Clubeinvest.com — Arquivo Histórico (1997-2011)
Esta é uma cápsula do tempo da comunidade financeira portuguesa. Login activo para membros.
Clubeinvest.com
Home Privado Fórum Acções Índices Metastock Portfolio Managers Publicações Blogs Contacto
 

Editar as notícias:

As mensagens escritas no Phorum (1997-2002) estão guardadas aqui: /phorum3/

Menu principal

EDP Renováveis - (EDPR.LS)

Iniciado por xubi2, Maio 03, 2008, 03:25

Tópico anterior - Tópico seguinte

Lac

Citação de: fig em Junho 04, 2008, 23:37
Depois de as coisas não mas antes senão não tinha decidido vender mal abriu o mercado  ;)


Vendeu e fez muito bem, a esse valor penso que não teve mais valias mas também não perdeu nada de significante... eu continuo com as minhas até porque o investimento é pequeno...mas logo no inicio da secção começou a notar-se que o inicio da EDPR em bolsa estava "minado" e que se subisse não seria muito.

egas

nao estava a espera de grandes subidas porque o nosso mercado tem estado muito fraco....... fui la no ultimo dia e calharao-me 150 ;D derivado a procura e entrar no PSI 20 fui la e por isso tambem nao estava a contar com uma estreia tao ma ;D

luislp

Boa noite,

Hoje foi um dia mau para EDPR, vamos ver como será o dia de amanhã penso que será muito importante para o futuro do titulo.
Gostava de deixar aqui algumas ideias:
hoje o volume negociado foi muito elevado o que demonstra que existe uma grande pressão sobre o titulo.
Desde o inicio do ano a bolsa (psi20) já caiu mais de 20% algumas acções perderam mais de 50% . Por que é que esta acção teve que ter um preço como se o mercado estivesse muito Bull. Se descontarmos pelo menos 20% chegamos a um preço de 6 Euros.

MC e BN

Buysantander

A estrela do Norte
anuncia boa sorte
Esperei que o vento amainasse
e a venda cessasse

Será premonição
ou pura ilusão
dinheiro fácil na EDP
não é coisa que se dê

mais moinhos de vento
numa terra sem alento
nem todas a ondas do mar
fazem girar Portugal

Isto para vos dizer que a BSME amanhã vai comprar EDP entre 7,40 e 7,50 se lá chegar



cronaldo


isto nem no ano 2069 chega ou passa dos 8euros  ;D

Livrem-se disto enkanto isto esta nos 7euros que ja é um excelente negocio  ;)

O valor racional disto é entre os 3.5/4€...e nao digo mai nada  :o

artista

Cronaldo, esses valores todos são fundamentados onde? no que? Assim qualquer um pode dizer o que quiser, tu dizes que vale 3/4, outro diz que vale 10 e outro 50... esses raciocínios são idênticos ao dos que vieram a fóruns dizer que abria de certeza a 10 ou 11 ou 12...

cps

artista
Como eu vejo os mercados em:  http://www.sobe-e-desce.blogspot.com/  analises técnicas, estratégia e ideias

Edgar

Desilusão! Foi assim a estreia da maior operação de dispersão de capital na bolsa portuguesa. E há já um suspeito principal para o mau desempenho da EDP Renováveis: a actuação dos fundos de investimento e outros institucionais, que impuseram ontem uma forte pressão vendedora nas acções. A CMVM está a analisar.

Os títulos da EDP Renováveis terminaram a sessão a cair 4,37% para os 7,65 euros, o valor mínimo da sessão. Foram negociadas mais de 47 milhões de acções, com os investidores institucionais - fundos de investimento, fundos de pensões e empresas - a contribuírem para a forte pressão vendedora.

"Houve aqui alguém a estragar a estreia", afirma Pedro Pintassilgo, da F&C. O gestor de fundos explica: "Há um factor intrínseco que tem a ver com a má qualidade dos investidores
institucionais. O surpreendente volume negociado diz um pouco sobre isso. Não previa de todo este comportamento. Houve um conjunto de investidores que já tinha pré-determinado sair do título".

