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No futuro dólar ou euro....?

Iniciado por xubi2, Maio 04, 2008, 00:59

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xubi2

                     
                      Estará a Europa preparada para dar o golpe? :-\

Pois é isto está cada vez mais complicado para as bolas de cristal! Na era tecnológica e de informação que estamos, tudo se passa num ápice e tudo muda sem darmos por nada! Isto a propósito de que estamos a atravessar uma época de muitas mudanças depois do teste que a economia  americana esta a sofrer.
 
Sim o cowboy julgava que ia par o iraque dava 2 tiros e estava tudo ganho, mas não, como se pode ver, aquela miséria de politica deitou a maior economia do mundo de rastos, baixou o PIB aumentou as-tronomicamente o défice e em especial gastos com a defesa! Já para não falar da tão badalada crise do sub-prime que a boa naneira de la fazem uma ma-quiagem e vais na mesma a festa mesmo com umas cuecas rotas! ( a ver vamos ate quando)

E agora pergunto eu, a Ásia em expansão, maior procura de petróleo, preocupações ambientais, e nos cá na Europa estaremos a altura de responder e de dizer ao E.U. que para vocês acabou agora quem manda somos nos!? >:(
http://www.estadao.com.br/economia/not_eco166761,0.htm

Será que estaremos a atravessar um momento de mudança e de afirmação do jovem euro? Será que e ainda cedo falarem barril de petróleo a 78€, onça a 585€ café anaoseiquemaisbeubeu!!! ??? Quando nos por cá estamos a ouvir coisas como Alemanha quer de volta  o Marco como moeda
http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,3307481,00.html

Bem na minha opinião isto será só uma nuvem passageira e não deve dar em nada devido a falta de preparação para assumir tentas responsabilidades, como se tem vindo a notar  nesta Europa conservadora e sem sangue (peludo) fresco para mudar com consciência, e assim andamos ao mando dos outros!

Abraços
S.Costa


DUARTINI

Para mim a longo prazo sem dúvida nenhuma que o dólar. A seguir virá o Amero e aí quem tenha dólare minha nossa vai explodir de alegria. Só o que tenho para dizer mas também que a guerra do Iraque serviu todos os interesses do país que se chama Estados Unidos da América. Petróleo com fartura, não é para eles, há-de ser para os Coreanos do Norte. Quase todo, porque tens uma tecnologia nuclear cuja conbustão parara além de libertar estrondosa energia, libertas oxigénio e não radiação como hoje em dia acontece. Um novo tipo excepcional nuclearmente falando vai aparecer. Tratado Quito pelos USA vai ser ganho, resta saber por parte da Europa. Sei bem que os USA não ratificaram o tratado Quioto. O que eu quero ver é o tratado pós quioto e comparar os USA com a Europa. O negócio foi dar milhões de toneladas de petróleo à Coreia do Norte, foi este o acordo assinado pelos dois países. Exportam o CO2 e importam o Oxigénio. Tão simples quanto isto. Por isso o Iraque falando geostratéticamente foi mais que ganho, pois as Mobil´s e Exon´s mais etc, são todas subordinadas incluindo Total, sabendo que é francesa dos USA. É esta a minha estratégia de ataque a longo prazo também ele subjectivo de pessoa para pessoa, cada um planeia a sua táctica. Os timings é que não vão ser iguais se me tentarem imitar, por ventura até melhores. :). Abraços e bons negócios.
http://strapon.pt    http://sersexy.net

npl

Duartini,
experimenta fazeres as contas do que estás a falar.
Napoleon: «L'art d'être tantôt très audacieux et tantôt très prudent est l'art de réussir.»

xubi2

#3

"É um aumento simbólico mas mostra que os sauditas perceberam que é importante que Bush não regresse a casa de mãos vazias. Isto ultrapassa a questão do petróleo. É a relação entre os dois países que está em causa", comentou Peter Beutel, presidente da Cameron Hanover, citado pela Bloomberg.

citação do J.Negocios de 16/05/2008
http://www.jornaldenegocios.pt/default.asp?Session=&CpContentId=317575

Saudi Arabia Says It Will Boost Oil Output in June (Update5)

By Janine Zacharia

May 16 (Bloomberg) -- Saudi Arabia, the world's largest oil exporter, will increase crude production next month in response to rising demand from its customers and a request by U.S. President George W. Bush to ease the strain of record prices.

The country will raise output by 300,000 barrels a day, or 3.3 percent, to 9.45 million barrels a day in June, Saudi Oil Minister Ali al-Naimi said in Riyadh today, following a meeting between Bush and Saudi Arabia's King Abdullah.

``The president has asked the Saudis to produce oil to meet demand,'' Tony Fratto, a White House spokesman, said in Riyadh after Naimi's remarks. ``He was reassured by the king that they have increased production as the market demands.''

Crude oil futures traded in New York rose to a record about one hour after Bush landed in Saudi Arabia today. They later settled at $126.29, an increase of $2.17, or 1.7 percent, though below the day's high after the promise to boost production. Saudi Arabia is the world's largest oil exporter and the most influential member of OPEC.

``It's just a token increase but it shows that the Saudis realize just how important it is for the president to not come back empty handed,'' said Peter Beutel, president of Cameron Hanover Inc. in New Canaan, Connecticut. ``This is about a lot more than oil. The special relationship between the countries is at stake.''

Earlier today, before Naimi's remarks, U.S. National Security Adviser Stephen Hadley said the Saudi policy was to supply extra oil only if customers needed it.

Saudi Increase

``On May 10 we increased our response to our customers by 300,000 barrels because they asked for it,'' al-Naimi said later. ``So our production for June will be 9.45 million barrels per day. This is the request of about 50 customers worldwide.''

In another sign of cooperation, Saudi Aramco, the kingdom's state-run oil company, and U.S.-based ConocoPhillips said they will build and own a 400,000 barrel-a-day refinery in Yanbu on the Saudi Red Sea Coast, to be completed by 2013.

Oil prices have doubled in the past year on surging demand, supply disruptions in places such as Nigeria and commodity purchases by investors as a hedge against a weakening U.S. dollar. The price surge threatens to accelerate inflation and curb economic growth.

``The Saudis have engineered this to make it look like they're doing something to help, but the market is rightfully skeptical,'' said Robert Laughlin, a senior broker at MF Global Ltd. in London.

Filling the Gap

``As far as the U.S. is concerned, most of the 300,000 came from the U.S. and we responded to it on May 10,'' al-Naimi said, referring to the kingdom's production increase. Saudi Arabia is making up for output losses from other countries, such as Nigeria, Venezuela and Mexico, he said.

Production from the 13 members of the Organization of Petroleum Exporting Countries fell by about 390,000 barrels a day in April, to 31.7 million barrels a day, largely because of declines in Nigeria, according to a monthly report yesterday from OPEC's secretariat, which cited estimates from secondary sources.

