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News: O sentimento do mercado - Poço sem fundo ou grande Correcção?

Iniciado por tiagodandre, Janeiro 22, 2008, 14:37

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tiagodandre

Governador da Fed defende que corte de juros é "apropriado" para evitar recessão

O presidente da Reserva Federal de St Louis, William Poole, considera que uma política de redução de juros é apropriada para lidar com o abrandamento económico e acredita que os Estados Unidos vão conseguir evitar uma recessão.

"A melhor aposta é que nós não vamos ter uma recessão", disse o responsável, citado pela Bloomberg adiantando que pensa que a política de actuação da Fed está bem posicionada para combater as preocupações a longo termo e minimizar o impacto da crise do sector financeiro.

Os investidores esperam que o banco central norte-americano volte a baixar o preço do dinheiro em meio ponto percentual em meados de Março. A Fed já desceu os juros em 3% desde Setembro passado, na tentativa de evitar a primeira recessão económica nos Estados Unidos desde 2001.

Poole adiantou ainda que o consumo apenas está "calmo" e que a situação actual "é muito diferente das restantes recessões". Ainda assim o presidente da Reserva Federal de St Louis reconheceu que há um abrandamento e que as pessoas "não estão tão optimistas ou compradoras, como estavam antes" .

De acordo com a Bloomberg, o mercado acredita que a autoridade monetária norte-americana vai ter que cortar a sua taxa directora até 2,5%, face aos actuais 3%, na próxima reunião de 18 de Março.

Publicado 12 Fevereiro 2008 11:49

"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

10 lições de Warren Buffet  ;)

Tinha seis anos quando fez o primeiro negócio. Comprou seis latas de Coca-Cola ao preço unitário de 25 cêntimos e vendeu--as a 30, descobrindo a importância da margem de lucro. Agora, é o segundo homem mais rico do mundo, o que se deve à sua eficácia e disciplina como investidor. Warren Buffett só compra negócios que entenda e não se assusta quando as bolsas estão de mau humor.

http://www.negocios.pt/default.asp?Session=&CpContentId=311069

"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

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tiagodandre

Feds to Unveil New Mortgage-Help Plan
By MARCY GORDON

http://ap.google.com/article/ALeqM5iPpplpVSr2ixU2laMGwo2QnmANHQD8UOQE200



Bancos dos EUA anunciam medidas para reduzir dificuldades em pagar créditos

O Bank of América, o Citigroup e mais quatro bancos de crédito norte-americanos vão anunciar novas medidas para ajudar clientes com maiores dificuldades em pagar os seus empréstimos, de modo a que possam manter a sua casa.

De acordo com fontes citadas pela Bloomberg, que preferiram não ser identificadas, os bancos vão oferecer um mês de formação às pessoas em risco de perder a sua habitação ou com uma história de crédito mais complicada.

A iniciativa surge após uma semana de conversações entre as instituições, que foram fortemente afectadas pela crise do crédito hipotecário de alto risco, e o secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, e vai ser aplicada em clientes com o pagamento do empréstimo em atraso há pelo menos três meses ou com histórias de crédito mais problemáticas.

A crise do sector imobiliário está a levar a uma retracção no consumo e está a afectar o mercado de emprego, com a economia em risco de entrar em recessão.

JP Morgan Chase, Wells Fargo, Washington Mutual e Countrywide Financial também vão participar no projecto, que pretende evitar que as instituições financeiras se deparem com situações idênticas às que levaram à crise do "subprime", com as pessoas sem capacidade para responder aos seus empréstimos.

Apesar dos recentes cortes de juro nos Estados Unidos, Henry Paulson estima que ainda haja muitos proprietários em dificuldade.

http://www.negocios.pt/default.asp?Session=&CpContentId=311202
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bluexip


e já temos justificação para a subida :)

é realmente fantástica a forma casual como se estabelece relações de causa-efeito.

isto não muda nunca e é esse um dos fascínios da bolsa para mim.

cumprimentos,
bluexip
Ever wonder why fund managers can't beat the S&P 500? 'Cause they're sheep, and sheep get slaughtered.
- Gordon Gekko in Wall Street

tiagodandre

Poixx....mas neste caso justifica-se!...