"Foram os institucionais. Não foram os pequenos investidores" os responsáveis pelo comportamento da Renováveis na sessão inaugural, disse Tiago Miranda, analista do BiG, ao Jornal de Negócios. A EDP Renováveis não comenta o papel dos grandes investidores na queda ontem das acções. "É normal num dia vermelho do mercado", afirma Rui Teixeira, administrador financeiro da empresa. Apesar de os títulos da venda directa só serem admitidos à negociação na sexta-feira, a EDP emprestou acções aos institucionais para garantir hoje a liquidez dos papéis. Nem o contrato de estabilização da cotação das acções, a cargo da Morgan Stanley impediu as perdas.

Este contrato vigora durante os primeiros 30 dias de negociação.Contactada pelo Jornal de Negócios, fonte oficial da CMVM afirmou que o regulador "está a analisar a negociação do primeiro dia, como é da sua competência de supervisão". Além da pressão vendedora dos institucionais, as acções da EDP Renováveis não resistiram ao sentimento negativo que dominou ontem os mercados europeus, que encerraram com perdas superiores a 1%. "A queda teve a atenuante das descidas generalizadas nos mercados bolsistas", refere Pedro Pintassilgo.

"A Renováveis está a acompanhar o mercado", afirma Tiago Miranda, lembrando que "a Iberdrola Renovables também está a recuar bastante". A congénere espanhola da EDP Renováveis caiu ontem 3,21% e teve também uma estreia negativa, com as acções a perderem 2,83%. O mau desempenho impediu os pequenos investidores de registarem mais-valias, mantendo os títulos em carteira.

Olhando para os lotes transaccionados, conclui-se que só 3156 ordens corresponderam a títulos adquiridos por pequenos subscritores da OPS. O que significa que a larga maioria dos investidores está a seguir uma estratégia de longo prazo, seguindo o apelo deixado por António Mexia na sessão especial de bolsa de segunda-feira. Com a queda de ontem, a EDP Renováveis perdeu 315 milhões de euros de capitalização. Para os perto de 160 mil investidores que compraram acções na OPS, esta estreia implica perdas potenciais de 109 euros, para quem subscreveu o máximo na primeira fase.

Melhor estão os trabalhadores, que beneficiaram de um desconto de 5% no preço, pelo que ainda estão com um ganho potencial de 60 euros. Ontem, foram poucos os accionistas a sair com ganhos, ainda que marginais, e que terão sido eliminados pelos custos de corretagem. Foram transaccionadas apenas 5,75 milhões de acções acima dos 8 euros.

Fonte Jornal de Negócios On-line de 06/06/2008

quem comenta esta noticia?

Antunes

Citação de: mkdevil em Junho 04, 2008, 19:23
Eu sou novo aqui, e na bolsa!!!

Aconselharam-me a comprar acções e comprei a 8,00 euros e agora deparome com esta descida!!!!

acham que é razao para alarme, que devo fazer???

obrgado pela atençao e cumprimentos

1º conselho:

Não aceite "conselhos"!

2º conselho:

Formule a sua própria opinião porque, mesmo que não seja grande coisa ao menos será SUA.
Cumprimentos,

Antunes

tiagodandre

#143
Update da Nota 1.

Update da Nota 2.


Aproveito agora que a euforia inicial já passou, e que a EDPr se encontra a subir para transmitir a minha opinião, sobre o que se passou ontem...

1) Supostamente ontem deveria apenas entrar em negociação 2 tranches da OPS as 41.414.930# (Público em Geral & Accionistas da EDP) + 676.283.856# (CS da EDPr antes deste AC)...e não há dúvida que foi isso que aconteceu caso contrário a EDP estava metida numa bela alhada...só que o que muitos dos investidores não sabiam, é que a EDP tinha emprestado acções a investidores institucionais, e que estes também iriam agitar o mercado na abertura...e este é um ponto chave. Obviamente que esta possibilidade veio mencionada no prospecto de apenas 574 páginas, e após alguma procura lá se encontrou o sítio...