Some Nigeria production was lost because of a strike at Exxon Mobil Corp.'s facilities and because of militant attacks on Royal Dutch Shell Plc pipelines. The West African nation is usually one of the largest crude suppliers to the U.S.

Saudi Production

The same OPEC report said Saudi Arabia's April production was 9.02 million barrels a day, down 37,000 barrels a day from a month earlier. Nigeria's output fell by 251,000 barrels a day. The Saudi supply increase will offset declines last month, MF Global's Laughlin said.

The Saudi oil minister said Bush was satisfied ``because our response is positive. If you want to move more oil you need a buyer,'' al-Naimi said at a press conference at the Saudi foreign ministry in Riyadh.

OPEC, which pumps more than 40 percent of the world's oil, has kept output targets unchanged during its past three meetings, on March 5, Feb. 1 and Dec. 5.

``I don't think there is a need for more oil'' from OPEC, Qatari Oil Minister Abdullah al-Attiyah said in a telephone interview. ``My customers aren't asking for more oil.''

The Qatari minister said recent reports from the International Energy Agency have shown reductions in demand forecasts and added that there is ``no need'' for OPEC to meet before its next scheduled conference on Sept. 9.

He declined to comment on Saudi Arabia's statement, saying it was a ``sovereign'' decision.

``This is good news for world oil markets and good news for President Bush, who appears to have used his personal relationship with King Abdullah to overcome Saudi reluctance to raise oil production and put downward pressure on world oil prices,'' said Jim Phillips, a Middle East analyst at the Heritage Foundation in Washington.

Saudi Arabia plans to boost oil production capacity to 12.5 million barrels a day by 2009, Naimi said, reiterating previous comments.

To contact the reporters on this story: Janine Zacharia in Riyadh at [email protected].




Isto é ridiculo a venia que se faz a este senhor! Apesar de tudo os indicadores da economia da Alemanha vieram tirar algum pessimismo que pairava em relação ao futuro da economia Europeia e que desta forma veio dar mais algum alento a possibilidade de retoma nos U.S.A. e com isto a meio da semana inverteu-se o sentido de queda do ouro ,dolar, e petroleo!

A preposito fica aqui uma retrospectiva  de fins do ano 2007 daquilo que nos esperava em 2008!!!

http://diarioeconomico.com/edicion/diarioeconomico/analise/pt/desarrollo/1068255.html

o enssencial...

E o que se espera em 2008?


O comunicado do FOMC da reunião de Dezembro, onde foi decidida a descida da taxa dos fed-funds para 4.25%, é claro quanto ao cenário que irá condicionar a moeda nos primeiros meses do novo ano. É confirmado o abrandamento económico, que reflecte a intensificação da correcção do sector imobiliário e o abrandamento do consumo das empresas e das famílias. Por outro lado, a deterioração financeira aumentou a incerteza quanto à evolução futura da economia e da inflação. Neste contexto, a autoridade monetária continuará a actuar preventivamente de modo a criar estabilidade dos preços e manter o crescimento sustentado. Neste cenário de maior degradação económica e de continuadas descidas das taxas de juro, o dólar só poderá manter-se fraco, sem espaço para encetar movimentos de inversão de tendência.


Na UEM, apesar das principais economias estarem melhor preparadas para enfrentarem choques externos, comparativamente a crises anteriores, a continuação da instabilidade financeira e um abrandamento mais acentuado da economia norte-americana poderão trazer riscos acrescidos à actividade económica, para além da manutenção do euro forte e de subidas constantes dos preços das commodities. Assim, as revisões em baixa do crescimento afectam também a Zona Euro que, depois de ter crescido acima dos EUA em 2007, deverá abrandar em 2008. Acrescente-se ainda a situação de menor optimismo em que se encontra a maioria dos agentes económicos europeus. Daqui poderão esbater-se a prazo os factores que têm diferenciado o euro e o dólar. Também não é certo que, num movimento de políticas monetárias tendencialmente mais expansionistas nos EUA e no Reino Unido, o BCE não tenha necessidade de tornar as suas taxas de juro mais adequadas a um cenário económico adverso.


Em ano de eleições presidenciais nos EUA (Novembro), os governantes tudo farão ao seu alcance para mitigarem a situação de degradação económica. Face a esse desígnio, o Presidente Bush anunciou um programa de ajuda às famílias que têm encargos com empréstimos subprime, com o objectivo de combater a vaga de execuções de hipotecas que têm afectado milhares de famílias e que deverá agudizar-se em 2008. O secretário de estado do Tesouro, Henry Paulson, estima que este acordo, entre instituições financeiras e os investidores que assumiram as hipotecas, possa beneficiar imediatamente mais de um milhão de clientes subprime que, por enquanto, podem pagar a taxa inicial (teaser rate) mas já não têm músculo financeiro para pagar o resto dos encargos. Para além dos efeitos práticos, pretendem-se dar sinais para o exterior que algo está a ser feito. Nesta linha, surge também o plano de intervenção concertado dos mais importantes bancos centrais na cedência de liquidez aos mercados monetários, de forma a travar a turbulência financeira e as possíveis consequências no crescimento económico global. Todavia, os reais efeitos estão ainda por conhecer.


Apesar das recentes pressões internacionais sobre a China, não só americanas mas também da UE, a evolução da política cambial deste país é crucial para os restantes câmbios de referência. É pelo facto de a moeda chinesa não ser completamente livre de se apreciar, adequando-se à situação económico-financeira interna e externa, que se acentuam os actuais desequilíbrios globais e é exercida uma pressão excessiva no câmbio EUR/USD e extremada a fraqueza do dólar. No entanto, é de referir que, apesar do sistema cambial semi-flexível, em vigor desde Julho de 2005, o yuan já se apreciou, desde então, 10% em relação ao dólar. E, só no corrente ano, o movimento de apreciação foi de 6%, mas aos olhos das entidades americanas e europeias parece ainda curto. Espera-se que esta tendência continue, sendo incerta uma atitude mais agressiva por parte do Banco Popular da China.


Em resultado do que se espera em 2008 e, de alguma maneira, referenciados os principais tópicos, o EUR/USD poderá voltar a tentar testar o nível psicológico dos 1,50. Pelo menos, durante os próximos meses, o principal câmbio de referência deverá permanecer na área dos níveis máximos alcançados, numa altura em que será esperado um aumento do diferencial dos juros entre os dois blocos económicos. Na segunda metade do ano, com a diluição das principais diferenças entre as performances económicas dos EUA e da UEM, deverá assistir-se a um movimento de correcção, não de inversão de tendência


Veremos se morrerão por aqui as nossas esperanças de vir a ter os commodity a negociar em Euros,com um possivel bater no  fundo da crise do sub-prime e uma viragem a curto prazo do pessimismo vivido nos U.S.A.!