Uma notícia destas não se vê todos os dias...e como o Buffett é o papa dos americanos!...quando o homem fala, as coisas têm logo impacto nos mercados!...

Enfim...vamos é ver se não vem outro dizer que a situação das Bonds insurers, é insustentável e que mais vale deixar cair o sistema do que tentar reparar o actual!...resultado....lá vinha as bolsas todas para baixo outra vez!  :D

Cada vez mais, é reacção às notícias e mais nada...PER, EPS,....para quê?....ao fim ao cabo, a avalanche da manada, leva tudo à frente! Basta qualquer um vir mandar uns bitaites para os orgãos de comunicação, que põe tudo em estado de guerra! Deviam era por portugueses a falar...o Durão bem falou...mas alguém lhe deu ouvidos?!...notícias(zzzzzz)...

Se as coisas continuam assim, daqui a uns tempos anda tudo com olhos tortos!...um olho nos EUA outro na Europa....um gajo não aguenta muito tempo assim...  :D

cump.
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tiagodandre

Cá tá......  :D  :D ...afinal o que faz mexer os mercados é:


Bolsas europeias terminam em máximos de duas semanas com discurso de Buffett

As bolsas europeias terminaram a sessão em máximos de duas semanas, depois de Warren Buffett se ter oferecido para ressegurar 800 mil milhões de dólares de dívida municipal das seguradoras de emissões obrigacionistas MBIA, Ambac Financial Group e FGIC.

O índice europeu Dow Jones Stoxx 50 encerrou a valorizar 3,48%, num dia em que o discurso de Buffett animou as principais praças mundiais. O investidor anunciou que a sua proposta não inclui os activos relacionados com os empréstimos de crédito hipotecário de alto risco, que provocaram mais de cinco mil milhões de dólares (3,4 mil milhões de euros) de perdas no último trimestre de 2007.

"Se alguém com dinheiro no bolso e muita paciência deseja arriscar, então isso está a suportar o mercado", adiantou Félix Lanters, da Theodor Gilissen Bankiers. O mesmo responsável considera que, tendo em conta a turbulência nos mercados, qualquer tentativa de ultrapassar a crise é positiva.

A impulsionar as bolsas esteve ainda a subida inesperada da confiança dos investidores alemães, o que pode sugerir uma melhoria da actividade económica da Alemanha.

O Barclays, o terceiro maior banco inglês, disparou 5,8% para os 454 pence, enquanto o UniCredit somou mais de 5,7% para os 4,81 euros. Ainda no sector financeiro, o BBVA valorizou 3,09% para os 13,67 euros e o BNP Paribas cresceu 3,74% para os 60,67 euros.

Em alta terminou ainda o sector petrolífero, com a Shell a ganhar 4,48% para os 1794 pence e a Repsol, que avançou 4,79% para os 22,10 euros.

O índice de Amesterdão, o AEX [AEX], foi o que mais subiu, ao ganhar 3,78%, seguido do FTSE, que valorizou 3,54%, enquanto o Ibex [IBEX], de Madrid, somou 3,40%.

A praça parisiense [CAC] avançou 3,37% e o alemão Dax [DAX] cresceu 3,33%.

2008/02/12 - 17:09
Fonte: Canal de Negócios


"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

bluexip


eu gosto é do "máximo de duas semanas". qualquer dia faz-se notícia com "máximos dos ultimos 10 minutos" :)

Tiago, acreditar que o Buffett tem alguma influência no rumo do mercado é acreditar que influências externas alteram o rumo... o dinheiro não se movimenta tendo em conta o que alguém possa achar. nem mesmo com o que o FED faz ou deixa de fazer...

para mim, os movimentos na bolsa estão para lá dos dados fundamentais. é muito mais do que isso. e estão para lá destas opiniões ou notícias. o que estas notícias e acontecimentos fazem é atrasar ou acelerar os movimentos - ou seja, interessam apenas para o curto prazo.

o mote para subida hoje foi dado ontem com o terceiro dia positivo no nasdaq e todos os índices americanos a fecharem no topo do range dos ultimos dias. isto junto com o modo de bargain hunting/formação de fundo em que estamos actualmente é a razão para a subida de hoje.

aliás, eu prefiro que não haja estas notícias pois pode servir para os intervenientes mudarem de ideias no curto prazo. por exemplo, se um activo está com aspecto de querer subir, uma abertura em forte gap up com uma noticia qualquer pode levar a que surjam vendas para capitalizar as mais-valias ou reduzirem as perdas e levar ao bloqueio da subida.

as melhores subidas ou quedas são feitas pela calada, sem grandes burburinhos.

abraço,
bluexip
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tiagodandre

#52
Poixx....o pior é quando estes ruìdos te estragam um trade limpo...