CAPÍTULO 8 – DESCRIÇÃO DA OFERTA
8.2. Condições da Oferta
8.2.2. Plano de distribuição e atribuição........................................p. 113
Nomeadamente na página 117 - Venda Institucional

O motivo foi: ...facilitar a liquidação da Venda Institucional aos intermediários financeiros...


2) Resultado: Na abertura já havia ordens extraordinárias de acções para venda, muito para além do investidor particular...estava dado o alarme! ::) "Afinal o que se passa aqui?"
Ponto 1 - Muitos Institucionais receberam mais acções do que as que estavam à espera, logo trataram de aproveitar para dar ordem aos intermediários financeiros, que tinham as acções emprestadas pela EDP (parte do CS da EDPr antes deste AC), para vender alguns lotes em bolsa...e esta decisão já tinha sido tomada antes da abertura, caso contrário não se tinha um volume de 6.407.908# no leilão de abertura...

Ponto 2 - Após este ínicio traumatizante para tanta euforia....facilmente veio o pânico (uma abertura a 8,00€???) em alguns investidores particulares que começaram a vender as suas pequenas participações, facto que não teve qualquer tipo de influência no desenrolar de acontecimentos...hoje (ontem) o mar não estava para brincadeiras, eram os meninos grandes que andavam a fazer mexer a cotação.

Ponto 3 - Apesar do montante para investidor particular ser reduzido (380=310+60+10 no máximo), deve ter havido particulares que levados pela euforia devem ter dado até o nome do piriquito para comprar acções, e como a procura no primeiro dia já superava a oferta em 5,56x, "isto vai ser um sucesso...vamos dar ordens máximas pois caso contrário não nos calha nada"...por isso se justifica na realidade o rácio final de 87,9x...se tivessem de comprar a totalidade do que pediram já não seria assim...logo este rácio está mais do que inflacionado.

Ponto 4 - Voltando ao que interessa, os Institucionais (mãos fortes, tubarões, manipuladores,...o que lhes quiserem chamar), realizaram as sua operações antecipadamente, o que causou algum espanto no mercado, uma vez que se colocava a pergunta..."então eles não tinham excedido a oferta em 6,1x (greenshoe incluido)...e agora estão a vender?" Nesse aspecto a quebra em definitivo dos 8,00€ foi determinante, pois alguns dos intervenientes possuiam stops pouco abaixo do valor de subscrição...protecção do capital em tempo de escassez de crédito também não está mal visto não senhora... ::) ...Deste modo se prova, que alguns dos meninos grandes que entraram na EDPr não se deixaram convencer pelos seus fundamentais ou pelo preço...ou justamente pelas duas coisas...EV/EBITDA e PER elevados, para uma empresa com grande potencial, mas que apesar do preço dos combustíveis estarem em alta (o que beneficiou directamente a operação de OPS), a economia continua em baixa, logo a instabilidade nos mercados faz-se sentir pela incerteza nas previsões de crescimento dos resultados das empresas...

Ponto 5 - E não menos importante, ontem a queda nos mercados foi generalizada, logo poderá ser dado um desconto à prestação da EDPr na recepção pelo mercado...um dia de queda não marca uma tendência isso é um facto, mas que muita gente já ficou com dúvidas isso é outro. Neste momento interessa é estar atento ao comportamento da EDPr relativamente ao sector (nomeadamente com a Iberdrola Renovables, e a EDF Energies Nouvelles),...