Cumprimentos

S.Costa

egas

nao tenho duvidas nenhumas que o USD sera sempre a moeda de referencia ::) como tudo na vida e por varias vezes ja teve maus momentos mas em tempo de crise e para se comecar a sair dela eles viram-se sempre para o mesmo STATES serao outra vez o farol do mundo ;D ja o disse num outro topico aconcelho a ter accoes AMERICANAS porque algumas cairam so por o sentimento de mercado ser negativo e se o USD comecar a recuperar e a cereja em cima do bolo ;D

xubi2

Crise do crude vai acabar?

Chovia no dia em que quatro bateristas, três guitarristas, um tocador de gaita-de-foles e mais 186 pessoas se reuniram na cidade rural de Cirencester, no Reino Unido, em Abril, para debater formas de transformar os seus bairros em comunidades amigas do ambiente, que tenham na agricultura, no artesanato e no cultivo de plantas medicinais os seus grandes pilares.

Carola Hoyos, do Financial Times

Depois de uma sessão de meditação colectiva e de alguns discursos, os presentes organizaram-se em grupos para discutir um pouco de tudo, dos transportes que não usam petróleo como combustível à estratégia a adoptar para persuadir os políticos locais a aderir ao mote do movimento das 'Transition Towns': reduzir a pegada de carbono em resposta às preocupações em torno do decréscimo das reservas de hidrocarbonetos e do aquecimento global.

Estes encontros foram, durante anos, considerados manifestações excêntricas. Grande parte dos executivos que trabalha na indústria petrolífera, dos governos, dos analistas e dos consultores rejeitou a teoria do "pico do petróleo", que se baseia no trabalho desenvolvido pelo geofísico Marion King Hubbert nos anos 50, quando se encontrava ao serviço da Shell, e que defende que a produção de crude vai, em breve, entrar numa fase de declínio terminal. Os seus críticos alegam que descura aspectos como as reservas remanescentes, subestima o contributo dos desenvolvimentos tecnológicos e ignora o papel das forças de mercado, cuja influência pode determinar as futuras reservas.

Mas numa altura em que o preço do petróleo atingiu novo máximo histórico, 135 dólares por barril, isto é, mais mil por cento do que há uma década, os receios de que a era dos hidrocarbonetos está a chegar ao fim começa a contagiar todas as áreas do mercado. Muitos profissionais da indústria petrolífera aceitam hoje que os preços não se devem apenas ao forte aumento da procura, mas também às restrições da oferta. Os apelos a novos investimentos são cada vez mais uma constante e estiveram no topo da agenda dos ministros da Energia dos principais países consumidores e produtores de petróleo, na reunião que teve lugar o mês passado em Roma. Poucas semanas depois, os analistas da Goldman Sachs e de outras empresas de referência, bem como os ministros dos países da OPEP, chegavam a uma conclusão: os preços do petróleo podem atingir os 200 dólares/barril dentro de dois anos.

O facto de a produção petrolífera da Rússia ter decrescido perto de meio ponto percentual em Abril – a primeira quebra em dez anos – foi suficientemente alarmante para o mundo em geral e para a indústria em particular. Porquê? Porque até há cinco anos o segundo maior produtor mundial mantinha uma taxa de produção anual na ordem dos 12%. Mas há mais: alguns executivos da indústria petrolífera, como Leonid Fedun, vice-presidente da Lukoil, declararam entretanto que a produção russa já atingiu o pico.

Dias depois de Fedun ter feito esta declaração, a Arábia Saudita, o maior produtor e exportador mundial de petróleo, anunciou que suspendera os planos que visavam aumentar a capacidade de produção. O ministro saudita da Energia, Ali Naimi, realçou que as previsões para a procura não permitem expandir a produção além dos 12,5 milhões de barris/dia, limite a atingir no próximo ano, apesar de o reino saudita ter investido nos últimos anos mais de 12,9 mil milhões de euros no aumento da capacidade.

O problema é que ninguém sabe o que se passa no seio da indústria petrolífera saudita. Riad é um "segredo bem guardado". Tão bem guardado que os analistas da Sanford Berstein, uma empresa de serviços financeiros, optaram por espiar via satélite as actividades de perfuração e extracção na maior jazida petrolífera do mundo, Ghawar, ao longo dos últimos nove meses, para confirmarem se houve, ou não, alguma alteração no padrão de exploração. E qual foi a sua conclusão? A Arábia Saudita terá de se esforçar mais do que aquilo que os seus engenheiros e geólogos haviam previsto em 2004, e explorar ao máximo a vertente norte de Ghawar.

Matthew Simmons, banqueiro de investimento na área das energias, mostra-se mais pessimista quanto à "saúde" de Ghawar. Por uma razão muito simples: se a Arábia Saudita não tenciona expandir a sua produção para 15 milhões de barris/dia, isso significa que está a fazer tudo para evitar o colapso das suas jazidas. Mas o mais dramático, na opinião de Simmons, é o mundo depender de um "punhado" de jazidas que hoje se encontram em acentuado declínio. Mais: desde a década de 70 que não se descobrem novas jazidas com igual capacidade. Um em cinco barris consumidos diariamente provém de uma jazida com mais de 40 anos. Nenhuma das jazidas descobertas nos últimos 30 anos tem capacidade para produzir mais de 1 milhão de barris/dia. Pior: a sua dimensão tem vindo a diminuir drasticamente.

As preocupações em torno da oferta alastraram à maioria dos gabinetes das petrolíferas internacionais. James Mulva, CEO da norte-americana ConocoPhillips, e Christophe de Margerie, seu homólogo na francesa Total, manifestaram recentemente o seu pessimismo ao reconhecerem que a produção petrolífera mundial nunca irá ultrapassar a fasquia dos 100 milhões de barris/dia. É este o volume que a Agência Internacional de Energia estima ser necessário para satisfazer a procura mundial dentro de sete anos, a qual deverá disparar para os 16 milhões de barris/dia em 2030.

Mulva e Margerie, tal como um número crescente de executivos do sector e de ministros, estão cientes de que a era do "petróleo fácil" tem os dias contados e de que as barreiras políticas – como a instabilidade na Nigéria, o processo de nacionalização das empresas energéticas na Rússia e as tensões internacionais que, desde há duas décadas, vêm a mitigar o potencial energético do Iraque – têm impedido as empresas de explorar em pleno os 2.400-4.400 milhares de milhões de barris remanescentes.

As petrolíferas, em vez de se prepararem para o dia do "Juízo Final", têm usado a tecnologia para extrair o crude que ainda existe nas suas velhas jazidas e procurado novas reservas em terrenos mais remotos e hostis. Mas sublinham que seria importante que os consumidores, habituados a depender do crude para tudo, não desperdiçassem este valioso recurso.