Está tudo a correr bem, a compra efectuada...os indicadores a disparar!...e logo a seguir, vem o gestor do fundo que movimenta biliões e xiliões :D...dizer que o caminho dos mercados é para baixo, blá, blá, blá...estamos short, porque....blá, blá,...e o que é que acontece?....ficas com o dia de trade estragado, porque apanham todas por tabela!...


Agora a sério...

Citação de: bluexip em Fevereiro 12, 2008, 18:43

o mote para subida hoje foi dado ontem com o terceiro dia positivo no nasdaq e todos os índices americanos a fecharem no topo do range dos ultimos dias. isto junto com o modo de bargain hunting/formação de fundo em que estamos actualmente é a razão para a subida de hoje.



Sim, esse positivo foi arrancado a ferros, só espero que o de hoje seja bem mais folgado!...Quanto ao bargain hunting,...vamos ver se finalmente podemos estar a dizer daqui a duas semanas, que eram mesmo!

Concordo, que o que dizes, mas como eu ando nisto ultimamente só para day-trade...todo o ruído é importante...é as coisas acalmarem...e volta-se a por os "filtros"!  ;)


Abraço.
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bluexip

o nasdaq está neste momento a preparar-se para um pequeno sell-off intradiário... com possibilidade de fechar negativo ou flat.

aí estão os contrários a entrar contra o sentimento bull supostamente dado pela notícia...

o dow e spx dificilmente fecham negativos hoje. mais uma comutação de mercados...

cumprimentos,
bluexip
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zefontelo

Amanha poderá haver correcções não acredito que teremos já respostas de uma inversão de tendência, talvez quinta e sexta sejam dias de tirar duvidas, eu tenho posições longas e curtas, hoje fiz mais de 20 compras e vendas, tanto as posições longas como as curtas ficaram todas positivas... amanha não estou mas os stops ficam....PS Curtas incluindo shorts

bluexip


segue o setup.

notas:

1) o setup aplica-se de forma exemplar e repetível ao nasdaq compósito e s&p500. o nasdaq100 e o dow jones costumam apresentar mais variantes e são menos precisos. pode-se usar o comportamento do nasdaq como trigger nos futuros nasdaq100.

2) nem sempre um gap deste tipo no nasdaq é fechado no próprio dia. podem no entanto avaliar se há condições para ser fechado pela forma como o preço se move ou aplicando um estocástico ou indicador de momentum, se preferirem/necessitarem ter um sinal quantificado.

3) este setup costuma dar tentativa de subida no dia seguinte logo após a abertura.

cumprimentos,
bluexip

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tiagodandre

Vendas a retalho aumentam 0,3% em Janeiro nos EUA

As vendas a retalho nos Estados Unidos aumentaram inesperadamente em Janeiro, com os americanos a gastarem mais dinheiro em automóveis e gasolina, um sinal de que as compras dos consumidores ? que têm o maior peso na economia ? estão a retomar, apesar de a crise do "subprime" se intensificar.

O aumento de 0,3% nas vendas do mês passado seguem-se a um decréscimo de 0,4% em Dezembro de 2007, anunciou hoje o Departamento norte-americano do Comércio.

Se excluirmos os automóveis e a gasolina, as vendas mantiveram-se inalteradas face ao mês precedente.

O relatório agora divulgado poderá diminuir os receios de que a queda do valor das casas e o congelamento do mercado de trabalho conduzam a cortes sustentados nos gastos dos consumidores ? o que levaria a economia para uma recessão.

"O consumidor parece estar a dar a volta por cima", comentou à Bloomberg uma economista do Scotia Capital, Karen Cordes.

Segundo a estimativa média dos 81 analistas contactados pela Bloomberg, esperava-se que as vendas a retalho tivessem caído 0,3%.