Resumindo: O que se passou ontem não foi normal se tivermos em conta o volume extraordinário, o que prova uma vez mais a instabilidade do mercado actual...o que dias antes tinha fundamentais maravilhosos e era o negócio da próxima década, passou a ser uma batata quente que queimava nas mãos dos "investidores"...Enfim, maior ponderação para as próximas investidas, porque se tudo corresse como nós planeamos (para isso servem os planos de contigência - o que estamos dispostos a arriscar no trade?), este forum não fazia sentido...estavamos todos ricos e a comer caviar no Burj Al Arab... ;)


Cump.

PS.1: Não se esqueçam, que os mesmos mão pesadas que fazem mexer o mercado para baixo, também o fazem mexer para cima...é uma questão de seguir as suas "pegadas"...o que nem sempre é fácil... ::)

PS.2: Em anexo fica o registo das transacções de ontem, bem com os slides da apresentação desta OPS...

PS.3: Este fds transmitirei a minha opinião sobre a EDPr, pois isto alongou-se, amanhã será outro dia interessante... ;)
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

formiga

Olá amigos do Fórum,

É a primeira vez que me pronuncio, mas tenho apreciado bastante todos os comentários e análises.

Ontem os "pequenos" levaram uma "coça" valente com essa história dos Institucionais! Hoje, dá a impressão, que, sem querer ofender ninguém, estão a mostrar "a cenoura" aos renitentes que não venderam ontem, para minimizar as perdas. É a impressão que me dá.

Bons negócios

artista

Tiago, concordo com o geral do teu tópico apenas tenho algumas dúvidas numa idéia... há institucionais que também vão ás IPO tentando aproveitar a usual subida das cotações na colocação, muitas vezes fazem-no para clientes "grandes", estes vendem normalmente nos primeiros dias, até porque muitas vezes o dinheiro que usam é ds institucionais que lho emprestam...

Ou seja, foram sobretudo estes que estiveram a vender, mesmo depois da fase inicial porque as vendas dos pequenos por si só dificilmente fariam as cotações deslizar 4%...

Veremos como ela evolui, não me surpreenderá que venha a curto prazo negociar acima dos 8 euros e depois logo se vê... evidentemente não estou disposto a pagar para ver  :)

cps

artista

Como eu vejo os mercados em:  http://www.sobe-e-desce.blogspot.com/  analises técnicas, estratégia e ideias

tiagodandre

Artista isso que disseste está correcto, basta ver que muitas das vezes as participações qualificadas são divididas por diversos fundos... ;)

Pois tal como eu referi também, o movimento dos pequenos subscritores foi insignificante no meio disto tudo...

Neste momento a barreira dos 8,00€ é o alvo a abater...pois estão lá estacionadas muitas OVs...amanhã é que pode ser outro dia interessante de observar, para depois se fazer um balanço mais ponderado.


Deixo uma opinião sobre a EDP-R no JN:


João Cândido da Silva
E tudo o vento levou?


[email protected]

"Nunca tento fazer dinheiro no mercado de acções. Compro, assumindo que o mercado será encerrado amanhã e só reabrirá daqui a dez anos." A citação resume, de forma elucidativa, a perspectiva com que Warren Bufett encara o investimento em empresas cotadas em bolsa.


À custa da sua abordagem, Buffett é, actualmente, o homem mais rico do Mundo. E este facto devia fazer pensar os investidores comuns que procuram no mercado ganhos elevados num prazo curto. Entusiasmam-se com a moda mais recente e correm riscos desnecessários. Trocam a certeza histórica de que as acções são, a longo prazo, o activo mais rentável, pela incerteza da fortuna instantânea.

A estreia da EDP Renováveis, ontem, na bolsa de Lisboa, foi uma desilusão para quem inveja o sucesso de Warren Buffett mas é incapaz de imitar a sua paciente sabedoria. As expectativas criadas pela operação de dispersão de acções da empresa voaram alto. O potencial de um negócio ambientalmente correcto foi enaltecido e entrou facilmente no ouvido de milhares de investidores disponíveis para juntar o útil ao agradável. Que melhor investimento pode haver nos dias que correm, em que a adesão às verdades inconvenientes pode ser uma forma de ganhar dinheiro?