Os executivos da indústria reconhecem que as jazidas nos países desenvolvidos, como as do Mar do Norte e do Alasca, estão prestes a atingir o "pico". (Segundo a Sanford Bernstein, a produção exterior à OPEP deverá atingir o pico já este ano). No entanto, lembram que a capacidade das jazidas não convencionais, como Alberta, no Canadá, ou a Faixa do Orinoco, na Venezuela, já ultrapassaram o número de barris de petróleo produzidos pela Arábia Saudita. Acontece que estas duas alternativas têm grandes desvantagens: a primeira por se tratar de uma exploração que obriga ao uso intensivo de água e energia, e a segunda por estar sob a alçada do Governo populista de Hugo Chávez, facto que leva muitas empresas a recear investir na Faixa do Orinoco.

Guy Caruso, presidente da Administração da Informação Energética (AIE) do Departamento de Energia dos EUA, acredita que o mercado tem poder suficiente para influir nas políticas dos governos e no comportamento dos consumidores e das petrolíferas. A AIE estima que as importações norte-americanas de petróleo irão diminuir ligeiramente nos próximos 22 anos. Ora, isto quer dizer que a dependência das importações de petróleo do maior consumidor mundial vai decrescer entre 60% a 50% até 2015, antes de voltar a crescer para os 54% até 2030. As razões para esta descida são a crescente eficiência energética nos automóveis, a redução da procura, o aumento do consumo de biocombustíveis e o crescimento da produção dos EUA em um milhão de barris/dia no Golfo do México até 2012. "Hubbert nunca poderia ter previsto que a tecnologia ia evoluir desta maneira. Que hoje se usaria a perfuração horizontal e se poderia extrair petróleo do oceano a 3.600 metros de profundidade", sublinha Caruso.

Uma versão mais pessimista deveria incluir um declínio ainda mais acentuado e generalizado à medida que os países em desenvolvimento vergam sob o peso dos subsídios que são obrigados a pagar para suprir as necessidades energéticas e de alimentação da sua população. As opiniões de Jeremy Leggett, um geólogo convertido em empresário e autor de "Half Gone: Oil, Gas, Hot Air and the Global Energy Crisis", vai ainda mais longe na sua parábola para o pior cenário: "Os preços da habitação colapsaram. Os mercados de acções entraram em ruptura... As empresas foram à falência... Primeiro centenas de milhar, depois milhões, de trabalhadores foram atirados para o desemprego. Onde antes havia cidades prósperas com cafés e esplanadas vêem-se hoje filas de pessoas na chamada 'sopa dos pobres' e um exército de pedintes nas ruas".

Os executivos da indústria petrolífera rejeitam este cenário quase apocalíptico que, de tão corrosivo, tem o poder de deturpar políticas e decisões de investimento. Mas são visões como esta que levam as pessoas a agir e a usar a energia de uma forma mais eficiente. Os tocadores de gaita-de-foles e inseridos nas 'Transition Towns' são parte – ainda que pequena – da solução para

xubi2

Entrevista Markus Brunnermeier, Professor em Princeton


"É mais difícil prever o petróleo do que a bolha do 'subprime'"
Matemática e psicologia. Para Markus Brunnermeier, são as duas ferramentas para antecipar a especulação desmedida nos mercados. Para este professor em Princeton, a regulação ainda é o melhor remédio. Desde que não seja à bruta.

Miguel Pacheco

Fala-se numa bolha nas energias – petróleo, renováveis. Há razões para nos preocuparmos?
As renováveis são um substituto para as energias tradicionais e é menos óbvio – a exemplo do que acontece com o petróleo – falar de uma bolha. São mais bens de consumo, orientados pela oferta e procura, do que activos a longo prazo, como acções. Por outro lado, o 'trading' à volta do crude é muito elevado e isso é, tipicamente, associado a bolhas especulativas. Mesmo assim, nos modelos mais 'standard', os futuros estão ligados aos 'preços spot', e é esse preço futuro que realmente conta. Uma razão para a alta dos preços é a falta de elasticidade na curva da procura, especialmente a curto prazo. É mais difícil prever a evolução do petróleo do que a bolha da Internet ou o frenesim do 'subprime'.

A experiência das bolhas anteriores alterou a atitudes dos investidores? Eles ficam mais cautelosos quando vêem excessos de liquidez no mercado?
A consciência das bolhas aumentou dramaticamente e já há investigação académica que defende que os investidores que não perderam dinheiro nesses períodos de ´crash' são mais propensos a bolhas. Antes da bolha das tecnologias, a eficiência do mercado era o paradigma dominante. Agora, a análise académica já inclui outros factores, como erros no preço, fricções financeiras e elementos psicológicos

A regulação é o caminho para evitarmos estes problemas?
Os bancos centrais e outros órgãos de regulação devem ter a consciência dos riscos. Não quero dizer com isso que todas as potenciais bolhas devem ser alvo de políticas monetárias. As mexidas nos juros são um instrumento demasiado bruto para regularem bolhas em sectores específicos. Medidas mais


Cumprimentos
S.costa

npl

Napoleon: «L'art d'être tantôt très audacieux et tantôt très prudent est l'art de réussir.»

xubi2

Cá estão mais dois grandes factores que irão ter um grande peso numa mudança na moeda de referencia de negociação a nível mundial!

Vários sinais tem  sido dados nesse sentido, bastara agora um crash no mercado do petróleo com uma possível entrada em recessão nos E.U.A. alguma pressão médiatica por parte dos membros da OPEP e um não fraquejar da economia europeia e ai estaremos nós a curto prazo com os commoditys a negociar em €!!!



Euro negoceia perto de máximos de um mês face ao dólar
O euro negociava perto de máximos de um mês face ao dólar, perante a especulação de que seja divulgada amanhã uma queda nos preços das casas nos EUA e que a confiança dos consumidores do país caiu para o nível mais baixo dos últimos 15 anos.

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Ana Filipa Rego
[email protected]



O euro negociava perto de máximos de um mês face ao dólar, perante a especulação de que seja divulgada amanhã uma queda nos preços das casas nos EUA e que a confiança dos consumidores do país caiu para o nível mais baixo dos últimos 15 anos.

Contra a moeda norte-americana, o euro subia 0,11% para os 1,5781 dólares mas já avançou 0,18% para negociar perto de máximos de um mês nos 1,5792 dólares.

As previsões indicam que o preços das casas nos Estados Unidos voltou a cair e que o nível de confiança dos consumidores norte-americanos está no nível mais baixo de pelo menos 15 anos.

A moeda norte-americana tem sido penalizada pela especulação de que os EUA vão entrar em recessão e, consequentemente, pelos sucessivos cortes na taxa de juro de referência por parte da Reserva Federal (Fed) dos EUA para evitar que tal aconteça.
Ainda hoje, o jornal "Expansión" noticiava que Warren Buffett acredita que a economia dos EUA já se encontra em recessão económica uma vez que algumas pessoas já sentem os efeitos negativos. Para o homem mais rico do mundo, esta recessão será "mais profunda e maior" do que as pessoas pensam.








Presidente da OPEP
Preços do petróleo vão continuar a subir
Os preços do petróleo vão continuar a subir devido à queda da moeda norte-americana
, garantiu o presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Chakib Khelil voltou a afirmar que a organização que dirige não vai aumentar a produção.