2008/02/13 - 13:59
Fonte: Canal de Negócios
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"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

helbar

Tiagodandre  vou por essa notícia no tópico recessão nos EUA. Penso que está relacionado com o tema.

Um abraço

goncalonr

Notícias que vão aguentando o Dax...

UBS predicts 'another difficult year'
By Haig Simonian in Zurich

Published: February 14 2008 07:27 | Last updated: February 14 2008 07:27

UBS on Thursday prepared investors for "another difficult year" as the biggest European casualty of the meltdown in US subprime securities confirmed that losses in fixed income trading had heavily outweighed another successful year in private banking.

The Swiss bank's full-year results confirmed the profits warning issued late last month. UBS said it lost SFr4.38bn ($3.95bn, €2.71bn) last year, and SFr12.45bn in the fourth quarter, when it booked the bulk of writedowns on its US mortgage related positions. The figures compared with net group profits of SFr12.26bn in 2006, and SFr3.41bn for the closing three months.

The group declined to give a clear outlook, pending clarification at a news conference later on Thursday. But it highlighted weaker financial markets and deteriorating economic data, "especially, but not only" in the US. While interest rate cuts would eventually bite, "it is uncertain when this will be", the bank said

UBS said it had already taken action to curb risk in fixed income trading, the source of its US subprime problems, improve controls and focus trading on business for clients, rather than its own book. Action was also being taken to reprice the cheap funding that had prompted traders to take big positions in US subprime paper.

The bank also warned of further job losses as its fixed income division withdrew from the "selected proprietary credit business in the US, Asia and Europe." However, it gave no details about additional cuts beyond the 1,500 jobs it had said would be removed when the scale of its problems began to emerge late last year.

"Last year was one of the most difficult in our history... While most of our businesses continued to be very profitable, the sudden and serious deterioration in the US housing market, in combination with our large exposure in subprime mortgage related securities and derivatives, has driven us into loss for the year", noted Marcel Rohner, chief executive.

The scale of the problems was spotlighted at the investment bank, which posted a pre-tax loss of SFr15.23bn last year, compared with pre-tax profits of SFr5.94bn the previous year.

While the overwhelming bulk of the problems lay in subprime, the group's equities and investment banking operations continued to perform successfully.

Private banking continued to do well. Pre-tax earnings in the division, which comprises global wealth management and business and retail banking in Switzerland, rose to SFr9.48bn from SFr8.14bn the previous year, while pre-tax profits in the fourth quarter hit a record SFr2.51bn.

Net new money appeared to remain strong, with inflows of SFr156bn last year, up 37 per cent on 2006. But the SFr31.7bn booked in the final quarter was only marginally up on the SFr30bn figure for October and November. While December is a traditionally weak month, the marginal increase could point to withdrawals as private clients grew uneasy about the bank's problems and succumbed to attempts by rivals to exploit its difficulties.
Copyright The Financial Times Limited 2008


IKB jumps on news of €1.5bn bail-out
By Bertrand Benoit in Berlin and Rachel Morarjee in Frankfurt

Published: February 13 2008 19:14 | Last updated: February 14 2008 09:22

Shares in IKB jumped on Thursday after the German government said it would lead a €1.5bn ($2.18bn) bail-out in a third attempt to save the small-business lender, as the finance minister said the potential fallout from its insolvency would be "incalculable".

The attempt to rescue the bank marks the first time Berlin has stepped in directly to salvage a casualty of this credit crisis and helped propel IKB's shares €1.54 or 26 per cent higher on Thursday to €7.40.

IKB became the first German victim of the crisis last summer and was bailed out by shareholders twice to the tune of more than €6bn.

So far, KfW, the state-owned development bank, which is IKB's biggest shareholder with a 38 per cent stake, has shouldered the bulk of the burden.

"After lengthy talks, we have decided to do all we can to save IKB," said Michael Glos, economy minister, after a meeting of the supervisory board of KfW.

News of the effort sparked protests from government and opposition politicians, who accused the coalition of Angela Merkel, chancellor, of wasting taxpayers' money in propping up what they described as a discredited public sector financial industry.

"It is intolerable that the taxpayer should be paying this bill," said Michael Fuchs, a member of parliament from Ms Merkel's Christian Democratic Union.

