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“Perspectivas para 2011”

Iniciado por JoseABMachado, Dezembro 29, 2010, 20:49

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JoseABMachado

#180
"O Rei ... , vai Nu"

Quando um dia eventualmente se escrever a História deste período é quase uma inevitabilidade que não se venha a referir que durante um breve período as pessoas não perceberam que o "Rei ia Nu".

Não é novidade que a Grécia está falida e de que mesmo com o perdão recente de parte da dívida esta continua maior que a de Itália.

Também não é novidade que com as taxas correntes de Mercado, o financiamento da Economia Italiana é insustentável.

O problema da dívida emergiu assim e progressivamente ameaçando tornar-se num problema sistémico e global.

O que parece que já é novidade é que a França e o Reino Unido também estejam a entrar no "Radar" dos Investidores e que a própria Alemanha segundo Jean Claude Juncker tenha uma dívida maior que Espanha e "ninguém queira saber".
E na minha opinião a "Grande" novidade vai ser quando os EUA passarem a estar no centro do problema.

A Europa, a Ásia, a China e os Mercados Emergentes, estão em Bear Market.

Serão os Americanos estúpidos? ...  e pensarão que o Mundo se resume ao McDonald's.

Eu julgo que não, e digo mais ... , a subida do Mercado dos EUA é uma farsa que vai muito provavelmente sair cara a muita gente,os do costume... infelizmente.

Ao longo dos anos fui perdendo a conta às "Perolas" que se escrevem para justificar os absurdos de Mercado, tanto na alta como na baixa.

Uma "gira" que vi outro dia, já não recordo onde, foi  que a Bolsa nos EUA subia enquanto todas desciam porque os investidores olhavam para ela como um "lugar seguro".

Entre 1720 e 2011 os EUA conheceram quatro depressões (1720-1780-1840-1930) e outras tantas recessões.

A propaganda financeira de Wall Street e os interesses instalados fazem as pessoas acreditar em fantasias como "Se cair...compre" , "Compre para o longo Prazo" .

Caro amigo isto são tudo balelas para manter o público tutelado aos interesses da grande indústria financeira que emergiu a partir da década de 1980.

Qualquer aspirante a Economista munido de calculadora lhe diz que isto é "Conversa de chacha".

A verdade dos factos é que entre finais de 1980 e a crise Asiática de 1998 o Mundo conheceu um período de expansão que sobretudo a partir de 98 a FED procurou mantes com choques expansionistas . Se olhar para o Dow Jones vê claramente o resultado desta politica 2000 – Bolha , 2007- Bolha 2011 - ? ? ?


Resta-nos a consolação de pelo menos em matéria de "Porcos" (PIGS) já não estarmos tão sozinhos na pocilga.

"Onde está o Wally"?

Em Janeiro de 2009 o Jornal Público escreveu uma extensa entrevista de que anexo o Link.

http://economia.publico.pt/Noticia/joe-berardo-claro-que-estou-a-perder-dinheiro-nunca-vi-uma-crise-igual-1357209

Tanto quanto sabemos e é publico, Santander , BES , BCP e ... CGD , foram protagonistas neste negócio.

Como entre a data da entrevista e o dia de hoje o BCP caiu mais cerca de 80% e a CGD é um Banco Público, é legítimo perguntar se o assunto não desperta curiosidade aos nossos Jornalistas.
********
Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado

#181
"Há algum tempo, foi publicada , na revista Stern, uma "carta aberta" de um cidadão alemão, Walter Wuelleenweber, dirigida a "caros gregos", com um título e sub-título:
Depois da Alemanha ter tido de salvar os bancos, agora tem de salvar também a Grécia
Os gregos, que primeiros fizeram alquimias com o euro, agora, em vez de fazerem economias, fazem greves
 
 
Caros gregos,
Desde 1981 pertencemos à mesma família. Nós, os alemães, contribuímos como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.
Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo.
Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos. O caso é que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós.
No essencial, vocês nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro. Desde a sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da U.E., são o povo que mais gasta em bens de consumo.
Vocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a responsabilidade. Não digam, por isso, que só os políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos fugir aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm tido e têm.
Os gregos são quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional.
Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram, não vão mais adiante!!!
 