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Ana Luísa Marques
[email protected]


Chakib Khelil

Presidente da OPEP
Os preços do petróleo vão continuar a subir devido à queda da moeda norte-americana, garantiu o presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Chakib Khelil voltou a afirmar que a organização que dirige não vai aumentar a produção.
"À medida que as taxas de juro e o valor do dólar caiem, os preços do petróleo vão continuar a subir", garantiu Chakib Khelil, de acordo com o "site" da petrolífera estatal líbia.

Khelil afirmou, ainda, que antes da próxima reunião da OPEP, que tem lugar em Setembro, a organização não pondera realizar nenhum aumento da produção. Nas últimas reuniões, a OPEP deixou os níveis de produção inalterados. De acordo com as estimativas da Bloomberg, a OPEP produziu, em Abril, 32,10 milhões de barris por dia.


xubi2

MERCADOS Publicado 26 Maio 2008 20:33
Queda do dólar fortalece "commodities"
O dólar tem estado hoje a rondar os mínimos de um mês face ao euro, nos 1,5792 dólares. Esta desvalorização da nota verde contribui para a subida de algumas matérias-primas, que estão a ser procuradas pelos investidores como valor-refúgio, especialmente o crude e os metais preciosos.

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Carla Pedro
[email protected]



O dólar tem estado hoje a rondar os mínimos de um mês face ao euro, nos 1,5792 dólares. Esta desvalorização da nota verde contribui para a subida de algumas matérias-primas, que estão a ser procuradas pelos investidores como valor-refúgio, especialmente o crude e os metais preciosos.

Os altos preços do petróleo, por sua vez, têm sustentado muitas outras "commodities". Na sessão de hoje, as cotações do óleo de palma, ouro, prata, platina, cobre e borracha natural registaram consideráveis subidas.

A platina chegou aos 2.183 dólares por onça, tendo já valorizado 43% desde o início do ano. O ouro e prata para entrega imediata também ganharam terreno com o aumento dos custos da energia e com a fraqueza do dólar, para 297,05 e 18,23 dólares por onça, respectivamente. O ouro acumula um ganho de 41% nos últimos 12 meses. Nesse mesmo período, os preços do petróleo duplicaram e o dólar caiu 17%.

O crude tem estado hoje a ser sustentado por um novo ataque a instalações petrolíferas da Shell na Nigéria e pelo facto de o presidente da OPEP, Chakib Khelil, ter dito que o cartel não aumentará a oferta.

A borracha natural subiu pela terceira sessão consecutiva, para o nível mais alto desde Abril de 1980, devido à especulação de que a China – maior consumidor mundial – poderá aumentar as compras em consequência de uma queda das suas reservas desta matéria-prima.

Os futuros do cobre também estão a ser beneficiados com a queda do dólar, já que este metal industrial é visto como um refúgio contra a inflação. O cobre para entrega em Agosto ganhou 0,7% para 9.044 dólares por tonelada na sessão de hoje. Desde o início do ano, este metal já subiu 23%.

O óleo de palma para entrega a três meses valorizou 0,9% para 1.144 dólares por tonelada no mercado de Kuala Lumpur, sendo este o nível mais alto desde 14 de Março.

A nota verde tem estado a ceder terreno devido à especulação de que os Estados Unidos amanhã anunciarão que a queda dos preços das casas se intensificou e que os consumidores apresentam o nível mais pessimista dos últimos 15 a anos, salientou a Bloomberg.


xubi2

"O petróleo não vai desaparecer nos próximos 50 anos"
O debate em torno da energia tem vários mitos. O fim do petróleo e a ideia de que este pode ser substituído por energias renováveis são dois deles, afirmam os investigadores do INETI, Isabel Cabrita e Ibrahim Gulyurtlu.

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Carla Pedro
[email protected]
André Veríssimo
[email protected]


O debate em torno da energia tem vários mitos. O fim do petróleo e a ideia de que este pode ser substituído por energias renováveis são dois deles, afirmam os investigadores do INETI, Isabel Cabrita e Ibrahim Gulyurtlu.

"O nuclear é a única fonte de energia, além dos combustíveis fósseis, que garante um abastecimento de electricidade constante", disse em entrevista ao Jornal de Negócios Isabel Cabrita, vice-presidente do comité de investigação e tecnologia e directora do departamento de Engenharia Energética e Controlo Ambiental do INETI (Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação)

Por seu lado, Ibrahim Gulyurtlu, director da unidade de investigação e tecnologia do Departamento de Engenharia Energética e Controlo Ambiental do INETI, salienta que "as energias renováveis nunca substituirão os combustíveis fósseis. Não têm hipótese. No máximo representarão15%".



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Ai fica outra grande verdade e talvez lá daqui a 50 anos, acabe toda a polémica da Cimeira das Lajes que nos levou até onde estamos agora, a isso se deve a prepotência do Sr Barroso, Bush e Blair. Com o tempo e se não lhes valer Obama nestas próximas eleições e a curto prazo não vejo outro jeito se não uma mexida profunda na economia mundial para se fazer face a esta dependência...
Até lá só resta esperar...


Cumprimentos

xubi2

Presidente da OPEP diz que um dólar mais forte vai fazer baixar os preços do crude

O preço do petróleo vai baixar à medida que o dólar se reforça face às outras divisas, e o barril de crude deverá ficar a rondar os 120 dólares, indicou esta quinta-feira o presidente da OPEP, Chakib Khelil.

O preço do petróleo vai baixar à medida que o dólar se reforça face às outras divisas, e o barril de crude deverá ficar a rondar os 120 dólares, indicou esta quinta-feira o presidente da OPEP, Chakib Khelil.


«Tudo depende da situação do dólar», disse Khelil, que é também ministro do Petróleo da Argélia, num entrevista dada hoje pelo telefone à agência Bloomberg a partir de Argel.


«Neste ponto, não pensamos que os preços chegarão aos 150 dólares, não vão cair abaixo dos 100, vão ficar a rondar os 120», disse, acrescentando que «vai recuar se o dólar se reforçar».


Os preços do crude estão 10 por cento abaixo do recorde de 135,09 dólares o barril atingido a 22 de Maio em Nova Iorque. Um dólar mais forte, combinado com um crescimento menor da procura do que esperado quando a economia mundial abranda, vai fazer baixar a pressão sobre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para decidir um aumento de produção em Setembro, disse Khelil.


Os preços do crude duplicaram num ano com o aumento da procura na Ásia e com a depreciação do dólar a levar os investidores a investir em matérias-primas.


O barril de crude par entrega em Julho estava praticamente estável, a 122,26 dólares às 12:40, em Londres.


