Sócrates referiu que serão também adiados o novo aeroporto de Lisboa e a terceira travessia do Tejo.

Espanha

O investimento público terá novo corte de 6.045 milhões de euros até 2011, que soma à redução de 5.000 milhões em 2010 decidida no Plano de Austeridade anterior. O Ministério das Obras Públicas volta a ser o mais afectado, com as obras já em marcha a sofrerem um atraso médio de seis meses e máximo de um ano. Apesar disso, o governo diz que não vão sofrer atrasos as obras cuja execução já esteja avançada, como a linha do TGV Madrid-Valência (está previsto concluir no final de 2010).

Outras medidas

Portugal

Cativação de 40% nas despesas com material militar, baixar despesas em estudos e pareceres em 'outsorcing'; cativação de 20% nas comunicações e regra 3 por 1 nas viaturas do Estado. As privatizações - 18 empresas, sete das quais com a totalidade de capitais públicos e 11 com a participação do Estado - devem permitir um encaixe de seis mil milhões de euros e o sector empresarial do Estado está sujeito a novos limites de endividamento: 7% em 2010, 6% em 2011 e 4% em 2013.


Espanha

A ajuda ao desenvolvimento (externa) será reduzida em 600 milhões de euros em 2010 e 2011, depois da verba destinada a este fim ter já sido reduzida em 2009. Outra fonte de poupança chega das comunidades autónomas e autarquias que vão reduzir os gastos em mais 1.200 milhões de euros. A número dois de Zapatero, Elena Salgado, diz que se as regiões governadas pelo partido da oposição (PP) assumissem os mesmos cortes seria possível poupar mais 20.000 milhões euros.




Nyk

Mercado imobiliário dá sinais de estabilização em 2010
O Banco Central Europeu afirmou que o mercado imobiliário na Zona Euro mostra sinais de estabilização, depois dos preços das casas terem caído para um máximo de quase duas décadas em 2009.

"Os dados dos preços das casas indicam que o ritmo de queda parece ter calmado alguma coisa no final de 2009 e inícios de 2010, o que pode ser um primeiro sinal que a situação possa estar a estabilizar em alguns países", pode ler-se no relatório mensal da autoridade monetária publicado hoje e citado pela agência Bloomberg.

Ainda assim, a instituição realça que "a contracção nos preços das casas na região do euro é provável que continue a curto prazo, embora possivelmente a um ritmo de moderação".

Na segunda metade de 2009, os preços das casas na área do euro caíram 3,1% face ao período homólogo, a maior descida desde 1982, adiantou hoje o BCE.

Os preços das propriedades recuaram em quase todos os países-membros do euro em 2009, liderados pelas quedas na Irlanda, Espanha, França, Chipre, Eslovénia e Eslováquia.



Nyk

Euro fixa novo mínimo de 2006 abaixo dos 1,23 dólares


A moeda europeia iniciou a semana com um novo mínimo. Está a negociar no valor mais baixo desde 2006, abaixo da fasquia dos 1,23 dólares, penalizado pelos receios dos investidores de que as medidas de austeridade ponham em risco a recuperação da economia da região.

O euro está a negociar nos 1,2293 dólares, a perder 0,53%, mas já esteve a cair 1% para ser transaccionado nos 1,2235 dólares, fixando assim o valor mais baixo desde Abril de 2006. No acumulado do ano, a moeda única regista já uma quebra de 14% face à divisa dos EUA.

A moeda única recua assim pela terceira sessão consecutiva e continua a reagir negativamente às medidas de austeridade que têm vindo a ser apresentadas pelos vários governos dos países da Zona Euro para reduzirem os respectivos défices das contas públicas.

Os investidores receiam que as medidas que estão a ser adoptadas – grande parte delas passa por aumento de impostos, o que leva a uma redução do rendimento disponível das famílias – irão ter impacto na recuperação da economia da Zona Euro, como um todo. A perspectiva é de que possam levar a uma nova recessão.


Nyk

Países do Euro reunidos hoje em clima de tensão



Os ministros das Finanças da Zona Euro reúnem-se hoje, numa altura em que a região atravessa a situação mais grave de sempre. Os novos plano de austeridade português e espanhol serão seguramente motivo de conversa entre os ministros, que deverão também aflorar as propostas de Bruxelas sobre o novo modelo de governação da Zona Euro.


Depois de mais uma semana muito agitada nos mercados financeiros, dois dos guardiões da disciplina monetária e orçamental do Euro fizeram questão de passar recados aos ministros das Finanças.

Primeiro, Jean-Claude Trichet: assumindo que a Europa vive "a situação mais difícil desde a Segunda Guerra Mundial" e advertindo que "se mantém o risco de contágio", o governador do Banco Central Europeu defendeu, numa entrevista ao diário alemão Der Spiegel, "um salto qualitativo na supervisão mútua das políticas económicas na Europa". Trichet foi mais longe e, na senda do que já disse a chanceler alemã, Angela Merkel, pediu "uma melhoria dos mecanismos que evitam e castigam as negligências" na Zona Euro.