 
Na semana seguinte, a Stern publicou uma carta aberta de um grego, dirigida a Wuelleenweber:
 
 
Caro Walter, Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não "empregado público" como, depreciativamente, como insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas.
O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!... não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares.
Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas, infraestruturas (duas autoestradas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.
A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes "comissões" aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar.
Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona, esse lugar de VERDADE, de PROSPERIDADE, da JUSTIÇA e do CORRECTO.
Estimado Walter,
Passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou. QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.
Estas dívidas, QUE SÓ A ALEMANHA até agora resiste a saldar com a Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:
1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;
2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre-guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.
3. Os empréstimos em obrigações que contraíu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.
4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições de povoados inteiros, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.
5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., et.).
6. A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.
Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o.
Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.
Amigo Walter: na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as que têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.
Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por ai os vai obrigar a baixar o seu nível de vida, Perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia? Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes "compatriotas" da Eurozona) pretendem que saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.
Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.
E, finalmente, Walter, devemos "acertar" um outro ponto importante, já que vocês também disso são devedores da Grécia:
EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM!!!
Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nossos antepassados, que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.
E EXIJO QUE SEJA AGORA!! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.
Cordialmente,
 
Georgios Psomás
********
Cumprimentos
José AB Machado

Broker_Invest

Citação de: JoseABMachado em Novembro 17, 2011, 23:02
"Há algum tempo, foi publicada , na revista Stern, uma "carta aberta" de um cidadão alemão, Walter Wuelleenweber, dirigida a "caros gregos", com um título e sub-título:
Depois da Alemanha ter tido de salvar os bancos, agora tem de salvar também a Grécia
Os gregos, que primeiros fizeram alquimias com o euro, agora, em vez de fazerem economias, fazem greves
 
 
Caros gregos,
Desde 1981 pertencemos à mesma família. Nós, os alemães, contribuímos como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.
Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo.
Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos. O caso é que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós.
No essencial, vocês nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro. Desde a sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da U.E., são o povo que mais gasta em bens de consumo.
Vocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a responsabilidade. Não digam, por isso, que só os políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos fugir aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm tido e têm.
Os gregos são quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional.
Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram, não vão mais adiante!!!
 
 
Na semana seguinte, a Stern publicou uma carta aberta de um grego, dirigida a Wuelleenweber:
 
 
Caro Walter, Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não "empregado público" como, depreciativamente, como insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas.
O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!... não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares.
Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas, infraestruturas (duas autoestradas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.
A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes "comissões" aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar.
Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona, esse lugar de VERDADE, de PROSPERIDADE, da JUSTIÇA e do CORRECTO.
Estimado Walter,
Passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou. QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.
Estas dívidas, QUE SÓ A ALEMANHA até agora resiste a saldar com a Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:
1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;
2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre-guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.
3. Os empréstimos em obrigações que contraíu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.
4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições de povoados inteiros, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.
5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., et.).
6. A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.
Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o.
Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.
Amigo Walter: na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as que têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.
Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por ai os vai obrigar a baixar o seu nível de vida, Perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia? Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes "compatriotas" da Eurozona) pretendem que saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.
Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.
E, finalmente, Walter, devemos "acertar" um outro ponto importante, já que vocês também disso são devedores da Grécia:
EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM!!!
Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nossos antepassados, que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.
E EXIJO QUE SEJA AGORA!! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.
Cordialmente,
 
Georgios Psomás


O tenho que tirar o Chapéu ao Grego que soube responder à altura ao Alemão ficou sem argumentos após esta carta!
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

JoseABMachado

"Deslumbramentos"

O Mercado ontem acordou deslumbrado com a subida do BCP e já nas sessões anteriores se tinha deslumbrado com o enorme volume de negociação.

Estes "deslumbramentos" são bastante interessantes e normalmente são interpretados como:

"Agora é que é ... isto vai ser a "Bombar" , "se alguém comprou tantas é porque vai subir".

Se vai subir ou descer, não sei, nem estou interessado. No entanto sei que se alguém comprou, alguém vendeu e se as razões são estritamente de negócio e não de qualquer outra natureza normal, quem comprou pode não estar a fazer necessariamente um bom negócio e quem vendeu o mais certo é que tenha de o ter feito.

A propósito de "deslumbramentos", chamo à atenção para os exemplos seguintes: 

"Deslumbramento 1"

Em Junho de 2009 a Impresa foi notícia pela subida súbita dos 0.80€ para os 2€. Após este negócio a Impresa atingiu o máximo de 2.31€ , +15%, cotando agora nos 0.40€ , menos 81%.