Os riscos, no entanto, foram razoavelmente negligenciados. Perante a estimativa de resultados líquidos para este ano, o preço de colocação das acções da EDP Renováveis significa que cada investidor teria que esperar perto de 70 anos para recuperar a totalidade do dinheiro aplicado, caso a empresa distribuísse integralmente os seus lucros. Em comparação com a relação entre cotação e lucro por acção evidenciado pelas suas congéneres espanhola e francesa, os oito euros pedidos eram um preço elevado.

Ainda assim, a operação foi um sucesso. A procura superou a oferta e as ordens de aquisição entraram num volume tal que, para um máximo de 30 mil títulos, os investidores individuais apenas conseguiram aceder a pouco mais de 300. O facto revelou-se tanto mais surpreendente quando se sabe que a oferta pública de subscrição foi concretizada numa conjuntura de mercado adversa e a sua dimensão, colocando-a no topo das ofertas públicas iniciais realizadas este ano na Europa, gerava legítimas interrogações sobre o desfecho.

No primeiro dia de transacção em bolsa, a maior perplexidade está na circunstância de terem passado pelo mercado 47 milhões de títulos. Tratou-se de uma liquidez invulgar, que ultrapassa o número de acções objecto da oferta de subscrição. Em simultâneo, a cotação caiu cerca de 4%, quando a expectativa era de subida. Ou houve mercado ou o jogo estava marcado.

Tudo isto significa o fim do mundo? Talvez, para os apostadores de curto prazo que tenham olhado para a EDP Renováveis e visto um pote de ouro à mão de semear. Ou para quem, entre os promotores da operação, ajudou a alimentar o género de ilusões para as quais o estourar de bolhas passadas nunca é antídoto eficaz. Afinal de contas, o risco de deixar de haver vento, como garantia um responsável da EDP, não era o único que estava associado às acções da empresa.

Resta uma consolação. O vento levou, ontem, alguma coisa ao valor da empresa mas não levou tudo. O êxito da oferta de subscrição fez entrar nos seus cofres um importante volume de recursos que financiará os investimentos futuros da EDP Renováveis. No longo prazo, é a rendibilidade que venha a ser retirada desses projectos que mais deve preocupar os novos accionistas. Pelo menos, aqueles que acham que Warren Buffett é capaz de ter razão.

Publicado 05 Junho 2008  14:59
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

Começam a sair ....


EDP Renováveis
Caixa avalia acções das Renováveis em 10,27 euros


Empresa vale entre 8,5 e 10 mil milhões de euros segundo o CaixaBI, um dos chefes do consorcio na OPV da EDP Renováveis.

Pedro Latoeiro e Pedro Carvalho

O CaixaBI, um dos bancos responsáveis pela OPV da EDP Renováveis, avalia a empresa entre 8,5 e 10 mil milhões de euros, o que representa um valor médio por acção de 10,27 euros.

"Considerando as nossas estimativas para a EDP Renováveis chegámos a um 'enterprise value' entre 8,5 e 10 mil milhões de euros", pode ler-se numa análise do CaixaBI a que o Diário Económico teve acesso.

Isto significa que a avaliação mais baixa do Caixa BI supera o preço máximo do intervalo da OPV. É que os 8,5 mil milhões de euros correspondem a 9,42 euros por cada título da Renováveis e o intervalo da operação oscilava entre 7,40 e 8,90 euros.

Já considerando a avaliação mais optimista do CaixaBI, de 10 mil milhões de euros, as acções da subsidiária da EDP valem 11,12 euros.

De qualquer forma, estes números são boas notícias para os investidores que participaram na OPV, pagando 8 euros por acção. Isto porque a avaliação média do banco, de 10,27 euros, atribui um potencial de valorização de 29% às acções da Renováveis, que ontem fecharam nos 7,95 euros.