No domingo, foi a vez de Merkel marcar terreno. Na véspera do Eurogrupo, a chanceler alemã voltou a pôr o dedo na ferida. "Tudo o que fizemos [com os planos de apoio aos países em dificuldades] foi ganhar tempo para que as disparidades em termos de competitividade e de défices entre países da Zona Euro sejam corrigidas", afirmou, durante um discurso no congresso da confederação sindical alemã. Nessa ocasião, Merkel voltou a criticar o comportamento "completamente inadmissível" dos gregos que, "durante anos a fio, puderam falsificar as suas estatísticas".


Fenicio

E graças à notícia avançada pelos chineses neste fim de semana, a dar conta das suas intenções de flexibilizarem o Yuan, os mercados europeus avançam com ganhos pela nona sessão consecutiva. As valorizações nas principais praças europeus variam entre 0.97% e 1.35%, naquilo que parece ser o prenúncio de mais um dia de subidas consistentes.

Durante anos os chineses atrelaram o yuan ao dólar, impedindo assim a flutuação cambial da sua moeda, mas a recente decisão de aumentar gradualmente a liberdade cambial da sua moeda animou os mercados por todo o mundo, com as praças asiáticas a reagirem com desempenhos muito positivos.

Nos EUA a notícia também foi muito bem recebida, o que nos permite antever uma abertura positiva nas principais praças norte-americanas. De facto, esta segunda-feira tem tudo para repetir os ganhos das sessões anteriores.

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Nota: As análises apresentadas constituem artigos de opinião do autor, não devendo ser entendidos como recomendações de compra e venda ou aconselhamento financeiro.

Fenicio

As bolsas dos EUA iniciaram a primeira sessão da semana com um fôlego espectacular, em larga medida motivadas pela notícia avançada pela China acerca da flexibilização gradual do Yuan.

Neste momento as principais praças norte-americanas valorizam 0.86% e 1.52%, ganhos que motivam ainda mais os mercados europeus que, neste momento, valorizam em média mais de 1%, com especial destaque à bolsa espanhola que já acumula 1.76%.

Na linha da frente também estão o sector chinês da aviação e de mineração, com os contratos de futuros do cobre a saltarem mais de 4%.

Por enquanto, um dia em grande para as bolsas de todo o mundo!

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Nota: As análises apresentadas constituem artigos de opinião do autor, não devendo ser entendidos como recomendações de compra e venda ou aconselhamento financeiro.

Fenicio

A primeira sessão da semana não poderia ter sido melhor para as praças europeias. Impulsionadas pela notícia de que as autoridades chinesas irão flexibilizar gradualmente o Yuan, libertando-o das amarras que o prenderam durante anos ao dólar, as bolsas de toda a Europa encerraram o dia com fortes ganhos.

Londres ganhou 0.92% para os 5.299 pontos, Frankfurt subiu 1.22% para os 6.293 pontos, Paris valorizou 1.33% para os 3.736 pontos, Madrid acumulou 1% para os 10.071 pontos e a bolsa portuguesa disparou 1.03% para os 7.487 pontos. De facto um dia em grande para a Europa, mas para os EUA...

A meio da tarde começaram a surgir dúvidas acerca da tal flexibilização do Yuan, com muitos investidores a duvidarem das reais intenções da China. A hesitação chinesa em avançar com pormenores da operação foi o suficiente para as principais praças norte-americanas deitarem por terra todos os elevados ganhos amealhados ao longo do dia. No fim do dia as perdas variavam entre o -0.1% e o -0.90%.

Com um desempenho tão terrível nos EUA, não será de estranhar uma abertura negativa na Ásia e na Europa amanhã, portanto, atenção redobrada com a abertura dos mercados nesta terça-feira!

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Fenicio

E após um desempenho bastante desanimador nos EUA, num dia marcado por fortes valorizações na primeira parte da sessão, seguido por um fecho negativo em todas as suas principais praças, os mercados europeus iniciaram a sessão desta terça-feira com perdas importantes.

Neste momento as quedas oscilam entre os -0.87% e os -1.47%, com os mercados fortemente condicionados pelo sector da banca, com especial destaque para os bancos franceses após o downgrade do rating do BNP Paribas para "AA-".

Os investidores também continuam ligeiramente confusos acerca da tal flexibilização do Yuan anunciada neste fim de semana pelas autoridades chinesas. Ainda há muitos detalhes a serem esclarecidos, uma situação desconfortável e que acaba por afugentar os investidores.

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Nota: As análises apresentadas constituem artigos de opinião do autor, não devendo ser entendidos como recomendações de compra e venda ou aconselhamento financeiro.