The bail-out was announced on Wednesday night after a four-hour meeting of KfW's supervisory board.

In addition to the government's €1bn participation, as yet unspecified shareholders will provide €500m. The total, however, falls short of IKB's reported need for a capital injection of nearly €3bn to mop up its losses.

Peer Steinbrück, the finance minister, called on private sector banks to take part in the rescue, which they have so far refused to do. The banks, however, stand to lose €24bn, according to the finance ministry, from a collapse of IKB.
Copyright The Financial Times Limited 2008


tiagodandre

#59
Destaque especial sobre PORTUGAL:

Portugal mantém-se como 15ª destino preferido pelos investidores estrangeiros na UE

Portugal mantém a 15ª posição como destino preferido pelos investidores estrangeiros ao nível da União Europeia, indica o último estudo da consultora A.T. Kearney hoje divulgado em Lisboa.

"O desempenho de Portugal em 2007 surpreende pela positiva, uma vez que mantém a posição de 2005 no âmbito da União Europeia, à frente de países como a Dinamarca, Áustria e Noruega", disse à imprensa o director sénior do conselho de Política Empresarial Global da A.T. Kearney, desde 2007.

Martin Walker, que comentou as conclusões do Índice de Confiança de Investimento Estrangeiro Directo (FDI Confidence Índex), um estudo através do qual, anualmente a consultora analisa a perspectiva presente e futura dos fluxos internacionais de investimento, destacou também que Portugal "está melhor posicionado" do que a Eslováquia e a Eslovénia.

A 15ª posição assegurada por Portugal no seio da União Europeia, acima destes dois últimos países-membros, é sobretudo significativa para este consultor uma vez que "têm regimes fiscais e custos de mão-de-obra bastante mais favoráveis".

De acordo com o estudo, Portugal surge à frente da Suíça, o que "não deixa de ser uma boa notícia", sublinhou igualmente Martin Walker.

"Portugal tem vindo a fazer reformas importantes num curto espaço de tempo, e embora atravesse um fase de austeridade, vai ultrapassar esta situação", disse o consultor.

Walker referiu ainda que apesar dos obstáculos com que se tem deparado Portugal, "o país tem seguido uma política inteligente e produtiva".

Entre as áreas da economia que merecem a eleição dos investidores estrangeiros nomeou, entre outras, a indústria petroquímica, logística, turismo, tecnologia de ponta, telecomunicações e outsoursing de serviços de empresas multinacionais

Publicado 14 Fevereiro 2008 16:20



ECONOMIA Publicado 14 Fevereiro 2008
Economia portuguesa cresceu 1,9% em 2007 após acelerar no quarto trimestre


A economia portuguesa cresceu 1,9% no ano passado, depois de ter acelerado nos últimos três meses do ano. O crescimento do produto interno bruto no ano passado foi o mais elevado dos últimos seis anos, apesar do INE ter hoje revisto em baixa a evolução da economia no terceiro trimestre, que contraiu contra os três meses anteriores.

De acordo com a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística, o PIB português cresceu 1,9% no ano passado. O Governo previa uma expansão de 1,8%, mas tinha já admitido que o crescimento poderia ficar em 1,9%. Também os organismos internacionais estimavam um crescimento de 1,8% no PIB.

A economia portuguesa cresceu assim em 2007 ao ritmo mais célere dos últimos seis anos (2001) e acima dos 1,3% verificados em 2006.

Este crescimento de 1,9% foi possível devido a uma aceleração da economia portuguesa no último trimestre do ano. Em termos homólogos o PIB cresceu 2% no quarto trimestre, o que representa o ritmo mais rápido desde o segundo trimestre de 2004 e iguala o verificado no primeiro trimestre do ano.

Em cadeia, o PIB português cresceu 0,7% no quarto trimestre, o que também representa uma forte aceleração face ao registado nos três meses anteriores.

O INE reviu hoje em baixa os números do terceiro trimestre, afirmando agora que o PIB português recuou 0,1% em cadeia, quando antes tinha apontado para uma estagnação. O crescimento homólogo do primeiro trimestre do ano foi também revisto em baixa de 2,1% para 2%.