Khelil disse que pode haver «um entendimento» entre o Banco Central Europeu (BCE) e a Reserva Federal norte-americana para suportar o dólar, que recuperou 4 por cento desde o recorde de baixo contra o euro atingido a 22 de Abril. Tinha afirmado a 8 de Maio que um barril a 200 dólares era «possível» por causa da fraqueza do dólar.

lusa

Cumprimentos

xubi2

Petróleo cai e regressa aos 132 dólares por barril
Os preços do petróleo seguem a negociar em queda em consequência da valorização da divisa norte-americana o que leva a que os contractos petrolíferos se tornem menos atractivos para os detentores de outras moedas.

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Lara Rosa
[email protected]


Os preços do petróleo seguem a negociar em queda em consequência da valorização da divisa norte-americana o que leva a que os contractos petrolíferos se tornem menos atractivos para os detentores de outras moedas.

O West Texas Intermediate (WTI) seguia a desvalorizar 2% para os 133,65 dólares por barril em Nova Iorque, e em Londres, o "Brent" do mar do Norte, que serve de referência à economia europeia, caía 1,59% para os 132,87 dólares.

Para a desvalorização está a contribuir a subida do dólar que reduz o apetite dos investidores pelas "commodities", uma vez que os contractos petrolíferos se tornam menos atractivos para os detentores de uma divisa diferente do dólar.

Com o petróleo a ser negociado na moeda norte-americana, e com a desvalorização que tem sido verificada nos últimos tempos, muitos investidores procuraram o mercado petrolífero já que os contractos se tornam mais baratos.

Este tem sido um dos principais motivos para a valorização dos preços do petróleo que já mais do que duplicaram nos últimos 12 meses.

"Estes movimentos têm sido causados pelo dólar" afirmlu Rick Mueller, director da Energy Security Analysis citado pela Bloomberg.
Na sessão de ontem o petróleo chegou a avançar mais de 4% em Londres e 5% em Nova Iorque depois do Departamento norte-americano da Energia ter anunciado que os "stocks" de crude caíram em 4,560 milhões de barris, quando os analistas apontavam para um decréscimo de apenas 1,5 milhões de barris.


Heikinashi

As coisas mudam em muito pouco tempo, já estamos nos 138 $ outra vez

xubi2


A proposta Bolsa do Petróleo iraniana

I. A economia dos impérios


Todos os estados-nação tributam os seus cidadãos, ao passo que um império tributa os restantes estados-nação. A história dos impérios, desde o Grego e Romano, até ao Otomano e Britânico, ensina-nos que o fundamento económico de qualquer império é a tributação das restantes nações. A capacidade imperial para tributar esteve sempre baseada numa melhor e mais forte economia, e como consequência, num melhor e mais forte exército. Uma parte dos impostos serve para melhorar o nível de vida no império; a outra parte serve para fortalecer o domínio militar necessário a uma boa eficácia na cobrança desses impostos.

Historicamente, a tributação de um estado subjugado era efectuada de diversas formas – normalmente em ouro e prata, quando estes metais eram considerados dinheiro, mas também em escravos, soldados, colheitas, gado, ou outros recursos tais como os agrícolas ou recursos naturais, enfim, qualquer bem económico que o império exigisse e que o estado subjugado pudesse entregar. A tributação imperial foi sempre exercida de forma directa, isto é, o estado subjugado entregava os bens económicos directamente ao império.

No século XX e pela primeira vez na história, os EUA puderam, através da inflação, tributar o mundo de um modo indirecto. Não obrigou o pagamento directo de impostos como todos os precedentes impérios fizeram, mas fê-lo difundindo a sua própria moeda, o dólar norte-americano, pelas restantes nações em troca de bens, com uma intenção planeada de inflacionar, e de seguida desvalorizar todos esses dólares, e em virtude disso, reembolsando depois cada dólar com menor quantidade de bens económicos – a diferença entre estes dois estágios, valorização e desvalorização do dólar, representa exactamente o imposto imperial norte-americano. É assim que o sistema tem funcionado.

No início do século XX, a economia norte-americana começou a dominar a economia mundial. O dólar norte-americano foi fixado ao ouro, de forma que o valor do dólar não aumentava, nem diminuía, mantendo o mesmo valor tendo por base o ouro. A Grande Depressão, com a sua elevada inflação registada entre 1921 e 1929, e consequentemente com os seus crescentes défices governamentais, haviam aumentado substancialmente o montante de dólares em circulação, o que tornou impossível sustentar o dólar com o ouro existente nos EUA. Isto levou Roosevelt a desligar o dólar do ouro em 1932. Até esta altura os EUA dominaram a economia mundial, mas de um ponto de vista económico, não eram ainda um império. O valor do dólar fixado ao ouro não permitia que os americanos extraíssem benefícios económicos dos outros países, pois os dólares por eles adquiridos eram convertíveis em ouro até essa altura.

Economicamente, o império americano nasceu com o acordo de Bretton Woods em 1945. O dólar norte-americano não era completamente convertível em ouro, porque essa convertibilidade só era possível para os governos estrangeiros. Este acordo estabeleceu assim o dólar como sendo a moeda de reserva do mundo. Esta situação foi possível porque durante a 2ª Guerra Mundial os Estados Unidos haviam fornecido todo o tipo de bens aos seus aliados, exigindo ouro como pagamento, acumulando por isso uma substancial quantidade do ouro mundial. Um império nunca teria sido possível se o acordo de Bretton Woods limitasse a emissão de dólares à disponibilidade de ouro, assim como o completo retorno desses dólares em ouro. Porém, a política dos EUA durante os anos 60 de "armas & manteiga", foi efectivamente uma política imperial: houve um incremento da emissão de dólares para financiamento da guerra do Vietname e da Sociedade Fantástica de Lyndon Johnson. A maioria desses dólares foi parar às mão de estrangeiros através de pagamentos de bens económicos por eles fornecidos aos EUA, sem que os próprios EUA tivessem a intenção de os voltar a obter de volta pelo mesmo valor. O aumento de participações em dólares na posse de estrangeiros devido ao persistente défice comercial norte-americano, equivaliam a uma tributação – a tributação clássica devida à inflação que qualquer país impõe aos seus cidadãos; neste caso tratava-se de uma tributação que através da inflação os EUA impunham ao resto do mundo.

Quando em 1970-1971 os estrangeiros exigiram o pagamento dos seus dólares em ouro, depararam com a recusa do governo norte-americano, facto que se deu em 15 de Agosto de 1971. Enquanto se ia explicando simplisticamente este acontecimento como sendo uma forma de "cortar a ligação entre o dólar e o ouro", na realidade essa negação de reembolsar o ouro era um acto de bancarrota do governo norte-americano. No essencial, o EUA declararam-se nessa altura como um império. Tinham conseguido obter uma enorme quantidade de bens económicos do resto do mundo, sem terem a intenção ou a capacidade para devolver esses bens, e o mundo nessa situação foi impotente para reagir — o mundo foi tributado e nada pôde fazer para o evitar.