(Gráfico 1)

"Deslumbramento 2"

Nos finais de 2009 a sociedade Kento, liderada pela filha do presidente de Angola, comprou uma posição de 2,5 por cento que a CGD detinha na operadora, 4,5 por cento de acções próprias da Zon e cerca de cinco por cento da Cinvest, empresa do coronel Luís Silva, o que totalizou os 10 por cento.

(Gráfico2)

Se foi esta a Zona de compra do negócio, a Zon nunca terá negociado muito acima dela e entre Dezembro de 2009 e a data de ontem, perdeu cerca de 60%.

É claro que enquanto dura o Deslumbramento, a malta vai andando entretida e ansiosa pela dica da felicidade.
********
Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado


"Previsões"

Tenho como dado adquirido que em matéria de investimento financeiro minguem está isento de errar.

Quem prevê de forma isenta e não tendenciosa, utiliza do meu ponto de vista o melhor do seu conhecimento e informação, para ter um elemento de vantagem em relação ao Mercado.

Prever é assim um exercício que requer, conhecimento, disponibilidade, experiencia e sobretudo perícia.

Não é infrequente que sobre um mesmo dado, período ou matéria existam no Mercado financeiro, previsões diferentes. Isto não é quanto a mim um drama. Um médico pode fazer um diagnóstico e outro, um completamente diferente. Um analista também pode fazer um diagnóstico e não poderá outro fazer um completamente diferente?.

O que distingue um do outro?.. , Como é evidente a consistência e o número de vezes em que acerta... ,no caso do Médico é bom até que não erre muitas.

Quem é que vai a um Médico que em vez de perceber uma septicemia percebe uma indisposição? Eu não obrigado.

Se o nosso amigo Médico constata que se enganou depois de o doente morrer é uma "chatice" ...isto leva-me a concluir que a previsão só é útil se for feita em tempo oportuno.

Não sei se sabe o que é um Ombro-Cabeça-Ombro ou "head and shoulders" como dizem os "Gringos"mas se não souber , informe-se.

"Pode ser" que lhe venha a ser útil.

http://www.chartpatterns.com/headandshoulders.htm
********
Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado

#185
" Tendências "

Sei que eventualmente neste Fórum, como em todos os Fóruns sobre a matéria, nos últimos dias existe quem acorde, bem-disposto, mal disposto ou de "ressaca".

Independentemente do seu estado de alma, tome a coisa como normal e como uma circunstância recorrente do seu estado natural de aprendizagem das lides Bolsistas.

Por isso, não esteja "eufórico" nem "deprimido" porque, "The Show Goes On"...
O" Post" de hoje é em parte escrito a brincar, embora verse algumas coisas mais sérias Está dividido em duas partes:

Na primeira parte, vou procurar demonstrar exemplificando e de forma sublinho ,muito sumária, porque é que apostar numa subida de Mercado sustentada neste momento era e sempre foi não só prematuro, como "probabilisticamente" um erro .

Na segunda, vou voltar a chamar-lhe à atenção, para um aspeto que me parece importante dentro do contexto em que esta apresentação se insere.

Parte 1

Uma análise de Mercado tão correta quanto possível deve obedecer a vários parâmetros, podendo e devendo os mesmos ser ajustados em função do horizonte temporal que se prefere adotar.

Os parâmetros a ter em conta são a (1) envolvente Económica e Financeira, a (2) estrutura técnica do Mercado, a (3) dinâmica do Mesmo a (4) psicologia subjacente das massas e por último (5) o cruzamento de informação relevante e temporalmente sustentada.

De forma geral, estes fatores são sempre importantes, no entanto existem períodos (os grandes Bull Market) em que alguns parecem secundários.
Isto acontece porque quando existe uma tendência firme e prolongada de subida, o risco diminuiu de forma drástica e as pessoas passam a ganhar dinheiro de forma fácil o que leva a que a generalidade das mesmas passe a alimentar o pressuposto de que ganha dinheiro porque é particularmente dotado para investir neste Mercado. A propaganda financeira e a troca de argumentos e informações com outras pessoas em igual estádio de conhecimento, também leva a que esta situação se agudize.

É claro que quando o Mercado reverte e as condições se alteram o resultado é por norma desastroso e normalmente o que é ganho na subida é rapidamente perdido na descida, tanto em lucro acumulado, como em capital próprio.