O ano de 2007 acaba por ter três trimestres de crescimento similar (no primeiro, segundo e quarto cresceu 0,7% em cadeia e 2%, 1,9% e 2% em termos homólogos) destoando o terceiro trimestre. Entre Julho e Setembro o PIB cresceu 1,7% em termos homólogos e caiu 0,1% em cadeia.

Nos dados hoje divulgados, o INE não detalha os contributos para o crescimento do PIB. Os resultados finais só serão anunciados a 10 de Março.

Publicado 14 Fevereiro 2008



Sócrates destaca contributo do investimento
Crescimento em 2007 mostra que economia portuguesa reagiu bem às incertezas do "subprime"


O primeiro-ministro salientou hoje que o crescimento do PIB português em 2007, o maior dos últimos seis anos, confirma os fundamentais da economia portuguesa e mostra que Portugal reagiu bem às incertezas e dificuldades que a crise do "subprime" veio colocar às economias mundiais.

À margem da inauguração do novo departamento de Investigação & Desenvolvimento da farmacêutica Bial, na Trofa, José Sócrates diz que os números avançados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística, são uma "boa notícia", que vêem confirmar "os fundamentais da nossa economia".

O PIB português cresceu 1,9% em 2007 – a expansão mais acentuada desde 2001 - e acelerou para uma taxa de crescimento homóloga de 2% no quarto trimestre.

O primeiro-ministro salientou que há vários factores que contribuíram para este resultado, sendo que "um deles "é absolutamente evidente e chama-se investimento".

Salientou que os números superaram as expectativas do Governo, "mas o mais importante é que o crescimento do último trimestre foi superior aquilo que eram as expectativas de todos os analistas".

"É o maior crescimento dos últimos seis anos, o que nos deixa muito satisfeitos pela performance da economia em 2007" adiantou José Sócrates, acrescentando que este resultado mostra que "a economia portuguesa reagiu bem às incertezas e dificuldades que a crise do 'subprime' veio colocar às economias do mundo a partir do Verão de 2007".

"Devemos encarar estes números sem triunfalismo, mas com confiança. A nossa economia está hoje muito melhor do que estava há três anos para responder aos desafios e para enfrentar as incertezas do ano de 2008", referiu.

Crescimento da economia permite reduzir desemprego

Acerca dos dados do desemprego que vão ser divulgados amanhã, Sócrates adiantou que "este crescimento económico mostra com evidencia que a economia portuguesa está em boa recuperação, para se aproximar do crescimento económico da Europa".

As estimativas do Governo apontam para um crescimento de 2,2% na economia portuguesa em 2008, o que a confirmar-se será a primeira vez desde 2001 que o PIB português cresce acima do da Zona Euro.

"A partir deste nível de crescimento podemos começar a contar com um crescimento que já reduz o desemprego, porque a economia portuguesa já está a gerar emprego há dois anos", adiantou.

Sócrates salientou que a economia portuguesa, nos últimos três anos, já criou mais de 100 mil postos de trabalho.

Publicado 14 Fevereiro 2008



Portugal fechou 2007 a crescer mais que Zona Euro

A recuperação no último trimestre, acima da média do euro, fornece maior probabilidade à previsão do Governo que espera que Portugal cresça finalmente neste ano acima dos parceiros europeus.

A economia portuguesa voltou a ganhar dinamismo no final do ano passado, tendo sido a que mais acelerou – 0,7% em cadeia e 2% em termos homólogos – no conjunto da Zona Euro que, por seu turno, cresceu 0,4% em cadeia, mais uma décima do esperado pela maioria dos economistas, mas metade do ritmo registado no terceiro trimestre, em resultado do forte abrandamento observado na economia alemã e francesa.

Já Espanha surpreendeu os analistas, ao voltar a acelerar, de 0,7% para 0,8%, na recta final do ano.

Na comparação europeia, confirma-se que Portugal voltou, no conjunto do ano, a expandir-se menos (1,9%) do que a média do euro (2,4%), o que se observa desde 2001.

Mas o facto de a economia portuguesa ter fechado 2007 a crescer quase o dobro da média da área monetária fornece maior probabilidade à previsão do Governo, a única que aponta para o fim da divergência neste ano, com o crescimento português (2,2% é a previsão oficial, que data de Outubro) a superar o da Zona Euro (2%, nas projecções do Executivo).

Publicado 14 Fevereiro 2008

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