Deste modo, um investidor que tenha comprado 310 acções da EDP Renováveis na OPV, por exemplo, pode obter ganhos de 704 euros se conseguir vender os títulos por 10,27 euros. Já quem adquiriu 150 títulos pode ter, nas mesmas condições, mais-valias de 340 euros.


Forças e fraquezas
O suporte financeiro do grupo EDP, maior accionista da empresa com 75% do capital, e o "apoio político" no sector das renováveis são alguns dos pontos fortes da empresa, segundo o CaixaBI. O banco também  sublinha que o facto da EDP Renováveis ser líder em alguns países onde opera joga a favor da quarta maior eólica do mundo.

A "fraqueza dos Estados Unidos" e a "elevada complexidade e pouca visibilidade de alguns mercados" são, por seu turno, alguns dos pontos fracos identificados pelo CaixaBI. Os analistas do banco frisam ainda que eventuais "alterações na regulação" do sector e o "aumento dos custos de investimento" podem ameaçar o desempenho da EDP Renováveis.

Lucros de 40 milhões
No mesmo documento, o CaixaBI afirma esperar que a subsidiária da EDP termine o exercício de 2008 com lucros líquidos de oito milhões de euros. Para 2009, as estimativas do banco apontam para um resultado líquido de 30 milhões de euros e para 2012 de 40 milhões.


EDP foi "heroína dos resultados" no sector europeu
O banco norte-americano JP Morgan considera que a EDP foi a "heroína dos resultados" entre as 'utilities' europeias no primeiro trimestre. O banco destaca que, neste período, o EBITDA ('cash flow' operacional) da eléctrica portuguesa superou em 8% a média das previsões reunidas pela Bloomberg. No mesmo documento, a JP Morgan diz esperar que a EDP continue a apresentar um forte desempenho até ao final do ano. "A EDP deve continuar a ter uma forte 'performance' no que resta de 2008", pode ler-se numa nota de investimento. A equipa de analistas liderada por Chris Rogers tem um preço-alvo de cinco euros para a eléctrica liderada por António Mexia, que representa um potencial de subida de 28,5%, face aos 3,89 euros com que as acções terminaram a sessão de ontem. Desde o início do ano, a EDP acumula perdas de 13% na bolsa de Lisboa.


Os números

- O Caixa - Banco de Investimento avalia a EDP Renováveis entre 8,5 e 10 mil milhões de euros, numa análise a que o Diário Económico teve acesso.

- A avaliação máxima, de 10 mil milhões, representa um preço de 11,12 euros por acção.

- A avaliação mínima, de 8,5 mil milhões, corresponde a 9,42 euros por cada título da Renováveis.

- Considerando o valor médio da avaliação do CaixaBI, as acções da subsidiária da EDP para as energias renováveis valem 10,27 euros.

- Em termos de lucros, as estimativas do banco apontam para um resultado líquido de oito milhões de euros em 2008. Para 2012, a EDP Renováveis deve atingir lucros de 40 milhões de euros.

- O CaixaBI coordenou, juntamente com o Millennium investment banking e o BESI, a OPV da EDP Renováveis.

2008-06-06 00:05
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

Antunes

Citação de: tiagodandre em Junho 05, 2008, 17:51
Artista isso que disseste está correcto, basta ver que muitas das vezes as participações qualificadas são divididas por diversos fundos... ;)

Pois tal como eu referi também, o movimento dos pequenos subscritores foi insignificante no meio disto tudo...

Neste momento a barreira dos 8,00€ é o alvo a abater...pois estão lá estacionadas muitas OVs...amanhã é que pode ser outro dia interessante de observar, para depois se fazer um balanço mais ponderado.


Deixo uma opinião sobre a EDP-R no JN:


João Cândido da Silva
E tudo o vento levou?


[email protected]

"Nunca tento fazer dinheiro no mercado de acções. Compro, assumindo que o mercado será encerrado amanhã e só reabrirá daqui a dez anos." A citação resume, de forma elucidativa, a perspectiva com que Warren Bufett encara o investimento em empresas cotadas em bolsa.