Para a situação corrente e contrariando o entusiasmo verificado, como pode ser visto no gráfico - 1 anexo, nunca e apesar da expressividade da subida de Outubro o Mercado teve impulso suficiente para criar uma dinâmica positiva o indicador "fator" foi sempre negativo e nunca ultrapassou o "0". Não obstante este aspeto, existiam múltiplas resistências técnicas obvias que confluíam em simultâneo na "Zona" onde o Mercado acabou por reverter (Gráfico – 2) e que em grande parte poderiam ter sido identificadas, sem grande "expertise".

Parte 2

Nesta parte vou voltar a chamar à atenção para um aspeto que volto a referir é bastante importante, o cruzamento de informação relevante e temporalmente sustentada.

Se alguém pretende informação relevante, não é no Bloomberg ou na CNBC que a deve procurar. A CNBC e o Bloomberg são produtos informativos resultantes do Grande Bull Market de 1980-2000. Na verdade a CNBC começou a operar modestamente em 1980 e só em 1989 evolui para canal de negócios e o Bloomberg em 1990... no início do grande Boom, portanto.

Como canais informativos são bons o problema é que a informação só por si não trás valor acrescentado e a CNBC particularmente tem a grande qualidade de ser na minha opinião demasiado tendenciosa.

Posto isto onde é que está a informação de relevo? Na minha opinião junto de pessoas que investem no Mercado ou que estão no Mercado de forma constante e relevante.

Richard Russell que iniciou a sua atividade em 1958 , Tom Demark , ou outros como eles , são uma mais valia para todos os investidores e confrontar os nossos modelos e analises com os seus pressupostos é sempre um exercício estimulante.

A Internet permitiu entre muitas outras coisas , o aparecimento de Networks variadas e o associativismo para busca , tratamento e difusão de informação relevante é uma delas.

No Market Trend fazemos isso, como forma assessória de modelo de análise, confrontando os nossos modelos e conclusões com os modelos de muitos outros intervenientes de relevo.

Se estiver interessado em aderir, até final do Mês de Novembro, pode faze-lo.

[email protected]
********
Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado

"Notas Soltas"

Só para Newbies

Esta nota é só para Newbies e caloiros, ou por outras palavras, para aprendizes como eu que todos os dias descobrimos que aprender é um processo infinito. Por exclusão de partes quer isto dizer que "mega-analistas", da classe civil e tudo o que existir de Major para cima na classe Militar, está ... , dispensado.

Não sei se sabe como são no mundo de Wall Street conhecidos os investidores de retalho?. Os Investidores de retalho são conhecidos em Wall Street por "the suckers" (os otários).

Existem algumas premissas de que sou apologista que julgo eventualmente, não serem do entendimento geral.

No entanto parece-me que seria muito útil que todas as pessoas as tivessem em linha de conta, para evitar males maiores ou dissabores financeiros.

1ª Premissa geral:

Os Mercados não sobem ou descem porque "achamos" que vão subir ou "achamos" que vão descer. A nossa perspectiva é absolutamente irrelevante.
Os Mercados sobem ou descem, dentro de determinados contextos, dinâmicas e estruturas e porque simplesmente a maioria da oferta ou procura é positiva ou negativa.

Posto isto, se quer comprar ... , compre, se quer vender ... , venda. Faça o que entender porque só se for cego ou "sucker" é que ainda não percebeu o que lhe estou a dizer.

O Nosso Pereira

Confesso que não sou apreciador do Caldeirão de Bolsa. Aquela coisa de ter aqueles três "Gurus" sempre a "moderar", não está nos meus pressupostos de liberdade de expressão.

"Sim Sr. Pereira, Não Sr. Pereira, desculpe Sr. Pereira ... isso não é para mim".

Enquanto as pessoas se tratarem de forma cordial e cada um exprimir o seu ponto de vista livremente, vou escrevendo aqui.

Bom, vem isto a propósito da, como sempre, extraordinária perspicácia analítica do Sr. Pereira.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_SC_V2&id=521309

Em 26 de Agosto e com menos "Show of" foi aqui colocado um Post , em que os caros Forenses do CI foram informados que:

"A propósito do que vai acontecer. A Galp tem sido uma das vedetas da Bolsa Nacional, no meio da hecatombe geral. Se tem Galp , tenha cuidado. Muito provavelmente o vento está a mudar"...