A partir daqui, para sustentar o império americano e para continuar a tributar o resto do mundo, os Estados Unidos tiveram que forçá-lo a continuar a aceitar dólares em permanente depreciação, em troca de bens económicos que lhe eram continuamente fornecidos, apesar o mundo possuir cada vez mais desses dólares depreciados. Foi preciso por isso dar ao mundo um forte motivo económico para que retivesse os dólares obtidos das transacções comerciais com os EUA: esse motivo foi o petróleo.

Em 1971, tornava-se evidente que o Governo de EUA não poderia comprar de volta seus dólares com ouro como estava previsto no acordo de Bretton Woods. Foi feito por isso um acordo com a Arábia Saudita de que os EUA suportariam a Casa Real em troca deste país aceitar apenas o dólar norte-americano como forma de pagamento do seu petróleo. Os restantes países da OPEP de imediato seguiriam esta medida aceitando unicamente dólares para as suas vendas de petróleo. A partir daqui e porque o mundo precisava de obter petróleo dos países árabes, passou então a existir uma razão objectiva para se obterem dólares para o pagamento do petróleo. Porque o mundo precisava de crescentes quantidades de petróleo, e a preços de petróleo também eles crescentes, a procura de dólares no mundo só poderia aumentar. Embora já não fosse possível trocar os dólares por ouro, eles eram agora trocáveis por petróleo.

A essência económica deste acordo era de que o dólar estava agora suportado por petróleo em vez de ouro. Enquanto isto fosse sucedendo, o mundo teria de acumular montantes crescentes de dólares, pois eram necessários para a aquisição de petróleo. Portanto enquanto o dólar fosse o único pagamento aceitável para o petróleo, o seu domínio no mundo estaria assegurado, e o império americano poderia assim continuar a tributar o resto do mundo. Se por qualquer razão, o dólar perdesse o suporte do petróleo, o império americano deixaria de existir. Por isso, a sobrevivência imperial exigia que o petróleo fosse vendido apenas em dólares. Por outro lado impedia que estados soberanos que não fossem suficientemente fortes em termos políticos e militares, pudessem exigir o pagamento das suas reservas de petróleo, noutra moeda que não fosse o dólar. Se um qualquer país tomasse uma tal decisão, teria que ser convencido a mudar de opinião tanto por pressão política, como por meios militares.

O homem que realmente pediu que o petróleo do seu país fosse pago em euros, foi Saddam Hussein em 2000. No inicio, a sua exigência caiu no ridículo, depois no desprezo, só mais tarde, quando se tornou claro que ele havia feito um bom negócio, se iniciou a pressão política para que modificasse a sua posição. Quando outros países, como o Irão, pretendem o pagamento noutras moedas, como sejam o euro e o iene, o perigo para o dólar é evidente, e portanto uma acção punitiva passa a estar na ordem do dia. A operação "choque-e-terror" de Bush no Iraque nada teve a ver com as capacidades nucleares de Saddam, nem com a defesa dos direitos humanos, nem com o objectivo de espalhar a democracia, nem mesmo com a tomada dos campos petrolíferos; o objectivo nuclear dessa operação foi defender o dólar, e consequentemente o império americano. Era preciso que todos tivessem o exemplo de que quem exige o pagamento do seu petróleo noutra moeda que não o dólar será igualmente punido.

Muitos criticaram Bush por efectuar uma guerra contra o Iraque a fim de capturar os campos de petróleo iraquianos. Porém, esses críticos não conseguem explicar porque razão Bush havia de querer capturar esses campos – ele poderia simplesmente imprimir os dólares que quisesse e com eles poderia adquirir no mundo todo o petróleo que necessitasse. Ele deve ter tido qualquer outra razão para invadir o Iraque.

A História ensina que um império só deverá ir para guerra por uma de duas razões: (1) para se defender ou (2) para tirar benefício de guerra; caso contrário, como o Paul Kennedy ilustra no seu magistral "The Rise and Fall of the Great Powers", o esforço militar esgotará os seus recursos económicos e precipitará o seu colapso. Falando economicamente, para que um império inicie e conduza uma guerra, os seus benefícios têm que exceder em valor os custos com o seu exército e os custos sociais decorrentes da guerra. Os benefícios dos campos petrolíferos iraquianos dificilmente serão merecedores a longo prazo, dos custos militares envolvidos nos vários anos de ocupação que os EUA terão de exercer. Em vez disso, as razões que levaram Bush a ir para o Iraque foram unicamente para defesa do seu império. Na realidade, o que se passou foi que, dois meses depois de os Estados Unidos invadirem o Iraque, o programa "Petróleo por Alimentos" terminou, as contas iraquianas em euros foram trocadas por dólares, e o petróleo voltou a ser vendido em dólares norte-americanos. O mundo deixou de poder continuar a comprar o petróleo iraquiano em euros. A supremacia global do dólar foi restabelecida uma vez mais. Bush desceu vitoriosamente de um avião de combate e declarou que a missão fora cumprida – ele acabava de defender o dólar norte-americano com êxito, e consequentemente também o império americano.

II. A Bolsa do Petróleo iraniana

O governo iraniano desenvolveu finalmente a arma "nuclear" final que pode destruir rapidamente o sistema financeiro a sustentar o império americano. Essa arma é a Bolsa Iraniana de Petróleo que se espera vir a abrir em Março de 2006. Estará baseado num mecanismo "euro-oil-trading" o que naturalmente implicará o pagamento do petróleo em euros. Em termos económicos, isto representa uma ameaça à hegemonia do dólar muito maior do que Saddam representou, pois será possível nesta Bolsa que qualquer um possa comprar ou vender petróleo em euros, podendo-se evitar assim completamente o dólar norte-americano para este tipo de transacção. Se assim for, passarão a existir razões para que quase todo o mundo passe a adoptar decididamente este sistema do euro-oil:

Os europeus não terão que comprar e armazenar dólares para assegurar o pagamento das suas aquisições de petróleo mas, em vez disso, poderão utilizar a sua própria moeda. A adopção do euro para transações de petróleo dará à moeda europeia um estatuto de reserva que beneficiará os europeus à custa dos americanos.

Os chineses e os japoneses estarão especialmente ansiosos por adoptar o novo sistema, porque lhes permitirá baixar drasticamente as suas enormes reservas em dólares diversificando-as com euros, protegendo-se assim da depreciação do dólar. Na redefinição da estrutura das suas reservas de dólares poderão optar pela manutenção de apenas uma parte dos seus dólares como reserva; uma outra parte poderá ser para alienar; e uma terceira parte poderão usar para realizar pagamentos futuros, tendo o cuidado de não aumentar mais as suas reservas em dólares mas, pelo contrário, ir consolidando as suas reservas em euros.