À custa da sua abordagem, Buffett é, actualmente, o homem mais rico do Mundo. E este facto devia fazer pensar os investidores comuns que procuram no mercado ganhos elevados num prazo curto. Entusiasmam-se com a moda mais recente e correm riscos desnecessários. Trocam a certeza histórica de que as acções são, a longo prazo, o activo mais rentável, pela incerteza da fortuna instantânea.

A estreia da EDP Renováveis, ontem, na bolsa de Lisboa, foi uma desilusão para quem inveja o sucesso de Warren Buffett mas é incapaz de imitar a sua paciente sabedoria. As expectativas criadas pela operação de dispersão de acções da empresa voaram alto. O potencial de um negócio ambientalmente correcto foi enaltecido e entrou facilmente no ouvido de milhares de investidores disponíveis para juntar o útil ao agradável. Que melhor investimento pode haver nos dias que correm, em que a adesão às verdades inconvenientes pode ser uma forma de ganhar dinheiro?

Os riscos, no entanto, foram razoavelmente negligenciados. Perante a estimativa de resultados líquidos para este ano, o preço de colocação das acções da EDP Renováveis significa que cada investidor teria que esperar perto de 70 anos para recuperar a totalidade do dinheiro aplicado, caso a empresa distribuísse integralmente os seus lucros. Em comparação com a relação entre cotação e lucro por acção evidenciado pelas suas congéneres espanhola e francesa, os oito euros pedidos eram um preço elevado.

Ainda assim, a operação foi um sucesso. A procura superou a oferta e as ordens de aquisição entraram num volume tal que, para um máximo de 30 mil títulos, os investidores individuais apenas conseguiram aceder a pouco mais de 300. O facto revelou-se tanto mais surpreendente quando se sabe que a oferta pública de subscrição foi concretizada numa conjuntura de mercado adversa e a sua dimensão, colocando-a no topo das ofertas públicas iniciais realizadas este ano na Europa, gerava legítimas interrogações sobre o desfecho.

No primeiro dia de transacção em bolsa, a maior perplexidade está na circunstância de terem passado pelo mercado 47 milhões de títulos. Tratou-se de uma liquidez invulgar, que ultrapassa o número de acções objecto da oferta de subscrição. Em simultâneo, a cotação caiu cerca de 4%, quando a expectativa era de subida. Ou houve mercado ou o jogo estava marcado.

Tudo isto significa o fim do mundo? Talvez, para os apostadores de curto prazo que tenham olhado para a EDP Renováveis e visto um pote de ouro à mão de semear. Ou para quem, entre os promotores da operação, ajudou a alimentar o género de ilusões para as quais o estourar de bolhas passadas nunca é antídoto eficaz. Afinal de contas, o risco de deixar de haver vento, como garantia um responsável da EDP, não era o único que estava associado às acções da empresa.

Resta uma consolação. O vento levou, ontem, alguma coisa ao valor da empresa mas não levou tudo. O êxito da oferta de subscrição fez entrar nos seus cofres um importante volume de recursos que financiará os investimentos futuros da EDP Renováveis. No longo prazo, é a rendibilidade que venha a ser retirada desses projectos que mais deve preocupar os novos accionistas. Pelo menos, aqueles que acham que Warren Buffett é capaz de ter razão.

Publicado 05 Junho 2008  14:59


O problema é que Warren Buffett nunca investiria neste título por várias razões, das quais saliento a seguinte: não há histórico acerca da performance financeira da empresa nos últimos 10 anos.

Bom fim-de-semana a todos,

Antunes
Cumprimentos,

Antunes

tiagodandre

poixx....por isso é que eu disse que era uma opinião...e não a minha minha!

Aliás, na minha análise à sessão de estreia, tentei desmascarar alguns números que foram avançados... ;)

A alusão ao WB é mal empregue....


Cump.
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)