Observação: O Market Trend está aberto a novos participantes até final do mês corrente. Caso pretenda aderir , contacte.

[email protected]
********
Cumprimentos
José AB Machado

tojo

J AB Machado,

seria possivel fazer uma análise à sonae? Até porque, parece-me que rompey um suporte de longo prazo.

Obrigado desde já

JoseABMachado

Boa Tarde
Tojo

Obrigado pela sua participação no tópico.

Antes de dar a minha opinião sobre a sua questão, gostaria de chamar à atenção das pessoas em geral que aqui o vêm consultar de dois aspectos  importantes:

O primeiro é de que as interpretações que estou a formular procuram ser o mais objectivas e isentas possíveis à luz das estruturas, dinâmicas e dados relevantes técnicos e fundamentais disponíveis.

Não existe por isso da minha parte qualquer intuito obscuro, propensão ou desejo que as economias não funcionem ou os Mercados não subam.

O segundo e não menos importante é de que os ciclos de alta e de baixa são tão naturais como os Mercados em si. Não é necessário nenhum conhecimento particularmente especial para verificar que foram necessários 25 Anos para o Dow recuperar em termos nominais o máximo de 1929 e de que entre 1965 e 1982 não foi a lado nenhum ou pegando noutro exemplo, de que o Nikkei entre 1970 e 1989 subiu 1230% e de que entre 1989 e 2011 perdeu cerca de 80% relativamente ao máximo atingido.

Penso ainda que muitos dos actuais conceitos e chavões que as pessoas tomam como certos, derivam do grande Bull Market que se registou entre finais de 1980 e o ano 2000 e da grande indústria financeira que emergiu neste espaço de tempo (Financeira... e Informativa).

Infelizmente o que é branco é branco e o que é preto é preto e o resto é "chilreada".

Sonae

A Sonae à semelhança de "muitos outros" títulos importantes no PSI 20 está numa posição técnica muito delicada.

Não vou entrar em muitos detalhes nem considerações , no entanto vou facultar dois gráficos simples de observar.

1) No primeiro estão evidenciados os principais suportes e resistências da Sonae. Suportes e resistências são "Zonas" de Mercado onde existiram grandes faixas de negociação e que por isso quando revisitados geram movimentos impulsivos de preços, positivos ou negativos.

No caso concreto, dou como bastante provável que ultrapassada a Zona dos 0.40€, a Sonae deverá dirigir-se para os 0.20€.

A Médio, Longo Prazo (2012—2013)e se nada de fundamental se alterar de forma muito significativa, deveremos ver a Sonae a negociar entre os 0.20€ e os 0.10€.

2) No segundo está um gráfico de Força Relativa. A Força Relativa pode servir para comparar, a Força de um activo , face a um índice (EX.estes comentários são só para Newbies. Por exclusão de partes quer isto dizer que "mega-analistas", da classe civil e tudo o que existir de Major para cima na classe Militar, está ... , dispensado.).

O que historicamente podemos constatar é que a Sonae "hiper-reage" positiva e negativamente na Bolsa Portuguesa, subindo mais que o PSI e descendo mais que este (Para bom entendedor...).

Bom fim-de-semana e faça favor de ter cuidado
********
Cumprimentos
José AB Machado

tojo


fisher

#190
Caros amigos

Desculpem intrometer- me na vossa conversa mas não pude deixar de observar o gráfico da Sonae do Belmiro e fiquei aterrorizado .

A Sonae está como o País, o destino está traçado e o destino é só um o buraco e mais nenhum.

Os meus parabéns ao Machado porque falou  muito bem ,o desastre é tão grande que a Sonae caminha para os valores indicados e vai atingi-los seguramente , porque caminha para Zero, opinião minha .  

Estou surpreendido como Belmiro de Azevedo se deixou entalar.

é minha opinião que os suportes  não vão suportar nada. Vão ser todos quebrados seguramente.

. Meus amigos as contas da Sonae não devem estar boas para que  a cotação desça desta maneira. E o  pior não é a Sonae .  O pior é que a Sonae é o espelho do País e se a sonae caminha para o buraco , para zero, a bolsa Portuguesa também , e o País também ,o que é uma pena.

As minhas desculpas por esta intromissão , e aos que não concordam.