Os russos têm um interesse económico inerente na adopção do euro e que tem a ver com a dimensão do comércio que desenvolvem com os países europeus, com os países exportadores de petróleo, com a China, e com o Japão. A adopção do euro terá como efeito imediato a facilitação das transacções comerciais entre os primeiros dois blocos, a Rússia e a UE, e com o passar do tempo facilitará o comércio com a China e com o Japão. Aparentemente os russos também não gostam de estar sujeitos a ter de guardar dólares que se vão desvalorizando, o que os tem levado ultimamente a ter um novo interesse pelo ouro. Os russos por outro lado, revivem na actualidade um forte nacionalismo, e se aderirem ao euro sabem que causarão dano grave aos americanos, pelo que o farão com prazer só para verem os americanos a sangrar.

Os países árabes exportadores de petróleo adoptarão prontamente o euro como um meio de diversificar as suas crescentes reservas de dólares em desvalorização. Tal como os russos, as suas principais transacções comerciais são com países europeus, e por isso ambos preferirão a moeda corrente europeia para promoção da sua estabilidade e para evitar riscos de cambio; isto para não mencionar a sua jihad contra o Inimigo Infiel.
Apenas os britânicos se encontram entre a espada e a parede. Eles sempre tiveram uma associação estratégica com o EUA, assim como uma tendência natural para abandonar a Europa. No entanto já não existem razões para se manterem associados ao vencedor. Porém, quando virem em dificuldades o seu parceiro de longa data, será que continuarão ao seu lado ou pelo contrário lhe aplicarão o golpe de misericórdia? Por outro lado não nos devemos esquecer que actualmente as duas principais bolsas para transacção de petróleo são o NYMEX em Nova York e o Petroleum Exchange (IPE) em Londres, embora ambas sejam efectivamente propriedade de americanos. Parece mais provável que perante a conjuntura descrita, os britânicos não consigam evitar o seu próprio afundamento juntamente com este navio em dificuldades, senão seria o mesmo que dar um tiro no próprio pé, precisamente porque põem em risco a bolsa de Londres, o IPE. É aqui de notar que apesar de toda a retórica acerca da sobrevivência da libra britânica, os britânicos não adoptam o euro principalmente porque os americanos os pressionam para que o não façam, pois se o IPE aceitasse euros para as transacções de petróleo, feriria de morte o dólar e consequentemente o seu sócio estratégico.

De qualquer modo, não importa o que os britânicos venham a decidir. Se a bolsa de petróleo iraniana avançar, os interesses que realmente têm peso – europeus, chineses, japoneses, russos e árabes – adoptarão o euro, decidindo o destino do dólar. Os americanos não podem permitir que isto aconteça, e se necessário poderão usar um conjunto de estratégias muito diversas para travar ou dificultar o avanço desta operação:

Sabotando a bolsa – pode ser com a introdução de vírus no sistema, na rede ou nas comunicações, atacando o servidor ou violando as suas seguranças, ou ainda com um ataque tipo 11/Set a instalações principais ou de apoio.

Golpe de estado – esta é de longe a melhor estratégia de longo prazo disponível para os americanos.

Negociando termos & limitações aceitáveis – esta é também uma excelente solução para os americanos. Claro que, um golpe de estado é claramente a estratégia preferida porque garante que o processoa da bolsa não avança, deixando de haver qualquer ameaça aos interesses americanos. Porém, se uma tentativa de sabotagem ou golpe de estado falhar, então não existirá outro remédio senão negociar, mas sempre como segunda opção.

Resolução conjunta de guerra na ONU – esta será sem dúvida difícil de garantir em virtude dos interesses de todos os outros membros do Conselho de Segurança. A retórica insistente acerca do desenvolvimento de armas nucleares dos iranianos serve indubitavelmente para preparar esta linha de acção.

Ataque nuclear unilateral – esta será uma terrível opção estratégica por todas as razões associadas com a estratégia seguinte, a Guerra Total Unilateral. Os americanos provavelmente utilizariam Israel para fazer o seu trabalho sujo, o ataque nuclear.

Guerra Total Unilateral – esta é obviamente a pior opção estratégica. Primeiro porque, após duas guerras, os recursos militares norte-americanos encontram-se esgotados. Segundo, os americanos arrastarão consigo mais cedo ou mais tarde, outras nações igualmente poderosas. Terceiro, os países com maiores reservas de dólares podem decidir retaliar alienando os seus dólares, dificultando assim o financiamento por parte dos EUA das suas ambições militares. Por último, o Irão tem acordos estratégicos com outras nações poderosas que se podem envolver no conflito. O Irão tem acordos supostamente com a China, a Índia, e a Rússia, conhecido como o Grupo de Cooperação de Shanghai, e um acordo separado com a Síria.
Qualquer que seja a opção estratégica utilizada, de um ponto de vista puramente económico, se a Bolsa de Petróleo Iraniana ganhar impulso será ansiosamente abraçada pelas principais potências económicas, precipitando o colapso do dólar.

III. A morte do dólar

O colapso do dólar incrementará dramaticamente a inflação norte-americana e pressionará o aumento das taxas de juros de longo prazo norte-americanas. Nesta situação, o FED encontrar-se-á entre Sila e Caribdis — entre deflação e hiperinflação — que o forçará rapidamente a utilizar a sua "medicina clássica" de deflação através do aumento das taxas de juros, provocando uma significativa depressão económica, um colapso nos valores imobiliários, e uma implosão no mercado de acções, e mercados de derivados, com um colapso financeiro total, ou em alternativa, utilizando a solução Weimar aumentando a inflação, submergindo o sistema financeiro através de uma impressão desmedida de dólares e o seu afogamento em liquidez, libertando numerosos LTCMs (Long-Term Capital Management), logo hiperinflacionando a economia.

A teoria austríaca para o dinheiro, crédito, e ciclos económicos ensina que não há lugar entre as duas margens deste rio estreito. Tarde ou cedo o sistema monetário tem que guinar para um lado ou outro, obrigando o FED a fazer sua escolha. Sem dúvida que o comandante Ben Bernanke [1] um académico de renome conhecedor da Grande Depressão e um apto piloto de helicópteros Black Hawk, escolherá inflação. O "helicoptero Ben", esquecido da Grande Depressão americana de Rothbard , no entanto dominou as lições da Grande Depressão e o poder aniquilador das deflações. O Mestre ensinou-lhe a panaceia para qualquer problema financeiro – para inflacionar venha o "inferno ou a inundação". Ele até ensinou aos japoneses os seus próprios métodos não convencionais mas engenhosos, para combater a armadilha de liquidez deflacionária. Tal como o seu mentor, sonhou combater um Inverno de Kondratieff. Para evitar a deflação, ele recorrerá às máquinas de impressão; ele vai requisitar todos os helicópteros estacionados nas 800 bases militares que os EUA têm no estrangeiro; e, se necessário, vai monetarizar tudo o que estiver à vista. A sua última realização será a destruição hiperinflacionária da moeda americana, e das suas cinzas renascerá a próxima moeda de reserva do mundo: a relíquia bárbara chamada ouro.

[1] Novo presidente do banco central dos EUA, sucessor de Greenspan. Bernanke proclamou a sua disposição de imprimir e lançar a partir de um helicóptero todo o dinheiro que venha a ser necessário.