Cumprimentos e bons negócios
fisher

JoseABMachado

Boa Noite
fisher

(...) não tem nada que se desculpar. Participe sempre que julgar oportuno.
Bom FDS
********
Cumprimentos
José AB Machado

serpim

Boas,
Antes de mais, os meus mais sinceros parabens ao Jose Machado pelas suas analises, pelas suas opiniões e por partilha-las connosco, que a par de outros ilustres opinadores, muito tem contribuido para manter este forum vivo.
Aproveito para dar tb a minha opinão sobre a SONAE ;D
Esta grande empresa e escola para muitos gestores e quadros medio/altos do nosso País, infelismente está, pela sua exposição quase em completo ao mercado nacional, muito dependente da evolução da economia portuguesa e essa está pela hora da morte, por isso só quando a economia começar a crescer e os portugueses ganharem confiança é que vai retomar o crescimento e subir no seu valor bolsista. Provavelmente a SONAE vai sofrer e muito, com os cortes nos sub Natal e rendimento disponivel das familias, já que uma boa parte deste íria ser gasto em compras e bens superfulos, onde, regra geral estas empresas têm melhores margens de comercialização.
Na minha modesta opinião, em sentido diferente, caminharão algumas empresas como é o caso da CIMPOR, GALP, JM, PORTUCEL, já que o peso de Portugal no volume de negocios é substancialmente inferior.

Bons negocios
SP

egas

Citação de: serpim em Novembro 27, 2011, 10:44
Boas,
Antes de mais, os meus mais sinceros parabens ao Jose Machado pelas suas analises, pelas suas opiniões e por partilha-las connosco, que a par de outros ilustres opinadores, muito tem contribuido para manter este forum vivo.
Aproveito para dar tb a minha opinão sobre a SONAE ;D
Esta grande empresa e escola para muitos gestores e quadros medio/altos do nosso País, infelismente está, pela sua exposição quase em completo ao mercado nacional, muito dependente da evolução da economia portuguesa e essa está pela hora da morte, por isso só quando a economia começar a crescer e os portugueses ganharem confiança é que vai retomar o crescimento e subir no seu valor bolsista. Provavelmente a SONAE vai sofrer e muito, com os cortes nos sub Natal e rendimento disponivel das familias, já que uma boa parte deste íria ser gasto em compras e bens superfulos, onde, regra geral estas empresas têm melhores margens de comercialização.
Na minha modesta opinião, em sentido diferente, caminharão algumas empresas como é o caso da CIMPOR, GALP, JM, PORTUCEL, já que o peso de Portugal no volume de negocios é substancialmente inferior.

Bons negocios
SP
por arrasto nem estas devem escapar, so faltam essas empresas a darem a parte fraca para certas empresas irem para valores ridiculos ;D

JoseABMachado

#194
"Os Sapateiros"

Sem nenhum desprestígio para nenhuma das classes como é óbvio, não sei onde é que o Sr. Costuma ir ao Médico quando está doente ou arranjar os sapatos quando disso, estes necessitam.

Eu como é lógico e natural, quando estou doente não vou ao Sapateiro e para arranjar os sapatos não vou ao Médico.

Infelizmente este País está doente e habituou-se a ir ao sapateiro. E desde que o sapateiro seja "bem-falante", no mínimo passou a considera-lo uma sumidade nas lides da medicina.

http://www.tvi24.iol.pt/aa---videos---economia/ignorante-tvi24pt-galamba-carlos-costa-ps-noticias/1304807-5797.html

Vamos começar pelo princípio.

A expressão despesa agregada designa o somatório de todas as despesas efectuadas por todos os agentes económicos e dirigidos à produção nacional. Assim, a despesa agregada inclui as despesas de consumo de produtos e serviços efectuado pelas famílias (também designado por consumo privado), as despesas ou gastos do Estado (também designado por consumo público), as despesas de investimento efectuadas pelas empresas, as despesas efectuadas pelo exterior sobre a produção nacional (isto é, as exportações). Dado que cada uma das despesas enunciadas pode incluir despesa efectuada sobre bens importados, deverão ser deduzidas as exportações.

O Efeito de Crowding Out (em português, Efeito de Deslocamento ou de Evicção) corresponde a uma redução no investimento e de outras componentes da despesa agregada sensíveis às taxas de juro, sempre que o Estado aumenta a despesa pública. Este efeito é justificado pelo facto de existir um mecanismo de transmissão entre o mercado monetário e o mercado de bens e serviços. De facto, quando o Estado aumenta os seus gastos (ou quando reduz os impostos) ocorre, no curto prazo, um aumento da despesa agregada, aumento esse ampliado pelo efeito do multiplicador da despesa. Contudo, o aumento da despesa agregada (e consequentemente dos preços) originará um aumento da procura de moeda por motivo de transacções, que por sua vez irá provocar um aumento das taxas de juro. As taxas de juro poderão aumentar também pela emissão de dívida pública para financiar o acréscimo de despesa do Estado. Este aumento das taxas de juro irá por sua vez provocar uma descida do investimento e de outras componentes da despesa agregada mais sensíveis às taxas de juro.
É a esta redução de algumas componentes da despesa agregada após o aumento das despesas públicas que é dada a designação de efeito de crowding out.

Devido a este efeito, o impacto da política orçamental é atenuado, ocorrendo também uma alteração nas componentes da despesa agregada.

De facto como diz o Dr. Carlos Costa com razão, " a realidade é mais resistente".

"Bruxos e Zandingas"

A História das Bolsas está cheia de homens providência que em dado momento deslumbram as massas com os seus métodos e feitos financeiros.

Pessoalmente não acredito em homens providência, mas acredito que com modelos de investimento consistentes é possível ter vantagens relativas nos Mercados.

O que é que pode distinguir um mau investidor, de um bom investidor ou de um investidor acima da média?

Do meu ponto de vista, a sua capacidade de interpretar o Mercado e a consistência dos seus modelos de análise, independentemente da forma como se posiciona no mesmo. Além da disciplina e do "Timing", mais adequado possível.

Vem isto a propósito de mais um interessante texto didático do nosso Pereira:

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=522273

Se percebi o sentido do texto ... , diz o nosso Pereira que prever o Futuro , não é possível , passando dessa afirmação para a condicionante de "franzir o sobreolho" e se mostrar séptico em relação a qualquer coisa do género.

Eu estou de acordo quanto a prever o Futuro ser impossível e isso parece-me uma "lapalissada" http://pt.wikipedia.org/wiki/Lapalissada .

No entanto partir desta "lapalissada" para a redução dos métodos de previsão, fundamentais ou técnicos como é o caso, a simples vidências "Bambo" é que já não pode ser ...

É claro que os acólitos do nosso Pereira , passaram logo todos a franzir o sobreolho , como mandou o Mestre. No entanto parece-me que se perdessem algum tempo , a ler "Technical Analysis of Stock Trends" ou  "Technical Analysis of The Financial Markeys" , que têm por assim dizer o "B-abá" da Análise Técnica e que não são livros de Alquimia, estou certo que encontraram algumas das chamadas, "Técnicas de projecção de Preços". Se por acaso não dominam o Inglês, podem também iniciar-se nestas questões, recorrendo a :

http://youtu.be/hOqNdUDwhyI

http://www.timing.com.br/site/livros/e-so-isso.html

Concluo salientando que se prever não é a essência de qualquer análise , qual é ela então?...

Não é na previsão que está o problema, porque prever é a essência de qualquer modelo de Análise.

O problema esta na forma como a análise é apresentada ou formulada.

Por exemplo os Balanços mágicos que as Empresas apresentam para ir para a Bolsa e que depois se revelam autênticos  exercícios de multiplicação, ou os fantásticos Targets que algumas casas de investimento apresentam e que depois são "revistos" 80% em baixa sobre o último anterior (Ex UBS / BPI).

"Não resisto a Pérolas"

Não sei onde estudou ... , mas eventualmente deve ter sido numa das aulas de Filosofia.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/pagar-a-divida-e-ideia-de-crianca

De facto entre meias verdades dizem-se grandes enormidades.

A divida dos Estados é eterna (sic.) a sua dimensão é que não. Eu gostaria de saber se não fosse muito incómodo, a quem é que os Estados vão pedir para sustentar o crescimento galopante da divida (Portuguesa e não só... )com as pirâmides etárias actuais (uma pirâmide etária não se altera por decreto , nem ao fim de uns anitos).

E mesmo que exista algum fenómeno do entroncamento em tão filosófica afirmação , brincadeira de crianças é termos políticos que julgam que eu e o resto da maralha temos sine dia de pagar em impostos, infindavelmente crescentes, os disparates que fazem .

"E você ..., já comprou para o Longo Prazo?"

http://sicnoticias.sapo.pt/1050828


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Cumprimentos
José AB Machado